VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 14 de agosto de 2021

DEIXAI VIR A MIM AS CRIANÇAS PORQUE DELAS É O REINO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,13-15)(14/08/21)


Caríssimos, a inocência é uma virtude própria das almas consagradas a Deus, elas são como crianças cuja pureza atrai a atenção e as bênçãos do Senhor Jesus, como vimos no Evangelho de hoje. Ora, enquanto os discípulos as repreendiam, como se elas fossem importunar o Senhor, ao contrário disso, Ele as acolheu com um profundo afeto, impondo-lhes aos mãos e as abençoou, dizendo: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.


Com efeito, as atitudes e palavras do Senhor Jesus nos leva a compreender que viver na sua presença e em comunhão com Ele, é ser como uma criança, isto é, inocente, sem maldade alguma, ou seja, é viver candidamente como seus discípulos, livres dos maus juízos, dos pensamentos vãos, desordenados e estranhos; em suma, é nos deixar conduzir pelo Seu Santo Espírito.


De certo, todas as coisas que vemos teem sua origem em Deus, por isso, são sempre boas e fazem o bem a todos; porém, em se tratando dos afetos e dos relacionamentos humanos quando não advindos da comunhão com Deus; eles se tornam pedras de tropeço que só causam mal estar em quem os reproduzem. Por isso, vivemos em meio à tantas discórdias, brigas e desentendimentos, exatamente por não vivermos a inocência recebida do Senhor quando nos criou à sua imagem e semelhança.


De fato, à medida que reconhecemos as obras de Deus e delas cuidamos com afeto sincero, mantemos a nossa comunhão com Ele e entre nós, de modo que, realizamos a Sua vontade nas simples tarefas que cumprimos como sendo do seu agrado. Em outras palavras, isto significa vivermos como crianças, cujo único objetivo é vivermos desde já para o Reino dos céus, pois, haveremos de colher na eternidade o que plantamos no tempo que nos foi dado.


Portanto, caríssimos, viver em Cristo Jesus sob os seus cuidados, é viver como filhos e filhas amados que encontram Nelo o afeto descrito na página do Evangelho de hoje, na qual Ele recebe as crianças com carinho e atenção, impõe-lhes as mãos e as abençoa. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus a graça de sermos como crianças que o encontram em meios as tribulações desta vida, recebem o Seu afeto, a sua oração e a sua benção, para o seguirmos fielmente como seus verdadeiros discípulos.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

VOCAÇÃO, CHAMADO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 19,3-12)(13/08/21)


Caríssimos, sejam bem vindos a mais uma meditação diária. E como estamos no mês das vocações, temos consciência que nos tocará diretamente. Ora, o fato de existirmos já é uma vocação e demonstra o quanto somos importantes aos olhos de Deus; e foi por isso que Ele começou a criação por aquilo que serviria de abrigo e proteção para os seus filhos e filhas fazendo dela a casa comum de todos. 


De fato, sem a presença humana em meio à criação nada teria sentido neste mundo, pois como meditamos no livro do Gênesis: Deus tudo criou por amor, e deu ao homem e a mulher o cuidado de todas as coisas criadas, os uniu em matrimônio, como vemos a seguir: "Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a." (Gn 1,28).


Desse modo, pela união matrimonial entre o homem e a mulher, Deus realiza o seu plano de amor e felicidade para ambos, de modo que fora de sua vontade não existe felicidade. Por esse motivo jamais podemos ser coniventes com o pecado das pretensas uniões contra a natureza, tão em voga no mundo de hoje, pois elas são totalmente contrárias a vontade de Deus estabelecida desde o início da criação.


Aqui não se trata de descriminação pelas escolhas sexuais que fazem os que tomam tal decisão; mas, trata-se de discernir claramente a vontade de Deus e po-la em prática. Quanto aos que escolhem viver o contrário da vontade de Deus, que o vivam, mas não queiram impor seu modo de viver aos demais como se a escolha pela vontade de Deus fosse errada.


Ademais, também no Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos revela que o matrimônio é uma vocação e que nem todos são chamados a ela, ou seja, existem outras vocações às quais Deus chama seus filhos e filhas à santidade de vida no cumprimento de seus desígnios, da sua santa vontade. 


Portanto, caríssimos, conforme as Palavras do Senhor: "Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda” (Mt 19,11-12).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

O PERDÃO E A CURA DA ALMA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 18,21–19,1)(12/08/21)


Caríssimos, a verdadeira paz é fruto da misericórdia e do perdão que recebemos e concedemos; quem não perdoa vive doente espiritualmente da alma e do corpo, isto é, jamais tem sossego algum, porque vive atormentado sofrendo os efeitos do rancor, ressentimento, ódio, desejo de vingança e tantos males físicos e psíquicos difícil de enumera-los, advindos da falta de perdão. 


Por isso, tais pessoas vivem sempre mal humoradas, reclamam de tudo e de todos, julgam mal e falam mal; são tendenciosas e manipuladoras, verdadeira pedra de tropeço de qualquer relacionamento. Pelo contrário, os que perdoam sentem-se livres de todos esses males, porque em suas almas só tem espaço para a misericórdia de Deus com a qual perdoa os seus algozes como o fez Jesus no alto da cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem." (Lc 23,34a).


No Evangelho de hoje Pedro se aproximou de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Ora, para Pedro, esse é o limite máximo da tolerância, o que passa disso é motivo de intriga, briga, desentendimento, e tudo o que destrói as relações interpessoais. Por isso, "Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."


Em outras palavras, é o perdão sem limites quem fundamenta a tolerância e as relações interpessoais, porque ele é sempre fonte de reconciliação e de paz, sobretudo para os que perdoam, mesmo que seus algozes não aceitem nem mudem de atitude. Mas, atenção, o perdão não elimina a justiça, porém, a pode atenuar e até levar os ofensores ao arrependimento e a conversão, para não incorrer em erros mais graves, como o orgulho, a arrogância e a prepotência, que são a causa da morte da alma. 


Portanto, caríssimos, se quisermos viver em paz, o Senhor Jesus nos ensina que o perdão é a fonte da verdadeira paz. Porque quem não perdoa carrega na alma os pecados e toda a negatividade dos ofensores; ao contrário, quem perdoa sempre, os apaga, eliminando-os de sua vida, pois é Deus quem perdoa por meio de nós, porque o perdão é um dom de Deus, é um exorcismo, uma fonte inesgotável de cura e libertação.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

SANTA CLARA, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 18,15-20)(11/08/21)


Caríssimos, a Santa Igreja hoje celebra a memória de santa Clara de Assis, e nós franciscanos e clarissas, celebramos sua solenidade, em gratidão e reconhecimento de sua doação total a Deus seguindo o exemplo de nosso seráfico pai, são Francisco de Assis. "A sua vida foi de grande austeridade, mas rica em obras de caridade e de piedade. Morreu em 1253." Foi canonizada dois anos após sua morte (1255) pelo o Papa Alexandre IV.


"Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193. No ano de 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso, foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados, como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente." (Canção Nova).


Desse modo, tornou-se cofundadora com são Francisco de Assis, da Ordem das Damas Pobres de são Damião (Clarissas). Assim de família rica que era, assumiu a virtude da pobreza, vivendo doravante da Providência Divina, isto é, sem nada de próprio, em castidade e obediência; imersa na contemplação dos mistérios de Cristo pobre, nascido da Virgem Mãe numa gruta em Belém e morto numa cruz, reconhecendo nestes mistérios a mão de Deus, que liberta os seus filhos e filhas dando-lhes a ressurreição dos mortos.


Certa feita, santa Clara escreveu numa carta a santa Inês de Praga um pouco da sua experiência contemplativa: "Feliz a quem foi dado participar do sagrado convívio, de forma a aderir com todas as veras do coração àquele cuja beleza as santas multidões dos céus admiram sem cessar. Sua ternura comove; sua contemplação fortalece; sua benignidade cumula, sua suavidade satisfaz, sua lembrança ilumina docemente, seu odor revitaliza os mortos, e a sua gloriosa visão encherá de gozo os habitantes da Jerusalém do alto." 


Portanto, caríssimos, findo este pequeno sermão de hoje com a letra de uma canção que fiz em homenagem a Santa Clara, que é um espelho da sua vocação: Tu és Clara de Deus como o dia eterno, santo e fraterno é o teu coração. O teu nome irradia do Altíssimo a beleza, esplendor da realeza, de sua imensidão. Filha muito amada, por graça e vocação; digna do Senhor que te deu a salvação. Hoje e sempre serás Clara pelo exemplo de luz que te fez seguir a Cristo no Presépio e na cruz. Humildade em teu viver, preciosa és do Senhor, que deu em Seu amor, liberdade para crer.


Santa Clara, rogai por nós... 


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

SE O GRÃO DE TRIGO NÃO MORRE, NÃO DÁ FRUTO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 12,24-26)(10/08/21)


Caríssimos, temos consciência das misérias deste mundo e das nossas próprias misérias; e tudo isso por conta dos pecados aqui praticados; todavia, quem os evita encontra na Misericórdia Divina o poder para vencer as tentações e seguir em frente praticando as virtudes que os faz perseverar até o fim na luta contra o pecado, e no estado de graça. Desse modo, reconhece que tudo pertence somente ao Senhor, até mesmo as boas obras que fazem; na verdade, somos apenas servos da Sua Divina Providência.


No Evangelho de hoje Jesus nos ensina que o apego a si mesmo, é pedra de tropeço que impede à própria salvação, como vemos a seguir: "Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conserva-la-á para a vida eterna." Ou seja, o apego é pedra de tropeço, porque é símbolo do egoísmo que devora as almas que se deixam dominar por ele.


Ora, o Senhor Jesus não é mais um mestre entre tantos outros que se levantam neste mundo; Ele é Deus conosco, o único Senhor de toda a vida, e por isso, é também o único caminho que nos leva ao céu; exatamente porque Nele não há apegos, não há distinção de pessoas nem discriminação; mas também na há conivência alguma com os pecados praticados neste mundo, porque todo pecado a seu tempo leva à morte quem o comete.


Portanto, caríssimos, culturalmente aprendemos a receber, e nos acostumamos com isso; e às vezes nos apegamos com unhas e dentes ao que recebmos, mesmo sabendo que não os temos para sempre neste mundo; ora, essa liturgia de hoje nos ensina que há mais alegria em dar do que em receber, pois Deus “ama quem dá com alegria”. Porque o que damos, damos sem mérito algum, porque somente a Deus pertence tudo o que somos e tudo o temos.


Destarte, escutemos atentamente o Senhor Jesus para pormos em prática a Sua Divina Palavra: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A FÉ ALIMENTA A FÉ E A ESPERANÇA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 17,22-27)(09/08/21)


Caríssimos, a vontade de Deus posta à nossa disposição nos ensina que estamos à caminho da plenitude da vida que Dele recebemos, porém, para que realizemos a sua vontade é necessário a nossa obediência aos seus santos mandamentos, como ouvimos Moisés dizer na primeira leitura.


"E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e sirvas ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo para que sejas feliz." De certo, externamente temos os mandamentos como sinais sensíveis da presença de Deus; internamento temos a ação do Espírito Santo nos concedendo as graças necessárias para cumpri-los.


De fato, o que nos faz unidos ao Senhor Jesus, é o Seu amor por nós, ao dar a própria vida para a nossa salvação. Ora, de nossa parte, cabe correspondermos a esse Seu infinito amor, pela a nossa obediência aos seus ensinamentos, como Ele disse: "Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve." (Mt 11,28-30).


No Evangelho de hoje Pedro ao ser inquirido pelo fiscal do templo a respeito do imposto a ser pago, responde positivamente por Jesus, mas antes sem consulta-lo, ao que o Senhor respondeu com um milagre de quem conhece a criação e tudo o que nela acontece. Disse então o Senhor: "Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entrega-la a eles, por mim e por ti”.


Portanto, caríssimos, é sumamente importante para nós vivenciarmos os exemplos que colhemos da vivência do Senhor Jesus e seus discípulos, porque eles não se perderam no tempo, ao contrário, como vemos na Carta aos Hebreus: "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade." (Hb 13,8). Com isso compreendemos, que de Sua dimensão eterna, o Senhor está sempre conosco, como Ele nos ensinou: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,20b).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

HOMILIA DO XIX DOM DO TEMPO COMUM


 Homilia do XIX Dom do tempo comum (Jo 6,41-51)(08/08/21)


Caríssimos, todos nós que aqui vivemos, seguimos do tempo para a eternidade; uns à passos lentos, outros à passos largos, mas nenhum de nós seguimos sem o alimento que nos fortace e nos revigora para não perdermos o ânimo, o entusiasmo, a alegria de seguir a Cristo passando por entre as tribulações deste mundo, como o Profeta Elias que seguiu até o monte Horeb, para que alí se cumprisse a vontade de Deus, por ele profetizada.


Com efeito, naturalmente nos acostumamos com o nosso modo de ser neste percurso que fazemos. Todavia, na segunda leitura são Paulo nos lembra que para seguirmos bem precisamos eliminar do nosso viver algumas atitudes que nos impedem de entrar no Reino de Deus: "Toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como também toda espécie de maldade."


E completa com o inverso disso: "Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor." Em suma, é isso o que significa fazer a vontade de Deus, pois, recebemos Dele todas essas virtudes para pô-las em prática no relacionamento uns com os outros.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina a vivermos em permanente comunhão com Ele por meio da Santa Eucaristia, Pão da vida eterna, alimento Santo que revigora as nossas almas, e faz de nós Seus sacrários vivos, Sua morada permanente neste mundo de onde Ele nos conduz para o céu. De fato, precisamos comunga-lo em estado de graça, para não profanarmos Seu Corpo e Sangue, Sua Alma e Divindade que recebemos no Santíssimo Sacramento.


Portanto, caríssimos, humildemente supliquemos ao Senhor Jesus que em seu infinito amor e misericórdia, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e minha alma será salva." 


Destarte, felizes são aqueles que em estado de graça recebem o Senhor Jesus em suas almas, presente realmente na Santa Eucaristia, e que se deixam conduzir por Ele. De fato, receberão a vida plena na ressurreição, isto é, no dia de nossa páscoa definitiva.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

SINGRANDO COM CRISTO O MAR REVOLTO DESTE MUNDO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 14,22-36)(03/08/21)


Caríssimos, nós fazemos parte do povo de Deus e vivemos da fé na Sua presença que nos acompanha e nos conduz em meio às tempestades deste mundo rumo ao porto seguro da nossa salvação, o Reino dos Céus. De fato, constantemente somos tentados, como Maria e Aarão, irmãos de Moisés, a julgar e reinvindicar para nós o que Deus concedeu ao seus escolhidos, e quando isso acontece somos punidos como o foram Maria e Aarão nesse episódio.


De certo, a lepra na pele da irmã de Moisés representa o pecado do falso juízo que carregava na alma, por isso, foi preciso o seu arrependimento e a intercessão de Moisés para que ela se libertasse do mal que fizera. Também em nosso meio, são tantos os que carregam no estado mórbido de suas almas os pecados cometidos, gerando angústia, confusão, depressão e tantos outros males, tirando-lhes a paz e a alegria de viver. Por isso, precisam do arrependimento sincero, da confissão e do perdão sacramental para retornarem ao estado de graça.


No Evangelho de hoje, depois de despedir as multidões o Senhor Jesus se recolheu em oração para estar na presença do Pai e assim gozar do seu aconchego, enquanto os seus discípulos o esperavam mar adentro, quando foram surpreendidos por uma terrível ventania e tempestade que quase afunda a barca na qual estavam. 


No entanto, mais que de repente o Senhor Jesus lhes aparece andando sobre as águas em meio à tempestade, mas logo pensavam ser Ele um fantasma, tornado-se ainda mais embaraçosa a situação que estavam vivendo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. E Jesus respondeu: “Vem!”


Portanto, caríssimos, esse nosso mundo mais parece um mar revolto cheio de ventos fortes e tempestades, tornando-se quase impossível singra-lo rumo a um porto seguro aonde as águas são calmas em que todos possam viver a tranquilidade que tanto almejam. Por isso, pelo exemplo que vimos nesse episódio, acolhamos o Senhor Jesus na barca de nossas almas, porque somente Ele transforma as tempestades desta vida em águas tranquilas.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

SENHOR, ESCUTA A MINHA ORAÇÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 14,13-21)(02/08/21)


Caríssimos, para quem faz a vontade de Deus, até as más notícias que recebe são motivos para se dedicarem ainda mais a Ele e ao Seu Reino. No Evangelho de hoje ao receber a notícia do martírio de são João Batista, o Senhor Jesus retirou-se para o deserto com a intenção de se recolher em oração, e encontrar-se com o Pai. Com isso Ele nos ensina que em todos os momentos, em especial nos mais difíceis, precisamos encontrar o nosso Pai celestial para permanecermos em comunhão com Ele.


De certo, vimos também que as multidões famintas dos seus ensinamentos e dos sinais que cumpria em seu favor, logo o procuraram, e Ele teve compaixão, os curou, e saciou a sua fome do alimento corporal e da sua Divina Palavra que alimentava suas almas. De fato, os homens e as mulheres daquele tempo nos impulsionam, com o seu exemplo de vida, a buscar o Senhor Jesus e escuta-lo atentamente para fazermos tudo o que Ele nos ensina, e assim nos libertar das enfermidades do corpo e da alma. 


Quanto à esses dois episódios vemos quão importante são "o milagre da fé e da oração, suscitado pela compaixão e pelo amor" (Papa Francisco), que o Senhor Jesus tem por nós. Por isso, não basta procura-lo somente pelos sinais que realiza, mais do que isso, precisamos nos entregar totalmente e incondicionalmente ao Seu amor, para nos sentirmos plenamente seguros da Sua presença e da sua proteção.


De uma coisa fiquemos certos, ao acolhermos o Senhor Jesus em nossas almas e permanecermos intimamente unidos a Ele, nos tornamos seus sacrários vivos, de modo que, aonde vamos o portamos para todos os que encontramos em nosso caminho, para assim cumprirmos a Sua Divina Palavra: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações, ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,19-20).


Portanto, caríssimos, amar a Deus e fazer a sua santa vontade, é crê no Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e obedecer a tudo o que Ele nos ensina, pois, somente assim cumpriremos a nossa missão de vivermos como filhos e filhas de Deus neste mundo; caso contrário, de nada adianta dizermos que acreditamos nele, se a nossa fé e as nossas obras não confirmarem que realmente pertencemos a Ele, bem como nos ensinou são João: "Aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." (1Jo 2,6)


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 1 de agosto de 2021

A FÉ TUDO ALCANÇA...


 Homilia do 18°Dom do Tempo Comum (Jo 6,24-35)(01/08/21)


Caríssimos, para manutenção da vida, naturalmente precisamos de alimentos, água e outros elementos da natureza que nutre e sacia as nossas necessidades básicas. Sem dúvida Deus nos criou com tais necessidades devido a brevidade da vida no tempo; e isso constitui uma certa provação antes do devir eterno, porque Ele nos criou para a eternidade; é isso o que nos revela esta liturgia de hoje.


Na primeira leitura os Israelitas que saíram da escravidão do Egito e estavam atravessando o deserto rumo a terra prometida, sentem o peso dessa travessia, pois lhes falta água, pão, carne e outros alimentos para suprir as suas necessidades básicas. Por isso, ao sentirem a escassez de tais elementos se puseram a murmurar e a pressionar Moisés e Aarão querendo uma solução que naturalmente seria impossível em tais circunstâncias. 


No entanto, a solução veio da Fé que mudou totalmente a situação angustiante que estavam sofrendo. Desse modo, pela intervenção divina, superaram os obstáculos que os estava oprimindo. De certo, essa experiência do povo eleito, nos ensina que na travessia do deserto deste mundo, se faz necessário uma liderança que creia e que realmente viva em comunhão com o Senhor e se deixe conduzir por Ele a fim de chegarmos a bom termo no cumprimento dos seus desígnios. 


Com efeito, para isso temos na Santa Igreja, o novo povo de Deus, o Santo Padre, o Papa Francisco, os bispos, os sacerdotes e diáconos em comunhão com ele, e as outras lideranças por meio dos quais o Senhor Jesus nos conduz à terra prometida, o Reino de Deus. Porém, como o povo eleito, precisamos cooperar com esses nossos líderes a fim de que vivamos a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz e do amor a Deus sobre todas as coisas e entre nós. 


Portanto, caríssimos, oremos com toda a Igreja a oração canônica deste 18° Domingo do Tempo Comum: "Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

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