VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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sábado, 15 de fevereiro de 2020

SOLIDARIEDADE E PARTILHA FRATERNA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 8,1-10)(15/02/20)
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Caríssimos, vivemos num mundo contaminado pelos os interesses políticos, econômicos e de poder; e os que se dão à esses interesses tendem sempre a manipular a opinião pública à seu favor a fim de manterem o status que conquistaram com suas manipulações e enganos, por isso, são mentirosos compulsivos, prometem tudo, porém, pouco ou nada cumprem.
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Outros são cheios de boas intenções em seus ideais, mas tropeçam ao serem condizentes com os inimigos da fé e dos bons costumes, e por isso, trilham com eles a via da ruína e da perdição que cultivam por suas atitudes que visam destruir a comunhão com Deus e entre nós; tal como vimos acontecer com Jeroboão na primeira leitura de hoje.
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O Evangelho deste dia narra a multiplicação dos pães, e nele vimos como Deus age em comunhão conosco incentivando a solidariedade e a partilha em vista de suprir as necessidades básicas daqueles que o buscam, e faz isso por meio de sua divina providência. Em outras palavras, o Senhor nos dá tudo o que precisamos quando o buscamos de todo coração.
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Meditando esse Evangelho vimos que era imensa a multidão que seguia Jesus, mesmo em condições adversas. Mas, por que o buscavam? Somente por causa dos sinais que realizava ou por conta dos seus ensinamentos? Lendo o Evangelho de Mateus, temos a resposta: "Quando Jesus terminou o discurso, a multidão ficou impressionada com a sua doutrina. Com efeito, ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas." (Mt 7,29).
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Caríssimos, aqueles que vivem de manipulações e interesses mesquinhos jamais agradam a Deus; pelo contrário, vivem acossados e instigados pelo maligno, por isso, causam divisões. Todavia, quem busca o Senhor e o serve de coração pela solidariedade e partilha fraterna, encontra Nele o apoio e as graças que suprem suas necessidades e os conduz a vida à vida eterna.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: SOMOS SERES PARA DEUS; A NOSSA VOCAÇÃO É ETERNA...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

SOMOS SERES PARA DEUS; A NOSSA VOCAÇÃO É ETERNA...


Fomos criados por Deus “à sua imagem e semelhança”, e dotados de todos os dons e aptidões para permanecermos em plena comunhão com Ele. Nossas almas são capacitadas de todas as graças e bênçãos, porque em nós tudo é bom e perfeitamente posto para atingirmos a união perfeita com o Senhor de nossa vida. Deus, mesmo invisível em Seu Grande Mistério de Amor, se dá a conhecer a nós sensivelmente por meio de sua magnifica criação, de sua Palavra profética revelada; e pela Presença do Seu Filho amado, Jesus Cristo, no meio de nós e como um de nós.

Nada Deus criou sem um objetivo, sem um sentido existencial; tudo o que Ele criou tem sua função própria na obra da criação e para além desta, porque tudo o que Deus criou é bom, é perfeito e somente para o bem de todos; ora, e tudo o que é bom e perfeito é eterno. Porém, se em nossa naturalidade não vivermos essa vocação, estragamos a obra da criação e toda a vida que a envolve. Isto porque aqui naturalmente tudo tem fim; porém, devido à imortalidade de nossas almas, nos resta ainda o devir como resposta definitiva para tudo o que há e para todos os acontecimentos que se dão na face da terra, a partir do livre arbítrio que nos foi concedido, porque é a aqui que definimos o que haveremos de ser eternamente. E nem é preciso uma profissão de fé para isto, porque essa é verdade que somos, e independe se acreditamos ou não.

Com efeito, todas as criaturas carregam em sua essência leis e funcionalidades perfeitas, que revelam quem somos em relação a nós mesmos e às outras criaturas; e revelam também quem é Deus, como Ele age em relação a nós e quem somos nós em relação a Ele; porém, precisamos compreender que somos seres para Deus, porque sem Deus nada somos. 

Então, qual a razão de ser de nossa vida? Nós existimos como Vontade de Deus e para que a Vontade de Deus se cumpra totalmente em nós, é por isso que nossa vida e vocação são eternas, porque a Vontade de Deus é eterna. Logo, não somos seres para o extermínio, a não ser que procuremos o extermínio por nossas perversas decisões (cf. Sab 1,12-16). De fato, como explicado à cima, somos seres eternos em Deus e somente Nele, porque sem Ele, a vida e tudo o que há fica sem resposta, sem sentido algum, uma vez que tudo o que existe naturalmente terá fim em si por si mesmo. No entanto, quando tratamos da alma humana, esta é imortal e eterna, como o Seu Criador; e por ser assim carrega em si tudo o que aqui vivemos, mesmo que não tenhamos plena consciência disto, porém, como tudo depende sempre das decisões que tomamos, cabe a nós discernirmos qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito; tudo o que foge a isto cabe somente ao Senhor no dia do juízo.

Portanto, não existe água sem fonte, como não existe vida sem Deus. Essa é uma lei divina incutida em cada ser. Deste modo, somos rios humanos seguindo o curso do Mar Divino. E, é pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que desaguamos em Deus definitivamente; isto se permanecermos fiéis a Ele até o fim de nossos dias aqui neste mundo; caso contrário, jamais nos saciaremos de Sua Fonte Eterna. (cf. Jo 7,37-38;14,1-3; Mt 24,13).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: UM DOM INESGOTÁVEL...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA:

UM DOM INESGOTÁVEL...


A oração é um dom inesgotável porque é interação de amor, visto que o amor de Deus é a Fonte de toda vida. Por meio deste dom, interagimos e bebemos desta Fonte, experimentando as delícias eternas que ela nos oferece. Toda oração tem como objetivo nossa união com Deus para que sua vontade se realize em todos os sentidos de nosso viver. Nesse sentido, a oração é também dom de conhecimento do Senhor, porque por ela adentramos sua intimidade divina numa sintonia perfeita de seres profundamente amados, queridos e recebidos por Ele, para vivermos a nossa vocação filial. De fato, amamos quando conhecemos e só conhecemos quando amamos de verdade. Assim, conhecer a Deus é obedecê-lo, ama-lo, adora-lo, glorifica-lo, servi-lo; é sermos Dele totalmente.

Eis outra graça que o dom da oração traz para nós, a de falarmos ao Senhor, escuta-lo e obtermos as respostas desejadas conforme a sua vontade (cf. Sl 36,4), mesmo não o vendo em seu Grande Mistério, mas, sim, participando dele diretamente. Nesse sentido, a oração é como que a boca e os ouvidos de nossas almas, por ela, falamos com o Senhor e o ouvimos sensivelmente, pois da sua dimensão eterna o Senhor adentra nossa dimensão temporal, para conviver conosco e nos fazer transpor o tempo e o espaço de nossa finitude; é a criatura no convívio do seu Criador... Como nos sentimos bem quando nossas orações têm respostas precisas; neste instante compreendemos que estamos fazendo a vontade do Senhor, visto que fomos ouvidos e atendidos, ou seja, temos a certeza que o Senhor nos conhece, nos escuta e nos responde, porque nos ama e quer o melhor para nós.

Portanto, como dom inesgotável, a oração é porta voz permanente do Espírito Santo em nós diante de Deus (cf. Rom 8,26-27); pois o Senhor nos deu o dom da oração para termos um canal sempre aberto para Ele, assim por meio dela no Espírito, comunicamos o que somos e o que temos, para recebermos o que Deus quer e o que Deus é. Recusar o cultivo desse dom para Deus é abrir-se ao que não é a vontade de Deus, ou seja, é ouvir somente a si mesmo e ao inimigo de nossas almas. Quem não se dedica à oração-interação, vive a insatisfação de não escutar a voz de Deus, e passa a ouvir somente a si mesmo e às falácias do mal.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: SÓ POR TUA GRAÇA, SENHOR...


CRÔNICAS DE MINHA ALMA

SÓ POR TUA GRAÇA, SENHOR...

É assim que ora vivo, sintonizado, inebriado, consagrado, perdido no mar sem fundo do teu Amor e da Verdade que És e com a qual me criastes para te testemunhar, meu Senhor e meu Deus. Recebe, pois o que sou e transforma-me no que queres que eu seja. Assim poderei viver mais intensamente a vocação à qual nos chamastes, a santidade de pensamentos e ações, e de toda vida. Por isso, guarda-me, Senhor, no mais íntimo do teu coração, conduz-me com tua santa mão que me acalenta e me faz sentir-me seguro em meio as provações deste mundo, que são tantas.

De fato, há em mim uma necessidade de “orar sem cessar”, de ter um convívio permanente com Deus, uma espécie de desejo ardente do céu. Por isso, não sei mais viver neste mundo sem a oração, sem a comunhão do coração com o Senhor; o Pai Nosso, como nos ensinou Jesus; o Eterno, Todo Poderoso e Misericordioso Deus. Sem Deus não há felicidade neste mundo; aliás, nenhuma criatura pode dizer que é feliz por si mesma, porque enquanto houver dependência de nossa parte, a felicidade é só um sonho a ser alcançado. E aqui todos nós sabemos que dependemos sempre, todavia, quando buscamos nossa liberdade em Deus, a encontramos prontamente, porque não há prazer, satisfação, integridade, felicidade, que Deus não nos possa dar ao infinito.

Ora, quem vive a vida em Deus assim, compreende perfeitamente o que Jesus ensinou:Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Portanto, Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”. (Mt 6,25-27.33-34).

Assim, vejo que a maior de todas as necessidades humanas é Deus. Nele, com Ele e para Ele deve ser tudo o que vivemos e empreendemos, caso contrário, estaremos sempre inseguros, imaturos, confusos e com medo das perdas que naturalmente se nos apresentam as circunstâncias desta vida. Porque só a vontade de Deus é a que permanece e que faz permanecer com ela, aqui e por toda a eternidade, aqueles que a cumprem fielmente.

Então, Senhor, com a Virgem Santíssima, tua e nossa mãe, dizemos: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 5 de março de 2012

DIDAQUÉ - INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS

















DIDAQUÉ - INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS

Introdução

Didaqué significa «instrução» ou "doutrina». Trata-se de um escrito que data de fins do Séc. I de nossa era e, portanto, bem próximo dos escritos do Novo Testamento. O nome «Instrução dos Doze Apóstolos» lembra At 2,42 ("o ensinamento dos apóstolos"), mas é difícil que a obra tenha sido escrita por algum deles ou seja de um só autor. Os estudiosos hoje estão de acordo em dizer que ela é fruto da reunião de várias fontes escritas ou orais, que retratam a tradição viva das comunidades cristas do Séc. 1. Os lugares mais prováveis de sua origem são a Palestina ou a Síria.

A Didaqué é um manual de religião ou, melhor dizendo, uma espécie de catecismo dos primeiros cristãos. Esse documento nos permite conhecer as origens do cristianismo, e principalmente nos dá uma ideia de como eram a iniciação cristã, as celebrações, a organização e a vida das primeiras comunidades. O autor (ou autores) pertence ao meio judaico-cristão, e dirige seu ensinamento a comunidades formadas por convertidos vindos principalmente do paganismo.

O conteúdo e o estilo da Didaqué lembram imediatamente muitos textos do Antigo e do Novo Testamento, bem como outros escritos criados do séc. 1 d.C. O tom e os temas de muitas exortações se parecem bastante com os da literatura sapiencial e diversos trechos dos evangelhos. Dessa forma, esse catecismo das comunidades da Igreja Primitiva é testemunho vivo de como os primeiros cristãos se alimentavam da Palavra de Deus contida nas Escrituras, transformando e interpretando os textos bíblicos em vista de suas necessidades e situações.

A leitura da Didaqué faz logo sentir que as comunidades cristãs daquele tempo ainda não estavam completamente estruturadas. As comunidades não têm representante oficial fixo (padre ou vigário), os bispos e diáconos são mencionados de passagem, e não sabemos bem quais funções exerciam. Fala-se diversas vezes em «apóstolos, profetas e mestres", dando a impressão de que eram propriamente pregadores itinerantes a serviço de diversas comunidades. Por outro lado, nota-se que a liturgia é também muito simples e se resume a celebrações feitas em clima doméstico. Os sacramentos mencionados pertencem à iniciação cristã - batismo, confissão, eucaristia - e parecem ser todos administrados pela comunidade, e não por um membro do clero, ainda inexistente.

Visível, contudo, do clima que a comunidade vive, dentro de uma sociedade estruturalmente pagã. A preocupação de não se confundir com o ambiente, de não se deixar manipular por aproveitadores oportunistas (até mesmo disfarçados de profetas), a esperança um pouco nervosa de uma escatologia próxima e o tema da perseverança heroica no caminho da fé são características das comunidades nascentes, que ainda estão descobrindo sua vocação e missão no mundo.

A Didaqué é um convite para as comunidades cristãs em formação descobrirem sua origem e jovialidade próprias. Ela nos faz lembrar que a fonte inspiradora do comportamento, da oração e das celebrações é a Bíblia. Sobretudo, mostra que o cristianismo não é devoção individualista, mas um caminho comunitário em que todos os setores da vida e do comportamento devem ser penetrados pela Palavra de Deus e pela oração. Na sua simplicidade e profundidade, estimula a viver a vida cotidiana à luz do Evangelho vivo, dentro de um discernimento que frutifica em atos novos, geradores de fraternidade e partilha. Escrita principalmente para os pagãos (nações), ela ainda salienta que o cristianismo não é uma redoma onde a comunidade se refugia, mas um fermento que se expande para transformar toda a sociedade


DIDAQUÉ - INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS

Instrução do Senhor para as nações, por meio dos doze Apóstolos...

Capítulo I

OS DOIS CAMINHOS

1. Existem dois caminhos: um é o caminho da vida, e o outro, o da morte. A diferença entre os dois é grande.

Viver e amar

2. O caminho da vida é este: Em primeiro lugar, ame a Deus, que criou você. Em segundo lugar, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça a outro nada daquilo que você não quer que façam a você.

3. O ensinamento que deriva dessas palavras é o seguinte: Bendigam aqueles que os amaldiçoam e rezem por seus inimigos, e ainda jejuem por aqueles que os perseguem. Com efeito, se vocês amam aqueles que os amam, que graça vocês merecem? Os pagãos não fazem o mesmo? Quanto a vocês, amem aqueles que os odeiam, e vocês não terão nenhum inimigo.

 A violência do Amor

4. Não se deixe levar pelos impulsos instintivos. Se alguém lhe dá uma bofetada na face direita, ofereça-lhe também a outra face, e você será perfeito. Se alguém o força a acompanhá-lo pelo espaço de um quilômetro, acompanhe-o por dois; se alguém tira o seu manto, entregue-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que pertence a você, não a peça de volta, pois você não poderá fazer isso.

O amor de partilha

5. Dê a quem pede a você e não peça para devolver, pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Feliz aquele que dá conforme o mandamento, porque será considerado inocente. Ai de quem recebe: se recebe por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebe sem ter necessidade, deverá prestar contas do motivo e da finalidade pelos quais recebeu. Será posto na prisão e interrogado sobre o que fez; e dai não sairá até que tenha devolvido o último centavo.

6. A esse respeito, também foi dito: Que a sua esmola fique suando nas mãos, até que você saiba para quem a está dando.

Capítulo II

Exigências do amor ao próximo

1. O segundo mandamento da instrução é este:

2. Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique magia, nem feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido.

3. Não cobice os bens do próximo, não jure falso, nem preste falso testemunho. Não seja maledicente, nem vingativo.

4. Não seja duplo no pensar e no falar, porque a duplicidade é armadilha mortal.

5. Que a sua palavra não seja falsa ou vazia, mas se comprove na prática.

6. Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.

7. Não odeie a ninguém, mas corrija uns, reze por outros, e ainda ame os outros, mais do que a si mesmo.

Capítulo III

As raízes do mal e do bem

1. Meu filho, procure evitar tudo o que é mau e tudo o que se pareça com o mal.

2. Não seja colérico, porque a ira conduz para a morte. Também não seja ciumento, nem briguento ou violento, porque os homicídios nascem de todas essas coisas.

3. Meu filho, não seja cobiçoso de mulheres, porque a cobiça leva à fornicação. Evite falar obscenidades e olhar com malícia, pois os adultérios surgem de todas essas coisas.

4. Meu filho, não seja dado à adivinhação, pois a adivinhação leva à idolatria. Também não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre essas coisas, pois de todas essas coisas provém a idolatria.

5. Meu filho, não seja mentiroso, porque a mentira leva ao roubo. Não seja ávido de dinheiro, nem cobice a fama, porque os roubos nascem de todas essas coisas.

6. Meu filho, não seja murmurador, porque a murmuração leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa, pois as blasfêmias nascem de todas essas coisas.

7. Seja manso, porque os mansos receberão a terra como herança.

8. Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranquilo e bom, respeitando sempre as palavras que você tiver ouvido.

9. Não se engrandeça a si mesmo, nem se entregue à insolência. Não se junte com os “grandes,” mas, converse com os justos e pobres.

10. Aceite como boas as coisas que lhe acontecem, sabendo que nada acontece sem o consentimento de Deus.

Capítulo IV

A pessoa inserida na comunidade

1. Meu filho, lembre-se dia e noite daquele que anuncia a palavra de Deus para você e honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois o Senhor está presente onde é anunciada a soberania do Senhor.

2. Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis, para encontrar apoio nas palavras deles.

3. Não provoque divisão. Pelo contrário, reconcilie aqueles que brigam entre si. Julgue de modo justo, corrigindo as culpas sem fazer diferença entre as pessoas.

4. Não fique hesitando sobre o que vai ou não acontecer.

5. Não seja como os que estendem a mão na hora de receber e a retiram na hora de dar.

6. Se você ganha alguma coisa com o trabalho de suas mãos, ofereça-o como reparação por seus pecados.

7. Não hesite em dar, nem dê reclamando, pois você sabe quem é o verdadeiro remunerador da sua recompensa.

8. Não rejeite o necessitado. Divida tudo com o seu irmão, e não diga que são coisas suas. Se vocês estão unidos nas coisas que não morrem, tanto mais nas coisas perecíveis.

9. Não se descuide de seu filho ou de sua filha; pelo contrário, instrua-os desde a infância no temor de Deus.

10. Não dê ordens com rudeza ao seu servo ou à sua serva, pois eles esperam no mesmo Deus que você, para que não percam o temor de Deus, que está acima de uns e outros. Com efeito, ele não virá chamar a pessoa pela aparência, mas aqueles que o Espírito preparou.

11. Quanto a vocês, servos, sejam submissos aos seus senhores, com respeito e reverência, como à imagem de Deus.

12. Deteste toda hipocrisia e tudo o que não seja agradável ao Senhor.

13. Não viole os mandamentos do Senhor. Guarde o que você recebeu, sem nada acrescentar ou tirar.

14. Confesse as suas faltas na reunião dos fiéis, e não comece a sua oração com má consciência.
Este é o caminho da vida.

Capítulo V

O caminho da morte

1. O caminho da morte é este: Em primeiro lugar, é mau e cheio de maldições: homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatrias, práticas mágicas, feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, duplicidade de coração, fraude, orgulho, maldade, arrogância, avareza, conversa obscena, ciúme, insolência, altivez, ostentação e ausência de temor de Deus.

2. Por esse caminho andam os perseguidores dos bons, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os que ignoram a recompensa da justiça, os que não desejam o bem nem o julgamento justo, os que não ficam atentos para o bem, mas para o mal. Deles está longe a calma e a paciência; são amantes das coisas vãs, ávidos de recompensas, não se compadecem do pobre, não se importam com os atribulados, não reconhecem o seu Criador. São ainda assassinos de crianças, corruptores da imagem de Deus, desprezam o necessitado, oprimem o aflito, defendem os ricos, são juízes injustos com os pobres e, por fim, são pecadores consumados.

Filhos, afastem-se de tudo isso.

Capítulo VI

Perfeição é servir ao Senhor

1. Fique atento para que ninguém o afaste deste caminho da instrução, pois aquele ensinaria a você coisas que não pertencem a Deus.

2. Se puder carregar todo o jugo do Senhor, você será perfeito. Se isso não for possível, faça o que puder.

3. Quanto à comida, observe o que você puder. Não coma nada do que é sacrificado aos ídolos, porque esse é um culto a deuses mortos.

Capítulo VII

CELEBRAÇÃO DA VIDA

O batismo

1. Quanto ao batismo, procedam assim: Depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

2. Se você não tem água corrente, batize em outra água; se não puder batizar em água fria, faça-o em água quente.

3. Na falta de uma e outra, derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

4. Antes do batismo, tanto aquele que batiza como aquele que vai ser batizado, e se outros puderem também, observem o jejum. Aquele que vai ser batizado, você deverá ordenar jejum de um ou dois dias.

Capítulo VIII

O jejum e a oração

1. Que os jejuns de vocês não coincidam com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Vocês, porém, jejuem no quarto dia e no dia da preparação.

2. Não rezem como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou no seu Evangelho. Rezem assim: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia, perdoa a nossa dívida, assim como também nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o poder e a glória para sempre.”

3. Rezem assim três vezes por dia.

Capítulo IX

A celebração eucarística

1. Celebrem a Eucaristia deste modo:

2. Digam primeiro sobre o cálice: “Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre.”

3. Depois digam sobre o pão partido: “Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre.

4. Do mesmo modo como este pão partido tinha sido semeado sobre as colinas, e depois recolhido para se tornar um, assim também a tua Igreja seja reunida desde os confins da terra no teu reino, porque tua é a glória e o poder, por meio de Jesus Cristo, para sempre.”

5. Ninguém coma nem beba da Eucaristia, se não tiver sido batizado em nome do Senhor, porque sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães.”

Capítulo X

Agradecimento depois da eucaristia

1. Depois de saciados, agradeçam deste modo:

2. Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo Nome, que fizeste habitar em nossos corações, e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre.

3. Tu, Senhor Todo-poderoso, criaste todas as coisas por causa do teu Nome, e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam. A nós, porém, deste uma comida e uma bebida espirituais, e uma vida eterna por meio do teu servo.

4. Antes de tudo, nós te agradecemos porque és poderoso. A ti a glória para sempre.

5. Lembra-te, Senhor, da tua Igreja, livrando-a de todo o mal e aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e a glória para sempre.

6. Que a tua graça venha, e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi. Quem é fiel, venha; quem não é fiel, converta-se. Maran atá. Amém.”

7. Deixem os profetas agradecer à vontade.

Capítulo XI

VIDA COMUNITÁRIA

Verdadeiros e falsos pregadores

1. Se alguém vier até vocês ensinando tudo o que foi dito antes, deve ser acolhido.

2. Mas se aquele que ensina for perverso e expuser outra doutrina para destruir, não lhe dêem atenção. Contudo, se ele ensina para estabelecer a justiça e o conhecimento do Senhor, vocês devem acolhê-lo como se fosse o Senhor.

3. Quanto aos apóstolos e profetas, procedam conforme o princípio do Evangelho.

4. Todo apóstolo que vem até vocês seja recebido como o Senhor.

5. Ele não deverá ficar mais que um dia ou, se for necessário, mais outro. Se ficar por três dias, é um falso profeta.

6. Ao partir, o apóstolo não deve levar nada, a não ser o pão necessário até o lugar em que for parar. Se pedir dinheiro, é um falso profeta.

7. Não coloquem à prova nem julguem um profeta que em tudo fala sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.

8. Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É assim que vocês reconhecerão o falso e o verdadeiro profeta.

9. Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa, não deve comer dela. Caso contrário, trata-se de um falso profeta.

10. Todo profeta que ensina a verdade, mas não pratica o que ensina, é um falso profeta.

11. Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mistério terreno da Igreja, mas não ensina a fazer como ele faz, não será julgado por vocês. Ele será julgado por Deus. Assim também fizeram os antigos profetas.

12. Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Contudo, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Capítulo XII

Hospitalidade com discernimento

1. Acolham todo aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examinem para conhecê-lo, pois vocês têm juízo para distinguir a esquerda da direita.

2. Se o hóspede estiver de passagem, deem-lhe ajuda no que puderem; entretanto, ele não permanecerá com vocês, a não ser por dois dias, ou três, se for necessário.

3. Se quiser estabelecer-se com vocês e tiver uma profissão, então trabalhe para se sustentar.

4. Se ele, porém, não tiver profissão, procedam conforme a prudência, para que um cristão não viva ociosamente entre vocês.

5. Se ele não quiser aceitar isso, é um comerciante de Cristo. Tenham cuidado com essa gente.

Capítulo XIII

Sustentação do profeta

1. Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se entre vocês é digno do seu alimento.

2. Da mesma forma, também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como todo operário.

3. Por isso, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os dê para os profetas, pois eles são os sumos sacerdotes de vocês.

4. Se, porém, vocês não têm nenhum profeta, deem aos pobres.

5. Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.

6. Da mesma forma, ao abrir uma vasilha de vinho ou de óleo, tome a primeira parte e a dê aos profetas.

7. Tome uma parte do seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê conforme o preceito.

Capítulo XIV

A celebração dominical

1. Reúnam-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro.

2. Aquele que está de briga com seu companheiro não poderá juntar-se a vocês antes de se ter reconciliado, para que o sacrifício que vocês oferecem não seja profanado.

3. Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: “Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro, porque eu sou um grande rei, diz o Senhor, e o meu Nome é admirável entre as nações.”

Capítulo XV

A vivência comunitária

15. 1. Escolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.

2. Não os desprezem, porque entre vocês eles têm a mesma dignidade que os profetas e mestres.

3. Corrijam-se mutuamente, não com ódio, mas com paz, como vocês têm no Evangelho. E ninguém fale com nenhuma pessoa que tenha ofendido o próximo; que essa pessoa não escute nenhuma palavra de vocês, até que se tenha arrependido.

4. Façam suas orações, esmolas e todas as ações da forma que vocês têm no Evangelho de nosso Senhor.

Capítulo XVI

PERSEVERAR ATÉ O FIM

1. Vigiem sobre a vida de vocês. Não deixem que suas lâmpadas se apaguem, nem soltem o cinto dos rins. Fiquem preparados, porque vocês não sabem a que hora o Senhor nosso vai chegar.

2. Reúnam-se com frequência para procurar o que convém a vocês. Porque de nada lhes servirá todo o tempo que vocês viveram a fé, se no último momento vocês não estiverem perfeitos.

3. De fato, nos últimos dias, os falsos profetas e os corruptores se multiplicarão, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se transformará em ódio.

4. Crescendo a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então aparecerá o sedutor do mundo, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.

5. Então toda criatura humana passará pela prova de fogo, e muitos ficarão escandalizados e perecerão. Contudo, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.

6. Então aparecerão os sinais da verdade. Primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta e, em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos.

7. Ressurreição sim, mas não de todos, conforme foi dito: “O Senhor virá, e todos os santos estarão com ele”.

8. Então o mundo verá o Senhor vindo sobre as nuvens do céu.


Paz e Bem!


terça-feira, 3 de junho de 2008

NA COMUNHÃO DO SENHOR

NA COMUNHÃO DO SENHOR

“Isto é o meu corpo que será entregue por vós”.


Meu Deus! Somos frutos do teu amor e muitas vezes não entendemos o porque de tão grande predileção do Senhor por nós e colocamos tudo a perder com a nossa desobediência e escolhas erradas. Somos templos do Espírito Santo, lugares sagrados onde o Senhor habita, sacrários vivos de Deus e mesmo assim, na ignorância, abandonamos todo esse mistério de amor para vivermos no pecado e na morte.

Senhor, será que somos tão insensíveis a ponto de nos deixarmos escravizar por nossa maneira de pensar e de agir? Será que ainda não entendemos o porque de tua vinda? Deus veio ao mundo criado, tomou nossa carne, uniu-se a nós pela graça do Espírito Santo por meio de Maria e quis ser pão do céu na terra para permanecer para sempre conosco e em nós, para assim nos conduzir à sua glória. “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim eu nele”. (Jo 6,35. 56).

Então, o que é comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, senão permanecer nele, viver nele e dele? Será que dá comungar com o pecado e com o Corpo do Senhor? Não pode existir associação entre a luz e as trevas, ou somos luz ou somos trevas. Ninguém pode servir a dois senhores. A comunhão eucarística é mais do que entendemos ou pensamos a respeito deste sacramento; comungar é ser aquilo que se comunga, não é apenas alimento de salvação, é a própria salvação; é doação mútua, é união perfeita de quem tem sede e fome de eternidade, de santidade, de justiça e de paz. É por isso que São Paulo escreve: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é esse o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).

E ainda: “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: ´Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim`. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: ´Este cálice é a nova aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim`. Assim, todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um se exânime a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Aquele que o come e bebe sem distinguir o Corpo e o Sangue do Senhor, come e bebe a sua própria condenação”.


“Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo”.
(1Co 11,23-30).

Comungar-te Senhor, te faz presente em nós aqui na terra, nos faz transparência da eternidade no mundo e glória do teu povo a caminho do teu reino!

Paz e Bem!

Frei Fernando, OFMConv.

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