VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 31 de maio de 2026

Solenidade da Santíssima Trinidade...

 SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE (Jo 3,16-18)(31/05/26)

1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra a Solenidade da Santíssimo Trindade, ou seja, celebra o Amor Infinito de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo; Deus Uno na Trindade e Trino na Unidade. Pois, foi nessa Perfeita Comunhão de amor que Deus nos criou à sua imagem e semelhança por Seu Filho na graça do Espírito Santo.

2. E quando nos desligamos Dele pelo pecado; veio em nosso socorro por Sua Infinita Misericórdia, nos enviando o Seu Filho amado, para morrer conosco e por nós, e nos fazer ressuscitar com Ele para a vida eterna, porque esse é o único desígnio de Deus, Uno e Trino, pois não teria nenhum sentido toda essa obra maravilhosa da criação ser destruída ou se acabar com a morte dos seus filhos e filhas.

3. Por isso, não podemos pensar em Deus sem ama-lo, sem te-lo em nossas almas, pois, é exatamente isso que nos revela os Atos dos Apóstolos: "Porque é em Deus que vivemos, nos movemos e somos." (At 17,28). De fato, isto se constitue o grande mistério da vida divina que recebemos no batismo e nos outros sacramentos.

4. Aliás, contemplando a criação, vemos que cada criatura carrega em si um mistério que só será desvendado na eternidade, pois somente nela tudo será conhecido totalmente e amado por todos igualmente, uma vez que tal conhecimento só é possível pela ação da Sabedoria do Espírito Santo, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou. (cf. 1Cor 2,12).

5. Portanto, caríssimos, como vimos no Evangelho de hoje, é a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Palavra Eterna do Pai, que nos leva a obter todas as graças e por elas vencermos o mal presente neste mundo por causa dos pecados aqui praticados. De fato, "foi Cristo que sofreu a cruz assim como a morte, e que ressuscitou no Espírito, foi elevado em glória e traçou uma nova via para os Céus para todos os que creem nele com uma fé viva, sem vacilações."

6. Destarte, para vivermos a profundidade do Mistério da Santíssima Trinidade, são João neste Evangelho nos dá a chave para isso: "Deus tanto amou o mundo...". O amor do Pai não é passivo; é um amor que dá e envia. Ele entrega o que tem de mais precioso — seu Filho — não por merecimento do mundo, mas por pura graça.

7. O Filho, é o Dom Visível e a Face da Misericórdia do Pai. Ele é o presente do Pai para a humanidade. Ele é a ponte visível entre a humanidade e a eternidade. Crer no Filho é abrir a porta do nosso coração para receber o amor que o Pai enviou.

8. O Espírito Santo é o Amor que une o Pai e o Filho; quando nós cremos, é o Espírito Santo em nós que nos permite acolher o Filho e chamar Deus de Pai. Ele é a "Vida Eterna" já pulsando em nossas almas desde que o recebemos no batismo.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 30 de maio de 2026

Quem não ama a Verdade jamais terá um futuro feliz...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Mc 11,27-33)(30/05/26)


1. Caríssimos, a lógica do pecado afasta os homens de Deus. Porque pensar segundo a carne e não segundo o Espírito é bater de frente com o Senhor. A lógica do pecado nunca admite a verdade, porque quem a usa não busca a vontade de Deus, mas somente a satisfação dos próprios instintos e de seus interesses mesquinhos. 


2. São Paulo na sua carta aos Romanos nos mostra a verdadeira face dessa lógica mesquinha: "Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz." (Rm 8,5-6).


3. De fato, a alma que vive cheia de si mesma não tem paz, porque não tem mais nela o espaço sagrado que era de Deus. Na verdade, quem se comporta assim vive somente de aparências tentando manter o "status quo", isto é, o estado de alma que lhe apraz, e não o estado de graça de que tanto necessita. É triste a condição dos Escribas, dos Fariseus e dos mestres da lei, pois conhecem a verdade, mas por falta de lealdade e o simples fato de não a amar, dão continuidade à farsa em que vivem mergulhados.


4. Com efeito, todos nós estamos à caminho da eternidade, mas na verdade já a trazemos em nossas almas, porque a alma é eterna. O fato é que estamos definindo aqui o nosso devir eterno, o que seremos eternamente, por isso tomemos muito cuidado, porque na condição que morremos, é nela que viveremos para sempre.


5. Todavia, para vivermos em estado de graça, o Senhor Jesus nos deu o Seu Santo Espírito com todos as virtudes eternas, para que façamos em tudo a vontade do Pai como ele mesmo a fez. Fora dessa relação filial com Deus, os homens vivem como se Deus não existisse e como se tudo terminasse com a morte natural.


6. Decerto, quando o Senhor Jesus nos pergunta algo, é porque precisamos superar os obstáculos que nos impedem de encontrá-lo e permanecer Nele. No entanto, precisamos nos converter, porque somente mediante a nossa conversão contínua, seremos coerentes e viveremos plenamente tudo o que ele nos ensina. 


7. Os mestres da lei e os fariseus queriam que o Senhor Jesus se submetesse aos seus critérios, para crerem nele, por isso o rejeitaram. Mas Deus não cabe nos critérios humanos; pelo contrário, nós é que precisamos obedecê-lo, pois somos obras de suas mãos. A obediência é um dom divino que nos foi dado, para por ela vivermos segundo os seus critérios, pois estes nos levam à santidade com a qual o veremos face a face.


8. Portanto, caríssimos, quem vive negando ou questionando Deus, faz isso porque não vive segundo o seu amor e a sua bondade, de modo que se contradizem sempre, porque faz da autossuficiência o trampolim da própria perdição. Pelo contrário, os mansos e humildes de coração se deixam conduzir pelo Espírito Santo, por isso não julgam nem condenam ninguém, mas são exemplos de amor, de bondade e obediência para todos que os encontram neste mundo.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

A pureza da alma na prática da fé...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 11,11-26)(29/05/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje trata da pureza da alma e de que modo devemos praticar a fé, porque por ser um dom de Deus, requer de nossa parte a correspondência necessária para que possamos dar frutos abundantes em vista do bem comum. Por isso, peçamos ao Senhor Jesus a graça de vivermos esse dom do Espírito Santo correspondendo à sua santa vontade em todo o nosso modo de ser e estar no mundo.

2. De fato, a fé nasce do amor de Deus por nós, pois, mesmo sem merecermos, Ele enviou o Seu único Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para morrer por nós e nos salvar do pecado e da morte; e tudo o que nos pede é que confiemos Nele e sigamos o que nos ensina, para que se cumpre na íntegra. 

3. Decerto, a fé está sempre unida a esperança e a caridade, por isso, a oração feita com fé é um depositar-se em Deus para que se realize a sua vontade, porque quem reza assim, confia, espera e o ama, na certeza de que Ele é fiel e atende as nossas preces para muito além do que lhe pedimos.

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus expulsa do Templo os mercadores, e depois usa o exemplo de uma figueira frondosa, porém estéril, como imagem do seu povo que se afastara da prática da pureza da fé por fazer da casa de Deus um covil de ladrões, isto é, uma casa de comércio, representado pelos comerciantes de animais para os sacrifícios e pelos cambistas.

5. Portanto, caríssimos, tomemos cuidado para não sermos como uma figueira estéril, por fora frondosa, cheia de folhas verdejantes, mas, sem fruto algum em seus ramos. Em outras palavras, "a fé sem as obras é morta", como afirma são Tiago, desse modo compreendemos que os frutos da prática da fé nascem da vida de oração, da vivência dos Sacramentos, do engajamento nas pastorais e movimentos da Igreja e da prática das boas obras.

Oremos: Senhor Jesus, ajuda-nos com a seiva do teu amor a produzir frutos da salvação que nos destes por teu sacrifício de cruz; ajuda-nos a seguir os teus passos com fidelidade inabalável, com fé incomparável e amor incondicional, como fez nosso Senhora em toda a sua trajetória neste mundo. Amém! Assim seja! 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

O Evangelho de hoje nos ensina o quanto precisamos da misericórdia divina...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,46-52)(28/05/26)

1. Caríssimos, o Evangelho de hoje conta a história da cura do cego de Jericó que muito tem a nos ensinar. O evangelista Marcos narra que a única riqueza que o cego possuía era a fé em Jesus, a oração de arrependimento, súplica e a perseverança, não obstante aqueles que queriam impedi-lo de aproximar-se de Jesus, no entanto, ele só parou sua oração quando foi atendido.

2. Fazendo uma comparação entre a cegueira do cego Bartimeu e a nossa, escreveu são Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja: "Que todo o homem que conhece as trevas que fazem dele um cego, grite a plenos pulmões: «Jesus filho de David, tem piedade de mim!» Mas ouçamos também o que se segue aos gritos do cego: «Muitos repreendiam-no para que se calasse». 

3. Quem são estes? Eles representam os desejos da nossa condição neste mundo, são os vícios do homem e os seus tumultos, fatores de confusão que, querendo impedir a vinda de Jesus a nós, perturbam o nosso pensamento semeando a tentação, e querem abafar a voz do nosso coração que reza.

4. O que fez este cego para receber a luz, mau grado estes obstáculos? «Ele gritava cada vez mais: "Filho de David, tem piedade de mim"». Sim, quanto mais o tumulto dos nossos desejos nos acabrunhar, mais insistente deve ser a nossa prece. Quanto mais abafada for a voz do nosso coração, mais vigorosamente ela deve insistir, até se sobrepor ao tumulto dos pensamentos invasores e tocar o ouvido fiel do Senhor. 

5. Creio que todos nos reconheceremos nesta imagem: quando nos esforçamos por desviar o nosso coração deste mundo e o reencaminhar para Deus, há muitas coisas importunas que pesam sobre nós e que temos de combater; é um enxame que o desejo de Deus tem dificuldade em afastar dos olhos do nosso coração. 

6. Mas, persistindo vigorosamente na oração, deteremos no nosso espírito Jesus que passa. Daí que o evangelho diga: «Jesus parou e disse: "Chamai-o"». De fato, o sentido da oração é encontrar o Senhor no coração de nossas almas, isto é, em nossa consciência e deixar que Ele nos fale curando a nossa cegueira e as nossas feridas.

7. Portanto, caríssimos, a oração e a persistência do cego Bartimeu, "é útil e necessário em todas as circunstâncias. Porque desejar ser ajudado sempre e em todas as coisas é afirmar claramente que se tem necessidade do auxílio divino, tanto quando as coisas são favoráveis e sorriem, como nas provas e nas tristezas: só Deus nos afasta da adversidade, só Ele faz durar a nossa alegria; num e noutro caso, a fragilidade humana não se sustém sem o auxílio divino." (São João Cassiano - Sobre a oração, cap. X; SC 54).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Diante da Onipotência Divina, quem ousa se pronunciar?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,32-45)(27/05/26). 


1. Caríssimos, quem conheceu ou conhece os desígnios do Senhor ou foi seu conselheiro? Quem ousa acusá-lo de qualquer falta? Quem por acaso pode contestá-lo diante de suas obras? Por acaso, haverá alguém Onipotente, Oniciente, Onipresente fora Dele?

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2. Então, que se calem todas as criaturas, que ouçam todos os ouvidos, pois eis o que diz o Senhor: "Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (Is 55,6-7).

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3. São Pedro na primeira leitura assim escreveu a esse respeito: "Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor. Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente.

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4. Com efeito, “toda a carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. (1Pd 1,22-25). Ou seja, quem não tem a Palavra de Deus como sua regra de vida eterna, não pode dizer-se discípulo de Cristo, pois ele foi enviado para nos ensinar a perfeita obediência à vontade do Pai.

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5. Amados irmãos e irmãs, tenhamos cuidado de não nos afastarmos dos ensinamentos do Senhor, como por breve momento aconteceu no Evangelho de hoje, pois enquanto o Senhor falava dos acontecimentos da sua Paixão, morte e ressurreição; Tiago e João, os filhos de Zabedeu, pediam privilégios pessoais, ou seja, a favor de si mesmos. 

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6. Todavia, o Senhor não se ofendeu por isso, mas os alertou para o batismo de sangue que Ele haveria de receber. Desse modo, Ele nos mostrou que a nossa oração só é eficaz quando realmente expressa a vontade de Deus que consiste na renúncia da própria vontade.

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7. Aliás, São Paulo, assimilou muito bem isso, e nos deixou por escrito para que também nós seguíssemos o exemplo de Cristo: "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus." (Fil 2,3-5).

8. Por fim, escutemos o que o Senhor disse aos discípulos indignados com o pedido interesseiro de Tiago e João: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.” (Mc 10,42-45).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv. 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Só percebe que Deus padece conosco, quem Nele crê...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,28-31)(26/05/26)


1. Caríssimos, olhando este mundo repleto de tentações, pecados, guerras, violência, sofrimentos e tanta maldade, se confiarmos em nós mesmos, nos sentimos inseguros, angustiados, preocupados, cheios de medos, e até sofremos a tentação de pensar que Deus abandonou este mundo deixando-o à mercê do mal. 


2. No entanto, ao meditarmos nos sofrimentos do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, entendemos que Deus padece conosco as nossas dores para nos libertar da morte e do maligno. Só precisamos nos manter em estado de graça, isto é, realizando a sua santa vontade que consiste na obediência aos seus mandamentos e sacramentos. 


3. São Paulo na sua Carta aos Romanos escreveu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rm 8,18-21).


4. De fato, a nossa felicidade tem nome e se chama Jesus Cristo, o Filho amado de Deus, que por seu sacrifício de cruz nos libertou para sempre do pecado, da morte e do poder do inferno. De modo que, quem vive em permanente comunhão com o Senhor experimenta a sua amizade, o seu amor pela prática da sua Palavra, como Ele nos ensinou: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós." (Jo 15,14.17-18).


5. Na primeira leitura ouvimos esta exortação de são Pedro: "Por isso, preparai a vossa mente; sede sóbrios e ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.


6. No Evangelho de hoje o Apóstolo Pedro sentindo-se inseguro quanto ao futuro se dirigiu ao Senhor com estas palavras: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna."


7. Portanto, caríssimos, a pergunta que nos pomos é esta: e nós o que deixamos para seguir o Senhor Jesus? Se a nossa resposta for, deixamos tudo; fiquemos certos de que a mesma resposta que o Senhor deu a Pedro, também dá a cada um de nós, pois é a garantia da nossa salvação. 


8. Destarte, recitemos com o coração transbordante de confiança estas palavras de santa Tereza D'Avila, pois, são conforto e segurança para as nossas almas:


"Nada te perturbe,

nada te amedronte

tudo passa

a paciência tudo alcança...

A quem tem Deus

nada falta

só Deus basta."


Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-34)(25/05/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esse título foi oficialmente dado à Virgem Mãe durante o Concílio Vaticano II pelo Papa são Paulo VI. Maria é vista como mãe da Igreja e de todos os seus membros, ou seja, todos os cristãos, pois os cristãos na Bíblia são células do corpo de Cristo, a Igreja, como nos ensina são Paulo (cf. Cl 1,18). 

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus no último instante da sua vida neste mundo confia seu discípulo amado, que aos pés da cruz representa toda a humanidade, aos cuidados maternos da sua mãe, Maria Santíssima, e assim nos mostrou o quanto nos ama, e como devemos recebe-la em nossas almas como João a recebeu em sua casa.

3. Ora, as Sagradas Escrituras nos revelam o propósito de Deus ao criar todas as coisas e ao nos criar "a sua imagem e semelhança", para vivermos como seus filhos e filhas governando a obra da criação em perfeita harmonia e comunhão com a sua Santa Vontade, e assim sermos felizes em todos os sentidos da nossa vida. 

4. Com efeito, pelo pecado da desobediência, Adão e Eva, nossos primeiros, não corresponderam a esse santo propósito de Deus, prefirindo seguir o plano enganoso da serpente. No entanto, porque nos ama eternamente, Deus nos enviou o Seu Filho, nascido da Santíssima Virgem Maria, para nos salvar, mantendo desse modo o seu santo propósito.

5. Portanto, caríssimos, como vimos depois da anunciação do anjo, Maria Santíssima concebeu no seu ventre o Filho amado de Deus por obra e graça do Espírito Santo, e por essa mesma graça recebeu como missão a maternidade da nova criação gerada no seio da Santa Igreja por meio do santo batismo. Ou seja, Maria Santíssima é Mãe de Cristo e de todos os cristãos, como Eva é a mãe de todos os viventes.

6. Destarte, a Virgem Mãe de Jesus aos pés da cruz está unida ao seu Filho totalmente e se oferece com Ele, que é carne da sua carne e sangue do sangue, acolhendo a sua missão de ser mãe da Igreja e de todos os redimidos por Ele. Isto significa que nós estamos incluídos no número dos seus filhos e filhas que nascemos da água e do Espírito Santo para a vida eterna. 

7. Com isso, o Senhor Jesus não faz apenas um gesto de cuidado humano, mas institui uma maternidade espiritual:  

- “Mulher, eis o teu filho”  

- “Filho eis a tua mãe”

Ora, esta cena é entendida como o momento em que Maria se torna Mãe da Igreja, representada pelo “discípulo amado”, que representa todos os cristãos de todos os tempos. 

Paz e Bem! 

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 24 de maio de 2026

Ó vinde Espírito Santo...

Solenidade de Pentecostes (Jo 20,19-23)(24/05/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade de Pentecostes; após a ressurreição e quando da ascensão, o Senhor Jesus se dirigiu aos seus discípulos e disse-lhes: "mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo." (At 1,8). 

2. E assim se cumpriu: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 

3. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava." (At, 1-4).

4. Decerto, como no dia de Pentecostes também nós que fomos batizados recebemos o dom do Espírito Santo que nos dá a conhecer e conviver com Jesus ressuscitado por meio da fé, e anuncia-lo a todas as nações, pois, como disse são Pedro no dia de Pentecostes citando o Profeta Joel: 

5. "Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão." (At 2,17-18).

6. O que significa dizer que o Espírito Santo derramando sobre Maria, os Apóstolos e sobre todos os batizados continua a obra da salvação até que o Senhor Jesus venha na sua Parusia para assim elevar à plenitude da sua glória todos os filhos e filhas de Deus que ainda se encontram neste mundo. Pois, como disseram os anjos no dia da Ascensão: "Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu." (At 1,11). 

7. Portanto, caríssimos, a Solenidade de Pentecostes marca o nascimento oficial da Igreja como Corpo místico de Cristo e a parte visível do Reino de Deus neste mundo. É Ele que a mantém unida e sempre disponível para anunciar Jesus e o Evangelho a todas as nações e em todas as línguas, não obstante a fragilidade humana que as vezes não corresponde com a mesma generosidade ao seu chamado.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(22/05/26)


1. Caríssimos, quem dera que amassémos o Senhor Jesus como Ele nos ama, certamente experimetaríamos a sua presença amorosa em todo o percurso da nossa existência até o dia eterno, e de modo algum nos afastaríamos Dele pelo pecado. 


2. Ou seja, jamais cederíamos às tentações, porque sabemos que elas nada mais são do que a vontade do maligno posta em prática por quem a ele se submete. Por isso, disse o Senhor: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41). 


3. Ora, no mundo ouvimos que muitos falam de amor e até chamam a prática pecaminosa de amor, e no entanto, este mundo está desmoronando por falta do verdadeiro amor, que consiste na obediência aos santos mandamentos da Lei de Deus, como nos ensina são João: "Eis o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1Jo 5,3-4).


4. Por isso, nos exorta: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. 


5. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." (1Jo 2,15-17). De fato, quem ama a Deus de todo coração entende perfeitamente essa Palavra e a põe em prática; quem não o ama sente repulsa ao ouvi-la.


6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus pergunta a Simão Pedro por três vezes se ele o ama mais que os outros discípulos, e Pedro a cada pergunta responde que sim, talvez não com tanta convicção porque se sentia culpado por ter-lo negado três vezes; no entanto, à cada resposta dada, o Senhor confirma a sua missão e por Sua divina misericórdia apaga sua culpa e cura a tristeza do seu coração.


7. Desse modo, o Senhor Jesus nos ensina que sente compaixão de nós cada vez que o negamos com os nossos pecados, porque com isso deixamos de ama-lo pela nossa obediência e fidelidade; para amar a prática pecaminosa que nos leva à morte e à perdição. 


8. Destarte, tenhamos em conta que o Senhor Jesus nos ama sem limites, por isso mesmo nos pergunta pessoalmente citando o nosso nome, como fez com Simão Pedro: "Tu me amas mais do que a estes?" Se a nossa resposta for sim, é sinal de que nos arrependemos dos nossos pecados e nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo que nos leva à permanente comunhão de amor com Ele a serviço do seu reino.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ENTÃO, COMO SERÁ O CÉU?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,20-26)(21/05/26)

1. Caríssimos, contemplando o universo vemos que tudo é organizado perfeitamente, e tudo funciona obedecendo à lei divina que os rege de forma que quando algo dá errado na obra da criação é porque sofreu interferência indevida e assim perde a sua harmonia. Do mesmo modo acontece conosco, todavia, dependendo da nossa obediência ou não às leis de Deus.

2. Decerto, existe uma ligação direta entre o céu e a terra, e em meio à estas duas dimensões estamos nós, de modo que, o nosso comportamento, bom ou mal, gera consequências que afetam toda criação pondo em risco a nossa existência ou não. 

3. Com efeito, Deus nos criou por amor e está sempre atento para nos ajudar por Sua Divina Providência nas nossas necessidades, contanto que sejamos fiéis na observância dos seus mandamentos e sacramentos, caso contrário, não tem como nos ajudar, pois, a nossa desobediência, nos afasta do seu amor, e nos leva a cair nas armadilhas do inimigo de nossas almas. 

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus dá continuidade à sua oração sacerdotal e pede ao Pai por todos os seus seguidores de todos os tempos: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste." (Jo 17, 20-22).

5. Ora, essa unidade é gerada pelo Espírito Santo em nossas almas, pois, o recebemos no batismo para darmos testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo a fim de que todos creiam e sejam salvos por Ele que aceitou dar a sua vida em expiação dos nossos pecados. 

6. Portanto, caríssimos, rezemos com o salmo responsorial desta liturgia: "Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.

7. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!" (Sl 15). Imaginem quando da realização destas palavras em nossa vida, se ao medita-las nosso coração se enche de alegria e esperança, como será então no céu? 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A fé vê o invisível que a razão não percebe naturalmente...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,11b-19)(20/05/26)

1. Caríssimos, a fé é o dom do Espírito Santo que nos faz transpor os limites da nossa natureza; ela vê o invisível que a razão não percebe naturalmente. A Carta aos Hebreus a define muito bem: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." (Hb 11,1). Em outras palavras, é por meio da fé e pelos méritos de Cristo morto e ressuscitado que recebemos todas as graças necessárias para a salvação das nossas almas. 

2. Ora, em nossa finitude nos acostumamos com a segurança que criamos para nós e para os nossos, conforme os critérios que naturalmente definimos, e tudo isso para não perdermos o pretenso controle sobre o que somos e temos, esquecendo-nos na verdade que somos apenas um sopro de vida e nada mais.

3. A liturgia de hoje nos ensina que somente a proteção divina é que nos faz seguros para muito além do que podemos por nós mesmos. Na primeira leitura e no Evangelho de hoje vemos que a fé, a oração e a Palavra posta em prática, são os meios que nos põe em plena comunhão com a vontade de Deus e nos faz sentir-nos seguros como uma criança recém nascida nos braços de sua mãe.

4. Sem dúvida, tempo é vida, por isso, empreguemos bem o nosso tempo, dando a Deus o que temos, nossa vida, nossa família e tudo o que somos, porque somente assim evitaremos os transtornos e os desabores próprios dos que perdem tempo com práticas que não condizem com a fé católica que professamos.

5. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus para vivermos todo tempo sob a sua proteção, desse modo, Ele afastará nossos medos e inseguranças nos proporcionando a certeza do Seu amor e da sua constante presença conosco. Bem como Ele mesmo disse: "Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,4a-5b). 

6. Destarte, deixemo-nos conduzir por essa fé viva em Cristo ressuscitado que ultrapassa a nossa razão, certos de que a verdadeira segurança não se encontra nas estruturas humanas que construímos, mas no amor de Deus que nos sustenta a cada passo dado para o seu Reino de justiça e paz. Decerto, o justo vive por sua finalidade e não podemos como duvidar disso. Que o Senhor nos abençoe e nos guarde hoje e sempre. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Senhor Jesus, estamos aqui para seguir-te rumo à casa do Pai...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,1-11a)(19/05/26)

1. Caríssimos em se tratando da fé na Onipotência de Deus e do exercício de sua Justiça, ao olharmos para a obra da criação, não tem como duvidar de que Ele as exerce em toda sua plenitude, por isso, de uma coisa fiquemos certos, nada do que se faz presente em nossa condição permanecerá sem a justa resposta ou recompensa no dia do juízo. 

2. Aliás, para aqueles já partiram deste mundo, o juízo pessoal já está consumado, tal como meditamos na Carta aos Hebreus: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo." (Hb 9,27). De fato, num abrir e fechar de olhos toda a nossa vida será desvendada como num filme e tudo veremos tão claramente como o sol que nos ilumina.

3. No Evangelho de hoje três frases de Jesus nos chama a atenção: (1) "Pai, é chegada a hora. (2) Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a Ti... (3) Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus." 

4. Decerto , para nós que estamos neste mundo, também chegará a nossa hora, e como o Senhor Jesus, glorifiquemos o Pai celeste com a nossa obediência e fidelidade, pois, esse é o único meio pelo qual o glorificamos por uma vida de justiça e santidade.

5. Santo Agostinho comentando a última frase do Senhor, disse: "Jesus, ora por nós como nosso sacerdote, ore em nós como nossa cabeça. E a Ele nós oramos, porque reconhecemos nossa voz nele, como também a sua voz em nós".

6. Portanto, caríssimos, "A oração de Jesus não é para convencer o mundo, mas para amá-lo; não é para o destruir, mas para transformá-lo; não é para impor a sua lei, mas para propor o seu evangelho da vida. 

7. Desse modo, compreendemos que a única maneira que Jesus nos ensina a transformar o mundo, é conformando nossa vida com a sua vida, o nosso coração com o seu coração." (Dom Stefano). Bem como nos ensinou são João: "Aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." (1Jo 2,6). Ou seja, fazendo em tudo a vontade do Pai, como vimos no Evangelho de hoje. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,29-33)(18/05/26)

1. Caríssimos, Cristo é a verdade incontestável, pois, tudo o que afirma se realiza segundo a vontade do Pai, e a vontade do Pai é caridade, bondade, humildade, misericórdia, santidade, justiça e todas as outras virtudes não mensionadas aqui; é por isso, que a fé no Senhor se manteve inabalável por mais perseguida que foi ao longo da história; porque contra o poder de Deus, não existe adversário que resista.

2. No Evangelho de hoje depois de ouvir a profissão de fé dos discípulos, disse-lhes Jesus: "Credes agora? Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim." (Jo 16,32).

3. Sem dúvida, vivemos num mundo violento repleto de tragédias naturais e as advindas do ser humano, no entanto, a pior de todas as tragédias é o pecado da desobediência, é dele que nascem todos os outros pecados. 

4. Por isso, em meio a maldade que o pecado gera na face da terra; precisamos não apenas dizer que acreditamos no Senhor Jesus, mas sim, nos entregar Ele totalmente confiantes do que nos disse: "No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!" (Jo 16, 33).

5. Portanto, caríssimos, nesse episódio vimos o entusiasmo dos discípulos que disseram: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. (Jo 16,29-30). 

6. No entanto, o Senhor lhes mostrou que não basta o entusiasmo para vencer o mundo, mas coragem e determinação para segui-lo até as últimas consequências, pois o primeiro a padecer a perseguição dos inimigos da fé, foi o próprio Senhor que é Deus.

7. Destarte, também nós às vezes temos uma fé semelhante a dos Apóstolos, mas não podemos esquecer que vivemos em meio a uma guerra espiritual que cada dia exige de nós uma fé madura para seguirmos o Senhor Jesus carregando a nossa cruz de cada dia certos de que tendo Ele à nossa frente venceremos todas as batalhas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 17 de maio de 2026

O Senhor Jesus subiu ao céu, mas continua conosco...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,29-33)(18/05/26)


1. Caríssimos, Cristo é a verdade incontestável, pois, tudo o que afirma se realiza segundo a vontade do Pai, e a vontade do Pai é caridade, bondade, humildade, misericórdia, santidade, justiça e todas as outras virtudes não mensionadas aqui; é por isso, que a fé no Senhor se manteve inabalável por mais perseguida que foi ao longo da história; porque contra o poder de Deus, não existe adversário que resista.


2. No Evangelho de hoje depois de ouvir a profissão de fé dos discípulos, disse-lhes Jesus: "Credes agora? Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim." (Jo 16,32).


3. Sem dúvida, vivemos num mundo violento repleto de tragédias naturais e as advindas do ser humano, no entanto, a pior de todas as tragédias é o pecado da desobediência, é dele que nascem todos os outros pecados. 


4. Por isso, em meio a maldade que o pecado gera na face da terra; precisamos não apenas dizer que acreditamos no Senhor Jesus, mas sim, nos entregar Ele totalmente confiantes do que nos disse: "No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!" (Jo 16, 33).


5. Portanto, caríssimos, nesse episódio vimos o entusiasmo dos discípulos que disseram: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. (Jo 16,29-30). 


6. No entanto, o Senhor lhes mostrou que não basta o entusiasmo para vencer o mundo, mas coragem e determinação para segui-lo até as últimas consequências, pois o primeiro a padecer a perseguição dos inimigos da fé, foi o próprio Senhor que é Deus.


7. Destarte, também nós às vezes temos uma fé semelhante a dos Apóstolos, mas não podemos esquecer que vivemos em meio a uma guerra espiritual que cada dia exige de nós uma fé madura para seguirmos o Senhor Jesus carregando a nossa cruz de cada dia certos de que tendo Ele à nossa frente venceremos todas as batalhas.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 16 de maio de 2026

A fé e a oração, são os dons da convivência com Deus e entre nós...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,23b-28)(16/05/26)

1. Caríssimos, o modo como vivemos é um espelho de vida, nele refletimos quem somos, a quem servimos e para onde estamos indo; pois é este o caminho que percorremos no tempo rumo à eternidade. Na primeira leitura vimos um casal cristão, Priscila e Áquila, que era muito bem visto na comunidade; sua casa era uma igreja doméstica que acolhia com alegria os peregrinos a serviço do Senhor.

2. Ora, o exemplo desse casal cristão nos ensina que a nossa convivência com Cristo gera frutos de convivência fraterna, ou seja, a prática das virtudes que nascem da convivência com Cristo se reflete na convivência entre nós, pois, o Senhor se faz presente realmente quando o acolhemos em nossos irmãos e irmãs.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina como devemos rezar, pois, a oração é o meio que Ele nos deu para vivermos em estado de graça, uma vez que nesse estado tudo alcançamos da parte de Deus, nosso Pai celestial. Muitos começam caminhando por essa via de perfeição, mas logo desistem, porque pensam a oração somente como um meio de receber o que se quer ou o que se deseja.

4. Efitivamente tal atitude não se pode chamar de oração, pois, como nos ensinou o Senhor, rezar é amar, é fazer a vontade do Pai, é adentrar no tesouro da Sua infinita misericórdia, e assim nos maternos seguros das graças derramadas em nossas almas para sermos santos como Ele é Santo.

5. Portanto, caríssimos, quem ora assim experimenta uma profunda sensação de paz em sua oração, porque permanece na presença de Deus e em perfeita comunhão de amor com Ele mesmo passando pelas mais diversas provações deste mundo.

6. Destarte, a oração é um dom especial que nos é dado pelo Espírito Santo para nos manter unidos ao Senhor realizando em tudo a sua santa vontade; digamos que é um meio de amarmos a Deus e sermos amados por Ele, para amar-nos uns ao outros como a nós mesmos.

7. Em suma, como vimos no Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina que ao invocarmos seu Nome diante do Pai, somos recebidos e atendidos por Ele: "Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu Nome, ele vo-la dará; para que a vossa alegria seja completa." (Jo 16,23b.24b).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Não há alegria maior que a alegria da ressurreição...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,20-23a)(15/05/26)

1. Caríssimos, não é possível viver neste mundo sem sofrimentos, de fato, não queremos sofrer, mas eles são inevitáveis, embora tenhamos mais motivos para alegrar-nos por fazemos a vontade de Deus que nos livra das astúcias do maligno, como livrou são Paulo na primeira leitura: "Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”. (At 18,9b-10).

2. Ora, como vimos recebemos os benefícios e a proteção do Senhor Jesus tendo em vista a salvação dos seus filhos e filhas, bem como escreveu são Paulo: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!" (2Cor 1,3-4).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus exorta os discípulos quanto aos sofrimentos e a tristeza que padecerão por conta da sua paixão e morte, ao mesmo tempo já os conforta mostrando-lhes a alegria que os espera ao reve-lo ressuscitado: “Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria." (Jo 16,20-23a).

4. Portanto, caríssimos, fazendo uma comparação entre as dores dos discípulos pela morte do Senhor, e as nossas dores por conta das provações e desafios de fé desta vida, vemos que a felicidade eterna prometida pelo Senhor, nos fará esquecer para sempre os sofrimentos aqui suportados por amor a Ele.

5. Destarte, escutemos atentamente são Paulo a esse respeito: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rm 8,18.21).

6. E ainda na Carta aos Hebreus: "Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo." Ou seja, viver ressuscitados com Cristo, é ter a certeza da vida eterna, pois a última palavra é do Pai que o ressuscitou e nos deu a graça de ressuscitar com Ele.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Como superar este tempo difícil?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,5-11)(12/05/26)


1. Caríssimos, a atual crise que estamos vivendo por conta das guerras, nos revela o quanto somos vulneráveis, ou seja, sopro de vida que se esvai a qualquer momento. No entanto, quando nos dirigimos ao Senhor em oração confiando Nele inteiramente, obtemos todas as graças que nos mantém seguros da sua presença conosco nos livrando de todo mal.

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2. No Evangelho de hoje vimos que os discípulos ficaram desolados quando o Senhor Jesus anunciou sua partida deste mundo, e mesmo diante do anúncio da vinda do Espírito Santo, ainda assim não foi o suficiente para que eles recobrassem a motivação perdida.

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3. No entanto, o Senhor lhes revelou que a sua ida para o Pai era necessária para que a humanidade ficasse conhecendo, por meio do Espírito Santo, em que consiste o pecado, a justiça e o julgamento. 


4. Disse o Senhor: "O pecado, porque não acreditaram em mim; a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”. (Jo 16,9-11).

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5. Portanto, caríssimos, não obstante as más notícias que a mídia constantemente divulga, da violência e da maldade que se espalha como uma doença incurável em nosso sociedade; não podemos perder a fé e a esperança no Senhor Jesus, pois, Ele nos escuta e sempre nos responde. 

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6. De fato, precisamos fechar nossos sentidos físicos para as más notícias e abri-los para acolhermos a Palavra do Senhor e pô-la em prática, desse modo, alcançaremos a vitória sobre todos os males, psíquicos, físicos, morais e espirituais.

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7. Destarte, eis o que diz o Senhor: "Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo." (Jo 16,33). Ou seja, quem permanece unido a Cristo no seio da sua Santa Igreja, segue firme os seus passos rumo à terra prometida, o Reino dos céus, como vimos acontecer com Paulo e Silas na primeira leitura. 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 10 de maio de 2026

O Espírito Santo está sempre conosco...

Homilia do 6°Dom de Páscoa (Jo 14,15-21)(10/05/26)

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1. Caríssimos, o zelo e o cuidado de Deus por nós é tão imenso que não se contentou somente em enviar-nos seu único Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos salvar; mais ainda, por esse mesmo Filho, nos enviou o Espírito Santo Paráclito, para nos defender, inspirar, iluminar e nos conduzir pela via da perfeição que nos leva à vida eterna.

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2. Com efeito, é bem como o Senhor nos ensinou nos Atos dos Apostolos, que depois de sua ascensão ao céu, Ele enviaria o Espírito Santo para permanecer conosco (cf. At 1,7-9), pois, não seria justo vivermos neste mundo sem a garantia da sua presença nos acompanhado e nos ensinando como vivermos perfeitamente em conformidade com a sua vontade presente nos seus santos mandamentos.

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3. Comentando sobre a vinda do Espírito Santo, disse são João Maria Vianey: "Ao enviar-nos o Espírito Santo, Deus fez como um grande rei que encarregou um ministro de orientar um dos seus súditos, dizendo-lhe: "Vai acompanha este senhor por toda a parte e trazei-o de volta são e salvo". Que belo é ser acompanhado pelo Espírito Santo! Ele é um bom condutor.

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4. O Espírito Santo conduz-nos como uma mãe leva o filho de dois anos pela mão; ou como uma pessoa que vê, conduz um cego. Todas as manhãs devemos dizer: "Meu Deus, enviai-me o vosso Espírito Santo, que me fará conhecer quem eu sou e quem sois Vós". Uma alma que possui o Espírito Santo experimenta um delicado sabor na oração e nunca perde a santa presença de Deus."

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5. Escutemos, então, o que nos diz o Senhor: "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. É melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há de guiar-vos para a Verdade completa". (Jo 16, 7-13).

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6. Desse modo, viver conduzidos pelo Espírito Santo, é o que nos mantém firmes e perseverantes na fé, para enfrentarmos as tribulações e intempéries que nos circundam neste mundo devido os pecados nele praticados. Felizes de nós se seguirmos em tudo as suas divinas inspirações que nos tornam verdadeiras testemunhas de Jesus ressuscitado. 

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7. Portanto, caríssimos, o Espírito Santo é "este dom único que está em Cristo, e é oferecido a todos em plenitude. Ele está presente em toda a parte e é dado a cada um de nós, tanto quanto O queiramos receber." 


8. De modo que, "O Espírito Santo permanecerá conosco até o fim dos tempos. Ele é a nossa consolação na espera, é o penhor dos bens da esperança que há de vir, é a luz do nosso espírito e o esplendor da nossa alma." (Santo Hilário, bispo de Poitiers, doutor da Igreja).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 9 de maio de 2026

sem o amor de Deus tudo é caos, é morte, é ódio, é inferno

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,18-21)(09/05/26)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, por que alguém deixa de amar para odiar? Porque isso é possível somente entre as criaturas; nunca em relação ao Criador. Ora, Deus é amor e o amor é a essência da vida; sem ele tudo é caos, é morte, é ódio, é inferno. 


2. De fato, qualquer criatura que não vive conforme o amor com o qual e para o qual foi criada, peca, isto é, odeia, porque todo pecado nada mais é do que expressão do não amor que se carrega na alma.

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3. São João, na sua Primeira Carta, escreveu: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu." Por essas palavras compreedemos que o ódio resulta do não conhecimento de Deus, ou seja, da não comunhão com o Seu amor.

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4. Noutra parte são João escreveu: "Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. 


5. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos." (1Jo 3,13-16).

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6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus disse aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».

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7. Destarte, concluamos este pequeno sermão com estas palavras de são João: "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." (1Jo 4,7-8).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

É o Senhor Jesus quem escolhe e envia os seus discípulos...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,12-17)(08/05/26)

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1. Caríssimos, esse nosso mundo vive agitado como uma grande barca prestes a naufragar no mar revolto do pecado humano. Ninguém mais se entende, porque a divisão está posta nas almas que se deixaram dominar pelo espírito imundo da corrupção, da luxúria, da mentira, da violência e tantos outros males presente nesta sociedade hodierna. 

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2. E isso está acontecendo em larga escala porque os homens perderam o sentido do sagrado, e quando mantém algum, deturpam de imediato, tentando angariar vantagens explorando os ingênuos de plantão que se deixam manipular, pensando, quem sabe, tirar algum proveito desse tipo de credulidade.

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3. Sem dúvida é isso o que vimos na primeira leitura, em que foi preciso a intervenção dos Apóstolos reunidos em concílio, para afastar tais manipuladores. Eis o que eles escreveram: "Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós."

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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus diz aos seus discípulos: "Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça." (Jo 15,15-16).


5. Com isso, o Senhor nos ensina que a missão de anunciar a Boa Nova da salvação é uma escolha pessoal que ele mesmo faz, baseado na sua amizade; por isso, não é qualquer um que se apresenta com uma bíblia debaixo do braço se dizendo apóstolo, evangelista, "bispo", pastor, pastora, missionário, etc. Como se tivessem sido chamados pelo Senhor. 

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6. Portanto, caríssimos, escutemos atentamente o que diz o Senhor: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!" (Mt 7,22-23).

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7. Destarte, o chamado que Deus faz aos seus filhos e filhas no seio da Sua Santa Igreja mediante a ação do Espírito Santo, torna os seus ungidos autênticos discípulos preparados e enviados, como vimos da parte dos Apóstolos reunidos no Concílio de Jerusalém. 


Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Permanecei no meu amor...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,9-11)(07/05/26)

PERMANECEI NO MEU AMOR... Porque o meu amor é a única salvação da humanidade... 

1. Caríssimos, o amor cristão diferente do amor do mundo, se traduz no bem eterno e na salvação de todos, porque nele não existe outro interesse fora da vontade de Deus, isto é, a felicidade eterna para todos os seus filhos e filhas. Por isso, não podemos reduzi-lo a um mero afeto ou sentimento, porque desse modo perderia todo o sentido de ser.

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina o mandamento do amor dando Ele mesmo o exemplo de como devemos amar, isto é, como Deus nos ama; neste sentido de nossa parte, amar é obedecer, é seguir os seus mandamentos, porque somente assim podemos amar-nos uns aos outros, como Ele nos ama. 

3. De fato, o amor do Senhor Jesus por nós foi traduzido em obras, nos dando a salvação eterna mesmo sem a merecermos; servindo a nós por meio de suas graças e bênçãos derramadas em nossas almas, mesmo se não as reconhecemos ou o agradeçamos pelos serviços prestados e por todo o bem que Ele nos faz.

4. Com isso, o Senhor nos ensina que não deixemos de ser bons, porque outros não o são, nem deixemos de perdoar e amar o próximo, porque repetidamente nos ofende; na verdade, todas as nossas ações nascem da nossa comunhão com o Senhor, porque, como nos ensina São Paulo, é Nele que vivemos, nos movemos e somos. (cf. At 17,28).

5. Portanto, caríssimos, vivenciando esse amor divino que recebemos do Senhor Jesus para pratica-lo entre nós, escutemos com atenção estas palavras de são Pedro: "Em obediência à verdade, tendes purificado as vossas almas para praticardes um amor fraterno sincero. Amai-vos, pois, uns aos outros, ardentemente e do fundo do coração." (1Pd 1,22).

6. Destarte, façamos com Santa Gertrudes de Helfta esta belíssima e singela oração: "O que sou eu, meu Deus, amor do meu coração? Ai de mim, ai de mim, como sou diferente de Ti. Sou como uma gotinha ínfima da tua bondade, e Tu és o oceano, cheio de toda a doçura.

7. Ó amor, amor, abre sobre mim, pequena que sou, as entranhas da tua bondade; faz jorrar sobre mim todas as cataratas da tua benigníssima paternidade; faz jorrar sobre mim todas as fontes do grande abismo da tua infinita misericórdia." (Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina - Exercício IV, SC 127). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Porque sem mim nada podeis fazer...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,1-8)(06/05/26)

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1. Caríssimos, em se tratando da graça santificante do Senhor, ela é como a seiva da videira que nutre seus ramos para que deem frutos abundantes. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus faz uma analogia revelando o que acontece com os que estão ligados a Ele, e são nutridos por suas graças ao se deixar podar livremente pelo Pai. 

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2. Diz o Senhor: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o poda, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,1-5).

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3. De fato, analisando com afinco essa comparação compreendemos quão importante é a nossa permanência em Cristo para recebermos a seiva das suas graças e por elas darmos os frutos da salvação que Ele nos concedeu. 


4. Mas afinal, o que o nosso exímio Agricultor quer podar em nós e como Ele faz isso? Decerto, não tem outro meio senão pelas provações que sofremos neste mundo, como nos ensina são Tiago: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma." 


5. São Padre Pio de Pietrelcina também fala sobre esta poda: "Jesus quer que saibamos que as diversas provações espirituais que passamos são diretamente queridas por Ele, e não é para nos pôr à prova, nem para nos castigar, mas para nos purificar ainda mais e nos tornar, na medida do possível, conforme a Ele, que é o protótipo de todas as almas que escolheram a melhor parte do serviço divino."


6. Portanto, caríssimos, como os ramos da videira só dão frutos, porque permanecem nela e se alimentam de sua seiva; de igual modo também nós sem essa permanência em Cristo, não passamos de galhos secos que serão arrancados e lançados no fogo, como Ele disse. 

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7. Destarte, meditemos com amor e atenção estas palavras do saudoso, Papa Francisco: "Nos seja de ajuda Maria, Rainha dos Santos e modelo de comunhão perfeita com o seu Filho divino. Ela nos ensina a permanecer em Jesus, como os ramos na videira, e a nunca nos separarmos do seu amor.

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8. Com efeito, nada podemos sem Ele, porque a nossa vida é Cristo vivo, presente na Igreja e no mundo. (Papa Francisco, REGINA COELI, Praça São Pedro, Dominan 29 de abril de 2018).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 5 de maio de 2026

O sentido do sofrimento do inocente, é paz definitiva...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,27-31a)(05/05/26)


1. Caríssimos, se tem algo que evitamos ao máximo é o sofrimento, e isso ocorre porque Deus nos criou para sermos felizes e não para sofrer; mas, por que sofremos?Por causa do pecado; e o único poder que o apaga se encontra na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, fora dele nada o pode apagar. 


2. Desse modo, compreendemos que no sofrimento do inocente Filho de Deus existe o poder invencível que anula o poder de todos os inimigos visíveis e invisíveis, e nos dá a salvação eterna, como nos ensina a Carta aos Hebreus: "Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem (Hb 5,8-9). 


3. Com efeito, o sofrimento advindo do pecado é inevitável, mas, o superamos e vencemos pela graça de Cristo que age em nossas almas nos libertando dos nossos pecados e de todo mal. São Paulo assim se expressa a respeito do sentido do sofrimento: "É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. (At 14, 22). 


4. E na Carta aos Romanos ele escreveu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada." (Rm 8,18).


5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos fala da sua paz que é a única paz verdadeira: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração." (Jo 14,27). Ou seja, a paz do mundo depende da força das armas e dos que detém o poder temporal; enquanto que a Paz de Cristo é fruto do seu amor e do seu sacrifício de cruz pelo qual nos deu a paz definitiva.


6. Portanto, caríssimos, escutemos com atenção o que nos diz Senhor no sermão da montanha: "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!


7. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós." (Mt 5,9-12).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

Nós somos morada da Santíssima Trinidade...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,21-26)(04/05/26)


1. Caríssimos, existem duas dimensões nas quais estamos, a natural e a sobrenatural; a primeira depende da segunda diretamente porque é envolvida por ela, todavia, é a fé que nos faz adentrar na dimensão eterna pela graça que nos é dada por Deus para vivermos em comunhão com Ele e entre nós e assim sermos plenamente felizes, pois, a nossa felicidade não é deste mundo, mas do céu.


2. Esta liturgia de hoje nos revela que o Senhor Jesus, foi enviado pelo Deus Pai para nos dar o Espírito Santo, Paráclito (defensor), para nos livrar das insídias do maligno; e nos fazer viver em constante comunhão com a Santíssima Trindade. Ou seja, nós somos morada de Deus, Uno e Trino, neste mundo. 


3. Comentando esse Evangelho, disse o saudoso Papa Bento XVI: "É o próprio Jesus quem promete que vai orar ao Pai para enviar aos seus seguidores o Espírito, definido como “outro Paráclito”, isto é, advogado de defesa (cf. Jo 14,16). De fato, o primeiro Paráclito é o Filho encarnado, que veio defender o homem do acusador por excelência, que é Satanás. 


4. Quando Cristo, tendo cumprido a sua missão, volta ao Pai, envia o Espírito, como Defensor e Consolador, para que permaneça para sempre habitando em nós que Nele acreditamos. Assim, graças à mediação do Filho e do Espírito Santo, estabelece-se uma íntima relação de reciprocidade entre Deus Pai e os discípulos: "Eu estou no Pai e vós em mim e eu em vós", diz Jesus (Jo 14, 20). 


5. Tudo isso, porém, depende de uma condição que Cristo coloca claramente no início: "Se me amais" (Jo 14,15), e que ele repete no final: "Quem me ama será amado por meu Pai e eu também o amarei e manifestar-me-ei a ele”. (Jo 14,21). 


6. Sem o amor a Jesus, que se dá na observância de seus mandamentos, a pessoa se exclui do movimento trinitário e começa a se voltar para si mesma, perdendo a capacidade de receber e comunicar Deus." (Bento XVI - Ordenações sacerdotais, (27/4/08).


7. Portanto, caríssimos, se pensamos que estamos sozinhos neste mundo enganamo-nos a nós mesmos, pois, estamos sempre acompanhados por Deus que nos ama eternamente e quer ser amado por nós para vivermos em perfeita comunhão com Ele por seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, na graça do Espírito Santo.


8. Destarte, o Senhor Jesus nos pede apenas a observância da sua Palavra, porque sem ela nos tornamos presas fáceis do inimigo de nossas almas. Decerto, amar o Senhor Jesus é obedece-lo e isso nos faz morada da Santíssima Trindade sinal de que a nossa alma é eterna.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 3 de maio de 2026

Como será a nossa eternidade?

 Homilia do 5°Dom da Páscoa (Jo 14,1-12)(03/05/26)


1. Caríssimos, a salvação que recebemos de nosso Senhor Jesus Cristo, é plena e sem dúvida alguma a experimentamos em todos os sentidos de nossa vida; todavia, não podemos esquecer que estamos a caminho da eternidade, e por isso, precisamos trabalhar com afinco para crescermos na graça, no conhecimento e na sabedoria do Espírito Santo que nos qualifica para entrarmos no Reino dos Céus.


2. Na primeira leitura de hoje, a comunidade de Jerusalém começa a sentir as primeiras dificuldades com relação ao convívio entre judeus e pagãos convertidos, foi preciso a intervenção dos Apóstolos para se chegar à um consenso. Por esse exemplo, vemos que depois da conversão eles sentiram dificuldades para manterem a unidade na vivência da fé e na partilha dos bens.


3. No Evangelho de hoje, vimos que também os Apóstolos tinham suas dúvidas, porque para eles a linguagem de Jesus os surpreendia sempre e como não compreendiam, restava-lhes perguntar. Jesus, porém, pacientemente lhes respondia e suas respostas podia até não caber em suas mentes, mas preenchiam seus corações de tal modo que cada vez mais aderiam a Ele.


4. Ora, não tem como separar a fé da nossa prática de vida, pois, como está escrito: "O justo vive por sua fidelidade." (Hab 2,4). Assim, a nossa relação com o próximo depende da nossa relação com o Senhor Jesus, sem isso não tem como pôr em prática as virtudes que nos une, como nos ensina são Paulo: "Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem.


5. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção. Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia. Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo." (Ef 4,29-32).


6. Portanto, caríssimos, sigamos humildemente este outro conselho de são Paulo a respeito do nosso crescimento no seguimento do Senhor Jesus: "Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, permanecendo unidos.

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7. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, mas sim os dos outros." (Fil 2,1-4). 


8. Destarte, se desejamos o céu precisamos vive-lo a cada instante; a graça é de Deus, mas pô-la em prática, cabe a nós. Não pensemos que a eternidade é um acontecimento futuro, na verdade, nós a estamos vivendo a cada momento, porque para Deus tudo é eterno, e se não vivermos para Ele desde já, como será a nossa eternidade? 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 2 de maio de 2026

O grande privilégio de anunciar Cristo ressuscitado...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,7-14)(02/05/26)

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1. Caríssimos, a graça que temos da parte de Deus, nosso Pai celestial, por meio do Espírito Santo para anunciarmos nosso Senhor Jesus Cristo visivelmente presente nos Sacramentos e claramente audível em sua Palavra, não se compara a nenhum outro anúncio que os homens façam. 


2. No entanto, nem sempre seremos escutados, e no mais das vezes seremos perseguidos e quem sabe até mortos por causa do Nome de Cristo, como vimos acontecer na primeira leitura com Paulo e Barnabé que sofreram perseguição por causa do nome do Senhor. 

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3. Mas, por que isso acontece se anunciamos Jesus ressuscitado como salvador da humanidade? Ora, precisamos compreender que aqueles que estão comprometidos com o maligno não aceitam a Palavra da verdade que os leva à conversão e a salvação de suas almas.

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4. De fato, isso acontece porque o inimigo que os domina não lhes permite; todavia, é preciso a perseverança dos santos para resistir a tais ações maléficas, e assim anunciar o Senhor Jesus com intrepidez a todos que estão destinados à salvação. Como vemos neste relato: "Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé. Desse modo, a Palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. (At 16,48b-49).

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5. Todavia, qual é a nossa atitude frente a estes opositores? É a mesma de Paulo e Barnabé, que seguiram o conselho do Senhor: "Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra. Pois, o discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão. 

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6. Basta ao discípulo ser tratado como seu mestre, e ao servidor como seu patrão. Se chamaram de Beelzebul ao pai de família, quanto mais o farão às pessoas de sua casa!" (Mt 10,23a-25). E foi isso o que fizeram Paulo e Barnabé: "Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés, e foram para a cidade de Icônio." (At 16,51).

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7. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá a garantia de que por sermos seus discípulos faremos obras maiores ainda que as suas, escutemo-lo: "Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. 


8. Pois eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei." (Jo 14,12-14). E continua Ele: "As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras." (Jo 14,10b). Palavra da salvação. Glória a vós Senhor.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Todos nós que aqui estamos trabalhamos para que venha o Reino de Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 14,1-6)(01/05/26)

1. Caríssimos, com a promessa da vida eterna impressa em nossas almas quando do nosso batismo, pois, por ele ressuscitamos com Cristo (cf. Rm 6,4); pela graça do Espírito Santo nos tornamos portadores da grandíssima esperança de contemplar a Deus face a face na Sua Glória eterna. 

2. Ora, o que seria de nós sem essa santa esperança? Certamente viveríamos somente para a morte, onde tudo volta ao nada, ao pó que somos por nós mesmos. Digo isso porque vivemos num mundo onde o pecado está destruindo toda grandeza, toda beleza e tudo de bom que de Deus recebemos neste mundo para sermos felizes e vivermos em paz.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus exorta seus discípulos ensinando que a sua presença em nosso meio é a certeza do cumprimento de suas promessas: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. 

4. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." (Jo 14,1-3). Ou seja, quão confiantes devemos viver em comunhão com o Senhor para vermos realizar-se o que Ele nos prometeu. 

5. Portanto, caríssimos, não podemos perder o Senhor Jesus de vista, pelo contrário, aumentemos a nossa convivência com Ele pela oração, pela vivência dos Sacramentos, pela comunhão fraterna, pela prática dos santos mandamentos e das boas ações, pois sem esse convívio salutar a vida perde todo sentido de ser. 

6. Destarte, façamos destas palavras de são Paulo o nosso modo de ser um só em Cristo Jesus: "Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor." (Rm 12,9-11).

7. Por fim, a Santa Igreja hoje recorda a memória de São José operário patrono de todos os trabalhadores que ganham o pão de cada dia com o suor do seu resto, ele que foi um exímio carpinteiro que com seu trabalho diário sustentou a Sagrada Família de Nazaré. São José operário, rogai por nós.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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