VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 2 de novembro de 2024

Nós cremos Senhor Jesus na ressurreição dos mortos...


 Homilia da comemoração dos fiéis Defuntos (Jo 6,37-40)(02/11/24).

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1. Caríssimos hoje a Igreja celebra a memória de todos os fiéis defuntos e com essa lembrança duas coisas nos recorda: a primeira é que todos morremos um dia, porém, a morte não é o fim, mas sim o início da eternidade; a segunda é que pela infinita misericórdia do Senhor, encontraremos nossas entes queridos de quem ora fazemos memória. 
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2. De fato, não haveria nenhum sentido de ser se tudo acabasse com a morte e não houvesse nenhuma esperança de vida eterna. Com efeito, ao ouvirmos o Senhor Jesus no Evangelho de hoje, o nosso coração se alegra imensamente, pois, Ele nos dá a certeza de que jamais seremos esquecidos ou lançados fora.
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3. “Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia." Sem dúvida, a nossa esperança reside nessas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo.
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4. Na Sua homilia no dia de finados de 2016, disse o Santo Padre, o Papa Francisco: "Eis a âncora que não desengana: a esperança da Ressurreição. E quem percorreu primeiro este caminho foi Jesus. Nós trilhamos a vereda que Ele já percorreu. 
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5. E quem nos abriu a porta foi Ele mesmo, Jesus: com a sua Cruz abriu-nos a porta da esperança, descerrou-nos a porta para entrar no lugar onde contemplaremos Deus."
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6. Portanto, caríssimos, a vida é uma dádiva das mãos de Deus, e por isso mesmo somente a Ele pertencemos, pois fomos resgatados do pecado e da morte pelo o sacrifício do Seu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, como bem disse o Santo Padre, o Papa Francisco.
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7. Destarte, meditemos com atenção estas palavras do patriarca Jó: «Eu sei: o meu Redentor está vivo e aparecerá, finalmente, sobre o pó da terra... Eu mesmo o contemplarei, os meus olhos vê-lo-ão, e não os olhos de outro." (Jó 19, 25.27).
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8. Amados irmãos e irmãs, o que seria de nós se o Senhor Jesus não nos desse a esperança da vida eterna? O que seria daqueles que amamos e partiram antes de nós? Por isso, é sumamente importante a fé na ressurreição que recebemos no batismo; ela é a chama viva que mantém acesa em nossas almas a esperança da vida eterna.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

O bem que fazemos nem sempre é isento de confrontos e perseguições...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,1-6)(01/11/24)

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1. Amados irmãos e amadas irmãs, nossa vida é repleta de confrontos seja com nós mesmos, seja com os outros, ou ainda com o maligno e seus seguidores. O fato é que tais confrontos são inevitáveis quer queiramos ou não. 
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2. No entanto, quem segue a via da liberdade divina, se deixa conduzir pelo Espírito Santo, e desse modo, faz somente o que é do agrado de Deus sem medo de ser julgado ou condenado por quem não se deixa conduzir por Ele.
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3. No Evangelho de hoje mais uma vez o Senhor Jesus é confrontado pelos Fariseus e Mestres da Lei ao ser convidado pelo chefe da Sinagoga para um jantar em sua casa num dia de sábado. São Lucas nos chama atenção, no seu relato, que eles observam se Jesus curaria um homem que sofria de hidrópisia, com o intuito de acusa-lo. 
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4. Na verdade, este conflito é entre a prática e a teoria; por um lado os teóricos da Lei com o seu rigorismo em que não existe espaço para a compaixão, a misericórdia e o amor ao próximo; por outro lado, o Senhor Jesus lhes ensina que a fé verdadeira é prática, isto é, consiste na vivência das virtudes que cura, liberta, salva e faz feliz aqueles que Dele se aproximam.
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5. Ora, também este nosso tempo não é diferente do tempo do Senhor Jesus, pois, o que não falta são os rigoristas de plantão, que com seus julgamentos e condenações, eivados de hipocrisia farisáica e rigorismo mórbido, criticam acidamente os que não os seguem, e tudo fazem em nome de uma pretensa pureza religiosa, muito distante da caridade de Cristo.
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6. Portanto, caríssimos, perguntemos à nós mesmos, nesse confronto: qual o lado que estamos escolhendo, o da prática rigorosa da Lei que julga, critica e condena à tudo e a todos até mesmo o próprio Senhor na pessoa dos seus ministros; ou a fé que realiza a vontade de Deus por meio da compaixão, da misericórdia e do amor ao próximo?
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7. Destarte, como escreveu são João a esse respeito: "Aquele que afirma permanecer em Cristo deve também viver como ele viveu." (1Jo 2,6). De fato, é isto o que significa ser conduzidos pelo Espírito Santo de Deus.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Sem dúvida estamos numa grande guerra espiritual, quem sabe até na sua batalha final


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,31-35)(31/10/24).

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1. Caríssimos, não resta dúvida de que a nossa luta neste mundo é contra o maligno e seus sequazes, portanto, é uma luta esclusivamente espiritual e que só termina quando fizermos a nossa Páscoa com Cristo Jesus. 
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2. O bom em tudo isto é ter a certeza que o Senhor Jesus está conosco até o fim e que por Ele sairemos vitoriosos deste confronto, para isso precisamos ficar atentos aos seus ensinamentos para que possamos nos defender com precisão.
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3. Com efeito, somos filhos e filhas de Deus nascidos da água e do Espírito Santo, por isso, somos incapazes de pensar o mal, de falar mal e de fazer o mal; todavia, se sedermos às tentações que chegam à nossa mente, perderemos esta batalha, visto que as armas espirituais do maligno são os maus pensamentos contra Deus, contra a Igreja, contra as outras pessoas e contra nós mesmos. 
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4. Ora, eles chegam em forma acusações ou instigacões, seduções, maus desejos, perversões, maledicência e todo tipo de maldade, tentando nos atingir e enfraquecer a nossa fé para nos tirar da comunhão com o Senhor. 
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5. Todavia, como nos ensina são Pedro: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. 
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6. O Deus de toda graça que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. A ele o poder na eternidade! Amém." (1Pd 5,8-11).
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7. E também São Paulo na primeira leitura de hoje nos exorta: "Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 
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8. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
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9. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos." (Ef 6,13-18).
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Paz e Bem! 
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Cabe a nós segui-lo fielmente...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,22-30)(30/10/24)

1. Caríssimos, Deus não cabe nos julgamentos humanos, porque é infinitamente superior a tudo o que pensamos ou entendemos à seu respeito; ora, e porque nos ama sempre, jamais permite algo que seja contrário à nossa salvação. E mesmo que algo aconteça contra a sua vontade Ele nos salva mesmo assim. 
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2. Por isso, aceitar a sua vontade mesmo quando não entendemos o porquê das situações que nos cercam, é saber que para além do que entendemos, Ele sempre estará conosco nos protegendo e nos conduzindo pela porta estreita dos seus santos mandamentos.
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3. O livro de Provérbios traz um profundo ensinamento a respeito da pedagogia que o Senhor usa para nos corrigir quando Dele nos afastamos: “Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem te espantes de que ele te repreenda, porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima." (Pr 3,11-12).
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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina que a porta da vida eterna é estreita e que nela entramos por meio da obediência e da perseverança: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão." (Lc 13,24).
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5. Mas, por que muitos tentarão e não conseguirão entrar? O Senhor mesmo responde: Porque, "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mt 7,21). E a vontade do Pai é que o amemos sobre todas as coisas e nos amemos uns aos outros. 
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6. Portanto, caríssimos, o exemplo de obediência que o Senhor Jesus nos pede, foi Ele quem nos deu primeiro, bem como nos ensinou São Paulo: "Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. 
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7. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 
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8. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." (Fl 2,5-8). Cabe a nós, segui-lo fielmente.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Só entendemos o sofrimento mediante a vivência da fé...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,18-21)(29/10/24)

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1. Caríssimos, a nossa humanidade frequentemente se interpela sobre o sentido do sofrimento e das dores que padecemos, principalmente quando se trata do padecimento de inocentes. 
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2. Decerto, mesmo em meio a beleza e a grandeza da criação e das alegrias e felicidade que podemos experimentar neste mundo, nada disso nos isenta dos sofrimentos e das dores que padecemos em certas situações de nosso viver. São provações e desafios que somente a prática da fé pode supera-los.
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3. De fato, o sofrimento humano é um grande mistério que só pode ser compreendido quando o associamos aos sofrimentos de nosso Senhor Jesus Cristo. Fora disso, a única explicação plausível é a de que ele é consequência dos pecados aqui praticados, e neste sentido não podemos duvidar. 
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4. Decerto, na sua carta aos Romanos, são Paulo nos aponta um futuro glorioso que supera infinitamente todos os sofrimentos que aqui padecemos, diz ele: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada." (Rm 8,18).
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5. Também São Pedro na sua primeira carta nos chama atenção a esse respeito: Irmãos, "Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! 
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6. Aliás, é melhor padecer, se Deus assim o quiser, por fazer o bem do que por fazer o mal. Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus." (1Pd 3,16-18).
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7. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina que o Reino de Deus acontece veladamente, ou seja, mesmo quando não o percebemos claramente. Certa feita, "Os fariseus perguntaram a Jesus quando viria o Reino de Deus. Ao que Ele respondeu: O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo. Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós." (Lc 17,20-21).
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8. Portanto, caríssimos, o fato de existirmos já é um dos sinais do Reino de Deus, porém, precisamos vive-lo tal qual o Senhor nos ensinou, pois, como escreveu são Paulo: "O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo. Quem deste modo serve a Cristo, agrada a Deus e goza da estima dos homens. Portanto, apliquemo-nos ao que contribui para a paz e para a mútua edificação." (Rm 14,17-19).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 27 de outubro de 2024

Na vivência da fé nada acontece por acaso...


 Homilia do 30° Dom (T.C) (Mc 10,46-52)(27/10/24)

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1. Caríssimos, esta liturgia de hoje nos apresenta um episódio profundamente edificante, trata-se do encontro do cego Bartimeu com o Senhor Jesus, que acompanhado por uma grande multidão, seguia de Jericó em direção à Jerusalém. 
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2. Ora, durante esse trajeto, Bartimeu que estava ali pedindo esmola, escutou que o Senhor passava diante de si, por isso, se pôs a gritar o seu nome em alto e bom som, devido o barulho da multidão: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Com efeito, alguns detalhes deste encontro nos ajuda a tirar alguns lições para crescermos em nossa relação com Deus, conosco e com a opinião dos outros. 
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3. A princípio Bartimeu sofreu uma forte oposição contra a sua postura de fé, pois ao chamar o nome do Senhor: "Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”
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4. E esta é a primeira lição: jamais escutarmos as vozes contrárias à vontade de Deus presente em nossa oração, porque somente Deus conhece a intenção do nosso coração, e por isso, escuta a nossa prece e nos responde não obstante aqueles que dizem que a nossa oração é inútil ou no mínimo incômoda, como vimos nesse episódio.
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5. De certo, como nem tudo é oposição à nossa fé, alguns dos que seguiam com o Senhor Jesus, ao sentirem que Ele chamava Bartimeu, logo o encorajaram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” Ora, isso significa que quando vivemos em sintonia com o Senhor Jesus e entre nós, tudo fazemos para que a vontade de Deus se realize na vida de quem mais necessita das suas graças.
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6. Decerto, tem um outro detalhe muito importante em nosso encontro com o Senhor por meio da oração, como o fez Bartimeu quando Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” Ele respondeu de imediato: “Mestre, que eu veja!” 
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7. De fato, parece óbvio que Jesus sabia o que o cego queria, no entanto, a sua pergunta é de suma importância para entendermos que a fé tudo alcança para muito além daquilo que ao nosso entendimento é óbvio.
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8. Destarte, existe ainda outros dois detalhes que nos chama à mesma pratica: "O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus." E Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho." 
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9. Ora, isso significa que ao encontrar Jesus, Bartimeu deixou o homem velho para trás, e iluminado com a Luz do Senhor, o seguiu firmemente rumo à Jerusalém, ou seja, rumo à terra prometida da salvação, porém, totalmente curado da sua cegueira física e espiritual.
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10. De fato, tudo mudou totalmente em sua vida. E se nós seguimos o Senhor, mas pouco ou nada mudamos, é porque não nos deixamos ainda iluminar pela luz da fé, isto é, continuamos cegos apesar de enxergarmos naturalmente.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de outubro de 2024

Parábola da figueira estéril...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,1-9)(26/10/24).

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, somos seres contingentes, vivemos no mundo dos limites e por consequência também num mundo de tragédias causadas por nós mesmos, seja pela agressão à natureza, seja pela agressão uns aos outros. E com isso, vivemos a mesma condição de mortalidade dos demais seres, visto que a morte é uma realidade que se abate sobre todos. 
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2. No entanto, dada à essa nossa limitada condição, no Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos indica a graça que nos liberta dela, à qual chamamos de conversão. Ora, essa graça dada por Deus, muda totalmente nossa mentalidade, bem como nos ensina são Paulo: 
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3. "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12,2).
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4. De fato, a conversão é um ato de mudança radical em nosso comportamento que nos leva à um viver fecundo, pleno dos frutos do Espírito Santo. É como meditamos na Carta aos Filipensses: "Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor. 
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5. Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida." (Fl 2,12.16a).
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6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a parábola de uma figueira que mesmo sendo robusta e frondosa não dava fruto algum, e por isso deveria ser arrancada. Ora, a pergunta a ser feita é esta: na vivência da fé que tipo de planta nós somos? Em outras palavras, que sentido estamos dando ao nosso viver? 
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7. De fato, uma vida sem sentido é como a figueira estéril da parábola que só ocupa espaço, e não dá fruto algum; pelo contrário, quando vivemos em Cristo, somos galhos fecundos de sua videira produzindo frutos de vida eterna advindos de sua seiva.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Amar a Deus é ouvi-lo e obedece-lo...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,47-54)(17/10/24)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, a verdade liberta sempre, mas somente a quem a reconhece, se arrepende e pede a sua libertação, caso contrário, todos os que a rejeitam permanecem no pecado, tratando logo de persegui-la. 
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2. De fato, tentam calar a sua voz por meio de falsas acusações, calúnias, difamação e todo tipo de falcatruas e insídias, como os mestres da Lei e fariseus fizeram perseguindo o Senhor Jesus, à ponto de tramarem a sua morte e a executarem tão brutalmente.
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3. Ora, a Lei de Deus é caminho de perfeição, pois obedece-la é obedecer ao próprio Deus que nos fala diretamente por meio dela; todavia, quando os homens se apossam dela para interpreta-la conforme as suas inclinações pecaminosas, a deformam e passam a agir contra Deus, tornando-se impossível qualquer abertura para se converterem e seguirem na estrada que os leva à vida eterna.
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4. De fato, a Lei de Deus foi posta no coração dos homens como um pedagogo para os conduzir a Cristo, como bem observa são Paulo: "todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Jesus Cristo." (Rm 3,23-24). 
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5. Decerto, não viver em conformidade com essa Pedagogia Divina, é perder-se no labirinto infindo das próprias contradições. Pois, é bem como disse o Senhor: "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.
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6. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia." (Jo 6,37-39). 
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7. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus mais uma vez chama a atenção dos seus algozes a fim de que se convertam e vivam, mas os mesmos se apossaram do poder que lhes fora confiado por Deus para receberem o Seu Filho como o Messias. 
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8. No entanto, se aproveitaram desse poder não para o receber, mas, para tramar contra a sua vida, e com isso, caíram nos laços do próprio pecado e no precipício da perdição infinita.
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9. Portanto, caríssimos, ouçamos então com atenção redobrada esta Palavra do Senhor Jesus: "Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.
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10. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus." (Jo 3,19-21).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

A fidelidade ao amor de Deus é o único fundamento da vida eterna...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,42-46)(16/10/24).

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1. Caríssimos, o primeiro amor da vida de todo batizado é Deus, justamente por esse amor ser o mais sublime de todo o seu viver, pois amar a Deus sobre todas as coisas e ser um só com Ele é o que constitui o alicerce da vida eterna; sem essa comunhão com o amor de Deus tudo o que existe se destina ao caos, porque o Seu amor é a origem e a única razão de ser de tudo o quanto existe.
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2. Com efeito, quando os homens se desligaram de Deus pelo pecado, o Senhor não os deixou à mercê do pecado, mas os resgatou por sua divina misericórdia, enviando o seu Filho numa carne semelhante a nossa a fim de nos livrar de todo o mal que o pecado gera. 
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3. Antes disso, porém, o Senhor havia feito repetidas alianças com eles, até chegar a última e definitiva aliança escrita com o Sangue de Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, no qual pôs todo o seu agrado, como Ele mesmo disse no episódio da transfiguração: "E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o”. (Mt 17,5).
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4. São Paulo, na Carta aos Efésios escreveu: "Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência." (Ef 1,7-8).
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5. E também na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas." (Hb 1,1-2).
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6. Portanto, caríssimos, todas essas graças derramadas sobre nós são inteiramente aproveitadas quando somos fiéis ao amor do Senhor observando com coerência e firmeza de caráter seus santos mandamentos; caso contrário, não passamos de fariseus e mestres da lei infiéis, vivendo de aparências e nos justificando sempre que ouvimos o Senhor em nossa consciência.
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7. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus a graça da perseverança no seu amor para sermos fiéis até o fim de nossos dias neste mundo. Pois, eis o que Ele nos diz: "Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras." (Ap 22,12). 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Servi ao Senhor com alegria...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,1-12)(03/10/24)

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1. Caríssimos, todos os batizados somos chamados e enviados pelo Senhor Jesus para anunciar o Reino de Deus e a sua Justiça; todavia, precisamos ficar atentos às Suas instruções e segui-las fielmente para que tudo ocorra conforme os seus desígnios de amor para o bem e a salvação de todos.
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2. Em primeiro lugar, precisamos compreender que o envio é comunitário e não individual, bem como são Lucas nos relata: "os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir." (Lc 10,1).
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3. Segundo, não podemos esquecer que somos ovelhas entre lobos vorazes, por isso, usemos as armas do desapego, da confiança inabalável na providência divina e da não distração, para vencer a tentação de não cumprirmos a nossa missão.
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4. Em terceiro lugar, precisamos compreender que somos portadores da paz que recebemos do Senhor e por isso a damos a todos que encontramos mesmo que não à aceitem, como vemos na seguinte instrução: 
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5. "Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário." (Lc 10,5-7).
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6. Por fim, chamo a atenção para alguns perigos e/ou tentações por que passam os enviados: a Autossuficiência advinda das falsas doutrinas presentes neste mundo; a falta de autenticidade na vivência da fé, isto é, a incoerência; a dependência demasiada dos meios de comunicação, especialmente as redes sociais; a falta de oração e de silêncio interior sem o qual não se pode escutar o Senhor.
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7. Portanto, caríssimos, peçamos ao Espírito Santo para nos iluminar com os dons da sabedoria, da ciência, do discernimento e de todos os dons necessários, para que conduzidos por Ele, façamos tudo o que é do seu agrado, e desse modo anunciemos o Reino de Deus, já participando dele diretamente.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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