VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Por que Deus quis sofrer e morrer como um de nós?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,16-23)(10/07/26)

1. Caríssimos, existem certos acontecimentos muito difíceis de entender se os analisamos com os limites dos nossos critérios; por exemplo, por que Deus que tem todo poder sobre o céu e a terra, quis sofrer como um de nós e quis morrer numa cruz como se não tivesse nenhum poder? Por que os justos e inocentes sofrem sem terem culpa alguma tal qual sofreu o Senhor Jesus?

2. Decerto, somente mediante os critérios da fé é possível entender os acontecimentos que não entendemos com os nossos critérios, porque "tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23b); e é isso o que nos ensina o Senhor Jesus: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,12-13). 

3. Santo Inácio de Antioquia, assim exorta são Policarpo sobre as provações que sofremos: "Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como aliás já fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. 

4. Suporta as enfermidades (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho. Se apenas amares os bons discípulos, não terás qualquer mérito; os que tens de submeter pelo amor são principalmente os mais afetados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazigua as crises agudas com compressas humedecidas. 

5. Sê em todas as coisas prudente como as serpentes e simples como as pombas. Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que se alcança pelos sentidos, mas reza para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.

6. Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. 

7. Espera naquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas Se deixou ver por nós, naquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a Paixão e consentiu em todos os sofrimentos." (Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110) bispo, mártir. Carta a Policarpo (69-155, santo, bispo e mártir).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Crer em Deus é ama-lo, é servi-lo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

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1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

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2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

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3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

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4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

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5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

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6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

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7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo:

"Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

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8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 7 de julho de 2026

O silêncio interior são os ouvidos da alma que escuta o que Deus fala...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

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1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

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2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

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3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

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4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

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5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

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6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

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7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo:

"Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

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8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Homilia do 14° Dom do tempo comum...

 Homilia do 14° Dom do tempo comum ( Mt 11,25-30)(05/07/26)


1. Caríssimos, no Evangelho deste domingo, o Senhor Jesus louva ao Pai glorificando-o porque concede suas graças aos simples e humildes de coração. E por que isso acontece? Porque quem nada retém para si traz o temor do Senhor, isto é, o respeito, a obediência e a compaixão que são virtudes tão necessárias para se viver neste mundo segundo a Vontade de Deus, como nos ensinou o Senhor. 


2. Sem dúvida, o maior bem que recebemos de Deus é a vida, e com ela todos os valores eternos para vivermos como seus filhos e filhas neste mundo, basta nos deixarmos conduzir pelo Espírito Santo, como nos ensinou São Paulo na segunda leitura: "Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. 


3. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Mas, o que significa ser conduzidos pelo Espírito Santo de Deus? Significa sermos iluminados pela Luz da sua Sabedoria que nos revela Cristo vivo e conosco para realizarmos a vontade do Pai. 


5. Certa feita, disse o Senhor: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 5,30). 


6. Com efeito, na vivência da fé nos deparamos com duas tentações que mais nos atormenta: querer controlar tudo e todos, e por meio do juízo temerário, julgar e condenar quem não se submete ao seu controle; foi por estes pecados que os escribas e fariseus assassinaram o Senhor Jesus. 


7. Então, qual a solução para sanar tais pecados? São Paulo no mostra esta solução na segunda leitura: "Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo de Deus e não satisfareis os desejos da carne". De fato, quem não se esquece do Senhor Jesus, se mantém unido a Ele e põe em prática tudo o que nos ensina. Quem assim procede, é manso e humilde de coração, e é conduzido pelo Espírito Santo de Deus. 


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv

A FÉ, A HUMILDADE E A ORAÇÃO TUDO ALCANÇA...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,18-26)(06/07/26)

1. Caríssimos, o nosso encontro com Deus é inevitável seja no tempo no qual vivemos seja na eternidade para onde estamos indo em definitivo tal qual nos ensina a Carta aos Hebreus: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo." (Hb 9,27). 

2. O fato é que todos temos esse encontro marcado, todavia, os meritos para ve-lo face a face são a fé, a obediência incondicional à sua Palavra e as boas obras que revelam o nosso amor ao próximo como a nós mesmos; pois, são essas virtudes que demonstram que somos verdadeiros discípulos de Cristo.

3. No Evangelho de hoje: "Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”. Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos." (Mt 9,18-19). 

4. De fato, a atitude de humildade e a súplica confiante de que o Senhor Jesus podia ressuscitar a sua filha, levou esse homem alcançar a graça desejada uma vez que por si mesmo se achava impotente diante da tragédia que se abatera sobre a sua família. 

5. Com isso, compreendemos que a fé acompanhada da humildade e da oração tudo alcança, porque nos leva a interação com o Senhor Jesus que em sua infinito amor nos atende de imediato, pois é Deus e tudo pode realizar em nosso favor como Ele mesmo nos ensinou: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b).

6. Com efeito, ainda dentro desse episódio vemos o caso da mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia e que ao encontrar o Senhor Jesus que passava a caminho da casa do chefe da Sinagoga, viu neste encontro a oportunidade de sua cura e libertação do mal que a afligia, no que também foi atendida e ainda escutou do Senhor: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. (Mt 9,22a).

7. Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus por meio desses dois episódios nos ensina os meios de vivermos em comunhão com Ele por meio da fé e das outras virtudes que recebemos no batismo e que nos leva à prepararmos para o nosso encontro definitivo com o nosso Pai celestial.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A maior felicidade de um discípulo, vencer a incredulidade...

 Festa do martírio de São Tomé (Jo 20,24-29)(03/07/26)

1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra com grande alegria a festa do martírio do Apóstolo Tomé, aquele que deu a vida por seu "Senhor e Deus", depois de ter passado pela grande prova da incredulidade mesmo depois de ter ouvido o testemunho dos outros Apóstolos de que tinham visto o Senhor ressuscitado e experimentado a alegria da Sua Ressurreição. 

2. De fato, depois de ter participado do discipulado de Cristo, recebendo os seus ensinamentos, vivenciado os seus prodígios e milagres, ainda assim Tomé não acreditou no autêntico testemunho dos outros Apóstolos, que certamente os deixou constrangidos diante da dureza do seu coração. 

3. No entanto, como o Senhor se faz presente sempre em todas as situações de nossa vida, de imediato se lhe apresentou e o convocou à tocar em suas chagas abertas para que fosse curado da cegueira espiritual que ainda o mantinha na morte, levando-o a experimentar como os outros discípulos a alegria da Sua Ressurreição.

4. Com efeito, essa luta travada por Tomé, entre a incredulidade e a fé, é a mesma que travamos também nós em nossos dias, em que tudo o que vemos dos pecados cometidos pelos os homens é uma negação explícita dos ensinamentos do Senhor Jesus, da Sua Ressurreição, da Sua presença no meio de nós, e de tudo o que há de mais sagrado, e é por essa incredulidade que este mundo está se tornando um antro de perdição eterna.

5. E isto porquê, como está escrito na Carta aos Hebreus: "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram." (Hb 11,6). Pois, tudo nos fala de Deus, como nos ensina São Paulo: "Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab 2,4).

6. Portanto, caríssimos, certamente Tomé sofreu tal tentação e nela caiu por dois motivos: primeiro, por sua ausência na comunidade dos discípulos, pois, quanto mais isolados, mais facilmente caímos na tentação da incredulidade. Segundo, o Senhor está sempre conosco, mas precisamos estarmos com Ele, mesmo quando nos isolamos; pois Ele nos ama, e cura com as suas chagas abertas, a ferida das nossas dúvidas para que assim participemos da alegria da Sua Ressurreição.

7. Comentando o Evangelho de hoje, disse São Tomás de Vilanova: "Tomé soltou esta exclamação sublime: "Meu Senhor e meu Deus". Esta profissão de fé, maior do que a incredulidade passada, não poderia ter soado mais alto: é todo o conteúdo da fé que está incluído nesta breve exclamação.

8. Maravilhosa penetração deste homem, que toca no Homem e Lhe chama Deus, que toca numa coisa e acredita na outra. Tivesse ele escrito mil livros, não teria servido tão bem a Igreja. Com que clareza, fé e simplicidade chama Deus a Cristo! Que palavra tão útil e necessária para a Igreja de Deus!"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Senhor Jesus, só tu tens palavras de vida eterna...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 8,28-34) (01/07/26)


1. Caríssimos, a vida nos foi dada como dom de Deus para a glória de Deus, não vive-la assim é perder o seu verdadeiro sentido, e se perdermos dela o sentido também a perdemos igualmente. 


2. Com efeito, não podemos pensar a vida como o mundo a pensa, ou seja, aproveita a vida o mais que poderes, porque morreu acabou; é isso o pensa o mundo, porém, nós não somos do mundo.


3. Bem nos ensinou são João a esse respeito: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." (Jo 2,15-17).


4. Com efeito, desde o momento em que conheceram o Senhor Jesus, os Apóstolos deixaram tudo para segui-lo, como Pedro reconheceu diante da pergunta do Senhor se eles também queriam ir embora já que muitos o fizeram dizendo que a sua Palavra era muito dura, ao que "Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!" (Jo 6,68-69).


5. Sem duvidas, a figura deste mundo passa, mesmo assim muitos o seguem pelas facilidades materiais e os prazeres hediondos que lhes oferece, todavia, por traz de cada pecado cometido em busca das vantagens e dos prazeres fáceis, está o maligno que cobra um preço altíssimo dos seus seguidores, ou seja, a vida sem paz, sem alegria verdadeira, e em consequência cheia de tormentos.


6. Portanto, caríssimos, como vimos no Evangelho de hoje somente o Senhor Jesus tem o poder de expulsar o maligno definitivamente; por isso, todos nós que o seguimos somos felizes, porque não buscamos fazer a nossa vontade, mas sim a Dele que nos deu o dom do Espírito Santo para nos ensinar tudo o que diz respeito à nossa salvação.


7. Destarte, continuemos firmes na prática da verdade eterna contida nas Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo que nos dá a graça de participarmos do seu Reino, contanto que renunciemos a este mundo e a tudo o que ele nos oferece, porque não faz parte do plano de Deus para a nossa salvação.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

São Pedro e São Paulo, rogai por nós...

 Solenidade de São Pedro e São Paulo (Mt 16,13-19)(28/06/26)

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1. Caríssimos, por que será que depois que o Senhor Jesus fundou a Igreja, apareceram tantos pretensos fundadores de pseudas igrejas e outros tantos continuam à funda-las? Exatamente por causa da desobediência à estas palavras de Jesus: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.

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2. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,16-19). 

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3. Posto aqui parte da Homilia que o saudoso Papa Francisco fez sobre esta solenidade: "Os Santos Pedro e Paulo, que festejamos hoje, são representados nos ícones às vezes a sustentar o edifício da Igreja. Isto recorda-nos as palavras do Evangelho hodierno, em que Jesus diz a Pedro: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18).

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4. É a primeira vez que Jesus pronuncia a palavra “Igreja”, mas, mais do que no substantivo, gostaria de vos convidar a pensar no adjetivo, que é possessivo, “minha”: a minha Igreja. Jesus não fala da Igreja como de uma realidade externa, mas exprime o grande amor que nutre por ela: a minha Igreja. Está afeiçoado à Igreja, a nós.

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5. São Paulo escreve: «Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela» (Ef 5, 25), ou seja, explica o Apóstolo, Jesus ama a Igreja como sua esposa. Para o Senhor, nós não somos um grupo de crentes nem uma organização religiosa, somos a sua esposa.

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6. Ele olha para a sua Igreja com ternura, ama-a com fidelidade absoluta, não obstante os nossos erros e traições. Como Cristo disse a Pedro naquele dia, hoje diz a todos nós: “Minha Igreja, vós sois a minha Igreja!”. E também nós o podemos repetir: minha Igreja."

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7. Senhor nosso Deus, pelos apóstolos São Pedro e São Paulo destes à vossa Igreja os fundamentos da fé. Concedei-nos, por sua intercessão, os auxílios para a salvação eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

A Vocação à Santidade...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 8,18-22)(29/06/26)


1. Caríssimos, a vocação à qual todos somos chamados é a santidade, e o caminho mais curto para chegarmos a ela é o seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo, como Ele mesmo nos ensina: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14,6).


2. Todavia, para segui-lo fielmente alguns requisitos são necessários: renunciar a própria vontade, e se deixar conduzir pelo Espírito Santo como nos ensinou são Paulo: "Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis." (Gl 5,16-17).


3. De fato, vivemos num mundo egoísta e cheio de interesses mesquinhos em que as coisas materiais, a fama e o poder temporal vale mais do a vida humana, por isso, milhares e milhões morrem à míngua, na miséria, enquanto uns poucos vivem no luxo desenfreado esbanjando suas riquezas. 


4. A estes, porém, diz o Senhor: "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?" (Mc 8,36-37). E acrescenta: "Eu vos repito: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus." (Mt 19,24). Ou seja, tudo o que vemos e temos materialmente não passa de cinza que se dissolverá para sempre.


5. Portanto, caríssimos, os verdadeiros valores não são os que acumulamos neste mundo, mas sim os que depositamos no tesouro dos céus com as nossas boas obras, tal qual nos ensina o Senhor: "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.


6. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração." (Mt 6,19-21).


7. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus pela intercessão da sua mãe Maria Santíssima, de são José e de todos os santos e santas, a graça da renúncia de nós mesmos e de todos os nossos apegos para assim prosseguirmos livremente no seu seguimento.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 27 de junho de 2026

O que é a fé inabalável?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 8,5-17)(27/06/26).


1. Caríssimos, por que um centurião demonstrou a grandiosidade e o poder da fé que, como disse Jesus, "nem em Israel encontrei tamanha fé"? É que a fé é um dom de Deus inato, ou seja, já nascemos com ela, todavia, precisamos cultiva-la como uma semente em terra boa, isto é, em nosso coração livre de toda maldade. 


2. De fato, sem o dom da fé a vida seria impossível, pois até mesmo os ateus precisam dela para sobreviver à sua negação de Deus. Todavia, quando se trata da fé em Cristo, essa é fruto da conversão à Cristo e por isso, dom do Espírito Santo. Pois Ele mesmo disse: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia." (Jo 6,44).


3. Decerto, vivemos num mundo cheio das mais diversas expressões de fé, no entanto, a única capaz de nos conduzir à plenitude da verdade é a fé cristã, porque as demais são expressões dos homens em busca de uma divindade; enquanto que a fé em Cristo é dom de Deus para a salvação de toda a humanidade.


4. Bem como meditamos no Evangelho de são João: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3,16). E quanto a fé abraãmica? Também é dom de Deus e a base da fé cristã, pois Jesus o afirma: "Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria." (Jo 8,56).


5. Na Carta aos Hebreus meditamos: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." (Hb 11,1). Ou seja, é um dom sobrenatural, isto é, que está acima da nossa natureza, porém, é graça divina que tudo pode alcançar até o próprio Senhor da vida. À esse respeito disse São Paulo: "Tudo posso naquele que me conforta." (Fl 4,13).


6. Decerto, essa expressão nasce de uma outra clássica do mesmo Paulo: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim." (Gl 2,19). Ou seja, crê é conviver com Deus por meio do dom da fé que Ele nos deu no batismo para vivermos como seus filhos e filhas neste mundo e por toda a eternidade.


7. Comentando este Evangelho disse o saudoso Papa Francisco: "Quando nos apresentamos a Jesus, não é necessário fazer longos discursos. Bastam algumas palavras, desde que sejam acompanhadas de plena confiança na sua onipotência e bondade. 

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8. Sim, Jesus escuta-nos sempre! Somos nós que devemos confiar nele. Lembras-te do centurião? Jesus curou o seu servo: "Em verdade vos digo que não encontrei em Israel ninguém com tanta fé! E Jesus disse ao centurião: "Vai, faça-se como acreditaste" (cf. vv. 10-13). A fé do centurião permite a cura à distância, porque a fé, também ela, move montanhas!".

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

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