VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DE ONDE VEM O PECADO E O QUE CAUSA?


DE ONDE VEM O PECADO E O QUE CAUSA?


A desordem que atualmente constatamos na obra da criação parece uma contradição, se julgarmos que por Deus ser Infinitamente Perfeito nunca erra em tudo o que faz. Mas, isto é fato, Deus é Infinitamente Perfeito e não erra nunca (cf. Tg 1,17). Pois assim lemos na Sagrada Escritura: “Deus criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal”. (Sb 1,14-15). E ainda: “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão”. (Sb 2,23-24). Assim, é preciso entender que Deus nada criou Nele, mas sim para Ele, com o poder de Sua Palavra, e todas as coisas sustenta e governa por suas leis naturais e eternas, como diz São Paulo: “Porque é em Deus que nós vivemos, nos movemos e somos”. (At 17,28a), se referindo à Sua Onipotência divina que tudo sustenta e governa. Logo, Deus é Criador e infinitamente superior a todas as suas criaturas, que Dele dependem sempre, para permanecerem Nele, nosso Sumo Bem!

Mas, o que causa então toda essa dicotomia desordeira, que desde os primórdios da criação se constata na face da terra? As palavras exprimem a experiência humana de tal maneira, que nos levam ao entendimento dos acontecimentos que se dão e que nos são transmitidos por aqueles que a guardaram para a posteridade. Desse modo, essas experiências acumuladas nos ensinam como usar nossa liberdade, para não cairmos nos mesmos erros de nossas antepassados. Dentre essas palavras, existem algumas que são fundamentais para entendermos todo o desequilíbrio das criaturas. Pois tudo o que Deus criou é bom, belo e perfeito, não em si mesmos, mas sim na dependência uma das outras. É como a água que depende da fonte para formar o mar, os lagos e os rios, etc. E depende ainda de como é tratada para permanecer cristalina ou não. Eis algumas destas palavras tomadas de profundos significados: Deus, criação, céu; homem, obediência, fidelidade, felicidade, paz; demônio, pecado, morte, inferno, etc.

Todo começo visa um fim e é pensando nesse fim que se traçam objetivos para poder alcança-lo. Deus deu início à sua obra a fim de que o amassemos acima de todas as coisas e fossemos felizes eternamente Nele com Ele para Ele, eis o verdadeiro sentido da Criação. Para isto nos deu suas leis naturais e eternas; quem as obedece entrega o comando de sua vida e de seu viver a Ele que nos conduz à perfeição de sua glória. Quem as desobedece perdem a liberdade de ser e de viver, para os únicos inimigos de nossas almas, o pecado e o demônio, autor do pecado, e assim passam a experimentar o inferno da perversão, do desvario, da luxúria, da corrupção e do desmando interior e exterior que constatamos obra da criação. Mas, como toda criatura, o mal não pode se sobrepor ao bem criado e muito menos ao Sumo Bem, que é Deus. Assim, como mal que é, nenhum bem experimenta nem aqui nem na eternidade, onde se perpetuará na maldade plantada e cultivada neste mundo por uma vida infame totalmente desligada de Deus.

Tendo o homem pecado contra o seu Criador, e se desligado dele pelo pecado, o Senhor não o abandonou à desordem causada pelo pecado, mas prometeu e nos deu um poderoso Salvador, Jesus Cristo (cf. Gn 3,15; Jo 3,16-21). E disse: “Eis o meu Filho amado, em quem pus toda a minha afeição, ouvi-o” (Mt 17,5c). A lei da liberdade nos ensina a acolher a verdade sempre e a praticá-la fielmente, para obtermos seus resultados imediatos e eternos. Não podemos recusar a verdade, nos opondo a ela, e permanecermos impunes (cf. Rm 1,19-32; Jo 3,18-20). Pois bem, Cristo Jesus é a Verdade, Nele encontramos Deus Pai perfeitamente; segui-lo é o maior dos privilégios, pois Ele é o único caminho para a vida eterna; na verdade, Ele é a própria vida eterna; segui-lo é amá-lo em total obediência ao Pai de nossas almas; e quem o ama assim, sabe a que fim chegará, pois o Senhor mesmo, disse: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13). “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9).

Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera?” (Rm 8,18-24).

Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz”. (2Pd 3,13-14).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A SEGURANÇA DA RESSURREIÇÃO E A INSEGURANÇA DO MUNDO...




A SEGURANÇA DA RESSURREIÇÃO E A INSEGURANÇA DO MUNDO...

Qual é a segurança que temos neste mundo? Somente aquela que Deus nos dá e que os homens e nós mesmos tentamos tirar pelo pecado; fora disto, nada mais temos, porque tudo o que temos com o tempo perderemos totalmente e isto é constatado a todo instante na vida dos outros e um dia também em nossa vida. Contudo, como a vida é um dom de Deus e somente Dele, só Ele tem o juízo definitivo sobre ela. De nossa parte, porém, precisamos da fé, que é também um dom de Deus, para permanecermos em plena comunhão com sua vontade que nos salva e nos leva a participar de sua Natureza Divina.

Mas, como isso acontece? A resposta a esta pergunta está na ressurreição de Cristo. Porque em Deus tudo é eterno, é santo, é puro, é verdadeiro, é amor infinito. E o que vemos aqui neste mundo? Nada que se compare a isto; a não ser o Sacrifício de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que nos amou e assumiu a nossa natureza humana em tudo, exceto no pecado, para nos libertar do pecado e nos dar a vida eterna. Nos atos dos Apóstolos, São Pedro, nos ensina: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4,12). Este é o grande mistério da fé que vivemos atualmente e que precisamos vive-lo intensamente para que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade pelo perdão dos pecados e à vida eterna em Cristo Jesus.

Infelizmente, como na antiga Sodoma e Gomorra, os homens de hoje estão optando pelo pecado mortal publicamente, e chamam a isto de algo “politicamente correto”, quando na verdade, é uma tomada de decisão contrária à própria natureza e uma afronta direta à vontade de Deus. E pior ainda, chamam de minoria, o que na realidade que vivemos já é maioria absoluta, por isso, se impõem e procuram a todo custo, condenar e crucificar todos os que se opõem às suas maléficas pretensões.

O que está em voga hoje em dia em nossa sociedade não é a verdade de Cristo que liberta, salva, cura e faz feliz todo aquele que adere a Ele, nem é o amor de Deus que nos une e nos faz participantes do Seu Reino Eterno; mas, sim, o pecado e todos os males que ele traz, por isso, seus adeptos, cegos espiritualmente, fazem uma defesa intransigente dele e de seus atos pecaminosos, reivindicando direitos e valores que não condizem com esses atos malogrados; pelo contrário, tais atos são abomináveis aos olhos da verdade e do bom senso.

É certo que todo homem é livre para fazer suas escolhas e decisões, porém, depois de feitas tais escolhas não podem impô-las a tudo e a todos como se fossem verdades absolutas e regras a serem observadas por toda sociedade, porque não passaria de uma ditadura comportamental imposta a quem não quer segui-la. De fato, “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”. (1Cor 6,12). Assim, quem fizer suas escolhas comportamentais, assumam elas e as consequências que elas trazem em si mesmas; mas não queiram que a sociedade inteira sofra os danos por tais comportamentos não condizentes com a nossa natureza.

Ora, discorrendo sobre isto, São Paulo, assim se expressou:Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade.” (1Tim 3,1-5).

“Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno”. (Rom 1,26-32).

Conclusão, estamos em uma grande batalha espiritual, de um lado se encontram aqueles que estão dando a vida por amor a Deus, como o fez Jesus Cristo seu Filho amado e nos ensinou a fazer também: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”. (Mt 16,24-27).

Por outro lado, estão aqueles que defendem seus próprios instintos e seus pecados publicamente, impondo-nos suas bandeiras e reivindicações como verdades únicas a serem seguidas por todos. Então, de que lado nós estamos? A quem seguir, a verdade divina em Jesus Cristo, que perdoa a todos, mesmo os que agem assim? Ou seguir tais imposições comportamentais, sendo conivente com seus autores? De fato, numa batalha como esta, nós cristãos, não podemos abrir mão da salvação recebida no batismo, realizada por Jesus Cristo, porque a única segurança que temos na vida presente e na eterna é a certeza que ele nos dá com a sua ressurreição, fora disso, tudo é caos, morte infernal, tudo é nada; porque quem em Deus não permanece, se perverte e jamais o verá.

Por que querer viver a vida fora da ressurreição do Senhor? Tudo o que não condiz com esta verdade, torna-se presa fácil da maldade que destrói a vida humana em sua ascensão para Deus. Por isso, precisamos nos ater ao dom da vida eterna que se faz presente em nossas almas desde o dia de nosso batismo, e que nos fez ressuscitar com Cristo, para a eternidade que ele preparou como herança para os que o amam...

Quem quiser seguir seus caprichos carnais que o siga, mas não digam que não conheceram a verdade que lhes podia salvar; pois, assim nos ensinou São Paulo:Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura”. A Ele a glória, a honra e o louvor aqui e por toda a eternidade, amém!

Ninguém se engane, é aqui que definimos o nosso devir, com nossas escolhas e decisões, pois, o que escolhermos é o que teremos por toda a eternidade... Eis pois o ensinamento que nos deixou São Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. (Gal 6,7-8).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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