VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 22 de fevereiro de 2026

As armas espirituais para vencer as tentações...

 Homilia do 1°Dom da Quaresma (Mt 4,1-11)(22/02/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, neste primeiro domingo da quaresma, a liturgia trata do combate espiritual contra as tentações malignas que a cada momento tentam impedir a nossa permanência em estado de graça. E este combate acontece no campo de batalha da nossa mente onde o mal tenta entrar para nos fazer escravos dos pecados que ele sugere que pratiquemos.

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina as armas espirituais que precisamos usar para não aceitar as sugestões do maligno. São elas: a Palavra da Verdade com a qual dissipamos todas as mentiras sugeridas; a não aceitação das aparentes vantagens oferecidas pelo maligno; e por fim, a perseverança na oração e no estado de graça, que nos mantém em comunhão com o Senhor em meio às lutas espirituais que travamos.

3. Hesíquio do Senai, monge e sacerdote em Jerusalém (Sec. V), discorrendo sobre o uso dessas armas espirituais que o Senhor nos concede, disse: "Aquele que trava o combate interior tem de ter em todo o momento estas quatro coisas: humildade, atenção redobrada, refutação e oração. 

4. Humildade, porque o combate o opõe aos demônios, que são orgulhosos; terá assim o auxílio de Cristo ao alcance do coração, porque "o Senhor resiste aos orgulhosos" (Prov. 3,34). Atenção, para manter o coração puro de todos os pensamentos, mesmo os que parecem bons.

5. Refutação, para contestar o maligno sem demora, e com veemência, pois está escrito: "Responderei aos que me ultrajam, para que a minha alma esteja submetida a Deus" (Sl 61,2). Finalmente, a oração, para se dirigir a Cristo com "gemidos inefáveis"(Rom 8,26) após a refutação. Deste modo, aquele que luta verá o inimigo dissipar-se com o desaparecimento da sua imagem, qual poeira ao vento que se desvanece, expulso pelo adorável nome de Jesus.

6. Assim, pois, quando a alma põe a sua confiança em Cristo, que O invoque sem medo, não combate sozinha, mas em união com o Rei terrível, Jesus Cristo, Criador de todos os seres, dos corpóreos e dos incorpóreos, isto é, dos visíveis e dos invisíveis."

7. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus que fortaleça nossa vigilância e confiança inabaláveis em meio a esta luta espiritual que travamos. Para que utilizando as armas da humildade, da perseverança e da oração, vençamos todas as insídias do maligno.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Eu não vim chamar os justos, mas sim para os pecadores para que se convertam...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,27-32)(21/02/26)

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1. Caríssimos, nada se compara a uma alma em estado de graça por obedecer a Deus e se dispor realizar em tudo a Sua Santa Vontade. Ora, diariamente encontramos com pessoas que cruzam o nosso caminho; algumas em paz, outras nem tanto. E nós, como nos encontramos interiormente diante de Deus? Como está o nosso estado de alma?

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2. A liturgia de hoje vem nos responder à essas indagações, nos mostrando que somente a prática da vontade de Deus nos faz transpor os limites dos acontecimentos adversos que a realidade do pecado nos impõe. Todavia, isso requer disciplina interior e o desejo de santidade que tornam a nossa prática de vida um reflexo da nossa íntima comunhão com Deus e com o próximo.

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3. Na primeira leitura, o Profeta Isaías aponta para aquele povo o caminho que o leva a viver em estado de graça diante do Senhor: "Assim fala o Senhor, se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia." Em outras palavras, recebemos os dons de Deus somente para fazer o bem e nunca para o mal. 

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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus chama Levi, o cobrador de impostos para o seguir e ele deixou tudo e o seguiu, não obstante as críticas e condenação por parte daqueles que usavam a religião para fazer discriminação de pessoas e exclui-las da misericórdia divina.

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5. No entanto, eis a resposta que o Senhor lhes deu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. Com isso, Ele inclui não somente "os cobradores de impostos", mas também seus críticos e todos os pecadores deste mundo.

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6. Portanto, caríssimos, escutemos com atenção esta exortação de São Tiago: "Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento."

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7. Destarte, que a resposta pronta de Levi ao chamado do Senhor nos inspire a não adiar a nossa própria conversão, compreendendo que a nossa fraqueza não é um impedimento para Ele; e que o próprio motivo do Seu chamado nos impulsione a suigui-lo com fidelidade e determinação.

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8. De modo que, ao olharmos para o próximo, não o façamos com a régua do julgamento, mas com o olhar de compaixão, lembrando-nos de que a luz que brilha em nossa vida é fruto da bondade gratuita de Deus, e que o seu amor não exclui ninguém, mas a todos quer salvar e santificar.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O jejum que mais agrada a Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,14-15)(20/02/26)

1. Caríssimos, o sentido da prática quaresmal é o crescimento no estado de graça, no conhecimento do Senhor Jesus e em todas as virtudes que nos levam a viver na presença de Deus, nosso Pai celestial. A liturgia de hoje trata da prática do verdadeiro jejum que fazemos como meio de conversão e do exercício da justiça e do bem comum para assim realizarmos a Vontade de Deus.

2. Na primeira leitura, o Profeta Isaías expõe os terríveis pecados daquele povo, e como essa prática o estava levando à incoerência, ao afastamento do Senhor e à perdição. Por isso, o exorta ao arrependimento sincero, pois, não basta a prática aparente do jejum, mas sim, uma verdadeira conversão, que consiste num coração contrito e humilhado que obedece e segue fielmente os santos mandamentos da lei de Deus.

3. De fato, nas práticas quaresmais, da oração, do jejum e da esmola, andam juntas e não tem como separá-las, pois, fazem parte da graça que o Senhor nos concede para que a vivamos plenamente.

4. Com efeito, disse o Pseudo-Crisóstomo (Séc. IV): "Não devemos orientar o pensamento para Deus apenas quando nos aplicamos à oração; mas, também no meio das mais variadas tarefas - como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo - é preciso conservar sempre vivos o desejo e a lembrança de Deus.

5. E assim, todas as nossas obras, temperadas com o sal do amor de Deus, se tornarão um alimento dulcíssimo para o Senhor do universo. Podemos, entretanto, gozar continuamente em nossa vida do bem que resulta da oração, se lhe dedicarmos todo o tempo que nos for possível.

6. Semelhante oração, quando o Senhor a concede a alguém, é uma riqueza que não lhe pode ser tirada e um alimento celeste que sacia a alma. Quem a experimentou inflama-se do desejo eterno de Deus, como que de um fogo devorador que abrasa o coração."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O deserto desta vida é o lugar do encontro com Deus... Paz e Bem!

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,22-25)(19/02/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, estamos vivendo o tempo forte da Quaresma; isto significa dizer que estamos no deserto da vida, lugar onde aparentemente falta quase tudo, mas pela experiência da fé que vivemos, Deus não nos deixa faltar nada. 

2. De modo que para nós, que praticamos os exercícios quaresmais, o deserto é o lugar da resistência e do enfrentamento; é também o lugar da renúncia de si mesmo e da escuta atenta do Senhor em conformidade com o seu plano de amor, para que assim se cumpra somente a sua santa vontade em nosso ser e estar no mundo. 

3. Ora, o que seria da nossa fé se Deus não nos falasse? O que seria de nossa vida se Ele não nos corrigisse quando falhamos? Como poderíamos viver se Ele não nos defendesse das insídias do maligno? O que seria do nosso futuro se perdêssemos a esperança da vida eterna? 

4. Na primeira leitura, Moisés disse ao povo eleito: “Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça." Escolhe, pois, a vida pondo em prática a Palavra do Senhor para que sejas feliz em todo o teu proceder. De fato, o tempo aqui é escasso e cada momento que dedicamos ao Senhor permanecemos sob sua proteção. 

5. No Evangelho de hoje ouvimos o Senhor Jesus profetizar o próprio sofrimento nos mostrando que vivemos em meio aos conflitos que o pecado gera; todavia, também nos mostra que a vitória sobre o pecado e o mal só é possível pela imolação de si mesmo, da própria vontade, em obediência à vontade do Pai, que nos conduz à glória da ressurreição. Sem dúvida, se houvesse outro caminho para se chegar ao céu o Senhor certamente nos teria mostrado.

6. Portanto, caríssimos, escutemos atentamente as palavras do Senhor e nos unamos a Ele por meio da renúncia de nós mesmos para que assim cheguemos à glória do seu Reino: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 

7. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?" (Lc 9,23-25). Destarte, sigamos o Senhor Jesus fielmente em todos os sentidos do nosso viver.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Como viver bem o tempo litúrgico da quaresma...


 QUARTA-FEIRA DE CINZAS (Mt 6,1-6.16-18)(18/02/26)

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1. Caríssimos, com a quarta-feira de cinzas a Igreja dá início ao tempo litúrgico da Quaresma, ou seja, quarenta dias de jejum e penitência em preparação à Paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus, e a sua vitória sobre o pecado, o maligno e a morte. 

2. Com efeito, é bem como nos exortou são Paulo: "Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus." (2Cor 5,20). Em outras palavras, é tempo de conversão, de penitência e da prática das boas obras. A reconciliação não é algo que o ser humano conquista por esforço próprio, mas é um presente já preparado por Deus através do sacrifício do seu Filho Jesus, basta a nós acolhe-lo com fé. 
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3. De fato, a luta contra o pecado é constante; todavia, o poder para vence-lo é infinito e nos vem do Senhor que nos deu o Seu Santo Espírito para nos conduzir nas batalhas que lutamos. São estas as armas a serem usadas: a oração interior, o jejum e a esmola, que são os três alicerces da prática penitencial que nos levam à verdadeira reconciliação com Deus e entre nós.
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4. O Santo Padre, o Papa Francisco numa de suas audiências públicas numa quarta-feira de cinzas, assim discorreu sobre este tempo litúrgico: “Hoje, iniciamos o caminho quaresmal, caminho de quarenta dias em direção à Páscoa, rumo ao coração do ano litúrgico e da fé. É um caminho que segue o de Jesus, que no início de seu ministério se retirou por quarenta dias para rezar e jejuar, tentado pelo diabo, no deserto.
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5. O deserto é o lugar em que se toma distância do barulho que nos circunda. É ausência de palavras para dar espaço a outra Palavra, a Palavra de Deus, que acaricia o nosso coração com a brisa suave [da sua voz]. 

6. O deserto é o lugar da Palavra, com letra maiúscula. Na Bíblia, o Senhor gosta de conversar conosco no deserto. No deserto, se ouve a Palavra de Deus, que é como um som suave." Pois, é no silêncio que Ele nos comunica a sua vontade, abafando com isso o barulho do mundo. 
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7. Destarte, disse ainda o Santo Padre: “A Quaresma é o tempo propício para abrir espaço à Palavra de Deus. É o tempo para desligar a televisão e abrir a Bíblia. É o tempo para se desligar do telefone celular e se conectar com o Evangelho. É o tempo de renunciar a palavras inúteis, conversinhas, fofocas, mexericos e se aproximar do Senhor." E se deixar conduzir por Ele.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Precavei-vos do fermento dos fariseus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 8,14-21)(17/02/26)

1. Caríssimos, existe um ditado popular que nos faz entender claramente o tema da liturgia de hoje: "Para bom entendedor meia palavra basta." E a razão é muito simples, expomos, com o nosso viver, quem somos, isto é, nossas intenções, interesses, desejos, e o que trazemos na alma. Porém, se tudo isso for uma somatória de contradições em relação à Palavra de Deus, permitimos com isso, a incoerência que nos leva à hipocrisia, e à prática das más ações.

2. Na primeira leitura são Tiago nos mostra que estamos numa grande luta espiritual e que saímos vitoriosos à medida que resistimos às tentações nos mantendo em comunhão com a vontade de Deus. Diz ele: "Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam." (Tg 1,12).

3. De fato, em certos momentos sentimos chegar à nossa mente pensamentos vãos, desordenados e estranhos; e mesmo que não queiramos, muitas vezes eles insistem; é aí que se dá o combate pela oração, pela rejeição deles e pela expulsão dos mesmos. 

4. São Paulo assim nos ensina sobre esta luta: "Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela." (1Cor 10,13).

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus em colóquio com os Apóstolos, os adverte a respeito do fermento dos fariseus, que se diziam fiéis cumpridores da Lei de Deus, mas na verdade, a violavam constantemente pela falta de humildade, de misericórdia e caridade, por isso, perseguiam o Senhor com ódio mortal. Desse modo, tomemos cuidado com esse fermento, porque na verdade, é um terrível veneno para quem se deixa fermentar por ele.

6. Comentando este Evangelho, disse o Papa Francisco: "Este fermento — diz Jesus — é perigoso. Precavei-vos. É a hipocrisia”. O Senhor não tolera a hipocrisia: este aparecer bem, até com boas maneiras, mas com maus hábitos dentro. Outra gente são os cristãos: deveríamos ser cristãos, mas também há cristãos hipócritas, que não aceitam o fermento do Espírito Santo. Precisamente por isto Jesus nos admoesta: “precavei-vos do fermento dos fariseus”. 

7. O fermento dos cristãos é o Espírito Santo, que nos impulsiona para fora, nos faz crescer, com todas as dificuldades do caminho, mesmo com todos os pecados, mas sempre com a esperança [de sermos libertados]. O Espírito Santo é precisamente a garantia daquela esperança, daquele louvor, daquela alegria [que não tem fim]." (Santa Marta, 19/10/18).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Esta gente pede um sinal, não lhe será dado...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mc 8,11-13)(16/02/26)

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1. Caríssimos, acreditar é ir muito além dos impasses obscuros da nossa razão; é chegar ao coração de Deus transpondo as barreiras de nossa impotência causada pelos pecados praticados, e assim obter da sua Divina Misericórdia o perdão que tanto precisamos. Tendo em vista que os critérios para salvação humana, não são humanos; mas sim, divinos. E estes critérios são os santos mandamentos.

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2. Ora, o Senhor não nos deve explicações de nada, nós é que devemos nos explicar diante Dele; afinal, somos os responsáveis pelo bem ou pelo mal que se pratica a cada instante na face da terra. Quando as pessoas pedem sinais para crê, é porque se põem no lugar de Deus, querendo que Ele se submeta aos seus critérios. À estes, Jesus, diz: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”.

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3. Desse modo, compreendemos que o silêncio do Senhor Jesus diante do pedido de um sinal não é indiferença, mas sim um convite à metanoia, à mudança de mente e de coração. O maior sinal já nos foi dado: a sua presença constante no meio de nós e a sua Palavra que ilumina as trevas deste mundo afundado na lama fétida do pecado.


4. Sem dúvida, a verdade se explica por si mesma, e quem a ela pertence, permanece nela para sempre, porque ouve a sua voz e põe em prática o que lhe é ensinado; pelo contrário, quem se põe contra ela, vive em permanente contradição, porque faz da incoerência sua regra de vida, por isso, vive semeando os frutos de seu desvario, isto é, ódio, discórdias, divisões e tantos outros comportamentos nefastos.

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5. Sejamos, pois, vigilantes para não cairmos na tentação da soberba espiritual, que julga saber mais que o Criador. A verdadeira sabedoria reside na humildade de reconhecer a própria pequenez, deixando que a luz divina guie nossos passos. 


6. Insistir em provas extraordinárias é fechar os olhos para a extraordinária beleza da graça que se manifesta no cotidiano e na simplicidade da fé. Quem se esvazia de si mesmo e de suas exigências torna-se solo fértil para que o Espírito Santo realize os prodígios que nenhum sinal externo poderia igualar.


7. Portanto, caríssimos, não queiramos ser, por nós mesmos, nada mais do que somos naturalmente, isto é, um simples sopro de vida que a qualquer momento se esvai. Destarte, confiemos tudo o que somos e vivemos nas mãos do Senhor, a fim de que seguindo os seus critérios salvíficos, entremos com Ele na vida eterna.

Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O tempo perdido com as futilidades deste mundo, é irrecuperável...

 Homilia do 6°Dom do tempo comum (Mt 5,17-37)(15/02/26)

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1. Caríssimos, vivendo neste vale de lágrimas, muitos atribuem ao destino os males que lhes acontecem, e por isso, não percebem que o mal é resultado de suas más escolhas e decisões. Prestemos bem atenção à primeira leitura desta liturgia, onde o hagiógrafo nos ensina que a liberdade humana permanece livre e estável somente quando realiza a vontade de Deus pela obediência à sua Palavra. 

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2. Deus é amor e nos criou à sua imagem e semelhança, isto é, livres e capazes de amar; por isso, sempre pensa em nós a partir do seu amor e da capacidade que nos deu para ama-lo sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros como a nós mesmos. E porque nos ama, põe diante de nós a sua Divina Misericórdia antes de sua Justiça, por meio do Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que perdoa os nossos pecados e nos liberta de todo mal.

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3. Na segunda leitura são Paulo nos ensina que a virtude da humildade nos põe na presença de Deus, e nos faz crescer na esperança da vida eterna que é a herança que Deus tem reservada para todos que o amam; e tudo isso nos é revelado pelo Espírito Santo nas Sagradas Escrituras.

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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos mostra o itinerário dos que são salvos, daqueles que o seguem fielmente no cumprimento da vontade do Pai. Diz Ele: "Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição." 


5. De fato, quem obedece aos seus Santos Mandamentos, vive em constante estado de graça, isto é, na sua presença fazendo em tudo a Sua Santa Vontade. Mas, atenção para não caírmos na tentação da soberba, pensando que somos salvos por nossos próprios méritos, e não pelo auxílio das suas graças derramadas em nossas almas.


6. Portanto, caríssimos, todos os mandamentos e todos os sacramentos são proteção que Deus nos dá e não obrigação, porém, para sermos protegidos precisamos obedece-lo, isto é, por em prática o que Ele nos fala nas Sagradas Escrituras, nos Sacramentos, na oração pessoal e comunitária, porque rezar é conviver com o Senhor a todo instante do nosso viver. 

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7. Decerto, tempo é vida, e quem perde tempo, perde também com ele a vida. Por isso, muito cuidado, para não esquecer de pôr em prática o primeiro e mais importante mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito" (Dt 6,5). 


8. Porque amar a Deus assim, é dar a Ele toda a nossa vida, todo o nosso tempo, todo o nosso entendimento, caso contrário, nos afastamos Dele, perdendo tempo com às futilidades deste mundo, principalmente na Internet em que o tempo perdido com as distrações e o disse me disse, é irrecuperável. 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

Cuidado não use o seu livre arbítrio para condenar-se...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 8,1-10)(14/02/26)

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1. Caríssimos, vivemos num mundo contaminado pelos os interesses políticos, econômicos e de poder temporal; e os que se dão à esses interesses tendem sempre a manipular a opinião pública a seu favor a fim de manterem o status que conquistaram com suas manipulações e enganos, por isso, são mentirosos compulsivos, prometem tudo, porém, pouco ou nada cumprem.

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2. Outros são cheios de boas intenções em seus ideais, mas tropeçam ao serem condizentes com os inimigos da fé e dos bons costumes, e por isso, trilham com eles a via da ruína e da perdição que cultivam por suas atitudes que visam destruir a comunhão com Deus e entre nós; tal como vimos acontecer com Jeroboão na primeira leitura.

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3. O Evangelho de hoje narra a multiplicação dos pães, e nele vimos como Deus age em comunhão conosco incentivando a solidariedade e a partilha fraterna em vista de suprir as necessidades básicas daqueles que o buscam, e faz isso por sua divina providência. Em outras palavras, o Senhor nos dá tudo o que precisamos quando o buscamos de todo coração. 

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4. Meditando esse Evangelho vimos que era imensa a multidão que seguia o Senhor Jesus, em meio às condições adversas. Mas, por que o buscavam? Somente por causa dos sinais que realizava ou por conta dos seus ensinamentos? Lendo o Evangelho de Mateus, temos a resposta: "Quando Jesus terminou o discurso, a multidão ficou impressionada com a sua doutrina. Com efeito, ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas." (Mt 7,29).

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5. De fato, aqueles que vivem de manipulações e interesses pessoais jamais agradam a Deus; pelo contrário, vivem motivados e instigados pelo maligno, por isso, causam muitos danos e divisões. Todavia, quem busca o Senhor e o serve de coração pela solidariedade e partilha fraterna, encontra Nele o apoio e as graças que suprem suas necessidades e os conduz à vida eterna.

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6. Portanto, caríssimos, não nos deixemos enganar pelas falsas promessas de quem busca apenas o próprio ventre ou o poder passageiro. Que saibamos discernir as vozes que nos falam, para ouvir sempre Aquele que multiplica o pouco que temos em abundância de vida e comunhão, nosso Senhor Jesus Cristo.


7. ​Que a Santíssima Virgem Maria nos ensine a docilidade de coração para buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. Assim ao participarmos da mesa da Eucaristia, o pão descido do céu, seremos transformados em sinais vivos da providência divina, aprendendo que, no Reino de Cristo, a verdadeira grandeza reside em servir, e o milagre acontece quando aceitamos partilhar o pouco que temos.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Anunciar o Reino de Deus, é viver para ele...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,31-37)(13/02/26)

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1. Caríssimos, quando o coração humano está ocupado pelas tentações e os pecados consentidos e praticados, torna-se resistente à Palavra de Deus, por isso, a combate, porque não existe espaço para a graça na alma manchada pela lama fétida do pecado; todavia, quando esta se abre pelo remorso e o arrependimento, encontra o Senhor que a liberta por Sua Divina Misericórdia.

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2. Pregando na Sinagoga de Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé vivem a experiência da rejeição da Palavra, mas também da acolhida da mesma. Vejamos, por um lado, os judeus se fecham à graça do anúncio do Reino de Deus, por não aceitarem Jesus como o Messias; por outro, os pagãos se abrem a ação do Espírito Santo e experimentam a imensa alegria da conversão.

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3. Por conta disso, o anúncio do Reino de Deus passa por constantes tensões devido às perseguições por parte daqueles que o rejeitam, por conta dos pecados praticados por instigação do maligno. Todavia, como a verdade permanece sempre, nada poderá deter o seu crescimento, uma vez que é o próprio Senhor Jesus que vai a frente daqueles que o anunciam intrepidamente como única fonte de salvação e vida eterna.

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4. Eis o que escreveu São João a esse respeito: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. 


5. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro."

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6. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor a graça de permanecermos fiéis até o fim na luta contra o pecado; anunciando o Reino de Deus e a sua justiça, certos de que Ele vai a nossa frente nos ajudando no cumprimento dessa missão que é obra de suas mãos.

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7. Que o Espírito Santo nos conceda a docilidade de coração necessária para escutarmos a voz do Senhor e proclamarmos as Suas maravilhas. Que nenhuma barreira de pecado nos impeça de contemplar a Sua face, de modo que, purificados por Sua Divina Misericórdia, caminhemos firmes na esperança de sermos um dia acolhidos por Ele na sua Glória.

Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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