VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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sábado, 15 de fevereiro de 2020

SOLIDARIEDADE E PARTILHA FRATERNA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 8,1-10)(15/02/20)
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Caríssimos, vivemos num mundo contaminado pelos os interesses políticos, econômicos e de poder; e os que se dão à esses interesses tendem sempre a manipular a opinião pública à seu favor a fim de manterem o status que conquistaram com suas manipulações e enganos, por isso, são mentirosos compulsivos, prometem tudo, porém, pouco ou nada cumprem.
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Outros são cheios de boas intenções em seus ideais, mas tropeçam ao serem condizentes com os inimigos da fé e dos bons costumes, e por isso, trilham com eles a via da ruína e da perdição que cultivam por suas atitudes que visam destruir a comunhão com Deus e entre nós; tal como vimos acontecer com Jeroboão na primeira leitura de hoje.
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O Evangelho deste dia narra a multiplicação dos pães, e nele vimos como Deus age em comunhão conosco incentivando a solidariedade e a partilha em vista de suprir as necessidades básicas daqueles que o buscam, e faz isso por meio de sua divina providência. Em outras palavras, o Senhor nos dá tudo o que precisamos quando o buscamos de todo coração.
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Meditando esse Evangelho vimos que era imensa a multidão que seguia Jesus, mesmo em condições adversas. Mas, por que o buscavam? Somente por causa dos sinais que realizava ou por conta dos seus ensinamentos? Lendo o Evangelho de Mateus, temos a resposta: "Quando Jesus terminou o discurso, a multidão ficou impressionada com a sua doutrina. Com efeito, ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas." (Mt 7,29).
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Caríssimos, aqueles que vivem de manipulações e interesses mesquinhos jamais agradam a Deus; pelo contrário, vivem acossados e instigados pelo maligno, por isso, causam divisões. Todavia, quem busca o Senhor e o serve de coração pela solidariedade e partilha fraterna, encontra Nele o apoio e as graças que suprem suas necessidades e os conduz a vida à vida eterna.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O SENHOR VAI À NOSSA FRENTE...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,31-37)(14/02/20)
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Caríssimos, quando o coração humano está ocupado pelas tentações e os pecados permitidos e praticados, torna-se resistente à Palavra de Deus, por isso, a combate, porque não existe espaço para a graça na alma manchada pela lama fétida do pecado; todavia, quando esta se abre pelo remorso e o arrependimento, encontra o Senhor que a liberta por Sua Divina Misericórdia.
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Na primeira leitura da memória dos santos irmãos, Cirilo e Metódio que celebramos hoje; pregando na Sinagoga de Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé vivem a experiência da rejeição da Palavra, mas também da acolhida da mesma. Por um lado, os judeus se fecham à graça do anúncio do Reino de Deus, por não aceitarem Jesus como o Messias; por outro, os pagãos se abrem a ação do Espírito Santo e experimentam a imensa alegria da conversão.
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Com efeito, o anúncio do Reino de Deus passa por constantes tensões devido às perseguições por parte daqueles que o rejeitam, por conta dos pecados praticados por instigação do maligno. Todavia, como a verdade permanece sempre, nada poderá deter o seu crescimento, uma vez que é o próprio Senhor Jesus que vai a frente daqueles que o anunciam intrepidamente como única fonte de salvação e vida eterna.
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Certa feita escreveu São João a esse respeito: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro."
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Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor a graça de permanecermos fiéis até o fim na luta contra o pecado; anunciando o Reino de Deus e a sua justiça, certos de que Ele vai a nossa frente nos ajudando no cumprimento dessa missão que é obra de suas mãos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

PEÇAMOS AO SENHOR UM CORAÇÃO PURO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,14-23)(12/02/20
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Caríssimos, a liturgia deste dia trata da vida interior, isto é, do estado de graça que significa a santificação de nossas almas pela permanente comunhão com Jesus, nosso Senhor. Para isto ponhamos em prática o que nos ensina o hagiógrafo do Livro de Provérbios: "Guarda teu coração acima de todas as outras coisas, porque dele brotam todas as fontes da vida."
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Com efeito, como vimos no santo Evangelho: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.
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Ora, "Quem se entrega a maus pensamentos não pode manter-se puro de pecados no seu homem exterior; e, se não arrancar os maus pensamentos do seu coração, é impossível que eles não o levem a praticar más obras. Devemos pois, cada um de nós, purificar-nos por dentro e por fora no Senhor e guardar os sentidos, mantendo-nos puros de qualquer atividade inspirada pelas paixões e pelo pecado."
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Portanto, caríssimos, "Travemos, pois, o combate da inteligência contra os demônios que falam por meio de maus pensamentos que chegam a nossa mente, a fim de não permitir que as suas vontades más passem para as nossas obras como pecados reais. Se arrancarmos o pecado do coração, encontraremos o reino de Deus em nós. Por esta ascese, mantenhamos, em nome de Deus, a pureza e uma contínua compunção de coração." (Filoteu do Sinai).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

"E TODOS QUE O TOCAVAM FICAVAM CURADOS"


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,53-56)(10/01/20)
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Caríssimos, meditando o Evangelho de hoje vimos que Jesus e os discípulos ao chegarem a Genesaré foram cercados por uma grande multidão que transportavam muitos enfermos pedindo para tocarem no Senhor; "E todos os que O tocavam ficavam curados." Ora, ter a graça da presença de Jesus com eles era sumamente importante, porque desse modo se sentiam acolhidos, amados, protegidos e libertados pelo o próprio Filho de Deus.
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São Leão Magno, discorrendo sobre a presença de Jesus no meio de nós escreveu: "A pequenez humana foi assumida pela majestade de Deus, a nossa fraqueza pela sua força, a nossa submissão à morte pela sua imortalidade. Para pagar a dívida de nossa condição humana, a natureza inalterável de Deus uniu-Se à nossa natureza exposta ao sofrimento. Assim, para melhor nos curar, «o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo» (1Tm 2,5), tinha, por um lado, de poder morrer, e por outro de não poder morrer.
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Foi portanto na plena e completa natureza de um verdadeiro homem que o verdadeiro Deus nasceu. Ele tomou a natureza do escravo sem a mácula do pecado; Ele levantou a humanidade sem abaixar a divindade. Despojando-Se a Si mesmo (Fil 2,7), Aquele que era invisível tornou-Se visível; o Criador e Senhor de todas as coisas quis ser um mortal entre os outros mortais.
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Mas tudo isso foi um favor da sua misericórdia, e não uma derrota do seu poder. Tudo isso é de uma ordem nova: Aquele que excede qualquer limite quis ser limitado como nós, Aquele que já existia antes da criação do tempo começou a existir no tempo, o Senhor do universo tomou a forma de servo (Fil 2,7), mergulhando na sombra a grandeza infinita da sua majestade.
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O Deus incapaz de sofrimento não desdenhou ser um homem capaz de sofrer, e Aquele que é imortal, submeter-Se às leis da morte. Com efeito, o mesmo Cristo que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Ele é verdadeiro Deus porque «no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus»; e é homem porque «o Verbo Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,1.14).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

VÓS SOIS O SAL DA TERRA, VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO...


Homilia do 5°Dom do tempo comum (Mt 5,13-16)(09/01/20)
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Caríssimos, a liturgia deste domingo trata do discipulado de Cristo; Com efeito, Jesus já o havia dito: "Eu sou a luz do mundo quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida." Ora, isso quer dizer que todo aquele que o segue é iluminado por Ele e torna-se luz do mundo; é temperado pelo sal da graça santificante, pondo sabor em tudo o que faz, pois, essas virtudes revelam a Sua Vontade posta em prática.
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"O sal sensivelmente dá sabor ao pão e a todos os alimentos, impede certas carnes de apodrecerem, conservando-as durante muito tempo. Considera que o mesmo acontece com a guarda da inteligência, pois ela cumula de sabor divino tanto o homem interior como o homem exterior, expulsa o odor fétido dos maus pensamentos e permite-nos perseverar no bem."

"De uma sugestão nascem numerosos pensamentos e destes más ações sensíveis; mas quem, com Jesus, apaga imediatamente a primeira, evita as suas consequências e poderá enriquecer-se com o suave conhecimento divino pelo qual encontrará Deus, que está presente em toda a parte." (Hesíquio do Sinai).
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Caríssimos, "Quando as nuvens de poeira se dissipam, o ar fica limpo; da mesma maneira, quando os fantasmas das paixões se dissipam diante de Jesus Cristo, o Sol da Justiça, nascem no coração pensamentos luminosos, semelhantes às estrelas. Pois Jesus ilumina o espaço sagrado do nosso coração" com a luz divina de Sua presença. Desse modo, a alma repousa em Deus na mais pura e sublime contemplação, envolvida por Sua Divina Misericórdia.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

A OBEDIÊNCIA E O TEMOR DO SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,7-13)(06/01/20)
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Caríssimos, a perfeita comunhão com Deus, nosso Pai, nasce das virtudes da obediência e da fidelidade que consiste no cumprimento dos seus santos mandamentos por meio do seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinou: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição."
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Com efeito, a Lei dada por Deus à Moisés, no Antigo Testamento, revela a Sua Vontade presente nela, gerando a liberdade dos seus eleitos à medida que lhe obedeciam. Com o advento de Jesus, as Palavras da Lei foram elevadas à plenitude do amor, pois, foi para isto que o Senhor veio a este mundo, salvar a todos que o seguem à medida que entregam a própria vida em obediência à vontade do Pai.
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Na primeira leitura desta liturgia, o rei Davi prestes à deixar este mundo, instruiu o seu filho Salomão, mostrando-lhe que a maior riqueza de um governante é a piedade e o temor de Deus. Ora, Salomão aprendeu tão bem as suas instruções que ao escrever o livro de Sabedoria, iniciou dizendo: "Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança."
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Caríssimos, o Evangelho de hoje começa com Jesus instruindo os discípulos e os enviando dois a dois em missão. A primeira instrução é o despojamento material; depois a não preocupação com a própria sobrevivência, pois, a quem serve a Deus nos irmãos nada lhe falta. Ensinou ainda a evitar qualquer polêmica, uma vez que o sentido da palavra da verdade é a salvação de todos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O SENHOR JESUS CONTINUA REALIZANDO A OBRA DA NOSSA SALVAÇÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 5,21-43)(04/02/20)
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Caríssimos, desde que o pecado entrou na prática de vida do ser humano com a sua permissão, que os dramas e as tragédias passaram a fazer parte de sua dolorosa história. É exatamente o que vimos na primeira leitura dessa liturgia, onde o rei Davi chora a morte violenta do seu filho Absalão que se rebelou contra ele tal como havia sido profetizado por causa do grave pecado que havia cometido.
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Com efeito, basta termos acesso aos meios de comunicação que estão ao nosso alcance, para constatarmos quantas tragédias ocorrem a cada instante nesse nosso mundo onde o pecado passou a reinar nas almas envenenadas pelo malígno, inimigo de Deus e da humanidade.
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No Evangelho de hoje ocorrem dois fenômenos extraordinários realizados por Jesus que revelam o quanto a humanidade ferida pelo pecado e suas consequências precisa acolher o Senhor tal como o acolheu a mulher curada de uma hemorragia e Jairo que teve a filha ressuscitada dos mortos. Em ambos os casos se sobressaiu a fé em Jesus, uma vez que todas as condições eram adversas.
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Caríssimos, o caminho da perfeição humana traçado por Deus se encontra nas palavras e nos exemplos do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; como também daqueles que o servem no seio da Sua Santa Igreja. Sem dúvida são incontáveis as orações que sobem aos céus; como também são incontáveis as graças derramadas sobre a humanidade, comprovando que o Senhor continua, por Sua Divina Misericórdia, presente no meio de nós, realizando a obra da nossa salvação.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR...


Dom. da Apresentação do Senhor (Lc 2,22-40)(02/02/20)
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Caríssimos, a Igreja hoje celebra a última festa do ciclo Natalício; trata-se da Apresentação do Senhor no Templo (1ªLit), ou seja, a perfeita doação de Jesus ao Pai por meio de sua Mãe, Maria Santíssima, que o oferece em cumprimento à Lei de Moisés, mas também como um pré-anúncio do seu Sacrifício de cruz (2ªLit). Nessa apresentação o Espírito Santo conduz os anciãos, Simeão e Ana que anunciam sua chegada em cumprimento às profecias.
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Com efeito, tudo em Deus é perfeito e por isso mesmo todas as suas obras são isentas da influência do mal; a Sua Vontade é livre e soberana, desse modo, vem a nós por sua infinita mesericórdia numa carne semelhante a nossa, exceto no pecado, em vista da nossa salvação eterna. Bem como meditamos no Evangelho de são João: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
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Caríssimos, ao celebrarmos esta festa acendemos velas lembrando que Jesus é a verdadeira luz que ilumina as trevas deste mundo como anunciou Simeão: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
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Caríssimos, estamos vivendo os tempos proféticos ou escatológicos, que trata dos últimos acontecimentos de nossa história, ou seja, do cumprimento das profecias anunciadas por Jesus em preparação à Sua Parusia. Portanto, preparemo-nos, por meio da oração, penitência, vivência dos Sacramentos e a prática das obras de misericórdia; pois, como o Senhor anunciou: "Estai, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O REINO DE DEUS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,26-34)(31/01/20).
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Caríssimos, os exemplos bíblicos nos são dados para não caírmos na dinâmica do pecado que consiste em desligar-nos de Deus, levando-nos à escravidão espiritual e à perdição caso não haja arrependimento e conversão. A liturgia de hoje nos lembra o grande pecado do rei Davi, que deixando o estado de graça se envolveu numa trama perversa, levando muitos à morte e causando uma grande ruína à sua própria família.
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Ora, em que consiste a dinâmica do pecado? Primeiro, por falta de vigilância na oração, somos mais facilmente tentados, especialmente nos sentidos; na primeira leitura, Davi se encantou com a beleza de uma mulher alheia, a cobiçou e a possuiu, e quando percebeu o mal que havia feito, tentou manipular a situação cometendo outros pecados graves, afastando-se da presença do Senhor.
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Ora, qual a lição que tiramos desse episódio? Escutemos Jesus para obtermos a resposta: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mas, o que é, então, essa carne? São as tentações que chegam por meio dos maus pensamentos. Para combate-las, usemos as armas espirituais que Jesus nos ensinou, vigilância e oração.
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No Evangelho de hoje Jesus nos fala que o Reino de Deus cresce misteriosamente mesmo quando não percebemos como isso acontece. Certa feita, o Senhor disse: "O Reino de Deus está no meio de vós." (Lc 17,21). Ora, isto significa que todos os batisados são filhos e filhas de Deus, redimidos por Cristo, à caminho do céu. Porém, muitos não se dão conta dessa verdade; por isso, se distanciam da prática da fé, deixando de receber as graças que tanto precisam.
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Caríssimos, para que nos dediquemos ao Reino de Deus por uma vida virtuosa, escutemos o Senhor: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

OS CÉUS E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,1-20)(30/01/20)
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Caríssimos, lançando um olhar sobre essa nossa humanidade, vemos que tudo o que está acontecendo atualmente nada mais é do que o cumprimento das Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. MT 24). De fato, a humanidade caminha à passos largos para um fim trágico, e isso por negar e perseguir Jesus e os que lhe são fiéis; por isso, mergulha no mar sem fundo da perdição eterna enganada pelo inimigo de nossas almas.
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Com efeito, após proferir tudo o que haveria de acontecer no seio da humanidade antes de sua segunda vinda, Jesus acrescentou: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai. Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor."(Mt 24,35-36.42).
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No Evangelho de hoje, Jesus nos alerta para mantermos a vigilância, usando uma frase enigmática: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem."
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Caríssimos, o que Jesus quer nos dizer com essa sentença acima? Ora, a vida é um dom de Deus; quem dá a Deus o que é de Deus, terá esse dom eternamente; porém, quem tira o dom de Deus para dar ao pecado, perde esse dom para sempre.
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Portanto, escutemos atentamente o Senhor: "Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 26 de janeiro de 2020

QUANDO ESTOU EM TUA PRESENÇA SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA
(26/01/20)

QUANDO ESTOU EM TUA PRESENÇA SENHOR...

Quando estou em tua presença, Senhor, tudo em minha vida fala de Ti. Mas quando estás presente, e mesmo assim eu não te percebo...
Tudo não é mais que saudade...
E uma imensa vontade de ti encontrar e em ti permanecer...
E não querer te deixar por nada, por mais nada mesmo.
Porque tudo o que existe não é nada sem a tua presença.
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O céu e a terra que vejo são lindos. Porém, mesmo toda essa beleza natural...
Em nada se compara à tua Beleza Divina, porque ela é infinita como infinitos são aqueles à quem destes a honra de te conhecer pela fé.
E de te contemplar e te amar por essa mesma fé.
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Senhor, enche-me da santa esperança.
De ver-te um dia face a face no céu.
Na alegria dos teus redimidos.
Na felicidade dos teus eleitos.
Dá-me a capacidade de te amar sem medida.
E te peço ainda, ó Senhor,
permanece definitivamente em minha vida!
Assim nenhuma criatura me afastará de ti.
Assim viverei sempre em ti, por ti e para ti.
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Porque aqui, por mais que eu queira algo, tudo é muito vago, nada e ninguém me satisfaz.
Isto acontece, porque trago em mim uma paz inquieta.
que não suporta o barulho ensurdecedor deste mundo.
Deste mundo, ó Senhor, que não te conhece e ao que parece não procura te conhecer.
Porque faz do imediatismo a razão de ser de sua busca intrínseca...
Por isso vive na penumbra da vida,
no mais terrível vazio que o indiferentismo traz.
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Porque aqui no mundo é assim,
muitos só buscam riquezas, status social, fama e poder.
E como que, se esquecem que são simples mortais.
De fato, naturalmente somos apenas um sopro, nada além, nada mais que um sopro.
E se nos falta esse sopro, somos apenas esboços mortos, cadáveres ambulantes prestes a se decompor rumo ao pó.
Todavia, deste-nos alma imortal, capaz do céu.
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Como seria bom Senhor que todos reconhecessem isso.
Assim jamais abandonariam os teus mandamentos.
Pelo contrário, seguiriam a ti e todos os teus desígnios.
sem jamais te negarem em seus pensamentos, palavras e ações.
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Então, felizes são os que se reconhecem como teus filhos e filhas.
E andam por tuas trilhas e dão testemunho de tuas maravilhas neste mundo.
Estes reconhecem também que lhes dás capacidade para fazer somente o bem, o que te agrada e o que é perfeito.
Assim consagram a ti seus corpos num sacrifício vivo e santo, perfeita oblação de suave odor...
Por isso, não se conformam à este mundo, mas renovam seu espírito no mais profundo do teu amor.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria,OFMConv.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÓ PALAVRAS...


AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SOMENTE PALAVRAS...

Sempre que ouvimos o Senhor, percebemos que Nele tudo é novo e perfeitamente diferente de tudo o que há; suas palavras, seus gestos, seu modo de ser revelam quem é Deus; como Ele age em meio a nossa naturalidade; e de quanto está próximo de cada um e de todos nós cada vez que o invocamos.

Ora, a linguagem divina, sem dúvida alguma, difere claramente de nossa linguagem humana; todavia, como somos “sua imagem e semelhança”, o Senhor procura falar nossa linguagem injetando nela sua Sabedoria Eterna, para nos comunicar a Sua Santidade, tão necessária para entramos no seu Reino de amor. É como está escrito: “Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.” (Jo 3,31-34).

Logo, é exatamente essa linguagem que Jesus usa nas parábolas que conta, cada vez que o ouvimos nos santos Evangelhos proclamados. E por que Jesus fala em parábolas? Por ser um dos meios mais eficazes de comunicação, pois atinge a todos por suas analogias e conclusões. Dizer algo em parábolas é manter “in aeternum” aquilo que se quer ensinar, isto porque as palavras de Jesus não são somente palavras, elas são poder, virtudes, curas, milagres, sabedoria, discernimento; entendimento das coisas eternas a partir das coisas temporais; elas, na verdade, são o devir, ou o já e ainda não da escatologia.

O bom de tudo isso é saber que, quando Jesus fala, Ele já comunica a graça que anuncia, ou seja, Sua Palavra já vem acompanhada da ação que incide sobre a quem foi dito ou ao que foi dito, como vemos nestes exemplos: “Vós já estás puros pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3); “Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha. Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído.” (Mc 7,29-30);

Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,21-23). “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.” (Mc 4,39).

Por fim, não podemos esquecer que o Senhor pôs o paraíso dentro de cada um de nós, quando nos deu o livre arbítrio, que é o poder de decisão para permanecermos Nele ou não. E isto depende da escolha que fazemos: viver como filhos de Deus amando-o acima de todas as coisas por nossa obediência à Sua Sabedoria, expressa nas suas leis e mandamentos, e nos ensinamentos de Jesus, seu Filho amado; ou escolher permanecer no pecado, que consiste em não amar a Deus, pela desobediência aos seus mandamentos e às Palavras de Jesus.

Portanto, quem vive na obediência aos santos mandamentos, seguindo a Cristo Jesus, está sob a proteção divina, porque a sua alma se torna o lugar de Deus por excelência. E onde Deus habita, não existe lugar para o mal. Porém, quem se entrega ao pecado não pode ver a Deus, porque o pecado é o esconderijo do diabo (cf. 1Jo 3,4-6).

Então, quem poderá ver a Deus? Os que têm o coração puro, como diz o Senhor: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!” (Mt 5,8). E quem nos dá essa pureza de coração? O senhor mesmo, pois, quando nos deu o santo batismo, nos deu, para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48; Jo 15,3; 1Jo 3,3); só precisamos deixar que o Espírito Santo nos conduza nesta trajetória para o Reino de Deus e sua justiça. (cf. Rm 8,14-17).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PRECISAMOS APRENDER A SER CONDUZIDOS PELO ESPÍRITO SANTO...


PRECISAMOS APRENDER A SER CONDUZIDOS PELO ESPÍRITO SANTO...

Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne”. (Gl 5,16).

A vida natural nos leva ao encontro da morte todos os dias, mesmo que não queiramos; por outro lado, a fé vivida a cada instante nos leva em Cristo Jesus à vida eterna. Esse sempre foi e sempre será o desejo de todo ser vivente, que tem a liberdade de pensar e agir para que a vida seja sempre vida, e por isso, mantém sua fé viva no filho de Deus, que morreu e ressuscitou nos abrando as portas do Reino dos Céus. Ora, mesmo que não tenha fé, ninguém que vive neste mundo deseja a morte ou pensa nela a todo instante; ao contrário, todos, que creem em Deus ou não, desejamos uma vida de saúde, felicidade e paz; a não ser que tudo o que faz da vida o leva morbidamente ao fim.

Em sua carta aos Romanos (cf. Rm 8,1-17), são Paulo, escreve sobre a necessidade que temos de nos deixar conduzir pelo Espírito Santo de Deus, para atingirmos a perfeição desejada pelo Senhor, e que faz parte de seu plano para a nossa salvação. Mas, como podemos ser conduzidos pelo Espírito Santo de Deus, para obtermos tal salvação, nós que vivemos em meio a tantos pecados e tragédias advindas deles, que às vezes nos sentimos até incapazes de crer? Ora, ao longo da história da salvação, encontramos os patriarcas, os profetas, os reis e todos os santos fiéis que, por seguirem Cristo e se moldar à sua perfeita obediência se deixando conduzir pelo Espírito Santo, fizerem em tudo a sua vontade e desse modo nos revelaram como Deus age para realizar o seu plano salvífico em nossa vida, que significa nos levar ao convívio com Ele em sua glória por toda a eternidade. Vejamos por seus exemplos com Deus agiu, mostrando-lhes como deveriam se portar em sua presença desde já para obterem esse seu divino favor.

Em Abraão, Deus nos ensinou que a fé salvífica, nasce do encontro com Ele e da permanência Nele, por uma especial visita Dele à cada um de nós, como aconteceu com Abraão, nosso pai na fé. “A palavra do Senhor foi dirigida a Abrão, numa visão (um toque interior do Senhor), nestes termos: “Nada temas, Abrão! Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande”. Abrão confiou no Senhor, e o Senhor lho imputou para justiça”. (Gn 15,1.6). Ora, o Senhor é perfeitíssimo em todas as suas obras, ninguém escapa ao seu chamado, à sua visita, até mesmo aqueles que o negam (cf. Is, 40,26). Isto porque Deus “deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2,4). À Abraão e à sua posteridade na fé, Deus revelou que a sua salvação se estenderia sobre todas as nações e assim aconteceu (cf. Gn 17,1-6).

Em Moisés, Deus nos deu a lei perfeita da liberdade, o conhecimento da verdade escrita em tabuas de pedra e nos corações, e assim fez uma aliança de amor com todos fiéis de todos os tempos, e a selou com estes santos mandamentos, de tal modo que seguir os santos mandamentos é seguir o Senhor mesmo. Já em todos os profetas, Deus revelou a ação direta do Espírito Santo, como rezamos no credo: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, Ele que falou pelos profetas”. Por isso, as profecias se cumpriram e se cumprirão até o final dos tempos.
Em Maria, Mãe de Jesus, Deus fez-se cumprir todas as promessas e profecias que havia feito aos seus antepassados no Antigo Testamento; e o Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, foi esse regente eterno que realizou o Magnificat do Senhor em sua pobre serva, por isso, “todas as gerações a proclamarão bem-aventurada”, porque o Senhor lhe fez grandes coisas, como o anjo mesmo lhe disse: ”O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”. (Lc 1,35). Pois, como o fez Abraão, ela também acreditou e Deus se fez Carne em seu ventre santo e habitou entre nós. (cf. Lc 1,26-38).

Por fim, Jesus atribuiu ao Espírito Santo todas as suas Palavras e ações e o chamou de dedo de Deus (cf. Lc 11,20; Mt 12,28;Ex 31,18). E ainda nos confidenciou: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei”. (Jo 14,12-14). Também disse, quando formos perseguidos por sua causa: ”Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários”. (Lc 21,15). Por sua vez, São Paulo, falando sobre nossas orações, escreveu: “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus”. (Rm 8,26-27).

Em suma, recebemos o Espírito Santo no Sacramento do Batismo (cf. Jo,3,3.7) para sermos conduzidos por Ele sempre (cf. Gl 5,16-17), por isso, precisamos aprender a ouvir o Espírito Santo em nós, como o ouviam os patriarcas, os profetas, Jesus e os apóstolos e todos os que seguem o Senhor no caminho da vida eterna (cf. At 5,32; Jo 15,26-27). Pois, de fato, se nos deixarmos conduzir pelo Espírito Santo de Deus, seremos herdeiros do Reino dos Céus, porque é para o Reino que Ele está nos conduzindo (cf. Rm 8,9-17). Pois o Espírito é a Verdade e nos ensina toda a verdade a respeito de Cristo que nos dá a vida eterna (cf. Jo 16,13-15; 3,16-21).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO


SÉRIE MEDITAÇÕES

A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO

A teologia do tempo do advento revela os dois eixos centrais da história da salvação. Primeiro, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, pois o Messias nasce no meio de nós como havia sido prometido (Gen 3,15;49,8-11;Deut 18,15.19;Is 7,14;11,1-5), e o advento aponta para esse cumprimento. Ou seja, Deus mesmo se faz um de nós, nasce em nosso meio do seio da Virgem Maria, conforme profetizado pelo profeta Isaías (cf. Is 7,14), para nos salvar pessoalmente como determinou em seu desígnio redentor (cf. Ez 36). Segundo, com a sua vinda, anuncia a vinda escatológica do Reino de Deus, reino de justiça e de verdade, reino de paz e da felicidade dos justos. Por fim, anuncia ainda a sua segunda parusia, no fim dos tempos.

Por isso, esse tempo é de suma importância não somente pelas revelações que traz em si, mas principalmente pelo anúncio do devir, ou seja, do desfecho definitivo da história da salvação; pois Deus entra na história humana fazendo acontecer nela a história de nossa salvação, deste modo, o tempo e tudo nele passa a ser contado antes de Cristo e depois de Cristo. Assim, Jesus Cristo é não somente o Senhor da Criação, mas o marco central dela e da história humana, pois Deus se fez homem para que o homem participasse de sua natureza divina na nova criação, porque, como disse Jesus: “Eis que eu faço nova todas as coisas”.

Podemos ver ainda nesse tempo do advento a expressão missionária de que ele se reveste, pois Deus se torna missionário em nosso meio e em nossa história, mostrando com isso, que também a Igreja assume essa função evangelizadora, de anunciar sua presença santa no meio da humanidade. Pois nosso caminho para o reino dos céus é um caminho missionário, desse modo, temos a missão de revelarmos Jesus, o salvador da humanidade, invisível aos olhos do mundo, mas presente em sua Igreja por meio dos sacramentos que nos comunicam todas as graças para a santificação de nossas almas, assim é ele mesmo que nos conduz à plenitude de sua glória.

Por fim, a teologia desse tempo do advento alimenta em nós a esperança da libertação total, como o Senhor revelou em uma de suas promessas, ao dizer: “Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”. (Lc 21,27-28). São Paulo, ao crer firmemente nessa promessa de Jesus, afirmou:Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos”. (Rom 8,18-25).

Portanto, vivamos esse tempo de expectativa, de espera com fé renovada, na certeza de que, por permanecermos no Senhor e em seu santo modo de agir, teremos todas as graças necessárias para nos mantermos fiéis até o fim, como o Ele nos exortou: “Reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque a vossa libertação está próxima”. (Lc 21,28). “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor 13,13). “Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,20).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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