VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SEMELHANTE AMOR
















SEMELHANTE AMOR

Quero amar o Amor...
como o Amor me ensinou a amá-LO...
“Amarás o Senhor, teu Deus,
de todo o teu coração,
de toda a tua alma...
e de todas as tuas forças”. (Dt 6,5).
E quero a ele ser fiel...
em todas as instâncias...
e sentidos de minha vida...

Assim viverei...
a verdadeira liberdade dos filhos de Deus...
Porque Deus é Amor,
Único Amor...
E é por Ele que somos...
e seremos eternamente...
Semelhante amor...

De uma coisa fiquemos certos,
não há distância para quem ama,
porque as palavras nos aproximam...
Elas expressam o que está no coração...
Elas são veículos da comunhão perfeita...
Foi por Sua Palavra que Deus nos criou...
E é por Sua Palavra que Ele nos dá a vida eterna...

Por isso, Ele nos faz um...
Mesmo se estivermos a quilômetros de distância...
Não importa o espaço e o tempo...
O importante mesmo...
é sermos o que somos, sua palavra viva...
e fazermos em tudo a Sua Vontade...
Que nos invade como sensação eterna...

Desse modo superamos o mal e suas mentiras...
Desse modo assumimos a verdade...
tal qual ela é...
Desse modo...
o Senhor nos faz colher os frutos do seu amor...
E nos dá o seu favor...
aqui e eternamente...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A LÓGICA DO IMPOSSÍVEL (RESPOSTA A UM CORAÇÃO INCRÉDULO)

















A LÓGICA DO IMPOSSÍVEL
(RESPOSTA A UM CORAÇÃO INCRÉDULO)


O interessante é saber...
que tens a liberdade de crê
tudo o que escreveste...
e ninguém te tirou essa liberdade...
de assim expressar o teu ateísmo...

Não percebes, porém,
que mesmo exercendo tal liberdade de expressão,
precisas decidir de que lado estás,
ou seja, falar menos e agir mais;
do contrário o som ridículo de tuas palavras e expressões...
fica sem resposta, a não ser as respostas
de tua própria incredulidade...

Tu, porém não vês que esse Deus que negas...
e acusas por todos os males presentes,
morre aos teus olhos e ressuscita...
como resposta infinita...
à toda incredulidade...

Ainda bem que creio na lógica do impossível...
senão estaria como tu...
falando e escrevendo um monte de baboseiras
e nada fazendo de bom ou de bem,
para que a bondade prevaleça sempre
e em todos os sentidos da vida...

Qual é a tua fonte de inspiração?
Eu não sei, tu deves saber...
Talvez seja a "quimera" intrínseca do desejo de perfeição...
que carregas nas entranhas de tua imperfeição...
e não consegues atingir...
por não o trabalhares artesanalmente em ti...
como Deus quer e consente...

Aprende: “cessem as palavras, falem as obras”...
Ou seja, ponhas mão no arado e trabalha,
pois, sem esse trabalho de vencer-se a si mesma,
continuarás frustrada...
por todo o tempo de teu ser e existir no mundo...
E não terás nenhuma resposta convincente,
pois as respostas que a tua incredulidade dá...
não te convencem de nada...
nem dela mesma...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A VIDA E O MISTÉRIO QUE A ENVOLVE




















A VIDA E O MISTÉRIO QUE A ENVOLVE


A vida em si é um mistério, mas um mistério do qual participamos diretamente e vemos seus efeitos, seus encantos e nos admiramos dessa realidade que somos. O Criador dispôs nela sua presença velada e nós reconhecemos essa sua presença pela nossa contingência e pelo além dela que aspiramos. Ou seja, não nos contentamos somente com o viver natural, porque ninguém é cem por cento satisfeito com o que é, o que tem ou deseja ter naturalmente, porque a morte frustra tudo isso; mas desejamos o que não passa, isto é, desejamos a perfeição em todos os sentidos da vida.

Somos dotados de dons especiais como também todas as outras criaturas o são, porém, segundo a natureza de cada ser. Desse modo, tudo continua um mistério a ser revelado ou que se revela à medida que avançamos em nosso conhecimento acumulado; seja na ordem natural; seja na ordem da graça, conforme determinou o Senhor em seu desígnio benevolente. Porém, tudo caminha em sua direção; assim como todos tivemos Nele nossa origem, Nele também teremos o desfecho de nossa história e não há como escapar ou se esquivar desse nosso destino final.

Outra coisa que temos de entender também é que não há um rigorismo predeterminado à nosso respeito, mas há sim, de nossa parte, a livre escolha. Por exemplo: alguém morre bêbado não porque o “destino” dele era esse, mas porque escolheu o vício da bebida e deixou-se dominar por ele, não obstante os ensinamentos do Senhor para fugirmos dos vícios e de todos os outros males.

Vejamos o que escreveu São Tiago a esse respeito: “Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Logo, “Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam”. (Tia 1,13-15.12).

Portanto, a vida como dom de Deus, somente a Ele pertence e somente Nele permanece para sempre, porque Deus é Eterno; quem a vive sem esse sentido, torna-se um perigo para si mesmo e para os demais que comungam com tal desvario, visto que, se desligam da Fonte Original do Amor que dispõe a nosso favor da felicidade e da paz definitivas, que experimentamos desde aqui, por lhe devotarmos todo amor e tudo o que temos e somos.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PROFISSÃO DE FÉ




















PROFISSÃO DE FÉ

Abro o coração de poeta-profeta...
e proclamo minha fé...

Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos Céus.
E se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.

Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.

Creio na Igreja,
una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há de vir.
Amém.

Ora, por que creio tudo isso?
Porque o Espírito Santo que em mim habita...
me faz experimentar a realidade da filiação divina...
E me faz viver ainda...
essa realidade como herança santa...
que o Senhor concede por toda eternidade...
àqueles que o amam...

Paz e Bem!

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO




















O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

O homem, dotado de razão e conhecendo as coisas a seu modo, sempre se perguntou pelo sentido da vida, pois, sendo aquele que faz a experiência do bem e do mal, vê constantemente seus anseios de liberdade condicionados pelos limites que seus próprios instintos e as leis da vida natural lhes impõe. Por isso, sempre buscou além dos limites de suas explicações racionais, uma resposta que atendesse ao seu desejo de perenidade; desejo esse que o acompanha ao longo de sua luta para atingir a perfeição e vencer o mistério da iniqüidade e sua terrível arma, a morte. Todavia, somente por meio da fé em Deus e da comunhão com Ele por Seu Filho Jesus Cristo, é que consegue atingir essa proeza.

Quando falamos de Deus, falamos Daquele que é e sempre será; falamos Daquele que é Presente e Oculto ao mesmo tempo; Presente porque sustenta todas as coisas pelas leis naturais que estabeleceu e, Oculto, porque está para além do tempo e de tudo que criou, porém, nada nem ninguém lhe passa despercebido, porque tudo está sob Seu Poder e aferido por sua Divina Justiça; por isso mesmo passará a limpo todas as coisas no dia do juízo final.

Ora, tudo o que conhecemos do Senhor, direta ou indiretamente, passa pela revelação que Ele fez e faz de Si mesmo; seja por meio dos Profetas, através da evidência do cumprimento de suas profecias; seja por meio do Messias, isto é, do Seu Filho Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria na Plenitude dos tempos, Ele que é o ápice de toda a revelação, o envidado do Pai. É como está escrito: “Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus...” (Heb 1,1-3).

Em outras palavras, aquilo que o homem não conseguiu alcançar por si mesmo, devido aos pecados cometidos, aos erros e enganos vivenciados; pois, nunca se firmou numa moralidade constante; Deus realizou por meio do Seu Filho, isto é, a libertação desejada, a felicidade e a perfeição tão almejadas, enfim, a vida eterna. Porque por meio desse Filho Amado, o Senhor implantou o Seu Reino de Amor no meio de nós; Reino dos redimidos, daqueles que lhe obedecem em tudo, porque a força dessa obediência vem do Espírito Santo que habita na alma de todo batizado que vive segundo a Sua Vontade.

Escrevendo a esse respeito São Paulo assim nos exortou: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.

Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência. Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos - desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra.

Nele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua vontade, para servirmos à celebração de sua glória, nós que desde o começo voltamos nossas esperanças para Cristo. Nele também vós, depois de terdes ouvido a palavra da verdade, o Evangelho de vossa salvação no qual tendes crido, fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, que é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor da sua glória”. (Ef 1,3-14).

Destarte, para além da incredulidade dos incrédulos, do ceticismo dos céticos; da perversidade dos perversos e da maldade dos iníquos, eis o que diz o Senhor: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”. (Mc 1,15). E ainda: “Não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação”. (2Cor 6,1b-2).

De fato, o Senhor nosso Deus tem sido misericordioso para com a humanidade, pois, o que os homens vêem fazendo contra a natureza e contra os seus semelhantes é digno de um juízo profundamente rigoroso, visto que, o mal tem se multiplicado na face da terra por conta dos vícios, dos roubos, da ganância, da sede do poder e da fama e de tudo o que contraria os Seus Santos Mandamentos. Se quisermos participar do Reino de Deus só temos uma saída, arrependimento, conversão; penitência, vida de oração, para obtermos o perdão de nossos pecados e a salvação que Jesus veio trazer.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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sábado, 9 de janeiro de 2010

HOMENS E MEDOS




















HOMENS E MEDOS

Os medos...
São sem segredos...
Eles estão em toda parte...
dentro e fora de nós...
Eles geram a insegurança...
a falta de confiança...
a solidão...
a depressão...
e outros males do nosso tempo...

São frutos da violência...
Da intolerância...
Da decadência dos valores humanos...
e esfriamento dos valores cristãos...
São pais do Stress...
Do tédio...
Da incredulidade...
e das crises existenciais...

Psicologicamente são diagnosticados...
Pequenos ou grandes medos...
Se pequenos, são autodefesa...
Se grandes, são fobias, pavor...
Terror horrendo,
corroendo e polulando o nosso imaginário...
Destruindo o sacrário de nossa consciência...

E de onde vem tudo isso?
Vem da falta de fé...
Da falta de amor a Deus...
Pois a humanidade vive atualmente...
como se Deus não existisse...
e como se tudo se resumisse...
ao ser e estar no mundo e para mundo...

Por isso temos de sobra...
Corrupção...
Impunidade...
Mentiras...
Intrigas...
Vícios de toda espécie...

Conivência com o mal...
Vandalismo...
Satanismo...
E outros costumes infernais...
Seja nas músicas, nas danças...
nas desigualdades sociais...

E onde vai parar tudo isso?
Nas catástrofes naturais e sociais...
que estamos presenciando...

Na natureza:
Tsunamis...
Terremotos...
Vulcões...
Desequilíbrio das estações climáticas...
gerando as secas ou as enchentes desmedidas...
E a vida natural está ficando insuportável...

Na sociedade:
“Fornicação, impureza, libertinagem,
idolatria, superstição, inimizades, brigas,
ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos,
invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes”.
Que tornam a convivência social um verdadeiro inferno...

Mas ao que parece os homens não aprendem...
e continuam sua saga de pecados e maldades...
Por isso multiplicam sobre si...
os castigos merecidos...
advindos do próprio desvario...

E os medos?
Esses parecem eternos...
para quem os cultivam...

Paz e Bem!

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A CAMINHO DA PERFEIÇÃO




















A CAMINHO DA PERFEIÇÃO

Dito e feito...
É assim que confirmamos os nossos acertos...
Porém, quando tratamos dos erros...
queremos logo justificar ou nos desculpar...

E por que isso acontece?
Porque fomos criados para a Perfeição...
mas não a temos de nós mesmos...
nem das outras criaturas...
Quando muito, atingimos um patamar desejável...
para os nossos padrões mais exigentes...
E é só...

O termo “perfeição” tem dois sentidos precisos...
Quando tratamos de Deus,
dizemos da Perfeição Absoluta...
Quando tratamos de nós, criaturas,
dizemos per-feição...
Ou daquilo que em nós é trabalhado artesanalmente...

Porque em nós...
a perfeição vem dos dons, das aptidões...
Já a Perfeição do Senhor...
É Atributo Eterno, isto é, Imutável...

Exemplo: nós almejamos, desejamos...
Em Deus tudo é Realidade Plena...
Nós podemos amar ou não...
Deus é Amor e nunca pode não amar...
Nós podemos ser bons ou não...
Deus é Bom Infinitamente...

Logo, entendemos a necessidade da fé...
Porque crer não é só dizer: creio...
Antes, é aderir, comungar, participar...
Realizar a vontade de Deus...
Porque sem Deus, nada há...
Mas em Deus tudo é...
e sempre será...

Difícil entender?
Não, porque a Verdade é Única...
e nos foi revelada: Jesus Cristo...
Nele encontramos Deus...
Por Ele participamos da Natureza Divina...
e atingimos a Plenitude da vida...

Mas é preciso carregar a cruz da santa obediência...
Porque sem essa cruz, não há ressurreição...
nem a Perfeição Absoluta...
que Deus reserva como herança...
para aqueles que o amam...

Paz e Bem!

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É, TEMOS MUITO QUE APRENDER




















É, TEMOS MUITO QUE APREDER

Precisamos muito da vida como ela é...
Porque ela nos foi dada por Deus...
para ser vivida em comunhão de amor com Ele...
Mas ao que parece, as fraquezas humanas são tantas...
que me espanta como a estamos vivendo aqui,
sem o devir que o Senhor nos aponta...

Porque o viver aqui...
sem que esse viver tenha em vista...
a plenitude da vida...
É o mesmo que ser pra não ser mais...
Porque aqui tudo e todos esbarram na morte...
Seja no mais cedo ou mais tardar da existência...
Porque não há diferença de tempo...
Visto que ela nos invada sem piedade alguma...
como se lhe pertencêssemos de fato...

E nós ficamos impotentes vendo-a agir...
em toda parte...
Observamos seu rastro de destruição...
Seja entre ricos ou pobres...
anônimos ou famosos...
Sem descriminação...
Seja de sexo...
Idade...
Cor...
Religião...
Não importa, ela sabe fazer estragos,
quer queiramos quer não...

E muitos ainda a atraem sobre si...
Por não cultivar o devir que Deus nos comunica...
Creio que seja pela maldade cultivada...
É como bem disse o hagiógrafo:
“Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz.
Crendo-a amiga, consomem-se de desejos,
e fazem aliança com ela; de fato,
eles merecem ser sua presa”. (Sab 1,16).

Porém, esse mistério da morte é grande,
porque nem os justos escapam dela...
mesmo que vivam a graça de uma vida santa...
Ora, mas os justos são justos...
por isso, não são atingidos por ela...
mesmo passando pelo seu crivo...

Mais é justamente ai...
onde se cumpre a Palavra de Deus...
que não deixa Seus filhos debaixo do domínio da mortalidade...
visto que, por serem conduzidos pelo Espírito Santo...
encontram na fronteira do tempo com a eternidade...
a verdade da vida eterna que cultivaram...
no tempo que lhes foi dado,
mesmo que esse tempo tenha sido ínfimo,
porém, repleto da inocência nascitura...

É, temos muito que aprender...
Uns duram tantos anos...
outros quase nada...
mas a estrada do mistério da vida continua...
Felizes são os que andam no caminho de Jesus...
Porque, mesmo que sofram a morte de cruz,
sabem que seu padecer é fonte de ressurreição...
porque a mão vitoriosa do Senhor,
os conduz para Si,
onde a vida não tem fim...

Paz e Bem!

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sábado, 2 de janeiro de 2010

NUNCA É TARDE...













NUNCA É TARDE...

O mundo te massacra por demais...
Arrancando-te a paz...
com desejos e limites...
Depois tudo passa e nada mais...
te devolve aquela paz...
que sentias no princípio...

De que adianta tanto esforço e ilusão...
arrasando o coração...
te lançando em precipício?
Ainda bem poderás recomeçar...
aprendendo a perdoar...
tudo o que te fatigou...

Somente assim o teu céu encontrarás...
Mergulhado em nova paz...
sem que sejas sonhador...
Somente assim vida nova obterás...
Pois só Deus te satisfaz...
Porque Ele é amor...

Vê irmão!
Que não caias no vazio...
Vem, enfrenta os desafios...
Põe em prática a tua fé...
Não tenhas medo com o que possa acontecer...
Porque...
tem verdadeira esperança quem crer...
em Jesus de Nazaré...


Tudo na vida tem sentido e um final...
Não é samba ou carnaval...
Tão fugaz, tão passageiro...
Deus te criou para seres santo sim...
Acredita não tem fim...
a vida que Ele te deu...

Não te iludas,
te arrepende e tudo bem...
Recomeça com o que tens...
volta para o teu Senhor...
Nunca é tarde...
ainda é tempo meu irmão...
Rende-te à conversão...
Liberta-te para o amor...

Vem, tanto temos pra fazer...
Perder tempo para quê?
Vem abraça o perdão...
Deus te renova,
te concede todo bem...
Não te culpes por ninguém...
Vem, conserta o que falhou...

É nova vida,
renascida em conversão...
Novo homem, novo Adão...
que encontra o Criador...
Por que inventar outras vidas por aí...
encobrindo em ti...
o pecado, o mal maior?

Semeia o bem,
colherás felicidade...
Impregna-te da verdade...
que ao céu te levará...
Recebe em ti, vida eterna, salvação...
Com Jesus ressurreição...
Pois só Ele bastará...

Paz e Bem!

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SANTA MARIA MÃE DE DEUS: UMA BREVE REFLEXÃO TEOLÓGICA




















SANTA MARIA MÃE DE DEUS: UMA BREVE REFLEXÃO TEOLÓGICA

A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencendo ao patrimônio da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431. Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o Filho de Deus, resulta sempre mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus.

Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem "a Mãe de Jesus" e afirmem que Ele é Deus (cf. Jo, 20, 28; cf. 5, 18; 10, 30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt. 1, 22-23). Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: "Sob a vossa proteção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita" (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, "Mãe de Deus", aparece pela primeira vez de forma explícita.

No século IV, o termo Theotokos é já de uso frequente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais frequente, a esse termo, já entrado no patrimônio de fé da Igreja. Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título "Mãe de Deus".

Ele, de fato, propenso a considerar Maria somente como mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correta a expressão "Mãe de Cristo". Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade em admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas - divina e humana - presentes n'Ele. O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.

As dificuldades e as objeções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correto esse título. A expressão Theotokos, que literalmente significa "aquela que gerou Deus", à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus.

A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só à geração humana do Filho de Deus e não à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria. Proclamando Maria "Mãe de Deus", a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a "Mãe do Verbo encarnado, que é Deus".

Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana. A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é pessoa divina, é Mãe de Deus.

Ao proclamar Maria "Mãe de Deus", a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé na divindade de Cristo. Não obstante as objeções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando corretamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem.

Na Theotokos a Igreja, por um lado, reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque - como afirma Santo Agostinho - "se a mãe fosse fictícia, seria fictícia também a carne... fictícias seriam as cicatrizes da ressurreição" (Tracto. in Ev. Ioannis, 8, 6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho.

A expressão "Mãe de Deus" remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e a sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.

Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egito, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pode obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

Salve Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa!

Fonte: www.psmn.hpg.com.br (01/01/2010)
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