VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

OS ACONTECIMENTOS DE MUNDO DE HOJE À LUZ DE TUA PALAVRA, SENHOR...



OS ACONTECIMENTOS DO MUNDO DE HOJE À LUZ DE TUA PALAVRA, SENHOR...

Quando fala sobre a Palavra de Deus, a Carta aos Hebreus nos ensina: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”. (Heb 4,12-12). Também São Paulo, nos ensina na Segunda Carta à Timóteo: “Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério”. (2Tim 4,1-5).

Ora, sabemos que nos dias de hoje o que lemos nos versículos três e quatro do capítulo quatro da 2Tim, está acontecendo de fato, pois, eis que a variedade de pregadores e divulgadores de falsas doutrinas não para de crescer, cada dia se cria uma “igreja” em cada esquina, ou mesmo, surge novos pregadores, principalmente nas redes de comunicação de massa, à ponto de arrebatarem milhares e milhões de seguidores após si. E isso sem contar a doutrinação que o próprio demônio vem fazendo por meio das redes de televisão de que ele dispõe na grande mídia, onde os programas transmitidos são visivelmente contrários a tudo o que se refere a Deus e a Cristo Jesus, o único Senhor e salvador da família humana, e de toda a humanidade. Tomemos cuidado, porque eis o diz o Senhor: “Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo... Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus?” (Jo 5,43-44).

Agora, à luz da Palavra do Senhor, o que dizer dessa multiplicidade de falsos profetas? Ouçamos, pois, Jesus mesmo nos responder: “Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá! não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está Ele em casa, não creiais”. (Mt 24,4-5.23-26).

Então, como entender os acontecimentos do mundo de hoje à luz da Palavra Divina? Realmente, vivemos num mundo confuso, barulhento, violento, intragável. As pessoas não têm mais tempo para ouvir a Deus, e muito menos para praticar o que o Senhor nos ensina; com isso, criaram uma sociedade hedonista, baseada no prazer sem Deus. Desprezam tudo o que é Sagrado, mas, por outro lado, aprovam tudo o que é insano, perverso, profano; e com isso, vivem mergulhados nos vícios e em toda espécie de maldade. De fato, estamos vivendo num mundo hediondo, onde quem fala mais alto é a perversidade daqueles que ignoram que serão julgados um dia, por isso, fazem da impunidade seu troféu. Estes compram a justiça dos homens; assumem os mais altos escalões do poder político, jurídico, monetário; ou ainda, são donos da mídia, dos carteis empresariais, ou dos carteis de drogas, de armas, formando um poder paralelo ao poder do estado; e mesmo os que estão detentores do poder do estado, raríssimos são honestos. Quanto ao grande resto, já foi manipulado pela corrupção e pela mídia trapaceira, detentora da imagem da besta e de suas palavras enganadoras.

Com efeito, hoje em dia, busca-se mais a fama e o poder temporal do que a verdadeira dignidade de ser pessoa, gente, que ama e sofre com o outro, e que procura praticar as virtudes eternas da bondade, fidelidade, solidariedade, compaixão, paz, etc. Mais tudo isso São Paulo já dizia que iria acontecer, ao escrever: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tim 3,1-5).

Logo, precisamos estar preparados para não nos deixar levar por essa onda massacrante da mídia que está aí, que quer incutir em nossas mentes a prática de tudo o que está ligado ao mal, via novelas, filmes, programas, talks shows, noticiários, etc. São Paulo, nos alertando sobre isto, escreveu: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rom 12,2). E São João também nos alertou: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17).

Assim, precisamos ficar atentos ao que Deus nos fala, pois, como diz o salmista: “Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho” (Sl 118,105). Ora, ler as Sagradas Escrituras inspirados pelo Espírito Santo, não é apenas fazer uma simples leitura, mas, ouvir o próprio Deus nelas, falando ao nosso coração, como Ele falou a Moisés (cf. Ex 3,1-6.9-12), aos santos Patriarcas (cf. Gen 15,1ss; Gen 46,1-5), aos profetas (cf. Am 3,7), e a todos os cristãos (cf. Jo 1,12-13; 1Jo 5,1), que seguem Cristo, e são santificados por Ele.

Portanto, ouçamos atentamente o Senhor: “Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus” (Miq 6,8). Pois, “Digo aos arrogantes: Não sejais insolentes; aos ímpios: Não levanteis vossa fronte, não ergais contra o Altíssimo a vossa cabeça, deixai de falar a Deus com tanta insolência” (Sl 74,5-6). E ainda: “Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes (Pr 3,34). Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós”. (1Pd 5,5b-7).

Enfim, sabemos que este mundo está às portas do juízo final, pois o Senhor mesmo diz: “No tempo que fixei, julgarei o mundo com justiça. Vacile, embora, a terra com todos os seus habitantes, fui eu quem deu firmeza às suas colunas”. (Sl 74,3-4). Então, como será julgamento nosso e o deste mundo? “Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências. Eles dirão: Onde está a promessa de sua vinda? Desde que nossos pais morreram, tudo continua como desde o princípio do mundo. Esquecem-se propositadamente que desde o princípio existiam os céus e igualmente uma terra que a palavra de Deus fizera surgir do seio das águas, no meio da água, e deste modo o mundo de então perecia afogado na água”.

Mas os céus e a terra que agora existem são guardados pela mesma palavra divina e reservados para o fogo no dia do juízo e da perdição dos ímpios. Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam. Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém”.

Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz”. (2Pd 3,3-14).

Paz e Bem!


Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A VINDA ESCATOLÓGICA DE JESUS


SÉRIE MEDITAÇÕES

A VINDA ESCATOLÓGICA DE JESUS


A parusia escatológica de Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz respeito à sua segunda vinda, no fim do mundo, conforme ele mesmo revelou: ”E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu”. (Mc 14,62b). Mas, por que ele virá, ou pra quê virá? Para julgar os vivos e mortos e implantar o Reino de Deus plenamente (cf. 2Tim 4,1; Mt 25,31-46; 1Cor 15,21-28). Ora, Deus não criou este mundo para que o mal se estabelecesse nele; ao contrário, tudo o que Deus criou é bom e criou somente para o bem. Porém, se vemos o mundo neste estado calamitoso de escravidão e torpor, é porque o homem com sua desobediência estabeleceu este estado de desordem sobre ele mesmo e tudo que governa. Logo, o estado das coisas não pode permanecer como está, é preciso que seja passado a limpo, isto é, que volte à sua originalidade, sem pecado algum, conforme a vontade de Deus.

De fato, a primeira vinda de Jesus se deu no seio do povo hebreu, conforme as profecias, porém, não foi escatológica em si no sentido pleno da palavra, mas sim teológica, para que os homens conhecessem Deus, sua misericórdia e se convertessem, por meio de seu exemplo, para uma vida de penitência, retidão e amor, de acordo com os seus desígnios eternos. Desse modo, compreendemos que sua primeira vinda se deu para que se cumprissem as profecias do Antigo Testamento à seu respeito; e também para que nos fosse revelado o Reino de Deus e sua justiça, presente visivelmente na Igreja, Seu Corpo Místico, do qual ele é a cabeça e nós somos os membros. Por ela, é anunciado a Plenitude desse Reino e a vinda definitiva do Senhor; ele que permanece conosco por meio dos sacramentos que realizam a nossa salvação e participação em sua natureza divina, pois é em Deus que vivemos, nos movemos e somos (cf. At 17,28).

Então, como e quando se dará essa vinda escatológica? Eis a resposta: “Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”.

“Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. (At 1, 6-11).

Como vimos, da parte dos apóstolos, também nós hoje ficamos desejosos que se estabeleça logo neste mundo a verdadeira justiça, para que haja paz e abundância para todos. Por isso, suplicamos que venha o Reino de Cristo e que seja iminente, pois assim como ele veio uma primeira vez, também virá segunda vez e cumprirá sua promessa de reunir em si “todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra”, conforme revelado nas Escrituras (cf. Ef 1,3-14; Mt 24,3-36).

E agora que estamos avisados de sua vinda, o que fazer? Santo Efrém, assim nos exorta: “O Senhor, ocultou-nos o dia de sua vinda para que ficássemos vigilantes e cada um de nós pudesse pensar que esse acontecimento se daria durante a nossa vida. Se tivesse revelado o tempo de sua vinda, esta deixaria de ter interesse e não seria mais desejada pelos povos da época em que se manifestará. Ele disse que viria, mas não declarou o momento e por isso as gerações e todos os séculos o esperam ardentemente.

Embora o Senhor tenha dado a conhecer os sinais de sua vinda, não se vê exatamente o último deles, pois numa mudança contínua, esses sinais apareceram e passaram e, por outro lado, ainda perduram. Sua última vinda será igual à primeira.

Os justos e os profetas o desejavam, pensando que se manifestaria em seu tempo; do mesmo modo, cada um dos fiéis de hoje deseja recebê-lo em sua época, pois ele não disse claramente o dia em que viria. E isto, sobretudo para ninguém pensar que está submetido a uma determinação e hora, ele que domina os números e os tempos. Como poderia estar oculto àquele que descreveu os sinais de sua vinda, o que ele próprio estabeleceu? O Senhor pôs em relevo esses sinais para que, desde o primeiro dia, os povos de todos os séculos pensassem que ele viria no próprio tempo deles.

Permanecei vigilantes porque, quando o corpo dorme, é a natureza que nos domina e nossa atividade é então dirigida, não por nossa vontade, mas pelos impulsos da natureza. E quando a alma está dominada por um pesado torpor, como por exemplo, a pusilanimidade ou a tristeza, é o inimigo que a domina e a conduz, mesmo contra a sua vontade. Os impulsos dominam a natureza e o inimigo domina a alma.

Por isso, o Senhor recomendou ao homem a vigilância tanto da alma como do corpo: ao corpo, para que se liberte da sonolência; e à alma, para que se liberte da indolência e pusilanimidade. Assim diz a Escritura: Vigiai, justos (cf. 1Cor 15,34); e também: Despertei e ainda estou contigo (cf. Sl 138,18); e ainda: Não desanimeis (cf. Jo 16,33).Por isso não desanimamos no exercício do ministério que recebemos (2Cor 4,1)”. (Do Comentário sobre o Diatéssaron, de Santo Efrém, diácono (Cap. 18,15-17; SCh 121,325-328). (Séc. IV).

Portanto, precisamos estar preparados, para não sermos pegos de surpresa. Pois, assim escreveu São Paulo: “A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas”. (1Tess 5,1-5).

Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa. Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu consolação eterna e boa esperança pela sua graça, consolem os vossos corações e os confirmem para toda boa obra e palavra!” (2Tess 2,15-16).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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