VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 17 de abril de 2010

FILHINHOS, NINGUÉM VOS SEDUZA




















FILHINHOS, NINGUÉM VOS SEDUZA...

Vivemos em um mundo...
confuso, barulhento...
Repleto de intentos...
e de peripécias humanas descabidas...
Fruto de práticas pervertidas...
que nos cercam por todos os lados...

E o descaso eminente das autoridades constituídas...
Se faz presente bem à nossa vista,
sem nenhuma reação consistente...
E ao que parece, ficamos impotentes,
creio por falta de cultivo...
dos verdadeiros valores da vida...

Na realidade,
fazemos a leitura de fatos acontecidos...
ou que estão acontecendo...
Mas, o que são eles senão frutos de decisões...
Tomadas no mais íntimo de cada um de nós?
Assim, tocamos o viver a todo custo...
Porque, infelizmente, o pecado...
tornou-se o objeto mais desejado e praticado...
pela maioria de nossa população...

E o que vemos é um reflexo do que é praticado...
Eivado de “prazer” aparente...
tomado pela consistente presença do mal...
E como estão deixando o mal no comando...
sua primeira esperteza,
é negar a si nas ações maléficas praticadas...
para que possa assim,
agir ocultamente...

Com isso...
Não estou tirando a culpa dos culpados...
Mas, apenas digo que estão contaminados,
por livremente tomarem decisões perversas,
adversas ao bem viver...

E por quê isso acontece?
Por causa do pecado cultivado...
que torna a vida um fardo pesado...
Isto é, um verdadeiro tormento...

Ora...
O mesmo ser que assassina pra roubar...
podia muito bem praticar atos de puro amor...
Mas, vindo de um lar violento...
reproduz esse mesmo intento em igual ou maior proporção...
E assim se torna um indivíduo perdido,
perturbado, enlouquecido....
invadido por toda espécie de opressão...

Logo, se assim se deixam contaminar...
Como esperar que a nossa sociedade...
Viva uma vida harmoniosa...
Esplendorosa...
Detentora somente do bem?

Cá pra nós, por nós mesmos...
isso é praticamente impossível...
Porque o inimigo com quem lutamos...
não é visível, mas invisível...
Porém, previsível...
E por isso mesmo pode ser vencido...
Por meio da fé em Jesus Cristo...
E essa fé nasce da verdadeira conversão...
...
Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.

Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.

Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus. É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão. (1Jo 3,5-10).
...

S. Miguel Arcanjo,
defendei-nos no combate
contra os principados e as potestades,
contra os chefes deste mundo de trevas,
contra os espíritos malignos
espalhados pelos ares (Ef. VI, 10-12).

Vinde em auxílio
dos homens que Deus fez
à sua imagem e semelhança,
e resgatou com grande preço
da tirania do Demónio (Sab. II, 23-24; I Cor. VI, 20).

É a vós que a Santa Igreja venera
como seu guardião e patrono,
vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas
para as introduzir na felicidade celeste.

Suplicai, pois, ao Deus da Paz,
que esmague Satanás sob os nossos pés
a fim de lhe tirar o poder para prejudicar a Igreja.

Apresentai ao Altíssimo as nossas orações
para que depressa desçam sobre nós
as misericórdias do Senhor.
E sujeitai a antiga serpente
– que não é outro senão o Diabo ou Satanás –
para o precipitar encadeado nos Abismos,
de modo que não possa,
nunca mais, seduzir as nações. (Apoc. XX, 3).
...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

ACIMA DE TODOS OS LIMITES











ACIMA DE TODOS OS LIMITES

O verbo é Deus...
E mantém na existência toda a criação...
E assegura o bem de tudo quanto existe...
Por isso, todos nós que fomos batizados,
Eleitos segundo a presciência de Deus,
nos rejubilamos com a sua ressurreição...
e a nossa participação na sua natureza divina...

A ressurreição de Jesus,
o Verbo de Deus humanado...
foi a primeira certeza...
gravada por Deus em nossas almas,
quando do nosso batismo...
Além, é claro, de nossa filiação...
e da realização da vontade do Senhor...
a nosso respeito...

Logo, a ressurreição de Cristo Jesus...
é também a maior graça que recebemos,
porque por ela sabemos que a vida não tem fim...
E que a morte não é a rainha da terra...
porque a justiça divina é imortal...
O que antes era impossível à humanidade...
agora se tornou, na realidade, sua maior vitória...
Cristo em nós ressuscitado,
verdadeira esperança de glória...

Onde já se viu tamanha novidade?
Onde já se viu a verdade natural...
elevada à plenitude da perfeição?
De fato, não tem em si tal convicção...
aqueles que trilham a senda da maldade...
Estes, jamais verão a luz...
porque abandonaram a cruz de Jesus...
Para viverem em meio às trevas da solidão...
dos pensamentos vãos...
e das práticas nefastas...

Ora, quem contesta a lei do amor...
vive a dor de não ter saída...
para os imbróglios daquilo que cultiva...
Porque vive sem razão alguma...
A não ser as razões da incredulidade...
que os torna, na verdade,
inimigos de Deus...

Não pode ter razão verdadeira...
quem nega sua origem divina...
Porque vive a triste sina...
da negação de si mesmo...
e de toda a vida...

Insensatos...
A razão é limitada.
A Sabedoria do Senhor...
Não tem limites...
E porque é Eterna...
não cabe nos caprichos...
nem nos corações depravados,
airados e cheios de si mesmos...

Pobres mortais...
Até quando permanecereis cultivando o nada?
Será que é pouca a liberdade que vos é oferecida...
para além desta vida;
no todo sempre do Reino dos Céus?
Por que não acreditais?
Porque a verdade foge dos vossos limites...
E vai muito além do que pensais...
E como não quereis crer, a combateis...
mesmo sabendo que jamais a vencereis...

Ó ledo engano humano...
De nós mesmos pouco ou nada podemos...
Na verdade a Sabedoria divina...
só tem lugar nos corações humildes...
naqueles que não vivem para si...
mas para Quem os criou...

Portanto...
Se quisermos atingir a plenitude da perfeição...
Temos que abrir o coração...
para amarmos o Senhor...
Acima de todas as coisas...
Acima de nós mesmos...
e de todos os limites...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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domingo, 11 de abril de 2010

OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO















OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Catecismo Maior de São Pio X.

“Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro”. (Mt. 12,32)

“Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça!” (Hb. 10,29)

O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 – em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo:

O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do Espírito Santo.

1º – Desesperar da salvação: quando a pessoa perde as esperanças na salvação, achando que sua vida já está perdida e que ela se encontra condenada antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.

2º – Presunção de salvação, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma idéia de perfeição que implica num sentimento de orgulho. Ela se considera salva, pelo que já fez. Somente Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo.

O simples fato de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos em nossas ações, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos.

Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por decreto eterno e imutável de Deus.

A Igreja Católica ensina que, normalmente, os homens nada sabem sobre o seu destino, exceto se houver uma revelação privada, aceita pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não podem se considerar salvos antes do Juízo. (Cf. 1Cor 4,5).

3º - Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja, ou seja , quando a pessoa não aceita as verdades de fé (dogmas de fé), mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges.

Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério.

4º – Inveja da graça que Deus dá aos outros. A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que você possua aquilo ou possa ganhar um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o juiz do mundo. Estou me voltando contra a vontade divina imposta no governo do mundo. Estou me voltando contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.

5º – A obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo. É não aceitar a ética cristã. Você cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim se aparta da vontade de Deus e rejeita a Salvação.

6º – A Impenitência final é o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus: o indivíduo persiste no erro até o final, recusando arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao Adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta se aproximar do Pai, manifestando humildade e compaixão. Não se abre ao convite do Espírito Santo definitivamente.

Paz e Bem!

Fonte:
http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/Documentártio%20da%20Igreja/OS%20PECADOS%20CONTRA%20O%20ESPÍRITO%20SANTO.htm (11/04/2010).

sábado, 10 de abril de 2010

UM RELATO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL















UM RELATO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL

A DAMA DE FERRO versus QUASEMORTO versus OS DEMAIS...

Perfil dos futuros candidato(a)s :

A DAMA DE FERRO: parece fria e severa como o próprio ferro...
O QUASEMORTO: pelo poder, vende a alma ao Dono da Mídia – “fazemos qualquer negócio”...
+ OU – COTADO: tem moral sombria, fala muito sem olhar o próprio rastro...
- COTADA: falta fôlego; seus sequazes não a abonam...
OS DEMAIS: sem comentários – faz de contas que serei presidente...

Plataforma Político Partidária:

A DAMA DE FERRO: tem um partido que defende entre outras bandeiras: a legalização do aborto; o casamento de pessoas do mesmo sexo; o banimento dos símbolos religiosos das repartições públicas e estados; a morosidade da justiça no julgamento das invasões de terra, etc.etc.etc...
O QUASEMORTO: Tem um partido com bases fincadas na Maçonaria, de cujas fileiras saem os piores vilões do poder neste país – desde muito ocupam todas as esferas do poder – e é por isso mesmo que esse “nosso” País nunca foi pra frente...
+ OU – COTADO: sem plataforma, é só peso morto...
- COTADA: ecologia...ecologia...eco...Será mesmo?
OS DEMAIS: são só os demais... e nada mais...

Alianças Políticas:

A DAMA DE FERRO: seu partido aliou-se a uma das piores corjas partidárias que existe atualmente na política nacional...
O QUASEMORTO: seu partido é velho aliado dos filhotes da ditadura que nunca largou o poder e quando o perdeu, fez de tudo para esse que país não desse certo; em outras palavras, eles são um câncer sem cura...
+ OU – COTADO: não sabe direito se vai ser candidato... Só está testando os institutos de pesquisa pondo o seu nome no páreo...
- COTADA: sabe que não tem chance alguma, mas quer manter a moral...
OS DEMAIS: aceito qualquer migalha do tempo de TV... Quem quer me dá esse tempo? Alie-se a mim...

Governos Anteriores:

A DAMA DE FERRO, vem montada no maior presidente, via índice de aprovação, que esse país já teve, porém, com sérias ressalvas...Creio que a nação tem saudades do sindicalista dos anos oitenta...

O QUASEMORTO é também quase cópia fiel do sociólogo ateu que quase vendeu esse País com o dinheiro do próprio País aos empresários, seus correligionários, e olha que faltou pouco. Hoje em dia a triste criatura apoia a legalização da maconha, mas creio que é porque ficou esquecido e desprezado pelos seus “páreas” e quer chamar a atenção sobre si de alguma maneira... “Falem mal, mas falem de mim”... Risos... Essa frase lembra uma outra raposa velha bem conhecida do público...

OS OUTROS: desculpem-me, pegaram carona ou continuam andando a pé...

Moral da história:

Em quem votar? Na Dama de Ferro, no Quasemorto ou nos Demais que também não são flor que se cheire?...

Eis o grande dilema...

Observações finais:

1ª) Obs: E como ficam os fichas sujas? Será que vão jogar mais de um milhão de assinaturas da emenda contra eles no lixo?

Esses políticos chamados fichas sujas – 40% dos parlamentares do atual Congresso Nacional e mais um outro tanto nos Estados da Federação, ou seja, ao todo cerca de 60% dos futuros candidatos – um verdadeiro mar de lama – foram eleitos fraudando as eleições por meio da compra de eleitores corrompidos ou por eleitores que deram ouvidos aos conselhos da Mídia velha de guerra, acostumada a mandar e desmandar neste país, cujo Chefe se chama MENTIROSO...
2ª) Obs: Um desses fichas sujas (Mestre Maçônico), cujo nome uma pobre planta lhe cedeu, se encontra detido por milagre; sim, por milagre, porque político corrupto neste País não fica preso, mas apenas detido e isso por pouco tempo. Aliás, já viram, fora os Demos do DF, algum político corrupto preso? Perguntem à Suprema Corte... Ela, para estes casos, continua cega e surda como a (in)justiça... Eis a saudação mais corrente em suas decisões políticas: HABEAS CORPUS...

Indagação final:

Chamo a atenção de todos...
Este é o relato de uma tragédia previsível, DA ATUAL POLÍTICA BRASILEIRA...
Por favor, leiam novamente e respondam se possível...

Pra que mãos está indo o poder político deste “nosso” País? Ou seja, a administração de cerca de 186.690.583 de vidas - habitantes, 2008 (fonte: IBGE)?
...

PS: O Chefe da Mídia, chamado MENTIROSO, fará de tudo pra que QUASEMORTO ganhe o pleito; caso perca para a DAMA DE FERRO, ele fará de tudo pra que ela governe seguindo seus padrões; e caso ela se negue a isso; ele fará de tudo, até dar cabo de sua vida, para que seu subalterno, o chefe da Corja, governe, porém, conforme os seus ditames... Como fez antes com o Mamulengo de Minas e colocou no seu lugar o fantoche Bigodudo, aquele dos lençóis maranhenses... Lembram do primeiro governo pós ditadura? Assim, o “Dono” da Mídia, manterá todos eles no inferno, inclusive a própria Mídia, sua arma mais poderosa...
...
VADE RETRO SATANÁS...
...

Paz e Bem!

Aos cidadãos de bem deste País...

Aos que não compreendem e nem vivem sua cidadania, lamento, mas estão indo pelo mesmo caminho que dá na “porta larga” da perdição... Só existe uma saída pra que haja mudança de rumo neste País, tomar consciência de todos esses pecados e se converter...

Frei Fernando,OFMConv.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

CREIO NA IGREJA, UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA
















CREIO NA IGREJA,
UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA...

A Igreja é Santa, Imaculada...
Porque Aquele que a gerou é Santo,
Infinitamente Santo...
A Igreja É e sempre Será...
Sacramento de Salvação...

Mas, atenção...
Ai daqueles que tentam trazer para dentro dela...
escândalos e podridão...
Esses jamais verão a Deus...
Esses provarão de Sua Justiça Divina...
que os lançará na ruína eterna...
No fogo do inferno que nunca se extinguirá...
Onde haverá somente choro e ranger de dentes...

Não temas pequeno rebanho...
Quem vos chamou à santidade...
vos santificará...
Pois, “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela,
para santificá-la,
purificando-a pela água do batismo com a palavra,
para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa,
sem mácula, sem ruga,
sem qualquer outro defeito semelhante,
mas santa e irrepreensível”. (Ef. 5,25b-27).

Por isso,
permanecei fiéis naquilo que aprendestes e crestes...
da parte do Senhor na Sua Santa Igreja...
Pois, depois da tempestade e das provações deste mundo...
Virá a calmaria dos Céus...
A eleição das almas benditas...
A glorificação dos filhos e filhas de Deus...

Portanto...
Permaneçamos firmes na fé e no amor à Igreja,
Corpo Místico do Senhor...
Porque, como diz Santo Agostinho:
“Quem não ama a Igreja não tem o Espirito Santo”.
Oremos...
“Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica...
Professo um só batismo para a remissão dos pecados...
E espero a ressurreição dos mortos...
e a vida do mundo que há de vir...
Amém!
...

“Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. A mim pouco se me dá ser julgado por vós ou por tribunal humano, pois nem eu me julgo a mim mesmo. De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor.

Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece”. (1Cor 4,1-5).


Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.
...

“Filhinhos, esta é a última hora.
Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem.
Eis que já há muitos anticristos,
por isto conhecemos que é a última hora.
Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos.
Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco.
Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos.

Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas.
Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis,
e porque nenhuma mentira vem da verdade.
Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?
Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho.
Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai.
Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai”. (1Jo 2,18-23).
...

Filhinhos...
“Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados,
e que nele não há pecado.
Todo aquele que permanece nele não peca;
e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.
Por isso, ninguém vos seduza:
aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo.
Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio.
Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.

Todo o que é nascido de Deus não peca,
porque o germe divino reside nele;
e não pode pecar, porque nasceu de Deus.
É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio:
todo o que não pratica a justiça não é de Deus,
como também aquele que não ama o seu irmão.
Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio:
que nos amemos uns aos outros”. (1Jo 3,5-11).
...

“Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia.
Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida,
porque amamos nossos irmãos.
Quem não ama permanece na morte.
Quem odeia seu irmão é assassino.
E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino.
Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós.
Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos”. (1Jo 13-16).


Ninguém se faça juiz antes do tempo...
Pelo contrário, “amai os vossos inimigos,
fazei bem aos que vos odeiam,
abençoai os que vos maldizem...
e orai pelos que vos injuriam.
Não julgueis, e não sereis julgados;
não condeneis, e não sereis condenados;
perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á.
Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia,
recalcada e transbordante,
porque, com a mesma medida com que medirdes,
sereis medidos vós também”. (Lc 6,27-28.37-38).

Palavra do Senhor!

Graças a Deus!


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

SERÁS INTEIRAMENTE DO SENHOR TEU DEUS...














SERÁS INTEIRAMENTE DO SENHOR TEU DEUS

Ultimamente...
Se alastrou nesse nosso país...
uma onda efervescente de crendices e curandeirismo...
acompanhada de manjado proselitismo...
misturado com charlatanismo...
e outras formas de enganação...
E tudo isso a pretexto da chamada...
liberdade religiosa – sem questionamento...

Porém, na prática, essa liberdade religiosa...
está muito aquém do que deveria ser...
O fato é que tais crenças são usadas...
como forma de manipulação e submissão...
das mentes menos esclarecidas...
sugestionadas e perdidas...
nos labirintos dos senhores donos da mídia...

Assim enumero e chamo de não sério...
esse surto pseudo-religioso...
por causa do manipulador que está por trás...
Na mídia televisiva...
Redes que projetam fábricas de milagres...
e curas fantasiosas...
Shows da fé proselitistas...
onde o artista principal não é o Senhor...
mas o manipulador de plantão...
Filmes e novelas espiritualistas...
também fantasiosas e proselitistas...
divulgadoras de crenças ocultistas...
baseadas em espíritos e reencarnações...

Já na Mídia falada e escrita...
Programas ditos evangélicos...
onde o Evangelho não passa de objeto manipulador...
E usam ainda com a mesma intenção...
Livros, revistas, jornais, folhetos e panfletos...
para angariar novos adeptos e empreenderem seus fins...
E com isso a fé em Jesus Cristo vai se desgastando,
se deteriorando, porque o Jesus que estão pregando...
não é o Filho de Deus que morreu na cruz...
e ressuscitou para a nossa salvação...
mas é um outro Jesus, protestante ou espírita...

Então,
eis o que diz o Senhor...

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor,
entrará no Reino dos céus,
mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia:
Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome,
e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios
e fizemos muitos milagres?
E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci.
Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,21-23).
“Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos”. (Mt 25,41b).

A respeito dos ocultistas e suas práticas,
eis o que diz o Senhor:

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá,
não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquele terra.
Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha,
nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,
à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos,
porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas,
e é por causa dessas abominações...
que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.
Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.
As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos;
a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite”. (Deut 18,9-14).

E ainda:

“Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos:
não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles.
Eu sou o Senhor, vosso Deus.
Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles,
voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo.
Santificai-vos, e sede santos, porque eu sou o Senhor, vosso Deus.
Observai minhas leis e praticai-as. Eu sou o Senhor que vos santifico”. (Lev 19,31; 20,6-8).


“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram. Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.

Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7,13-20).
...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A SAGRADA TRADIÇÃO APOSTÓLICA DA IGREJA
















A SAGRADA TRADIÇÃO APOSTÓLICA DA IGREJA

Um dos pilares sobre os quais se assenta a fé da Igreja Católica é a Sagrada Tradição Apostólica. Esta Tradição, chamada pela Igreja de Sagrada, é tudo aquilo que ela recebeu dos Apóstolos e que a eles foi confiado diretamente pelo próprio Jesus Cristo. Não se trata da tradição dos homens, mas somente daquilo que se refere à salvação das almas, e que nos foi deixado pelo Senhor. Sabemos que o Magistério da Igreja extrai todo o ensinamento que dá aos fiéis, da Revelação Divina, que se compõe da Tradição (oral) que veio dos Apóstolos e da Tradição (escrita), a Bíblia. É sobre essa Tradição (escrita e oral), com igual importância nas duas formas, que o Magistério assenta seus ensinamentos infalíveis.

Portanto, a Igreja católica não se guia apenas pela Bíblia (a Revelação escrita), mas também pela Revelação oral que chegou até nós. Sem esta última, nem mesmo a Bíblia existiria como a temos hoje, já que ela foi ´berçada´ ´ como diz D. Estevão Bettencourt ´ e redigida pela Igreja. A transmissão do Evangelho, feita pelos Apóstolos, fez-se de duas maneiras: oralmente e, depois, por escrito, cerca de 20 anos após a morte de Jesus. No ensino oral os Apóstolos ´transmitiram aquelas coisas que ou receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo ou aprenderam das sugestões do Espírito Santo´ (CIC, 76), nos ensina o Catecismo. Ensina-nos a importantíssima Constituição Dogmática Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, que: ´Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério´ (DV, 7).

Vemos que ´os Apóstolos deixaram como seus sucessores os bispos´, para que estes transmitissem aos seus sucessores o ´depósito da fé´ que eles tinham recebido de Jesus. Sabemos que São Paulo instituiu muitos bispos; por exemplo, colocou Timóteo como bispo à frente da importante igreja de Éfeso; enviou Tito para a ilha de Chipre. É comovente a despedida que Paulo faz aos bispos de Éfeso, quando em caminho para o cativeiro de Roma: ´Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. Sei que depois de minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que irão proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!´(At 20,28´31). Vemos nesta passagem a preocupação do Apóstolo, recomendando aos bispos, ´constituídos pelo Espírito Santo´, que cuidem e vigiem o rebanho de Deus afim de que os hereges não lhe faça mal.

O mesmo tipo de recomendação Paulo faz a Timóteo e a Tito: ´Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes.´ (1Tm 1,3) ´Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão.´ (1Tm 4,6) ´Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito pela virtude do Espírito Santo.´ (2Tm 1,13´14). ´Seja (...) firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina´.

Nos ensina a Dei Verbum que: ´Assim a pregação apostólica, expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se sem interrupção até a consumação dos tempos. Por isso os Apóstolos, transmitiram aquilo que eles próprios receberam (cf. I Cor 11,23; 15,3), exortam os fiéis a manter as tradições que aprenderam seja oralmente, seja por carta (cf. II Tess 2,15) e a combater pela fé uma vez transmitida aos santos (cf. Jd 3). Quanto à Tradição recebida dos Apóstolos ela compreende todas aquelas coisas que contribuem para santamente conduzir a vida e fazer crescer a fé do povo de Deus, e assim a Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que crê´ (DV,8).

O nosso Catecismo explica assim:

´Esta transmissão viva, realizada no Espírito Santo, é chamada de Tradição enquanto distinta da Sagrada Escritura, embora intimamente ligada a ela. Através da Tradição, ´a Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que crê (DV, 8)´. (CIC n.78) ´A Tradição da qual aqui falamos é a que vem dos Apóstolos e transmite o que estes receberam do ensinamento e dos exemplo de Jesus e o que receberam através do Espírito Santo. Com efeito, a primeira geração de cristãos ainda não dispunha de um Novo Testamento escrito, e o próprio Novo Testamento atesta o processo da Tradição viva.´ (CIC n.83)

A Dei Verbum, ensina que:

´Os ensinamentos dos Santos Padres [sec. I a VIII] testemunham a presença vivificante desta Tradição cujas riquezas se transfundem na praxe e na vida da Igreja crente e orante´ (DV,8). Embora a Igreja tenha ciência de que ´já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo´ (DV,4), no entanto, o Catecismo nos assegura que ´embora a Revelação esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos´ (CIC, 66). E isso o Espírito Santo continua a fazer na Igreja através dos teólogos e do Magistério oficial. Aos teólogos cabe aprofundar os conhecimentos do ´mistério da fé´, guiados pelos dogmas já revelados; mas somente ao Magistério cabe definir as verdades da fé.

A Tradição e a Bíblia estão intimamente ligadas. Tanto uma como a outra tornam presente e fecundo na Igreja o mistério de Cristo, presente na Igreja até o fim do mundo (cf Mt 28,20). Ensina-nos a Dei Verbum que: ´A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão, portanto, estreitamente conexas e interpenetradas. Ambas promanam da mesma fonte divina, formam de certo modo um só todo e tendem para o mesmo fim. Com efeito a Sagrada Escritura é a fala de Deus, enquanto é redigida sob a moção do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos para que, sob a luz do Espírito e da verdade, eles por sua pregação fielmente a conservem, exponham e difundam. Resulta, assim, que não é apenas através da Escritura que a Igreja consegue sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado. Por isso, ambas ´ Escritura e Tradição ´ devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência´ (DV,9), (CIC, 82).

Muitas são as passagens do Novo Testamento que revelam a importância da Tradição oral. São Paulo diz a Timóteo: ´O que ouvistes de mim em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar ainda a outros´ (2 Tm 2,2). Note bem o ´ouvistes´ de mim. É a transmissão oral do depósito da fé. Vemos aí a própria Escritura atestando a existência da transmissão oral, de geração a geração. Este ´depósito´ oral chegou até nós pela palavra oficial da Igreja, e não pode ser desprezada. Jesus deixou claro a seus discípulos, na noite da despedida, que Ele não lhes tinha ensinado tudo, mas que o Espírito Santo o faria ao longo do tempo: ´Muitas coisas tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Advogado, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade...´ (Jo 16,12).

Todo esse ensinamento que o Espírito Santo foi acrescentando à Igreja é o que foi formando a sua Sagrada Tradição. Era tão marcante a inspiração do Espírito Santo que, por exemplo, após o Concílio de Jerusalém, os apóstolos escreveram à Igreja de Antioquia: ´Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...´ (Cf. At 15,28). Outras passagens mostram essa intimidade deles com o Espírito Santo. ´Então Pedro, cheio do Espírito Santo...´ (Cf. At 4,8). ´Por que combinastes para por à prova o Espírito do Senhor?´ (Cf. At 5,9). Diante do Grande Conselho dos Judeus e do Sumo Sacerdote: ´Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo...´(Cf. At 5,32). Podemos, portanto, afirmar, com toda certeza, que tudo o que está na Bíblia é verdade, mas nem toda a verdade está na Bíblia. Parte da Revelação foi oral e está na Tradição, que, por isso é Sagrada e indispensável.

Na segunda Carta aos tessalonicenses vemos claramente a Tradição oral: ´Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? ´ (2Tes 2,5). ´Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa´ (2Tes 2,15). ´O que ouvistes de mim em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar ainda a outros´ (2 Tm 2,2). Essas passagens se referem a uma transmissão de verdades por meio oral e não escrito. Como, então, desprezar o seu valor? Nem tudo o que Jesus ensinou e fez, e nem tudo o que os apóstolos ensinaram, foi escrito (Cf. Jo 21,24-25). Naquele tempo era difícil escrever. Não havia papel e caneta fácil como hoje. Usava-se pergaminhos (peles de carneiros), papiros, etc., penas molhadas na tinta. Escrever era raridade. São João encerra o seu Evangelho mostrando claramente isto: ´Jesus fez, diante dos seus discípulos, muitos outros sinais ainda, que não se acham escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome´(Jo 20,30s).

Mais adiante ele repete:

´Há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam´(Jo 21,25). Essas passagens deixam claro que os evangelistas e Apóstolos só escreveram o ´essencial ´ da mensagem de Cristo, ´ para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome´. Vemos assim que a própria Bíblia nos encaminha para as fontes orais da Palavra de Deus; isto é, a Tradição oral que a berçou. Não podemos jamais nos esquecer de que a Igreja é anterior ao Novo Testamento e que foi ela que formou o cânon do Antigo Testamento como o temos hoje. Logo, sem a Igreja a Bíblia se esfacela. O Cristianismo já existia quando foi escrito o Novo Testamento: ´os fiéis eram assíduos aos ensinamentos (orais) dos apóstolos´ (At 2,4).

Portanto, é a Igreja que credencia a Bíblia. Foi a Igreja que ´constituiu´ a Bíblia, como a temos, e não o contrário. Todo este ensinamento é reafirmado pelo último Concílio, quando diz na Dei Verbum: ´Assim a pregação apostólica, expressa de modo especial nos livros inspirados, que devia conservar-se sem interrupção até a consumação dos tempos. Por isso os Apóstolos, transmitiram aquilo que eles próprios receberam (cf. I Cor 11,23; 15,3), exortam os fiéis a manter as tradições que aprenderam seja oralmente, seja por carta (cf. II Tess 2,15) e a combater pela fé uma vez transmitida aos santos (cf. Jd 3).

Infelizmente os reformadores protestantes (Lutero, Calvino, Melanchton, etc) tomaram a Bíblia como ´a única fonte de fé´ e, pior ainda, entendida segundo o ´livre exame´ de cada crente, podendo interpretá-la segundo o seu parecer, ´guiado pelo Espírito Santo´. Negaram a Tradição oral, repudiaram o Magistério, abandonaram a Igreja, esquecendo-se que Ela é anterior à Bíblia (Novo Testamento). Foi uma grande traição a Jesus, à Igreja, e ao Espírito Santo que, há quinze séculos (1500 anos!) já conduzia a Igreja sem nunca abandoná-la. Na verdade, a Reforma protestante foi o começo de toda esta lamentável situação que vivemos hoje, um mundo ateu, materialista, racionalista e hedonista, ofensivo a Deus e à Igreja, como diz D. Estevão Bettencourt.

A Reforma protestante, influenciada pelo Renascimento, deu a partida ao liberalismo e ao relativismo religioso que hoje assola o mundo todo e até a Igreja. Transcrevo aqui o que disse D. Estevão Bittencourt, OSB, no seu artigo Origem dos vários grupos cristãos: ´Os reformadores deram início à destruição do grande patrimônio de fé e cultura dos séculos anteriores, que associavam entre si Deus, Jesus Cristo e a Igreja. ´ a Reforma no século XVI disse SIM a Deus e a Cristo e NÃO à Igreja; ´ os iluministas racionalistas do século XVIII disseram SIM a Deus, NÃO a Cristo e a Igreja; ´ os ateus do século XIX disseram NÃO também a Deus; ´ finalmente os estruturalistas do século XX disseram NÃO também ao homem, pois a morte de Deus vem a ser também a morte do homem´. ´Negando a Igreja de Cristo, os reformadores aceitaram a fundação de numerosas igrejas e igrejinhas de líderes humanos, todas originadas do subjetivismo dos seus fundadores´ (PR, nº 404, 1996, pp. 14 e 15). Isto jamais foi da vontade do Senhor.

A maneira subjetiva com que leem a Bíblia, levou o Protestantismo ao esfacelamento, especialmente da doutrina: uns aceitam o batismo de crianças, outros não; uns guardam o sábado como o dia santo, outros o domingo; umas igrejas têm bispos, outras não; umas aceitam o batismo só por imersão na água, outras aceitam-no apenas por infusão. As denominações mais recentes (Testemunhas de Jeová, Mormons, Ciência Cristã) já não aceitam Jesus Cristo como Deus e Homem e nem aceitam a SS. Trindade. Os Mormons por exemplo, chegam a ter uma ´bíblia´ acima da Bíblia. E a confusão vai longe... Em relação à Jesus Cristo há divergências profundas entre luteranos e ´reformados´. Para muitos o dogma da Santíssima Trindade é a base do Cristianismo, para outros é uma ´pedra de escândalo´ e ´aberração politeísta´, embora muitas vezes convivam juntos achando que essas diferenças são ´insignificantes´. Algumas denominações levam a sério a questão doutrinária, outras, como a ´Union Church´, admitem todas as doutrinas.

Resumindo podemos dizer que não há um só ponto de acordo, nem mesmo a respeito da Pessoa do próprio Jesus Cristo, que para uns é consubstancial ao Pai, mas para outros não. Se neste ponto central do Cristianismo ´ a Pessoa de Jesus Cristo ´ não há acordo no protestantismo, imagine no resto... O próprio Lutero, amargurado, foi obrigado a reconhecer em 1525, apenas oito anos após o seu rompimento com a Igreja: ´Há tantas seitas e crenças quantas cabeças. Um não terá nada a fazer com o Batismo; outro nega o Sacramento; um terceiro acredita que há outro mundo entre este e o último dia. Alguns ensinam que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros dizem aquilo. Não há rústico, por mais rude que seja, que, se sonhar ou fantasiar alguma coisa não deva ser o sussurro do Espírito Santo, e ele próprio um profeta´ (Martinho Lutero, John A. O’ Brien, Ed. Vozes, 1959, p.32).

Para mostrar o quanto Lutero foi incoerente na defesa do ´livre exame da Bíblia´, cito o que diz O’ Brien: ´Lutero começou declarando que a Bíblia podia ser interpretada por qualquer um ´até mesmo pela humilde criada do moleiro; antes, até por uma criança de nove anos´. Mais tarde, no entanto, quando os Anabatistas, Zwinglianos e outros contrariaram as suas vistas, a Bíblia tornou-se para ele ´um livro de heresias´, muito obscuro e difícil de entender´ ( idem, p.32). Nos relata O’ Brien que, em Ingolstadt, em 1577, trinta e um anos após a morte de Lutero (1546), Cristovão Rasperger citava duzentas interpretações diferentes das quatro palavras da consagração: ´Isto é o Meu corpo´; interpretações sustentadas pelos seguidores da Reforma (The Faith of Millions, J. A. O’ Brien, Ind.1938, p.227). Que confusão! É preciso dizer também que, embora Lutero colocasse a Bíblia como ´a única fonte da fé´, desprezando a Tradição e o Magistério, no entanto, quando a sua teoria da ´salvação somente pela fé´, sem necessidade das obras, se chocou com as palavras da Epístola de S. Tiago (´sem obras a fé é morta´, Tg 2,26), Lutero a rejeitou de todo e a chamou de ´uma verdadeira epístola de palha´(idem p.16). Onde estava o seu respeito pela Bíblia?... Como, então, as bíblias protestantes ainda mantém nela a Epístola de S.Tiago? Jamais as igrejas evangélicas conseguiriam chegar a um único Símbolo de Fé, um só Credo.

A Igreja católica, por outro lado, porque se manteve fiel a Cristo, apesar dos pecados dos seus filhos, professa uma só fé, um só batismo, um só Senhor. Como disse D. Estevão há uma nostalgia de unidade entre os irmãos separados. Mas eles só a encontrarão ao retornarem ao seio da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, fundada por Jesus sobre a Rocha de Pedro. E nós católicos esperamos por essa hora e rogamos ao Espírito Santo que a apresse, para que haja ´um só rebanho e um só pastor´ (Jo 10,16). É fácil notar que o esfacelamento do protestantismo, cada vez maior, tem como causa a negação da Igreja, do Magistério e da Tradição apostólica, e o princípio estabelecido por Lutero, de que a única fonte de fé é a Bíblia, interpretada segundo ´livre exame´ de cada um. Dessa ´leitura livre´ da Bíblia, cada qual tira a conclusão que quer, a que lhe seja mais oportuna e cômoda, até aquela de fundar ´nova igreja´ dirigida pelo seu fundador, contra o que Jesus determinou.

O Catolicismo tem a convicção de que a humanidade de Jesus é o grande Sacramento que salva a todos os homens, fazendo-se presente no Corpo de Cristo que é a Igreja e que leva a salvação a cada um através dos sete sacramentos. Todos os sacramentos, as verdades doutrinárias, as práticas de piedade, etc., chegaram até nós pela Tradição, oral, não escrita. Lentamente, sob o impulso do Espírito Santo, a Igreja foi descobrindo os sete sacramentos até ter uma visão nítida dos mesmos. Ao vencer cada heresia, especialmente nos grandes Concílios, foi-lhe sendo revelada o verdadeiro ´Símbolo dos Apóstolos´, o Credo. E assim, muitos outros assuntos, foram sendo, sob a inspiração do Espírito, conhecidos. Por exemplo, a necessidade e validade do Batismo ministrado às crianças; a não necessidade de ministrá-lo por imersão, mas apenas por infusão (derramamento) de água; a salutar veneração das imagens, ícones, gravuras sagradas; o casamento indissolúvel, o primado do Papa, o cânon da Bíblia como hoje o temos, diferente da bíblia protestante, o culto e a veneração dos santos (dulia) e à Nossa Senhora (hiperdulia), a santificação do domingo, o purgatório, a ordenação sacerdotal apenas de homens, a intercessão dos santos, a confissão auricular com o sacerdote, a santa missa, a Eucaristia, o celibato dos padres, os ritos litúrgicos, as grandes devoções populares (Sagrado Coração de Jesus, Rosário, Via Sacra, procissões, etc.), tudo chegou a nós através da Sagrada Tradição, confirmada e aprovada pela Igreja. Sem ela não teríamos toda a riqueza da nossa fé, e estaríamos privados de tantos meios de salvação. Só na Igreja católica está a plenitude desses meios.

Um ponto relevante a ser observado, mais uma vez, é a composição da Bíblia Católica, com 46 livros no AT (45, se contarmos Jr e Lm juntos) e 27 no NT; ao todo 72 ou 73. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: ´Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados´ (DV 8) ( CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Como então, dispensar a Tradição na sua interpretação? Como aceitar a existência da fruta e negar a árvore que a gerou? Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.

Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: ´Pela Tradição torna´se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes´. (DV,8). Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós. Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. São Clemente (88-97), Bispo de Roma, quarto Papa da Igreja, colaborador de São Paulo ( cf. Fil 4,3), na Carta aos Corintios, para debelar a rebelião dos fiéis contra os pastores, já no século I expunha as bases da Igreja, mostrando que Jesus Cristo recebeu todo o poder do Pai e incumbiu os Apóstolos de estabelecerem a Hierarquia. Assim, os Apóstolos cumpriram a ordem e puseram à frente das Igrejas, bispos, presbíteros e diáconos como auxiliares, tendo regulamentado a sua sucessão, com normas claras, para que, com a comunidade, fossem escolhidos sempre os melhores. Essas ´normas´ até hoje norteiam a vida da Igreja, é a expressão da tradição dos Apóstolos.

Um dos grandes Padres da Igreja, do século II, foi Santo Ireneu (†202); discípulo de São Policarpo (†156), grande bispo e mártir de Esmirna, que, por sua vez, foi discípulo de São João evangelista. Portanto, S. Irineu é herdeiro direto dos Apóstolos, e nos dá muitos testemunhos da importância da Tradição que recebeu deles. Vamos ver algo do que ele escreveu na sua grande obra ´Contra os Hereges´: ´Sendo nossas provas de tal monta, não é preciso ir procurar alhures a verdade, tão fácil de se haurir na Igreja, pois os Apóstolos, como num rico celeiro, aí depuseram a verdade em sua plenitude, a fim de que todo o que desejar possa tirar dela a bebida da vida...´ ´Pois bem, se ainda que apenas uma questão de detalhe provocasse discussão, não se haveria de renovar às Igrejas mais antigas, àquelas onde viveram os apóstolos, para se esclarecer a questão? E se os apóstolos não tivessem deixado quaisquer Escrituras, não se haveria de seguir a ordem da Tradição que eles legaram aos mesmos aos quais confiaram as igrejas?´ ´Assim, todos os que desejam a verdade podem perceber em qualquer igreja a tradição dos Apóstolos manifestada no mundo inteiro. E nós podemos enumerar os que os apóstolos instituíram como bispos nas igrejas, bem como suas sucessões até nossos dias´ (III, 3,1).

´A pregação da Igreja apresenta por todos os lados firme solidez, perseverando idêntica e beneficiando-se, como pudemos mostrar, com o testemunho dos profetas, apóstolos e seus discípulos, testemunho este que engloba o começo, o meio e o fim, isto é, a totalidade da ´economia´ de Deus e de sua operação infalivelmente ordenada à salvação do homem, fundamento de nossa fé. Eis porque esta fé, que recebemos da Igreja, guardamos com cuidado, como um depósito de grande valor, encerrado em vaso excelente e que, sob a ação do Espírito de Deus, se renova e faz renovar o próprio vaso que a contém. Pois como fora entregue o divino sopro ao barro modelado, foi confiado à Igreja o ´Dom de Deus´(Jo 4,10), afim de que todos os seus membros pudessem dele participar e ser por ele vivificados.

À Igreja foi entregue a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação de nossa fé e escada de nossa ascensão para Deus: ´na Igreja´, foi dito, ´Deus colocou apóstolos, profetas, doutores´ (1Cor12,1) e tudo o mais que pertence à operação do Espírito. Deste Espírito se excluem os que, recusando-se a aderir à Igreja, se privam a si mesmos da vida, por suas falsas doutrinas e depravadas ações. Porque onde está a Igreja está o Espirito de Deus, e onde está o Espírito de Deus está a Igreja e toda graça. Ora, o Espírito é Verdade. Assim, os que dele não participam são também os que não estão sendo nutridos e vivificados pelos peitos da Mãe, os que não têm parte na fonte límpida que brota do Corpo de Cristo, os que ´escavam cisternas dessecadas´(Jr2,13), buracos na terra, os que bebem a água poluída do pantanal. Eles fogem da Igreja para não serem desmascarados e rejeitam o Espírito para não serem instruídos. Tornando-se estranhos à verdade, é fatal que se precipitem em todo erro e pelo erro sejam sacudidos; fatal que pensem a cada momento diversamente sobre as mesmas coisas, nunca tendo doutrina estável, sendo sofistas de palavras mais que discípulos da verdade. Porque não estão fundados sobre a única Rocha, mas sobre a areia, a areia dos muitos saibros´ (Contra as Heresias, liv.III,24,1).

Neste texto de Santo Irineu você tem uma mostra clara do que é a Tradição da Igreja e sua importância. Torne a lê-la cuidadosamente. Nesta mesma obra Santo Irineu apresenta a primeira lista dos doze primeiros Papas da Igreja, até o décimo segundo, até Eleutério, Papa do seu tempo: ´Ora, dado que seria demasiado longo... enumerar as sucessões de todas as Igrejas, tomaremos a máxima igreja, muito antiga e conhecida de todos, fundada e construída em Roma pelos dois gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo; mostraremos que a tradição que ela tem, dos mesmos, e a fé que anunciou aos homens, chegaram até nós por sucessões de bispos´... ´Porque, é com esta Igreja (de Roma), em razão de sua mais poderosa autoridade de fundação, que deve necessariamente concordar toda a Igreja... na qual sempre se conservou a tradição que vem dos Apóstolos´. ´Depois de ter fundado e edificado a Igreja, os bem´aventurados apóstolos transmitiram a Lino o cargo do episcopado... Anacleto o sucedeu. Depois, em terceiro lugar a partir dos apóstolos, é a Clemente que cabe o episcopado. Ele tinha visto os próprios apóstolos, estivera em relação com eles; sua pregação ressoava-lhe aos ouvidos; sua tradição estava presente ainda aos seus olhos. Aliás ele não estava só, havia em sua época muitos homens instruídos pelos apóstolos...

À Clemente sucede Evaristo; à Evaristo, Alexandre; em seguida... Sixto, depois Telésforo, também glorioso por seu martírio; depois Higino, Pio, Aníceto, Sotero... Eleutério em 12º lugar a partir dos Apóstolos´. ´É nesta ordem e sucessão que a tradição dada à Igreja desde os apóstolos, e a pregação da verdade, chegaram até nós. E está aí uma prova muito completa de que é única e sempre a mesma, a fé vivificadora que, na Igreja desde os Apóstolos, se conservou até o dia de hoje e foi transmitida na verdade´ (III, 2,2).

O Catecismo da Igreja fala também da importância da Tradição. Logo no início da sua apresentação, o Papa João Paulo II diz: ´Guardar o depósito da fé é a missão que o Senhor confiou à Sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos´ (FD, introdução). Com essas palavras o Papa nos ensina que a missão por excelência da Igreja é ´guardar´ intacta a mensagem que recebeu de Jesus, e que salva a humanidade. O Catecismo ensina que a Tradição consiste em tudo aquilo ´que vem dos apóstolos e transmite o que estes receberam do ensinamento e do exemplo de Jesus e o que receberam através do Espírito Santo´ (CIC, 83).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=IGREJA&id=igr0527 (05/04/2010).

sábado, 3 de abril de 2010

A VERDADE NÃO MORRE NUNCA
















A VERDADE NÃO MORRE NUNCA

A verdade não morre nunca, ela é para sempre... A ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus, é um convite para aqueles que não acreditam na vida eterna...

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?" (Jo 11,25-26).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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sexta-feira, 2 de abril de 2010

JESUS RESSUSCITOU




















Caríssimos,

Feliz Páscoa do Senhor...

É feliz todo aquele que o ama e lhe dá toda sua vida...

A ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza...

Porque em Seu Amor, Deus Pai o dispôs para ela, por isso, podemos contemplar desde já a nossa salvação, mesmo estando ainda neste vale de lágrimas, porque é em Cristo que também a experimentamos totalmente, como foi do agrado do Senhor...

Ninguém mais nos tirará o sabor dessa vitória, porque Cristo ressuscitado é a nossa maior esperança de glória (Col 1,27), pois Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus (Cf.Col 2,3)...

Jesus ressuscitou e nós somos suas testemunhas...

Feliz Páscoa!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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