VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O ENCONTRO DIFINITIVO COM O SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,26-37)(16/11/18)
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Caríssimos, estamos à caminho da eternidade e todos nós sabemos que essa é via única, isto é, sem retorno, e que percorremos por meio da fé que recebemos no batismo; ela nos orienta para não nos perdermos no labirinto da incredulidade ou da indiferença ou das falsas doutrinas, como nos alertou São João: "Tomai cuidado... Todo o que não permanece na doutrina de Cristo, mas passa além, não possui a Deus. Aquele que permanece na doutrina é o que possui o Pai e o Filho."
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Com efeito, "quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus."
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Ora, essa é a verdadeira doutrina como nos ensinou o Senhor: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." Ou seja, sem o Senhor a humanidade não chega a nenhum lugar à não ser no fim da estrada natural desta vida que termina com a morte. Então, eis aqui a nossa profissão de fé que nos faz transpor os limites de nossa natureza: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá."
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Caríssimos, de fato, aqui estamos nos preparando para o último dia ou o dia eterno onde todos nos encontraremos com o Senhor, pois, foi isso que Ele nos prometeu: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

PARUSIA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,20-25)(15/11/18)
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O que é o Reino de Deus e quando ele virá? Na verdade, disse Jesus: "O Reino de Deus não virá ostensivamente, porque ele já está no meio de vós." Caríssimos, o Reino de Deus se traduz pela presença real de Deus em todos os sentidos de nossa vida, ou seja, o Senhor se faz presente em todos os seus filhos e filhas, porque os criou à sua imagem e semelhança.
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Com efeito, se cremos nesse verdade, vivamos, então, em conformidade com ela, desse modo, confirmamos que somos seus filhos e filhas e o transparecemos como Cristo o transpareceu ao dizer: "Quem me vê, vê o Pai, eu e o Pai somos um." Ora, e não é difícil de compreender essa verdade, basta escutarmos o Senhor: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada." (Jo 14,23).
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Caríssimos, para ser morada do Senhor por meio da santa obediência, só é possível porque o Senhor nos fez eternos como Ele. São João na sua primeira carta assim escreveu: "Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado." (1Jo 5,1-2). De fato, esse é um grande mistério de amor que só o dom da fé nos leva à compreentender e viver.
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Conclusão: "E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O SENHOR É O MEU PASTOR NADA ME PODE FALTAR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,11-19)(14/11/18)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a fé não conhece barreiras que impeçam sua ação, todavia, como dom do Espírito Santo, vem acompanhada da virtude do reconhecimento e da gratidão. Desse modo, o coração que acolhe as dádivas de Deus, saiba também agradecê-lo, pois as graças recebidas quando reconhecidas e agradecidas são testemunho de fé viva, para que também por meio dela outros possam usufruir das mesmas dádivas.
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Caríssimos, os benefícios divinos que tanto precisamos nos são concedidos à medida que os buscamos em Cristo Jesus; isso ficou evidenciado no Evangelho de hoje, porém, como vimos também, o Senhor requer de nós o cumprimento de suas leis que são como um selo da fé que os autentica. "Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.
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Outro belo exemplo de fé, vemos nas palavras do salmista que a deposita em Deus na certeza de que Ele nunca falha: "O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças."
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Ora, tal expressão de fé é pura comunhão de amor e confiança inabalável, pois nasce da intimidade da alma que se entrega ao seu Senhor por sentir que a Ele pertence. Por isso, num arroubo de esperança, exclama: "Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

À SERVIÇO DO REINO DE DEUS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,7-10)(13/11/18)
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Caríssimos, sábios aos olhos de Deus são aqueles que se confiam à Ele e o servem de todo coração, isto é, sem apego à própria vontade. Na verdade, sem apego algum, porque somente assim escutam a Sua voz e o seguem fielmente. De fato, os verdadeiros servos de Cristo não buscam as glórias deste mundo, muito menos os elogios dos homens; não se dão aos colóquios inúteis e não se deixam levar pelos maus procedimentos.
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Ora, se pôr à serviço do Reino de Deus significa praticar as virtudes próprias do Reino de Deus (cf. Gl 5,22-23), pois somente assim tal serviço é eficaz para o bem de todos. Pois o único objetivo de um servidor de Cristo é a salvação das almas que se encontram distantes Dele e que por isso ainda não experimentam o seu amor. São Paulo na primeira leitura de hoje nos ensina que Jesus é o nosso grande Deus e Salvador, e que felizes são aqueles que o seguem e nele põem sua esperança.
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Em uma de suas homilias, assim se expressou São Paulo VI, há pouco canonizado: "Sou um enviado de Cristo para anunciar o evangelho; sou um apóstolo, sou sua testemunha, dou testemunho do seu nome, Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo. É Ele que revela a visibilidade de Deus; Ele é o primogênito de toda criação e o fundamento de todas as coisas. Ele é o Mestre da humanidade e o seu Redentor. Ele nasceu, morreu e ressuscitou por nós; Ele é o centro da história e do mundo; é aquele que nos conhece e nos ama; é Ele o companheiro e amigo de nossa vida."
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E continua São Paulo VI: "Ele é o homem das dores e da esperança; é Ele que virá um dia para ser o nosso juiz, enfim, Dele esperamos a plenitude de nossa existência, a felicidade eterna. Eu jamais poderei deixar de falar Dele, porque Ele é o caminho, a verdade e a vida." (Insignamenti IX (1971),1241).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

VIVEMOS EM MEIO A UMA GRANDE GUERRA ESPIRITUAL...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,1-6)(12/11/18)
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Caríssimos, a vida é o que é, liberdade de ser, de existir, porque Deus nos criou assim; todavia, não somente isso, visto que é no tempo que temos aqui que decidimos o nosso devir. De fato, Deus tudo criou por meio de sua Palavra, mas, como escreveu São Paulo: "Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." Por isso, fora desse propósito divino tudo é engano, ilusão.
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Ora, já em outra carta São Paulo nos exorta: "Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." De fato, a fé em Jesus Cristo é traduzida pela transparência com que a vivemos, ou seja, nosso testemunho só é verdadeiro quando é seguido pelas obras que o confirmam.
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Com efeito, vivemos em meio a uma grande guerra espiritual onde as armas usadas pelo inimigo de nossas almas são bem conhecidas às quais chamamos, tentações, são elas: "Fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!"
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Conclusão: Caríssimos, nenhum pecado existe sem que haja consentimento, tudo primeiro passa pela nossa mente, depois de examinado e consentido é que se realiza (cf. Tg 1,12-16). Portanto: "Deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne." Destarte, "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. Isto praticai, e o Deus da paz estará convosco."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 11 de novembro de 2018

"TODA VEZ QUE DEIXATES DE FAZER ISSO AO MENOR DOS MEUS IRMÃOS..."


Homilia do 32°Dom do tempo comum (Mc 12,38-44)(11/11/18).
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Caríssimos irmãos e irmãs, dar e receber faz parte da pedagogia divina para o bem de nossas almas e a nossa salvação. Tudo o que vemos ou temos pertence a Deus e isso é inegável, pois qual de nós naturalmente permanecerá aqui para sempre? De fato, essa certeza nos livra do egoísmo e do apego às coisas deste mundo; como bem nos ensinou São Paulo: "Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto." (1Tim 6,8-9).
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A liturgia de hoje nos põe em comunhão com a vontade de Deus a partir de nosso relacionamento com as coisas existentes e entre nós. O Profeta Elias, cumprindo uma missão que o Senhor lhe deu, se dirige a uma viúva que nada possuía além de um punhado de farinha e um pouco de azeite para sobrevivência sua e de seu filho; pede-lhe para saciar também sua fome, ao que ela atende generosamente; e, assim, por sua profecia, Elias lhe dá a conhecer que "o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada."
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Caríssimos, vivemos num mundo de extrema riqueza e também de extrema pobreza, onde os pretensos donos dos bens materiais usufruem deles, porém, vitimando com sua ganância a maioria que morre à míngua sem nada poder fazer. E onde, então, está o Senhor em meio a tudo isso? Está nas dores dos injustiçados, nas filas dos hospitais, na fome dos desamparados e em tudo o que se assemelha a morte de cruz de seu Filho Jesus; desse modo, Ele denuncia a injustiça cometida contra a vida de seus filhos pequeninos.
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Caríssimos, como se dará o juízo final? Se dará pelo exame das obras de misericórdia aqui praticadas ou não, como vemos no Evangelho de São Mateus, onde Jesus dirá em sua sentença final: "Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitantes. Então, lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? E ele responderá: Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 10 de novembro de 2018

A VIDA É O MAIOR BEM QUE TEMOS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 16,9-15)(10/11/18).
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Caríssimos, interroguemos à nós mesmos, o que temos de fato além do sopro de vida que portamos? Pensando bem entendemos que a vida natural é feita de momentos respiratórios e nada mais além disso. E por mais que alguém se esforce por muito possuir, ao morrer, não levará nada consigo, mas somente a ganância pela qual se deixou dominar.
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São Paulo na primeira carta a Timóteo (cf. 1Tm 6,6-10) nos faz entender que o acúmulo e o apego ao dinheiro é a causa de todos os males que existem na face da terra, pois a função dos bens criados é apenas suprir as nossas necessidades naturais e à de todos, sem esse objetivo eles se tornam armadilhas traiçoeiras que nos impõem um pesado julgo quando caímos nelas.
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Ora, tudo pertence a Deus, e no entanto, Ele se nos deu a conhecer, em Seu Filho Jesus Cristo, pobre, como se nada possuísse. Com isso, nos ensinou que o bem maior que temos é a vida e que sem ela nenhum bem visível vale coisa alguma. Por isso, disse o Senhor: "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?"
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Conclusão: A riqueza aos olhos do mundo é sinônimo de glamour, ostentação, poder, etc. Ora, isso é tão instigante aos olhos dos homens que não é fácil encontrar um ser humano que não queira ficar rico ou que nunca sofreu tal tentação. Todavia, a resposta do Senhor é o antídoto que nos liberta do apego às riquezas deste mundo: "Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus." (Mc 10,24-25). Portanto, infeliz do homem cuja ganância é o deus a quem adora.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

FESTA DA DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 2,13-22)(09/11/18).
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"Segundo uma tradição que remonta ao século XII, celebra-se neste dia o aniversário da dedicação da Basílica do Latrão, construída pelo imperador Constantino. Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu-se à Igreja de Rito romano, com o fim de honrar a basílica que é chamada “mãe e cabeça de todas as igrejas da Urbe e do Orbe e como sinal de amor e unidade para com a Cátedra de Pedro que, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, “preside a assembléia universal da caridade”.
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Com efeito, as festas litúrgicas que a Igreja celebra nos recorda as graças derramadas pelo Senhor em nossas almas, além disso, elas são oportunidades que o Senhor nos dá para vivermos em perfeita unidade celebrando os acontecimentos de nossa salvação; elas também são meios de crescimento espiritual em sabedoria, conhecimento e perfeita comunhão fraterna uma vez que somos irmãos e estamos à caminho do Reino dos Céus.
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Ora, mais que uma grande festa de comemoração pela dedicação da Basílica de Latrão, este é um momento sublime de nossa fé, pois essa Basílica papal é considerada a mãe de toda as Igrejas como vimos. Em verdade, todos os batizados nascem da água e do Espírito Santo no seio da Igreja; desse modo, todo fiel católico traz consigo essa identidade eterna, este selo divino como sinal de salvação (cf. Ez 9,4).
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Conclusão: Referindo-se ao chamado de Deus para fazermos parte do Corpo de Cristo que é a Igreja (cf. Cl 1,18), assim escreveu São Pedro: "Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa. Vós sois aqueles que “antes não eram povo, agora porém são povo de Deus; os que não eram objeto de misericórdia, agora porém alcançaram misericórdia”.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

NÃO JULGUEIS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 15,1-10)(08/11/18).

Caríssimos irmãos e irmãs, a tentação mais constante que sofremos é a de julgar-nos e condenar-nos uns aos outros. Todo julgamento sem a devida autoridade para isso, é injusto e malfazejo porque não condiz com a verdade, embora os pretensos julgadores digam que sim, todavia, as reais motivações não passam de interesses mesquinhos eivados de parcialidade com doses cavalares de perversidade.

Todos nós que aqui vivemos de alguma forma já fomos julgados ou julgamos injustamente e é difícil até enumerar os casos ocorridos, pois são tantos que não se dão à lembrança. Com efeito, no dia em que o ser humano deixar de julgar e condenar uns aos outros injustamente, será feliz e nada lhe impedirá de viver em paz, pois fomos criados por Deus para amar-nos uns aos outros e não para nos condenar mutuamente.

O Evangelho de hoje começa com a passagem em que Jesus é julgado e criticado porque "acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Ora, e quem o julga são exatamente aqueles que deveriam recebê-lo, pois para isto é que foram escolhidos e constituídos no posto de guardiões da fé e dos bons costumes; e no entanto, com suas atitudes mesquinhas, desdenham da Lei que dizem defender, e fazem isso porque a interpretam não como um meio de salvação, mas sim de condenação.

Conclusão: "Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Portanto, falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

TRABALHAI NA VOSSA SALVAÇÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,25-33)(07/11/18).

Caríssimos, o caminho da fé que percorremos requer de nós entrega total e um trabalho contínuo de conversão até que cheguemos à plenitude da vida divina que nos foi dada no batismo. São Paulo, na primeira leitura de hoje nos ensina como atingimos essa plenitude desejada: "Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor... Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar.

E, continua ele: "Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão."

De fato, não sabemos quanto tempo ainda temos até o momento de nossa Páscoa definitiva, todavia, o tempo que o Senhor nos dá é um tempo de espera, mas também de preparação para o encontro com Ele face a face. Em vista disso o Senhor nos exorta: "Quem ouve minhas palavras e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não incorre em condenação (Jo 5,24); e de novo: "Quem crê no Filho não será julgado, mas passa da morte para a vida (cf. Jo 3,18.24).

Conclusão: Caríssimos, os acontecimentos que estão por vir com toda certeza fazem parte do plano de Deus para nossa salvação, por isso, precisamos ficar atentos aos seus encinamentos para não cometermos nenhum pecado, pois quem vive em estado de graça permanece em comunhão com Ele aqui e por toda a eternidade no Reino que tem preparado para aqueles que o amam.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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