Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
ENCHE DE FRUTOS TUA VIDA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,1-20)(29/01/20)
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Caríssimos, na primeira leitura de hoje, o rei Davi sentiu o desejo de construir uma casa para o Senhor, um templo, cujo objetivo era prestar-lhe o devido culto, para assim sentir a Sua presença sensível por meio da Arca da Aliança que continha as Tábuas da Lei, o cajado de Aarão e uma porção de Maná.
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Todavia, o Senhor lhe mostrou que tudo isso é limite, e que o Seu Reino não tem fim, por isso, lhe dará um descendente que Reinará eternamente em sua Casa, o qual será anunciado como o Messias que salvará o Seu povo e todas as nações da terra, como havia prometido a Abraão e a sua descendência para sempre.
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No Evangelho de hoje, vemos a presença de Jesus, filho de Davi, segundo a carne; e Filho de Deus, segundo o Espírito Santo que o gerou no seio de Maria Santíssima. Ora, Ele é o Messias prometido por Deus, por meio do Profeta Natan a Davi, é que faz acontecer o Reino de Deus e a sua justiça por Suas Palavras e ações, por Sua morte e ressurreição.
Caríssimos, tiremos uma lição de vida da parábola do semeador que Jesus contou no Evangelho de hoje. Ora, todos nós que aqui vivemos fomos criados do pó da terra, mas, com uma alma imortal; por isso, somos terrenos onde o Senhor Jesus semea a Sua Palavra esperando colher os frutos que ela dá quando acolhida em terra boa, fecundada pela obediência, pela vida de oração, e o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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conversão,
criação
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: A ALEGRIA DA ALMA NO SENHOR
CRÔNICAS DE MINHA ALMA
A ALEGRIA DA ALMA NO SENHOR
A alma humana, criada “à imagem e semelhança de
Deus” (cf. Gn1,26-27), é eterna como o Próprio Deus é. Ora, porque Deus é
eterno, tudo criou para a eternidade; essa verdade se aplica perfeitamente à
alma humana, porque ela é soberana por seu livre arbítrio, que consiste no
poder que lhe foi conferido de escolher permanecer em Deus ou não.
Todos os atributos divinos estão presentes como
dons em nossas almas: amor, verdade, liberdade, fidelidade, misericórdia,
bondade, justiça, mansidão, etc. Mas, por que então temos uma sociedade tão
desumana, corrupta, violenta e injusta? Porque os homens não levam mais em
conta a vida em sua essência; mas sim a terrível decadência dos valores
existenciais, para cultivarem toda espécie de mal, destruindo com isso, a
grandeza de sermos “a imagem e semelhança” de Deus. Ora, só é possível atingirmos
a plenitude dos desígnios divinos a nosso respeito, se vivermos em conformidade
com os dons que de Deus recebemos; caso contrário, nada teremos de bom, mas somente
o mal que cultivarmos. É por isso que temos uma sociedade tão desigual, tão
pervertida e infeliz.
A verdadeira alegria da alma nasce da profunda união
com Deus e de sua permanência Nele, pois Deus é a Fonte do Amor, do Sumo Bem,
da Santidade, da Felicidade e da verdadeira satisfação. “Quem a Deus tem, dizia
Santa Tereza D’avila, nada lhe falta”. Assim é a alma imersa em Deus e
comandada por Ele em suas inspirações e ações; tudo faz para a glória de Deus
(cf. Col 3,17), porque Deus é a causa de sua alegria. Vemos essa experiência,
por exemplo, no Cântico do Magnificat: “Maria
canta o que Lhe vai na alma (“eu
glorifico, eu exulto”). Mas é um eu em relação, dirigido a Deus, para
descrever o que Deus fez nela e faz pelo Seu povo”.
De fato, a verdadeira alegria é compartilhada,
porque é transbordante; na verdade, ela é um bem eterno que se expande, porque
irradiante de beleza e esplendor, alcança tudo e todos, até mesmo os corações
mais distantes de Deus. A alegria verdadeira é fruto do acolhimento da vontade
de Deus em nossa vida, pois ela é revelação da presença de Cristo em nossas
almas, que pela Eucaristia nos une a Si, para vivermos Nele a unicidade divina recebida
no batismo.
Sei que não estamos ainda na posse definitiva da
verdadeira alegria, porque ela é atributo divino; por isso, enquanto aqui
estivermos, ela é dom da graça de Deus para nós. Todavia, quando a recebemos
como revelação permanente, ela é completa, como nos ensinou São João: “O que era desde o princípio, o que temos
ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as
nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - porque a vida se
manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida
eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -, o que vimos e ouvimos nós
vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa
comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Escrevemos-vos estas
coisas para que a vossa alegria seja completa”. (1Jo 1,1-4).
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA PRESENÇA DIVINA...
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA
PRESENÇA DIVINA...
A dor nunca foi bem aceita pela humanidade ou quem
sabe, não foi ainda bem trabalhada pela grande maioria de nós; porque normalmente
a dor é sinônimo de sofrimento e a nossa humanidade não aceita o sofrimento
enquanto tal, pois está acostumada com o bem estar do prazer, uma vez que este
traz certa satisfação instintiva que experimentamos na própria pele, isto é,
fisicamente, emocionalmente, sentimentalmente e até espiritualmente; enquanto que
dor e sofrimento são sinônimos de insatisfação ou incomodo, e as encaramos mais
como uma espécie de punição ou castigo do que qualquer outra coisa que possamos
imaginar.
De fato, ninguém neste mundo deixa de ter a
experiência da dor e do sofrimento, isto porque a vida humana não consiste
somente no bem estar, tão almejado por todos, mas nem sempre assimilado na
mesma proporção; uma vez que a dor e o sofrimento, são causados por certas
decisões que tomamos; e com isto, experimentamos as dores desta vida que
poderão ser boas, quando as convertemos para um bem maior; ou péssimas, quando
as tornamos tormentos torturantes e permanentes, que são as dores da alma, cicatrizes
psíquicas difíceis de serem apagadas.
Pois bem, eis que estou no momento passando por
dores físicas paralisantes devido a um acidente automobilístico que sofri, por
conta da terrível imprudência de um motorista que invadiu a contra mão, fazendo
um retorno proibido, levando-me a colidir de frente com a caminhonete que ele estava
dirigindo. O motorista da caminhonete e sua acompanhante nada sofreram, graças
a Deus; sofreram apenas danos materiais, nada que o seguro não repare. Quanto à
mim, fui hospitalizado com fortes dores no peito, na coluna cervical e nas
costelas devido à forte batida, pois que acionei os freios, mas não foi
suficiente para evitar a colisão.
Não sei qual experiência fez o motorista que
causou o acidente; mas, de minha parte tive uma profunda experiência da
presença divina que me fez viver aquele momento como um momento sublime de fé, como
algo único, de tal forma que estou extasiado até agora, com a confiança inabalável
que me foi dada naquele instante e que me fez sentir o quanto Deus me ama e que
Ele está no comando de todas as coisas, e que vela pelo caminho de seus filhos
e filhas. (cf. Sl 1,6).
Descreverei agora a sensação que tive no momento
da colisão. A princípio senti uma profunda paz e a presença de Deus me
protegendo de tal forma que não senti medo algum; pelo contrário, senti uma
alegria muito grande, incomum e diferente de todas as alegrias que já havia sentido,
pois era como se eu estivesse no céu, por isso, não queria sair mais dali,
fiquei em silêncio com os olhos fechados e com uma sensação maravilhosa de
aconchego e proteção, algo indescritível, somente experimentado por quem faz
pela experiência da morte conforme a vontade de Deus. Vivendo o que vivi,
entendi na prática a passagem bíblica do Evangelho de São João onde Jesus nos
revela como será nossa páscoa: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em
Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora
assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos
preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou,
também vós estejais.” (Jo 14,1-3). Assim, pude entender como a morte foi
vencida por Cristo nosso Senhor, e como é maravilhosa a nossa partida para os
braços de Deus, nosso Pai Eterno, ou seja, sem dor ou sofrimento algum, mas
serena, cheia de paz e alegria, próprias dos que foram redimidos.
Sem dúvida alguma, a nossa fé católica é
maravilhosamente prática, pois experimentamos imediatamente os efeitos dela naquilo
que estamos vivendo como vontade de Deus em nossa vida. É justamente o que nos
ensina São Paulo na carta aos Romanos: “Aliás, sabemos que todas as coisas
concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos,
segundo os seus desígnios.” (Rm 8,28). São Tiago também nos ensina que
precisamos viver tudo o que vivemos como uma experiência de fé para a nossa
santificação, por isso, escreveu: “Considerai que é suma alegria, meus irmãos,
quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a
paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes
perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.” (Tg 1,3-4).
Portanto, agradeço ao Senhor pelo que vivi e quero
avivar ainda mais minha fé e meu amor ao Senhor, me consagrando mais do que já
sou consagrado a Ele, que me deu a vida e a está conduzindo, segundo o seus
desígnios, para a terra prometida onde os seus filhos e filhas, gozarão a
felicidade eterna que lhes está reservada como herança santa. Por isso, convido
a todos os batizados que não vivem a fé e aos não batizados, ao arrependimento e
à confissão sacramental de seus pecados, a fim receberem o perdão e absolvição
dos mesmos e poderem viver sob a chama ardente da misericórdia de nosso divino
Salvador e Redentor, Jesus Cristo. Peço ainda a intercessão, da Virgem santíssima,
mãe de Jesus e nossa mãe, para que nos acompanhe sempre nessa nossa caminhada
decisiva até o Reino dos Céus, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai com
o Espírito Santo, e de onde há de vir em sua glória para julgar os vivos e o
Seu não terá fim. Amém! Vem, Senhor Jesus, vem!
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
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