VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 9 de julho de 2022

PARA O DISCÍPULO, BASTA SER COMO SEU MESTRE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,24-33)(09/07/22)

Caríssimos, qual é o testemunho que damos de Cristo em nosso dia a dia? E não me refiro somente testemunha-lo com palavras, mas principalmente por atitudes e em verdade em meio a este mundo que o nega e o persegue por não ama-lo, por não segui-lo.

No Evangelho o Senhor Jesus disse: “O discípulo não está acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!" (Mt 10,24-25).

Com efeito, é este o nosso verdadeiro testemunho, vivermos como filhos e filhas de Deus neste mundo que vive mergulhado nas discórdias e contradições; para isso o Senhor Jesus nos garante que permanece conosco, de modo que, não devemos temer os que nos perseguem. Ou seja, Ele não nos promete um viver tranquilo e sem perseguição, porém, fiquemos certos de que jamais nos abandona.

Comentando esse Evangelho disse o Papa Emérito, Bento XVI: "Parece que a violência, o totalitarismo, a perseguição, a brutalidade cega se revelam mais fortes, silenciando a voz das testemunhas da fé, que podem parecer humanamente como os perdedores da história. Mas Jesus Ressuscitado ilumina o seu testemunho e assim compreendemos o significado do martírio.

Na derrota, na humilhação daqueles que sofrem por causa do Evangelho, um poder age que o mundo não conhece: "Quando sou fraco", exclama o apóstolo Paulo, "é então que sou forte" (2 Cor 12,10). Ou seja, é a força do amor, indefeso e vitorioso mesmo na aparente derrota. É a força do amor que desafia e vence a morte." (Bento XVI - Basílica de São Bartolomeu, 7/04/08).

Portanto, caríssimos, as Palavras do Senhor Jesus nos tranquiliza e nos dá coragem em meio às perseguições deste mundo, bem como nos ensina: "Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!

Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais." (Mt 10, 28-31).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

SEREIS PERSEGUIDOS POR MINHA CAUSA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,16-23)(08/07/22)

Caríssimos, existem certos acontecimentos muito difícil de entender se os analisamos com os nossos limitados critérios; por exemplo, por que Deus que tem todo poder sobre o céu e a terra quis sofrer como um de nós e quis morrer numa cruz como se não tivesse nenhum poder? Por que os justos e inocentes sofrem sem terem culpa alguma tal qual sofreu o Senhor Jesus?

De fato, somente mediante os critérios da fé é que podemos entender os acontecimentos que não entendemos com os nossos critérios, porque "tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23b); e é isso o que nos ensina o Senhor Jesus: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,12-13). 

Santo Inácio de Antioquia, assim exorta são Policarpo sobre as provações que sofremos: "Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como aliás fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. 

Suporta as enfermidades (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho. Se apenas amares os bons discípulos, não terás qualquer mérito; os que tens de submeter pelo amor são principalmente os mais afetados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazigua as crises agudas com compressas humedecidas. 

Sê em todas as coisas prudente como as serpentes e simples como as pombas. Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que se alcança pelos sentidos, mas reza para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.

Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. Espera naquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas Se deixou ver por nós, naquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a Paixão e consentiu em todos os sofrimentos." (Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110) bispo, mártir. Carta a Policarpo (69-155, santo, bispo e mártir).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A PAZ ESTEJA NESTA CASA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,7-15)(07/07/22)

Caríssimos, a verdadeira paz interior nasce nas almas que escutam a Palavra de Deus levada por seus discípulos presentes na Sua Igreja e que o anunciam como Aquele que salva, cura e faz feliz a todos que o seguem fielmente a caminho da vida eterna. Todos eles são enviados e portam consigo esse conteúdo divino aonde quer que esteja com quem quer que esteja.

Santo Efrém comentando esse Evangelho escreveu: "Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: a paz seja nesta casa" (Lc 10, 5), para que o próprio Senhor lá entre e resida, como junto de Maria. Esta saudação é o mistério da fé que brilha no mundo; por ela, o ódio é asfixiado, a guerra interrompida e os homens compreendem-se mutuamente.

O efeito desta saudação estava oculto por um véu, apesar da prefiguração do mistério da ressurreição, que ocorre sempre que a luz aparece e a aurora expulsa a noite. A partir do momento em que Cristo enviou os seus discípulos pela primeira vez, os homens começaram a dar e a receber esta saudação, que é fonte de cura e de bênção.

Esta saudação, com o seu poder oculto, é amplamente suficiente para todos. Foi por isso que Nosso Senhor a enviou como pré-anúncio com os seus discípulos, para que ela realizasse a paz e, levada pela voz dos apóstolos, seus enviados, Lhe preparasse o caminho.

Ela foi semeada em todas as casas, entrou em todos os corações que a entenderam, para separar e distinguir os seus filhos, reconhecendo-os. Ela permanecia neles, mas denunciava os que lhe eram estranhos, porque não a acolhiam.

Esta saudação de paz não secava, jorrava dos apóstolos para os seus irmãos, desvendando os tesouros inesgotáveis do Senhor. Presente naqueles que a davam e nos que a acolhiam, este anúncio de paz não sofria diminuição nem divisão.

Sobre o Pai, anunciava que Ele está perto de todos e em todos; sobre a missão do Filho, revelava que Ele está por inteiro junto de todos, mesmo que o seu fim seja estar junto do Pai. Ela não cessa de proclamar que, doravante, as figurações são realizadas e a verdade expulsa enfim as sombras." (Santo Efrém (c. 306-373) Diácono, e doutor da Igreja).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,1-7)(06/07/22)

Caríssimos, a nossa convivência com o próximo depende cem por cento da nossa convivência com Deus; e sem comunhão com seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, também não temos comunhão com o seu e nosso Pai celestial, é por isso que vemos tanto desequilíbrio, confusão, violência e perversão neste mundo, pois, como disse o Senhor: "Sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,5).

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus envia os Apóstolos com uma missão clara e precisa: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”. Ou seja, a missão local prepara a missão universal sua e dos seus discípulos gerados no batismo que hoje cabe a nós.

Comentando esse Evangelho disse o Papa Francisco: "Devemos ter a coragem da fé, sem nos deixarmos conduzir pela mentalidade que nos diz: «Deus não é útil, não é importante para ti», e assim por diante. É precisamente o contrário: Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança! Caros irmãos e irmãs, nós somos os primeiros que devemos ter bem firme em nós esta esperança e dela devemos ser um sinal visível, claro e luminoso para todos.

A nossa esperança de cristãos é forte, certa e sólida nesta Terra onde Deus nos chamou a caminhar, e está aberta à eternidade, porque se funda em Deus, que é sempre fiel. Não devemos esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel para connosco. Ressuscitar com Cristo mediante o batismo (Rom 6,4), com o dom da fé, para uma herança que não se corrompe (1Ped 1,4), leva-nos a procurar em maior medida as realidades de Deus. 

Prezados irmãos e irmãs, a quantos nos perguntarem a razão da nossa esperança (1Ped 3,15), apontemos para Cristo ressuscitado. Indiquemo-lo com o anúncio da Palavra, mas sobretudo com a nossa vida de ressuscitados. Manifestemos a alegria de ser filhos de Deus, a liberdade que nos permite viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, aquela que nos salva da escravidão do mal, do pecado e da morte!

Ser cristão não se reduz a seguir os mandamentos; significa permanecer em Cristo, pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; significa deixar que Ele tome posse da nossa vida e a mude, transforme e liberte das trevas do mal e do pecado.

Contemplemos a pátria celeste, e teremos uma luz e força renovadas, também no nosso compromisso e nas nossas labutas diárias. É um serviço precioso que devemos prestar a este nosso mundo, que muitas vezes já não consegue elevar o olhar, já não consegue olhar para Deus." 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria, OFMConv.

terça-feira, 5 de julho de 2022

"PEDI AO DONO DA MESSE QUE ENVIE OPERÁRIOS PARA SUA COLHEITA."


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(05/07/22)

Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. 

Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!" (2Tm 3,1-5). 

Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esse espírito imundo que este mundo está totalmente contaminado por ele e se destruindo pouco a pouco, de modo, que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência dessa ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

Sem dúvida alguma, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De certo, é nessa direção que caminha a nossa humanidade.

Portanto, caríssimos, enquanto ainda temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos seja dado operários disponíveis, prontos para o serviço da salvação das almas que se arrependem e voltam ao caminho da salvação: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

CORAGEM FILHA, TUA FÉ TE SALVOU


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,18-26)(04/07/22)

Caríssimos, o nosso encontro com Deus é inevitável seja no tempo no qual vivemos seja na eternidade para onde estamos indo em definitivo tal qual nos ensina a Carta aos Hebreus: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo." (Hb 9,27). 

O fato é que todos temos esse encontro marcado, todavia, os meritos para ve-lo face a face são a fé, a obediência incondicional à sua Palavra e as obras de misericórdia que revelam o nosso amor ao próximo como a nós mesmos; pois, são essas virtudes que demonstram que somos verdadeiros discípulos de Cristo.

No Evangelho de hoje: "Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”. Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos." (Mt 9,18-19). 

De fato, a atitude de humildade e a súplica confiante de que o Senhor Jesus podia ressuscitar a sua filha, levou esse homem alcançar a graça desejada uma vez que por si mesmo se achava impotente diante da tragédia que se abatera sobre a sua família. 

Com isso, compreendemos que a fé acompanhada da humildade e da oração tudo alcança, porque nos leva a interação com o Senhor Jesus que em sua infinito amor nos atende de imediato, pois é Deus e tudo pode realizar em nosso favor como Ele mesmo nos ensinou: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b).

Com efeito, ainda dentro desse episódio vemos o caso da mulher que a doze anos sofria de uma hemorragia e que ao encontrar o Senhor Jesus que passava a caminho da casa do chefe da Sinagoga, viu neste encontro a oportunidade de sua cura e libertação do mal que a afligia, no que também foi atendida e ainda escutou do Senhor: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. (Mt 9,22a).

Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus por meio desses dois episódios nos ensina os meios de vivermos em comunhão com Ele por meio da fé e das outras virtudes que recebemos no batismo e que nos leva à prepararmos para o nosso encontro definitivo com o nosso Pai celestial.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 3 de julho de 2022

A INSPIRAÇÃO DIVINA E A PRÁTICA DE VIDA...


 

A inspiração divina e a prática de vida... 

E como sempre tudo o que fazemos como inspiração divina é vontade de Deus que se cumpre em nossa vida e na vida daqueles a quem nos dirigimos e codividimos tais inspirações... 

Sem essa graça a vida fica sem graça, a missão se relativisa e gera insegurança... Por isso, bom mesmo é usar o dom do discernimento e fazer a coisa correta como deve ser feita... 

No mais, deixemos de lado os julgamentos, simplesmente façamos tudo por amor, porque quem ama o que faz dificilmente erra, e quando erra tem a humildade de se deixar corrigir... 

Porém, estejamos preparados para as pedradas dos insatisfeitos... 

Pois, esses estão sempre achando defeitos mesmo que eles não existam... 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO...


 Solenidade de São Pedro e São Paulo (Mt 16,13-19)(03/07/22)

Caríssimos, a Igreja do Brasil hoje celebra a Solenidade de são Pedro e são Paulo cujas vidas dedicaram totalmente ao Senhor Jesus no cumprimento da missão de anuncia-lo não somente na terra santa, mas também em todas as nações, de modo que por seus escritos continuam fiéis anunciadores do Santo Evangelho da nossa salvação até que o Senhor Jesus venha.

De fato, a nossa história de vida é também a história da nossa salvação; é isso o que vimos na trajetória existencial de são Pedro e são Paulo, esees dois grandes baluardes da nossa fé católica, o primeiro um simples pescador da Galiléia, o outro um oficial da guarda religiosa; ambos se tornaram os maiores divulgadores do Evangelho no mundo inteiro.

Escrevendo sobre o martírio destes dois grandes apóstolos disse Santo Agostinho: "O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.

Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos." (Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (Séc.V).

Portanto, caríssimos, como vimos pelos os exemplos de Pedro e Paulo, o que conta mesmo na nossa vida é o como a vivemos para a eternidade, bem como nos ensinou são Paulo na segunda leitura: "Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 

Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa." (2Tm 4,6-8).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sábado, 2 de julho de 2022

VINHO NOVO EM ODRES NOVOS..


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,14-17)(02/07/22)

Caríssimos, no Evangelho de hoje os discípulos de João Batista perguntam ao Senhor Jesus porque os seus discípulos não jejuavam como eles e os fariseus, ao que o Senhor respondeu: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão." ou seja, Jesus é o próprio Deus em pessoa, e o jejum é meio e não um fim em si mesmo.

Comentando o Evangelho de hoje, escreveu são Pedro Crisólogo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais o vosso corpo como hóstia viva, santa e agradável a Deus" (Rom 12,1). Com este pedido, o apóstolo Paulo ensina todos os homens a participarem no sacerdócio. Não é no exterior que o homem procura aquilo que vai oferecer a Deus; ele traz consigo e em si o que vai sacrificar a Deus, para seu próprio bem.

"Rogo-vos pela misericórdia de Deus": irmãos, este sacrifício é à imagem de Cristo, que imolou o seu corpo e ofereceu a sua vida pela vida do mundo. Na verdade, Ele fez do seu corpo um sacrifício vivo, Ele que vive, após ter sido morto. Nesse sacrifício tão grande, a morte é aniquilada, conquistada pelo sacrifício. É por isso que os mártires nascem no momento da sua morte, a sua vida começa quando termina: eles vivem quando são mortos e brilham no Céu quando na Terra se pensa que morreram.

"Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste-me os ouvidos; não te agradaram holocaustos nem vítimas" (Sl 39,7). Sê simultaneamente o sacrifício oferecido e aquele que o oferece a Deus. Não percas aquilo que o poder de Deus te ofereceu. Veste o manto da santidade. Toma o cinto de castidade. 

Que Cristo seja o véu da tua cabeça; a cruz, a proteção da tua testa, que te faz perseverar. Conserva no teu coração o sacramento das Escrituras divinas. Que a tua oração arda sempre como incenso agradável a Deus. Toma "a espada do Espírito" (Ef 6,17); que o teu coração seja o altar onde poderás, sem temor, oferecer toda a tua pessoa e toda a tua vida.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

POR QUE JULGAR ANTES DO TEMPO?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA 

POR QUE JULGAR? 

É verdade não dou importância se me julgam injustamente...

Porque eu não quero julgar ninguém...

Afinal este mundo já está cheio de juízes... 

Então, pra que me alvorar em ser mais um deles? Basta de julgamentos de valor... 

Melhor mesmo é usar o dom do discernimento e fazer a coisa certa... 

Sem julgar nem condenar ninguém... 

No entanto, se me pedem um conselho não exito em da-lo... 

E o faço seguindo o conselho do meu Senhor e Deus: "Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também." (Lc 6,36-38).

Tem algo mais nobre do que ser livre dos pecados dos outros e dos nossos?

Porque julgar é trazer para dentro de nós os pecados julgados, e intrelaça-los com os nossos... 

De certo, isso gera uma confusão medonha, porque ocupa o lugar de Deus em nossas almas nos causando um prejuízo enorme... 

Porque se somos cheios de tantos pecados, não existe espaço para sermos misericordiosos, só nos resta padecer sem necessidade alguma...

Então, para que julgarmos uns aos outros?

Se não aceito certos comportamentos que não condizem com o que penso e vivo,

é para não correr o risco de segui-los...

No entanto, não julgo, nem condeno os seus autores... 

Porque não estou aqui para isso, 

mas para viver bem e deixar que os outros façam o mesmo... 

Sem dúvida, somos livres até que digamos o contrário com os nossos atos não condizentes com a verdade... 

E quer saber mais... 

O nosso livre arbítrio é o paraíso interior que Deus nos deu aqui na terra... 

E a chave da porta desse paraíso é a obediência a Sua Divina Palavra... 

Então, não deixemos entrar nele nada e ninguém que contrarie a Palavra de Deus...

Caso contrário, seremos escravos, e perdemos a liberdade do nosso paraíso deixando entrar nele o mal do pecado que nos escraviza...

Então, escutemos humildemente são Paulo e ponhamos em prática o que nos ensina: "Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece." (1Cor 4,5).

Paz e Bem! 

Frei Fernando Maria OFMConv.

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