Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
NUNCA DÊ OUVIDOS À VOZ DO MALIGNO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 5,1-20)(03/02/20)
Caríssimos irmãos e irmãs, vivemos num mundo onde o mal tenta dominar tudo e todos sem exceção. Por isso, não é difícil constatar as suas ações, uma vez que ele age por meio daqueles que o permite entrar em sua vida; desse modo, tudo o que fazem revela essa presença maléfica, porque suas ações são sempre contrárias à Vontade de Deus.
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Na primeira leitura, o rei Davi, além de fugir da perseguição do próprio filho, sofreu a tentação de tirar a vida de um adversário que aos gritos blasfemava contra ele acusando-o de ter usurpado o trono de Saul. Todavia, decidiu não escutar o blasfemador, mas, manter-se confiante em Deus, certo de Ele defende sempre aqueles que enfrentam as adversidades com as armas da fé, da oração, da humildade e do perdão.
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No Evangelho de hoje Jesus expulsa uma legião de demônios da alma de um possesso; antes, porém, esses demônios fizeram de tudo para continuar possuindo aquela alma, até mesmo uma falsa oração; todavia, como o Senhor nunca atende falsidade alguma, os expulsou, libertando totalmente o possesso.
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Caríssimos, precisamos ouvir o Senhor que nos ensina, nesse episódio, a fechar os ouvidos dos nossos sentidos para nunca ouvirmos a voz do malígno, que fala por meio dos maus pensamentos que chegam à nossa mente quando menos esperamos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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libertação
sábado, 21 de janeiro de 2017
COMBATE ESPIRITUAL...
O
COMBATE POR MEIO DA PALAVRA DE DEUS, PELA ORAÇÃO,
PENITÊNCIA
E DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS...
Com efeito, o combate espiritual
contra as forças do mal, presente em todos os pecados, é constante em nossa
vida, pois, basta um pequeno descuido e a tentações se apresentam querendo nos
arrastar para a morte que o pecado causa. Jesus mesmo combateu as tentações que
são essas forças do mal, e nos ensinou como combatê-las, primeiro pela Palavra
de Deus, depois pela oração e o exercício da penitência, e em seguida pelo uso
dos demais dons que o Espírito Santo dispõe à nosso favor, especialmente o
discernimento dos espíritos, para assim combatamos eficazmente tudo o que se
levanta contra os filhos de Deus e contra tudo o que é sagrado.
1. O COMBATE POR MEIO DA PALAVRA DE
DEUS
“Em
seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo
demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador
aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se
tornem pães. Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de
toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3).”
“O
demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e
disse-lhe: Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a
seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para
não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). Disse-lhe Jesus: Também
está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16).”
“O
demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos
os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Dar-te-ei tudo isto se,
prostrando-te diante de mim, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Para trás,
Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt
6,13). Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para
servi-lo.” (Mt 4,1-11).
“Finalmente,
irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da
armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é
contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e
potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças
espirituais do mal (espalhadas) nos ares.
Tomai,
por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e
manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura
cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés
calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o
escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra
de Deus.”
(Ef. 6,10-17).
“Porque
a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois
gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e
discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é
invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar
contas.” (Hb 4,12-13).
“E
desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão
de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.
Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender,
para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna
perfeito, capacitado para toda boa obra.” (2Tm 3,14-17).
2. O COMBATE PELA ORAÇÃO...
A oração é um dom precioso de comunicação,
por ela nos elevamos ao Senhor e pomos diante dele as nossas necessidades e as
dos nossos irmãos e irmãs na fé, espalhados no mundo inteiro. De fato, a oração
é também uma arma de combate espiritual maravilhosa, por ela nos armamos das
armas da graça, da piedade e da autoridade divina que o Senhor nos concede para
expulsarmos os males físicos, psíquicos, espirituais e morais.
Eis alguns exemplos de combate
espiritual pela fé e a oração: “Então os
discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este
demônio? Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos
digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha:
Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta
espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum.” (Mt
17,19-20). O dom da fé faz aumentar o poder de Deus em nossa vida; e a oração
juntamente com o jejum e a penitência nos ajuda a realizar a obra libertadora
que o Senhor preparou como nossa missão.
Ora, quando tratamos de combate pela
oração, tratamos de vigilância, pois esta é profundamente necessária para
termos um discernimento perfeito, e não nos deixarmos levar pela “carne que é fraca” como nos ensina o
Senhor: “Retirou-se Jesus com eles para
um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali
orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a
entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a
morte. Ficai aqui e vigiai comigo.”
“Adiantou-se
um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é
possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas
sim o que tu queres. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E
disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo... Vigiai e orai para
que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
(Mt 26,36-41).
Então, para que este combate seja
eficaz e proveitoso, eis a recomendação de São Paulo nos faz: “Intensificai as
vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no
qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.” (Ef.
6,18). Ou ainda: “Orai sem cessar. Em
todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade
de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda a espécie de mal. O Deus
da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e
corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo! Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá.” (1Tess. 5,17-24).
3. O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS
Discernimento dos espíritos, dom do
Espírito Santo que nos dá a conhecer o que vem e o que não vem de Deus; como
escreveu São Paulo: “Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o
Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos
prodigalizou”. (1Cor 2,12).
Douto nesse entendimento, São João
nos exorta: “Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai os
espíritos para ver se são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram
no mundo. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que
Jesus Cristo se fez carne é de Deus; e todo espírito que não confessa Jesus
esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido,
e já está agora no mundo.
Vós, filhinhos, sois de Deus, e os
vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo.
Eles são do mundo. É por isto que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve.
Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus,
não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do
erro”. (1Jo 4,1-6).
Para uma melhor compreensão desse
dom do Espírito Santo, temos uma bela explanação do Bispo Diádoco de Foticéia,
cujo título é: A ciência do discernimento dos espíritos vem da percepção da
Inteligência. Eis como ele se expressa:
“A luz da verdadeira ciência está em
discernir sem errar o bem do mal. Feito isto, a via da justiça que leva a mente
à Deus, sol de justiça, introduz então a inteligência naquele infinito fulgor
do conhecimento, que lhe faz procurar daí em diante, com segurança, a caridade.
Os que combatem precisam manter
sempre o espírito fora das agitações perturbadoras para discernir os
pensamentos que surgem: guardar os bons, vindos de Deus, no tesouro da memória;
expulsar os maus e demoníacos dos antros da natureza. O mar, quando tranquilo,
deixa os pescadores verem até o fundo, de sorte que quase nenhum peixe lhes
escape; mas, agitado pelos ventos, ele esconde na turva tempestade aquilo que
se via tão facilmente no tempo sereno. Assim, toda a perícia dos pescadores se
vê frustrada.
Somente, porém, o Espírito Santo tem
o poder de purificar a mente. Se o forte não entrar para espoliar o ladrão,
nunca se libertará a presa. É necessário, portanto, alegrar em tudo o Espírito
Santo pela paz da alma, mantendo em nós sempre acesa a lâmpada da ciência.
Quando ela não cessa de brilhar no íntimo da mente, conhecem-se os ataques
cruéis e tenebrosos dos demônios, o que mais ainda os enfraquece sendo eles
manifestados por aquela santa e gloriosa luz.
Por esta razão diz o Apóstolo: Não
apagueis o Espírito, isto é, não causeis tristeza ao Espírito Santo por
maldades e maus pensamentos, para que não aconteça que ele deixe de
proteger-vos com seu esplendor. Não que o eterno e vivificante Espírito Santo
possa extinguir-se, mas é a sua tristeza, quer dizer, seu afastamento que deixa
a mente escura sem a luz do conhecimento e envolta em trevas.
O sentido da mente é o paladar
perfeito que distingue as realidades. Pois como pelo paladar, sentido corporal,
sabemos discernir sem erro o bom do ruim quando estamos com saúde e desejamos
as coisas delicadas, assim nossa mente, começando a adquirir a saúde perfeita e
a mover-se sem preocupações, poderá sentir abundantemente a consolação divina e
conservar, pela ação da caridade, a lembrança do gosto bom para aprovar o que
for ainda melhor, conforme ensina o Apostolo: Isto peço: que vossa caridade
cresça sempre mais na ciência e na compreensão, para discernirdes o que é ainda
melhor”. (Capítulos
sobre a Perfeição Espiritual, Diádoco de Foticéia, bispo Séc. V).
Por fim, menciono outra fonte de
discernimento perfeito dos espíritos revelada por São Paulo na Carta aos
Romanos: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes
vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto
espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela
renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de
Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).
“Além disso, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o
que deve ocupar vossos pensamentos. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e
observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará sempre convosco”.
(Fil 4,8-9).
ORAÇÃO PARA OBTER O DOM DO
DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS
“Eterno
Deus Onipotente, Justo e Misericordioso, concedei-nos a nós míseros, praticar
por vossa causa o que reconhecemos ser a vossa vontade e querer sempre o que
vos agrade, a fim de que interiormente purificados, iluminados e abrasados pelo
fogo do Espírito Santo, possamos seguir as pegadas de Vosso Filho, Nosso Senhor
Jesus Cristo, e por vossa graça unicamente chegar até vós, ó Altíssimo, que em
Trindade Perfeita e Unidade Simples viveis e reinais na Glória como Deus
Onipotente por toda a eternidade, amém.” (São Francisco de Assis).
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
OS PECADOS CAPITAIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS...
OS PECADOS CAPITAIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS...
Quando buscamos compreender qual seja o significado do conceito de pecado, não estamos tratando de uma mera questão subjetiva ou de uma simples discussão sobre conceitos, mas sim, de um caso de vida ou morte, pois é isto que implica as consequências da prática ou não deste conceito em nossa vida. Aliás, constatamos isto pela dicotomia que vemos no seio de nossa sociedade; é como escreveu São Paulo na Carta aos Romanos: “Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6,23).
O pecado é, sem dúvida, um dos grandes dilemas da humanidade, é uma espécie de enigma intrínseco capaz de causar grandes tragédias, gerando seres profundamente infernais. Onde ele se faz presente com a anuência (consentimento) da humana criatura, perdemos toda ternura, todo sentido de vida e começamos pouco a pouco a definhar rumo ao caos; isto se dá porque quando pecamos, o demônio, inimigo número um de nossas almas, “mina” todas as nossas iniciativas para Deus, fazendo-nos ter uma visão controversa da obra do Senhor e de nosso papel na criação.
Daí vem o alto grau de periculosidade comportamental que infecta nossa sociedade, pretensamente moderna, como uma doença quase incurável ou altamente contagiosa, que por onde passa, deixa o seu rastro de destruição e de morte. Infelizmente a humanidade ainda não despertou para a ruína final que está para se abater sobre nós, pois continua sua corrida extremamente maliciosa, traiçoeira e perversa no cometimento das mais terríveis aberrações, a ponto de desafiarem o próprio Criador pela desobediência às suas leis naturais e divinas. De fato, precisamos começar por nós mesmos o processo de conversão a Deus Pai e Criador de nossas almas, a quem precisamos amar acima de todas as coisas por meio do seguimento de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Vejamos agora a tradução do conceito de pecado para entendermos melhor de que forma ele surge, e como fazer para evitarmos comete-lo, e assim conservamos a verdadeira liberdade conquistada por Cristo Jesus, o Filho de Deus muito amado, que nos libertou do pecado, de suas consequências e de todo o mal.
São Basílio Magno, em sua Regra mais longa, assim situa o pecado: “Ora, o pecado se define como o mau uso, o uso contrário à vontade de Deus, daquilo que ele nos deu para o bem. Pelo contrário, a virtude, como Deus a quer, é o desenvolvimento destas faculdades que brotam da consciência reta, segundo o preceito do Senhor.” (Da Regra mais longa, de São Basílio Magno, bispo (Resp. 2,1: PG 31,908-910)(Séc.IV).
Já para Santo Agostinho, o pecado se traduz por "«palavra, ato ou desejo contrários à Lei eterna»", causando por isso ofensa a Deus e ao seu amor. Logo, este ato do mal é um "abuso da liberdade" e fere a natureza humana. "Cristo, na sua morte de cruz, revela plenamente a gravidade do pecado e vence-o com a sua misericórdia". (IGREJA CATÓLICA (2000). Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Coimbra: Gráfica de Coimbra. pp. N. 392. ISBN 972-603-349-7.).
Em um artigo intitulado, A Realidade do Pecado no Homem, eu o defino da seguinte maneira: O pecado é como uma erva daninha que nasce de forma misteriosa, mas permitida pelo homem (cf. Gen 3), no terreno de sua vida, levando-o a ruína e à perdição parcial ou total. Ele é de ordem espiritual, pois tem sua origem na desobediência dos anjos decaídos; e do homem que o consentiu no início da criação (cf Gn 3,1-13); posto que Deus os criou livres para o amarem e permanecerem fieis a Ele por toda a vida, até que atingisse a plenitude de sua imagem e semelhança ou a sua imortalidade. Por isso, Jesus nos ensinou que, “Todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim, fica para sempre. Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.” (Jo 8,34-36).
Eis os pecados chamados capitais, pois eles são a cabeça, e carregam essa condição por levarem os homens aos mais terríveis vícios e pecados mortais, que são os pecados contra os mandamentos da Lei de Deus, e que conduzem os homens à morte eterna se morrerem com eles.
1 - A Gula
Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida.
Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula.
2 - A Avareza
É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
3 - A Luxúria
A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.
Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade desregrada. Do latim luxuria.
4 - A Ira
A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.
A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira.
5 - A Inveja
A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos [que são as qualidades e valores pessoais] e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.
A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida num dos Mandamentos da Lei de Deus. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.
6 - A Preguiça
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia.
7 - A Soberba ou Orgulho
Conhecida como soberba, é associada a orgulho excessivo, arrogância e vaidade.
Em paralelo, segundo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas. (http://www.catolicoorante.com.br/7pecados.html).
Além destes pecados chamados de Capitais, porque cabeça de todos os outros pecados; o Papa Bento XVI também nomeou os sete pecados capitais da era que vivemos. Segundo Bento XVI, além da Saligia (ordem em que se situa os pecados capitais), os humanos teriam desenvolvido sete pecados capitais modernos. Eles são:
Pressa: uma pessoa apressada não tem tempo para Deus. A Pressa origina Ira e causa acidentes.
Manipulação genética: isso seria "brincar de Deus", algo inaceitável.
Interferir no Meio Ambiente: adicionar imperfeições na Criação de Deus.
Causar pobreza: retirar dinheiro dos outros por Avareza (corrupção).
Ser muito rico: causa desigualdade social, o que é inaceitável, pois todos são iguais perante Deus.
Usar drogas: interferir em seu organismo.
Causar injustiça social: preconceito e bullying, em sua maioria.
O Vaticano divulgou essa lista ainda neste século, sendo eles os pecados capitais do Século XXI. (https://goo.gl/M13QQx).
As consequências de todo pecado é sempre a morte (cf. Rm 6,23), com ela chega ao fim todos os atos humanos, incluíndo os atos pecaminosas, que são a causa da ruina e perdição de todos os que os cometem. Todavia, não podemos esquecer que a misericórdia divina vem sempre em socorro de todos os pecadores para vencermos as tentações e o mal que age por meio delas para nos levar ao pecado e à morte. Ora, a Misericórdia do Senhor, por meio do Espírito Santo, nos concede as Virtudes juntamente com o dom do discernimento para vencermos as tentações, o pecado, a morte e todo o mal que se levanta contra os filhos de Deus.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.

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