VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PALAVRAS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS, ELAS SÃO IDENTIDADE



















PALAVRAS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS, ELAS SÃO IDENTIDADE

O importante não é dizer muitas coisas, mas ao dizer algo, é necessário que seja verdadeiro e se diga com amor, mesmo quando não se é ouvido ou não queiram escutar; do contrário as palavras se tornam fuga da verdade, esconderijo dos próprios males ou conivência com a iniqüidade praticada, porque é insensatez querer “tapar o sol com a peneira”, isto é, fingir que não se está vendo o óbvio do pecado humano escondido nas atitudes, gestos ou palavras que ofendem a dignidade humana, o amor a Deus e o respeito que lhe é devido.

As palavras não são só palavras, elas são conteúdos do coração e da vida de cada um de nós. Elas vêem carregadas de pensamentos, sentimentos, desejos, vontades e outros incrementos do humano que compõem o nosso viver. Por isso, falar é mais do que dizer palavras, é um dizer de si mesmo, pois, o nosso falar revela quem somos, o que vivemos e o que pretendemos com nosso viver; mesmo quando se usa de linguagem artificial ou de falsas palavras, cheias de perversas intenções.

Porque é por meio da linguagem que conhecemos a verdadeira identidade de cada um, seja ela visual, falada ou escrita. Porém, não se deve julgar um ser pelo ouvi dizer ou por critérios meramente subjetivos; pois, cada um revela-se a si mesmo naquilo que diz com as palavras ou com a própria vida; por isso, precisamos usar sempre de misericórdia com todos, mas nunca devemos ser ingênuos quanto ao discernimento que precisamos ter para conosco e com os outros.

A convivência é o melhor meio pra se conhecer uma pessoa em sua essência e conhecer-se a si mesmo também. Ninguém ama aquilo que não conhece e ninguém conhece verdadeiramente se não ama. Logo, o amor é o fundamento da vida, do conhecimento, da verdade de cada ser, da convivência agradável e da linguagem que se deve usar em todo e qualquer relacionamento, especialmente o relacionamento com Deus e com o semelhante, porque no amor se encontra o respeito à dignidade do outro e nossa, a admiração, a partilha do que somos, temos e vivemos. Em suma, quem não ama não sabe o que é a vida nem sabe como vivê-la de fato.

Portanto, cada um é o que é diante de Deus naquilo que vive, fala e realiza; e fiquemos certos, nada se oculta aos olhos daquele que tudo criou. E se as nossas escolhas não forem baseadas no amor e no temor do Senhor; tão pouco elas serão feitas para o nosso bem e o bem de todos, porque somente aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo de Deus no seu modo de ser e estar no mundo, é que são capazes de realizar com a própria existência tudo o que Deus nos ensina por meio do seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, pois Ele é o Ápice de toda a Revelação e sem Ele nada somos, nada podemos e nada temos, porque somente Nele se encontra a salvação.

Paz e Bem!



Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CONDUZIDOS ÀS FONTES DA VIDA

CONDUZIDOS ÀS FONTES DA VIDA

“Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado”. (Is 40,26). Deus nos chama porque nos conhece e quer que tenhamos com Ele uma união perfeita em seu amor para glorificarmos o seu nome com nossa vida, pois, somos sua imagem e semelhança; essa é nossa missão.

Precisamos viver na Presença do Altíssimo para sermos suas testemunhas em meio à criação inteira. Aqui, em nosso viver natural, tudo é passageiro e nós temos a percepção desse passamento, quer do tempo, das criaturas e de nós mesmos, mas não sabemos por nós mesmos onde tudo vai chegar; a não ser pela ação do Espírito do Senhor que habita em nós e “que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou”. (1Cor 2,12).

Ao cultivarmos os valores eternos, ou seja, as virtudes do Espírito Santo: “amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5,22-23a) experimentamos a realidade divina como ela é, santa, justa e salvadora, e com isso compreendemos qual é o fim da fé que praticamos, a felicidade eterna em Jesus Cristo, o Filho de Deus, nosso único mestre e Senhor. 

É em Cristo que depositamos todas as nossas esperanças, é nele que vivemos, é Ele nosso único sentido de ser e estar no mundo e é por ele que escaparemos da justiça divina que há de se cumprir sobre toda criação. Bem aventurados são os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo de Deus e seu santo modo de agir, estes sabem que o Santo Espírito os conduzirá às fontes da vida.

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

“SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR”

“SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR”

“Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”.(Lc 11,1).

A oração me é um bálsamo para a alma, por ela rompo as fronteiras do tempo e do espaço e me vejo diante do Altíssimo e com Ele me entretenho prostrado aos seu pés entregando tudo o que sou e sinto, enfim, todo o meu viver, trazendo desse encontro seu afeto e segurança que me faz viver neste mundo sem ser deste mundo.

Quando Jesus nos ensina a rezar, Ele o faz na certeza de que devemos nos valer da oração para nos mantermos unidos ao Pai Eterno e por meio dessa união, realizemos em tudo Sua Vontade Santa. Deus habita em nós, isso é um grande mistério de amor, mas ao que parece não despertamos ainda pra essa realidade; porém, quando o fizermos, gozaremos de sua intimidade de tal forma que poderemos até dizer como São Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim”. (Gal 2,20 a).

“Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo...”. (Lc 18,1).

“Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,7-8).

Também São Paulo quando nos ensina essa prática ele o diz: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,6-7). De fato, Paulo via na oração um meio de permanecermos unidos ao Senhor e sermos conduzidos por Ele à plena santidade que nos reserva em Seu Amor.

Portanto: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41). Pois, uma alma vigilante é uma alma obediente e casta, cheia do temor do Senhor, capaz de tudo para lhe agradar, até mesmo da morte de cruz. 

Paz e Bem!


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

NOS CAMINHOS DO SENHOR

“Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos”. (Sl 24,10).

É muito bom saber que não há outro caminho para o encontro definitivo com Deus Pai senão o caminho da obediência em Cristo Jesus. Aqui nesse nosso mundo natural, trilham-se vários caminhos, mas todos esses caminhos trilhados não passam de veredas que dão a lugar nenhum; assim, os homens trilham os seus próprios caminhos sem se darem conta que são caminhos de morte, e isso sabemos pelo resultado desses caminhos; pois, se conhece a árvore pelos frutos que dá. 

Para nós que seguimos o caminho da perfeição em Cristo Jesus, sabemos que tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor e não hesitam em segui-lo fielmente, carregando com Ele a cruz que para nós é certeza de ressurreição; pois, a cruz é a porta estreita da salvação e por ela nos exercitamos na mais profunda das experiências humanas que é o amar a Deus acima de todas as coisas, com todas as nossas forças, com todo o nosso ser e entendimento.

Quem, em nosso meio, nunca passou por alguma dificuldade seja ela qual for? Quem nunca chorou as perdas que comumente acontece em meio às provações deste mundo? Sofrimentos são tantos e todos os dias, mas mesmo nos sofrimentos temos lampejos de alentos, de alegria que amenizam nossa dor; temos o conforto da fé e do amor de Deus que nos aponta para o alto da cruz nos dizendo, que é preciso a perseverança porque após a tempestade vem sempre a bonança.

“Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma”. (Tg 1,2-4). “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos”. (Heb 12,7-8).

“É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz. Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos (Is 35,3). Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem. Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor”. (Heb 12,11-14).

Porque “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1Cor 10,13). Pois, é impossível amar e servir ao Senhor e não experimentar a sua graça e consolação em toda sua plenitude; é impossível alguém ser fiel a Deus e não viver debaixo do seu divino amparo. 

Portanto, quando Jesus nos diz: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. (Mt 16,24). É porque Ele nos dar a garantia que nos conduzirá à morada eterna, lugar definitivo da consolação dos justos, da felicidade dos eleitos; daqueles que sofreram com Ele as angustias dos inocentes e permaneceram fiéis a toda prova e desafio de fé, na certeza de que o que prevalece para sempre é o amor à verdade e à vontade de Deus que nos criou para a Sua Glória.

Paz e Bem!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

"PRECISAMOS ENCONTRAR DEUS"


“Precisamos encontrar Deus, e não é na agitação nem no barulho que o encontramos. Deus é o amigo do silêncio. Em que tamanho silêncio não crescem as árvores, as flores e a erva! Em que tamanho silêncio não se movem as estrelas, a lua e o sol! Não é nossa missão dar Deus aos pobres dos casebres? Não um Deus morto, mas um Deus vivo e que ama”. 

“Quanto mais recebermos na oração silenciosa, mais podemos dar na nossa vida ativa. Precisamos de silêncio para sermos capazes de tocar as almas. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus nos diz e o que diz através de nós. Todas as palavras que dissermos serão vãs se não vierem do mais íntimo; as palavras que não transmitem a luz de Cristo aumentam as trevas”. Beata Teresa de Calcutá (1910-1997).

“Os nossos progressos na santidade dependem de Deus e de nós próprios, das graças de Deus e da própria vontade que temos de ser santos. Temos de assumir o compromisso vital de atingir a santidade. «Quero ser santo» significa: quero desligar-me de tudo o que não é Deus, quero despojar o coração de todas as coisas criadas, quero viver na pobreza e no despojamento, quero renunciar à minha vontade, às minhas inclinações, caprichos e gostos, e tornar-me o dócil servo da vontade de Deus”. Beata Teresa de Calcutá (1910-1997).

Eis o que é preciso fazer e viver para nos conformarmos a Cristo Jesus e assim assumirmos a nossa filiação divina desde já, pois, essa é a vontade do Senhor a nosso respeito. Quem encontra Deus no silêncio e vive na sua presença constantemente, experimenta o mais salutar dos prazeres: amar a Deus com toda a vida. Nada se compara a uma alma perfeitamente unida a Deus pelo amor e isso só é possível mediante a submissão a ele que nos amou primeiro.

O amor é o fundamento de toda a criação e tudo o que se faz na vida que não tenha o aval do amor, torna-se lixo imprestável, torna-se contradição, perversão, perdição e tudo o que não condiz com aquilo para o qual Deus nos criou. Portanto, no amor de Deus está a fonte da vida e quem se deixa amar por Ele, amando-o até o fim, deixa-se conduzir pelo Seu Espírito que nos eleva em santidade e justiça até atingirmos a perfeição do Seu Reino Eterno.

Paz e Bem!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

OS DOIS CAMINHOS

 
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas e também de nossa redenção; O Todo Eterno e Infinito nos chama a partilhar Consigo de nossa vida. Porque sem Ele nada somos nada podemos, visto que Ele é a única razão do existir e os seres humanos devem cooperar para manterem o bem estar e o equilíbrio da criação, pára a salvação de todas as coisas; pois, entre a criação e a salvação humana, existe o consentimento, o acolhimento da Vontade Divina para que tenhamos vida plenamente.

Sim, estamos trilhando a via definitiva de nossa existência; não há volta, esta caminhada é única, só seguimos, nunca voltamos. Por isso, devemos escolher bem o caminho para chegarmos ao porto seguro da salvação e esse caminho único e verdadeiro é Cristo, autor e consumador de nossa fé. Por Ele temos acesso ao Pai de nossas almas; por Ele vencemos todos os obstáculos que nos impusemos a nós mesmos; por Ele somos portadores de todas as graças e bênçãos dos céus; por Ele, enfim, nos tornamos participantes da Natureza Divina, herdeiros da glória eterna de Deus e imagem perfeita do Seu Ser.

Muitos estão escolhendo o caminho do pecado, seja ele qual for: mentira, fornicação que é o pecado contra a castidade, drogas, violência; ideologias as mais diversas: seiche-no-ie, astrologia, cartomancia, neo nazismo, gangues, comunismo, teologias da “libertação” e outras; e ainda as falsas religiões tipo: espiritismo e seus derivados, protestantismo e suas divisões, a famigerada nova era; sem contar os modismos: rock, punk, hip hop, tatuagens, consumismo, star wars, mangas, Herry potter, novelas e filmes de cunho heréticos ou imorais, etc.

Por meio de tudo isso se revela a desobediência aos mandamentos da Lei de Deus; daí vem o porquê desse nosso mundo está tão enfermo, mergulhado na violência e toda espécie de maldade. Grande parte da humanidade vive como se Deus não existisse, por isso, impera a fome, a miséria, as doenças físicas, psíquicas, morais e espirituais; os resultados são: hospitais, manicômios, cadeias e cemitérios superlotados e a injustiça reinando em toda parte.

A corrupção é a bola da vez em todas as esferas da sociedade, desde a política e seus mandatários até a justiça e seus titulares; nos órgãos públicos, nos meios de comunicação social e nos mais variados seguimentos sociais; ela é um sinal visível da presença do mal no coração humano; os homens escondidos no pecado agem a partir do pecado, cometendo toda espécie de desvario.

Por abandonarem nosso Único e Soberano Deus, Caminho, Verdade e Vida, se instalou a confusão e a desordem em nosso meio e já não se sabe mais por onde caminhar; deram asas ao mal e, pretensamente deixaram ele reinar, por causa dos pecados cometidos, mesmo sabendo o justo castigo que merece quem se dá a essas práticas nefastas.

O que dizer? Que pergunta cabe mais depois de tudo isto? Qual caminho estamos seguindo? A quem acompanhamos neste caminhar? O que move os nossos corações? O que será da criação e de nossa vida eternamente? Existe ainda alguma saída?

Só o arrependimento, o perdão de nossos pecados e a mudança de rumo e de vida poderá nos livrar do mal que se abaterá sobre essa nossa infeliz humanidade. (Leia Salmo 1).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv. 


terça-feira, 2 de setembro de 2008

"O MAL POR SI MESMO SE DESTRÓI"

“O MAL POR SI MESMO SE DESTRÓI”

Deus é eterno e tudo cria para o eterno, essa é uma verdade que experimentamos em nós mesmos, visto que desejamos sempre a vida e nunca a morte; ora, esse desejo é um indício de que o Senhor nos fez para a eternidade e se estamos aqui na temporalidade é para testemunharmos essa verdade.

Por acaso, existe uma afirmação mais evidente a respeito da vida do que esta: a vida é um dom de Deus e para Deus há de voltar? Também por acaso, algum ser subsiste sem que Deus o permita? E por que essa permissão, se temos a percepção do mal e em Deus não exista mal algum? Certamente, essas perguntas exigem no mínino uma resposta que seja convincente. Vejamos, pois.

São Paulo nos ensina: “Porque é em Deus que temos a vida, o movimento e o ser...” (At 17,28 a) e ainda: “Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém”. (Rm 11,38). Então, qual é o sentido da vida e por que o mal existe? O Sentido da vida é eterno, porque fomos criados para a eternidade mesmo no tempo, ou seja, já somos eternos em Deus; porém, o mal consiste na não correspondência a esse amor de Deus que nos sustenta na vida.

E como correspondemos a esse amor de Deus? São Paulo também nos fala sobre isso: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).

E quanto ao mal, e, o que será daqueles que agem perversamente? Existe um ditado popular muito interessante: “O mal por si mesmo se destrói”. Em outras palavras, quem pratica a maldade não terá nada mais além da maldade praticada e já a experimenta em seu viver imediatamente; como também aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, experimentam prontamente os frutos dessa Sua vontade. Porque é impossível ser honesto, sincero, simples, humilde, bondoso, amoroso e fiel e não experimentar tudo isso no mais íntimo de si mesmo.

Logo, cada um com o seu modo de ser, de pensar, de falar, de sentir e viver projeta na realidade presente o que há de ser eternamente, seja para o bem ou para o mal. De uma coisa tenhamos certeza: todos os dons e capacidades para vivermos em comunhão perfeita com o Senhor foi nos dado. Além do que, graça alguma nos faltará para atingirmos a perfeição desejada e querida pelo Criador e Pai de nossas almas que nos sustenta e nos governa. 

Eis o que São Paulo nos diz na Carta aos Efésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. (Ef 1,3-4).

“No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência”. (Ef 1,5-8).

Portanto, ninguém poderá se justificar diante de Deus pelo mal praticado, a não ser que haja um arrependimento verdadeiro e uma transformação que leve o penitente à uma prática que seja agradável ao Senhor; do contrário, o ímpio certamente pagará por suas impiedades; enquanto que o justo experimenta aqui e por toda a eternidade os frutos da retidão dos seus atos, mesmo que momentaneamente sofra as tribulações e desafios de fé que são próprias daqueles que não se rendem à mentalidade deste mundo.

“Afora vós, o que há para mim no céu? Se vos possuo, nada mais me atrai na terra. Meu coração e minha carne podem já desfalecer, a rocha de meu coração e minha herança eterna é Deus. Sim, perecem aqueles que de vós se apartam, destruís os que procuram satisfação fora de vós. Mas, para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é pôr minha confiança no Senhor Deus, a fim de narrar as vossas maravilhas diante das portas da filha de Sião”. (Sl 72,25-28).

Paz e Bem!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

SEDE PERFEITOS

SEDE PERFEITOS

Tudo o que Deus faz é perfeito, porque Deus é amor e tudo cria por amor e para o amor; não seguir esse propósito divino é perverter a natureza criada e o sentido dela; é perder a essência do que somos; é desviar-se Daquele a quem prestaremos contas pelos dons recebidos, porque para Ele tende todas as coisas e sem Ele nada pode perdurar.

Não podemos viver a vida como se Deus não existisse e como se Ele não agisse em nossa naturalidade, pois, nada pode existir sem que Deus conceda que exista e, com a existência, Ele também nos dá todo o necessário para vivermos segundo a sua vontade, porque é comungando com a sua vontade que as criaturas atingem a plenitude para a qual foram criadas.

É inerente à pessoa humana a necessidade de amar e ser amada, pois o amor é o fundamento da vida e de todo ser; quem não ama não pode ser feliz nem fazer algo de bom, porque a bondade é fruto do amor. Eis o que São João escreve a esse respeito: “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele”. (1Jo 4,16).

Logo: “Recebemos de Deus a tendência natural para fazermos o que Ele nos manda, de maneira que não podemos insurgir-nos, como se Ele nos pedisse uma coisa extraordinária, nem orgulhar-nos, como se déssemos mais do que aquilo que nos é dado. [...] Ao recebermos de Deus o mandamento do amor, possuímos imediatamente, desde a nossa origem, a faculdade natural de amar”. 

“Não foi a partir do exterior que fomos por ela informados; e isto é evidente, porque procuramos naturalmente aquilo que é belo [...]; sem que no-lo ensinem, amamos aqueles que nos são aparentados, pelos laços do sangue ou de uma qualquer aliança; enfim, de boa vontade damos provas de benevolência aos nossos benfeitores”.
 
“Ora, haverá coisa mais admirável do que a beleza de Deus? [...] Haverá desejo mais ardente do que a sede provocada por Deus na alma purificada, que exclama com emoção sincera: «Desfaleço de amor» (Cant 2, 5)? [...] Esta bondade é invisível aos olhos do corpo, só podendo ser captada pela alma e pela inteligência”.

“Sempre que iluminou os santos, deixou neles o aguilhão de um grande desejo, a ponto de eles exclamarem: «Ai de mim, que vivo no exílio» (Sl 119, 5), «Quando poderei eu chegar, para contemplar a face de Deus?» (Sl 41,3), «Desejo partir para estar com Cristo» (Fil 1, 23) e «A minha alma tem sede do Senhor, do Deus vivo» (Sl 41, 3). [...] É assim que os homens aspiram naturalmente ao belo. Mas aquilo que é bom é também supremamente amável; ora, Deus é bom; portanto, se todas as coisas procuram o que é bom, todas as coisas procuram a Deus”. São Basílio (c. 330-379).

Portanto, para vivermos essencialmente o que o Senhor nos manda: “...sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48), precisamos do mandamento do amor, pois ele mesmo nos diz: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mt 22,37-40).

PAZ E BEM!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O MISTÉRIO DA INIQUIDADE

Nós, os filhos e filhas de Deus, estamos cercados por todos os lados pelo mistério da iniqüidade presente neste mundo, isso é inegável; não condenamos quem quer que seja por não viver a mesma dimensão de fé que vivemos, porém, não podemos fechar os olhos para esse mistério do mal que se alastra em nosso meio, como joio a atrapalhar o crescimento do trigo de nossa existência.

Eis o que S. Paulo escreveu sobre isto: “Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar”. (2Tess 2,7-9). 

Caríssimos, urgentemente precisamos ficar atentos a tudo aquilo que tenta inibir a graça de Deus em nós; para isto precisamos ouvir o que o Senhor nos ensina, pois, quando ouvimos e praticamos os seus conselhos divinos, nos tornamos participantes diretos do seu Reino; porque fazer parte do Reino é viver o que é próprio do Reino e isso só é possível quando fazemos à vontade de Deus, expressa nos seus mandamentos e nas palavras e exemplo do Seu Filho Jesus.

Porque “Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo. Estamos prontos também para castigar todos os desobedientes, assim que for perfeita a vossa obediência”. (2Cor 10,4-6).

Paz e Bem!

sábado, 2 de agosto de 2008

NOSSA ORIGEM É DIVINA

NOSSA ORIGEM É DIVINA

Todos nós que aqui vivemos, somos inseguros por natureza, sentimos bem de perto o que isso significa na medida em que somos dependentes de tudo, seja do ar que respiramos; da comida que comemos; da água que bebemos e de modo especial daqueles que nos deram a vida. Ocorre que, quando somos capazes por nós mesmos de alguma coisa, pensamos que podemos tudo e com isso, nos mais das vezes, botamos tudo a perder.

Ora, em nossa humanidade não podemos esquecer que essa nossa dependência nunca nos deixará e que mesmo os homens querendo sentir-se auto-suficientes serão sempre criaturas sujeitas às frágeis condições de nossa existência e nada mais. Porém, quando tratamos essa questão a partir da fé, mudamos nosso entendimento porque passamos a entender melhor qual seja a vontade de Deus à nosso respeito, isto é, passamos a viver o plano do Senhor para a nossa salvação.

E o que quer dizer tudo isso? Quer dizer que a nossa origem não é apenas natural e dependente do tempo; mas, para além da natureza que nos tem e à quem nós temos temporariamente, somos também nascidos da eternidade e para a eternidade, pois nossa origem é divina, porque fomos criados à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1,26). Visto que, ao sermos gerados, nossos pais cumprem apenas a ordem do Criador: “crescei-vos e multiplicai-vos” (Gn 1,28).

De fato, não podemos esquecer nunca nossa origem divina, pois, querendo ou não, haveremos de prestar contas ao nosso Criador e Pai pelos dons que dele recebemos para que aqui vivêssemos de acordo com o seu propósito divino, isto é, o bem e a felicidade de todas as suas criaturas.

Agora vejamos o que São Paulo falou a esse respeito: “Deus fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça’...” (At 17,26-28).

Por isso, “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gl 6,7-9). Então, “Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor”. (Rm 12,11).

Paz e Bem!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...