VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO!

PREPAREMO-NOS PARA O NOVO

Preparemo-nos, pois, para o Novo que se aproxima, o Senhor é fiel e sempre cumpre o que diz. Esperamos novos céus e uma nova terra onde reine a justiça, onde o Amor é, de fato, o alicerce da vida e todo ser o conhecerá plenamente porque o Próprio Amor permanecerá no meio de nós, sem o véu espesso do Mistério.

“Somos o templo de Deus vivo, como o próprio Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo (Lv 26,11s)”. (2Cor 6,16). Pois para isto foi que nascemos, para sermos santos como o nosso Pai do céu é Santo. “E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,3).

“Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. (Ap 21,5).

Então...Feliz Ano Novo! Feliz 2009!

Porque feliz mesmo és tu que disseste sim a Deus!

Ao Deus Único que é
que era e que vem,
seja Toda Honra,
Toda Glória,
Todo Poder
e Todo Louvor!

Por Cristo Jesus nosso Senhor! Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernado,OFMConv.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008



OS SINAIS DOS TEMPOS

"Sabeis distinguir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?" Mt 16,4

O tempo nos dar sinais em toda parte deste nosso planeta, são sinais tão perceptíveis que é impossível não percebê-los, uma vez que esses sinais afetam diretamente cada ser humano na face da terra. Assim, vemos esses Sinais na Natureza: poluição dos rios, destruição das matas, aquecimento global, degelo glacial, tsunamis, chuvas torrenciais, enchentes desproporcionais, secas devastadoras, terremotos tremendos, erupções vulcânicas, etc.

Sinais na Sociedade: crise econômica mundial, corrupção nos organismos governamentais e não governamentais como nunca visto antes; imposição de ditaduras de governos ou de maus costumes, perseguições políticas, terrorismo, domínios das sociedades secretas: maçonaria, Iluminatis, Rosa Cruz, ordem Skull and Bones ( caveira e ossos), Bilderberg = grupo secreto de banqueiros internacionais, etc.; domínio da mídia demoníaca; violência desenfreada, prostituição, homossexualismo masculino e feminino, pedofilia; indústria dos abortos, indústria da jogatina, indústria da pornografia; indústria de armas, industria das drogas, etc.

Sinais da decadência da fé: aumento do secularismo, ocultismo, ateísmo, indiferentismo, hedonismo, decadência dos valores morais, corrupção dos costumes; multiplicação das seitas satânicas, das religiões espiritualistas; arrefecimento da fé católica; aumento das seitas protestantes, etc.

Sinais nos costumes: música demoníaca tipo rock satânico; tatuagens, piercings; aumento dos vícios de toda espécie: alcoolismo, jogos de azar, jogos de computadores, violência na TV, fanatismo futebolístico, idolatria de pessoas famosas; corrupção dos valores religiosos; aumento dos divórcios; adoração televisiva, cinematográfica, etc.

Nunca se viu na história da humanidade um domínio do mal em tão grande proporção, seja nos meios de comunicação social, nos governos, nas indústrias, no comércio, nas organizações não governamentais, com raras exceções; nos sistemas educacionais e nos grandes conglomerados bancários e industriais.

Ao que parece, o dinheiro, a fama e o prazer tem sido a trilogia que o Mal tem usado para angariar seus adoradores neste mundo. “Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. (1Tim 6,10).

Daí resulta a tragicidade das guerras, das drogas, de produtos pirateados, da roubalheira desenfreada, etc. Nunca em tempo algum os mandamentos de Deus foram tão desrespeitados quanto em nosso tempo. Realmente esse nosso tempo dá sinais de uma decadência tal que é quase insuportável a sobrevivência humana, dada a insegurança que vivemos; o resultado é o aumento da fome, das doenças incuráveis ou não; do número de suicídios, encarcerados, depressivos, loucos, etc.

Qual a lição que podemos tirar de tudo isso? Esse mundo é uma nau à deriva próximo de um naufrágio terrível; e caso os homens não parem de pecar e não se convertam, essa nossa terra será exterminada pelo fogo anunciado pelas Profecias bíblicas (Is 13,8;26,11;50,11; Jer 4,4; Jl3,3; Mt3,12;13,40;25,41; Apo 9,18;20,9;21,8); que há de punir todos os culpados por essa tragédia que se abate sobre nossa humanidade, pois deixarem a lei de Deus e aderirem à lei da maldade e de seu representante, o demônio.

E é Por isso que o caos se estabeleceu entre nós e o único meio de detê-lo é a conversão em massa a Deus ou a purificação pelo fogo que há de consumir tudo o que existe (Cf. 2Ped 3); a terceira guerra mundial que o diga, pois com o arsenal atômico que as nações poderosas possuem, podem destruir esse nosso mundo muitas e muitas vezes e o estopim para isso já está sendo aceso, a guerra no Oriente Médio.

Então, mais do que nunca é tempo de conversão, é tempo de penitência e oração, pois a vida sem Deus é um inferno e muitos já o experimentam por terem abandonado o Senhor, para trilharem o caminho do mal, fazendo deste mundo um mundo tenebroso onde se multiplica cada vez mais as blasfêmias, as discórdias e todo tipo de corrupção, violência e morte.

Deus tem sido muito paciente com essa nossa humanidade pecadora; creio que sua misericórdia não tem limites, mas para que não nos percamos todos, o Senhor permitirá que soframos o dilúvio de fogo para purificação e libertação de todos os males que foi implantado nesse nosso mundo pela desobediência e impenitência dos ímpios que, como joio, no meio do pequeno resto de justos, serão arrancados, pois a seara já está madura.

Estamos perto do fim de todas as injustiças e dos injustos que as cometeram e as cometem e mais perto ainda da Justiça Divina que há de se cumprir para a salvação de todos os que esperam a segunda vinda do Salvador Jesus Cristo, pois “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4,12). E esse dia está prestes a chegar.

“Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém.

Vem, Senhor Jesus!

A graça do Senhor Jesus esteja com todos”. (Apo 22,20-21).

PAZ E BEM!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O QUE É O VERDADEIRO NATAL!


O QUE É O VERDADEIRO NATAL?

Natal é o Eterno que nasce no tempo...
Por que nasce no tempo?
Porque tem Todo Poder
inclusive de nascer no tempo...
O tempo só existe porque Ele o quer...
O tempo só existe em função Dele...

E como nasce?
Por efeito de Sua Ação Divina – Teofania...
E Tudo Nele é Revelação – Teologia...
Visto que sem Ele nada há...

E Deus se fez homem no seio de Maria...
A natureza humana que acolhe a divina...
E que agora divinizada
se eternizou,
deixou o tempo ainda no tempo
por meio da Encarnação do Verbo
que infinitamente a amou e a ama...

Muitos e muitos...
não quiseram receber seu Natal
Por isso permanecem na morte ainda...
Vivendo e agindo no tempo...
Esperando o final desse tempo que lhes foi dado...
E por causa do pecado
não se convertem do mal que praticam...

É por isso que propagam no Natal
o não Natal...
E falam de tudo no natal,
menos do Natal verdadeiro...
Não seguem a Lei de Deus,
mas seguem a lei do mal...
e a divulgam amplamente...

Assim falam de presentes
para si e para os outros...
Mas não falam de Jesus
como o Presente de Deus Pai para nós...
E falam de papai Noel,
mas quem é ele?
E falam de ceia, comida;
mas não falam de Jesus
como o Pão da Vida Eterna...

E falam de duendes, magia...
introduzindo o ocultismo,
a presença do mal onde não devia...
E fazem festa, mas pra quem?
E bebem muito além...
Tragédia fatal...

E no final
ficam sem Jesus
e sem Natal algum...


“Muitas vezes e de diversos modos
outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.
Ultimamente nos falou por seu Filho,
que constituiu herdeiro universal,
pelo qual criou todas as coisas”.

“Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser,
sustenta o universo com o poder da sua palavra.
Depois de ter realizado a purificação dos pecados,
está sentado à direita da Majestade
no mais alto dos céus,
tão superior aos anjos
quanto excede o deles
o nome que herdou”. (Heb 1,1-4).

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós,
e vimos sua glória,
a glória que o Filho único recebe do seu Pai,
cheio de graça e de verdade”. (Jo 1,14).

Eis o Verdadeiro Natal!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DE QUE LADO NÓS ESTAMOS?

Morrer não é o fim, mas o começo da verdadeira vida, pois, em seu amor de Pai, Deus nos criou dotados de uma alma eterna como Ele e com todas as possibilidades da salvação, contanto que correspondamos à sua bondade com nossa própria vida. Aqui o Senhor nos dispôs para vivermos em comunhão com Ele e entre nós e assim testemunharmos a unidade que revela sua atuação na obra da criação.

À medida que vivemos segundo os seus Mandamentos e as virtudes que nos deu, sentimos de imediato os efeitos da sua presença e com isso Ele nos convida a amarmos sem medidas porque o amor é a Virtude por excelência que nos identifica como seus filhos e filhas.

Deus é eterno e interage conosco no tempo por meio da fé e do amor que lhe devotamos. Desse modo o mandamento do amor a Ele acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmo é o que ainda sustenta essa nossa humanidade.

Mas chegará um tempo em que as criaturas por não mais amarem o seu Criador e não amarem a si mesmas e entre si, se autodestruirão; porque a única força criativa é o amor; enquanto que o ódio é um veneno espiritual mortal que cega as criaturas fazendo-as praticar toda espécie de maldades, tornado-as insuportáveis umas às outras.

Porém, aqueles que resistirem, por meio da piedade e santidade de vida, às forças do mal, tornar-se-ão mártires do Reino dos Céus pela fidelidade e obediência a Deus que os ama com eterno amor.

Vejamos como se dará a perseguição: “Tiranizemos o justo na sua pobreza, não poupemos a viúva, e não tenhamos consideração com os cabelos brancos do ancião! Que a nossa força seja o critério do direito, porque o fraco, em verdade, não serve para nada. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação”.

“Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Sua existência é uma censura às nossas idéias; basta sua vista para nos importunar. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai”.

“Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir”.

“Eis o que pensam os ímpios, mas enganam-se, sua malícia os cega: eles desconhecem os segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada, e não acreditam na glorificação das almas puras. Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão”. (Sab 2,10-24).

“Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará. Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz”!

“Se aos olhos dos homens suportaram uma correção, a esperança deles era portadora de imortalidade, e por terem sofrido um pouco, receberão grandes bens, porque Deus, que os provou, achou-os dignos de si. Ele os provou como ouro na fornalha, e os acolheu como holocausto. No dia de sua visita, eles se reanimarão, e correrão como centelhas na palha”.

“Eles julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. Os que põem sua confiança nele compreenderão a verdade, e os que são fiéis habitarão com ele no amor: porque seus eleitos são dignos de favor e misericórdia”.

“Mas os ímpios terão o castigo que merecem seus pensamentos, uma vez que desprezaram o justo e se separaram do Senhor: e desgraçado é aquele que rejeita a sabedoria e a disciplina! A esperança deles é vã, seus sofrimentos sem proveito, e as obras deles inúteis. Suas mulheres são insensatas e seus filhos malvados; a raça deles é maldita.

“Feliz a mulher estéril, mas pura de toda a mancha, a que não manchou seu tálamo: ela carregará seu fruto no dia da retribuição das almas”.

“Feliz o eunuco cuja mão não cometeu o mal, que não concebeu iniqüidade contra o Senhor, porque ele receberá pela sua fidelidade uma graça de escol, e no templo do Senhor uma parte muito honrosa, porque é esplêndido o fruto de bons trabalhos, e a raiz da sabedoria é sempre fértil”.

“Quanto aos filhos dos adúlteros, a nada chegarão, e a raça que descende do pecado será aniquilada. Ainda que vivam muito tempo, serão tidos por nada e, finalmente, sua velhice será sem honra. Caso morram cedo, não terão esperança alguma, e no dia do julgamento não encontrarão nenhuma piedade: porque é lamentável o fim de uma raça injusta”. (Sab 3).

ORAÇÃO:

“Mas vós, Deus nosso, sois benfazejo e verdadeiro, vós sois paciente e tudo governais com misericórdia; com efeito, mesmo se pecamos, somos vossos, porque conhecemos vosso poder; mas não pecaremos, cientes de que somos considerados como vossos. Porque conhecer-vos é a perfeita justiça, e conhecer vosso poder é a raiz da imortalidade”. (Sab 15,1-3).

Paz e Bem!

sábado, 29 de novembro de 2008

A VERDADE

A VERDADE

As palavras são todas iguais e compostas das mesmas letras. O que as difere, no entanto, são: o conteúdo e a fonte que o inspirou; assim, elas precisam de um motivo nobre para que, de fato, não sejam apenas palavras, mas, verdade.

A Verdade não escreve nada dela mesma, Ela fala e faz o que Ela é, Verdade. Seus seguidores, porém, inspirados pelo Espírito Santo, vivem Nela, Dela e para Ela e A deixam por escrito como testemunho para a posteridade.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. (Jo 1,1.14).

“O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -, o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Escrevemos-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa. (1Jo 1,1-4).

“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou”. (Jo 14,1-4).

“Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Jesus lhe respondeu:Eu sou o caminho, a Verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14,5-6).

“Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu”. (1Jo 2,4-6).

‘lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.(Jo 8,12).

“Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”. (Jo 3,19-21).

“Escreve isto: Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: Apagar-se-á toda luz do céu e haverá uma grande escuridão sobre a Terra. Então aparecerá o sinal-da-Cruz no céu, e dos orifícios onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que, por algum tempo, iluminarão a Terra. Isso acontecerá pouco antes do último dia” (D.83). (Diário de Santa Faustina).

A Palavra da Verdade vem ao nosso coração como um profundo alento, renovando todo nosso interior e nos fazendo compreender qual é o destino eterno que nos espera. Porque aqui com o nosso viver, escrevemos o livro de nossa vida e ao chegar diante de Deus faremos a leitura de suas páginas conforme foram vividas; se, porém, algumas páginas foram mal escritas, é necessário que as reescrevamos, por meio do arrependimento e do perdão sacramental, para que a sua leitura seja agradável aos olhos do Senhor. “Então cada um receberá de Deus o louvor que merece”. (1Cor 4,5d).

Paz e Bem!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

MARIA DOS MIL NOMES...

MARIA DOS MIL NOMES...

"E o nome da Virgem era MARIA" (Lc 1,27).

O nome de uma pessoa diz respeito à identidade dessa pessoa ou mesmo à missão a que essa pessoa se destina; assim, mais que identidade o nome revela o essência de cada ser diante de Deus. É como dizia São Francisco de Assis: “O homem é o que é aos olhos de Deus e nada mais”.

Ora, com Maria não seria diferente, pois, a Virgem representa a suma flor da humanidade, isto é, a magnificência da humana criatura, pois, ninguém mais bela do que ela, ninguém mais pura do que a Virgem que concebeu o Salvador do mundo, pela ação do Espírito Santo. E é por isso que ela foi concebida sem pecado original e recebeu um tão grande e único privilégio, ser a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Não resta dúvida que Maria é única; seu nome hebraico Miriam significa: senhora soberana; aquela que traz consigo a força da vida. Realmente, por sua missão e escolha de Deus, ela carrega consigo alguns privilégios que a fazem participante direta da obra da redenção do seu Filho amado. Eis alguns privilégios da Virgem: Imaculada Conceição, Santa mais que todas entre as mulheres; Mãe do Filho de Deus, Virgem Santíssima, visto que traz, o Santo dos Santos, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, no Sacrário do seu Ventre; e por conseqüência disso, ela é Medianeira de todas as graças e Mãe da Igreja.

“Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”! (Lc 1,41-45).

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo”. (Lc 1,46-49).

Constatada essas maravilhas do Senhor na vida da Virgem Mãe, sua profecia começou a se cumprir em todas as partes da criação como havia anunciado, “todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”. Assim, “Fatos de sua vida ou lugares aonde viveu deram-lhe nome: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora do Sim, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora do Desterro, Nossa Senhora da Apresentação, Nossa Senhora do Cenáculo, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Glória”. Também “lugares ou aparições ou intervenções sua deram-lhe nome: Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Salete e Nossa Senhora de Guadalupe”, etc. (Dom Mário Teixeira Gurgel, SDS - Revista Aparecida, nº38).

E ainda, “praticamente todos os países católicos têm Nossa Senhora como sua padroeira, sob um título especial. Vejamos alguns países da América Latina: Brasil - Nossa Senhora da Conceição Aparecida; Colômbia - Nossa Senhora de Chiquinquira; Venezuela - Nossa Senhora de Coromoto; Peru - Nossa Senhora da Evangelização; Bolívia - Nossa Senhora de Copacabana; Chile - Nossa Senhora do Carmo; Paraguai - Nossa Senhora da Assunção; Argentina - Nossa Senhora de Lujan; Uruguai - Nossa Senhora dos Trinta e Três (relembra os 33 homens que, sob a proteção de Nossa Senhora, empreenderam a independência do país em 1825)”. (Dom Mário Teixeira Gurgel, SDS - Revista Aparecida, nº38).

A grandeza de Maria, Mãe de Deus e da Igreja, justifica plenamente tantos títulos e nomes lhe foram dados; aliás, eles “são expressões de amor e carinho, com que queremos homenagear nossa Mãe espiritual, procurando, de certa maneira, tornar mais pessoal o nosso relacionamento com Ela”. (Dom Mário Teixeira Gurgel, SDS - Revista Aparecida, nº38).

Caríssimos, é preciso entender, porém, que esses títulos e nomes se referem à mesma e única Virgem Maria, mãe de Jesus e nossa mãe. É como escreveu o cantor Roberto Carlos em uma de suas canções: “Todas as nossa Senhoras são a mesma Mãe de Deus”.

Virgem Santíssima: rogai por nós!

Paz e Bem!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BENTO XVI EXPLICA COMO SÃO PAULO ENTENDE A JUSTIFICAÇÃO

Queridos irmãos e irmãs:

No caminho que estamos percorrendo sob a guia de São Paulo, queremos agora deter-nos em um tema que está no centro das controversas do século da Reforma: a questão da justificação. Como um homem chega a ser justo aos olhos de Deus? Quando Paulo encontrou o ressuscitado no caminho de Damasco, era um homem realizado: irrepreensível quanto à justiça derivada da Lei (cf. Fil 3, 6), superava muitos de seus conterrâneos na observância das prescrições mosaicas e era zeloso em conservar as tradições de seus pais (cf. Gál 1, 14).

A iluminação de Damasco mudou radicalmente sua existência: começou a considerar todos os seus méritos, conquistas de uma carreira religiosa integríssima, como «lixo» frente à sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo (cf. Flp 3, 8). A Carta aos Filipenses nos oferece um testemunho comovente da passagem de Paulo de uma justiça fundada na Lei e conseguida com a observância das obras prescritas a uma justiça baseada na fé em Cristo: havia compreendido que o que até agora lhe havia parecido um lucro, na verdade frente a Deus era uma perda, e havia decidido por isso apostar toda sua existência em Jesus Cristo (cf. Flp 3, 7). O tesouro escondido no campo e a pérola preciosa, em cuja posse investe todo o mais, já não eram as obras da Lei, mas Jesus Cristo, seu Senhor.

A relação entre Paulo e o Ressuscitado chegou a ser tão profunda que o impulsionou a afirmar que Cristo não era somente sua vida, mas seu viver, até tal ponto que, para poder alcançá-lo, inclusive a morte era um lucro (cf. Flp 1, 21). Não é que ele desprezasse a vida, mas que havia compreendido que para ele o viver já não tinha outro objetivo e, portanto, já não tinha outro desejo que alcançar Cristo, como em uma competição atlética, para estar sempre com Ele: o Ressuscitado se havia convertido no princípio e no fim da sua existência, no motivo e na meta da sua corrida.

Só a preocupação pelo crescimento na fé daqueles aos que havia evangelizado e a solicitude por todas as Igrejas que havia fundado (cf. 2 Cor 11, 28) o induziam a desacelerar a corrida rumo ao seu único Senhor, para esperar os discípulos, para que pudessem correr com ele. Se na anterior observância da Lei não tinha nada que reprovar-se desde o ponto de vista da integridade moral, uma vez alcançado por Cristo, preferia não julgar a si mesmo (cf. 1 Cor 4, 3-4), mas se limitava a correr para conquistar Aquele por quem havia sido conquistado (cf. Flp 3, 12).

Por causa desta experiência pessoal da relação com Jesus, Paulo coloca no centro de seu Evangelho uma irreduzível oposição entre dois percursos alternativos para a justiça: um construído sobre as obras da Lei, o outro fundado sobre a graça da fé em Cristo. A alternativa entre a justiça pelas obras da Lei e a justiça pela fé em Cristo se converte assim em um dos temas dominantes de suas cartas: «Nós, judeus de nascença, e não pecadores dentre os pagãos, sabemos, contudo, que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado» (Gál 2, 15-16).

E ele reafirma aos cristãos de Roma que «com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo» (Rm 3, 23-24). E acrescenta: «Pensemos que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei» (ibid 28). Lutero traduziu esta passagem como «justificados só pela fé». Voltarei sobre isto ao final da catequese. Antes devemos esclarecer o que é esta «Lei» da qual fomos liberados e o que são essas «obras da Lei» que não justificam.

A opinião – que se repetirá na história – segundo a qual se tratava da lei moral, e que a liberdade cristã consistia, portanto, na libertação da ética, já existia na comunidade de Corinto. Assim, em Corinto circulava a palavra «panta mou estin» (tudo me é lícito). É óbvio que esta interpretação é errônea: a liberdade cristã não é libertinagem, a libertação da qual São Paulo fala não é libertar-se de fazer o bem.

Mas o que significa, portanto, a Lei da qual fomos libertos e o que não salva? Para São Paulo, como para todos os seus contemporâneos, a palavra Lei significava a Torá em sua totalidade, ou seja, os cinco livros de Moisés. A Torá implicava, na interpretação farisaica, que Paulo havia estudado e feito sua, um conjunto de comportamentos que iam desde o núcleo ético até as observâncias rituais e culturais que determinavam substancialmente a identidade do homem justo. Particularmente a circuncisão, a observância do alimento puro e geralmente a pureza ritual, as regras sobre a observância do sábado, etc., comportamentos que aparecem com freqüência nos debates entre Jesus e seus contemporâneos.

Todas estas observâncias que expressam uma identidade social, cultural e religiosa, haviam chegado a ser singularmente importantes no tempo da cultura helenística, começando desde o século III a.C. Esta cultura, que se havia convertido na cultura universal de então, era uma cultura aparentemente racional, uma cultura politeísta aparentemente tolerante, que exercia uma forte pressão de uniformidade cultural e ameaçava assim a identidade de Israel, que estava politicamente obrigado a entrar nesta identidade comum da cultura helenística com a conseguinte perda de sua própria identidade, perdendo assim também a preciosa herança da fé de seus pais, a fé no único Deus e nas promessas de Deus.

Contra esta pressão cultural, que ameaçava não só a identidade israelense, mas também à fé no único Deus e em suas promessas, era necessário criar um muro de diferenciação, um escudo de defesa que protegesse a preciosa herança da fé; este muro consistia precisamente nas observâncias e prescrições judaicas. Paulo, que havia aprendido estas observâncias precisamente em sua função defensiva do dom de Deus, da herança da fé em um único Deus, via esta identidade ameaçada pela liberdade dos cristãos: por isso os perseguia.

No momento de seu encontro com o Ressuscitado, ele entendeu que com a ressurreição de Cristo a situação havia mudado radicalmente. Com Cristo, o Deus de Israel, o único Deus verdadeiro se convertia no Deus de todos os povos. O muro – assim diz a Carta aos Efésios – entre Israel e os pagãos já não era necessário: é Cristo quem nos protege contra o politeísmo e todos os seus desvios; é Cristo quem nos une com e no único Deus; é Cristo quem garante nossa verdadeira identidade na diversidade das culturas, é Ele o que nos torna justos. Ser justo quer dizer simplesmente estar com Cristo e em Cristo. E isso basta. Já não são necessárias outras observâncias.

Por isso a expressão «solo fide» de Lutero é certa se não se opõe à fé, à caridade, ao amor. A fé é olhar para Cristo, confiar-se a Cristo, unir-se a Cristo, conformar-se com Cristo, com a sua vida. E a forma, a vida de Cristo, é o amor; portanto, crer é conformar-se com Cristo e entrar em seu amor. Por isso São Paulo, na Carta aos Gálatas, na qual, sobretudo desenvolveu sua doutrina sobre a justificação, fala da fé que age por meio da caridade (cf. Gál 5, 14).

Paulo sabe que no duplo amor a Deus e ao próximo está presente e cumprida toda a Lei. Assim, na comunhão com Cristo, na fé que cria a caridade, toda a Lei se realiza. Somos justos quando entramos em comunhão com Cristo, que é amor. O Evangelho da solenidade de Cristo Rei, é o Evangelho do juiz cujo único critério é o amor. O que pede é só isso: tu me visitaste quando estava enfermo? Quando estava na prisão? Tu me deste de comer quando tinha fome, ou me vestiste quando estava nu? E, assim, a justiça se decide na caridade.

Portanto, ao término deste Evangelho, podemos dizer: só amor, só caridade. Mas não há contradição entre este Evangelho e São Paulo. É a mesma visão, segundo a qual a comunhão com Cristo, a fé em Cristo cria a caridade. E a caridade é a realização da comunhão com Cristo. Assim, se estamos unidos a Ele somos justos, e não há outra forma.

No final, podemos só rezar ao Senhor para que nos ajude a crer. Crer realmente; crer se converte, assim, em vida, unidade com Cristo, transformação de nossa vida. E transformados pelo seu amor, pelo amor a Deus e ao próximo, podemos ser realmente justos aos olhos de Deus.

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[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri

© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PALAVRAS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS, ELAS SÃO IDENTIDADE



















PALAVRAS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS, ELAS SÃO IDENTIDADE

O importante não é dizer muitas coisas, mas ao dizer algo, é necessário que seja verdadeiro e se diga com amor, mesmo quando não se é ouvido ou não queiram escutar; do contrário as palavras se tornam fuga da verdade, esconderijo dos próprios males ou conivência com a iniqüidade praticada, porque é insensatez querer “tapar o sol com a peneira”, isto é, fingir que não se está vendo o óbvio do pecado humano escondido nas atitudes, gestos ou palavras que ofendem a dignidade humana, o amor a Deus e o respeito que lhe é devido.

As palavras não são só palavras, elas são conteúdos do coração e da vida de cada um de nós. Elas vêem carregadas de pensamentos, sentimentos, desejos, vontades e outros incrementos do humano que compõem o nosso viver. Por isso, falar é mais do que dizer palavras, é um dizer de si mesmo, pois, o nosso falar revela quem somos, o que vivemos e o que pretendemos com nosso viver; mesmo quando se usa de linguagem artificial ou de falsas palavras, cheias de perversas intenções.

Porque é por meio da linguagem que conhecemos a verdadeira identidade de cada um, seja ela visual, falada ou escrita. Porém, não se deve julgar um ser pelo ouvi dizer ou por critérios meramente subjetivos; pois, cada um revela-se a si mesmo naquilo que diz com as palavras ou com a própria vida; por isso, precisamos usar sempre de misericórdia com todos, mas nunca devemos ser ingênuos quanto ao discernimento que precisamos ter para conosco e com os outros.

A convivência é o melhor meio pra se conhecer uma pessoa em sua essência e conhecer-se a si mesmo também. Ninguém ama aquilo que não conhece e ninguém conhece verdadeiramente se não ama. Logo, o amor é o fundamento da vida, do conhecimento, da verdade de cada ser, da convivência agradável e da linguagem que se deve usar em todo e qualquer relacionamento, especialmente o relacionamento com Deus e com o semelhante, porque no amor se encontra o respeito à dignidade do outro e nossa, a admiração, a partilha do que somos, temos e vivemos. Em suma, quem não ama não sabe o que é a vida nem sabe como vivê-la de fato.

Portanto, cada um é o que é diante de Deus naquilo que vive, fala e realiza; e fiquemos certos, nada se oculta aos olhos daquele que tudo criou. E se as nossas escolhas não forem baseadas no amor e no temor do Senhor; tão pouco elas serão feitas para o nosso bem e o bem de todos, porque somente aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo de Deus no seu modo de ser e estar no mundo, é que são capazes de realizar com a própria existência tudo o que Deus nos ensina por meio do seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, pois Ele é o Ápice de toda a Revelação e sem Ele nada somos, nada podemos e nada temos, porque somente Nele se encontra a salvação.

Paz e Bem!



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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CONDUZIDOS ÀS FONTES DA VIDA

CONDUZIDOS ÀS FONTES DA VIDA

“Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado”. (Is 40,26). Deus nos chama porque nos conhece e quer que tenhamos com Ele uma união perfeita em seu amor para glorificarmos o seu nome com nossa vida, pois, somos sua imagem e semelhança; essa é nossa missão.

Precisamos viver na Presença do Altíssimo para sermos suas testemunhas em meio à criação inteira. Aqui, em nosso viver natural, tudo é passageiro e nós temos a percepção desse passamento, quer do tempo, das criaturas e de nós mesmos, mas não sabemos por nós mesmos onde tudo vai chegar; a não ser pela ação do Espírito do Senhor que habita em nós e “que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou”. (1Cor 2,12).

Ao cultivarmos os valores eternos, ou seja, as virtudes do Espírito Santo: “amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5,22-23a) experimentamos a realidade divina como ela é, santa, justa e salvadora, e com isso compreendemos qual é o fim da fé que praticamos, a felicidade eterna em Jesus Cristo, o Filho de Deus, nosso único mestre e Senhor. 

É em Cristo que depositamos todas as nossas esperanças, é nele que vivemos, é Ele nosso único sentido de ser e estar no mundo e é por ele que escaparemos da justiça divina que há de se cumprir sobre toda criação. Bem aventurados são os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo de Deus e seu santo modo de agir, estes sabem que o Santo Espírito os conduzirá às fontes da vida.

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

“SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR”

“SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR”

“Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”.(Lc 11,1).

A oração me é um bálsamo para a alma, por ela rompo as fronteiras do tempo e do espaço e me vejo diante do Altíssimo e com Ele me entretenho prostrado aos seu pés entregando tudo o que sou e sinto, enfim, todo o meu viver, trazendo desse encontro seu afeto e segurança que me faz viver neste mundo sem ser deste mundo.

Quando Jesus nos ensina a rezar, Ele o faz na certeza de que devemos nos valer da oração para nos mantermos unidos ao Pai Eterno e por meio dessa união, realizemos em tudo Sua Vontade Santa. Deus habita em nós, isso é um grande mistério de amor, mas ao que parece não despertamos ainda pra essa realidade; porém, quando o fizermos, gozaremos de sua intimidade de tal forma que poderemos até dizer como São Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim”. (Gal 2,20 a).

“Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo...”. (Lc 18,1).

“Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,7-8).

Também São Paulo quando nos ensina essa prática ele o diz: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,6-7). De fato, Paulo via na oração um meio de permanecermos unidos ao Senhor e sermos conduzidos por Ele à plena santidade que nos reserva em Seu Amor.

Portanto: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41). Pois, uma alma vigilante é uma alma obediente e casta, cheia do temor do Senhor, capaz de tudo para lhe agradar, até mesmo da morte de cruz. 

Paz e Bem!


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