Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
A HUMILDADE É O DOM DIVINO QUE OS ARROGANTES JAMAIS CONHECERÃO
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA
(Mc 7,1-13)(11/02/20)
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Caríssimos, a obra da criação e da salvação pertence somente a Deus e a mais ninguém; todavia, Ele no-la dá a conhecer por seu Filho nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que o amemos acima de todas as coisas e pela nossa obediência deixemos Ele governar a nossa vida. Ocorre que por nosso livre arbítrio, em certas situações, nos afastamos do Senhor, mas Ele vem sempre em nosso auxílio com a sua divina misericórdia.
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Na liturgia de hoje vemos como a prática da fé sofre a interferência do livre arbítrio humano; por um lado o rei Salomão humilha-se diante do Senhor, e nos mostra a pratica da fé que revela quem Deus é, e qual deve ser a nossa atitude de adoradores diante Dele; por outro, os escribas e fariseus baseiam-se numa prática meramente externa, por isso, são críticos contumases capazes de condenar inocentes.
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De fato, muitos ainda não descobriram o potencial do livre arbítrio e por isso usam-no mal, com intenções egoísticas onde tudo se torna motivo para julgamentos, críticas indevidas e murmurações, gerando em seus corações um alto grau de insatisfação. Ora, Deus nos deu o livre arbítrio somente para ama-lo e glorifica-lo, desse modo, ele se torna o nosso escudo de proteção.
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Caríssimos, certa feita escreveu são Paulo: "Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida." Ora, quem dera que todos puséssem em prática essas santas palavras, certamente seríamos mais simples e humildes de coração como o Senhor Jesus nos ensinou (cf. Mt 11,28-30).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
A VIRTUDE DA HUMILDADE
A
VIRTUDE DA HUMILDADE
A palavra humildade vem do termo latino
húmus que é a terra processada e tornada fecunda, capaz de fazer germinar as
sementes nela depositadas tornando-as profundamente férteis e bastante
produtivas. De fato, fazendo uma analogia entre o húmus e a virtude da
humildade, vemos que o húmus dessa virtude consiste em transformar os resíduos
dos pecados alheios e pessoais em fecundidade da alma imersa na misericórdia de
Deus. Ou seja, transformar os dejetos deste mundo em graças especiais para a
nossa salvação eterna.
Ora, ninguém é autossuficiente o bastante
para dizer “não preciso”, pelo contrário, dependemos de tudo naturalmente e
também uns dos outros nas mais diversas necessidades pessoais. Por isso mesmo,
precisamos entender que, quem depende sempre, não manda em nada fora de sua
necessidade, mas precisa obedecer sempre, para que haja solidariedade entre
todos e assim cheguemos à saciedade desejada, para que haja comunhão, ou seja, para
que nos tornemos um, como é vontade de nosso Pai do céu (cf. Jo 17,11.21).
Temos ainda um belo exemplo do fruto da
humildade na Sagrada Escritura, por meio da partilha dos bens temporais: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma
só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles
era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do
Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça. Nem havia entre eles nenhum
necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas, e traziam
o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos.
Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade”. (At
4,32-35).
Também São Paulo se refere a essa virtude a
partir da unidade com outras virtudes: “Se
me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo,
alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha
alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos
pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a
humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual
tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”. (Fil
2,1-5).
Por fim, meditemos nessa frase de São
Paulo: “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos
outros”. Essa frase nos ensina a perfeição da humildade revestida da caridade,
que consiste em servir “ao próximo como a si mesmo”. De fato, só serve quem não
tem nada de próprio, quem rompeu com os apegos deste mundo, quem vê tudo como
dádiva de Deus para todos, e que pense consigo, a ninguém falte coisa alguma
enquanto aqui estivermos, mesmo que os homens tentem nos tirar tudo.
Aprendemos esta verdade de nosso Senhor e Salvador
que disse: “Porque o Filho do homem não
veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”.
(Mc 10,45). De fato, somos servos, e o servo só faz o que o seu Senhor ordena
(cf. Mq 6,8), sem a ordem do Senhor, o que faremos? Agimos por conta própria e
quando essa ação não é conforme a vontade de Deus, tudo dá errado em nossa vida.
Porque o Senhor também nos ensinou: “De
mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é
justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.
(Jo 5,30).
Ou seja, na vida de quem serve a Deus
humildemente, mesmo que aparentemente tudo dê errado aos olhos dos homens; no
entanto, aos olhos de Deus, “tudo
concorre para o bem daqueles que o amam”, pela santa obediência. E por esse
serviço humilde e despojado, eis a recompensa do Senhor: “Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier!
Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á”.
(Lc 12,37).
Sentar à mesa do Senhor com o Senhor a nos
servir, isso se dará à medida do nosso serviço, “pois tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o
fizestes”; por isso, não queira nada fora da vontade do Senhor, pois Ele
nos dá conhecer sua vontade pelas virtudes que nos concedeu, dentre elas a
virtude da humildade vigilante, porque é assim que o servimos e o amamos de
todo coração.
Conta-se um fato acontecido na vida de
Santa Tereza D’avila. Ao meditar sobre virtude da humildade, ela fez ao Senhor
o seguinte propósito: “Senhor meu, hei de escolher sempre o último lugar, pois
tu mesmo disseste, ‘quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será
exaltado’”. Por isso, nas refeições diárias sempre procurava se alimentar por
último. Certo dia, depois de vê que todas as irmãs já estavam na fila, ela se pôs
no último lugar; quando, mais que de repente, sentiu uma leve brisa soprando por
entre sua cabeça e as costas, ao que indagou: mas não sou eu a última das
irmãs? Voltando-se viu Jesus que lhe respondeu: “Tereza, não sabes que o último
lugar é o meu?”. Assim, ela entendeu que, quem procura o último lugar, encontra
nele o Senhor.
Portanto, ser humilde é ser o que Deus quer,
é ser como Deus é, “manso e humilde de coração”, como ele mesmo nos ensinou: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha
doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as
vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mt 11,29).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.

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sábado, 16 de agosto de 2014
AS VIRTUDES TEOLOGAIS: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE...
AS VIRTUDES TEOLOGAIS: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE...
“Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das
luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua
vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que
as primícias das suas criaturas”. (Tg 1,17-18). É assim que São Tiago define
os dons de Deus, como dádivas perfeitas que nos levam à plenitude da felicidade,
da perfeição, e com isso, à mais alta condição da glória de Deus, que é a nossa
permanência Nele por toda a eternidade.
Fé, esperança e caridade são as
chamadas virtudes teologais. “Segundo o
Compêndio do Catecismo da [nossa]
Igreja Católica, as virtudes teologais "têm como origem, motivo e objeto
imediato o próprio Deus. São infundidas no homem com a graça santificante [no
batismo], e tornam-nos capazes de viver
em relação com a Trindade e fundamentam e animam o agir moral do cristão,
vivificando as virtudes humanas. Elas são
o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser
humano". (CIC nº 384). São Paulo, na 1ª Carta aos Coríntios 13, as
define como as virtudes que permanecem, porém, sendo a maior delas a caridade
(o amor) (1Cor 13,13). Na Carta ao Gálatas, ele define a relação que há entre essas
virtudes, primeiro a fé e o amor, dizendo que a fé opera pelo amor (cf. Gl 5,6b); depois, na carta aos
Hebreus, entre fé e esperança, onde lemos: “A
fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”.
(Hb 11,1).
Todavia, precisamos entender
que essas virtudes precisam da autenticidade do Espírito Santo, para serem o
que elas são. Então, como entender essa autenticidade e por consequência sua
genuinidade? Por Cristo Jesus, e somente por Ele, na pessoa de Pedro e dos
outros apóstolos e seus sucessores, que Ele mesmo escolheu e confirmou como
fundamento de sua Igreja (cf. Mt 16,18-20; Lc 10,3.16). Com efeito, o profeta
Isaías, assim profetizou sobre o Messias, o Ungido do Senhor: “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao
qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que
leve às nações a verdadeira religião” (Is 42,1). Assim, entendemos que
Jesus, ao fundar a sua Igreja como seu corpo místico (Col 1,3.22-29;2,1-23),
ele permanece nela e a conduz por seus representantes, com todos os
sacramentos, virtudes e profissão de fé, para a salvação de toda humanidade.
Desse modo, se firma a autenticidade de nossa fé católica, dom do Espírito
Santo, recebido no batismo.
Então, vamos às virtudes
teologais, primeiro a fé, como já disse, dom do Espírito Santo, que nos leva a
crer firmemente sem nunca duvidar das verdades reveladas por Deus aos seus
santos profetas e cumpridas no Novo Testamento, primeiro em Maria, mãe do
Senhor, e depois em Jesus e em todos os filhos e filhas de Deus santificados
pelo seu sacrifício de cruz, morte e ressurreição. Jesus nos ensinou que essa
virtude teologal é sumamente importante para realizarmos a vontade do Pai, por
isso, afirma: “Tudo é possível ao que crê.”
(Mc 9,23). Logo, a fé é um instrumento da graça de Deus que nos capacita
para toda boa obra, como escreveu São Paulo:
“Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de
vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém
se glorie. Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus
de antemão preparou para que nós as praticássemos”. (Ef 2,8-10).
Quanto à virtude da esperança,
esta é também derramada em nossos corações pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5);
ela é a certeza da fé, e nunca decepciona, porque ela é uma convicção a
respeito daquilo que Deus realiza em nosso favor, por isso, Ele já nos antecipa
para nos ater seguros quanto aos seus desígnios a respeito da nossa salvação. Então,
oremos ao Senhor por meio desta virtude: Senhor, tudo está em tuas mãos e
ninguém conhece mais a nossa vida do que o Senhor; tudo o que somos e vivemos,
tem como destino único o teu Reino de amor, por isso, estamos convictos de que
jamais nos abandonarás, visto que teu amado Filho, Jesus Cristo, deu-se em
sacrifício de cruz para que tivéssemos a paz definitiva na glória que
preparastes para todos aqueles que ele redimiu. Assim, Senhor, seja feita a tua
vontade, aqui na terra como nos céus.
E a virtude da caridade (do
amor)? Esta é o “Ágape” de Deus que leva o ser humano à plenitude da perfeição
de nossa natureza. Por ela somos plenamente santificados, porque Deus é amor e
quem ama permanece em Deus e Deus nele (cf. 1Jo 4,8.16). Ora, em quem Deus
permanece não há lugar para o pecado, mas somente para o estado de graça
permanente e para os seus desígnios amorosos. Daí a necessidade do cultivo
dessa e de todas as outras virtudes, porque esta é a vontade de Deus a nosso
respeito, conforme o seu santo mandamento: “Amarás
o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito”
(Dt 6,5). E ainda, quem ama a Deus, ame também o seu irmão (cf. 1Jo 4,21): “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Lv
19,18). Portanto, o amor é a essência da vida, sem o amor não há vida, não há
nada, tudo é caos infindável; destarte, amemos sempre porque o Amor é próprio
Deus que nos criou por amor e para o amor, e deu-nos o seu Filho para a nossa
salvação.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
SÉRIE MEDITAÇÕES: O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...
SÉRIE MEDITAÇÕES
O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...
JUSTIÇA
A Justiça dá a cada ser o que lhe é devido
na medida certa...
Por isso, Ela busca sempre a verdade dos
fatos, porque esta lhe dá a capacidade de ação para o bem estar de todos...
Repara o mal que de fato houve...
Pune o que devido, liberta o que preciso...
Assim é e sempre será a Justiça...
Destarte, só Deus é Justo, e por seu Filho
Jesus Cristo,
Justifica todos os injustiçados... (cf. Mt
5,6)
PIEDADE
A Piedade é a verdade em oração no coração
das almas santas...
Uma alma piedosa ama a Deus com profunda
reverência...
Clama por sua clemência, e se põe à
disposição de sua vontade...
Cresce na intimidade e no fervor, e sabe
guardar com amor todas as pérolas divinas que lhes são confiadas, não as
atirando aos porcos...
Todavia as multiplica pela oração,
Ornando com a unção divina e salutar as
almas mais necessitadas...
FÉ
A Fé é como um expectorante para a alma,
visto que põe para fora dela toda desconfiança,
firmando-a na esperança que não
decepciona....
Isto porque o amor de Deus foi derramado em
nossos corações,
pelo Espírito Santo que nos foi dado...(cf.
Rom 5,5).
A fé tudo alcança, porque obtém de Deus
todo poder,
Por isso, tudo é possível ao que crer...
ESPERANÇA
A Esperança é alma gêmea da fé,
porque tem certeza do que não vê...
Diz o ditado popular: quem espera em Deus
nunca cansa,
porque Deus não falha nunca...
A esperança também se chama convicção,
porque quem espera em Deus nunca duvida de
suas promessas,
pois sabe que elas são o motivo e o
fundamento de sua aliança conosco...
CARIDADE
A Caridade é o amor assistindo as
necessidades,
reparando as injustiças e imperfeições dos
homens...
Ela por sua vez é assistida pela Providência
Divina,
que consola os corações caridosos pelo
milagre do bem feito aos mais necessitados...
Ela é como que a mão do Senhor a
socorre-nos em seu amor...
Pela caridade somos anjos de resgate...
Apoiando os caídos, assistindo os
desvalidos,
libertando os oprimidos que o egoísmo de
alguns mutilou...
A caridade nunca passa, até que cheguemos
ao céu...
Todavia, não busque nela alguma salvação
pessoal,
Pois ninguém é salvo pelas obras...
Porém, convém saber que as boas obras só
existem,
porque fomos salvos por Jesus Cristo, o
Filho de Deus...
TEMPERANÇA
A Temperança é o equilíbrio perfeito entre
os desejos da carne e os do Espírito; isto porque a aspiração da carne é a
morte; enquanto a aspiração do Espirito é a vida e a paz; pois a carne
(concupiscência) não se submente à Lei de Deus e nem o pode, porque os que
vivem segundo a carne rejeitam as graças do Espírito de Deus...
“Portanto, irmãos, não somos devedores da
carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne,
haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne,
vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de
Deus”. (Rom 8,12-14).
SOBRIEDADE,
MODÉSTIA
Em cada área do nosso ser existe a
possibilidade do prazer, pois o dom de sentir prazer é um dom que Deus nos deu,
e que gera em nós certa satisfação prazerosa, isto é, certa sensação de
felicidade. Todavia, é preciso que haja equilíbrio em todos os nossos sentidos
para que estas sensações não se transformem em fuga de nós mesmos, dos outros e
de Deus; ou mesmo desemboquem nos vícios que levam ao precipício da perca de
liberdade, porque toda sensibilidade carnal é passageira e fugaz, quando não
equilibrada pela sobriedade.
A Sobriedade é a virtude que Deus nos
deixou para não nos afastarmos do seu amor, que é a nossa eterna fonte de
felicidade. É ela que nos equilibra e nos conduz à moderação no comer e beber;
no pensar e falar; no olhar e sentir; no vestir e se portar. A sobriedade é
prima irmã da modéstia, pois esta faz a festa da graça de Deus em nossas almas.
(cf. Rom 12,16).
MANSIDÃO
Quem vive cultivando a virtude da Mansidão
tem seu coração em Deus, que nos ensina por seu Filho amado, a nunca nos alterarmos
em meio aos desequilíbrios dos homens (cf. Mt 11,28-30). Essa virtude vem
também acompanhada de uma promessa, os mansos possuirão a terra, indício da
posse do céu, terra eterna prometida por Deus aos filhos seus (cf. Mt 5,5; 2Ped
3,11ss).
INOCÊNCIA
A inocência nos torna imunes à todo tipo de
perseguição e violência, porque todo inocente é livre e tem na inocência sua
maior defesa. Alguém é inocente quando vive a verdade diante de Deus e dos
homens, porque o fato de existir naturalmente já é a verdade em si. Todavia,
precisamos vive-la com ela é, transparente sempre, como o próprio Deus. Os mais
temidos dos homens são os inocentes, porque até mesmo o seu silêncio causa
tortura aos seus algozes. Por isso, todo inocente é invencível, pois nem a
morte o poderá destruir.
PENITÊNCIA
Jesus começou seu ministério nos ensinando
a fazer penitência: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está
próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”. (Mc 1,15).
Como vimos nesse ensinamento do Senhor, a
penitência é o reforço da fé, pois o verdadeiro arrependimento precisa de
penitência para que haja verdadeira conversão. Não basta dizer, “creio em Jesus
Cristo”; pois, a fé é muito mais do que uma simples afirmação; ela precisa do
esforço da alma penitente para se firmar e crescer na graça santificante, e dar
os frutos da adesão ao Senhor, por meio da vivência do seu evangelho. Fazer
penitência é vencer-se a si mesmo, como nos ensinou São Francisco de Assis, em
sua décima Admoestação: “O pior inimigo do homem é ele mesmo, vence-te a ti
mesmo e vencerás todos os teus inimigos visíveis e invisíveis”. Porquanto,
ajuda-nos Senhor a penitenciar-nos em tua presença, pois sem Ti nada podemos
fazer (cf. Jo 15,5).
PRUDÊNCIA
A Prudência é a aliada que perpassa todas as
outras virtudes...
Por ela ninguém erra...
Por ela evita-se a dúvida atroz e o
desengano...
Porque a Prudência nos faz atentos, nos dá
alento para decidirmos somente pela vontade de Deus...
Desse modo, Ela é o discernimento perfeito
e a razão de ser do equilíbrio de todas as outras virtudes em nossa vida...
COERÊNCIA
A Coerência é a autêntica vivência da fé, é
ela a despenseira de todas as graças, para darmos os frutos de santidade que o
Senhor nos concede na Santa Comunhão. Ela é o motivo de sermos recebidos e
atendidos diante de Deus. Por ela somos livres desde já de todo julgamento
diante do tribunal do Senhor.
É a Coerência que ilumina nossas almas com
a luz que nunca se apaga e por isso, se torna nosso escudo de proteção para
todos que a vivem. Ela põe por terra toda falsidade, porque faz valer a verdade
e a autoridade divina em nossa vida. Foi pela virtude da coerência que Natanael
foi identificado por Jesus e recebeu dele o mais belo elogio entre os apóstolos,
e uma especial revelação do Senhor. (cf. Jo1,43-51).
O QUE
DIZER AINDA MAIS A RESPEITO DAS VIRTUDES?
Todas as virtudes com que Deus nos criou...
Foram-nos concedidas para permanecermos
fieis ao seu amor,
E gozarmos da liberdade infinita em sua
Presença bendita...
Por isso, abusar da misericórdia e da
bondade divinas...
É deixar de viver no santo temor...
É perder-se na agonia e na dor de não amar
o Senhor,
e não se deixar amar por Ele eternamente...
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
SÉRIE MEDITAÇÕES: O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES
SÉRIE MEDITAÇÕES
O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES...
Perguntei a uma criança da catequese, o que é
virtude? Ela me respondeu bem de mansinho: virtude é uma qualidade boa, frei...
Nossa! Como eu fiquei feliz com essa resposta, pois percebi que o Espírito
Santo fala com as crianças e por meio delas... Então, meditemos sobre algumas
dessas virtudes das quais fomos dotados por Deus...
AMOR
O Amor é o fundamento de todos os dons que Deus
nos deu...
A maior de todas as virtudes é amar,
amar a Deus acima de todas as coisas
e amar aqueles que Deus nos dar para amar...
Entretanto, basta a raiva, o ódio, o
ressentimento...
Para macular esse precioso presente que Deus nos
deu...
Portanto, o maior dom de cura é o perdão, por ele
o amor permanece sempre...
VERDADE
A Verdade está dentro de todo ser humano e
presente em tudo que existe...
Mesmo que alguém minta, tem consciência dela,
e sabe que a está traindo...
Então, não faça da mentira seu ofício,
porque ela será a causa de sua ruína...
Pois a mentira é como uma areia movediça,
quanto mais alguém se move nela, mais afunda e se
perde...
OBEDIÊNCIA
A Obediência é a ciência daqueles que se tornam
capazes de dar a própria vida, para não desorganizar o que a Sabedoria de Deus
organizou...
Por isso, todo ser obediente é também humilde,
porque não faz valer seus interesses pessoas, mas sim os interesses dos demais
em vista dos santos interesses de Deus...
Todo ser obediente serve sempre, porque não faz a
própria vontade, mas somente a vontade de Deus...
PUREZA
A Pureza de coração nos leva à visão de Deus...
“Bem aventurados os puros de coração, porque eles
verão a Deus”.
Ora, todos nós sabemos disso...
Mas por que todos não a praticam?
Por causa do imediatismo da impureza,
que faz a carne experimentar o que a alma
rejeita...
E porque a alma rejeita?
Porque a impureza leva ao precipício do egoísmo...
Mesmo assim milhares e milhões caem nas chantagens
psíquicas dos egoístas de plantão e se tornam também escravos do imediatismo...
FIDELIDADE
À Fidelidade se contrapõe a traição ou
infidelidade...
Traço da terrível maldade de Judas contra Jesus...
O fato é que todo traidor só morre na desgraça...
A não ser que se arrependa,
peça perdão e repare sua maldade...
Caso contrário, jamais se salvará...
BONDADE
A Bondade se contrapõe à todo tipo de maldade que
se comete na face da terra...
E todos temos a virtude da bondade no mais íntimo de
nós, mas quantos a cultivam?
É por falta do cultivo da bondade que a
perversidade tem se alastrado como peste maligna em todos os campos da vida...
HONESTIDADE
A Honestidade põe por terra a ganância, a
corrupção e seus derivados, chamados falcatrua, estelionatários, corruptores e
corrompidos...
A honestidade é a maior prova de nossa
inocência...
E quem tem a consciência limpa, não precisar
provar nada...
Estes já receberam de Deus a liberdade eterna...
GENEROSIDADE
A Generosidade é irmã da solidariedade,
esposa e mãe de todo bem que há...
Liberta dos apegos e dos medos das percas
materiais...
Liberta da avareza, vileza que leva muitos à
idolatria do dinheiro...
Uma alma generosa é rica em satisfação,
porque é alento para os necessitados
e porta aberta da salvação...
SIMPLICIDADE
A simplicidade descomplica tudo...
Não faz de um pingo uma tempestade,
Visto que nunca se liga na maldade de quem quer
que seja...
Os simples de coração são os humildes que Deus pôs
neste mundo para derrotar o cão imundo da soberba...
POR ENQUANTO
FIQUEMOS ASSIM, LOGO, LOGO TEM MAIS...
Todas estas são virtudes presentes em todos nós...
Nelas encontramos a Deus e com ele convivemos...
Elas são vias de perfeição com as quais Deus nos
ornou...
Por elas Ele nos comunica sua santidade,
por meio de seu Filho amado, Jesus Cristo,
caminho, verdade e vida de todos os que se
exercitam pela via de sua redenção...
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
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