VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 26 de março de 2016

"HOJE MESMO ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO"


O ÚLTIMO DOM: “HOJE MESMO ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO”

Hoje, Senhor, contemplamos a tua ressurreição depois de ver as injustiças cometidas contra ti e contra os que te seguem. Ora, quem vive no pecado enxerga tudo a partir do pecado que comete; e mesmo, tendo a noção do que é justo, contradiz a própria consciência, por instigação do inimigo escondido no pecado que carrega na alma, pois a alma é o lugar onde os pecados cometidos ficam gravados; como também do inimigo causador da perdição dos que o seguem. De fato, os que vivem metidos no pecado se tornam cegos espirituais, que nada enxergam além da culpa nos outros; mesmo que estes sejam inocentes; é uma espécie de projeção, projetam nos outros o que carregam na alma.

Aqui estou Senhor, constatando que com tua morte e ressurreição venceste o pecado, venceste o diabo, causador do pecado, e todos os males que o pecado traz. Pois essa realidade maléfica que nos cerca, tem sua causa nos pecados cometidos, dando lugar ao inimigo que age na mente de seus seguidores, de uma forma tão visível que não podemos negar. No entanto, tua misericórdia sobrepõe a tudo e a todos os males, pois, o que seria dos injustiçados se tu não lhes desse o teu amparo? E o que seria dos injustos se tu não lhes oferecesse a tua divina misericórdia? Estou por vê alguém igual a ti, Senhor. Alguém que se compadeça dos pecadores, porque tem a solução que os torna dignos da vida eterna por pura misericórdia.

Sim, Senhor, tua vitória sobre o mal é incontestável, pois em teu infinito amor, és misericordioso com todos os pecadores; e, mesmo sofrendo as agruras que te causaram e aos teus, não queres que se perca nenhum daqueles por quem deste a vida, ou seja, os que estavam perdidos, para os quais viestes (cf. Mt 18,11). Pois assim como deste o perdão aos teus algozes, continuas perdoando todos os pecadores arrependidos que buscam a tua divina misericórdia por meio de tua Santa Igreja, no sacramento da reconciliação, porque somente por tua misericórdia somos capazes de ascender contigo ao infinito amor do Pai. Pois “o amor de Deus é um amor sem medida, chamado misericórdia”.

Portanto, não cheguemos a Deus sem Deus, mas profundamente arrependidos, pois é no arrependimento que o encontramos e nos reconciliamos com Ele, que nos ama como a filhos e filhas destinados ao Reino dos Céus, morada definitiva dos redimidos pelo sangue precioso de Cristo Jesus, Filho amado Deus. Assim sendo, compreendemos que o arrependimento é o último dom que Deus deu ao ser humano, como vimos no facínora pregado na cruz ao lado de Cristo, que arrependido, disse: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”; ao que o Senhor respondeu: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Feliz Páscoa!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quinta-feira, 10 de março de 2016

A MARCANTE EXPERIÊNCIA DE DEUS...


A MARCANTE EXPERIÊNCIA DE DEUS…

Fazer a experiência de Deus é viver uma interação real com Ele. Não é apenas um contato com Deus, mas um encontro permanente, pois quem encontra o Senhor jamais poderá esquecê-lo; e mesmo que o queira, não consegue, porque esse encontro é tão marcante e maravilhoso que é impossível negá-lo. Ora, tudo o que vivemos e fazemos fora da graça de Deus é perda, porque o viver humano sem a experiência da graça divina é um caos que termina com uma morte angustiante, sem esperança alguma. Dante Alighieri, no seu Poema A Divina Comédia, escreveu na porta do inferno o seguinte: “Deixe fora toda esperança”. Imagina, uma vida sem esperança não é vida, é um tormento eterno. Deus nos livre disso e de todo o mal.

De fato, quando temos esse encontro com Deus, por exemplo, no santo batismo, a primeira experiência que fazemos é a da ressurreição, como bem mencionou são Paulo, na sua carta aos Romanos: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova”. (Rm 6,4-5). Ressuscitar com Cristo é experimentar o resultado de sua doação total ao Pai por nós, pois ninguém amou mais o Pai e a nós do que Jesus ao se deixar crucificar, derramando todo o seu sangue em expiação dos nossos pecados.

Nas mais diversas religiões, os homens buscam encontrar um ser supremo; já no cristianismo se dá um fenômeno novíssimo, pois é Deus quem vem ao nosso encontro, enviando o seu Filho Jesus Cristo, e por ele nos resgata de nosso nada, descendo e assumindo o nosso nada. Essa verdade encontramos no ensinamento de são Paulo aos Efésios e que assumimos como graça santificante do amor de Deus por nós, vejamos: “E vós outros estáveis mortos por vossas faltas, pelos pecados que cometestes outrora seguindo o modo de viver deste mundo, do príncipe das potestades do ar, do espírito que agora atua nos rebeldes.

Também nós todos éramos deste número quando outrora vivíamos nos desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da concupiscência. Éramos como os outros, por natureza, verdadeiros objetos da ira (divina). Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco em Jesus Cristo”. (Ef 2,1-7).

Com efeito, depois de tudo o que meditamos, precisamos entender também que essa graça do encontro permanente com o Senhor, nos leva a vivermos uma profunda experiência de amor e intimidade com Ele; mais ainda, é uma relação paternal filial, ou seja, é Deus que nos trata como filhos e filhas que voltam ao seu convívio, à sua casa, para assumirmos nossa herança eterna, perdida com o pecado e agora recuperada por sua divina misericórdia.

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. (Jo 15,12-15). “Vede com que amor o Pai nos amou, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que haveremos de ser. Sabemos que quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,1-3).

Portanto, mesmo sabendo que os nossos dias estão contados, acendamos ainda mais a chama do amor incondicional ao nosso Pai do céu, por nos ter dado a vida eterna por meio de Seu Filho Jesus Cristo, Senhor e Salvador de nossas almas e de toda a criação; e façamos da esperança nossa bandeira triunfal na expectativa da vinda gloriosa do Senhor, que despontará nos céus com os seus anjos para julgar os vivos e mortos, e o seu reino não terá fim. A Ele toda honra, toda glória, todo poder e todo louvor, agora e por toda a eternidade, amém!

“Aquele que atesta estas coisas diz: 'Sim! Eu venho depressa!' Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20).

“A graça do Senhor Jesus esteja com todos.” (Ap 22,21).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016


CONVERSÃO, URGENTE E NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO...

Quando nas pegadas do tempo,
lá pelas tantas de minha vida...
Eu te encontrei ó Jesus...
Depois de ter experimentado as dores do pecado,
vi que o diabo se esconde nele...
E por isso não quis mais pecar...
Porque ao Ti encontrar, Senhor...
Experimentei em teu amor,
a dor de não ter te seguido,
como fora estabelecido no santo batismo que de ti recebi...

Agora, arrependido de tudo o que fiz longe do teu amor...
Aqui estou para te dizer sim, mas um sim tão autêntico...
que nada e ninguém neste mundo possa tirá-lo de mim...
Porque, nas lições da vida aprendi que dependo cem por cento de ti...
E assim, só quero ser fiel, devotar-me totalmente à missão...
De testemunhar a tua ressurreição,
vivendo a eternidade que nela recebi...

Mas, Senhor, infelizmente, são tantos e tantos...
os que continuam fazendo da ignorância e do pecado,
um estado mórbido e desvairado de vida infernal...
Por isso, fazem tanto mal com as próprias palavras...
Tendo o inimigo nelas, tornam-se seus porta vozes...
Com blasfêmias e sarcasmos, coisas mesmo do diabo,
a quem servem em seus livres-arbítrios...

E o que dizer, Senhor, de tudo isso?
Creio que não estão percebendo o abismo no qual estão caindo,
se afastando de tua divina misericórdia...
Que os espera e conforta,
quando arrependidos voltam ao teu convívio, Jesus...
Pois, o teu sacrifício de cruz, é a grande prova de amor...
Que a humanidade recebeu, para ter a vida eterna, o céu...
Que preparaste para aqueles que te amam...

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

"PORQUE A BOCA FALA DO LHE TRANSBORDA DO CORAÇÃO"


 “PORQUE A BOCA FALA DO QUE LHE TRANSBORDA DO CORAÇÃO”


Que mais posso dizer se o mundo fala, fala, fala...
e não diz coisa com coisa?
É inútil falar por falar...
É inútil tagarelar à toa...
É inútil zoar e pensar que seja sensatez...

Por sua vez,
É preciso que aprendamos:
As palavras ditas são eternas...
Por isso, podem ser retiradas ou não...
Porque elas são ondas sonoras
em busca da imensidão,
gravadas em nosso coração
e no coração da eternidade....
Pelas quais haveremos de prestar contas...

Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo,
e Ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz.
Aquele que profere uma linguagem iníqua, não pode fugir dele,
e a Justiça vingadora não o deixará escapar;
pois os próprios desígnios do ímpio serão cuidadosamente examinados;
o som de suas palavras chegará até o Senhor,
que lhe imporá o castigo pelos seus pecados”.

É, com efeito, um ouvido cioso, que tudo ouve:
nem a menor murmuração lhe passa despercebida.
Acautelai-vos, pois, de queixar-vos inutilmente,
evitai que vossa língua se entregue à crítica,
porque até mesmo uma palavra secreta não ficará sem castigo,
e a boca que acusa com injustiça
arrasta a alma à morte”. (Sab 1,7-11).

Quem dentre vós é sábio e inteligente?
Mostre com um bom proceder
as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria.
Mas, se tendes no coração um ciúme amargo
e gosto pelas contendas, não vos glorieis,
nem mintais contra a verdade.
Esta não é a sabedoria que vem do alto,
mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica”.

Onde houver ciúme e contenda,
ali há também perturbação e toda espécie de vícios.
A sabedoria, porém, que vem de cima,
é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente,
conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos,
sem parcialidade, nem fingimento.
O fruto da justiça semeia-se na paz
para aqueles que praticam a paz”. (Tia 3,13-18).

Por isso, “Nenhuma palavra má saia da vossa boca,
mas só a que for útil para a edificação,
sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem.
Não contristeis o Espírito Santo de Deus,
com o qual estais selados para o dia da Redenção”.

Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia
sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia.
Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos.
Perdoai-vos uns aos outros,
como também Deus vos perdoou, em Cristo”. (Ef 4,29-31).

Assim, meus caríssimos,
vós que sempre fostes obedientes,
trabalhai na vossa salvação com temor e tremor...
Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito,
realiza em vós o querer e o executar.
Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas,
a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes,
filhos de Deus íntegros
no meio de uma sociedade depravada e maliciosa,
onde brilhais como luzeiros no mundo,
a ostentar a palavra da vida”. (Fil 2,12-16a)

Visto que,
Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom,
ou dizeis que é má e seu fruto, mau;
porque é pelo fruto que se conhece a árvore.
Raça de víboras, maus como sois,
como podeis dizer coisas boas?
Porque a boca fala do que lhe transborda do coração”.

O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro.
O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro.
Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas
de toda palavra vã que tiverem proferido.
É por tuas palavras que serás justificado ou condenado”. (Mt 12,33-36).

Portanto...
Não procureis a morte por uma vida desregrada,
não sejais o próprio artífice de vossa perda.
Deus não é o autor da morte,
a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma.
Ele criou tudo para a existência,
e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação.
Nelas nenhum princípio é funesto,
e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal.
Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz.
Crendo-a amiga, consomem-se de desejos, e fazem aliança com ela;
de fato, eles merecem ser sua presa”. (Sab 1,12-16).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÓ PALAVRAS...


AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SOMENTE PALAVRAS...

Sempre que ouvimos o Senhor, percebemos que Nele tudo é novo e perfeitamente diferente de tudo o que há; suas palavras, seus gestos, seu modo de ser revelam quem é Deus; como Ele age em meio a nossa naturalidade; e de quanto está próximo de cada um e de todos nós cada vez que o invocamos.

Ora, a linguagem divina, sem dúvida alguma, difere claramente de nossa linguagem humana; todavia, como somos “sua imagem e semelhança”, o Senhor procura falar nossa linguagem injetando nela sua Sabedoria Eterna, para nos comunicar a Sua Santidade, tão necessária para entramos no seu Reino de amor. É como está escrito: “Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.” (Jo 3,31-34).

Logo, é exatamente essa linguagem que Jesus usa nas parábolas que conta, cada vez que o ouvimos nos santos Evangelhos proclamados. E por que Jesus fala em parábolas? Por ser um dos meios mais eficazes de comunicação, pois atinge a todos por suas analogias e conclusões. Dizer algo em parábolas é manter “in aeternum” aquilo que se quer ensinar, isto porque as palavras de Jesus não são somente palavras, elas são poder, virtudes, curas, milagres, sabedoria, discernimento; entendimento das coisas eternas a partir das coisas temporais; elas, na verdade, são o devir, ou o já e ainda não da escatologia.

O bom de tudo isso é saber que, quando Jesus fala, Ele já comunica a graça que anuncia, ou seja, Sua Palavra já vem acompanhada da ação que incide sobre a quem foi dito ou ao que foi dito, como vemos nestes exemplos: “Vós já estás puros pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3); “Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha. Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído.” (Mc 7,29-30);

Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,21-23). “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.” (Mc 4,39).

Por fim, não podemos esquecer que o Senhor pôs o paraíso dentro de cada um de nós, quando nos deu o livre arbítrio, que é o poder de decisão para permanecermos Nele ou não. E isto depende da escolha que fazemos: viver como filhos de Deus amando-o acima de todas as coisas por nossa obediência à Sua Sabedoria, expressa nas suas leis e mandamentos, e nos ensinamentos de Jesus, seu Filho amado; ou escolher permanecer no pecado, que consiste em não amar a Deus, pela desobediência aos seus mandamentos e às Palavras de Jesus.

Portanto, quem vive na obediência aos santos mandamentos, seguindo a Cristo Jesus, está sob a proteção divina, porque a sua alma se torna o lugar de Deus por excelência. E onde Deus habita, não existe lugar para o mal. Porém, quem se entrega ao pecado não pode ver a Deus, porque o pecado é o esconderijo do diabo (cf. 1Jo 3,4-6).

Então, quem poderá ver a Deus? Os que têm o coração puro, como diz o Senhor: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!” (Mt 5,8). E quem nos dá essa pureza de coração? O senhor mesmo, pois, quando nos deu o santo batismo, nos deu, para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48; Jo 15,3; 1Jo 3,3); só precisamos deixar que o Espírito Santo nos conduza nesta trajetória para o Reino de Deus e sua justiça. (cf. Rm 8,14-17).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A REDE GLOBO E A FARSA SOBRE A DITA QUESTÃO TRANSGÊNEROS...


A REDE GLOBO E A FARSA SOBRE A DITA QUESTÃO TRANSGÊNEROS...

No último domingo (20/9/2015) a rede Globo de televisão, transmitiu reportagem sobre a dita questão transgêneros, cujo título é: “Hospitais brasileiros pesquisam e cuidam de jovens transgêneros: Adolescentes sentem pertencer ao gênero oposto. Dilema desafia pais e mães no mundo inteiro”. Pelo que foi visto posso afirmar categoricamente a manipulação da reportagem em defesa da bandeira do homo afetiva, que essa emissora defende com unhas e dentes, por meio das suas teledramaturgias, e na maioria de sua grade de programação.

E aqui deixo bem claro, que não estou combatendo ou querendo coibir o comportamento homossexual, ou apresentando algum tipo de descriminação ou defendendo a perversa homofobia; pois, todos nós temos o livre arbítrio, que é o poder de decidir sobre tudo em nossa vida, e por isso mesmo, respeito profundamente quem quer se comportar deste ou de outro modo. Entretanto, chamo a atenção, pois uma criança de 2 anos não tem o seu livre arbítrio ainda formado, porque a maturidade do livre arbítrio se alcança a partir dos 7 anos de vida, conforme a psicologia ensina. Por isso, embasado nos estudos do comportamento humano, posso tecer minhas considerações sobre esta reportagem e o meio que a transmitiu; mesmo sabendo que não serei compreendido por parte daqueles que seguem essa emissora e as teses que ela defende.

Todavia, onde se encontra a manipulação da reportagem? Simples, qualquer psicólogo sério conhece os mecanismos modificadores do comportamento humano. Por exemplo: o behaviorismo, que é uma das correntes da psicologia, ensina que “o comportamento humano ao sofrer a influência do meio e dos processos mentais, é facilmente modificado e até controlado”; assim, pois, para a psicologia, a personalidade humana é formada a partir do 0(zero) aos 7(sete) anos, sofrendo sempre a influência do meio em que vive, e seus mecanismos internos. Desse modo, qualquer indivíduo que está em formação sofre tais influências e apresenta o comportamento pelo que é influenciado.

Ora, a reportagem apresenta não só adolescentes como diz o enunciado acima, mas também crianças de 2 anos manifestando o que chamam de comportamento “transgênero”, que na verdade é o comportamento “homo afetivo”. Ora, que fique bem claro, Ela já começa a manipulação por ai, pois em se tratando de comportamento, a ciência psicológica, como foi dito acima, ensina que ele pode ser modificado de acordo com a intenção ou o interesse de quem está tentando modificar esse ou aquele comportamento; por exemplo: uma mãe que está grávida, mas deseja um bebê do sexo masculino, porém, concebeu um bebê do sexo feminino; caso essa mãe rejeite tal criança concebida, a psicologia ensina que essa mãe ao rejeitar seu bebê do sexo oposto ao seu desejo, está manipulando essa criança e levando-a a ter um comportamento que seja aceito pela mãe que a concebeu.

Então, essa ideia ou concepção de que a criança já nasce com algum distúrbio de ordem sexual, diferente de sua composição natural, é falsa, tendo em vista que a sexualidade é determinada naturalmente pelos genes x e y. Existe o caso especial do hermafrodita (que é o indivíduo que nasce com os dois órgãos sexuais), mas neste caso, o órgão que mais se destaca é o que prevalece, não modificando o comportamento de quem nasce assim, pois a tendência segue naturalmente o órgão que se destaca. Ora, a reportagem em nenhum momento procura um profissional que tenha uma visão diferente das teses defendidas pela emissora. Pois, infelizmente, ela assumiu de vez essas teses e tenta manipular ou influenciar a todos que a assistem para que faça o mesmo; e combate tenazmente quem é contrário a ela.

Portanto, não há nada de novo ou do se estranhar nas atitudes dessa emissora, pois, como é do conhecimento de todos os que sofreram a repressão militar nas décadas de 60, 70 e 80; a Rede Globo de Televisão é uma cria da Ditadura Militar que se implantou no Brasil, como tentáculo da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos da América), que na época treinou muito bem o jornalista que se tornou dono da tal conglomerado midiático, que por muitos anos serviu à mesma ditadura militar e aos governos que se sucederam; sempre procurando manipular, anos após anos os eleitores e o resultado das eleições, puxando sempre “a sardinha para a sua brasa”.

Hoje os seus sucessores continuam a mesma saga, porém, agregaram novas bandeiras com a clara intenção de continuar mandando nas mentes que lhes assistem. Triste Nação a nossa, cujos habitantes dependem dos meios de comunicação reinantes para ter algum lazer ou “novidades lúdicas” ou mesmo informativas, que na verdade lhes envenena a vida, e os leva a perca da liberdade, que é justamente o livre arbítrio que de Deus recebemos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFConv.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS (1Con 12,10)


O DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS... (1Cor 12,10)

Discernimento é aquilo que enxergamos com os olhos da alma, ou seja, é aquilo que percebemos pelo entendimento da fé; é um dom do Espírito Santo, trata-se de ver claramente se as situações, as atitudes, o modo de ser, são ou não conforme a vontade de Deus para a nossa vida. Por meio desse dom, percebemos quem está falando ou atuando; ou se os acontecimentos são dos homens; são de Deus, ou se é algo que vem do maligno. De uma coisa fiquemos certos, estas realidades não se misturam nunca (cf. Is 55,7-11; Jo 14,30), e é este o critério para que tenhamos um verdadeiro discernimento.

Aquilo que é do homem pode mudar pelo arrependimento (cf. Lc 15,7), ou por sua inconstância (cf. Tg 1,5), ou ainda por sua ignorância (cf. Lc 12,47); aquilo que é de Deus é definitivo, como bem nos ensinou São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.” (Tg 1,17). Enquanto que, aquilo que é do maligno é sempre mau e uma grande mentira (cf. Jo 8,44). Assim, compreendemos que é Deus quem protege a humanidade; a humanidade por sua vez procure fazer a vontade de Deus, pois é somente ela que dá sentido a nossa vida; e a vontade de Deus se faz presente em seus mandamentos e nas palavras e ações de seu Filho, Jesus Cristo. Por outro lado, as únicas armas de que o inimigo dispõe são as tentações; e estas podem ser combatidas por uma vida de santidade obtida nos Sacramentos, e pelas penitências e orações, e a intercessão dos santos, com as quais buscamos as graças de Deus para seguirmos cumprindo seu plano de amor para a nossa salvação eterna.

Com efeito, eis o que o Senhor Jesus nos ensinou para obtermos um bom discernimento: “Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.” (Mt 5,33-37). Ou seja, somos filhos da verdade e somente a verdade pode sair de nosso coração, porque a verdade liberta e salva sempre (cf. Jo 8,32).

Então, o que é o discernimento dos espíritos? Trata-se dos pensamentos consentidos e externados em atitudes e ações, realizadas por nós mesmos ou pelos outros, pois tudo o que é pensamento nosso ou dos outros vem de fonte invisível, como o próprio pensamento que é invisível em si mesmo; porém, depois de externados e examinados, é que são discernidos; Jesus, porém, os discernia perfeitamente antes de externados e examinados, por ser o Filho de Deus, e conhecedor de todas as coisas (cf. Col 1,15-17). Convém aqui lembrar que, antes de tudo, esteja o nosso coração pleno do primeiro e o segundo mandamentos, ou seja, o mandamento do “amor a Deus acima de todas as coisas; e ao próximo como a si mesmo”. Pois, é fundamentados no amor, que devemos agir sempre; e assim acolhermos ou rejeitarmos aquilo que concorda ou discorda desse amor (cf. 1Jo 4,8.16).

De fato, vivendo num mundo de tantas contradições e de tantos credos religiosos, precisamos está atentos na vivência de nossa fé, para não cairmos nas contradições e armadilhas do mal, que usa de todos os meios e tentações, para nos afastar da comunhão com Cristo e da Sua Santa Igreja, pois, como disse São Paulo: “Jesus é a Cabeça do Corpo, da Igreja” (Col 1,18), do qual somos os seus membros. Logo, o discernimento nos é necessário para nos atermos seguros daquilo que diz respeito à nossa salvação eterna; e nada melhor para esse discernimento que o amor, a obediência, a fidelidade, a humildade, e a perseverança como membros do Corpo de Cristo que somos. Para isto ele derramou em nossas almas, pelo batismo, o Espírito Santo com todos os seus dons e frutos para nos aperfeiçoar em nossa condição de redimidos.

Realmente, quando tratamos da Igreja, Sacramento Universal da Salvação; da vivência e prática da fé e dos bons costumes; das mais diversas vocações no seio da Igreja; da participação nas instituições que compõem a nossa sociedade; precisamos ter a certeza do discernimento que nos é dado pelo Senhor, por meio da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, como Ele nos ensinou: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16). E que também São Paulo nos confirma: “Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebestes de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós”. (2Tim 1,13-14).

Quanto ao discernimento pessoal, as bases são as mesmas: a instituição e os valores a que estamos ligados (Sagrada Escritura, Tradição, Magistério da Igreja; fé, mandamentos, virtudes, Sacramentos, vida de oração, obras de misericórdia, etc.). Desse modo, como a fonte é cristalina, a água também é cristalina; caso contrário, não discerniríamos nada. É como disse o Senhor Jesus: “Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore.” (Mt 12,33). Aqui se trata das graças recebidas da fonte inesgotável do amor de Cristo pelos membros do seu Corpo, a Igreja. Pois, “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef 5,25b-27).

Destarte, para termos um discernimento perfeito, conforme a vontade do Senhor, eis algumas passagens bíblicas que nos dão as precisas instruções para isto: “Guarda teu coração acima de todas as outras coisas, porque dele brotam todas as fontes da vida.” “O coração é, na Bíblia, considerado como sede da inteligência, dos desejos, dos pensamentos, da vontade, da consciência.” (Pr 4,23 e nota). E ainda: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12,1-2).

Por fim, escutemos o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41). “O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida”. (Jo 6,63). “Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rm 8,12-14)

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

FELIZES OS QUE TE OUVEM E TE SEGUEM...


FELIZES OS QUE TE OUVEM E TE SEGUEM...

Aqui estou Senhor;
Pedindo-te humildemente para renovares minhas forças...
Para assim querer sempre o que tu queres...
Pois sei Senhor que, o que tu queres, é eterno...
Mesmo ainda aqui no tempo...

Senhor, mas como posso fazer somente a tua vontade,
Se a realidade com que me deparo é cheia de interesses,
E por isso mesmo, também cheia de confusões?
Aspirações eu tenho, especialmente de ser santo...
As graças de tua parte não me faltam para isto...
Porém, preciso aprender a bem administrá-las...
Para a salvação de minha alma e de todas as almas,
que eu encontrar a caminho da eternidade...

Senhor, por isso, preciso silenciar...
Preciso te ouvir e pôr em prática tudo o que me falas...
Não quero incorrer no erro dos que só escutam a si mesmos...
E por isso, não sabem se governar...
Porque, de fato, nem tudo vai acontecer como queremos...
Mas, com toda certeza tudo se realizará conforme a tua vontade...

Felizes os que te ouvem e te seguem...
Se conformando em tudo ao teu querer...
Esses sabem que a unidade vinda do teu amor e da misericórdia...
É que forma a comunidade perfeita...
Onde és tudo em todos...

Ó Senhor!
Esse deve ser sempre o impulso de nosso coração,
para transbordarmos a salvação que de ti recebemos...
Porque, queiram os homens ou não,
Deus, nosso Pai, já pôs as bases do seu Reino de amor,
quando pelo Senhor, nos perdoou e apagou nossos pecados,
para que reconciliados com Ele, tenhamos a felicidade eterna...

Amém, assim seja!

Paz e Bem!

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ESTA É MINHA MÃE NA SERENIDADE DE SUA PÁSCOA...


ESTA É MINHA MÃE NA SERENIDADE DE SUA PÁSCOA...

Minha mãe, a vida e a verdade sempre lhe acompanharam, pois tudo o que Deus preparou para que a senhora fizesse, a senhora o fez com empenho e determinação, para que todos se sentissem bem, porque a senhora fez pra Jesus e por Maria; quem não se lembra das comidas que só a senhora sabia fazer; e brincando eu até lhe dizia: minha mãe, só tem duas coisas dos seus quitutes que eu não aprecio tanto, macarrão e chafé doce; mas eu sei o porquê disso, porque agora no céu seu alimento tem o sabor de felicidade eterna, como aqui todos nós nos deliciávamos com seus quitutes gostosos, igual aquela buchada e mocotó que a senhora fazia, que jamais eu vi alguém fazer igual; a senhora fazia questão de guardar um bodinho de um ano, para quando eu chegasse de férias comesse a iguaria que eu mais gostava.

Minha mãe, eu sempre lhe admirei por sua bondade e por ser desapegada das coisas materiais; agora também sei por que sou assim, herdei da senhora. Quantas e quantas vezes em minhas viagens a senhora sempre tinha algo para me dá sem que eu pedisse. Eu até me acostumei das coisas que lhe dei, e a senhora recebia com imensa alegria, mas sempre repassava para os mais necessitados. Sua casa não era sua, era de todos que chegassem precisando de sua ajuda. Com muita alegria digo: encontrei a bondade de Jesus na senhora; o carinho de Maria, Mãe de Jesus, na senhora. Na verdade a senhora foi incansável em fazer a vontade de Deus por amor a Ele, devotada no que fez para quantos a encontraram nesta vida. E o que é mais lindo em tudo isso, é que a senhora fazia tão espontaneamente que quase ninguém percebia, só mesmo os beneficiados.

Minha mãe, eu sei que poderia dizer muitas e muitas coisas maravilhosas sobre a senhora, mas vou deixar para o céu, no convívio dos santos, quando Deus pra lá nos chamar em nosso dia eterno, no tempo que Deus reservou, para continuarmos a felicidade que o Senhor aqui nos deu, a mim e meus irmãos e irmãs, de sermos seus filhos, com seus netos e bisnetos; e com todos os seus amigos e amigas, num permanente festim real em comunhão com Cristo Jesus e com Maria, e todos os santos e santas para glória de Deus Pai, pelo seu Espírito que habita em nós.

Com minha benção sacerdotal...

Frei Fernando Maria,OFMConv.

Paz e Bem!

SENHOR, É BOM ESTARMOS AQUI...


SENHOR, É BOM ESTARMOS AQUI...

Jesus manifestou a seus discípulos este mistério no monte Tabor. Havia andado com eles, falando-lhes a respeito de seu reino e da segunda vinda na glória. Mas talvez não estivessem muito seguros daquilo que lhes anunciara sobre o reino. Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver maravilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do reino dos céus. 

Foi como se dissesse: Para que a demora não faça nascer em vós a incredulidade, logo, agora mesmo, eu vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo na glória de seu Pai (cf. Mt 16,28). Mostrando o Evangelista ser um só o poder de Cristo com sua vontade, acrescentou: E seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte alto e afastado. E transfigurou-se diante deles; seu rosto brilhou como o sol, as vestes se fizeram alvas como a neve. E eis que apareceram Moisés e Elias a falar com ele (cf. Mt 17,1-3).

São estas as maravilhas da presente solenidade, é este o mistério de salvação para nós que agora se cumpriu no monte: ao mesmo tempo, congregam-nos agora a morte e a festa de Cristo. Para penetrarmos junto àqueles escolhidos dentre os discípulos, inspirados por Deus, na profundeza destes inefáveis e sagrados mistérios, escutemos a voz divina que do alto, do cume da montanha, nos chama instantemente.

Para lá, cumpre nos apresarmos, ouso dizer, como Jesus, que agora nos céus é nosso chefe e precursor, com quem refulgiremos aos olhos espirituais – renovadas de certo modo as feições de nossa alma – conformados à sua imagem; e à semelhança dele, incessantemente transfigurados, feitos consortes da natureza divina e prontos para as alturas.

Para lá corramos cheios de ardor e de alegria; entremos na nuvem misteriosa, semelhantes a Moisés e Elias ou Tiago e João. Sê tu também como Pedro, arrebatado pela divina visão e aparição, transfigurado por esta linda Transfiguração, erguido do mundo, separado da terra. Deixa a carne, abandona a criatura e converte-te para o Criador a quem Pedro, fora de si, diz: Senhor, é bom para nós estarmos aqui (Mt 17,4).

Sim, Pedro, verdadeiramente é bom para nós estarmos aqui com Jesus e aqui permanecermos pelos séculos. Que pode haver de mais delicioso, de mais profundo, de melhor do que estar com Deus, conformar-se a ele, encontrar-se na luz? De fato, cada um de nós, tendo Deus em si, transfigurado em sua imagem divina, exclame jubiloso: É bom para nós estarmos aqui, onde tudo é luminoso, onde está o gáudio, a felicidade e a alegria. Onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave. Onde se vê a Cristo, Deus. Onde ele junto com o Pai tem sua morada e ao entrar, diz: Hoje chegou a salvação para esta casa (Lc 19,9). Onde com Cristo estão os tesouros e se acumulam os bens eternos. Onde as primícias e figuras dos séculos futuros se desenham como em espelho. 

Paz e Bem!

Fonte: Do Sermão no dia da Transfiguração do Senhor, de Anastásio Sinaíta, bispo
(Nn.6-10: Mélanges d’archéologie ET d’histoire 67[1955],241-244)(Séc.VII)

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