VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O REINO DE DEUS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,26-34)(31/01/20).
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Caríssimos, os exemplos bíblicos nos são dados para não caírmos na dinâmica do pecado que consiste em desligar-nos de Deus, levando-nos à escravidão espiritual e à perdição caso não haja arrependimento e conversão. A liturgia de hoje nos lembra o grande pecado do rei Davi, que deixando o estado de graça se envolveu numa trama perversa, levando muitos à morte e causando uma grande ruína à sua própria família.
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Ora, em que consiste a dinâmica do pecado? Primeiro, por falta de vigilância na oração, somos mais facilmente tentados, especialmente nos sentidos; na primeira leitura, Davi se encantou com a beleza de uma mulher alheia, a cobiçou e a possuiu, e quando percebeu o mal que havia feito, tentou manipular a situação cometendo outros pecados graves, afastando-se da presença do Senhor.
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Ora, qual a lição que tiramos desse episódio? Escutemos Jesus para obtermos a resposta: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mas, o que é, então, essa carne? São as tentações que chegam por meio dos maus pensamentos. Para combate-las, usemos as armas espirituais que Jesus nos ensinou, vigilância e oração.
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No Evangelho de hoje Jesus nos fala que o Reino de Deus cresce misteriosamente mesmo quando não percebemos como isso acontece. Certa feita, o Senhor disse: "O Reino de Deus está no meio de vós." (Lc 17,21). Ora, isto significa que todos os batisados são filhos e filhas de Deus, redimidos por Cristo, à caminho do céu. Porém, muitos não se dão conta dessa verdade; por isso, se distanciam da prática da fé, deixando de receber as graças que tanto precisam.
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Caríssimos, para que nos dediquemos ao Reino de Deus por uma vida virtuosa, escutemos o Senhor: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 18 de janeiro de 2014

A LÓGICA DA GRAÇA...


A LÓGICA DA GRAÇA...

Tudo o que é autêntico, é verdadeiro, é honesto, é bom, é puro e nos foi dado somente para o bem. Assim é a vida e tudo o que a mantém; perder essa autenticidade é perder tudo é perder a própria vida. E quando perdemos tudo até a própria vida é porque perdemos Deus, pois nenhuma criatura subsiste por muito tempo sem a graça de Deus.

No princípio Deus criou todas as coisas e por fim criou o homem e a mulher como “imagem e semelhança” sua, e isto num paraíso; deu-lhe o perfeito estado de graça que consistia viver em comunhão com Ele, seu Criador e Pai; e para que não perdesse esse estado de graça deu-lhe o dom do trabalho e o único preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” (Gn 2,16). Desse modo, o homem tinha todos os bens para fazer uso fruto deles; e deu-lhe o estado de graça permanente, a visão beatífica do Senhor, e o poder de governar a terra, como um paraíso, contanto que obedecesse e assim se multiplicasse, permanecendo fiel ao Boníssimo Senhor e Deus de toda vida.

Mais aí veio a tragédia do pecado e o inferno que ele trouxe para dentro do homem e para todas as suas ações. Assim o homem começou a governar a terra a partir do pecado, e o seu estado de alma ficou comprometido pela presença e o domínio do inimigo, pois toda vez que o homem peca, fica submetido e oprimido pelo mal que praticou; como o Senhor mesmo disse: “Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo”. (Jo 8,34).

Com efeito, como Deus não deixa inacabada a obra de suas mãos, por isso, não deixou o homem a mercê do pecado nem do inimigo que lhe transmitiu tal pecado, mas enviou seu Filho amado, Jesus Cristo, para nos libertar do castigo da morte que o pecado trouxe, e do inferno no qual o homem se precipitou quando se submeteu ao mal pela desobediência praticada. É exatamente isso que nos ensinou São Paulo na carta aos Romanos: ”De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo. A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte. O que era impossível à lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus o fez. Enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça, prescrita pela lei, fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito”. (Rm 8,14).

Todavia é preciso que nos deixemos conduzir pelo Espírito Santo, do qual nascemos no Batismo, para que não voltemos à prática do pecado que é porta de entrada do mal em nossa vida. Pois assim escreveu, São Paulo, nessa mesma carta: “Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rm 8,12-14). Ou seja, o Batismo nos conferiu o estado de graça perfeito, que antes tinha sido perdido no paraíso por Adão e Eva; e nos conferiu a participação na natureza divina, e o dom do Espírito Santo para nos conduzir à plena comunhão com a vontade de Deus, isto é, à perfeita obediência vivida e ensinada por Jesus Cristo, nosso Senhor, e Salvador de nossas almas.

Portanto, o homem foi criado em estado de graça para viver em estado de graça permanentemente, isto é, para viver fazendo sempre a vontade de Deus. Como ele perdeu esse estado de graça pela desobediência, Deus mesmo veio ao seu encontro por meio do Seu Filho, Jesus Cristo, “que foi obediente até a morte e morte de cruz”, para que o homem voltasse a fazer, por meio dele, a sua santa vontade e assim obtivesse a vida eterna em um novo paraíso, o Reino dos Céus. Logo, não há autenticidade na vida se a vontade de Deus não é vivida. Pois, quem faz a vontade de Deus, expressa em seus mandamentos, tem a Deus no comando de sua vida e de suas ações, e tudo o que empreende prospera, porque tudo o que é comandado pela sabedoria divina, é obra autêntica das mãos de Deus, que leva o homem à realização completa e à felicidade plena aqui e eternamente no Reino dos céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: A ATUALIDADE DA GRAÇA DE DEUS, FRENTE À NEGLIGÊNCIA HUMANA...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

A ATUALIDADE DA GRAÇA DE DEUS, FRENTE À NEGLIGÊNCIA HUMANA...


Sem sobra nenhuma de dúvida, a graça que santificou Nossa Senhora, São José, São Paulo, São Pedro, São Francisco de Assis, Santa Clara e todos os santos, é a mesma que nos é dada para nossa santificação pessoal. Pois Jesus veio do céu enviado por Deus Pai para nos redimir, nos santificar, nos fazer participantes de sua Natureza Divina. É isso o que nos ensina São Pedro em sua segunda carta: “O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo”. (2Ped 1,3-4).

Ora, e por que não somos santos desde já como todos os santos? É simples explicar isto, porque toda graça que nos é dada, precisa ser cultivada até que apresente os frutos esperados e necessários para nossa santificação, como eles a cultivaram. É isto que nos ensina São Pedro nessa mesma carta: “Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Porque quem não tiver estas coisas é míope, cego: esqueceu-se da purificação dos seus antigos pecados”. (2Ped 1,5-9).

Com efeito, à esse ensinamento de São Pedro, associa-se também São Paulo quando nos diz, na Carta aos Filipenses: “Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar. Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida”. (Fil 2,12-16a).

De fato, vivemos num mundo em que os seres humanos se acham donos da vida; os afamados que o digam: basta ter saúde, dinheiro e fama, para apresentarem os mais bizarros comportamentos, contrariando em tudo a vontade de Deus. E os menos abastados não ficam atrás em nada dos afamados, isto porque encontram nas drogas, no mau uso da liberdade e na prática de atrocidades, um meio nefasto de enriquecimento fácil, trilhando o caminho da criminalidade; sem contar ainda os que, a cada eleição, vendem seus votos se corrompendo de igual modo que seus corruptores, e isto sem um mínimo de bom senso, de ética ou moral; é, talvez nem saibam o que significa isso. E o prejuízo social fica evidente no descaso com a vida, o bem público, as leis constituídas, etc. E assim os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais miseráveis. E como vimos, o pecado reina em todas as camadas sociais, cada uma ao seu modo, porém, todas marchando sem rumo para o abismo mais que profundo da perdição eterna.

E assim, segue essa nossa humanidade pervertida, imunda, perdida, adentrando as trevas da incredulidade e indiferença, defendendo a falsa liberdade e os mais espúrios comportamentos com a desculpa do “politicamente correto”: legalização do aborto; liberalismo sexual; legalização das drogas ilícitas; falsa liberdade de imprensa, etc. Sem contar a falsa tolerância à ditadura do judiciário corrupto; aos políticos “fichas sujas” e à insuportável chaga da desigualdade e injustiça social.

Caríssimos, Deus não está dormindo nem fechou os olhos para tudo isto que está acontecendo não; ao contrário, está passando a limpo essa velha humanidade com seus vícios e concupiscências: Logo, “O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim. Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas. Fora os cães, os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!” (Apo 22,11-15).

“Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam. Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém”. (2Ped 3,8-10).

“Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais. Assim vos será aberta largamente a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. (2Pd 1,10-11; 2Ped 3,11-12a). A Ele seja a glória aqui e por toda eternidade. Amém! Vem, Senhor Jesus, vem!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA; QUANTO TEMPO DEDICAMOS A DEUS?


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

QUANTO TEMPO DEDICAMOS A DEUS?


Será que Deus precisa do nosso tempo? Terá o Senhor alguma necessidade dele? Na verdade, nós é que precisamos dar tempo a Deus para Ele fazer um santo uso de nosso tempo, caso contrário, perderemos todo o tempo que de Deus recebemos, deixando de nos relacionar intimamente com o Senhor, dedicando-lhe a vida e tudo o que pode acontecer nela; para nos ocuparmos com coisas fúteis e banalidades que só nos fazem tragar o ranço do pecado nosso e dos outros.

Existe um tempo mais mal empregado do que o tempo perdido com o pecado? Vejamos alguns desses pecados que toma tanto nosso tempo e nossa vida, e só deixam em nossas almas um rastro de insatisfação e de vazio existencial: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons,      traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tim 3,1-5). Isto porque, quem perde tempo com o pecado, deixa o bem viver e a santidade de lado, para cultivar conflitos intermináveis que só trazem desolação, perca de tempo e da paz interior que Deus nos dá com o estado de graça.

Falando ainda do tempo que empregamos, quanto tempo dedicamos, por exemplo, à televisão ou outros meios de entretenimento, alimentando nossas almas com todo tipo de lixo televisivo/midiático, seja com filmes, novelas e outras baboseiras tipo CQC, Pânico na Tv, BBBs e outros Reality Shows; os mais diversos programas de auditórios e outras coisas do gênero? Vejamos o que diz São Paulo sobre isto: “Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2Tim 4,3-4).

Agora, vejamos, quanto do nosso tempo dedicamos ao Senhor? Para respondermos a essa pergunta observemos: Quanto tempo dedicamos à oração, à escuta de Sua Palavra, à participação nas Santas Missas; aos exercícios de penitência e piedade; aos serviços pastorais e práticas das virtudes; enfim, à tudo o que diz respeito a nossa fé, ou seja, à formação pessoal e também dos nossos. Pois o homem e a mulher de Deus, tudo fazem para agradar a Deus, assim, torna todo o seu viver um ato permanente de amor e comunhão com o Senhor. Por exemplo: Se estiver no trabalho, lá está dedicando-se a Deus; se estiver no lazer, também seu lazer é encontro de vida e comunhão com o Senhor e os seus, porque nossa vida e o que dela fazemos, precisam da graça santificante do Senhor, para termos a certeza de que sua vontade está se realizando no meio de nós.

Porquanto, quem dá tempo, à quem está dando o tempo, está dando também seu esforço, sua vida e tudo o que é. Então, vamos dar a Deus o que é de Deus, nossa vida, nosso tempo e a nossa dedicação, desse modo, estaremos em plena sintonia com o Senhor, fazendo em tudo a sua vontade e obtendo como resultado a felicidade e a paz.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: SÓ POR TUA GRAÇA, SENHOR...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

SÓ POR TUA GRAÇA, SENHOR...

É assim que ora vivo, sintonizado, inebriado, consagrado, perdido no mar sem fundo do teu Amor e da Verdade que És e com a qual me criastes para te testemunhar, meu Senhor e meu Deus. Recebe, pois o que sou e transforma-me no que queres que eu seja. Assim poderei viver mais intensamente a vocação à qual nos chamastes, a santidade de pensamentos e ações, e de toda vida. Por isso, guarda-me, Senhor, no mais íntimo do teu coração, conduz-me com tua santa mão que me acalenta e me faz sentir-me seguro em meio as provações deste mundo, que são tantas.

De fato, há em mim uma necessidade de “orar sem cessar”, de ter um convívio permanente com Deus, uma espécie de desejo ardente do céu. Por isso, não sei mais viver neste mundo sem a oração, sem a comunhão do coração com o Senhor; o Pai Nosso, como nos ensinou Jesus; o Eterno, Todo Poderoso e Misericordioso Deus. Sem Deus não há felicidade neste mundo; aliás, nenhuma criatura pode dizer que é feliz por si mesma, porque enquanto houver dependência de nossa parte, a felicidade é só um sonho a ser alcançado. E aqui todos nós sabemos que dependemos sempre, todavia, quando buscamos nossa liberdade em Deus, a encontramos prontamente, porque não há prazer, satisfação, integridade, felicidade, que Deus não nos possa dar ao infinito.

Ora, quem vive a vida em Deus assim, compreende perfeitamente o que Jesus ensinou: “Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Portanto, Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”. (Mt 6,25-27.33-34).

Assim, vejo que a maior de todas as necessidades humanas é Deus. Nele, com Ele e para Ele deve ser tudo o que vivemos e empreendemos, caso contrário, estaremos sempre inseguros, imaturos, confusos e com medo das perdas que naturalmente se nos apresentam as circunstâncias desta vida. Porque só a vontade de Deus é a que permanece e que faz permanecer com ela, aqui e por toda a eternidade, aqueles que a cumprem fielmente.

Então, Senhor, com a Virgem Santíssima, tua e nossa mãe, dizemos: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SENHOR, TUA GRAÇA NOS BASTA











SENHOR, TUA GRAÇA NOS BASTA

De fato, cada um se vê como está e não como deveria ser, isto porque a vida é mais que sentimentos que passam, porém, mesmo estes sentimentos ficam gravados na alma, deixando-a leve ou pesada, dependendo do devir que se almeja...

Então, busque ser o que você é para Deus e não para este mundo, porque a figura deste mundo passa, mas quem vive para Deus não passa nunca, porque Nele permanece para sempre. Ora, enquanto aqui estamos, o Senhor nos dá a certeza de que é para ele que vamos, por isso, nada tememos, desde que tenhamos a consciência limpa e a convicção de que sua vontade está se cumprindo em nossa vida.

A compreensão dessa verdade nasce do entendimento de que, fazendo parte da criação natural do Senhor, Ele em seu amor, nos predestinou também à fazermos parte da perfeição de sua glória eterna; por isso, o que existe no tempo, existe em vista da eternidade e não podemos duvidar disso, devido ao movimento de todas as coisas, ou seja, nada fica parado, tudo vai em direção ao infinito divino.

Na verdade, somos aqui para a plenitude do que há de vir; e a morte é um dos elementos que mais chama nossa atenção nesse mistério que vivemos; por ela teremos acesso ao outro lado da obra do Criador e Pai de nossas almas, onde O veremos como Ele É; isto de acordo com a revelação que Cristo Jesus nos faz na bem-aventurança da pureza de coração (Cf. Mt 5,8).

Por isso, permaneçamos no Senhor, cumprindo Seu Plano para a nossa salvação, pela prática das virtudes eternas infundidas em nossas almas pela ação do Espírito Santo quando do nosso batismo que é o novo nascimento na ordem da graça.

Senhor, tua graça nos basta, fica conosco e nos conduz para a vida eterna; não deixes que o mal atrapalhe o que em nós começastes; pois, teu querer e agir são soberanos, porque tudo te pertence unicamente e aqui estamos para testemunharmos que somos teus filhos a caminho de tua glória. Amém, assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A DOUTRINA DA GRAÇA

A DOUTRINA DA GRAÇA

O Catecismo define a Graça como sendo “uma participação na Vida de DEUS.Ela nos introduz na intimidade da Vida Trinitária, do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO”. É um dom gratuito e sobrenatural que o CRIADOR outorga as pessoas para a salvação das almas, pelos méritos de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Alcançar uma Graça significa receber um favor do PAI ETERNO, um socorro que o SENHOR nos concede. Ela é-nos dada objetivando capacitar-nos a responder ao convite Divino e procurarmos viver em santidade, exercitando em plenitude o “dom” de ser Filhos de DEUS, que recebemos no Sacramento do Batismo. Podemos dizer ainda, que a “Graça” é um favor ou uma aceitabilidade de DEUS, de acordo com a citação extraída no Antigo Testamento:

“Mas Noé encontrou graça aos olhos do SENHOR”. (Gn 6, 8)

Também no Novo Testamento, onde a citação mostra que a “Graça” é uma dádiva espontânea de DEUS, pela qual uma pessoa se torna aceita por ELE ou é por ELE auxiliada a fazer algo que seja agradável ao próprio DEUS. São Paulo dizia:

“Pela Graça de DEUS sou o que sou”. (1 Cor 15, 10)

A Graça é na realidade uma preciosa vocação para a Vida Eterna e por isso mesmo, depende integralmente da iniciativa de DEUS, pois somente ELE pode SE revelar ou SE dar a SI Mesmo.

A NECESSIDADE DA GRAÇA

Todas as pessoas são dotadas de inteligência e vontade e com uma natural inclinação para a verdade e o bem, apesar da interferência do maligno. Todavia, a verdade e o bem podem pertencer a duas esferas distintas: a natural e a sobrenatural, de acordo se for uma manifestação própria à natureza humana ou se pertencer a Vontade de DEUS.

Apesar do pecado Original e de suas conseqüências, a criatura humana pode conhecer, só com sua razão natural, as verdades naturais e a existência de DEUS. Mas evidentemente, para ter uma reta convicção, fugindo do erro e da heresia, é necessário o auxílio da Revelação Divina através da “Graça”. Isto porque, a Revelação é a autoridade de DEUS que infunde a fé, e como sabemos, a fé é um dom sobrenatural procedente da “Graça Divina”. Significa dizer que a “Graça” é imprescindível na vida de cada pessoa e absolutamente necessária à salvação eterna.

As pessoas recebem de DEUS pela primeira vez a “Graça Santificante” através do Sacramento do Batismo. Por essa razão, a Igreja recomenda que as crianças sejam Batizadas o mais cedo possível, a fim de que recebam desde o início do nascimento, as graças necessárias a sua vida.

SIGNIFICADO DA GRAÇA

Podemos inicialmente definir que a “Graça” tem dois significados: “Graça Santificante” e a “Graça Atual”.

A “Graça Santificante” é uma qualidade permanente que DEUS dá a alma, e que permanecerá nela, desde que ela não a destrua pelo pecado mortal. Este dom transforma a alma e a eleva a um plano sobrenatural, de tal modo que, uma pessoa em “estado de graça” tem preciosas prerrogativas:

1 – É santo e agradável a DEUS. (Hb 12,28)

2 – É chamado filho de DEUS. (1 Jo 3,1)

3 – É templo do ESPÍRITO SANTO. (1 Cor 3, 16)

4 – E em conseqüência, tem o privilégio de entrar no Céu.

Assim sendo, podemos afirmar que a “Graça Santificante” é uma nova vidadada por DEUS à alma. Uma vez que esta nova vida é uma participação criada pelo próprio DEUS, pode-se dizer que a alma com a Graça Santificante participa da Natureza Divina. (2 Pdr 1,4)

Também podemos afirmar que a Graça é o dom do ESPÍRITO SANTO que nos justifica e santifica, que nos faz agradável a DEUS e nos convida ao serviço da Caridade, e por conseguinte, nos torna participantes da Vida Divina.

A “Graça Atual” é um dom transitório, ou seja, é como se fosse uma “luz” para a mente ou uma “força”, um “estimulo” para a vontade, a fim de que a pessoa faça o bem e evite o pecado. Não é um dom permanente como a Graça Santificante. É um “impulso Divino” que ajuda cada um a fazer ações acima de suas forças naturais.

Como exemplo externo de “Graça Atual” pode-se mencionar: uma boa mãe, um lar cristão, um bom conselho de um confessor, um bom livro, no sentido de que, sob a providência de DEUS, as mencionadas citações ocasionam a prática de boas ações.

Além dos dois significados abordados acima, há que se considerar: a “Graça Sacramental” , a “Graça Habitual” e os “Carismas” ou “Graças Especiais”.

A “Graça Sacramental” é aquela recebida através de um Sacramento. É a Graça própria de um Sacramento e que só por ele pode ser conferida. Assim, cada um dos Sete Sacramentos, tem a sua Graça Especial. Para que o fiel receba os benefícios de uma Graça Santificante em plenitude, é necessário que ele esteja em “Estado de Graça”. Assim, ele deve recorrer ao Sacramento da Penitência, arrependendo-se de suas transgressões, para ser purificado pelos dons do ESPÍRITO SANTO.

“Graça Batismal” – É o conjunto de Graças recebidas pela alma do fiel no Batismo: a Graça Santificante, os dons do ESPÍRITO SANTO e as Virtudes Infusas (Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade); a Remissão de todos os pecados mortais e a santificação do batizando acompanham a Graça Santificante. Também redime todos os pecados veniais e a pena temporal devida aos pecados atuais; e ainda, o batizando recebe uma apreciável quantidade de Graças Atuais necessárias a poder cumprir os compromissos que assume ao receber o Sacramento, além de ser investido do caráter sacramental de “filho de DEUS”.

Na “Confirmação ou Crisma” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante que ajuda a aumentar a fé e dá mais força, maior disposição e vontade ao fiel, ajudando a defendê-lo das insídias do maligno ao longo de sua existência.

Na “Eucaristia” – o ESPÍRITO SANTO nutre a alma do fiel com o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do próprio DEUS Sacramentado, unindo-a ao SENHOR e infundindo nela a “Graça Maior” da presença Divina, propiciando uma indizível alegria interior e fazendo aumentar a fé, do mesmo modo que concedendo-lhe mais sabedoria, inteligência e disposição para o fiel continuar cumprindo dignamente a sua missão existencial.

Na “Confissão ou Penitência” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante do perdão através do sacerdote, revigorando a energia e a fé, para que o fiel tenha mais perseverança e coragem de não transgredir a Lei de DEUS.

Na “Unção dos Enfermos” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante, através da “Benção” e do “Santo Viático” (Sagrada Comunhão ministrada aos doentes e idosos); caso o enfermo não esteja em estado grave ou terminal, esse Sacramento liberta e cura; caso esteja, ele ajuda a superar as tentações da hora derradeira além de preparar a alma para sua entrada no Céu.

No “Sacramento da Ordem” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante que confere a Ordenação Presbiteral, ajudando ao recém Ordenado-Sacerdote exercer convenientemente o culto Divino e a administrar os Sacramentos.

“Sacramento do Casamento ou Matrimônio” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante nos esposos, ajudando-os a permanecerem fieis e a cumprirem com retidão os deveres do estado conjugal e a criarem cristãmente os seus filhos.

“Graça Habitual” – É outro nome dado a Graça Santificante, porque é uma Graça que permanece e habita na alma. Significa dizer que ela induz as ações se tornarem um hábito e não uma atividade isolada, ou apenas um impulso Divino para uma determinada ação. Por isso dizemos, quem tem a “Graça Habitual” está em “estado de Graça”. Exemplos: rezar o Terço ou o Rosário todos os dias; ir a Santa Missa todos os domingos; ler trechos da Bíblia Sagrada diariamente; etc.

Deve-se distinguir a “Graça Habitual”, que é uma disposição permanente para viver e agir conforme o chamado de DEUS, das “Graças Atuais”, que designam as intervenções Divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra de santificação de cada pessoa.

“Carismas” ou “Graças Especiais” - São graças do ESPÍRITO SANTO que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (Catecismo da Igreja)

Existe uma grande quantidade de Carismas, os quais ajudam de maneira efetiva e preponderante a vida dos fieis e das Comunidades Eclesiais. Na primeira Carta aos Coríntios São Paulo apresenta um exemplo bem elucidativo e completo:

“Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o SENHOR é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo DEUS que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o ESPÍRITO para a utilidade de todos. A um o ESPÍRITO dá a mensagem da sabedoria; a outro a palavra da ciência segundo o mesmo ESPÍRITO; a outro, o mesmo ESPÍRITO dá a fé; a outro ainda o único e mesmo ESPÍRITO concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de interpretá-las. Mas, isso tudo, é o único e mesmo ESPÍRITO que o realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme LHE apraz”. (1Cor 12, 4-11).

Paz e Bem!

Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/dougra.html
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