VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Quem se une a Cristo no seio da sua Santa Igreja, vence todos os perigos...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA (Lc 11,15-26)(9/10/26)

1. Caríssimos, a obra de santificação das nossas almas realizada por Deus, acontece gradativamente, isto é, passo a passo em diversas etapas, como vimos na travessia do deserto rumo à terra prometida realizada por seu povo eleito, tendo a frente o patriarca Moisés e seus colaboradores. 

2. Para nós católicos a vida nova começa com o batismo, a primeira comunhão, o Crisma, os outros Sacramentos e a vivência da fé, e segue sua tragetória até ser concluída na terra prometida do Reino dos céus. De fato, a nossa vocação é a santidade sem a qual não podemos ver a Deus, e foi por isso que Ele nos enviou o seu Filho que por seu sacrifício de cruz nos salvou, e nos deu contemplar a Sua Face na sua glória eterna. 

3. Mas, até que cheguemos à plenitude da sua gloria, passamos por diversas provações e desafios de fé, como o povo eleito passou no deserto, todavia, nada que não possamos suportar ou que seja impossível de se cumprir, porque para cada momento o Senhor Jesus nos dá uma graça especial, basta fazermos em tudo a Sua Santa Vontade.

4. Falando à esse respeito assim nos exortou são Tiago: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma." (Tg 1,2-4).

5. Nas leituras de hoje vimos que dentre esses desafios se encontra a luta contra o pecado e o seu autor, o diabo. Ora, sem a graça de Deus é impossível vencer qualquer luta; por isso, em sua primeira carta, são Pedro, nos exorta: "Sede sóbrios e vigiai.

6. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. A ele o poder na eternidade! Amém." (1Pd 5,8-9).

7. Portanto, caríssimos, fiquemos atentos às palavras que o Senhor Jesus nos fala no Evangelho de hoje, se de fato, quisermos vencer esta luta: "Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa." (Lc 11,23). Ou seja, precisamos nos unir a Cristo com todo o nosso coração, porque sem Ele nada podemos fazer (cf. Jo 15,5). 

8. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus que nos ajude na luta contra o pecado para não sucumbirmos diante das ameaças e insídias do maligno. Com efeito, se pusermos em prática a sua Divina Palavra, seremos como moradas construídas sobre a rocha, inabaláveis, capazes de resistir a todo tipo de tempestade.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Os verbos que fortalece a nossa oração: pedir, procurar e bater...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,5-13)(8/10/26)

1. Caríssimos, a cruz de Cristo é o maior exemplo que a humanidade teve e terá até o fim dos tempos, principalmente ao vermos esta luta fratricida em nosso país e no mundo, em busca do poder político. A cruz do Senhor Jesus nos cala diante da nossa incapacidade de compreender como Deus age contra todas as tentações de poder ou de abatimento. Contra a pretensão de permanecer firme por pertencer a determinado grupo. 

2. O chamado do crucificado só é claramente perceptível onde o amor se faz presente, muito além da observância formal que abriga pessoas e comunidades. Bem como escreveu São Paulo aos Gálatas: "Diante dos vossos olhos, não foi acaso representado, como que ao vivo, Jesus Cristo crucificado?" Ou seja, daquele que pareceu derrotado, morto e sepultado, Deus fez vir a ressurreição dos mortos para todos que lhe obedecem.

3. O Evangelho de hoje continua o tema da oração e da sua eficácia que faz a vontade de Deus acontecer pela perseverança da sua prática. O Senhor Jesus insiste nisso continuamente, conhecendo nossa inconstância. É preciso orar insistentemente sem nunca desanimar (Lc 18,1). 

4. Orar é insistir com perseverança. Jesus que conhece o coração do Pai que está nos céus, não julgou exagerar ao nos dar este ensinamento." (MR). Decerto, onde se encontra essa perseverança? Na esperança que nos leva à paciência, que por sua vez, nos fortalece por conhecermos quem é o doador de todos os dons, Deus mesmo e somente Ele. 

5. Neste Evangelho o Senhor Jesus nos faz a seguinte exortação: "Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá." Ou seja, são três os verbos que fortalecem a nossa oração: pedir, procurar e bater.

6. Portanto, caríssimos, quem pede as virtudes eternas se salva por sua prática, porque elas são uma antecipação de como viveremos na eternidade. Quem procura realizar a vontade de Deus, recebe Dele todas as graças para cumpri-la. E quem bate na porta do céu por uma vida de penitência e mansidão, essa lhe será aberta como recompensa.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Como acolhemos o Senhor Jesus?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,38-42)(6/10/26)

1. Caríssimos todos os homens têm suas convicções e no mais das vezes querem impo-las aos demais; e são dessas imposições que nascem os conflitos, as guerras e todo o mal que praticam nelas, e isso por se acharem donos da verdade, quando, de fato, a Verdade é somente Cristo e o amor com que nos ama e nos ensina a amar. 

2. Com efeito, toda convicção que não leva a Cristo, não passa de precipício mortal; porém, quando há conversão tudo muda. É isso o que nos ensina a primeira leitura, em que Paulo, à princípio guiado por suas próprias convicções, tornou-se um terrível perseguidor da Igreja; todavia, chamado pelo Senhor, se converteu e tornou-se o grande Apóstolo que conhecemos. Ou seja, a graça divina superou sua fraqueza lhe transformando num homem novo.

3. O Evangelho de hoje nos revela o modo como acolhemos Jesus em nossas almas e como nos comportamos diante Dele. Trata da hospedagem que as irmãs Marta e Maria ofereceram ao Senhor. Marta, toda agitada não lhe fez uma boa recepção, por reclamar muito e ser exigente; Maria, ao contrário, senta-se calmamente aos Seus pés e o escuta atentamente; e por essa atitude, disse o Senhor: "Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

4. Decerto, meditemos com atenção o que diz o Senhor no livro do Apocalipse de são João: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo." (Ap 3,20). E então, qual a nossa atitude diante dessa palavra de Jesus? Somos agitados como Marta ou receptivos como Maria? 

5. Para entendermos melhor qual deve ser a nossa atitude interior e exterior no acolhimento ao Senhor, não nos esqueçamos que o único sentido de nossa vida neste mundo é a realização do Reino de Deus e de Sua Justiça; para isso, escutemos atentamente o Senhor como Maria e ponhamos em prática a Sua Divina Palavra.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Então, vai e faz o mesmo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,25-37)(5/10/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, por nossa condição natural normalmente interagimos com as demais criaturas em busca do bem viver, uma vez que dependemos umas das outras; no entanto, só isso não nos basta, pois, o que mais desejamos é a felicidade eterna, e essa somente Deus nos dar e ninguém mais. 

2. São Paulo na Carta aos Colossenses nos ensina que o Senhor Jesus é Deus visível e atuante no meio de nós: "Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, por causa dele, foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. (Cl 1,15-17).

3. E tudo isso experimentamos por meio da fé, porque é ela que nos leva à plena comunhão com o Senhor Jesus, o qual por seu sacrifício e morte de cruz venceu o pecado, o poder do inferno e a morte para nos dar a vida eterna. Desse modo, nos ensina são Paulo: "Porque é nele que vivemos, nos movemos e somos." (At 17,28). 

4. No Evangelho de hoje "um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna? Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.

5. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Ao que o Senhor contou a Parábola do bom Samaritano mostrando que a fé não é teoria, nem fruto do conhecimento da Lei, pois isso, o sacerdote e o levita tinham de sobra, porém, nada fizeram pelo homem que foi assaltado e quase morto.

6. No entanto, o Samaritano que era tido como insano e à margem da Lei, teve compaixão do homem ferido e lhe prestou socorro livrando-o da morte; assim, concluiu o Senhor: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. 

7. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa." Ou seja, a fé nos leva à prática das virtudes eternas, e não apenas ao conhecimento delas. Destarte, assim conclui São Paulo na Carta aos Gálatas: "Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé." (Gl 6,9-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

Homilia do 27°Dom do tempo comum

 Homilia do 27°Dom do Tempo Comum (Mt 21,33-43)(4/10/26)

Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem. Sejam bem-vindos a nossa meditação diária.

A fidelidade a Deus é uma expressão do nosso amor a Ele, é o firme propósito de obedece-lo em tudo, é a incontestável evidência de que nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo.

Ao seguirmos o exemplo da obediência de Cristo, somos seus verdadeiros discípulos; isto significa que não seguimos a mentalidade deste mundo; mas, pela graça da Sua Presença em nossas almas, nos tornamos exemplos vivos de fé, para todos que encontramos a caminho da eternidade.

Meditemos com amor e atenção esta homilia do 27°Dom do Tempo Comum.

1. Caríssimos, prestemos muita atenção nesta liturgia de hoje, pois ela trata da gravidade do pecado da incredulidade que é a causa de todos os males na obra da criação. Ora, o pecado da desobediência é uma terrível mancha espiritual que gruda na alma de quem conscientemente o comete. 

2. De fato, ele arruína totalmente a vida de quem o pratica, tirando-lhe o estado de graça, afastando-o do amor e da misericórdia de Deus; em outras palavras, é uma espécie de escondirijo que abriga o maligno que passa a ocupar os espaços que antes eram ocupados pelas virtudes e as graças recebidas de Deus.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a parábola dos vinhateiros infiéis, mostrando aos mestres da lei e fariseus a origem do pecado da incredulidade que carregam na alma; e que por causa da dureza de seus corações, Deus lhes tira a herança do Seu Reino, dando a um outro povo que acolhe Sua Palavra e a põe em prática reconhecendo que Cristo é o Messias enviado para a salvação de todos os que Nele creem.

4. Portanto, caríssimos, Deus nos criou "à sua imagem e semelhança", por amor e somente para amar, porque Ele é amor. Tudo o que em nós não é uma expressão do Seu Amor, a isto chamamos de pecado grave, que gera os males que acontece neste mundo.

5. Destarte, fiquemos atentos e vigilantes para combatermos aos maus pensamentos que chegam à nossa mente, pois, são tentações que querem ocupar o espaço do amor de Deus em nossas almas, não os permitamos, porque a nossa vida pertence somente a Deus, e não à incredulidade e seus malefícios.

6. Então, para evitar a incredulidade e seus efeitos nocivos, "firmemente ancorados na fé, na pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o ramo que não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Só n'Ele, por Ele e com Ele é construída a Igreja, o povo da Nova Aliança." (Bento XVI). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O chamado de Cristo e suas motivações para segui-lo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 9,57-62)(30/9/26)

1. Caríssimos, o barulho deste mundo é tão ensurdecedor que abafa o silêncio interior de nossas almas quando lhe damos atenção; pior ainda é o terrível barulho dos pecados cometidos, porque oprime as almas lhes impondo por antecipação os tormentos do inferno, caso elas não se convertam e voltem para Deus que lhes condecede o perdão, o estado de graça e a salvação que haviam perdido.

2. No Evangelho de hoje são Lucas nos mostra que o Senhor Jesus empreende a sua última viagem à Jerusalém, pois, como um manso e humilde cordeiro, será sacrificado no altar da cruz pela salvação da humanidade. De fato, humanamente é impossível compreender a sua atitude de total despojamento, pois é o Filho de Deus e tem todo poder sobre o céu e a terra. 

3. No entanto, essa sua ida com seus discípulos à cidade santa, simboliza a sua ida à Jerusalém celeste, e é nesse espaço de tempo que acontece o chamado, a vocação para segui-lo. São Lucas nos apresenta três tipos de vocação e suas motivações. 

4. Na primeira, "alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Ou seja, segui-lo requer total despojamento que significa a renúncia de si mesmo e dos próprios interesses, para adquirir a liberdade do desapego.

5. Na segunda, "Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Ou seja, o anúncio do Reino é urgente e traz consigo a ressurreição dos mortos.

6. Na terceira, "Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. Ou seja, a semente do chamado precisa ser acolhida em terra fecunda sem a influência dos afetos humanos, porém, repleta dos afetos divinos.

7. Portanto, caríssimos, qual é o estado atual da nossa resposta ao chamado do Senhor Jesus? Como o servimos em meio ao barulho deste mundo? Será que existe silêncio interior para ouvi-lo e pôr em prática o que nos ensina de modo que cumpramos os seus desígnios de amor a nosso respeito?

8. Destarte, assim como o chamado é pessoal e a iniciativa divina, a nossa resposta de igual modo significa configurar-nos a Cristo para fazermos em tudo a vontade do Pai. Pois, como disse o Senhor Jesus aos seus discípulos: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16,24).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós...

 

Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael(Jo 1,47-51)(29/9/26).


1. Amados irmãos e amadas irmãs, não podemos falar dos anjos sem lembrar da batalha travada no céu entre São Miguel e seus anjos contra Satanás e seus sequazes narrada na primeira leitura opcional desta liturgia.

2. E como vimos Miguel venceu e expulsou o maligno do céu como narra são João: "E foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, que é chamado Diabo e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Ele foi expulso para a terra, e os seus anjos foram expulsos com ele.

3. De fato, o risco de conflitos neste mundo é sempre muito alto, por isso é necessário permanecer sob a luz de Deus, caso contrário, sem perceber, acabamos chafurdando nas trevas do diabo que adora nos deixar em suas trevas porque aí não entendemos as coisas claramente e assim nos confundimos.

Então, perguntemo-nos: somos
pessoas que une ou que divide? Vivemos na luz de Deus ou no nevoeiro e neblina do diabo?

Meditemos, então, com amor e atenção este Pequeno Sermão de hoje. 

4.Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa de são Miguel, são Gabriel e são Rafael, e nos ensina que os santos anjos manifestam o poder de Deus por meio do serviço prestado aos seus filhos e filhas de todos os tempos durante sua trajetória rumo à terra prometida, o Reino dos céus, como o fizeram com os antigos israelitas. 

5. Bem como está escrito na Carta aos Hebreus: "Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?" (Hb 1,14).

6. "Então, o que mais nos ensina a Festa dos santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael? São Miguel ensina-nos que ninguém é mais forte do que Deus. Que não estamos sozinhos na batalha contra o mal, mas há alguém que luta conosco para vencer o mal com o bem e para dizer com as nossas vidas que só Deus é o Senhor da nossa existência e somente a Ele devemos dar toda glória.
 
7. São Gabriel, o grande anunciador da vontade de Deus, do plano de Deus para a salvação, diz-nos como reconhecer o plano divino nas nossas vidas, como acolhe-lo sabendo que o seu anúncio é maior do que os nossos raciocínios e cálculos, é como um acontecimento inesperado que muda as nossas vidas. 

8. São Rafael, aquele que conduz, aquele que lidera o mundo, diz-nos que quase nunca passamos incólumes no meio dos acontecimentos da nossa história e, portanto, precisamos de cura. 

Em última análise, todos estes três arcanjos dão-nos três coisas que todos precisamos. Miguel é aquele que defende, Gabriel é aquele que proclama, e Rafael é aquele que cura. Peçamos ao Senhor que nos faça compreender verdadeiramente a sua santidade, majestade e poder, para que possamos dar-lhe glória no meio dos seus anjos." (Mons. Angelo Spina).

9. No Evangelho de hoje em colóquio com Natanael o Senhor Jesus nos revela como será o serviço dos anjos quando da sua vinda gloriosa: “Em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. 

10. Portanto, caríssimos, supliquemos ao Senhor Jesus com profunda humildade e entrega total a sua graça santificante na certeza de que o Pai lhe deu todo poder sobre o céu e a terra, para que amparados por sua Divina misericórdia alcancemos a felicidade eterna. 

Ó Maria, Rainha dos Anjos, intercedei por nós com são José vosso castíssimo esposo. Amém! Assim seja!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 27 de setembro de 2026

Pela obediência e humildade vencemos o inimigo de nossas almas...

 Homilia do 27°Dom do tempo comum (Mt 21,28-32)(27/9/26)


1. Caríssimos, são duas as virtudes que Adão e Eva não usaram no paraíso e por isso não foram fiéis a Deus no início de sua missão, as virtudes da obediência e da humildade. Pois, com essas virtudes poderiam derrotar o inimigo de nossas almas, como o Senhor Jesus o derrotou ao fazer-se homem no seio virginal de Maria, e obedecer humildemente ao Pai até a morte e morte de cruz.


2. Comentando o Evangelho de hoje, disse o Papa Bento XVI de saudosa memória: "No Evangelho fala-se de dois filhos, atrás dos quais, no entanto, está, de uma forma misteriosa, um terceiro. O primeiro filho diz ao pai que sim, mas não faz o que lhe foi ordenado. O segundo filho diz 'não', mas depois faz a vontade do seu pai. O terceiro filho diz "sim" e também faz o que lhe é ordenado. 


3. Este terceiro filho é o Filho único de Deus, Jesus Cristo [que] ao entrar no mundo, disse: "Eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade" (Heb 10,7). Ele não disse apenas este 'sim', mas cumpriu-o e o sofreu até à morte.


 4. "Embora Ele estivesse na condição de Deus, Ele não considerou um privilégio ser como Deus, mas esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de servo, tornando-se como os homens. E ao ser reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Fil 2,6-8). 


5. Em humildade e obediência, Jesus fez a vontade do Pai, morreu na cruz pelos seus irmãos e irmãs - por nós - e redimiu-nos do nosso orgulho e teimosia. Agradeçamos-lhe pelo seu sacrifício, dobremos os joelhos perante o seu Nome, e proclamemos juntamente com os discípulos da primeira geração: "Jesus Cristo é o Senhor - para glória de Deus Pai" (Fil 2,10). (Bento XVI - Santa Missa em Friburgo, 25/09/11).


6. Portanto, caríssimos, tudo o que Deus nos pede é que lhe obedeçamos e sejamos fiéis como o seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que ao obedecer-lhe, venceu a nossa desobediência e orgulho, e nos concedeu o que havíamos perdido nos nossos primeiros pais, para assim vencermos o terrível inimigo de nossas almas.


7. Destarte, rezemos confiantes esta oração da liturgia de hoje: "Ó Deus, que mostrais vosso poder

sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai em nós a vossa graça, para que, correndo ao encontro das vossas promessas, mereçamos participar dos bens celestes.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus,

e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,

por todos os séculos dos séculos."


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de setembro de 2026

A cruz de Cristo é o seu sacrifício de amor por nós...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,43b-45)(26/9/26)

1. Caríssimos, contemplar a cruz de Cristo é contemplar Deus Onipotente que se rebaixa infinitamente à nossa condição de criaturas mortais, porém, sem deixar a sua Divindade. O Filho de Deus sofreu o seu sacrifício de amor, como um cordeiro inocente levado ao matadouro por seus algozes sem lhes impor resistência alguma. 

2. Então, como compreender a sua não reaça ante tamanha maldade? De fato, racionalmente é impossível compreender isso, uma vez que agimos com a lógica de tudo resolver; não a partir da nossa fragilidade, mas do poder de que dispomos para nos defender e vencer os nossos adversários. De fato, somente o amor de Deus explica o mistério do seu sofrimento por nós.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus insiste com seus discípulos no que havia predito a respeito da sua paixão, morte e ressurreição. Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender; pois tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto." (Lc 9,44-45).

4. É por isso que Jesus lhes diz com insistência e clareza: “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Ou seja, "Deus é o Amor infinito que se faz infinitamente pequeno e humilde, e se entrega aos homens. 

5. De fato, o amor não dar coisas, mas sim a si mesmo, através do sacrifício." Como nos ensinou o Senhor: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando." (Jo 15,13-14). Ou seja, sem obediência incondicional não existe salvação.

6. Com efeito, "Os apóstolos tinham medo da Cruz. Também nós experimentamos essa mesma sensação quando nos deparamos com a nossa cruz. É por isso que devemos pedir a graça de não fugir da Cruz quando ela chegar, de aprender com Maria, a mãe de Jesus que, quando todos tinham fugido, ela estava ali aos pés da cruz do seu filho, porque tinha compreendido que a cruz salva, porque nela está escondida a Páscoa da Ressurreição." (Mons. Angelo Spina).

7. Portanto, caríssimos, mesmo ainda estando neste mundo cercados pelas ameaças do inimigo de nossas almas, não devemos temer, pois o triunfo de Cristo já foi proclamado por sua cruz redentora, apenas estamos esperando a sua segunda vinda em que irá julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino de justiça e paz não terá fim. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Então, quem é Jesus para nós?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,18-22)(25/9/26)

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1. Caríssimos, quanto mais vejo a miséria humana mais sinto o quanto a nossa humanidade precisa da presença e da ação do Senhor Jesus em nosso meio. Os homens podem adquirir todos os conhecimentos possíveis, porém, o único conhecimento e experiência que nos salva da infelicidade e do abismo da perdição eterna se encontra somente em Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo.

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2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus faz duas perguntas a respeito da sua identidade: “Quem diz o povo que eu sou?” “E vós, quem dizeis que eu sou?” E como os Apóstolos constataram, as respostas advindas do povo tinha como base as Sagradas Escrituras: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.

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3. No entanto, na resposta inspirada por Deus a Pedro à segunda pergunta de Jesus, é o que constitui o fundamento da nossa fé: “O Cristo de Deus”. Justamente porque nos dá a certeza de que Deus veio realmente até nós, por meio do Seu Filho amado, para nos libertar do pecado e das misérias que o pecado gera, e nos fazer viver em estado de graça na Sua presença; mas, não sem levarmos a nossa cruz de cada dia.

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4. De fato, de algum modo todos nós passamos por algumas provações neste mundo, seja por conta das nossas fraquezas, seja ainda por conta das dos outros. No entanto, quando permanecemos em estado de graça pela nossa obediência ao Senhor, recebemos Dele inúmeros benefícios para transpormos todos os obstáculos, pois, é Ele mesmo que nos conduz para cumprirmos os Seus Santos desígnios. 

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5. Portanto, caríssimos, escutemos o que disse o Senhor Jesus a são Paulo por ocasião de uma grande tribulação que estava sofrendo: "Mas o Senhor me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.

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6. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." (2Cor 12,9-10). E ainda: "Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." (Gl 6,14).

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7. Então, quem é Jesus para nós? São Paulo VI responde essa pergunta por nós: "Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (cf Mt 16,16): é Ele que nos revela o Deus invisível. Ele é o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (cf Col 1,15s); Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós; Ele é o centro da história e do mundo, é quem nos conhece e nos ama, é o companheiro e o amigo da nossa vida."


Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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