VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 17 de junho de 2018

É JUSTO O SENHOR NOSSO DEUS...


Homilia do 11° Dom do tempo comum (Mc 4,26-34)(17/6/18).

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra." Assim Jesus começa a contar uma parábola comparativa, isto é, numa linguagem simples, para falar do Reino de Deus, infinitamente superior em tudo ao que vemos e entendemos da criação natural. De fato, "Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas."

Desse modo, quando ouvimos o Senhor, participamos diretamente da grande promessa: "Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna." Ou seja, Jesus veio nos revelar o Reino de Deus, a Vontade do Pai, e fazer-nos participantes de sua natureza divina.

Conforme vimos na segunda leitura, a fé que recebemos no batismo nos leva ter uma confiança inabalável no Senhor que nos conduz por meio de seu Espírito para vivermos em sua presença aqui e eternamente. "É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

Caríssimos, cantemos, então, com o salmista as maravilhas do Senhor: "Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! Anunciar pela manhã vossa bondade, e o vosso amor fiel, a noite inteira. O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão. É justo mesmo o Senhor Deus: meu Rochedo, não existe nele o mal!”

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 16 de junho de 2018

O SERMÃO DA MONTANHA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,33-37)(16/6/18)

Caríssimos, a liturgia desta semana nos presenteia com a meditação do Sermão da Montanha, célebre pregação de Jesus, por meio da qual ele faz uma revisão da Lei Deus dada por meio de Moisés. E hoje meditamos sobre a transparência com que devemos dar o nosso testemunho de fé, por meio da prática da vida, pois esta é uma prática diária que resulta no estado de alma que temos de acordo com o bem ou o mal que praticamos.

De uma coisa fiquemos certos a vida é uma missão e quando a cumprimos fielmente conforme a graça que nos é dada, tudo concorre para o bem de nossas almas e para a nossa felicidade eterna, como vimos na primeira leitura, onde o Profeta Elias, à pedido de Deus, chamou como servo Eliseu para este dar continuidade à missão profética que Deus lhe confiara.

Ora, um dos fundamentos da missão é a renúncia de tudo o que possuímos, até mesmo da própria vontade, se pondo à disposição do Senhor, para realizarmos os seus desígnios de amor. Escutemos, então, o Senhor: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." De fato, muitos não são felizes porque não abrem mão da própria vontade, querem que Deus se adapte ao seu modo de viver, carregado das manias e apegos que não passam de entraves impostos contra a livre ação do Senhor; e quando as coisas não acontecem como planejaram se afastam da fé e passam a viver de acordo com a mediocridade de sua indiferença.

Conclusão: Eis o que diz o Senhor no Evangelho de hoje: "Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”. Ou seja, esta é uma regra de ouro, bem é bem; mal é mal, e nunca se misturam, portanto, o que é mal só vem do mal; o que é bem só vem do bem. Todavia, muito cuidado com o bem aparente, pois este não passa de armadilha perversa para nos afastar do Senhor (cf. Mt 7,15-23).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A FAMÍLIA É O SANTUÁRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,27-32)(15/6/18).

Caríssimos irmãos e irmãs, a fidelidade à Deus se estende também para as relações humanas, pois não não existe compromisso verdadeiro entre nós, se não houver fidelidade no nosso compromisso com Deus, que está sempre presente em nossa vida e nunca se afasta de nós, a não ser que nos afastemos Dele pelos pecados praticados. Ora, vemos bem isto no Evangelho de hoje, pois o Sacramento do matrimônio é a união sacramental entre um homem e uma mulher que recebem a benção de Deus para formar uma família e serem santos.

Na Carta aos Efésios, São Paulo nos ensina quais são os fundamentos do matrimônio e o papel dos esposos e das esposas: "Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres."

Caríssimos, a família é o tesouro da vida, é a fronte de onde brotam todas as outras vocações, por isso, Deus iniciou a história humana abençoando o primeiro casal, formando assim a primeira família. O pecado contra família é tão grave quanto a blasfêmia, pois é uma aberração contra o plano de Deus para a salvação humana. Ser família abençoada é ser família de Deus santificada por sua presença.

Também hoje Jesus nos mostra como é fácil pecar contra a família e sua base que se firma na fidelidade, basta um olhar malicioso repleto de desejos impuros, para se dá lugar ao pecado do adultério, da fornicação e da destruição da família. Infelizmente esse nosso mundo está repleto de famílias destruídas pelo pecado da traição.

Frequentemente este pecado é a causa da separação de muitas famílias, até mesmo daquelas que receberam a bênção sacramental, pois, por terem se afastado da prática da fé, se afastaram também da fidelidade conjugal, o resultado são famílias desajustadas e as brigas entre pais e filhos com incontáveis traúmas. Rezemos, então, pelas nossas famílias: Senhor, tende piedade de nossas famílias. "Jesus, Maria e José nossa família vossa é."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

FÉ, TESTEMUNHO E JUSTIÇA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,20-26)(14/6/18)

Caríssimos irmãos e irmãs, a fé que moveu o coração e a oração do Profeta Elias, subiu aos céus e chegou aos ouvidos de Deus, que atendendo suas preces transformou os acontecimentos adversos em graças abundantes na vida de seu povo. Com esse exemplo, o Senhor nos ensina que precisamos viver da fé, pois, por meio dela e o auxílio da oração, também alcançamos todas as graças e nos mantemos em plena comunhão de amor com Ele e entre nós.

De fato, qual a finalidade de nossa existência senão a interação com nosso Deus e Pai Criador? Qual sentido teria o nosso viver temporal se não houvesse a esperança de vê à Deus face a face no Reino dos Céus? Daí compreendemos que todos os exemplos das Sagradas Escrituras existem para nos preparar de tal maneira que realmente sejamos dignos de participar da Glória de Cristo, o Filho amado de Deus.

São Pedro ao falar dos últimos acontecimentos da história da humanidade, nos indicou qual deve ser a nossa conduta diante de Deus e dos homens se quisermos vencer as intempéries que se darão: "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus."

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da importância do nosso testemunho e da justiça com que devemos dá-lo: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus." Ou seja, as graças que nos são derramadas têm o poder de santificar as nossas almas, todavia, se as pusermos em prática, caso contrário, nos tornamos como o sal que perde o seu sabor ou como uma lamparina escondida que nada ilumina.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SANTO ANTÔNIO ROGAI POR NÓS, INTERCEDEI A DEUS POR NÓS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,17-19)(13/6/18)

Caríssimos, a verdade é o que é, não muda; mesmo que alguém a despreze ou queira modificá-la, simplesmente não consegue, porque não tem poder sobre ela. É como escreveu São Tiago: "Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados. Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas."

E continua o apóstolo: "Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar; porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas. Sede, pois, cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos."

Com efeito, na primeira leitura de hoje, o Profeta Elias, vivendo sua interação com o Senhor, deu testemunho de sua Presença mostrando àquele povo que não se pode desdenhar da verdade, ser indiferente à ela ou exitar em lhe permanecer fiel, porque não ficará impune; a não ser que se arrependa, a reconheça e lhe preste as devidas homenagens, para assim retornar ao caminho da integridade e da salvação.

Hoje a Igreja, e particularmente nós franciscanos, celebramos a Festa de Santo Antônio, um dos santos mais queridos da cristandade. Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, era cônego agostiniano e mediante o testemunho dos primeiros mártires franciscanos, martirizados no Marrocos, desejou o mesmo martírio missionário e assim pediu o ingresso na recém fundada ordem franciscana, ainda em vida de São Francisco. Era grande pregador da Palavra de Deus, destacando-se pelos milagres que operava durante suas pregações, como nos ensinou o Senhor no Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 16,17-18).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Ó SENHOR NOSSO DEUS COMO É GRANDE VOSSO NOME POR TODO O UNIVERSO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,13-16)(12/6/18)

Caríssimos, todas as obras de Deus são autênticas obras primas e todas elas existem com sua finalidade específica. Desse modo, elas cumprem sua missão tal qual determinou o nosso Pai criador, e esta diz respeito ao bem de todos. Na liturgia de hoje, Deus ordena à uma viúva estrangeira para que cuidasse do Profeta Elias e assim ela o fez; mas, em verdade, por causa de sua generosidade e obediência, o Senhor cuidou dela e também de toda a sua família.

Ora, com isso, o Senhor nos dá a compreensão de que Ele cuida muito bem dos seus filhos e filhas, à medida de nossa confiança em sua divina providência. Assim como o Profeta Elias, a viúva de Sarepta e todos os santos e santas que nos antecederam, confiaram e viveram misticamente unidos à Ele, também nós que aqui estamos vivendo da fé, somos portadores das maiores graças derramadas sobre a humanidade, pois convivemos diretamente com Jesus Eucarístico que nos alimenta nesse tempo de penúria em que estamos vivendo, até que chegue o dia eterno, onde participaremos de Sua glória e divindade.

Com efeito, como todas as obras de Deus, também existe uma finalidade específica para a nossa presença no mundo, caso contrário, de nada adiantaria a existência de todos os outros seres. Olhando para o céu contemplamos o sol, a lua, as estrelas e em meio à nós contemplamos também todas as obras criadas, mas à nenhuma delas Deus chamou de meu filho, minha filha, mas somente ao homem e a mulher; desse modo, tudo o que existe, só existe em função de nossa presença na obra da criação, por isso, creio que este seja o grande privilégio que Deus nos deu.

Conclusão: "Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o Universo. Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra!" (Sl 8,5-7.10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

domingo, 10 de junho de 2018

O ÚNICO PECADO QUE NÃO TEM PERDÃO...


Homilia do 10°Dom do TC (Mc 3,20-35)10/6/18

Caríssimos, o fundamento de todas as coisas é a Verdade, tudo o que se opõe a ela tem seu fim em si mesmo, porque não se sustenta por si mesmo; aliás, nada e nenhuma criatura se sustenta por si mesmo. De fato, o amor à Verdade é o que nos mantém unidos à ela e nos faz participantes de sua natureza divina e todas as suas bênçãos; ora, isto significa total obediência, plena fidelidade, confiança inabalável, amor incondicional.

Como vimos, no princípio nossos primeiros pais mantinham total comunhão com Deus, seu Criador, mas não se mantiveram nessa comunhão porque decidiram escutar e seguir os conselhos do maligno, com isso se opuseram à Verdade e esse  resultado trágico se faz presente até hoje em toda a humanidade. Todavia, Deus enviou o Seu Filho Jesus Cristo para esmagar a cabeça da serpente ira, isto é, do pai da mentira; e assim nos fazer retornar à plena comunhão de amor com Ele, o único Senhor de nossa vida.

Com efeito, Jesus, o Filho de Deus nos ensinou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." Assim, quem não o reconhece é porque endureceu o coração e tomou a triste decisão de acusar falsamente o Espírito Santo que por Ele realiza a obra da salvação. De fato, esse é um pecado eterno, porque quem o comete nunca se arrepende, por isso, também não tem perdão.

Caríssimos, é aqui neste mundo que se define a vida eterna de cada ser humano, e isso depende sempre de nossas escolhas e decisões. Por isso, olhando para o extremo ato de amor de Deus por nós, permitindo que o Seu Filho Jesus Cristo fosse crucificado, para que por seu sangue derramado, fossem perdoados e apagados os nossos pecados e tivéssemos por Ele a vida eterna; se mesmo assim não nos convertermos, nada mais há à se fazer (cf. Hb 10,26-31). Que o Senhor tenha piedade de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 9 de junho de 2018

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 2,41-51) 09/6/18

"Maria guardava todas as coisas de Deus em seu coração e nelas meditava."

Caríssimos, estamos num mundo onde se fala muito, onde se faz muito barulho; num mundo extremamente confuso, porque os homens não estão dando ouvidos às coisas de Deus, mas sim ao barulho do mundo e às suas confusões. Na sua primeira carta São João assim nos exortou: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." (1Jo 2,15-17)

Ora, olhando o exemplo de Nossa Senhora que guardava com amor no seu coração as coisas de Deus e as meditava, se seguirmos seu exemplo, certamente cresceremos na graça, no conhecimento e na sabedoria de Deus; por isso, precisamos nos manter fora do barulho e da confusão deste mundo, para darmos espaço ao silêncio sagrado, e como Nossa Senhora, meditarmos as coisas de Deus em nossos corações.

Caríssimos, estamos à caminho do céu, do Reino de Deus, mas não seguimos sozinhos, o Senhor está no meio de nós; no Evangelho de hoje, Maria e José seguiram com o menino Jesus para a festa da Páscoa no Templo em Jerusalém, e pela Divina Providência, o menino Jesus permaneceu no Templo fazendo perguntas e também respondendo aos doutores da Lei; no entanto, seus pais, notando sua falta, retornaram a Jerusalém, pois estavam preocupados, mas o encontraram no Templo, falando das coisas do Pai.

Ora, esse Evangelho nos leva à refletir o quanto as nossas famílias precisam se dedicar à Deus, vivendo em sua presença, meditando as coisas que dizem respeito à Ele e à nossa salvação, seguindo exatamente o exemplo da Sagrada Família. Então, que "A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Jo 19,31-37) 08/6/18

"Coração Santo tu reinarás, tu nosso encanto sempre serás."

Caríssimos irmãos e irmãs, o Sagrado Coração de Jesus é a Fonte inesgotável do amor de Deus, pois assim como o coração humano transmite a vida natural para todo o corpo, de igual modo o Coração do Senhor comunica a vida divina para todo o seu corpo, a Igreja, do qual somos as células vivas. Assim, vivemos o grande mistério da unidade da Santíssima Trindade em cada um de nós, como o nosso coração natural vive a unidade com todos os membros do nosso corpo.

De fato, como vimos na primeira leitura, tal qual crianças Deus nos ama e cuida de nós, porque somos os Seus filhos e filhas. Mas, Ele faz isso a partir do coração de Seu Filho Jesus Cristo, que ao ser sangrado na cruz, fez jorrar do Seu lado aberto, sangue e água, símbolos do nosso batismo que significa o novo nascimento no seio da Igreja e também símbolo de todos os outros Sacramentos. De fato, quem nasce precisa de cuidados especiais, e é isto o que faz o nosso Pai do céu conosco.

O Sagrado Coração de Jesus nos ama infinitamente; mas também nós precisamos amá-lo ardentemente com toda a nossa força, com toda a nossa alma, com todo o nosso ser, pois o amor é reciprocidade visto que ninguém ama sozinho, na verdade existimos uns para os outros numa extensão de amor que ultrapassa todo entendimento. Então, amar o Senhor sobre todas as coisas por nossa obediência é a tarefa que comporta toda a nossa vida.

Amemos, então, o Sagrado Coração de Jesus, supremo bem de nossa vida; supliquemos ainda por todos os Sacerdotes que receberam do Senhor o poder de consagrar o Seu Corpo e Sangue, Sua Alma e Divindade e todos os outros Sacramentos, na certeza de que nossas orações estão sendo ouvidas, para a salvação de todas as almas por eles atendidas, e também para o bem da Santa Igreja. Peçamos de igual a intercessão da Santíssima Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes, para que interceda por esses seus filhos prediletos a fim de que eles sejam perseverantes até o fim nessa tão sublime vocação. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O MAIOR MANDAMENTO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

Caríssimos, com frequência os escribas, os fariseus e os mestres da Lei se aproximavam de Jesus tentando pô-lo à prova com suas perguntas capciosas; mas, no Evangelho de hoje, um mestre da lei o interroga sobre o mais importante mandamento da Lei de Deus, talvez não com a mesma intenção dos demais, porque ao obter a resposta do Senhor, logo concordou com ele se expressando muito bem, o que lhe valeu, da parte do Senhor, uma bela exortação.

Também São Paulo, em sua evangelização fez a seguinte exortação: "Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18)."

Com efeito, desde que o Senhor nos enviou o seu Santo Espírito, quando do nosso batismo, que a nossa liberdade de ação e de expressão, sob sua inspiração, foram potencializadas ao infinito, à ponte de ouvirmos do Senhor: "Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei."

Ora, desse modo fica claro que a ação conjunta da Santíssima Trindade, leva a cabo a obra da salvação desde o início da criação, quando do pecado dos nossos primeiros pais. Mas, tal qual os escribas, fariseus e mestres da lei, alguém pode querer interrogar Jesus perguntando, por exemplo, por que Deus não realizou a salvação quando os homens ainda eram poucos? Porque se assim o fosse nós não seríamos salvos nem mesmo Cristo morreria para apagar os nossos pecados.

Portanto, não queiram limitar os desígnios do Senhor com perguntas capciosas, pois, fazer perguntas sem a intenção da salvação eterna das almas, não passam de curiosidades vazias ou mesmo pretextos para porem o Senhor à prova, tentando limitar o que não tem limites, ou seja, a obra de suas mãos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

CUIDADO COM OS PSEUDOS EVANGELIZADORES...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Mc 12,18-27) 06/6/18

Amados irmãos e irmãs, com uma certa frequência, vemos algumas divergências entre os irmãos que professam a mesma fé. Foi assim ao longo dos séculos e atualmente não se foge à esta regra malfadada. Mas, porque isto acontece? No Evangelho de hoje, Jesus responde à esta pergunta no debate travado contra os Saduceus, pois estes trouxeram para dentro da fé suas próprias crenças e por causa delas puseram Jesus à prova querendo dissuadir as pessoas que Nele acreditavam, pois a Palavra de Jesus contadizia suas falsas doutrinas. Ora, eles afirmavam que não existia vida após a morte; enquanto, Jesus pregava o Reino de Deus, a ressurreição dos mortos, a vida eterna.

A resposta de Jesus mostrou o quão falsamente eles viviam a fé dos seus antepassados e o quanto eram intransigentes com aqueles que não acreditavam nos elementos estranhos que impunham como se fossem verdadeiros; e ai de quem não os seguissem. Pois, com isso se tornaram guias espirituais cegos à ponto de ofrontarem o próprio Filho de Deus. Todavia, o Senhor lhes mostrou o quanto incorriam em graves erros por causa da miopia de suas doutrinas mortais.

Ora, normalmente os guias cegos fomentam divisões e embates de opiniões como se fossem autênticos em suas teses, para isto, basta uma simples afirmação de alguma autoridade que lhes contraria, para acender a chama de seu destempero e assim alardeam uma série de acusações, tomando posições cada vez mais radicais, tentando se sobressair em tudo, não vendo que esse é o seu maior erro.

Caríssimos, olhando esse nosso tempo e mesmo nossa fé católica, às vezes também vemos um certo embate, principalmente no campo das novas mídias, entre os fazedores de opiniões que buscam seguidores para si e não para Cristo, e aqueles que simplesmente vivem a autenticidade de sua fé sem alardes.

Vejamos, então, o que diz o Senhor a respeito dos pseudos evangelizadores: "Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Por isso, eu vos digo: Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. No dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Os SINAIS DOS TEMPOS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 12,13-17) 05/6/18

Caríssimos, olhando o mundo e a desolação que o apavora atualmente, nos sentimos como que impotentes, isto é, sem poder fazer coisa alguma; entretanto, todo bem que praticamos ainda que seja como uma gota dágua no oceano deste mundo amargurado e perdido em seus devaneios; essa mesma gota dágua significa a presença magnífica de Deus, que nos criou somente para o bem que devemos viver e fazer.

E mesmo que estejamos em meio ao caos advindo dos pecados cometidos neste mundo, que agonizante ainda resiste, mesmo atormentado por tamanhas aberrações; não desistimos de nossa fé, ao contrário, toda adversidade nos motiva ainda mais a nos manternos no caminho certo que é Cristo; pois, assim, está escrito: "Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações."

Ora, se temos da parte do Senhor uma excelentíssima motivação como essa, o que nos resta fazer senão viver intensamente tudo o que Ele viveu e nos ensinou? Não se esqueçam que tudo neste mundo passa para a eternidade que se aproxima à passos largos, porque não é possível que o mal prevaleça sobre o bem que Deus criou. Desse modo, renunciemos à tudo o que não é em conformidade com a vontade de Deus.

"Corramos, pois, com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado."

Conclusão: Caríssimos, quando ouvimos São Pedro na primeira leitura de hoje, nosso coração se enche de alegria e de esperança na certeza de que Deus está passando a limpo este mundo e por sua divina misericórdia está nos conduzindo à felicidade eterna que Ele preparou como herança para aqueles que o amam.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O SERVO NÃO É MAIOR QUE O SEU SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Mc 12,1-12)(04/6/18)

Caríssimos, certa feita o Senhor disse aos Apóstolos e por consequência aos seus seguidores: "No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo." De fato, vivemos em meio a um mundo onde, ao que parece, reina a discórdia, as falcatruas, os engodos, os enganos, a violência e todos os pecados que levam os homens à perdição eterna. Se olharmos os pecados aqui cometidos, facilmente nos desinganamos. Todavia, se contrapondo a tudo isto, São Pedro, na primeira leitura de hoje, nos exorta à um viver repleto de confiança na misericórdia divina.

Meditemos, então, o que disse São Pedro: "Caríssimos, graça e paz vos sejam concedidas abundantemente, porque conheceis Deus e Jesus, nosso Senhor. O seu divino poder nos deu tudo o que contribui para a vida e para a piedade, mediante o conhecimento daquele que, pela sua própria glória e virtude, nos chamou. Por meio de tudo isso nos foram dadas as preciosas promessas, as maiores que há, a fim de que vos tornásseis participantes da natureza divina, depois de libertos da corrupção, da concupiscência no mundo."

Ora, também o Salmo de hoje nos dá a compreender que em meio à fragilidade deste mundo e os ataques do maligno, que se multiplicam por meio dos pecados dos homens, o Senhor, que nos ama com amor eterno, nos dá a sua proteção contra essas insídias do mal para que assim o vençamos. Escutemos, então, o salmista: "Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois meu Deus, no qual confio inteiramente”. Ao que o Senhor responde: “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, a seu lado eu estarei em suas dores."

Caríssimos, todo aquele que procura viver retamente neste mundo, passa pelas provações de ser trigo em meio ao joio; de remar contra a maré do pecado que tenta lhe afogar. Mas, por que isso acontece? O Senhor mesmo nos responde: "Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 3 de junho de 2018

SEDE MEUS IMITADORES COMO EU O SOU DE CRISTO...


Homilia do 9°Dom do tempo comum(Mc 2,23-3,6)(03/6/18)

Caríssimos, no mundo dos cegos espirituais não existe espaço para a misericórdia e o amor, mas somente para a intransigência e o pecado da condenação do próximo seja ele quem for, por isso, nem Jesus, o Filho de Deus, escapou da intransigência e da cegueira espiritual de seus algozes. Quando Jesus lhes diz que "o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado," e que "o Filho do Homem é Senhor também do sábado”, isso quer dizer que o dia do Senhor existe para se fazer a vontade do Senhor, ou seja, o bem e somente o bem. Então, não é uma questão de dia, mas do verdadeiro sentido que se dá ao dia.

A lei existe para nos mostrar como devemos viver a fé, portanto, ela tem a mesma função de pedagogo espiritual, isto é, daquele que nos conduz ao verdadeiro conhecimento da vontade de Deus, expressa em seu Filho, Jesus Cristo. Como o Senhor nos ensinou: "O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida." Em outras palavras, a lei sem o verdadeiro espírito da lei, é letra que mata, como vimos no Evangelho de hoje: "Ao saírem, os fariseus, com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo."

Com efeito, ouvir o Senhor e abrir o coração para vivermos a sua vontade é a expressão máxima da verdadeira obediência, do verdadeiro amor, como nos ensinou São João na sua primeira carta: "Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé."

Portanto, caríssimos, não existe confusão entre a Palavra da verdade e o que praticamos no nosso dia a dia, quando somos coerentes na vivência de nossa fé. São Paulo, em um de seus ensinamentos, nos convoca à vivermos a comunhão com o Senhor a partir do seu exemplo de vida: "Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 2 de junho de 2018

A MAIOR DE TODAS AS GRAÇAS, VER A DEUS FACE A FACE...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Mc 11,27-33)(02/6/18)

Caríssimos, a lógica do pecado sempre afasta os homens de Deus. Porque pensar segundo a carne e não segundo o Espírito é bater de frente com o Senhor. A lógica do pecado nunca admite a verdade, porque quem a usa não busca a vontade de Deus, mas só a satisfação dos próprios desejos e de seus interesses. São Paulo, na sua carta aos Romanos nos mostra a verdadeira face dessa lógica: "Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz."

De fato, todo coração que vive cheio de si mesmo não tem paz, porque não tem nele espaço para Deus. Na verdade, quem se comporta assim vive somente de aparências tentando manter o " status quo", isto é, o estado de alma que lhe apraz e não o estado de graça de que sua alma precisa. É triste a condição dos Escribas, dos Fariseus e dos mestres da lei, pois conhecem a verdade, mas por falta de lealdade e o simples fato de não a amar, dão continuidade à farsa em que vivem.

Caríssimos, estamos à caminho da eternidade, mas na verdade já a trazemos em nossas almas, porque a alma é eterna. O fato é que estamos definindo o que seremos e viveremos eternamente por meio do nosso modo de ser e estar neste mundo. Mas para isto Jesus nos deu o Seu Espírito com todos os valores eternos, para que façamos em tudo vontade do Pai como ele mesmo a fez. Fora dessa relação filial com Deus, os homens vivem como se Deus não existisse e como se tudo terminasse com a morte.

Com efeito, quando Jesus nos pergunta algo, é porque precisamos superar os obstáculos que nos impedem de encontrá-lo e permanecer Nele. Mas, para isso precisamos nos converter, porque somente mediante nossa conversão, seremos coerentes e viveremos plenamente tudo o que ele nos ensinou.

Os mestres da lei e os fariseus queriam que Jesus se submetesse aos seus critérios, para crerem nele, por isso o rejeitaram. Ora, mas Deus não cabe nos critérios dos homens; pelo contrário, nós é que precisamos obedecê-lo, pois somos obras de suas mãos. A obediência é um dom divino que nos foi dado, por ela vivemos segundo os critérios do Senhor, pois estes nos levam à santidade com a qual o veremos face a face.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

"TUDO É POSSÍVEL ÀQUELE QUE CRÊ."


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 11,11-26)(01/6/18).

Caríssimos, aproxima-se o dia eterno para todos nós; mas, o que é o tempo se comparado com a eternidade que temos pela frente? Por isso, não podemos viver nossos dias temporais como se fossem os únicos que temos; isto porque a vida não termina com a morte natural; aliás, Deus é eterno e tudo Ele criou com um propósito eterno, ou seja, em conformidade com a Sua eternidade, pois o tempo e os seres naturais só existem porque Ele os criou, e sem Ele nada do que criou no tempo subsistem por muito tempo.

Contudo, podemos perguntar, mas por que então existimos e estamos aqui? Qual é o real sentido de nossa vida? De uma coisa fiquemos certos, Deus é amor e tudo criou por amor e somente para amor, sem esta convicção não existe razão para que algo tenha vida. Então, por que o mal existe? Porque não ama, e quem não ama se perde em si mesmo e por si mesmo numa perdição que não tem fim, porque atinge o cúmulo do egoísmo.

Meditemos, então, o que São Pedro nos ensina na primeira leitura: "Caríssimos, o fim de todas as coisas está próximo. Vivei com inteligência e vigiai, dados à oração. Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados." Ora, o que isto significa? Que só existe felicidade no amor e na unidade desse amor, porque o amor é fruto do Espírito do Senhor; sem o Espírito de Cristo ninguém ama, ninguém é bom, ninguém é perfeito.

Triste é a vida daqueles que são movidos à força dos interesses mesquinhos, porque não levam em conta o que Jesus viveu e nos ensinou a viver: "Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida por muitos." Todavia, tudo pode mudar totalmente à medida que se convertem seguindo as vias da oração e da fé. A oração é a fé que encontra Deus e convive espiritualmente com Ele, o escuta e põe em prática a sua vontade. A fé é a oração posta em ação, ou seja, é o canal pelo qual o Espírito Santo realiza o plano de Deus para a nossa salvação. É por isso que Jesus, disse: "Tudo é possível àquele que crê."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O FILHO DO HOMEM NÃO VEIO PARA SER SERVIDO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,32-45)(30/5/18).

Caríssimos, quem conheceu ou conhece os desígnios do Senhor ou foi seu conselheiro? Quem ousa acusá-lo de qualquer falta? Quem por acaso pode contestá-lo diante de suas obras? Haverá alguém Onipotente, Oniciente, Onipresente fora Dele? Que se calem todas as criaturas, que ouçam todos os ouvidos, pois eis o que diz o Senhor: "Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (Is 55,6-7).

Meditemos, então, com atenção o que São Pedro nos ensinou: "Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor. Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente. Com efeito, “toda a carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”.

Caríssimos, tenhamos o cuidado de não nos afastarmos dos ensinamentos do Senhor, como por breve momento, aconteceu no Evangelho de hoje, pois enquanto Ele falava dos acontecimentos de sua Paixão, morte e ressurreição, os filhos de Zabedeu, pediam privilégios pessoais, ou seja, por seus próprios interesses. Todavia, o Senhor não os condenou por isso, mas os alertou para o batismo de sangue que Ele e seus seguidores haveriam de receber.

Aliás, São Paulo, assimilou muito bem isso, pois nos deixou por escrito para que também nós seguíssemos o mesmo exemplo de Cristo que ele seguiu: "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus." (Fil 2,3-5).

Conclusão: Caríssimos, escutemos o que o Senhor disse às discípulos indignados com o pedido interesseiro de Tiago e João: "Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 29 de maio de 2018

O FUTURO DAS ALMAS SANTAS


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,28-31)(29/5/18).

Caríssimos, a graça que nos é dada em Jesus Cristo supera infinitamente a nossa natureza limitada, mas no Seu amor para conosco, Deus Pai, por meio de seu Filho, nos enviou o Espírito Santo com todos os dons necessários para que assimilemos em tudo, conforme a fé que professamos, o seu mistério de salvação, na certeza da herança eterna que o Senhor reservou para aqueles que o amam.

Na primeira leitura de hoje, São Pedro nos ensina qual seja o comportarmento que devemos ter para vivermos todas essas graças que nos foram dadas: "Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.

Ora, quem tem como objetivo a santidade, não pode perder tempo com as coisas deste mundo, mas, como escreveu São Paulo: "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória."

E Paulo, continua: "Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos."

Caríssimos, a condição de deixar tudo por amor a Cristo significa exatamente o que diz esta parábola: "O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo." Ou seja, a riqueza das almas santas é oculta aos olhos deste mundo. Portanto, o futuro dos homens e mulheres que assim procedem, é viver na Glória do Reino de Deus como seus filhos e filhas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

"ISTO PRATICAI, E O DEUS DA PAZ ESTARÁ SEMPRE CONOSCO"


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,17-27)(28 /5/18).

Sem dúvida, o caminho da fé que trilhamos é um caminho de cruz, mas iluminado pela Cruz de Jesus, como meditamos na Carta aos Hebreus: Caríssimos, "corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo."

Com efeito, é comum em nosso meio evitar todo tipo de sofrimento; realmente poucos são os que aceitam de bom grado algum tipo de sofrimento, seja ele psíquico, físico, espiritual, ou mesmo moral. Naturalmente existe em nós algo chamado medo, que na verdade é o receio ou a rejeição aos sofrimentos que constatamos nos outros e até em nós mesmos. De uma coisa porém fiquemos certos, eles são inevitáveis, mesmo se não os causamos ou não os queiramos.

Na primeira leitura de hoje, São Pedro nos ensina que os sofrimentos são provas temporais que depois de suportados com perseverança por amor de Cristo, se tornam motivo de alegria e de júbilo no Senhor: "Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória, no dia da manifestação de Jesus Cristo."

De fato, quem nunca foi provado neste mundo, isto é, quem nunca passou por alguma dificuldade na vida? Mas, como disse São Tiago: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma."

Caríssimos, "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus. Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. Isto praticai, e o Deus da paz estará convosco."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 27 de maio de 2018

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE...


Homilia da Solenidade da SS Trindade(Mt 28,16-20)(27/5/18)

Caríssimos, a SS Trindade é a perfeita comunidade de amor que se expande por todo o universo que criou e se dá à conhecer no Seu Mistério Uno e Trino, bem ao alcance de nossa fé. O Pai se revela no Filho, essência do Seu Divino Amor, e assim, por Ele criou todas as coisas. O Filho por sua vez, veio até nós, revelou o Amor que o Pai nos tem, ao dar a própria vida, para ressuscitarmos com ele. E mais ainda, enviou o Espírito Santo para permanecer conosco e em nós até o fim e assim formarmos a Sagrada Família, tendo Maria como modelo perfeito da Igreja e Mãe de toda humanidade.

De fato, somos filhos e filhas de Deus, e a cada Pai nosso rezado, o invocamos na certeza de que nos escuta e nos responde, pois assim nos ensinou o Senhor: "Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste." Ou seja, quem criou todos os ouvidos do mundo, nos ouve perfeitamente e nos responde prontamente.

"Com efeito, toda a graça que nos é dada em nome da Santíssima Trindade, vem do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Assim como toda a graça nos vem do Pai por meio do Filho, assim também não podemos receber nenhuma graça senão no Espírito Santo. Realmente, participantes do Espírito Santo, possuí­mos o amor do Pai, a graça do Filho e a comunhão do mesmo Espírito." (Santo Atanásio).

Por fim, continuemos escutando Santo Atanásio: "Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura; mas toda ela é potência e força operativa; uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de maio de 2018

A ORAÇÃO É O SOPRO DO ESPÍRITO QUE DÁ VIDA À ALMA


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,13-16)(26/5/18).

A oração é o Sopro do Espírito que dá vida à alma, a eleva em prece que chaga ao céu, aos ouvidos de Deus, que movido por sua Divina Misericórdia, age imediatamente em favor de todos os necessitados que clamam por salvação e paz. Desse modo, rezar é muito mais do que fazer pedidos, porque a oração é meio de comunicação entre o céu e a terra; é verdadeira comunhão entre os homens e Deus; entre aqueles que aparentemente nada podem ou podem muito pouco, com o Senhor que tem todo poder sobre o céu e sobre a terra.

Por isso, a oração é a graça de todo momento, porque dela precisamos à todo momento, como vimos no Evangelho de São Lucas: "Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo." De fato, em se tratando da fé, "tudo é possível ao que crê." Disse o Senhor. Então, nesse sentido, a oração é o canal por onde passam todas as graças derramadas em nossas almas.

No Evangelho de hoje, os discípulos com suas restrições humanas tentam impedir o encontro entre as crianças e Jesus, ao que o Senhor os recrimina, dizendo: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ou seja, ter uma criança como referencial é cultivar a inocência divina que recebemos como imagem e semelhança de Deus que somos. Com isso, Jesus nos ensina pelo exemplo das crianças, a mantermos essa inocência que Ele nos deu como porta de entrada no Reino dos céus.

Caríssimos, "O cristão que ora está unido a Cristo, participa de sua força de salvação e vive na alegria. De modo particular, a Eucaristia é a prece em que mais explicitamente se manifesta o agradecimento e a confissão dos pecados, a intercessão pelos doentes e a súplica pelo perdão das culpas de todos os homens." (Missal Cotidiano).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

INSTABILIDADE MATRIMONIAL...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,1-12)(25/5/18).

Caríssimos, nossos atos, são atos decisórios e dependem de nossas escolhas e decisões, por isso, são tão importantes para se viver em paz, conforme a vontade de Deus. Quando pensamos a vida em todos os sentidos, nos deparamos com a dicotomia que divide os homens e o mundo: o bem versos o mal. Porém, Deus em seu amor paternal, nos deu o livre arbítrio para vivermos em sua presença como seus filhos e filhas e assim realizarmos os seus desígnios.

Com efeito, no livro do Deuteronômio meditamos o seguinte: "Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele." Ora, se somos assim ensinados por Deus é para nos mantermos fiéis à Ele, pois de nada adianta receber suas graças se não correspondermos à elas. Logo, a fidelidade ao seu Filho, Jesus Cristo, é o fundamento para nos mantermos seguros da salvação que dele recebemos.

No Evangelho de hoje, Jesus é questionado por seus adversários sobre a instabilidade da união conjugal; ao que o Senhor respondeu: "Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” De fato, o amor verdadeiro é Sacramento eterno, não é feito de aparência nem por conveniência; mas, é doação da própria vida por toda a vida. Onde homem e mulher se entregam à Deus no amor esposal para serem santificados por Ele.

Caríssimos, em que baseamos nossas escolhas e decisões? Para nós que vivemos da fé no Filho de Deus que nos amou e por nós se entregou, só existe um fundamento, a Sua Divina Palavra; pois quando o escutamos e nos entregamos a Ele, o fazemos porque confiamos que Ele tudo pode e que sem Ele nada se firma, nada cresce, nada permanece por muito tempo; em suma, sem Jesus Cristo, o Filho de Deus, não existe vida eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

COMO SERÁ O JUÍZO FINAL?


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,41-50)(24//18).

Caríssimos, a consciência é o tribunal espiritual de nossas almas onde são julgados todos os nossos atos, pois tudo antes passa por ela, depois das decisões tomadas e das permissões dadas é que os atos acontecem (cf. Tg 1,12-16), e isto pode se dá até em milésimos de segundos. Porém, tudo fica gravado nela como um filme, até o mínimo ato dicidido e praticado. Por isso, não existe desculpa ou perdão para aqueles que não se arrependem de seus pecados e não os confessam, a fim de obterem a misericórdia e o perdão que precisam.

Com efeito, o Porto Seguro do perdão é o Sacramento da Confissão, pois é cura para a alma, é reconciliação com o Senhor, que nos faz participar, por esse Sacramento, do Mistério de sua Ressurreição. Porém, todas essas graças se realizam de fato quando o penitente reconhece os pecados cometidos e os confessa verdadeiramente arrependido com o firme propósito de não mais os cometer, com a ajuda da graça do Senhor; porque sem arrependimento não existe conversão, purificação, nem a libertação de tais pecados mesmo se confessados. No entanto, se faz necessário lembrar que a Misericórdia Divina é infinita e se mantém à espera de todo penitente arrependido, para que tenha nela a graça do perdão e a paz que tanto necessita.

Na liturgia de hoje vimos como se dará a Justiça Divina quando do julgamento de todos aqueles que continuaram à espalhar suas maldades na face da terra, apesar de conhecerem, por essas maldades, o justo castigo que lhes espera. É como ouvimos do Senhor: "Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!" (Mt 18,7).

Portanto, meditando a Parábola do trigo e do joio, vemos que assim será no dia do juízo final; os anjos do Senhor virão ao seu comando e retirarão da Criação todos aqueles que praticaram o mal; enquanto que os filhos e filhas de Deus, serão recolhidos no celeiro de sua glória e gozarão da imensa paz que lhes está reservada como herança eterna, por viverem esse tempo de prova no mundo, fazendo em tudo a Sua Santa Vontade.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A DOR DO FILHO DE DEUS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,38-40)(23/5/18).

Caríssimos, o anúncio da verdadeira libertação da humanidade, como conhecemos, passou pelo sofrimento de cruz; nossa maior alegria nasceu da maior de todas as dores, a dor do Filho de Deus que foi barbaramente torturado e assassinado sem nenhuma culpa, exatamente por aqueles que Ele veio salvar. Mas, Senhor, como pode, depois de todo o bem que lhes fizestes e de todo amor que lhes destes, ainda assim te mataram tão cruelmente?

Filho meu, a pior cegueira que existe é a cegueira causada pelo pecado nas almas que o cometem, pois nada enchergam além das trevas do pecado que conceberam, pois se deixaram seduzir pelos instigacões e perversões do maligno, para cometerem tais atrocidades contra os inocentes que perseguiram. Todavia, que fique bem claro, nenhum inocente perseguido e morto sofrerá danos além do sofrimento temporal, pois, depois desse tempo de prova, lhes será dado o refrigério eterno do meu amor em minha presença por toda eternidade, pois me imitaram em tudo por seu martírio.

De fato, desde que conhecemos a História da humanidade, percebemos que sempre existiu uma doentia oposição à verdade, como se fora uma espécie de sina trágica por parte daqueles que menosprezaram e abandonaram a Vontade de Deus. E tudo isso começou ainda antes da história da criação, com os anjos decaídos, que são seres espirituais criados por Deus, para servirem à Ele, mas também aos homens. Por recusarem esse humilde serviço se rebelaram contra a Onipotência Divina, mas perderam a batalha espiritual travada contra São Miguel e seus anjos e por isso se precipitaram contra os homens, tentando destruí-los, a quem na verdade deveriam amar e servir (cf. Ap 12).

Ora, de tal forma a humanidade foi atingida pelo pecado que foi preciso que nosso Pai Criador enviasse Seu Filho amado, gerado pelo Espírito Santo no seio Virginal de Maria, como Redentor de toda a humanidade. Vejam à que ponto Deus nos amou, pois sacrificou o próprio Filho, deixando que fosse morto numa cruz para apagar, com o derramamento do seu sangue, os nossos pecados e nos libertar para sempre da morte e do inferno, lugar eterno dos anjos e dos homens que se rebelaram e enveredaram pela via da perdição eterna.

Conclusão: "A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro." Por isso, o Profeta Isaías proclama: "Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas novas e anuncia a libertação, que diz a Sião: Teu Deus reina!"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 22 de maio de 2018

SILÊNCIO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,30-37)(22/5/18).

A vida de entrega aos desígnios do Senhor requer um amor incondicional, requer submissão amorosa, isto é, obediência sem limites, na certeza de que Deus nos conduz por sua via de retidão até atingirmos a perfeição por Ele desejada para as nossas almas. Mas, para que todas essas graças aconteçam precisamos deixar o mundo com suas atrações e contradições, como ouvimos hoje na Carta de São Tiago: "Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Assim, todo aquele que pretende ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus."

Ora, mas o que significa esse abandono do mundo? São João nos explica muito bem isso na sua primeira carta: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente."

Caríssimos, mantenhamos o silêncio dos pensamentos, o silêncio das palavras; e escutemos o Senhor no coração de nossas almas, a nossa consciência, onde o Senhor nos fala por meio de Sua Palavra, por meio da Eucaristia, e pela inspiração do Espírito Santo em nossa oração silenciosa, pois quem escuta o Senhor e trilha os seus caminhos permanece em estado de graça e facilmente chagará ao céu, porque já não vive para si, mas para o Senhor que nos amou até a última gota de seu Sangue Redentor.

Com efeito, a recompensa para quem ama o Senhor assim é viver a felicidade que não tem fim, como Ele mesmo disse aos discípulos quando estes o indagaram sobra a renúncia de tudo: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos". Respondeu Jesus: "Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

"TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ."


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,14-29)(21/5/18)

"Tudo é possível para quem tem fé”.

Caríssimos, muitas vezes nos deparamos com situações na vida em que nos sentimos impotentes diante delas, como aconteceu com os Apóstolos no Evangelho de hoje. Se analisarmos bem, veremos que nossas soluções atônitas nada resolvem, ao contrário, só aumenta ainda mais a confusão, mesmo que tenhamos fé e estejamos com o Senhor. Mas porque isso acontece? Porque quase sempre nossas soluções são frutos do que entendemos da fé e não do seu real poder. Na resposta de Jesus ao pai da criança e aos Apóstolos está a real solução para as situações dessa natureza.

"Se podes!... Tudo é possível para quem tem fé”. “Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração”. Ou seja, os dons básicos para a ação do poder de Deus nas mais diversas situações de nossa vida, são a fé e a oração. O pai da criança mesmo no desespero que o acompanhava, acreditava, mas por lutar tantas vezes contra tal fenômeno sem obter resultado, já perdera as esperanças, por isso, pediu reforço para a sua fé racional e logo obteve êxito em sua oração. Já por parte dos Apóstolos a resposta de Jesus serviu de aprendizado para eles, pois também necessitavam de discernimento para agir com a autoridade do poder de Deus, para expulsar o mal que por algum motivo ali se encontrava.

Uma outra bela reflexão que podemos colher desse acontecimento, é esta: as coisas que dizem respeito às ações do Senhor nas situações de nossa vida, requer silêncio, pois em meio ao barulho deste mundo não existe espaço para a graça, mas somente para a confusão. Aliás, o silêncio é sagrado, nele encontramos e escutamos Deus; e assim temos todas as graças por vivermos na Sua Presença, em comunhão com a Sua vontade, fazendo tudo o que é do seu agrado; enquanto que, o barulho é infernal. Nele não se tem nada além de sons ensurdecedores que muito inquieta a alma, que desolada suplica ao Senhor que lhe dê a paz e o amor de que tanto necessita.

Caríssimos, tudo o que o ser humano faz fora da vontade de Deus, é porta aberta para as ações do inimigo de nossas almas; todavia, quando se busca em Jesus a solução, tudo muda de imediato, pois, o impossível aos limites da fé natural, torna-se possível pela ação do Espírito Santo que concede o dom da fé Carismática à todos aqueles que procuram o Senhor com sinceridade de coração.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 20 de maio de 2018

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM POR MEIO DA PODEROSA INTERCESSÃO DE MARIA...


Homilia do Dom de Pentecostes (Jo 20,19-23)(20/5/18).

Como um fogo abrasador, o Espírito do Senhor, desceu sobre Maria e os Apóstolos no dia de Pentecostes e renovou a face da terra; desde então, a Igreja, esposa de Cristo, é composta por todos os seus filhos e filhas que nascem da água e do mesmo Espírito que O gerou no seio de Sua Mãe Santíssima. Em outras palavras, esse novo nascimento é também nosso Pentecostes, pois de igual modo, o Espírito Santo veio sobre nós no momento em que fomos batizados.

Então, confirmando, o que é mesmo Pentecostes? É a vinda do Espírito Santo prometido por Cristo; diz-se também do nascimento da Igreja, tendo em Maria e nos Apóstolos sua visibilidade. Em meio a tudo isso, a Igreja é Cristo e Cristo é a Igreja, exatamente como Ele mesmo a descreve, como a videira, cuja seiva é o Espírito Santo, e o Pai Eterno, é o Agricultor que com seu divino amor poda, renova seus ramos e multiplica os seus frutos para que todos tenham a vida divina. Todavia, os ramos secos dessa videira serão arrancados e lançados fora, pois não é possível que depois de receberem tantas graças, continuem sem dar fruto algum.

Caríssimos, Pentecostes é também a manifestação da Palavra proclamada pela Sabedoria do Espírito, por meio dos Apóstolos, e escutada por todas as nações presentes e futuras, pois o Espírito do Senhor continua a obra da salvação dos homens até o fim do mundo. Todavia, sem a pregação da Palavra e o testemunho dela não se tem conversão nem sinais nem prodígios.

De fato, hoje em dia se difunde muito a palavra humana e se esquece facilmente da Palavra Divina; o resultado são as falsas notícias, a multiplicação das calúnias, a difusão do ódio, das divisões e de todos os males advindos do pecado da palavra falada, escrita e multimídia, até mesmo entre os cristãos. Por isso, muito cuidado com os pecados das palavras porque eles são venenos para a alma; nunca os escute. Com efeito, assim disse o Senhor: "O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro. Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado."

Conclusão: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 19 de maio de 2018

VINDE Ó ESPÍRITO SANTO


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,20-25)(19/5/18).

Caríssimos, a liturgia de hoje nos prepara para o grande Pentecostes da Igreja, ou seja, a vinda do Espírito Santo, tal qual Jesus prometera: "Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo." Ora, por que Deus escolheu o testemunho como meio de comunicação de suas graças sobre toda a humanidade, começando pelo testemunho do Seu próprio Filho?

Caríssimos, só entendemos os desígnios de Deus quando nos submetemos aos ditames da Sua Vontade. Aliás, tudo o que vemos é bom, belo e perfeito, pois trata-se da visibilidade natural, mas a naturalidade não tem sua origem em si e por si; assim, entendemos pela fé, que Deus tudo criou por amor com o poder de Sua Palavra, como meditamos no Evangelho segundo João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito."

Todavia, por causa do pecado dos seres que criou, esse Verbo Criador veio ao encontro de Sua obra para redimi-la ao custo do sacrifício da própria vida, e assim enviou o Seu Espírito, para que todos Dele nascidos, tivessem a remissão dos pecados, a participação na Sua natureza divina e a felicidade eterna no Reino de Deus. Por isso, essa Solenidade é a própria imagem da celeste habitação, pois a Igreja é a parte visível do Reino dos Céus neste mundo. Crer nessa verdade é viver a realidade que está à cima de nossa natureza para além de tudo o que tenta nos persuadir de que a vida tem seu fim após a morte.

Conclusão: Caríssimos, "Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A VIRTUDE QUE NOS CONDUZ AO CÉU...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(18/5/18).

Caríssimos, certa feita disse o Senhor: "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós." De fato, a vida mais do que em dom é uma missão; viver e fazer a vontade de Deus, amando-o sobre todas as coisas, se constitui o verdadeiro sentido da vida que Dele recebemos.

Não estamos no mundo para vivermos por acaso, pois seria viver somente para a morte, aliás sobre isto, eis o que meditamos no Livro de Sabedoria: "Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal." Assim compreendemos que a graça do Senhor supera infinitamente os limites de nossa frágil natureza.

No Evangelho de hoje, Jesus não só confirma o perdão dado a Pedro, por meio de sua retratação, mas também a missão que lhe concedera (cf Mt 16-19); e mais ainda, profetiza com que morte Pedro haveria de glorificar a Deus. Portanto, a obediência do seguimento requer, de nossa parte, a renúncia à tudo que somos e temos por nós mesmos, para vivermos a grande virtude de sermos conduzidos pelo Espírito Santo e o seu santo modo de agir em nosso viver, como vimos o exemplo de São Paulo na primeira leitura.

Caríssimos, é certo que tentamos planejar tudo na vida e vivermos do nosso jeito; mas num dado momento sentimos que por mais organizados que sejamos, nossos planos quase sempre naufragam nas águas turvas de nossos limites; e quando nos retratamos com o Senhor, como Pedro o fez, recebemos também a confirmação de nossa missão e a graça de como glorificarmos a Deus e assim entrarmos no Reino dos céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A FÉ PERSEGUIDA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,11b-19)(16/5/18)

Caríssimos, a experiência da graça de Deus na vida de seus eleitos sofre constantemente a violência dos que lhes são contrários, à começar por aqueles que professam uma fé que não condiz com a Palavra de Jesus, sem contar aqueles que professam um ateísmo prático ou aquele que nasce da indiferença religiosa; ou ainda daqueles que se aliaram às hostes do maligno diretamente e usam de todos os meios tentando destruir a fé dos filhos e filhas de Deus.

Na primeira leitura de hoje, Paulo oriente os líderes da comunidade de Éfeso para que tomem conta do rebanho que Deus lhes confiou conforme o seu ministério, sabendo que as ovelhas sofrerão todo tipo de ataques, como Ele mesmo disse: "Eu sei, depois que eu for embora, aparecerão entre vós lobos ferozes, que não pouparão o rebanho. Além disso, do vosso próprio meio aparecerão homens com doutrinas perversas que arrastarão discípulos atrás de si. Por isso, estai sempre atentos: lembrai-vos de que, durante três anos, dia e noite, com lágrimas, não parei de exortar a cada um em particular."

Com efeito, no Santo Evangelho de hoje, vimos que em sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai a unidade dos discípulos que estão ainda no mundo, na certeza de que assim como Ele sofreu nas mãos daqueles que o odiavam, de igual modo, eles também haverão de sofrer por causa de seu nome, todavia, mas isto aumentará ainda mais a herança eterna que lhes está reservada.

Caríssimos, estamos no mundo das diferenças e a maior de todas está entro os filhos das trevas e os filhos da luz. Enquanto, os primeiros se destacam pelo ódio e a violência com que atacam suas vítimas; os filhos da luz são iluminados com o amor e o perdão que oferecem aos seus algozes. De fato, o cristianismo ao longo da história da humanidade sofreu os mais terríveis ataques, quer diretamente, quer por aqueles que se diziam cristãos, mas cometiam grandes atrocidades em nome de Cristo, difamando o seu nome, a Igreja e de todos os seus filhos, se esquecendo que a Igreja é Santa.

Por isso, eis o que diz o Senhor: "Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á." Portanto, "Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 13 de maio de 2018

FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR


Homilia do 7°Dom do tempo Pascal (Mc 16,15-20)(3/5/18)

Caríssimos, neste tempo de espera, a Palavra de Jesus nos orienta para obediência à vontade do Pai, mas para isto Ele nos dá o Seu Espírito para que sejamos testemunhas de Sua Ressurreição, pois o Espírito do Senhor nos comunica toda verdade à seu respeito e de como devemos proceder nesse tempo de anúncio do Seu Reino de justiça e de paz. É bem como vemos no Evangelho de hoje: "Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam."

Com efeito, hoje a Igreja celebra a Ascensão do Senhor, mas, qual é o significado desta festa? É o mesmo do Salmo 109: "O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés." Ora, em seu desígnio de amor Deus Pai determinou tudo conforme o seu plano para a salvação de todos os creem no Seu Filho, Jesus Cristo, Rei do Universo, "autor e consumador de nossa fé."

Mas, quando será a Parusia (segunda vinda) do Senhor? Ora, os Apóstolos também indagaram o Senhor sobre isso: "Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?”Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. Ou seja, esse nosso tempo é ainda o tempo do anúncio de Sua misericórdia e preparação para a sua vinda definitiva.

"Depois, virá o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés." Portanto, "Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19,7.6)."

Conclusão: "Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 12 de maio de 2018

VIVENDO A UNIDADE DO AMOR DO SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,23b-28)(12/5/18)

Caríssimos irmãos e irmãs, todos os escolhidos por Deus para o serviço da salvação das almas, têm a assistência permanente do Espírito Santo, pois "os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis." De fato, todos nós que vivemos essa luta espiritual contra as forças do mal, precisamos permanentemente da proteção do Senhor para que a Sua salvação chegue aos confins do universo. Seguir Jesus e anunciá-lo, é depositar Nele todos aqueles que encontramos na evangelização que fazemos; para que participem conosco da misericórdia e do amor que o Senhor concede à todos que o amam.

Ora, quais são as armas por nós usadas nessa luta espiritual que travamos contra o maligno? As mesmas que Jesus usou e nos ensinou a usar; a oração como dom por excelência de comunicação entre nós e Deus, nosso Pai Eterno, pela ação do Espírito Santo. Depois o poder de Sua Palavra de vida eterna, com o qual Ele venceu todas as tentações e siladas do mal. (cf. Mt 4,1-11). Com efeito, a verdade suplanta toda iniquidade que se levanta contra os filhos e filhas de Deus que ainda estão neste mundo de provação. O Senhor também nos dá como armas espirituais os Santos Sacramentos como graças sensíveis que nos faz viver unidos à Ele num só corpo, Sua Igreja.

De fato, somos obras de suas mãos criados por amor para vivermos a mesma unidade da Santíssima Trindade como Jesus nos ensinou: "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

SENHOR, EU CONFIO EM VÓS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,20-23a)(11/5/18)

Caríssimos, a certeza de que Deus nos ama e age sempre em nosso favor, nos faz sentir-nos seguros e de que Nele temos tudo, pois é Ele quem sustenta a nossa fé. Na primeira leitura de hoje, Paulo teve a confirmação dessa verdade ao escutar o Senhor numa visão: “Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”.

Caríssimos, também nós que fomos batizados recebemos o dom do Espírito Santo, para vivermos o mesmo relacionamento espiritual com o Senhor, por meio da oração, da Santa Eucaristia e de Sua Palavra, presença viva que nos fala prontamente; e ainda como Ele nos ensinou, por Sua Igreja, tendo à frente Pedro, presente na sua pessoa do Santo Padre: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus."

No Evangelho de hoje, Jesus faz uma analogia (comparação) entre a mulher em dores de parto e os discípulos que sofrem as dores por sua partida, dizendo-lhes: "A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo. Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada”.

Conclusão: A alegria do Senhor ressuscitado é o sinal de sua presença em nós, que o amamos e nos dedicamos à Ele todos os dias de nossa vida; sim, porque o Senhor, por meio de sua Onipresença, continua conosco como Ele mesmo disse: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." Ora, se Deus é por nós, quem será contra nós?

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

VIVENDO NA PRESENÇA DO SENHOR...



PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,16-20)(10/5/18).

Caríssimos, a mensagem de vida eterna comunicada por Jesus e continuada pelo Espírito Santo, tem nos pregadores escolhidos, ungidos e enviados para comunicarem essa mensagem, a clareza inconfundível de que essa é a vontade de Deus para a salvação dos homens. De certo, a vida natural é só um sopro, isso sabemos, todavia, a vida humana se encontra, não apenas no sopro natural que temporariamente a mantém aqui, mas sim na alma imortal que a contém para além do tempo, pois é "imagem e semelhança de Deus."

A Palavra de Jesus sustenta todas as coisas, Ele é o Messias enviado por Deus Pai para nos comunicar a vida divina que recebemos quando nascemos da água e do Espírito Santo no batismo. Este é o primeiro Sacramento que recebemos; ele contém em si a vida da graça anunciada por Jesus, ou seja, a filiação divina; aliás todo Sacramento é uma "Teofania" divina, isto é, uma manifest(ação) direta de Deus, que age e realiza sensivelmente a graça anunciada e dada nos demais Sacramentos por nós recebidos.

No salmo de hoje cantamos as maravilhas realizadas pelo Senhor para além das fronteiras do seu povo escolhido, para assim se cumprir a promessa feita à Abraão e à sua descendência para sempre, como meditamos nesse salmo: "Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!"

Caríssimos, não existe alegria maior do que a alegria que o Senhor nos dá de vivermos em Sua Presença, fazendo em tudo a Sua Vontade; pois, isto é que nos ensinou São João na sua primeira carta: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -, o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa."

Conclusão: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. Caríssimos, com a morte e ressurreição de Cristo, o tempo já não é mais, pois desde que ressuscitamos com Ele no batismo, a eternidade se encontra em nossas almas pela presença permanente do Espírito do Senhor que em nós habita segundo a Sua Santa Vontade.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A VERDADE É A ÚNICA FONTE DA LIBERTAÇÃO DE HUMANIDADE


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,12-15)(09/5/18).

Caríssimos irmãos e irmãs, a Verdade é Jesus Cristo, Filho de Deus Altíssimo; como nos ensinou, São Paulo, na sua Carta aos Efésios: "Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência."

De fato, a verdade é a fonte inesgotável da libertação de toda a humanidade, pois é isso que meditamos no Evangelho escrito por São João: "Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos livrará." Ora, na verdade se encontra a liberdade eterna. Mas nem todos os homens a aceitam tal qual ela é, porque isto requer conversão, isto é, uma transformação interior que os faça transparecer todos os valores divinos que Deus deu à todos os homens quando os criou "à sua imagem e semelhança."

Com efeito, ao enviar o Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos no dia de Pentecostes, o Senhor o fez para que a plenitude da verdade por eles recebida fosse anunciada e difundida até os confins do mundo, a fim que todo aquele que a escute e nela permaneça, tenha a vida eterna.

Conclusão: Caríssimos, vivemos num mundo onde a todo custo tentam calar a verdade, à começar pelo barulho dos meios de comunicação, que comunicam tudo, menos a verdade. Por isso, os filhos e filhas de Deus, precisam libertar-se totalmente da boca maldita da mídia televisiva, falada e escrita, para dar ouvidos somente à Santa Palavra de Deus, pois nela se encontra o tesouro inesgotável de Sua Sabedoria e da Sua Vontade. Portanto, este é o grande presente do céu que Jesus veio trazer para todo aquele que Nele crê.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 8 de maio de 2018

TESTEMUNHAS DA VERDADE


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,5-11)(08/5/18)

Neste mundo estamos cercados por todos os lados dos mais terríveis ataques das forças do mal; tais ataques se traduzem pelas inúmeras tentações que chegam às nossas mentes em forma de maus pensamentos. Ora, tudo o que é mal só vem do mal; um filho ou filha de Deus, é incapaz de pensar o mal, de falar mal e de fazer o mal à quem quer que seja, porque são filhos de Deus. Logo, nunca aceite e nem dê permissão a nenhum pensamento vão, desordenado ou estranho; em suma, à nenhum pensamento mal.

Caríssimos, a unidade divina se faz presente em nossa vida porque somos batizados. Não viver essa unidade é se perder em meio às provocações da mentalidade deste mundo. São João na sua primeira carta, nos ensinou: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente."

No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina da necessidade de sua partida, porque com ela, Ele nos envia o dom do Espírito Santo, para permanecer com nós e em nós. Mas também nos revela três coisas fundamentais para a fé, então, escutemos o Senhor: "E quando vier o paráclito, o Espírito da Verdade, Ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: o pecado, porque não acreditaram em mim; a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”.

Conclusão: Caríssimos, sabemos que a misericórdia divina está sempre conosco e por isso mesmo não abrimos mão de nossa fé, aconteça o que acontecer; pois aqui estamos para testemunhar a Presença de Deus em nossa vida, e esse testemunho revela que Deus ama a humanidade e quer que todos os homens sejam salvos. Mas atenção, porque muitos não se converterão, pois não aceitarão viver segundo a Sua Vontade, e por isso, se perderão eternamente por aceitarem a mentira em suas vidas e rejeitarem a Verdade que os salva.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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