VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quinta-feira, 19 de maio de 2022

AMAR COMO JESUS NOS AMA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,9-11)(19/05/22)

Caríssimos, depois da vinda do Senhor Jesus para cumprir em nós a vontade do Pai, passamos do pecado para o estado de graça; da condição de simples mortais para a de ressuscitados com Ele, isto é, da morte temporal para a vida eterna, e essa é a nova condição que o Senhor Jesus adquiriu para nós por seu sacrifício de cruz. Por isso, o ouvimos dizer: "Eis que eu faço novas todas as coisas." (Ap 21,5).

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina com precisão o que causa em nós a verdadeira alegria: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. (Jo 15,9-11).

Com efeito, o que nos faz permanecer ressuscitados com Cristo, é a vivência do nosso batismo em obediência aos seus mandamentos, pois, eles são a via de perfeição que o Senhor nos dá para chegarmos no céu. Desse modo, nos sentimos seguros como são Paulo disse de si mesmo: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gl 2,20).

Comentando esse Evangelho disse o Papa Emérito Bento XVI: "O cristianismo não é um moralismo, não somos nós que devemos fazer o que Deus espera do mundo, mas devemos antes de tudo entrar neste mistério ontológico: Deus se dá. O seu ser, o seu amor, precede o nosso agir e, no contexto do seu Corpo, no contexto do estar nele, identificado com ele, enobrecido com o seu sangue, também nós podemos agir com Cristo.

A ética é consequência do ser: primeiro o Senhor nos dá um novo ser, este é o grande dom; O ser precede o agir e deste ser segue o agir, como uma realidade orgânica, porque o que somos, também podemos ser em nossa atividade. 

Agradecemos ao Senhor porque Ele nos precede, ele nos dá o que devemos dar, e então podemos ser, na verdade e na força de nosso novo ser, atores de sua realidade. Permanecer e observar: observar é sinal de permanência e permanecer é o dom que Ele nos dá, mas que deve ser renovado a cada dia em nossa vida." (Bento XVI - Visita ao Pontifício Seminário Maior Romano, 12/02/2010).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 17 de maio de 2022

O SOFRIMENTO REDENTOR DO SENHOR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,27-31a)(17/05/22)

Caríssimos, se tem algo que evitamos ao máximo é o sofrimento, e isso ocorre porque Deus nos criou para sermos felizes e não para sofrer; mas, por que sofremos? 

Por causa do pecado; e o único poder que o apaga se encontra na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, fora dele nada o pode apagar. 

Desse modo, compreendemos que no sofrimento do inocente Filho de Deus existe o poder invencível que anula o poder de todos os inimigos visíveis e invisíveis, e nos dá a salvação eterna, como nos ensina a Carta aos Hebreus: "Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem (Hb 5,8-9). 

Com efeito, o sofrimento advindo do pecado é inevitável, mas, o superamos e vencemos pela graça de Cristo que age em nossas almas nos libertando dos nossos pecados e de todo mal. 

São Paulo na primeira leitura assim se expressa sobre o sentido do sofrimento: "É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. (At 14, 22). 

E na Carta aos Romanos escreveu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada." (Rm 8,18).

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos fala da sua paz que é a única paz verdadeira: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração." (Jo 14,27). 

Ou seja, a paz do mundo depende da força das armas e dos que deteem o poder temporal; enquanto que a Paz de Cristo é fruto do seu amor e do seu sacrifício de cruz pelo qual nos dá a paz definitiva.

Portanto, caríssimos, escutemos humildemente o Senhor Jesus: "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 

Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós." (Mt 5,9-12).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

SOMOS MORADA DA SANTÍSSIMA TRINDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,21-26)(16/05/22)

Caríssimos, existem duas dimensões nas quais estamos, a natural e a sobrenatural; a primeira depende da segunda diretamente porque é envolvida por ela, todavia, é a fé que nos faz adentrar na dimensão eterna pela graça que nos é dada por Deus para vivermos em comunhão com Ele e entre nós e assim sermos plenamente felizes, pois, a nossa felicidade não é deste mundo, mas do céu.

Com efeito, essa liturgia de hoje revela que o Senhor Jesus, foi enviado pelo Pai para nos dá o Espírito Santo, Paráclito (defensor), para livrar das insídias do maligno; e nos fazer viver em constante comunhão com a Santíssima Trindade. 

Comentando esse Evangelho, disse o Papa Emérito Bento XVI: "É o próprio Jesus quem promete que vai orar ao Pai para enviar aos seus seguidores o Espírito, definido como “outro Paráclito”, isto é, advogado de defesa (cf. Jo 14,16). De fato, o primeiro Paráclito é o Filho encarnado, que veio defender o homem do acusador por excelência, que é Satanás. 

Quando Cristo, tendo cumprido a sua missão, volta ao Pai, envia o Espírito, como Defensor e Consolador, para que permaneça para sempre habitando em nós que Nele acreditamos. 

Assim, graças à mediação do Filho e do Espírito Santo, estabelece-se uma íntima relação de reciprocidade entre Deus Pai e os discípulos: "Eu estou no Pai e vós em mim e eu em vós", diz Jesus (Jo 14, 20). 

Tudo isso, porém, depende de uma condição que Cristo coloca claramente no início: "Se me amais" (Jo 14,15), e que ele repete no final: "Quem me ama será amado por meu Pai e eu também o amarei e manifestar-me-ei a ele”. (Jo 14,21). 

Sem o amor a Jesus, que se dá na observância de seus mandamentos, a pessoa se exclui do movimento trinitário e começa a se voltar para si mesma, perdendo a capacidade de receber e comunicar Deus." (Bento XVI - Ordenações sacerdotais, (27/4/08).

Portanto, caríssimos, se pensamos que estamos sozinhos neste mundo enganamo-nos a nós mesmos, pois, estamos sempre acompanhados por Deus que nos ama eternamente e quer ser amado por nós para vivermos em perfeita comunhão com Ele por seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, na graça do Espírito Santo.

Destarte, o Senhor Jesus nos pede apenas a observância da sua Palavra, porque sem essa nos tornamos presas fáceis do inimigo de nossas almas. De certo, amar o Senhor Jesus é obedece-lo e isso nos faz morada da Santíssima Trindade sinal de que a nossa alma é eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMO...


 Homilia do 5°Dom da Páscoa (Jo 13,31-33a.34-35)(15/05/22)

Caríssimos, olhando este mundo repleto de sofrimentos e dores, de tanta maldade e desamor; de tanta perversão e destruição dos bons costumes, pensamos que não há mais salvação para ele. 

De fato, se confiarmos em nós mesmos e nas nossas pretensas soluções, estaremos perdidos, porque é impossível vencer o maligno pondo em prática as suas perversas sugestões. 

Com efeito, no Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina que o amor é a única fonte de salvação, contanto que nos amemos como Ele nos ama. 

De fato, este mandamento existe desde o Antigo Testamento, porém, ele é novo na sua prática, como Ele nos ensina: "Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem." (Mt 5,43-44).

De certo, este nosso mundo está se destinando à perdição eterna, e quem sabe até vivendo seus últimos momentos por conta dos pecados nele praticados. Todavia, Deus nos ama e jamais nos abandona, por isso, enviou o seu Filho amado para nos salvar do pecado e da condenação eterna, por seu sacrifício de cruz. 

Desse modo, compreendemos que a sua morte e ressurreição não foram em vão e continua a sua ação salvífica até o fim do mundo, tal como Ele nos ensinou: "Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." (Lc 19,10; Lc 15,7).

Portanto, caríssimos, nesta guerra espiritual que estamos lutando existem dois lados e não tem meio termo: o primeiro deles é a escravidão do pecado e a morte, cujo representante é o maligno; o outro lado, é o novo mandanto do amor que o Senhor Jesus nos ensina como arma espiritual para vercermos esta guerra, tendo à nossa frente Ele mesmo que nos livra de todo o mal. 

Destarte, de que lado nós estamos? A resposta a essa pergunta se encontra na vivência do nosso batismo, que é a nossa consagração total a Cristo, para perseverarmos com Ele em estado de graça, e assim vivermos o amor incondicional que nos concede como Fonte inesgotável da nossa salvação.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 14 de maio de 2022

O QUE É A AMIZADE VERDADEIRA?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,9-17)(14/05/22)

Caríssimos, o que é a amizade verdadeira? É a soma do querer e do conhecer mútuo cujo resultado é uma só vontade. Desse modo, a amizade é o amor fraterno sem apego ou dependência incômoda, dotado de bem estar, de bem querer e bem servir sem esperar recompensa alguma. A amizade verdadeira é uma dádiva do céu que nos conduz ao céu.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus assim se dirige aos Apóstolos: "Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor." (Jo 15,9-10). Ou seja, a nossa obediência nos faz permanecer no Senhor e é sinal de que o amamos.

Nesse mesmo Evangelho o Senhor Jesus fala da escolha pessoal e do envio de cada um dos seus discípulos, da amizade que os une a Ele, da revelação da vontade do Pai; de dar a vida como o maior ato de amor por seus amigos, da reciprocidade correspondente, e da oração feita em seu nome e que tudo alcança. Com isso, o Senhor Jesus nos ensina os fundamentos do seu seguimento.

Comentando esse Evangelho de hoje disse o Papa Emérito Bento XVI: "A amizade é uma comunhão de pensamento e vontade. Não é apenas conhecimento, é sobretudo comunhão de vontade. Significa que minha vontade cresce para o "sim", para aderir perfeitamente à vontade do Senhor.

Sua vontade, de fato, não é para mim uma vontade externa e estranha, à qual me inclino mais ou menos voluntariamente ou não me inclino. Não, na amizade com Cristo a minha vontade, à medida que cresce, une-se à Dele, a sua vontade torna-se minha, e assim me torno verdadeiramente quem sou." (Bento XVI - Santa Missa da imposição dos Palios aos Metropolitas, 29/6/2011).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

"EU SOU A PORTA. QUEM ENTRA POR MIM SERÁ SALVO."


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 10,1-10)(09/05/22)

Eis o que diz o Senhor: "Eu sou a porta, quem entrar por Mim, encontra pastagem»

"Eu empurro uma alma para a dor das minhas dores, outra para a alegria das minhas alegrias, outra para a imitação da minha pobreza e da minha abjeção, outra para a imitação do meu zelo pelas almas; eu sou o Pastor e, no campo do meu amor, crescem pastagens infinitas. Eu alimento cada alma com as ervas que vejo que lhe fazem falta.

Assim também vós, não procureis tanto excitar na vossa alma ou na alma dos outros um sentimento que vos parece muito perfeito, que o é realmente, e que é um sentimento muito real de amor; mas procurai ser fiéis e tornar as almas dos outros fiéis aos sentimentos que Eu faço nascer nelas; 

não escolhais as ervas que crescem no campo do meu amor, nem para vós nem para os outros, mas dedicai-vos a comer, vós e eles, a digerir bem aquelas que Eu próprio escolho, seja para vós, seja para eles, aproveitando-as para fazer de um e de outros, não algo que vos agrade, 

mas aquilo que Me agrada a Mim, o bem particular que eu quero fazer-vos, a vós e a eles, e com vista ao qual vos apresento estas ou aquelas ervas: sou Eu que faço das almas o que Me parece bom, pois fui Eu que as criei, só Eu as conheço, só Eu sei a que as destino.

O vosso trabalho não consiste em destiná-las a isto ou àquilo, mas em ver a cada momento quais são as ervas com que Eu as alimento." (Beato Charles de Foucauld - 1858-1916)

Portanto, caríssimos, viver segundo a vontade de Deus é dar ao seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, o governo da nossa vida, Ele nos conhece muito bem, ofereceu-se em sacrifício para a nossa salvação.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 7 de maio de 2022

É POR SUA GRAÇA QUE DEUS NOS FALA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,60-69)(07/05/22)

Amados irmãos e amadas irmãs, a comunicação de Deus conosco é simples e direta sempre em vista da nossa salvação, mas precisamos escuta-lo para não fazermos más interpretações.

Por isso, é fundamental o silêncio interior, isto é, dos pensamentos para ouvirmos atentamente o que o Senhor nos diz.

Meditemos com amor e atenção o pequeno sermão de hoje:

Caríssimos, estamos acostumados a ouvir as nossas palavras e as palavras dos outros, e só percebemos o peso que elas têm quando somos atingidos pelas ofensas, críticas, calúnias ou outras palavras maléficas; por outro lado, nos alegramos com os elogios, os incentivos, o reconhecimento que aumenta a nossa autoestima.

No entanto, as vezes por falta de entendimento perdemos as boas maneiras e os bons propósitos por não aceitarmos o que foge do nosso controle, e com isso, nos isolamos perdendo também as amizades conquistadas por conta do mau juízo ou das más interpretações. 

De certo, é isso o que vemos nesta liturgia de hoje, em que após o ensinamento sobre a Eucaristia muitos dos discípulos deixaram de seguir o Senhor Jesus, dizendo: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 

De fato, quem julga o próximo a partir dos critérios subjetivos a tendência é fecha-se na próprias opiniões e perder grandes amizades.

Convém lembrar o que disse o Senhor após o abandono dos discípulos que o seguiam: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida."

E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 

Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

Portanto, caríssimos, o seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo requer a renúncia de nós mesmos e a total adesão a Ele tal qual a profissão de fé feita por Simão Pedro, caso contrário, não seremos seus verdadeiros discípulos. 

Destarte, seguir a Cristo é ter a certeza de que Ele nos conduz são e salvos para a casa do Pai, como nos ensinou: "Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (Jo 8,12).

Amados irmãos e amadas irmãs, o Senhor Jesus sempre fala conosco e se as vezes não entendemos é só silenciar para termos da parte Dele a resposta adequada, precisa.

Louvemos ao Senhor que por seu infinito amor permanece conosco até chegarmos ao dia eterno aonde tudo é plenamente esclarecido e nada nos falta. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

VEM SENHOR JESUS, AJUDA-NOS A CAMINHAR CONTIGO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,52-59)(06/05/22)

Caríssimos, o Sacramento do batismo que recebemos é o novo nascimento da água e do Espírito Santo para a vida eterna, e nele nos é dada a fé para interagirmos com o Senhor Jesus como Saulo e Ananias interagiram como vimos na primeira leitura; de forma que tenhamos em conta que a iniciativa é sempre do Senhor em vista da nossa salvação. 

Com efeito, Deus enviou o seu Filho primeiro ao seu povo eleito conforme havia prometido a Abraão, Issac e Jacó, os outros Patriarcas e aos profetas; no entanto, como vimos, Ele foi rejeitado e morto pelos seus; Deus, porém, o ressuscitou dos mortos para que por sua ressurreição se estendesse a salvação à todos os povos de todos os tempos.

De fato, por seu Verbo feito carne Deus entrou em nossa natureza decaída e a redimiu para sempre nos dando o perdão dos pecados. Desse modo, compreendemos que enquanto existir a vida humana sobre a terra o Senhor Jesus, por seus servos, continuará a sua missão salvífica até o fim do mundo.

No Evangelho de hoje o Senhor nos dá a conhecer que é preciso compreender a sua linguagem para não nos confundirmos como se confundiram os que viram e ouviram-no pessoalmente. Por isso, escutemos atentamente o que Ele nos diz:"Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas." (Jo 3,34). 

Ou seja, isso significa que para entendermos a sua Palavra Ele nos deu o Espírito Santo, que nos faz compreende-la e vive-la na íntegra, tal como nos ensinou: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,13).

Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus a graça de sermos conduzidos pelo Espírito Santo no seio da Sua Santa Igreja revistida da sua autoridade e dos seus carismas na pessoa do Santo Padre, dos bispos e do clero em comunhão com ele, e de todo o povo de Deus espalhado pelo mundo inteiro.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

MEU SENHOR E MEU DEUS, EU CREIO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,44-51)(05/05/22)

Caríssimos, Deus é eterno e tudo criou para a eternidade, de modo que até mesmo as nossas limitações apontam para o seu infinito nos mostrando que estamos dentro dele, como nos ensinou são Paulo: "É em Deus que vivemos, nos movemos e somos." (At 17,28). De fato, esse é um grande mistério do qual fazemos parte diretamente e só conheceremos a sua plenitude quando partirmos deste mundo.

Todavia, com a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo passamos a conhecer pela fé o que a nossa razão pouco o quase nada pode conhecer, isto é, o Mistério insondável de Deus, que por Seu Filho, nos dá pleno acesso a Ele como nos revela no Evangelho de hoje: "Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim." (Jo 6,45).

Com efeito, e para que tenhamos mais facilmente esse livre acesso, Ele se fez Pão, e quem Dele se alimenta dignamente tem a vida eterna, como Ele mesmo afirma: "Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 

Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente." Ou seja, desde já isso acontece e não apenas depois da morte natural, que na verdade foi vencida por Ele e transformada em páscoa.

Portanto, caríssimos, a morte expiatória de Jesus na cruz purifica os nossos pecados, liberta-nos do poder do maligno e nos dar a salvação eterna, porque permanece conosco como nos ensinou: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,20b). 

Destarte, mantenhamo-nos atentos para não perdermos tempo com este mundo, porque dele nada levamos, a não o amor com que amamos a Deus sobre todas as coisas e aos nossos irmãos e irmãs como a nós mesmos, conforme nos ensinou o Senhor (cf. Mt 22,37-39).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

EM QUE CONSISTE A VIDA ETERNA?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,35-40)(04/05/22)

Caríssimos, a vida eterna é o sublime dom que Deus nos dá, uma vez que temos consciência de que da morte natural ninguém escapa; todavia, precisamos acolhe-la do seu Filho Jesus, ou seja, crer no Senhor e deixar Ele entrar em nossa vida e nos ajudar a vive-la plenamente permanecendo Nele até fazermos a nossa páscoa para o céu.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus usa dois verbos essenciais para conhecê-lo, ama-lo e segui-lo, vir e crer: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede." E isso acontece conosco ao recebermos o batismo, de modo que, somos alimentados por Ele com o Pão da vida eterna, a santa Eucaristia, e saciados com a água do Espírito Santo que nos foi dado (cf. Jo 7,37-38).

De certo, ainda no Evangelho de hoje eis o que diz Senhor Jesus sobre a missão que recebeu do Pai a nosso respeito: "Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. (Jo 6,38-39).

Na primeira leitura após a morte de de santo Estevão desencadeou-se uma grande perseguição contra os cristãos de Jerusalém, de forma que se dispersaram para as cidades circunvizinhas anunciando intrepidamente a Palavra do Senhor Jesus acompanhada de milagres e prodígios de forma que muitos se converteram e aderiram a fé aumentado o número dos que se destinavam à salvação.

De fato, nos chama a atenção o que os primeiros cristãos sofreram por amor a Cristo e ao Evangelho da nossa salvação, uma vez que em meio à perseguição viram nisso uma grande oportunidade para o anúncio da Palavra e para darem testemunho da presença do Senhor ressuscitado que lhes ajudava a difundir e consolidar a fé fazendo crescer o número dos discípulos.

Portanto, caríssimos, viver em estado de graça é permanecer no Senhor Jesus realizando por Ele a vontade do Pai, que consiste em sermos testemunhas fiéis da salvação recebida e anunciada como dádiva eterna para todos que acolhem o nosso testemunho. Destarte, somos a Santa Igreja em missão que anuncia Cristo e a Sua Palavra que nos salva e nos dá a vida eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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