VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A VERDADE NÃO É TEORIA




A VERDADE NÃO É TEORIA

A verdade não é teoria, porque ela é o fundamento da vida e tem sua origem em Deus e em Deus permanece. Todo ser inteligente ou não, busca sempre a verdade, porque nela encontra segurança, por isso, nada e ninguém permanece sem que a verdade o sustente. Desde o primeiro momento de nossa existência, fazemos parte da eternidade criadora de Deus, pois, em sua Sabedoria criou tudo e em tudo pôs o seu propósito divino, a fim de que participemos de sua glória eterna.

Aqui estamos, é verdade, em nossa naturalidade, mas não sem a proteção divina; a não ser que a dispensemos por nossas práticas pecaminosas, neste caso, afundamos na lama da maldade que cultivamos e a nossa integridade torna-se frágil, porque nos expondo ao mal, não somos capazes de nos defender por nós mesmos. O resultado são as tragédias que constatamos pela desobediência demostrada, pois sempre que pecamos nos desligamos de Deus, porque em Deus não há pecado. Porém, por sua misericórdia, Ele nos acompanha, para que mediante o arrependimento, a confissão e a absolvição dos pecados cometidos, voltemos ao perfeito estado de graça, isto é, à plena comunhão com o Senhor que no Seu amor nos quer sempre felizes sob o seu amparo. (cf. Lc.13,34).

A verdade do Senhor está sempre presente em tudo e em toda parte de sua obra, basta o bom senso para se perceber isto. Seja lá onde for, fazendo o que estivermos fazendo, não podemos nos ocultar dela ou a ocultarmos com nossas maquinações, porque mais cedo ou mais tarde ela virá à tona e revelará o que tentamos esconder nos bastidores de nossa existência (cf. Mt 10,26). Ao falar sobre isto, São Paulo assim se expressou: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar”. (Rom 1,18-20).

Não obstante a negativa dos homens em conhecer a verdade e permanecer nela, Deus enviou o Seu Filho, Jesus Cristo, para que por Ele tivéssemos o pleno conhecimento de Sua Presença Pessoal, transparente aos olhos do mundo, e profundamente visível aos olhos (entendimento) dos que creem. “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”. (Jo 3,16-21).

A respeito da Pessoa de Jesus Cristo, eis o que escreveu São João: ”No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem”.

Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”.

João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou”. (Jo 1,1-18).
Portanto, a verdade que estamos vivendo é com ela que entraremos na glória de Deus ou não. Pois, como dizia São Francisco de Assis: “Somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais”. E se referindo ao nosso devir, assim nos ensinou São Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.



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quarta-feira, 26 de maio de 2010

COMO ACONTECERÁ ISSO, SE NÃO CONHEÇO HOMEM?






















“COMO ACONTECERÁ ISSO, SE NÃO CONHEÇO HOMEM?” [Lc 1,34]

A Encarnação do Verbo é obra do poder, da caridade e da misericórdia de Deus.

Chamamos de milagre o acontecimento que ultrapassa a nossa compreensão racional e não podemos explicar a partir de nosso conhecimento acumulado; quando, porém, não compreendemos, mas podemos explicar, chamamos a essa explicação de teoria porque falta à ela a comprovação devida, isso para os fenômenos naturais. Quando tratamos da fé religiosa, todo acontecimento para além de nossa compreensão racional, chamamos revelação, isto é, graça inefável concedida por Deus àqueles que o amam e obedecem às suas leis; porque, como disse são Paulo (Cf. 1Cor 2,12-16), “as coisas espirituais só podem ser compreendidas em termos espirituais”. Ora, para nós que vivemos a fé católica, a Encarnação do Verbo, mais que revelação, é uma “Teofania”, isto é, uma ação direta de Deus na natureza, especificamente na natureza humana na pessoa de Maria, a Mãe de Jesus.

Vejamos o relato:

“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”. (Lc 1,26-35).

Logo, a partir dessa revelação da Sagrada Escritura, compreendemos que o Senhor Deus Misericordioso e Todo Poderoso, nos visitou diretamente na pessoa de Seu Filho Jesus que assumiu a nossa natureza humana pela “Teofania” do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, nos dando a compreensão, pelo mesmo Espírito, do Seu Plano Salvífico para a nossa Redenção. Assim, entendemos que por Sua Vontade, Deus criou todas as coisas por meio do Seu Filho Jesus e do Espírito Santo; e agora, leva à plenitude essa sua obra criada, porém, com o participação direta da humana criatura. Desse modo, “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. (Jo 1,14).

Caríssimos irmãos e irmãs, Maria é a Mãe de Jesus, o Filho de Deus humanado, e foi por meio dela que Ele entrou no mundo e o redimiu nos dando o Seu Espírito para nos conduzir à glória da ressurreição; portanto, ela, a Virgem Santíssima, é a primeira redimida e a primeira que recebeu a vida eterna ainda neste mundo. Felizes de nós que cremos e recebemos tão grande graça e participamos dela diretamente, pois, por meio da Encarnação do Filho de Deus, recebemos a divinização de nossa natureza, visto que, nossa carne está glorificada com Cristo e Maria lá nos céus, morada definitiva de todos nós que fomos redimidos por Ele em seu amor.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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