VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

A PEDAGOGIA DIVINA E A LÓGICA HUMANA


A PEDAGOGIA DIVINA E A LÓGICA HUMANA...

A lógica de Deus não é a nossa, isto porque a nossa lógica se baseia apenas nas leis naturais, enquanto a lógica divina tem como fundamento a lei perfeita do amor. Em nossa lógica medimos tudo, pontuamos, criamos regras, fórmulas, para obtermos os resultados desejados; em Deus não há medida, não há fórmulas contingentes, mas há dois dons fundamentais que nos ajuda a entender o agir divino em nosso favor. São eles, fé e obediência; pela fé acreditamos nos santos mandamentos, que é a lei perfeita do amor, e que nos leva a percorrer o caminho da perfeição; e a nossa obediência como correspondência amorosa para que Sua teofania (ação direta de Deus) plenifique nossa vida.

Eis o que a Sagrada Escritura nos ensina sobre a pedagogia divina e a lógica humana:

Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente. Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos. Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão”. (Is 55,6-11).

Desse modo compreendemos que a fé não é uma teoria, mas uma prática que fundamenta o dom amor de Deus em nossa vida; e a obediência é o dom que em nós acolhe a vontade do Senhor... Ou seja, a Palavra de Deus dita se realiza, enquanto a vontade humana a segue por meio da fé e da obediência; pois de Sua Palavra dependemos cem por cento, não somente nós, mas também toda a criação... Então, sejamos testemunhas da Palavra Divina, pois só há autenticidade no agir humano, quando ele tem como fundamento o que Deus fala e faz...

Vejamos como se dá isso:

Irmãos, também eu, quando fui ter convosco, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloquência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino, para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória).

É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.

Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais.

Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo. (1Cor 2).

Destarte, “Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém”. (Rom 11,33-36).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

PS: “Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus.” (Miq 6,8)

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sábado, 9 de novembro de 2013

A VONTADE DE DEUS...


A VONTADE DE DEUS


Fazendo minha meditação diária, me veio à mente a seguinte pergunta: como posso discernir a Vontade de Deus com precisão? Ou seja, como posso identifica-la tal qual ela é sem interpretações subjetivas? Porque já ouvi muitas vezes que a vontade de Deus está expressa nas Sagradas Escrituras... E, de fato, vejo nessa afirmação um profundo ato de fé e comungo totalmente com ela (cf. 2Pd1,19-21). Mas, será que a Vontade de Deus se faz expressa somente nas Palavras Sagradas? Eu pergunto isso, porque a percebo também em todas as suas criaturas, as visíveis e as invisíveis, elas são “Palavra de Deus realizada” (cf. Gn 1; Cl 1,15-18); pois as leis que as rege são verdadeiras e a verdade é a Vontade de Deus sempre presente; e são por estas leis, naturais ou eternas (cf. Rm 2,14-16;Ex 20,1-17;23,1-9), que o Senhor governa todas as suas criaturas. Desse modo, eu a percebo na liberdade que temos de escolher e decidir tudo em nossa vida, a partir das possibilidades e oportunidades que nos são dadas; eu a vejo ainda nos talentos, nas habilidades, nas capacidades e nos dons que cada ser possui. E a vejo, enfim, em tudo e em todos pelo simples fato de existirmos. Só não a vejo no mal e na prática dele (cf. Tg 1,13.17).

Mas, em meio aos acontecimentos da vida e tudo que a envolve, por exemplo, eu posso deixar expressa minha vontade, e me ausentar. E então, como fazer para me encontrares? Espere-me, fazendo minha vontade que deixei expressa, pois estou nela, mesmo que você não me veja, eu estou, isto porque não tem como você me esquecer, uma vez que minha vontade está gravada em sua alma. Assim acontece conosco diante de Deus. Não tem como esquecer o Senhor, pois suas leis (Vontade) estão gravadas em nossas almas e em tudo quanto existe (cf. Rm 1,19-22), e por isso, elas não nos deixa esquecê-lo. Não cumprir suas leis é morrer e não mais vê-lo. Infelizmente é o que está acontecendo nesse nosso mundo perverso, que por causa da desobediência à Sua Santa Vontade, inumeráveis criaturas têm perdido a vida e desaparecido da face da terra pelo o mal aqui se tem praticado.

Não obstante tudo isso, pergunto, é possível mesmo assim encontrar Deus pessoalmente aqui? Sim, pela fé, pois a fé é dom de Deus, também gravada em nossas almas, e é por ela que O encontramos (cf. Hb 11,6). Ora, mas será que Deus está presente pessoalmente no meio de nós, para além de suas Leis? Com absoluta certeza, pois em Jesus Cristo, o Filho de Deus, encontramos Deus pessoalmente, perfeitamente, sem nenhuma sombra de dúvida. Pois, assim está escrito: Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou. Pois a quem dentre os anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei (Sl 2,7)? Ou então: Eu serei seu Pai e ele será meu Filho (II Sm 7,14)?” (Hb 1,1-5).

Com efeito, eis o que diz o Senhor: “Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas. O Pai ama o Filho e confiou-lhe todas as coisas. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus”. (Jo 3,31-36).

Entretanto, exclamou Jesus em voz alta: Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou; e aquele que me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia. Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo me falou o Pai”. (Jo 12,44-50).

Então, qual é o grande pecado da humanidade? É não crer em Cristo. O Filho de Deus é a Vida, sem Jesus não há Vida, mas somente a morte; Jesus é a Verdade, isto é, a total Vontade do Pai para nós, sem Jesus, tudo é nada; Jesus é o Caminho, sem Jesus todos os caminhos deste mundo são trilhas enganadoras, que levam a lugar nenhum. E onde encontramos o Senhor Jesus visivelmente? Na Santa Eucaristia, Sacramento da Salvação dos homens. Pois este Santo Sacramento é seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade, Sua Presença real no meio de nós (Mt 26,26-28). Pois antes de partir deste mundo, Jesus quis permanecer aqui conosco, e se nos deu visivelmente neste Santíssimo Sacramento, Pão de vida eterna. Bem como nos ensinou São Paulo: Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha”. (1Cor 11,23-26).

Portanto, pela verdade que somos e conhecemos em nós e nas outras criaturas; pela fé que recebemos da Igreja, Corpo Místico do Senhor, parte visível do Reino de Deus neste mundo (cf. Mt 16,16-19), permaneçamos fiéis cumpridores de sua Vontade, pois, quem cumpre o Vontade de Deus presente em seus Mandamentos, permite que o Senhor esteja no comando de sua vida para que lhe santifique e conduza à vida eterna. Por outro lado, quem desobedece ao Senhor, envereda pelo caminho das trevas do pecado conduzido pelo diabo, inimigo de nossas almas, para o inferno que está preparado para ele e aqueles que o seguem (cf. Jo 5,28-29; Dn 12,2; Ap 20,10; 21,8).

Destarte, “Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1Jo 5,1-5).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TUDO PASSA, SOMENTE A VONTADE DE DEUS PERMANECE PARA SEMPRE...


TUDO PASSA, SOMENTE A VONTADE DE DEUS PERMANECE PARA SEMPRE...

Sem dúvida nossos dias estão contados, pois as duas maiores certezas de nossa vida é que estamos vivos naturalmente, mas haveremos de morrer; todavia, a obra de Deus é eterna, pois Ele nos criou “à sua imagem e semelhança”, por isso, nos enviou seu Filho para nos resgatar do precipício da morte no qual todos, cedo ou tarde, cairemos. É como está escrito: Todos caminham para um mesmo lugar, todos saem do pó e para o pó voltam”. (Ecl 3,20). Mas, não é o fim, mesmo sabendo que morremos naturalmente, alimentamos a esperança redentora que o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, infundiu em nossos corações em seu infinito amor (cf. Rom 5,1-11).

Realmente, Deus nos fez na contingência, porém, com alma imortal capaz de conhecê-lo e amá-lo e permanecer imersa Nele. Não temos dúvidas de nossos limites, todavia, para além do limite que nos cerca, existe o ilimitado divino que nos atrai a todo instante, é por isso que aqui não ficamos por muito tempo, porque nada está parado, mas em constante movimento rumo ao ilimitado de Deus que nos concede todas as graças necessárias para que no dia eterno O encontremos face a Face.

De fato, somos portadores das maiores e mais sublimes promessas (cf. Lc 12, 32-24; 1Cor 2,9) que nos alegra imensamente, não obstante, os perigos que nos cerca neste mundo. Pois, além dos perigos naturais; sofremos as tentações sobrenaturais capazes de precipitar na tristeza e na morte todo e qualquer ser humano que por elas se deixa prender. Porém, “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1Cor 10,13).

Com efeito, assim nos ensina São Paulo: Irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa”. (1Cor 7,29-31). E ainda: “Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. (1Tim 6,6-10).

Portanto, tudo passa neste mundo, somente a vontade de Deus permanece para sempre; felizes são aqueles que decidem viver em tudo conforme a vontade do Altíssimo (cf. Col 3,17), porque é de sua vontade que brotam todas as fontes da vida. Por fim, escutemos o Senhor: “Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”. (Mt 16,24-27).

Paz e Bem! Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: A SENSIBILIDADE DA FÉ...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA: A SENSIBILIDADE DA FÉ...

A fé sensível é aquela com a qual o fiel tem a percepção da presença divina e se mantém nela, traduzindo-a com seu viver. E de onde nasce essa fé? Nos batizados, essa fé é dom carismático, ela nasce da efusão do Espírito Santo quando do nosso batismo, conforme nos ensinou Jesus: “Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus”. (Jo 3,5). E ainda, "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão". (Jo 16,13).

Também podemos entender a sensibilidade da fé como uma espécie de vigilância constante (cf. Mt 26,41), onde a alma se mantém na escuta do Senhor a fim de executar os seus apelos de imediato. Podemos também defini-la como dom de oração, conforme nos indicou São Lucas a respeito do ensinamento de Jesus sobre a importância da oração: “Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo”. (Lc 18,1). Ou ainda como dom de intercessão, como nos ensinou São Paulo:Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. (Ef 6,18).

Vejamos alguns exemplos de sensibilidade da fé. De nossa boca só pode sair a verdade, porque somos filhos da Verdade, por isso,  o que falamos, tem que ter a importância de nossa salvação, conforme nos ensinou Jesus (cf. Mt 12,33-37). Então, que os nossos pensamentos concordem com as palavras de nossa oração e com a prática das virtudes, caso contrário, falamos apenas da “boca pra fora”, mas sem proveito algum de nossa oração, porque toda oração que fizermos precisa ser conforme a vontade de Deus para a nossa vida, caso contrário, não seremos escutados. (cf. Is 29,13-15).

Outro exemplo de sensibilidade da fé: sabemos que o tempo nos foi dando como um condutor para Deus, por isso, todo tempo que temos é tempo de vivermos para Deus, porque é Deus quem nos dá todas as graças e bênçãos para sermos felizes (cf. 2Cor 6,1-2). Mas, o que estamos fazendo com o tempo que nos é dado? Muitos se esquecem de vivê-lo para Deus. Por exemplo, a nossa participação na Santa Missa todo domingo e dias de festa, conforme o mandamento do Senhor. Ora, muitos são os batizados, mas que não participam de nada referente à vivência da fé; outros até participam da Santa Missa, mas chegam frequentemente atrasados e mesmo assim vão comungar.

Outros ainda, têm tempo para os “amigos”, o futebol, a televisão, e outros entretenimentos, mas não têm tempo para a família, nem para rezar o santo Rosário ou ler a Sagrada Escritura, e muito menos para participar de sua comunidade. Ou seja, têm tempo para quase tudo, menos para Deus. O resultado é uma fé insensível, indiferente, frívola, etc., sem prática alguma das virtudes, mas com uma tremenda inclinação para os vícios; e os filhos, seguem o mesmo caminho da indiferença dos pais. Desse modo, as famílias estão se desestruturando; a droga e o desvio comportamental estão imperando entre os jovens, causando um sem número de viciados, pervertidos e mortos.

Por fim, o que mais posso falar sobre a sensibilidade da fé? Homens e mulheres sensíveis à fé são aqueles que vivem da fé, conforme nos falou o profeta Habacuc:Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade”. (Hab 2,4). Assim, eis o que diz o Senhor:Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”. (Miq 6,8).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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terça-feira, 3 de abril de 2012

"NÃO AMEIS O MUNDO NEM AS COISAS DO MUNDO"




Por que, Senhor, somos tão fracos?
Talvez seja porque não aprendemos ainda a viver como tua imagem e semelhança...
E por isso, às vezes, fazemos da vida uma lambança só...
E o pior, é que também não aprendemos ainda a conviver contigo,
como nosso amigo, nosso Senhor, Redentor e Pai de nossas almas...
Submissos ao teu amor como deveríamos ser...
E por causa dessa fraqueza, Senhor, temos perdido muito...
Isto Porque, damos mais valor às coisas que passam do que as que não passam...

Creio que esse tem sido o grande problema da humanidade...
E por causa disso, não temos ainda vivido a verdadeira liberdade,
Porque, apegados aos bens materiais, decidimos não evitar o pecado...
Desse modo, temos sido exagerados, perdendo até mesmo o silêncio interior que nos destes, 
a partir do qual poderíamos viver mais intensamente o teu amor, 
numa sintonia perfeita no cumprimento do Plano da nossa salvação...

Senhor, por que somos tão nada? Já sei...
É porque recebemos muito de tua graça...
Mas não sabemos viver conforme a graça recebida...
E assim fazemos da vida um verdadeiro inferno...
Porque não falta prazer, emoção, sensação, desejo e vontade que não possas saciar...
E, no entanto, muitos de nós preferirmos buscar tudo isso,
no lixo do pecado que nos leva às frustrações e à perdição contida em sua prática...
Dessa forma, o mundo está como está,
sem Te encontrar e nem se encontrar...
Ou seja, profundamente perdido em si mesmo...

O que fazer, então, Senhor?
Como devemos proceder para o mal não acontecer?
“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo.
Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai.
Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procedem do Pai, mas do mundo.
O mundo passa com as suas concupiscências,
mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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“Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, o faz também semelhantemente o Filho. Pois o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e maiores obras do que esta lhe mostrará, para que fiqueis admirados. [Portanto], De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 5,19-20.30).
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AMAR A DEUS É OBEDECÊ-LO













AMAR A DEUS É OBEDECÊ-LO...


Para a grande maioria da humanidade, amar é um sentimento; já para nós cristãos que vivemos da fé - “o justo vive da fé” - amar é a união perfeita da alma com Deus por meio da virtude da obediência (Cf. 1Jo 5,1-5), “porque Deus é amor e quem ama permanece em Deus e Deus permanece nele” (Cf. 1Jo 4,8.16). Ora, se o amor fosse apenas um sentimento ele seria algo inconstante ou um quase nada sentimental, visto que todo sentimento é passageiro, porque os sentimentos se sucedem, enquanto que o amor nunca passa, porque ele é o fundamento de nossa perfeição.

Jesus nos ensinou, com a sua obediência ao Pai (Cf. Jo 5,30), que a vontade de Deus é a única que permanece, por isso, precisamos fazer tudo o que é do seu agrado para permanecermos Nele até o fim, porque somente assim o nosso testemunho é verdadeiro, por ser um ato de amor a Deus acima de todas as coisas. São Paulo em sua Carta aos Romanos, escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).

Com efeito, “Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”. (Jo 1,18.17). De fato, “Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.    Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus...” (Heb 1,1-3).

É dele que também está escrito nessa mesma Carta aos Hebreus: “Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade (Sl 39,7ss). Disse primeiro: Tu não quiseste, tu não recebeste com agrado os sacrifícios nem as ofertas, nem os holocaustos, nem as vítimas pelo pecado (quer dizer, as imolações legais). Em seguida, ajuntou: Eis que venho para fazer a tua vontade. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo”. (Heb 10,5-10).

E ainda: “Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.” (Heb 5,7-10).

Portanto, foi assim que Cristo Jesus amou a Deus Pai até as últimas consequências de sua vida terrena e com isso nos ensinou a amá-lo assim também. Desse modo, o amor e a fidelidade, que se traduzem em obediência, são as virtudes alicerces da vida em Deus; não é possível ser discípulo de Jesus sem a vivência dessas virtudes, porque é por elas que nos mantemos unidos à videira eterna do Senhor, que é a Igreja, para darmos os frutos da salvação que Ele nos concedeu para o louvor de sua glória.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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sábado, 2 de agosto de 2008

NOSSA ORIGEM É DIVINA

NOSSA ORIGEM É DIVINA

Todos nós que aqui vivemos, somos inseguros por natureza, sentimos bem de perto o que isso significa na medida em que somos dependentes de tudo, seja do ar que respiramos; da comida que comemos; da água que bebemos e de modo especial daqueles que nos deram a vida. Ocorre que, quando somos capazes por nós mesmos de alguma coisa, pensamos que podemos tudo e com isso, nos mais das vezes, botamos tudo a perder.

Ora, em nossa humanidade não podemos esquecer que essa nossa dependência nunca nos deixará e que mesmo os homens querendo sentir-se auto-suficientes serão sempre criaturas sujeitas às frágeis condições de nossa existência e nada mais. Porém, quando tratamos essa questão a partir da fé, mudamos nosso entendimento porque passamos a entender melhor qual seja a vontade de Deus à nosso respeito, isto é, passamos a viver o plano do Senhor para a nossa salvação.

E o que quer dizer tudo isso? Quer dizer que a nossa origem não é apenas natural e dependente do tempo; mas, para além da natureza que nos tem e à quem nós temos temporariamente, somos também nascidos da eternidade e para a eternidade, pois nossa origem é divina, porque fomos criados à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1,26). Visto que, ao sermos gerados, nossos pais cumprem apenas a ordem do Criador: “crescei-vos e multiplicai-vos” (Gn 1,28).

De fato, não podemos esquecer nunca nossa origem divina, pois, querendo ou não, haveremos de prestar contas ao nosso Criador e Pai pelos dons que dele recebemos para que aqui vivêssemos de acordo com o seu propósito divino, isto é, o bem e a felicidade de todas as suas criaturas.

Agora vejamos o que São Paulo falou a esse respeito: “Deus fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça’...” (At 17,26-28).

Por isso, “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gl 6,7-9). Então, “Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor”. (Rm 12,11).

Paz e Bem!

terça-feira, 29 de julho de 2008

FÉ E CONVERSÃO

FÉ E CONVERSÃO

Jesus começou sua vida pública anunciando: “Convertei-vos e crede no Evangelho porque o Reino de Deus está próximo”. Para o Filho de Deus, converter-se é fazer parte do Reino de Deus, é comungar com a Sua Vontade eterna e realizar na vida tudo o que é do seu agrado. 

Em outras palavras, converter-se “é tomar posse daquilo que se é”, ou seja, “imagem e semelhança de Deus” numa entrega total a Ele que nos salva e nos leva à condição da filiação divina. Pois, nossa conversão é profundamente necessária para que possamos experimentar a graça santificante do Senhor que nos torna filhos e filhas muitos amados.

Discorrendo sobre isto S. Paulo escreve: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).

Porque, quem somos agora? Na realidade sem a graça de Deus não somos nada, porque mesmo existindo naturalmente somos destinados a morrer Indubitavelmente, isto é, sem escapatória alguma. A nossa condição de mortalidade revela a nossa fragilidade e a necessidade de buscarmos aquilo que nos faz perenes e isso só é possível mediante a fé. “Porque, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram”. (Heb 11,6).

Então, qual é mesmo a vontade de Deus para nós? Deus quer que sejamos santos e santas e enquanto não atingimos essa santidade, querida por Deus, precisamos de conversão, isto é, da transformação de nossa vida para voltarmos ao eu original, ou seja, ao estado de graça perfeito, à comunhão plena com “o autor e consumador de nossa fé”.

Eis o que escreve São João àqueles que são convertidos: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,1-3).

Portanto, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Heb 11,1). E a conversão é a tomada de posse da vida eterna, que Deus dispõe a nosso favor desde toda eternidade, como herança imperecível que nos cabe, por aqui vivermos segundo sua vontade.

Paz e Bem!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU”.

“É Vontade de nosso Pai que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,3-4).

Essa oração que pede ou suplica a Vontade de Deus leva-nos a compreender o nosso desligamento dessa Santa Vontade pelo pecado, que infiltrado em nossas entranhas, nos faz reféns de nós mesmos e dos nossos caprichos. Antes do pecado o ser humano tinha total acesso à Vontade de Deus, gozava dos Seus frutos e se entretinha com o seu Criador face a face. Esse deleite humano foi perdido com a pretensão de querer ser como deuses, conhecedores do bem e do mal (Cf. Gn 3,1-4). Isso fez com que nossos primeiros pais e nós hoje experimentássemos a infelicidade e a morte como fruto de nossa desobediência. A desordem da criação que vemos atualmente nada mais é do que a desarmonia humana pela não adesão ao querer e ao agir do Senhor nosso Deus.

Querer a Vontade Divina novamente é voltar à originalidade daquela comunhão perdida no Éden, é mergulhar no mistério da vida e gozar mais uma vez da felicidade dos filhos de Deus. Mas o que é ou quem é mesmo a Vontade de Deus? Vejamos o que São Paulo escreve na Carta aos Efésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a benção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.

No seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito (consentimento) de sua livre Vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem Amado. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência”. (Ef. 1,3-8).

“Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua Vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos – desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra. Nele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua Vontade, para servimos à celebração de sua glória”. (Ef. 1,9-12 a).

Constatado qual seja a Vontade do Senhor nosso Deus, ou seja, nossa adesão a Jesus Cristo, o seu Filho amado. O que fazer? “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a Vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).

“Aderindo a Cristo, podemos tornar-nos um só espírito com ele, e com isso realizar sua Vontade; dessa forma ela será cumprida perfeitamente na terra como no céu”. (Orígenes, Or. 26).

Vem, Senhor Jesus! MARANA THA!

Paz e Bem!

Frei Fernando, OFMConv.
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