VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

ENCHE DE FRUTOS TUA VIDA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,1-20)(29/01/20)
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Caríssimos, na primeira leitura de hoje, o rei Davi sentiu o desejo de construir uma casa para o Senhor, um templo, cujo objetivo era prestar-lhe o devido culto, para assim sentir a Sua presença sensível por meio da Arca da Aliança que continha as Tábuas da Lei, o cajado de Aarão e uma porção de Maná.
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Todavia, o Senhor lhe mostrou que tudo isso é limite, e que o Seu Reino não tem fim, por isso, lhe dará um descendente que Reinará eternamente em sua Casa, o qual será anunciado como o Messias que salvará o Seu povo e todas as nações da terra, como havia prometido a Abraão e a sua descendência para sempre.
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No Evangelho de hoje, vemos a presença de Jesus, filho de Davi, segundo a carne; e Filho de Deus, segundo o Espírito Santo que o gerou no seio de Maria Santíssima. Ora, Ele é o Messias prometido por Deus, por meio do Profeta Natan a Davi, é que faz acontecer o Reino de Deus e a sua justiça por Suas Palavras e ações, por Sua morte e ressurreição.

Caríssimos, tiremos uma lição de vida da parábola do semeador que Jesus contou no Evangelho de hoje. Ora, todos nós que aqui vivemos fomos criados do pó da terra, mas, com uma alma imortal; por isso, somos terrenos onde o Senhor Jesus semea a Sua Palavra esperando colher os frutos que ela dá quando acolhida em terra boa, fecundada pela obediência, pela vida de oração, e o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: A ALEGRIA DA ALMA NO SENHOR


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

A ALEGRIA DA ALMA NO SENHOR


A alma humana, criada “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn1,26-27), é eterna como o Próprio Deus é. Ora, porque Deus é eterno, tudo criou para a eternidade; essa verdade se aplica perfeitamente à alma humana, porque ela é soberana por seu livre arbítrio, que consiste no poder que lhe foi conferido de escolher permanecer em Deus ou não.

Todos os atributos divinos estão presentes como dons em nossas almas: amor, verdade, liberdade, fidelidade, misericórdia, bondade, justiça, mansidão, etc. Mas, por que então temos uma sociedade tão desumana, corrupta, violenta e injusta? Porque os homens não levam mais em conta a vida em sua essência; mas sim a terrível decadência dos valores existenciais, para cultivarem toda espécie de mal, destruindo com isso, a grandeza de sermos “a imagem e semelhança” de Deus. Ora, só é possível atingirmos a plenitude dos desígnios divinos a nosso respeito, se vivermos em conformidade com os dons que de Deus recebemos; caso contrário, nada teremos de bom, mas somente o mal que cultivarmos. É por isso que temos uma sociedade tão desigual, tão pervertida e infeliz.

A verdadeira alegria da alma nasce da profunda união com Deus e de sua permanência Nele, pois Deus é a Fonte do Amor, do Sumo Bem, da Santidade, da Felicidade e da verdadeira satisfação. “Quem a Deus tem, dizia Santa Tereza D’avila, nada lhe falta”. Assim é a alma imersa em Deus e comandada por Ele em suas inspirações e ações; tudo faz para a glória de Deus (cf. Col 3,17), porque Deus é a causa de sua alegria. Vemos essa experiência, por exemplo, no Cântico do Magnificat: “Maria canta o que Lhe vai na alma (“eu  glorifico, eu exulto”). Mas é um eu em relação, dirigido a Deus, para descrever o que Deus fez nela e faz pelo Seu povo”.

De fato, a verdadeira alegria é compartilhada, porque é transbordante; na verdade, ela é um bem eterno que se expande, porque irradiante de beleza e esplendor, alcança tudo e todos, até mesmo os corações mais distantes de Deus. A alegria verdadeira é fruto do acolhimento da vontade de Deus em nossa vida, pois ela é revelação da presença de Cristo em nossas almas, que pela Eucaristia nos une a Si, para vivermos Nele a unicidade divina recebida no batismo.

Sei que não estamos ainda na posse definitiva da verdadeira alegria, porque ela é atributo divino; por isso, enquanto aqui estivermos, ela é dom da graça de Deus para nós. Todavia, quando a recebemos como revelação permanente, ela é completa, como nos ensinou São João: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -, o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Escrevemos-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa”. (1Jo 1,1-4).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA PRESENÇA DIVINA...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA PRESENÇA DIVINA...


A dor nunca foi bem aceita pela humanidade ou quem sabe, não foi ainda bem trabalhada pela grande maioria de nós; porque normalmente a dor é sinônimo de sofrimento e a nossa humanidade não aceita o sofrimento enquanto tal, pois está acostumada com o bem estar do prazer, uma vez que este traz certa satisfação instintiva que experimentamos na própria pele, isto é, fisicamente, emocionalmente, sentimentalmente e até espiritualmente; enquanto que dor e sofrimento são sinônimos de insatisfação ou incomodo, e as encaramos mais como uma espécie de punição ou castigo do que qualquer outra coisa que possamos imaginar.

De fato, ninguém neste mundo deixa de ter a experiência da dor e do sofrimento, isto porque a vida humana não consiste somente no bem estar, tão almejado por todos, mas nem sempre assimilado na mesma proporção; uma vez que a dor e o sofrimento, são causados por certas decisões que tomamos; e com isto, experimentamos as dores desta vida que poderão ser boas, quando as convertemos para um bem maior; ou péssimas, quando as tornamos tormentos torturantes e permanentes, que são as dores da alma, cicatrizes psíquicas difíceis de serem apagadas.

Pois bem, eis que estou no momento passando por dores físicas paralisantes devido a um acidente automobilístico que sofri, por conta da terrível imprudência de um motorista que invadiu a contra mão, fazendo um retorno proibido, levando-me a colidir de frente com a caminhonete que ele estava dirigindo. O motorista da caminhonete e sua acompanhante nada sofreram, graças a Deus; sofreram apenas danos materiais, nada que o seguro não repare. Quanto à mim, fui hospitalizado com fortes dores no peito, na coluna cervical e nas costelas devido à forte batida, pois que acionei os freios, mas não foi suficiente para evitar a colisão.

Não sei qual experiência fez o motorista que causou o acidente; mas, de minha parte tive uma profunda experiência da presença divina que me fez viver aquele momento como um momento sublime de fé, como algo único, de tal forma que estou extasiado até agora, com a confiança inabalável que me foi dada naquele instante e que me fez sentir o quanto Deus me ama e que Ele está no comando de todas as coisas, e que vela pelo caminho de seus filhos e filhas. (cf. Sl 1,6).

Descreverei agora a sensação que tive no momento da colisão. A princípio senti uma profunda paz e a presença de Deus me protegendo de tal forma que não senti medo algum; pelo contrário, senti uma alegria muito grande, incomum e diferente de todas as alegrias que já havia sentido, pois era como se eu estivesse no céu, por isso, não queria sair mais dali, fiquei em silêncio com os olhos fechados e com uma sensação maravilhosa de aconchego e proteção, algo indescritível, somente experimentado por quem faz pela experiência da morte conforme a vontade de Deus. Vivendo o que vivi, entendi na prática a passagem bíblica do Evangelho de São João onde Jesus nos revela como será nossa páscoa: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais.” (Jo 14,1-3). Assim, pude entender como a morte foi vencida por Cristo nosso Senhor, e como é maravilhosa a nossa partida para os braços de Deus, nosso Pai Eterno, ou seja, sem dor ou sofrimento algum, mas serena, cheia de paz e alegria, próprias dos que foram redimidos.

Sem dúvida alguma, a nossa fé católica é maravilhosamente prática, pois experimentamos imediatamente os efeitos dela naquilo que estamos vivendo como vontade de Deus em nossa vida. É justamente o que nos ensina São Paulo na carta aos Romanos: “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.” (Rm 8,28). São Tiago também nos ensina que precisamos viver tudo o que vivemos como uma experiência de fé para a nossa santificação, por isso, escreveu: “Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.” (Tg 1,3-4).

Portanto, agradeço ao Senhor pelo que vivi e quero avivar ainda mais minha fé e meu amor ao Senhor, me consagrando mais do que já sou consagrado a Ele, que me deu a vida e a está conduzindo, segundo o seus desígnios, para a terra prometida onde os seus filhos e filhas, gozarão a felicidade eterna que lhes está reservada como herança santa. Por isso, convido a todos os batizados que não vivem a fé e aos não batizados, ao arrependimento e à confissão sacramental de seus pecados, a fim receberem o perdão e absolvição dos mesmos e poderem viver sob a chama ardente da misericórdia de nosso divino Salvador e Redentor, Jesus Cristo. Peço ainda a intercessão, da Virgem santíssima, mãe de Jesus e nossa mãe, para que nos acompanhe sempre nessa nossa caminhada decisiva até o Reino dos Céus, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai com o Espírito Santo, e de onde há de vir em sua glória para julgar os vivos e o Seu não terá fim. Amém! Vem, Senhor Jesus, vem!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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