VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...





A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...


Algumas pessoas estão dizendo por aí: ”A Igreja tem que se modernizar, para acompanhar as mudanças da sociedade, senão vai perder muitos fiéis”. Até onde vai esse tipo de falácia? Ela é própria daqueles que não tem nenhum testemunho de vida cristã convincente para dar, na verdade, suas opiniões são baseadas no prurido nefasto dos meios de comunicação de massa, tendenciosos e desejosos que são de manipularem as massas para venderem seus podres produtos e se manterem no poder por tempo indeterminado. Por isso, levantam bandeiras anticristãs, pois dá mais “ibope” falar mal da Igreja e de sua defesa da vida e dos verdadeiros valores que cultiva, que são a família, a vivência da fé e dos bons costumes, e o bem comum para todos; do que defendê-la. Assim, tais meios de comunicação sociais, ficam livres para transmitirem suas mensagens sublimares, maquiando, com isso, suas perversas intenções.


Ora, a Igreja não é uma mera instituição humana que muda conforme o querer dos homens ou dos grandes conglomerados midiáticos; pois, aquele que a instituiu é Deus com o Pai e o Espírito Santo; desse modo, sua origem é divina, e assim continua sua trajetória terrena conduzida pelo Espírito Santo que Cristo enviou para solidificá-la. Assim, a Igreja é a parte visível do seu Reino de Deus no mundo; e, por isso, o sacramento de perene salvação para todos os homens que creem em Cristo Jesus.


De certo, a fé que pregamos tem seu fundamento no Evangelho e na doutrina dos Apóstolos, ou seja, se apoia nas virtudes eternas, vivada e ensinada por Cristo e seus apóstolos e todos os santos e santas que testemunharam, Cristo, com o seu modo de ser e agir no mundo. Então, não é a Igreja que tem que mudar seus costumes, suas leis e sua fé, para se adaptar ao mundo, mas sim os homens precisam se converter para entrar no Reino de Deus e participarem de sua glória, pois, sem essa conversão e o perdão dos pecados, para os que precisam, não há salvação (cf. Mt 9,10-13).


Vejamos o que dizem Cristo e os apóstolos a esse respeito: ”Pai, dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,14-21).


E eis o que escreveu São João: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17). E também São Paulo, escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).


Portanto, a verdade não muda nunca, porque ela é eterna, por isso, todos os homens precisam sempre dela para se manterem na vida, pois tudo o que não é conforme a verdade, não perdura por muito tempo, visto que, a mentira é como uma areia movediça, quanto mais alguém se debate nela, mais afunda. Destarte, Jesus Cristo é a Verdade, sem Ele não há vida, não há nada que se aproveite nem aqui nem na eternidade.


Por último, vejamos alguns conselhos de São Paulo ao seu discípulo Timóteo, que servem muito bem para nós: “Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós”. (2Tim 1,13-14). “Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração. Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos”. (2Tim 2,22-26).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria,OFMConv.

domingo, 5 de maio de 2013

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)




AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)

Rainha das Virgens

Ser virgem é ser consagrada(o) a Deus desde o nascimento, pois foi assim que Deus nos criou, homens e mulheres nascidos sem conhecer o pecado e é assim que deveríamos viver sempre, sem pecado algum em total comunhão com a vontade do Senhor que nos deu em seu amor tão grande virtude. Ao proclamarmos Maria sempre virgem anunciamos aquela que Deus fez vir a este mundo, totalmente imaculada, isto é, sem mancha alguma de pecado, em vista de Seu Filho amado, que realizou a nossa redenção e de toda a criação, fazendo valer o Plano Eterno da Salvação.

Com efeito, nossa vida e nossa fé se fundamentam nas virtudes divinas infundidas por Deus nos seus filhos e filhas desde toda a eternidade. Desse modo, a Virgem Santíssima, reina sobre todas as virgens, ou seja, sobre todos aqueles e aquelas que se conservam puros de corpo e alma, honrando a Deus por estas virtudes que Dele receberam. De fato, é uma grande honra para nós participarmos do reinado de Jesus Cristo e de sua Mãe, a Virgem Maria, pois aqui no mundo tudo passa, porém, na eternidade, tudo é permanece para sempre, em pleno estado de perfeição, onde a felicidade não tem fim. E, é para esse estado de graça permanente que nos conduz o Senhor.

Rainha de todos os santos

A santidade é um atributo divino, porque só Deus é Santo, infinitamente Santo; e por sua Vontade Eterna nos deu o mandamento da santidade para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48). O céu é a morada dos santos e santas que Deus santificou por Seu Filho amado, nos dando o perdão dos pecados, e a purificação de nossas almas. Jesus é chamado, na Sagrada Escritura, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Santo dos santos, porque todo poder foi lhe dado sobre o céu e a terra (cf. Mt 28,18). Jesus é Filho da Virgem Maria e tem como Pai, Deus, que o gerou pelo Espírito Santo (cf. Lc 1,26-35), deste modo, o mundo conheceu a Santidade do Senhor Deus por meio daquela que Ele escolheu para semear, por Seu Filho amado, a Sua Santidade à toda a humanidade. Primeiro, fez dela Sua habitação permanente; e segundo, por Seu Filho, que dela nasceu, tornou-nos participantes de Sua Natureza Divina e participantes do Reino dos céus, pois, todas as graças e bênçãos nos vieram depois do sim  que a Virgem Santíssima deu a Deus Pai.

Rainha concebida sem pecado original

O pecado nunca foi a vontade de Deus, ele aconteceu em desobediência à ordem criada; pois tudo foi feito para o bem e a felicidade de todos. O primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, foram criados em estado de graça, isto é, sem pecado, para viverem sem pecado algum, ou seja, tendo pleno acesso a Deus e ao seu poder, porque é nisto que consiste a felicidade humana. Com o advento do pecado, a desordem entrou no mundo e com ela a morte, como punição pelo pecado, porque não era possível que a desordem trazida pelo pecado perdurasse sempre. Porém, com o pecado, veio também a promessa da redenção começando pela mulher, uma vez que o pecado só se deu com o consentimento desta e do homem que a acompanhou em sua desobediência (cf. Gen 3,15).

Portanto, nada mais justo que a graça santificante também acontecesse por meio de uma mulher em pleno estado de graça. Por isso, Deus escolheu Maria e a fez nascer sem a mancha do pecado original, em vista do nascimento do Seu Filho Santo, Jesus Cristo, e de todos os que nasceriam deles pelo santo batismo. Por isso, hoje, todas as gerações proclamam, bem aventurada aquela de cujo ventre nasceu o Salvador da humanidade e de toda a criação. Amém!

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

A GRAÇA DE CADA MOMENTO...




A GRAÇA DE CADA MOMENTO

Jesus nos ensinou que a revelação divina nos envolve em todos os sentidos de nosso ser e existir no mundo; ora, quando os acontecimentos adversos se dão em nosso meio, na maioria das vezes, ficamos estarrecidos ou impotentes diante deles; ou ainda procuramos respostas para tais acontecimentos, e quando não as encontramos ficamos confusos sem entendermos o porquê de tais acontecimentos, ficamos como que “a ver navios”, como reza o ditado popular; quando na verdade deveríamos buscar refúgio no Senhor que fez o céu e a terra, pois Nele encontramos todas as graças necessárias para superarmos todas as situações embaraçosas de nossa viver. É como o Senhor mesmo nos ensinou: ”Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisso é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. (Jo 15,7-8).

Assim, precisamos entender que não podemos ser os causadores dos problemas que geram as situações adversas da vida, pois, como nos ensina São Paulo: ”Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).

Em nosso dia a dia temos grande facilidade de olharmos para os pecados dos outros; ora, mas do pecado não vem nada de bom, por isso, nos angustiamos com a maldade alheia que constatamos e terminamos julgando e condenando tais indivíduos. Não convém que seja assim. De fato, não podemos ser coniventes com o pecado de ninguém, mas também não precisamos carregá-lo em nossas almas, pois se o fizermos certamente ele ocupará o lugar que é de Deus em nossa vida, e nos fará um grande mal. Logo, precisamos ouvir e obedecer ao Senhor que nos exorta: ”Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e vos será dado. Será colocada em vosso regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”. (Lc 6,36-38). Realmente, um coração misericordioso é semelhante ao coração de Deus.

Um coração quieto que descansa em Deus sabe que Ele não falha nunca. Escutemos, pois, este conselho de Santa Tereza de Ávila, e sigamos o que ela diz: “Nada te perturbe nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta. Eleva o pensamento, ao céu sobe, por nada te angusties, nada te perturbe. A Jesus Cristo segue, com grande entrega, e, venha o que vier, nada te espante. Vês a glória do mundo? É glória vã; nada tem de estável, tudo passa. Deseje às coisas celestes, que sempre duram; fiel e rico em promessas, Deus não muda. Ama-o como merece, Bondade Imensa; Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis; sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta. Porque só Deus basta!” (Santa Tereza de Ávila).

Então, qual é a graça de cada momento? É aquela que buscamos em Deus sempre, porque Deus se faz presente em todo tempo do nosso viver, haja vista, que se pararmos de respirar cinco minutos morreremos, no entanto, a cada respirar nosso sentimos como que o Senhor nos dizer: filho, filha, eu te amo, por isso te dou a vida constantemente a cada respirar teu, mesmo que não correspondas ao meu amor. Escrevendo a esse respeito, assim se expressou São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,4-7).

Portanto, aprendamos a nos relacionar com Deus Pai, por meio de nossa oração, pois sua realidade divina envolve nossa vida natural para além do nosso entendimento, e é pelo dom da fé que compreendemos isto e o praticamos. Vejamos a atitude orante do Senhor, Jesus, nos ensinando como devemos nos portar diante de Deus, nosso Pai: “Jesus afirmou essas coisas e depois, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado”. (Jo 17,1-10). Façamos o mesmo e do mesmo modo que o Senhor nos ensinou. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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terça-feira, 23 de abril de 2013

QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?




QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?

O que temos neste mundo? A vida natural, um tempo para vivê-la; algumas coisas materiais conquistadas; algum tempo para a família, trabalho; e também para viver a fé; um tempo para amizades, divertimentos, etc. O fato é que nem sempre sabemos dividir corretamente o nosso tempo. Assim, priorizamos mais o que decidimos que é o melhor, o que nos convém; mas nem sempre nos damos bem com isso, pelo contrário, quase sempre perdemos tempo com vícios e outros malefícios da vida hodierna; e o que é essencial mesmo, na verdade, deixamos de lado.

Todavia, quando damos uma pausa e analisamos nosso comportamento, vemos que perdemos muito da vida e daqueles que amamos ou deveríamos amar mais; e assim o sofrimento aparece, cresce e se multiplica; e o pior é que no mais das vezes não sabemos como reconquistar o tempo perdido pela nossa vida desregrada; isso acontece, talvez, por causa de nossa insensatez e egoísmo, ou inda por causa da cegueira espiritual que cultivamos por não vivermos a fé devidamente.

Não podemos esquecer que nossa vida neste mundo é uma resposta que estamos dando a Deus; e essa resposta precisa ser uma resposta de amor, que realmente convença o Senhor, para que obtenhamos todas as graças que Ele dispôs a nosso favor. Quando lemos São Paulo sobre isto, entendemos melhor o que significa essa resposta: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda benção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. (Ef 1,3-4).

Não temos como duvidar que a vida é um grande presente que Deus nos deu. Por isso, não podemos nos desligar Dele nunca, porque Ele é a Fonte que alimenta nosso ser e bem estar no mundo. Sem Ele a vida seca, se esvai e tudo que foi feito para o bem, torna-se presa fácil do mal, que se faz presente em todos os que se deixam levar pelos seus conselhos maléficos.

De fato, é como nos ensina o Salmo primeiro: “Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição”.

Então, o que estamos esperando do nosso pós-morte? Ou seja, como será a eternidade de nossas almas após nossa páscoa? Bem, se a resposta de nossa vida for uma reposta de amor a Deus acima de todas as coisas, é sinal de que ressuscitamos com Cristo e vivemos a fé da ressurreição; em outras palavras, desde já, vivemos a dimensão da salvação eterna que Deus preparou por Seu Filho Jesus Cristo, para aqueles que o amam. Porém, se a nossa resposta for um não a Deus em todos os sentidos, é sinal que atraímos o castigo que pesa sobre os rebeldes contumazes que fazem de sua vida um antro de perdição.

A vida sem Cristo não é vida, é morte; a vida em Cristo é eterna. De que lado nós estamos? De fato, cabe a nós tomarmos essa decisão. Mas, por que é assim? Porque a vida nos ensina que, quem planta, colhe o que se plantou. Desse modo, entendemos que no pós-morte, só existe a colheita e o que se sucede a ela, o juízo final, como nos ensinou o Senhor (cf. Mt 25,31-46). Portanto, “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,9-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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sábado, 20 de abril de 2013

JESUS TINHA CONSCIÊNCIA QUE ERA DEUS?




JESUS TINHA CONSCIÊNCIA QUE ERA DEUS?

A vida em si é um grande mistério que transpõe a nossa natureza e não depende de nossa consciência para ela ser o mistério que é. Pois a vida não depende de nós, mas de Deus que a criou e a sustenta, independentemente de nossa presença ou não. De fato, somos colaboradores do Senhor na obra da criação, mas não sua causa primeira; porque só Deus é a causa Primeira e Única de todas as coisas. Porém, o habitat natural em que vivemos depende de nossas ações para ele permanecer agradável como foi criado, ou seja, um verdadeiro paraíso terrestre.

Com efeito, como seres pensantes, temos consciência de nossa finitude e do além dela, ao qual buscamos incessantemente, pois ninguém em sã consciência quer a morte, mesmo sabendo que ela acontece naturalmente a cada instante e que um dia acontecerá definitivamente. Todavia, pensar a possibilidade da vida sem Deus, é pensar o óbvio do pecado humano, que se resume nesta frase de São Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 6,23).

Por acaso quem deu existência a tudo o que há, também não deu consciência de sua condição? E olha que não estou falando somente da consciência racional, mas do próprio ato de existir e permanecer na existência. Podemos discutir a questão das crenças e outras tantas questões advindas delas, pois se trata de adesão, correspondência ao plano de Deus para a nossa permanência na vida; mas a questão da consciência, não é tão simples assim, não basta dizer que temos ou não temos consciência de quem somos, é preciso comprovar isto, e é essa comprovação que autentica quem somos de fato.

O ser humano por si mesmo jamais conseguiu responder às questões existenciais: quem somos, de onde vimos, para onde vamos? Já houve inúmeras tentativas racionais para se explicar a origem da vida fora do âmbito da fé, sem a presença de Deus; mas todas foram em vão, sem nenhuma comprovação convincente, porque tratam sempre da existência a partir dela mesma e não de sua Causa Primeira, Deus.

Ora, cada ser é o que é em sua essência. Assim, Deus é Deus e não há Nele necessidade alguma. Já o homem é homem, porém, criado por Deus à sua “imagem e semelhança”. Todavia, quando tratamos de Jesus Cristo, tratamos de Deus feito homem, pois assim como Adão foi feito à “imagem e semelhança” de Deus; Deus, em Seu Filho Jesus Cristo, se fez homem e habitou no meio de nós. Ou seja, Deus, assumiu a natureza humana, sem deixar a sua Natureza Divina, para divinizar a natureza humana. E como comprovamos isto? Pela revelação que Deus fez de si mesmo. Primeiro, naturalmente, pois, em tudo o que vemos, lemos a Sabedoria Divina, ou seja, a verdade se faz presente em tudo o que há e não tem como duvidar. Segundo, espiritualmente, aqui se trata da revelação que Deus faz de Si mesmo por meio do Seu Espírito Santo, seja pelos profetas, seja por Seu Filho amado, Jesus Cristo, a quem Deus constituiu Senhor e Salvador de todas as coisas que há. Desse modo, perguntar se Jesus tinha consciência que era Deus, equivale a perguntar se a Verdade é Verdade, ou seja, perguntar a Deus se ele tem consciência que é Deus. Mas, enquanto homens, precisamos de comprovação, então, vamos a ela.

São Paulo, se referindo à revelação natural, escreveu: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato”. (Rom 1,18-21).

Quanto à revelação espiritual, São João, escreveu o seguinte:No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. (JO 1,1-4). E também São Lucas, escreveu: ”O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”. (Lc 1,31-35).

Ora, será que temos como duvidar da divindade do Senhor ou se Ele tinha consciência de sua divindade? Só os incrédulos duvidam e contestam, porque negam a verdade. Aliás, São Paulo, já dizia:Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória). É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus”.

Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo”. (1Cor 2,7-16).

Portanto, creio que Jesus Cristo sempre teve consciência de que era Deus, mesmo assumindo nossa natureza humana. Pois, a consciência em cada um de nós, nasce a partir do somos e não é algo adquirido de fora para dentro, mas inata. Assim também podemos dizer a partir do nosso batismo, que somos novas criaturas, nascidas da água e do Espírito Santo, para a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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terça-feira, 16 de abril de 2013

CONHECENDO E CONVIVENDO COM A VERDADE...




CONHECENDO E CONVIVENDO COM A VERDADE...

Só conhece a verdade quem a vive e se dispõe a ver para além das razões preconcebidas, pois enquanto não atingirmos a essência de cada ser, sua intimidade, ainda não os conhecemos de verdade. Tudo o que é falso é falho; aparenta ter uma força incomum, um poder extraordinário, seja de persuasão, seja belicoso; mas logo sua fraqueza se revela pela inverdade com a qual procura macular ou maquiar aquilo a que tem acesso ou de certa forma está sob seu domínio. Ao contrário, a Verdade não precisa de alvoroço para se dar a conhecer, porque tudo nela é transparente como a luz, aliás, ela é a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo (cf. Jo 1,9). Quem a busca, encontra Jesus Cristo, e quem o encontra, encontra Deus e a vida eterna Nele (cf. Jo 14,8-11).

Não existe verdade fora de Deus porque só Deus é a Verdade; existem verdades que os homens vivem, que são suas condições existenciais, às quais nascem das escolhas e decisões que fazem, mas se elas não forem compatíveis com a Verdade Divina, tornam-se caminhos sem volta, labirintos existenciais esmos, sujeitos a todo tipo de kenósis, isto é, de esvaziamentos, confusos, estéreis, mortais; a não ser que se convertam e voltem ao estado de graça original, ou seja, à comunhão com Deus para desfrutar das delícias de sua companhia.

De fato, vivemos hoje num mundo hediondo que privilegia acima de tudo a busca do prazer momentâneo e fugaz; e para tê-lo, muitos são capazes de destruir os mais belos sentimentos e até a própria vida. E o pior de tudo, não importa o calão, o que importa é a busca de satisfação instintiva seja de que forma for. Tomo como exemplos, as perversões sexuais, o mundo das drogas, das bebidas, das falcatruas e engodos, sinônimo de corrupção e enriquecimento ilícito; mundo das aberrações de toda espécie; das fantasias e desvios comportamentais; da mentira e suas cúmplices, calúnia, difamação, intriga, fofoca, etc. Tudo isto afasta os homens do caminho da salvação e os desliga de Deus, fazendo-os amargar o inferno que cultivam por suas decisões funestas.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). A verdadeira liberdade se encontra no poder de decisão que temos; e quando acompanhado da obediência à Verdade, Cristo, torna-se para nós o paraíso. Tudo o que fazemos na vida, depende sempre de nossas escolhas e decisões, por isso, somos responsáveis pela vida e pelo que vivemos; em tudo isto se encontra a verdade; seja a Verdade Divina que nos salva, cura e faz feliz pela nossa obediência a Ela; seja a verdade que resulta da não comunhão com Deus, isto é, da desobediência aos seus Santos Mandamentos. Pois, “Todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo” (Jo 8,32b). Então, não perca a sua liberdade, decida sempre e somente por Deus e Seu Poder de salvação, que se encontra no perdão que Dele recebemos pela morte e ressurreição de Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1Jo 5,1-5).

Ora, ninguém conheceu a Deus Pai e o amou e o revelou mais perfeitamente que se Filho Jesus Cristo; e ninguém conheceu e amou mais a Cristo do que sua Mãe, a Virgem Maria, que o trouxe nove meses em seu ventre e com Ele conviveu toda sua vida. Eis o que está escrito no Evangelho de São João: ”Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas. O Pai ama o Filho e confiou-lhe todas as coisas. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus”. (Jo 3,31-36).

Conclusão: conhecer a verdade não é mero esforço racional ou apenas um saber intelectual; muito menos um conhecimento qualquer; trata-se de um relacionamento íntimo com Deus, a única Verdade que há e que sustenta todas as coisas, baseado nos valores eternos movidos pela fé; como está escrito na carta aos Hebreus: Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram”. (Heb 11,6).

Assim, apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma incredulidade [dos que negam a Deus e o seu sempiterno poder]. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”. (Heb 4,11-13).

Portanto, conhecer a Verdade é conhecer Deus, é amá-lo, obedecê-lo, servi-lo; e, assim, conviver com Ele no tempo e no espaço de nossa existência até que sejamos chamados deste mundo, por Seu Filho, Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, à Glória do Seu Reino de Amor para vivermos a felicidade dos justos por toda a eternidade. (cf. Jo 14,1-3). Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A VERDADE NÃO É TEORIA




A VERDADE NÃO É TEORIA

A verdade não é teoria, porque ela é o fundamento da vida e tem sua origem em Deus e em Deus permanece. Todo ser inteligente ou não, busca sempre a verdade, porque nela encontra segurança, por isso, nada e ninguém permanece sem que a verdade o sustente. Desde o primeiro momento de nossa existência, fazemos parte da eternidade criadora de Deus, pois, em sua Sabedoria criou tudo e em tudo pôs o seu propósito divino, a fim de que participemos de sua glória eterna.

Aqui estamos, é verdade, em nossa naturalidade, mas não sem a proteção divina; a não ser que a dispensemos por nossas práticas pecaminosas, neste caso, afundamos na lama da maldade que cultivamos e a nossa integridade torna-se frágil, porque nos expondo ao mal, não somos capazes de nos defender por nós mesmos. O resultado são as tragédias que constatamos pela desobediência demostrada, pois sempre que pecamos nos desligamos de Deus, porque em Deus não há pecado. Porém, por sua misericórdia, Ele nos acompanha, para que mediante o arrependimento, a confissão e a absolvição dos pecados cometidos, voltemos ao perfeito estado de graça, isto é, à plena comunhão com o Senhor que no Seu amor nos quer sempre felizes sob o seu amparo. (cf. Lc.13,34).

A verdade do Senhor está sempre presente em tudo e em toda parte de sua obra, basta o bom senso para se perceber isto. Seja lá onde for, fazendo o que estivermos fazendo, não podemos nos ocultar dela ou a ocultarmos com nossas maquinações, porque mais cedo ou mais tarde ela virá à tona e revelará o que tentamos esconder nos bastidores de nossa existência (cf. Mt 10,26). Ao falar sobre isto, São Paulo assim se expressou: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar”. (Rom 1,18-20).

Não obstante a negativa dos homens em conhecer a verdade e permanecer nela, Deus enviou o Seu Filho, Jesus Cristo, para que por Ele tivéssemos o pleno conhecimento de Sua Presença Pessoal, transparente aos olhos do mundo, e profundamente visível aos olhos (entendimento) dos que creem. “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”. (Jo 3,16-21).

A respeito da Pessoa de Jesus Cristo, eis o que escreveu São João: ”No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem”.

Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”.

João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou”. (Jo 1,1-18).
Portanto, a verdade que estamos vivendo é com ela que entraremos na glória de Deus ou não. Pois, como dizia São Francisco de Assis: “Somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais”. E se referindo ao nosso devir, assim nos ensinou São Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.



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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A SEGURANÇA DA RESSURREIÇÃO E A INSEGURANÇA DO MUNDO...




A SEGURANÇA DA RESSURREIÇÃO E A INSEGURANÇA DO MUNDO...

Qual é a segurança que temos neste mundo? Somente aquela que Deus nos dá e que os homens e nós mesmos tentamos tirar pelo pecado; fora disto, nada mais temos, porque tudo o que temos com o tempo perderemos totalmente e isto é constatado a todo instante na vida dos outros e um dia também em nossa vida. Contudo, como a vida é um dom de Deus e somente Dele, só Ele tem o juízo definitivo sobre ela. De nossa parte, porém, precisamos da fé, que é também um dom de Deus, para permanecermos em plena comunhão com sua vontade que nos salva e nos leva a participar de sua Natureza Divina.

Mas, como isso acontece? A resposta a esta pergunta está na ressurreição de Cristo. Porque em Deus tudo é eterno, é santo, é puro, é verdadeiro, é amor infinito. E o que vemos aqui neste mundo? Nada que se compare a isto; a não ser o Sacrifício de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que nos amou e assumiu a nossa natureza humana em tudo, exceto no pecado, para nos libertar do pecado e nos dar a vida eterna. Nos atos dos Apóstolos, São Pedro, nos ensina: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4,12). Este é o grande mistério da fé que vivemos atualmente e que precisamos vive-lo intensamente para que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade pelo perdão dos pecados e à vida eterna em Cristo Jesus.

Infelizmente, como na antiga Sodoma e Gomorra, os homens de hoje estão optando pelo pecado mortal publicamente, e chamam a isto de algo “politicamente correto”, quando na verdade, é uma tomada de decisão contrária à própria natureza e uma afronta direta à vontade de Deus. E pior ainda, chamam de minoria, o que na realidade que vivemos já é maioria absoluta, por isso, se impõem e procuram a todo custo, condenar e crucificar todos os que se opõem às suas maléficas pretensões.

O que está em voga hoje em dia em nossa sociedade não é a verdade de Cristo que liberta, salva, cura e faz feliz todo aquele que adere a Ele, nem é o amor de Deus que nos une e nos faz participantes do Seu Reino Eterno; mas, sim, o pecado e todos os males que ele traz, por isso, seus adeptos, cegos espiritualmente, fazem uma defesa intransigente dele e de seus atos pecaminosos, reivindicando direitos e valores que não condizem com esses atos malogrados; pelo contrário, tais atos são abomináveis aos olhos da verdade e do bom senso.

É certo que todo homem é livre para fazer suas escolhas e decisões, porém, depois de feitas tais escolhas não podem impô-las a tudo e a todos como se fossem verdades absolutas e regras a serem observadas por toda sociedade, porque não passaria de uma ditadura comportamental imposta a quem não quer segui-la. De fato, “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”. (1Cor 6,12). Assim, quem fizer suas escolhas comportamentais, assumam elas e as consequências que elas trazem em si mesmas; mas não queiram que a sociedade inteira sofra os danos por tais comportamentos não condizentes com a nossa natureza.

Ora, discorrendo sobre isto, São Paulo, assim se expressou:Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade.” (1Tim 3,1-5).

“Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno”. (Rom 1,26-32).

Conclusão, estamos em uma grande batalha espiritual, de um lado se encontram aqueles que estão dando a vida por amor a Deus, como o fez Jesus Cristo seu Filho amado e nos ensinou a fazer também: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”. (Mt 16,24-27).

Por outro lado, estão aqueles que defendem seus próprios instintos e seus pecados publicamente, impondo-nos suas bandeiras e reivindicações como verdades únicas a serem seguidas por todos. Então, de que lado nós estamos? A quem seguir, a verdade divina em Jesus Cristo, que perdoa a todos, mesmo os que agem assim? Ou seguir tais imposições comportamentais, sendo conivente com seus autores? De fato, numa batalha como esta, nós cristãos, não podemos abrir mão da salvação recebida no batismo, realizada por Jesus Cristo, porque a única segurança que temos na vida presente e na eterna é a certeza que ele nos dá com a sua ressurreição, fora disso, tudo é caos, morte infernal, tudo é nada; porque quem em Deus não permanece, se perverte e jamais o verá.

Por que querer viver a vida fora da ressurreição do Senhor? Tudo o que não condiz com esta verdade, torna-se presa fácil da maldade que destrói a vida humana em sua ascensão para Deus. Por isso, precisamos nos ater ao dom da vida eterna que se faz presente em nossas almas desde o dia de nosso batismo, e que nos fez ressuscitar com Cristo, para a eternidade que ele preparou como herança para os que o amam...

Quem quiser seguir seus caprichos carnais que o siga, mas não digam que não conheceram a verdade que lhes podia salvar; pois, assim nos ensinou São Paulo:Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura”. A Ele a glória, a honra e o louvor aqui e por toda a eternidade, amém!

Ninguém se engane, é aqui que definimos o nosso devir, com nossas escolhas e decisões, pois, o que escolhermos é o que teremos por toda a eternidade... Eis pois o ensinamento que nos deixou São Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. (Gal 6,7-8).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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domingo, 31 de março de 2013

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!



CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!

Hoje Cristo ressuscitou e com Ele nós também ressuscitamos, essa é a grande certeza que Deus, nosso Pai, nos dá por meio da fé; certeza de uma vida feliz com Ele aqui e na eternidade para onde nos encaminha por Seu Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo derramado em nossos corações.

De fato, nossa maior alegria é saber que a morte não tem mais poder sobre nós, porque o poder da ressurreição do Senhor a venceu e nos abriu as portas do paraíso, onde nos espera a herança eterna por uma vida de obediência e fidelidade, em resposta à bondade do Senhor, que nos outorgou em seu amor a liberdade dos justos, a paz dos eleitos, longe de todos os males e preconceitos deste mundo tenebroso.

Cristo Ressuscitou, aleluia! Cristo ressuscitou, aleluia! O Senhor ressuscitou para que vivamos nova vida por sua ressurreição. Eis o que nos ensinou São Paulo:”O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram. Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu. Por isso, nós daqui em diante a ninguém conhecemos de um modo humano. Muito embora tenhamos considerado Cristo dessa maneira, agora já não o julgamos assim. Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2Cor 5,14-17).

Portanto, como eleitos de Deus pela ressurreição do Seu Filho, renovemos sem cessar o sentimento de nossa alma, revestindo-nos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. (cf. Ef 4,2-24).

Feliz Páscoa!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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sábado, 30 de março de 2013

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXIV)




AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXIV)

Rainha dos Apóstolos

O Messias é carne de minha carne e sangue do meu sangue, gerado pelo Espírito Santo em meu seio virginal. Somente Maria Santíssima pôde proclamar essa verdade, como Verdade Definitiva (cf. Lc 2,1-21), e a Igreja a confirmou (cf. LG, Cap. VIII); pois foi por essa verdade que toda a humanidade conheceu Deus pessoalmente, por meio do seu Filho, Jesus Cristo. Assim, pelo sim de Maria, o Verbo se fez Carne e habitou no meio de nós; fundou a Igreja, seu Corpo Místico, sob os apóstolos e sua Mãe, presentes no dia de Pentecostes quando o Espírito Santo foi enviado de sua parte, conforme prometera. Desse modo, Maria é a mãe da Igreja, mãe dos apóstolos e de todos os filhos da Igreja que nasceram do Sacramento do batismo.

Ora, no Evangelho de São João, antes de sua morte, Jesus já havia anunciado essa verdade que se cumpriu em Pentecostes:”Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: 'Mulher, eis aí teu filho'. Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua mãe'. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19,25-27). Portanto, Jesus é o soberano do céu e da terra e Maria, sua mãe, é a Rainha, não somente dos apóstolos, mas também de todos os filhos e filhas de Deus, participantes do Reino dos Céus.

Rainha dos Mártires

A grandeza dos mártires se encontra no seu testemunho de sangue, pois são capazes da dá a vida pela causa que defendem, por isso, não temem a morte, porque sabem que sairão vitoriosos dessa batalha espiritual, por sua total doação a Deus. Maria Santíssima, em seu martírio de dor, sofreu o martírio com seu Filho, Jesus, oferecendo-o ao Pai em expiação pelos nossos pecados. Todos os mártires têm no martírio de Jesus e de Maria o seu fundamento; porque ser mártir não é uma simples decisão pessoal, mas é uma escolha divina que lhes dá a honra de imitar perfeitamente Jesus Cristo em sua morte de cruz.

O Reino de Deus é também Reino dos Mártires, e Jesus, por ser o Rei dos Mártires, nos deu sua Mãe, mártir consigo em seu suplício de dor, para ser a Rainha de todos os que dão a vida pela causa do Reino; nesse sentido, todo aquele que se entrega a Deus sofre com Jesus e Maria, o martírio da fé, pois renunciam a si mesmos para carregar sua cruz com Jesus. Eis o que escreveu São Paulo na Carta aos Romanos:”Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?” (Rom 6,3). Assim, o batismo nos torna mártires da fé por seguirmos o mesmo propósito de Jesus e de sua Mãe santíssima, a obediência perfeita à Vontade do Pai.

Rainha dos Confessores

Confessar a fé é dizer com suas palavras e confirmar com sua vida que Jesus Cristo é o Senhor, a quem ama, adora e serve publicamente sem receio algum nesse seu seguimento. O testemunho mais perfeito da união com Jesus e do seu seguimento o deu Maria Santíssima, pois, é isso que ela nos ensina, quando disse:”Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38). E ainda:”Fazei o que ele vos disser”. (Jo 2,5). No tempo dos mártires de sangue, estes eram chamados confessores, porque eram martirizados por confessarem a fé em Jesus Cristo publicamente e morrerem por ela; hoje, tempo dos mártires da fé, são confessores todos os que confessam sua fé em Jesus Cristo, quer por palavras quer por obras; pois não baste dizer que Jesus é o Senhor, mas é preciso também apresentar as virtudes eternas que nos levam a permanecer nele pela santidade de vida. Maria santíssima é a Rainha dos confessores, porque confessou ardentemente por sua vida e palavras que seu Filho amado é o Emanuel, Deus conosco, Senhor do Céu e da terra; e com isso, tornou-se modelo de perfeição para todos os que confessam que Jesus Cristo é o Senhor, que vive e reina para sempre. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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