Homilia do Domingo do Bom Pastor (Jo 10,1-10)(26/04/26)
A CAMINHO DA ETERNIDADE
Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
domingo, 26 de abril de 2026
Domingo do Bom Pastor...
Homilia do Domingo do Bom Pastor (Jo 10,1-10)(26/04/26)
sábado, 25 de abril de 2026
Como se revelam os verdadeiros discípulos...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 16,15-20)(25/04/26)
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1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra a Festa de são Marcos Evangelista; ele foi discípulo de Pedro, de cuja pregação se fez intérprete no Evangelho que escreveu. Atribui-se a ele a fundação da Igreja de Alexandria. Também com Barnabé de quem era primo, acompanhou o apóstolo Paulo em sua primeira viagem, e depois também o seguiu até Roma.
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2. Ora, a princípio, conforme vemos nos atos dos Apóstolos (cf. At 13,13), Marcos, por ser muito tímido, desistiu de continuar a viagem Apostólica com Paulo e Barnabé, retornando a Jerusalém. "Depois disto, porém, foi colaborador de São Pedro (1P 5,13), tendo-se mostrado, não apenas um autêntico cristão, mas um servidor fiel e resoluto do Evangelho. O instrumento desta mudança parece ter sido a influência de Pedro, que transformou em apóstolo o discípulo tímido e covarde."
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3. "Através desta história, aprendemos uma lição: pela graça de Deus, o mais fraco pode receber a força. Portanto, não devemos confiar em nós mesmos; nunca devemos desprezar um irmão que dá provas de fraqueza, nem jamais desesperar quanto à sua fidelidade, mas, pelo contrário, ajudá-lo a seguir em frente."
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4. Admiremos pois, em São Marcos, uma tão espantosa transformação: «pela fé, o fraco recebeu o dom da fortaleza» (Heb 11,34). Deste modo, Marcos dá testemunho dos maravilhosos dons do Espírito Santo." (São John Newman).
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5. Portanto, caríssimos, são Marcos finaliza o Evangelho que redigiu como resultado das pregações de São Pedro desse modo: "Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam." (Mc 16,20).
6. Destarte, a obra salvífica do Senhor continua até o fim dos tempos no Seio da Sua Santa Igreja por meio da vivência dos Santos Mandamentos e dos Sacramentos que são os sinais visíveis e sensíveis da sua real presença no meio de nós, bem como nos atesta São Bruno de Segni (c. 1045-1123):
7. "Para nós, os sinais e os prodígios deixaram de ser necessários: basta-nos ler ou ouvir o relato daqueles que foram realizados. Porque acreditamos nos Evangelhos, acreditamos nas Escrituras que os contam. E, no entanto, ainda hoje se produzem sinais; e, se prestarmos bem atenção, reconheceremos que eles têm muito mais valor do que os milagres materiais de outrora."
8. Aliás, todas as ações da Santa Igreja são sinais e prodígios realizados em nome de Cristo. O batismo é o novo nascimento para a vida eterna; a Eucaristia é o próprio Senhor nos alimentando; a confissão é a reconciliação com Deus dos cairam em tentação; a pregação da Palavra é o anúncio atual da salvação; a unção dos enfermos é cura para doentes. Enfim, "Estes são os sinais que o Senhor havia prometido aos seus santos, e ainda hoje eles os realizam."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Crer em Cristo ressuscitado e conviver com Ele no nosso dia a dia...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,52-59)(24/04/26)
1. Caríssimos, o Sacramento do batismo que recebemos é o novo nascimento da água e do Espírito Santo para a vida eterna, e nele nos é dada a fé para interagirmos com o Senhor Jesus ressuscitado como Saulo e Ananias interagiram como vimos na primeira leitura; e como vimos também a iniciativa é sempre do Senhor tendo em vista a nossa salvação.
2. Com efeito, Deus enviou o seu Filho, primeiro ao seu povo eleito conforme havia prometido a Abraão, Issac e Jacó, os outros Patriarcas e aos profetas; no entanto, como vimos, Ele foi rejeitado e morto pelos seus; Deus, porém, o ressuscitou dos mortos para que por sua ressurreição se estendesse a salvação a todos os povos de todos os tempos.
3. De fato, por seu Verbo encarnado Deus entrou em nossa natureza decaída e a redimiu para sempre nos dando o perdão dos pecados. Desse modo compreendemos que enquanto existir a vida humana sobre a terra o Senhor Jesus, por seus servos, continuará a sua missão salvífica até o fim do mundo.
4. No Evangelho de hoje o Senhor nos dá a conhecer que é preciso compreender a sua linguagem para não nos confundirmos como se confundiram os judeus que viram e ouviram-no pessoalmente, mas não acreditaram. Por isso, escutemos atentamente o que Ele nos diz:"Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas." (Jo 3,34).
5. Decerto, isto significa que para entendermos a sua Palavra Ele nos deu o Espírito Santo, que nos faz compreende-la e vive-la na íntegra, tal como nos ensinou: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,13).
6. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus a graça de sermos conduzidos pelo Espírito Santo no seio da Sua Santa Igreja revistida da sua autoridade e dos seus carismas na pessoa do Santo Padre, dos bispos e do clero em comunhão com ele, e com todo o povo de Deus presente no mundo inteiro.
7. Destarte, Cristo é o Cordeiro Imolado, único sacrifício que agrada a Deus. E esse Sacrifício não é repetição, mas atualização, isto é, torna realmente presente a mesma oferta que o Senhor fez ao Pai no patíbulo da cruz, porém, sem derramamento de sangue. Desse modo, crê é viver essa união com Cristo no mais íntimo de nossa alma, que nos torna pelo seu Corpo Eucarístico, participantes de sua Natureza Divina.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Será que estamos vivendo no tempo a eternidade que desejamos?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,44-51)(23/04/26)
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1. Caríssimos, viver no tempo sem ser do tempo só é possível quando vivemos plenamente o nosso batismo que nos fez ressuscitar com Cristo. Ora, isto significa o que são Paulo nos ensina na Carta aos Gálatas: "Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gl 2,19b-20).
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2. De fato, esse é o viver, não para si mesmo, mas para Deus, isto é, viver como renascidos da água e do Espírito Santo em estado de graça para a vida eterna; bem como constatamos na primeira leitura e no Evangelho de hoje, em que a interação entre o céu e a terra é tão palpável que não existe espaço ou motivo algum para duvidar.
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3. Na primeira leitura Filipe se põe inteiramente disponível para o serviço salvífico que recebera do Senhor e assim interage livremente com os anjos e com o próprio Espírito Santo para a eficácia da Evangelização daqueles que Deus chamou para seguir o seu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
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4. Ora, mas, por que isso não está acontecendo conosco atualmente? Talvez seja porque disperdiçamos o tempo e a disponibilidade que recebemos do Senhor, com as coisas fúteis deste mundo e não os empregamos para a edificação do Reino de Deus e da sua justiça.
5. De fato, quanto tempo disperdiçado com televisão, Internet e outros meios de comunicação ou outras atividades, mesmo sabendo que isso não traz nenhum benefício para as nossas almas, pois, é tempo perdido sem nexo com a graça de Deus que nos salva.
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6. Com efeito, se todo o nosso tempo fosse dado para a interação com o Senhor, por meio da oração, da penitência, da prática das obras de misericórdia e outros exercícios espirituais, certamente teríamos um mundo mais justo, humano e mais cristão.
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7. Infelizmente, não é isso o que está acontecendo; na verdade, a maioria tem usado o tempo e a disponibilidade para a prática de todo tipo de pecado, cujo resultado é um mundo soberbo, incrédulo, cruel, infernal. E é isso o que estamos constatando em larga escala.
8. Em outras palavras, sem a prática sincera da fé, não existe arrependimento, penitência, conversão e salvação. Então, o que fazer? Pedir ao Senhor Jesus a graça de sermos dóceis ao Espírito Santo e nos deixar conduzir por Ele para anunciarmos intrepidamente a salvação, seguindo o exemplo de são Filipe.
Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Como será o nosso dia eterno?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,35-40)(22/04/26)
1. Caríssimos, assim como não temos vida natural sem o ar que respiramos porque dele dependemos totalmente; de igual modo, também não temos vida espiritual sem a graça do perdão e da misericórdia do Senhor que purifica e santifica as nossas almas para vivermos em perfeita comunhão com a sua santa vontade.
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2. Ora, reconhecer que somos pecadores e necessitados da Sua Divina Misericórdia, significa aceitar e acolher os valores eternos que o Senhor nos concede com o perdão dos nossos pecados. Sem esse reconhecimento não existe espaço em nossas almas para a obediência e a humildade que são virtudes essenciais para nos manter em estado de graça.
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3. No Evangelho de hoje, ouvimos o Senhor Jesus dizer: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede." Com essas palavras o Senhor confirma que naturalmente todos seguem ao encontro da morte; mas, também nos dá a garantia de que Nele a vida não tem fim, ou seja, Ele é a Porta pela qual entramos na vida eterna.
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4. Escutemos, então, com atenção o Profeta Miquéias, na seguinte exortação: "Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." (Miq 6,8).
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5. Decerto, diante de tal exortação, creio que no último instante do nosso viver, ou seja, no nosso dia eterno (cf. Hb 9,27), o Senhor nos fará a seguinte indagação: "Te dei a vida, te criei por amor e somente para amar, o que fizeste da vida que eu te dei?"
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6. Sem dúvida, tudo o que pensamos, falamos e vivemos está escrito em nossas almas, é bem como nos exorta a Carta aos Hebreus: "Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas." (Hb 4,12-13).
7. Destarte, rezemos com santa Gertrudes de Helfta, monja beneditina (séc. XIII), esta linda oração: "A mim, que imploro o teu socorro, Senhor, a mim, que desejo ser fortalecida pelo mistério da tua bênção, concede-me o socorro da tua proteção e da tua orientação. Que haja em mim, Senhor, pelo dom do teu Espírito, uma prudente modéstia, uma sábia bondade, uma grave doçura, uma casta liberdade."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Temos fome, Senhor Jesus, do teu Pão de vida eterna...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,30-35)(21/04/26)
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1. Caríssimos, transcrevo aqui parte da homilia do nosso saudoso Papa Francisco, comentando o Evangelho de hoje: "O Senhor veio para dar vida ao mundo e fá-lo sempre duma maneira que consegue desafiar a mesquinhez dos nossos cálculos,
2. a mediocridade das nossas expetativas e a superficialidade dos nossos intelectualismos; coloca em discussão as nossas perspetivas e as nossas certezas, convidando-nos a passar a um horizonte novo que dá espaço a um modo diferente de construir a realidade.
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3. Ele é o Pão vivo descido do Céu: «quem vem a Mim não mais terá fome e quem crê em Mim jamais terá sede». Toda aquela gente descobriu que a fome de pão tinha também outros nomes: fome de Deus, fome de fraternidade, fome de encontro e de festa partilhada.
Habituamo-nos a comer o pão duro da desinformação, e acabamos prisioneiros do descrédito, dos rótulos e da infâmia.
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4. Julgamos que o conformismo saciaria a nossa sede, e acabamos por nos dessedentar de indiferença e insensibilidade; alimentamo-nos com sonhos de esplendor e grandeza, e acabamos por comer distração, fechamento e solidão; empanturramo-nos de conexões, e perdemos o gosto da fraternidade.
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5. Buscamos o resultado rápido e seguro, e encontramo-nos oprimidos pela impaciência e a ansiedade. Prisioneiros da virtualidade, perdemos o gosto e o sabor da realidade.
6. Digamo-lo com força e sem medo: temos fome, Senhor, do pão da vossa Palavra capaz de abrir os nossos fechamentos e as nossas solidões; temos fome, Senhor, de fraternidade, onde a indiferença, o descrédito, a infâmia não encham as nossas mesas nem ocupem o primeiro lugar em nossa casa.
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7. Temos fome, Senhor, de encontros onde a vossa Palavra seja capaz de elevar a esperança, despertar a ternura, sensibilizar o coração abrindo caminhos de transformação e conversão. Temos fome, Senhor, de experimentar - como aquela multidão - a multiplicação da vossa misericórdia,
8. capaz de quebrar os estereótipos e de repartir e partilhar a compaixão do Pai por cada pessoa, especialmente por aqueles de quem ninguém cuida, que são esquecidos ou desprezados. Digamo-lo com força e sem medo, temos fome de pão, Senhor: do pão da vossa Palavra, do pāo da fraternidade [e principalmente do Pão da vida eterna]. (Papa Francisco, trechos de sua homilia, 7 de maio de 2019)
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
A fé não combina com nenhuma ideologia...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,22-29)(20/04/26)
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1. Caríssimos irmãos e irmãs, o mundo em que vivemos mergulhou de vez num abismo sem fundo de calúnias e mentiras; de interesses mesquinhos e luta pelo poder; e tudo isso por conta do egocentrismo, do autoritarismo e outros pecados tão perversos quanto esses.
2. E as consequências estão estampadas aos nossos olhos: ódios, divisões, violências, pestes, guerras e mortes. Não duvidem, estamos perto do fim de tudo isso, porque não é possível tantas injustiças, pervecidades, maldades, arrogância, incredulidade, ofensas contra Deus e seus filhos e filhas, continuar impunes.
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3. De fato, como estamos constatando, os homens não aprenderam as lições presentes nas Sagradas Escrituras, e por isso, continuam sua saga de dor e sofrimentos; porque, ao não se emendarem diante de tantos exemplos, desprezam o Senhor Jesus e seus ensinamentos, para continuar a beber da água pobre que Satanás lhes oferece.
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4. Na primeira leitura de hoje, vimos que santo Estevão foi caluniado, apedrejado e morto só pelo fato de ter falado a verdade que cura, liberta e salva quem nela acredita. Ora, para nós que acreditamos na misericórdia e no amor do Senhor, resta clamar para que Ele manifeste sua divina justiça que não somente pune os culpados; mas também liberta os seus filhos e filhas que se encontram oprimidos pela maldade advinda do inimigo de nossas almas e seus sequazes.
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5. Destarte, meditemos com amor e atenção o Santo Evangelho de hoje, em que o Senhor Jesus é procurado pela multidão imbuída do desejo político de torna-lo rei. No entanto, contrariando tais espectativas, o Senhor lhes respondeu:
6. "Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois, nele Deus Pai imprimiu o seu sinal."
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7. Com isso, aprendemos que não podemos misturar a fé com os interesses políticos e suas ideologias, pois o Senhor Jesus foi bem claro quanto a isso como vimos acima. Cabe a nós nos deixar conduzir pelo Espírito Santo que nos liberta dos interesses mesquinhos dos políticos e de suas agremiações partidárias.
Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 19 de abril de 2026
O alicerce da vida em Cristo...
Homilia do 3°Dom da Páscoa (Lc 24,13-35)(19/04/26)
1. Caríssimos irmãos e irmãs, o alicerce da vida em Cristo é a fé, o amor, a perseverança e a esperança na vida eterna, para segui-lo fielmente por maiores que sejam as adversidades que enfrentamos por conta dos pecados cometidos contra Ele e os seus seguidores; por isso, cantemos com o salmista: "A nossa confiança está no Nome do Senhor que fez o céu e a terra." (Sl 120).
2. O Evangelho de hoje dá continuidade às evidências da presença de Jesus ressuscitado, nele são Lucas narra como foi a Sua aparição a dois discípulos que seguiam para o povoado de Emaús, diz ele: "Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.
3. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram." Ou seja, muitas vezes não percebemos a presença do Senhor por conta das preocupações e desânimo advindos da falta de convicção.
4. Por isso, disse-lhes o Senhor: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!" E a partir daí abriu-lhes a mente e explicou as Escrituras fazendo-os entender que tudo isso padeceu em vista da nossa salvação; e os fez reconhce-lo ao partir o Pão, dando-lhes o privilégio da primeira celebração Eucarística depois da Ressurreição.
5. De imediato voltaram ao Cenáculo onde testemunharam aos outros discípulos esse extraordinário acontecimento, levando por palavras e atos a nova realidade de ressuscitados com Cristo, para que os discípulos fizessem a mesma experiência que eles fizeram.
6. Sem dúvida, o Senhor Jesus em pessoa também caminha conosco, porém, o que está nos impedindo de reconhce-lo? São Lucas descreve a tristeza, o desânimo e certa falta de esperança da parte dos discípulos de Emaús.
7. E foi isso o que apresentaram ao Senhor quando veio ao seu encontro e lhes explicou as Escrituras, no entanto, ao viverem essa experiência disseram: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Decerto, também nós precisamos deste mesmo ardor para crescermos na percepção de que o Senhor caminha conosco nos concedendo a graça de reconhece-lo nas Escrituras e na celebração da Santa Eucaristia.
8. Portanto, caríssimos, meditemos com atenção esta exortação do Papa Bento XVI sobre a ressurreição do Senhor: "Que a alegria destes dias torne ainda mais sólida a nossa fiel adesão a Cristo crucificado e ressuscitado. Acima de tudo, deixemo-nos cativar pelo encanto da sua ressurreição." (Bento XVI - Audiência Geral, 26/3/08).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 18 de abril de 2026
Estamos atravessando com Cristo o mar revolto deste mundo...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,16-21)(18/04/26)
1. Caríssimos, na vida em comunidade não poder haver privilégiados, porque a santidade não é privilégio de poucos, mas um bem eterno para todos. Por isso, ninguém se aproprie de bem algum fora da vontade de Deus, seja intelectual, espiritual, moral, ou material; porque todos os bens pertence somente a Ele, que os distribui a todos como lhe apraz.
2. Ora, somos templos da Palavra, pela qual Deus criou todas as coisas, por isso, vivemos da Palavra, porque ela é a vida de nossas almas. Fora da Palavra, isto é, do Verbo de Deus; encontra-se tudo o que nos provoca, tudo o que nos tira a paz interior, tudo o que não é a vontade do Senhor, por isso, não podemos nos deixar dominar por aquilo que perece.
3. Decerto, não somos deste mundo para vivermos conforme a mentalidade deste mundo, pois deste mundo o Senhor Jesus já nos tirou (cf. Jo 17,16-19); estamos aqui só para testemunhar o Seu Amor, pois Ele veio salvar a todos os que creem no Seu Nome e acolhem a Sua Vontade, expressa em Sua Palavra da qual somos portadores.
4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus dá uma demonstração do seu poder para que os discípulos não duvidassem de quem Ele era; no entanto, eles se encheram de medo, pois demoraram crê que seria possível alguém caminhar sobre as águas e contra a forte ventania que os circundava; para eles, que estavam exaustos de tanto remar, isso seria impossível.
5. De fato, também nós aqui estamos navegando no mar revolto deste mundo esperando a vinda gloriosa de Cristo; e por certo, estamos como que exaustos de tanto remar contra os terríveis tufões deste mar tenebroso. No entanto, o Senhor nos acalma como acalmou os discípulos: "Sou eu. Não tenhais medo”. Ou seja, o Senhor está conosco nos conduzindo ao Porto Seguro do Seu Reino.
6. Portanto, caríssimos, quem tem um comandante como o Senhor Jesus nada pode temer nem mesmo o que tenta nos impor medo, como é o caso do mar tenebroso que ora estamos singrando. No entanto, precisamos confiar Nele internamente certos de que o nosso comandante tem todo poder sobre o céu e sobre a terra.
7. Destarte, quem navega com Cristo na Barca da Sua Santa Igreja, tem a certeza de que ela nunca afunda por mais terrível que pareçam as tempestades, e a prova disso são os mais de dois mil anos que se passaram sem jamais perder-se um só daqueles que Nele confiaram. Ou seja, todos já chegaram às águas tranquilas do Seu Reino.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
O poder de Deus é a manifestação do seu amor e da sua justiça...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,1-15)(17/04/26)
1. Caríssimos, eis a noção que temos de poder: o pode é uma força benéfica que age sempre em vista do bem que vem de Deus. Por outro lado, se age sem a graça de Deus, se torna uma força maléfica contrária ao bem, por isso, tende à autodestruição, porque sem a graça de Deus nenhum poder subsiste por si mesmo.
2. Com efeito, o poder de Deus é a manifestação do seu amor, da sua bondade e da sua misericordia para com todos; enquanto, o poder do maligno se manifesta pela mentira, arrogância e toda espécie de maldade, por isso, é insuportável, e sempre contrário a Cristo e aos seus santos mandamentos. Sem dúvida, fomos salvos por Cristo, mas ainda estamos numa zona de combate espiritual.
3. Na primeira leitura vemos a manifestação destes dois tipos de poder; Gamaliel, um fariseu membro do Sinédrio, aconselhou os demais membros a não lutarem contra o poder de Deus, porque eles queriam matar os Apóstolos por ensinar o povo em nome de Jesus, o qual tinha sido crucificado por ordem dos membros do Sinédrio, e que os Apóstolos afirmavam haver ressuscitado dos mortos e em seu nome realizavam prodígios e milagres.
4. No Evangelho de hoje vemos a manifestação do poder de Deus como narra são João: "Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes." Vendo tão grande multidão faminta vindo ao seu encontro o Senhor Jesus teve compaixão e providenciou junto com os Apóstolos alimento para todos multiplicando cinco pães e dois peixes a ponto de sobrar doze cestos. Ou seja, a providência divina age sempre em nossa vida desde que busquemos o Senhor Jesus de todo o nosso coração.
5. Portanto, caríssimos, por esses exemplos vemos que a vida vivida segundo a vontade de Deus é plena de satisfação, pois, o Senhor tudo providencia para que nada nos falte uma vez que Dele dependemos cem por cento. Por outro lado, quem pensa ser autossuficiente, na verdade, menospreza o poder de Deus, por isso, vive afundado na lama fétida do pecado da indiferença e da incredulidade.
6. Destarte, tudo o que é mal perde o sentido de ser, é vazio existecial, infelicidade permanente, por viver ausente da vontade de Deus. Desse modo, compreendemos que o inferno nada mais é do que a total ausência de Deus por toda a eternidade.
7. De fato, as almas que não crêem vivem em permanente agonia, não conseguem ter paz, vivem num abismo de insatisfação dilacerante, numa tristeza mórbida, depressiva, infernal. E isso constatamos ao examinarmos esta sociedade desvairada, egocêntrica, perversa, malvada, sem nenhum sentido de ser.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.

