VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-34)(25/05/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esse título foi oficialmente dado à Virgem Mãe durante o Concílio Vaticano II pelo Papa são Paulo VI. Maria é vista como mãe da Igreja e de todos os seus membros, ou seja, todos os cristãos, pois os cristãos na Bíblia são células do corpo de Cristo, a Igreja, como nos ensina são Paulo (cf. Cl 1,18). 

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus no último instante da sua vida neste mundo confia seu discípulo amado, que aos pés da cruz representa toda a humanidade, aos cuidados maternos da sua mãe, Maria Santíssima, e assim nos mostrou o quanto nos ama, e como devemos recebe-la em nossas almas como João a recebeu em sua casa.

3. Ora, as Sagradas Escrituras nos revelam o propósito de Deus ao criar todas as coisas e ao nos criar "a sua imagem e semelhança", para vivermos como seus filhos e filhas governando a obra da criação em perfeita harmonia e comunhão com a sua Santa Vontade, e assim sermos felizes em todos os sentidos da nossa vida. 

4. Com efeito, pelo pecado da desobediência, Adão e Eva, nossos primeiros, não corresponderam a esse santo propósito de Deus, prefirindo seguir o plano enganoso da serpente. No entanto, porque nos ama eternamente, Deus nos enviou o Seu Filho, nascido da Santíssima Virgem Maria, para nos salvar, mantendo desse modo o seu santo propósito.

5. Portanto, caríssimos, como vimos depois da anunciação do anjo, Maria Santíssima concebeu no seu ventre o Filho amado de Deus por obra e graça do Espírito Santo, e por essa mesma graça recebeu como missão a maternidade da nova criação gerada no seio da Santa Igreja por meio do santo batismo. Ou seja, Maria Santíssima é Mãe de Cristo e de todos os cristãos, como Eva é a mãe de todos os viventes.

6. Destarte, a Virgem Mãe de Jesus aos pés da cruz está unida ao seu Filho totalmente e se oferece com Ele, que é carne da sua carne e sangue do sangue, acolhendo a sua missão de ser mãe da Igreja e de todos os redimidos por Ele. Isto significa que nós estamos incluídos no número dos seus filhos e filhas que nascemos da água e do Espírito Santo para a vida eterna. 

7. Com isso, o Senhor Jesus não faz apenas um gesto de cuidado humano, mas institui uma maternidade espiritual:  

- “Mulher, eis o teu filho”  

- “Filho eis a tua mãe”

Ora, esta cena é entendida como o momento em que Maria se torna Mãe da Igreja, representada pelo “discípulo amado”, que representa todos os cristãos de todos os tempos. 

Paz e Bem! 

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 24 de maio de 2026

Ó vinde Espírito Santo...

Solenidade de Pentecostes (Jo 20,19-23)(24/05/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade de Pentecostes; após a ressurreição e quando da ascensão, o Senhor Jesus se dirigiu aos seus discípulos e disse-lhes: "mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo." (At 1,8). 

2. E assim se cumpriu: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 

3. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava." (At, 1-4).

4. Decerto, como no dia de Pentecostes também nós que fomos batizados recebemos o dom do Espírito Santo que nos dá a conhecer e conviver com Jesus ressuscitado por meio da fé, e anuncia-lo a todas as nações, pois, como disse são Pedro no dia de Pentecostes citando o Profeta Joel: 

5. "Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão." (At 2,17-18).

6. O que significa dizer que o Espírito Santo derramando sobre Maria, os Apóstolos e sobre todos os batizados continua a obra da salvação até que o Senhor Jesus venha na sua Parusia para assim elevar à plenitude da sua glória todos os filhos e filhas de Deus que ainda se encontram neste mundo. Pois, como disseram os anjos no dia da Ascensão: "Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu." (At 1,11). 

7. Portanto, caríssimos, a Solenidade de Pentecostes marca o nascimento oficial da Igreja como Corpo místico de Cristo e a parte visível do Reino de Deus neste mundo. É Ele que a mantém unida e sempre disponível para anunciar Jesus e o Evangelho a todas as nações e em todas as línguas, não obstante a fragilidade humana que as vezes não corresponde com a mesma generosidade ao seu chamado.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(22/05/26)


1. Caríssimos, quem dera que amassémos o Senhor Jesus como Ele nos ama, certamente experimetaríamos a sua presença amorosa em todo o percurso da nossa existência até o dia eterno, e de modo algum nos afastaríamos Dele pelo pecado. 


2. Ou seja, jamais cederíamos às tentações, porque sabemos que elas nada mais são do que a vontade do maligno posta em prática por quem a ele se submete. Por isso, disse o Senhor: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41). 


3. Ora, no mundo ouvimos que muitos falam de amor e até chamam a prática pecaminosa de amor, e no entanto, este mundo está desmoronando por falta do verdadeiro amor, que consiste na obediência aos santos mandamentos da Lei de Deus, como nos ensina são João: "Eis o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1Jo 5,3-4).


4. Por isso, nos exorta: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. 


5. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." (1Jo 2,15-17). De fato, quem ama a Deus de todo coração entende perfeitamente essa Palavra e a põe em prática; quem não o ama sente repulsa ao ouvi-la.


6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus pergunta a Simão Pedro por três vezes se ele o ama mais que os outros discípulos, e Pedro a cada pergunta responde que sim, talvez não com tanta convicção porque se sentia culpado por ter-lo negado três vezes; no entanto, à cada resposta dada, o Senhor confirma a sua missão e por Sua divina misericórdia apaga sua culpa e cura a tristeza do seu coração.


7. Desse modo, o Senhor Jesus nos ensina que sente compaixão de nós cada vez que o negamos com os nossos pecados, porque com isso deixamos de ama-lo pela nossa obediência e fidelidade; para amar a prática pecaminosa que nos leva à morte e à perdição. 


8. Destarte, tenhamos em conta que o Senhor Jesus nos ama sem limites, por isso mesmo nos pergunta pessoalmente citando o nosso nome, como fez com Simão Pedro: "Tu me amas mais do que a estes?" Se a nossa resposta for sim, é sinal de que nos arrependemos dos nossos pecados e nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo que nos leva à permanente comunhão de amor com Ele a serviço do seu reino.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ENTÃO, COMO SERÁ O CÉU?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,20-26)(21/05/26)

1. Caríssimos, contemplando o universo vemos que tudo é organizado perfeitamente, e tudo funciona obedecendo à lei divina que os rege de forma que quando algo dá errado na obra da criação é porque sofreu interferência indevida e assim perde a sua harmonia. Do mesmo modo acontece conosco, todavia, dependendo da nossa obediência ou não às leis de Deus.

2. Decerto, existe uma ligação direta entre o céu e a terra, e em meio à estas duas dimensões estamos nós, de modo que, o nosso comportamento, bom ou mal, gera consequências que afetam toda criação pondo em risco a nossa existência ou não. 

3. Com efeito, Deus nos criou por amor e está sempre atento para nos ajudar por Sua Divina Providência nas nossas necessidades, contanto que sejamos fiéis na observância dos seus mandamentos e sacramentos, caso contrário, não tem como nos ajudar, pois, a nossa desobediência, nos afasta do seu amor, e nos leva a cair nas armadilhas do inimigo de nossas almas. 

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus dá continuidade à sua oração sacerdotal e pede ao Pai por todos os seus seguidores de todos os tempos: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste." (Jo 17, 20-22).

5. Ora, essa unidade é gerada pelo Espírito Santo em nossas almas, pois, o recebemos no batismo para darmos testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo a fim de que todos creiam e sejam salvos por Ele que aceitou dar a sua vida em expiação dos nossos pecados. 

6. Portanto, caríssimos, rezemos com o salmo responsorial desta liturgia: "Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.

7. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!" (Sl 15). Imaginem quando da realização destas palavras em nossa vida, se ao medita-las nosso coração se enche de alegria e esperança, como será então no céu? 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A fé vê o invisível que a razão não percebe naturalmente...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,11b-19)(20/05/26)

1. Caríssimos, a fé é o dom do Espírito Santo que nos faz transpor os limites da nossa natureza; ela vê o invisível que a razão não percebe naturalmente. A Carta aos Hebreus a define muito bem: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." (Hb 11,1). Em outras palavras, é por meio da fé e pelos méritos de Cristo morto e ressuscitado que recebemos todas as graças necessárias para a salvação das nossas almas. 

2. Ora, em nossa finitude nos acostumamos com a segurança que criamos para nós e para os nossos, conforme os critérios que naturalmente definimos, e tudo isso para não perdermos o pretenso controle sobre o que somos e temos, esquecendo-nos na verdade que somos apenas um sopro de vida e nada mais.

3. A liturgia de hoje nos ensina que somente a proteção divina é que nos faz seguros para muito além do que podemos por nós mesmos. Na primeira leitura e no Evangelho de hoje vemos que a fé, a oração e a Palavra posta em prática, são os meios que nos põe em plena comunhão com a vontade de Deus e nos faz sentir-nos seguros como uma criança recém nascida nos braços de sua mãe.

4. Sem dúvida, tempo é vida, por isso, empreguemos bem o nosso tempo, dando a Deus o que temos, nossa vida, nossa família e tudo o que somos, porque somente assim evitaremos os transtornos e os desabores próprios dos que perdem tempo com práticas que não condizem com a fé católica que professamos.

5. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus para vivermos todo tempo sob a sua proteção, desse modo, Ele afastará nossos medos e inseguranças nos proporcionando a certeza do Seu amor e da sua constante presença conosco. Bem como Ele mesmo disse: "Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,4a-5b). 

6. Destarte, deixemo-nos conduzir por essa fé viva em Cristo ressuscitado que ultrapassa a nossa razão, certos de que a verdadeira segurança não se encontra nas estruturas humanas que construímos, mas no amor de Deus que nos sustenta a cada passo dado para o seu Reino de justiça e paz. Decerto, o justo vive por sua finalidade e não podemos como duvidar disso. Que o Senhor nos abençoe e nos guarde hoje e sempre. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Senhor Jesus, estamos aqui para seguir-te rumo à casa do Pai...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,1-11a)(19/05/26)

1. Caríssimos em se tratando da fé na Onipotência de Deus e do exercício de sua Justiça, ao olharmos para a obra da criação, não tem como duvidar de que Ele as exerce em toda sua plenitude, por isso, de uma coisa fiquemos certos, nada do que se faz presente em nossa condição permanecerá sem a justa resposta ou recompensa no dia do juízo. 

2. Aliás, para aqueles já partiram deste mundo, o juízo pessoal já está consumado, tal como meditamos na Carta aos Hebreus: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo." (Hb 9,27). De fato, num abrir e fechar de olhos toda a nossa vida será desvendada como num filme e tudo veremos tão claramente como o sol que nos ilumina.

3. No Evangelho de hoje três frases de Jesus nos chama a atenção: (1) "Pai, é chegada a hora. (2) Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a Ti... (3) Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus." 

4. Decerto , para nós que estamos neste mundo, também chegará a nossa hora, e como o Senhor Jesus, glorifiquemos o Pai celeste com a nossa obediência e fidelidade, pois, esse é o único meio pelo qual o glorificamos por uma vida de justiça e santidade.

5. Santo Agostinho comentando a última frase do Senhor, disse: "Jesus, ora por nós como nosso sacerdote, ore em nós como nossa cabeça. E a Ele nós oramos, porque reconhecemos nossa voz nele, como também a sua voz em nós".

6. Portanto, caríssimos, "A oração de Jesus não é para convencer o mundo, mas para amá-lo; não é para o destruir, mas para transformá-lo; não é para impor a sua lei, mas para propor o seu evangelho da vida. 

7. Desse modo, compreendemos que a única maneira que Jesus nos ensina a transformar o mundo, é conformando nossa vida com a sua vida, o nosso coração com o seu coração." (Dom Stefano). Bem como nos ensinou são João: "Aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." (1Jo 2,6). Ou seja, fazendo em tudo a vontade do Pai, como vimos no Evangelho de hoje. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,29-33)(18/05/26)

1. Caríssimos, Cristo é a verdade incontestável, pois, tudo o que afirma se realiza segundo a vontade do Pai, e a vontade do Pai é caridade, bondade, humildade, misericórdia, santidade, justiça e todas as outras virtudes não mensionadas aqui; é por isso, que a fé no Senhor se manteve inabalável por mais perseguida que foi ao longo da história; porque contra o poder de Deus, não existe adversário que resista.

2. No Evangelho de hoje depois de ouvir a profissão de fé dos discípulos, disse-lhes Jesus: "Credes agora? Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim." (Jo 16,32).

3. Sem dúvida, vivemos num mundo violento repleto de tragédias naturais e as advindas do ser humano, no entanto, a pior de todas as tragédias é o pecado da desobediência, é dele que nascem todos os outros pecados. 

4. Por isso, em meio a maldade que o pecado gera na face da terra; precisamos não apenas dizer que acreditamos no Senhor Jesus, mas sim, nos entregar Ele totalmente confiantes do que nos disse: "No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!" (Jo 16, 33).

5. Portanto, caríssimos, nesse episódio vimos o entusiasmo dos discípulos que disseram: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. (Jo 16,29-30). 

6. No entanto, o Senhor lhes mostrou que não basta o entusiasmo para vencer o mundo, mas coragem e determinação para segui-lo até as últimas consequências, pois o primeiro a padecer a perseguição dos inimigos da fé, foi o próprio Senhor que é Deus.

7. Destarte, também nós às vezes temos uma fé semelhante a dos Apóstolos, mas não podemos esquecer que vivemos em meio a uma guerra espiritual que cada dia exige de nós uma fé madura para seguirmos o Senhor Jesus carregando a nossa cruz de cada dia certos de que tendo Ele à nossa frente venceremos todas as batalhas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 17 de maio de 2026

O Senhor Jesus subiu ao céu, mas continua conosco...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,29-33)(18/05/26)


1. Caríssimos, Cristo é a verdade incontestável, pois, tudo o que afirma se realiza segundo a vontade do Pai, e a vontade do Pai é caridade, bondade, humildade, misericórdia, santidade, justiça e todas as outras virtudes não mensionadas aqui; é por isso, que a fé no Senhor se manteve inabalável por mais perseguida que foi ao longo da história; porque contra o poder de Deus, não existe adversário que resista.


2. No Evangelho de hoje depois de ouvir a profissão de fé dos discípulos, disse-lhes Jesus: "Credes agora? Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim." (Jo 16,32).


3. Sem dúvida, vivemos num mundo violento repleto de tragédias naturais e as advindas do ser humano, no entanto, a pior de todas as tragédias é o pecado da desobediência, é dele que nascem todos os outros pecados. 


4. Por isso, em meio a maldade que o pecado gera na face da terra; precisamos não apenas dizer que acreditamos no Senhor Jesus, mas sim, nos entregar Ele totalmente confiantes do que nos disse: "No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!" (Jo 16, 33).


5. Portanto, caríssimos, nesse episódio vimos o entusiasmo dos discípulos que disseram: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. (Jo 16,29-30). 


6. No entanto, o Senhor lhes mostrou que não basta o entusiasmo para vencer o mundo, mas coragem e determinação para segui-lo até as últimas consequências, pois o primeiro a padecer a perseguição dos inimigos da fé, foi o próprio Senhor que é Deus.


7. Destarte, também nós às vezes temos uma fé semelhante a dos Apóstolos, mas não podemos esquecer que vivemos em meio a uma guerra espiritual que cada dia exige de nós uma fé madura para seguirmos o Senhor Jesus carregando a nossa cruz de cada dia certos de que tendo Ele à nossa frente venceremos todas as batalhas.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 16 de maio de 2026

A fé e a oração, são os dons da convivência com Deus e entre nós...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,23b-28)(16/05/26)

1. Caríssimos, o modo como vivemos é um espelho de vida, nele refletimos quem somos, a quem servimos e para onde estamos indo; pois é este o caminho que percorremos no tempo rumo à eternidade. Na primeira leitura vimos um casal cristão, Priscila e Áquila, que era muito bem visto na comunidade; sua casa era uma igreja doméstica que acolhia com alegria os peregrinos a serviço do Senhor.

2. Ora, o exemplo desse casal cristão nos ensina que a nossa convivência com Cristo gera frutos de convivência fraterna, ou seja, a prática das virtudes que nascem da convivência com Cristo se reflete na convivência entre nós, pois, o Senhor se faz presente realmente quando o acolhemos em nossos irmãos e irmãs.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina como devemos rezar, pois, a oração é o meio que Ele nos deu para vivermos em estado de graça, uma vez que nesse estado tudo alcançamos da parte de Deus, nosso Pai celestial. Muitos começam caminhando por essa via de perfeição, mas logo desistem, porque pensam a oração somente como um meio de receber o que se quer ou o que se deseja.

4. Efitivamente tal atitude não se pode chamar de oração, pois, como nos ensinou o Senhor, rezar é amar, é fazer a vontade do Pai, é adentrar no tesouro da Sua infinita misericórdia, e assim nos maternos seguros das graças derramadas em nossas almas para sermos santos como Ele é Santo.

5. Portanto, caríssimos, quem ora assim experimenta uma profunda sensação de paz em sua oração, porque permanece na presença de Deus e em perfeita comunhão de amor com Ele mesmo passando pelas mais diversas provações deste mundo.

6. Destarte, a oração é um dom especial que nos é dado pelo Espírito Santo para nos manter unidos ao Senhor realizando em tudo a sua santa vontade; digamos que é um meio de amarmos a Deus e sermos amados por Ele, para amar-nos uns ao outros como a nós mesmos.

7. Em suma, como vimos no Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina que ao invocarmos seu Nome diante do Pai, somos recebidos e atendidos por Ele: "Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu Nome, ele vo-la dará; para que a vossa alegria seja completa." (Jo 16,23b.24b).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Não há alegria maior que a alegria da ressurreição...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,20-23a)(15/05/26)

1. Caríssimos, não é possível viver neste mundo sem sofrimentos, de fato, não queremos sofrer, mas eles são inevitáveis, embora tenhamos mais motivos para alegrar-nos por fazemos a vontade de Deus que nos livra das astúcias do maligno, como livrou são Paulo na primeira leitura: "Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”. (At 18,9b-10).

2. Ora, como vimos recebemos os benefícios e a proteção do Senhor Jesus tendo em vista a salvação dos seus filhos e filhas, bem como escreveu são Paulo: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!" (2Cor 1,3-4).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus exorta os discípulos quanto aos sofrimentos e a tristeza que padecerão por conta da sua paixão e morte, ao mesmo tempo já os conforta mostrando-lhes a alegria que os espera ao reve-lo ressuscitado: “Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria." (Jo 16,20-23a).

4. Portanto, caríssimos, fazendo uma comparação entre as dores dos discípulos pela morte do Senhor, e as nossas dores por conta das provações e desafios de fé desta vida, vemos que a felicidade eterna prometida pelo Senhor, nos fará esquecer para sempre os sofrimentos aqui suportados por amor a Ele.

5. Destarte, escutemos atentamente são Paulo a esse respeito: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rm 8,18.21).

6. E ainda na Carta aos Hebreus: "Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo." Ou seja, viver ressuscitados com Cristo, é ter a certeza da vida eterna, pois a última palavra é do Pai que o ressuscitou e nos deu a graça de ressuscitar com Ele.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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