VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 21 de julho de 2009























AS BEM-AVENTURANÇAS

“Bem aventurados sereis...”

As bem-aventuranças, antes de tudo, são um programa de vida traçado por Jesus para aqueles que abraçaram a fé; elas também servem de modelo para toda a humanidade, pois, uma vez que somente mediante a vivência desses conselhos eternos, os homens e mulheres poderão alcançar a felicidade e a verdadeira vida em Deus. Ser bem-aventurado para Jesus é ser um feliz cumpridor dos mandamentos da Lei de Deus, é viver de acordo com sua Santa Vontade, é buscar a santidade em toda obra que faz, nas palavras que fala e no modo de ser, como testemunha do Reino de Deus.

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5,3). Esta Bem-aventurança nos mostra que existem duas espécies de riquezas, uma dos valores temporais e outra dos valores eternos. Ela mostra também que a riqueza temporal só tem sentido quando vivida tendo como fim último a riqueza eterna. Assim, “pobre em espírito” é aquela pessoa que cultiva os valores eternos: o amor, o perdão, a bondade, a fidelidade, a honestidade, etc.

A falta dos bens temporais gera uma certa insegurança externa que pode ser suprida pela ajuda dos irmãos, pela disposição pessoal e pelo trabalho; enquanto que a falta dos bens eternos gera insegurança interior, levando a criatura humana a se afastar do seu Criador, transformando os bens passageiros em ídolos mortais, devido ao apego do coração a estes mesmos bens; ela só pode ser suprida mediante a conversão à Deus e aos irmãos na fé. Desse modo, ser pobre em espírito e verdade é buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça para que tudo o mais nos seja acrescentado. (Cf. Mt 6,24-34).

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!” (Mt 5,4). “Estas lágrimas que têm a promessa da consolação eterna nada têm a ver com a comum aflição deste mundo; nem tornam bem-aventuradas as queixas arrancadas a todo gênero humano. É outro o motivo dos gemidos dos santos, outra a causa das lágrimas felizes. A tristeza religiosa chora o pecado dos outros e o próprio. Não se acabrunha porque se manifesta a divina justiça, mas dói-se do que se comete pela iniqüidade humana. Sabe ser mais digno de lástima quem pratica a maldade do que quem a sofre, porque a maldade mergulha o injusto no castigo. A paciência leva o justo até à glória.”

Existem duas espécies de sofrimentos, um causado pelas conseqüências do pecado, este não traz mérito algum para quem o padece; e o outro causado àqueles que não querem o pecado e por isso choram clamando por justiça, estes, de fato, são os consolados dessa bem-aventurança.

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mt 5,5). Esta bem-aventurança diz respeito à herança eterna que caberá a cada justo na ressurreição dos mortos. Trata-se do corpo glorioso, imortal, pleno da natureza divina, incorruptível. Diz a Sagrada Escritura que Deus criou o homem do barro, e isto é verdade, pois a ciência moderna comprova que todos os elementos que existem na natureza também são encontrados no corpo humano. Logo, a posse a que se refere esta bem-aventurança não é algo passageiro ou fora do corpo; mas definitivo, isto é, a vida que não tem fim. É como expressa o Papa São Leão Magno: “A terra prometida aos mansos e a ser dada aos quietos é a carne dos santos que, graças à humildade, será mudada pela feliz ressurreição e vestida com a glória da imortalidade, nada mais tendo de contrário ao espírito na harmonia de perfeita unidade. O homem exterior será então a tranqüila e incorruptível possessão do homem interior”.

Caríssimos irmãos e irmãs, perseveremos na oração e na graça que nos é oferecida todos dias na Santa Eucaristia, porque é por meio deste Dom Eterno do Corpo e do Sangue do Senhor que participaremos da felicidade dos justos, da glória do Reino que está preparado para nós desde toda a eternidade! Assim seja!

Vem, Senhor Jesus!

Paz e Bem!

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - QUARTO MANDAMENTO

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – QUARTO MANDAMENTO.

“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12)

Um mandamento da Lei de Deus é sempre fonte de libertação, é uma bandeira que nos aponta o caminho certo, uma via que nos leva ao encontro da realidade divina. Ele diz: “Deus está aqui, encontre-o. E quando o seguimos, descobrimos o porquê da vida e assim nos deleitamos com a dimensão eterna do nosso fazer.”

O quarto mandamento nos mostra a profunda necessidade da família como comunhão, como célula unificadora da sociedade. Um corpo só é corpo por causa das células. Quando este mandamento não é observado, a sociedade é esfacelada. A desobediência é como um câncer na célula familiar: gera divisão, ódio, discórdia e todo tipo de desequilíbrio, impedindo a harmonia nesta parte sublime do corpo social levando à falência os outros membros. Por falta da luz desse mandamento, nossa sociedade vive vegetando nos erros que as trevas do consumismo nos impõem. Por não se respeitar mais a família como antes, estamos vendo nossa sociedade sendo impregnando dos vícios mais vis e estes vícios estão se tornando, como que, “normas” para todas as camadas sociais.

“Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundícia de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em vez do criador que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou as paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixaram o uso natural com a mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida aos seus desvarios.

Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí, o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade, são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldade, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rm 1,24-32)

Caríssimos irmãos e irmãs, a verdadeira liberdade passa pela vivência dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente este que é fonte de unidade da família e da sociedade; se falta observância a esse mandamento, falta também vida em certos membros do Corpo de Cristo, que perfazem a Igreja, pois, por causa da desobediência o pecado entrou no mundo, e não podemos perder a salvação por nos entregarmos aos nossos caprichos. Deus quis que, depois dele mesmo, honrássemos nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. E não somente isso, devemos também honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso Bem, revestiu de sua autoridade para nos governar. Amém. Assim seja!

Paz e Bem!

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OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - QUARTO MANDAMENTO



















OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – QUARTO MANDAMENTO.

“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12)

Um mandamento da Lei de Deus é sempre fonte de libertação, é uma bandeira que nos aponta o caminho certo, uma via que nos leva ao encontro da realidade divina. Ele diz: “Deus está aqui, encontre-o. E quando o seguimos, descobrimos o porquê da vida e assim nos deleitamos com a dimensão eterna do nosso fazer.”

O quarto mandamento nos mostra a profunda necessidade da família como comunhão, como célula unificadora da sociedade. Um corpo só é corpo por causa das células. Quando este mandamento não é observado, a sociedade é esfacelada. A desobediência é como um câncer na célula familiar: gera divisão, ódio, discórdia e todo tipo de desequilíbrio, impedindo a harmonia nesta parte sublime do corpo social levando à falência os outros membros. Por falta da luz desse mandamento, nossa sociedade vive vegetando nos erros que as trevas do consumismo nos impõem. Por não se respeitar mais a família como antes, estamos vendo nossa sociedade sendo impregnando dos vícios mais vis e estes vícios estão se tornando, como que, “normas” para todas as camadas sociais.

“Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundícia de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em vez do criador que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou as paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixaram o uso natural com a mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida aos seus desvarios.

Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí, o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade, são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldade, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rm 1,24-32)

Caríssimos irmãos e irmãs, a verdadeira liberdade passa pela vivência dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente este que é fonte de unidade da família e da sociedade; se falta observância a esse mandamento, falta também vida em certos membros do Corpo de Cristo, que perfazem a Igreja, pois, por causa da desobediência o pecado entrou no mundo, e não podemos perder a salvação por nos entregarmos aos nossos caprichos. Deus quis que, depois dele mesmo, honrássemos nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. E não somente isso, devemos também honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso Bem, revestiu de sua autoridade para nos governar. Amém. Assim seja!

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - TERCEIRO MANDAMENTO




















OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS. – TERCEIRO MANDAMENTO.

“Lembra-te de guardar o dia do sábado para santificá-lo” (Ex 20,8).

O dia é uma seqüência de horas, minutos, segundos, frações de segundos, etc. Mas não é só isso, ele é feito de acontecimentos, momentos que fazem da história da vida de cada pessoa humana, um desenrolar progressivo do sentido do existir. A cada instante estamos pensando, agindo, formulando projetos para que, postos em prática, estes transformem em plenitude aquilo que desejamos e o que intuímos que seja bom.

Diz a sagrada Escritura que: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”; e para dizer tudo, o “Filho do Homem é Senhor, também do sábado” (Mc 2,27-28). Ora, aqui não se trata de observar o som de palavras específicas como querem alguns, a ponto de considerarem condenados aqueles que não seguem literalmente o som de tal ou qual palavra.

O dia do Senhor é o dia do Senhor. Aparentemente eu não disse coisa com coisa ou nenhuma novidade, porém, estou dizendo uma grande novidade: o dia do Senhor é o dia da Nova Criação que começa com a Ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, isto é, Deus Pai em seu Filho amado recriou o que fizera e continua a renovação da humanidade até a consumação dos tempos.

Notemos que na Nova Criação, Deus não “descansa” como na antiga, mas Ele continua o seu trabalho até que atinjamos a estatura perfeita de Cristo. É como diz São Paulo em uma de suas cartas: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos ás coisas lá de cima, e não às da terra porque, estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.

Mortificai, pois os vossos membros no que tem de terreno: a devassidão, as impurezas, as paixões, os maus desejos, a cobiça que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.

Outrora também vós assim vivíeis mergulhados como estáveis nesses vícios. Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos, enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixas contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.

Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. A Palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vós possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavras ou obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus dando por ele graças a Deus Pai.” (Col 3,1-10.12-17)

Caríssimos irmãos e irmãs, “ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas, ou sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que deveria vir. A realidade é Cristo.” (Col 2,16-17). E o dia do Senhor é o da Nova Criação, é o “Dies Dominica”, o Domingo: “porque é o primeiro dia, o dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.” (S. Justino, apol. 1,67).

Cuidado, o dia do Senhor, não é dia da praia, das festas, da televisão, mas é dia de encontro com Deus que nos santifica em Cristo Jesus nosso Senhor!

“A todos que seguirem esta regra, a paz e a misericórdia, assim como ao Israel de Deus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vosso espírito, irmãos”. Amém. (Gal 6,16.18).

Paz e Bem!

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sábado, 4 de julho de 2009

A DEVOÇÃO MARIANA DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE













"A DEVOÇÃO MARIANA DE SÃO MAXIMILIANO"

A vida é um dom de Deus e precisamos vivê-la como tal, pois, é para o encontro definitivo com o Senhor que estamos indo. Vivemos em meio ao Mistério da Criação como parte integrante de um Grande Plano de Amor que transcende o nosso entendimento; e para além do somos ou podemos, temos que cooperar de bom grado com esse Plano Divino a nosso favor. A Sagrada Escritura nos revela que somos “imagem e semelhança de Deus”, e certamente ainda não nos damos conta disso, dada à finitude que nos cerca e mesmo o que aparentamos ser.

São Maximiliano Maria Kolbe é um santo dos tempos atuais profundamente imbuído da vivência desse Plano Salvífico do Senhor para toda a humanidade. Desde a infância a “Mão do Senhor” já delineava o que haveria de ser esse filho e como daria o seu testemunho de sangue perante toda a criação. A experiência de fé polonesa passa, indubitavelmente, pelas mãos da Virgem Mãe, que além de Padroeira da Polônia e dos poloneses, é ainda padroeira de tantos outros países devotos que a ela recorrem para que interceda junto ao seu Filho, a fim de que sejamos prontamente atendidos em nossas necessidades e para que se cumpra em tudo a Santa Vontade de Deus em nossa vida.

Contam os biógrafos que o pequeno Raimundo Kolbe (nome de batismo de são Maximiliano) era de índole esperta e por isso mesmo um tanto travesso. Certa feita em uma de suas travessuras sua mãe, um pouco incomodada, o chamou a atenção dizendo-lhe: “Menino, o que será de sua vida?” Ao que, como de costume, o menino correu junto ao oratório em um dos cômodos de sua casa para rezar e perguntar em sua inocente oração à Virgem Imaculada o que seria de sua vida. Obteve como resposta a aparição da Santíssima Mãe do Senhor mostrando-lhe duas coroas, uma branca e outra vermelha - as mesmas cores da bandeira da Polônia, sua pátria amada e também as cores do Espírito Santo, doador de todos os dons - perguntando-lhe qual das duas queria para si. Ao que o pequeno infante, depois de breve hesitação, respondeu: quero as duas. E foi precisamente assim que se definiu sua vocação, ser totalmente consagrado a Deus na vida religiosa e ser mártir da caridade pela Imaculada em defesa da família e da salvação do maior número de almas possíveis.

Desse modo, como Davi e a própria Virgem Maria, o Espírito do Senhor apoderou-se também do menino Raimundo e fez dele um grande santo de alma devotada à Vontade de Deus por meio da Imaculada, a quem se entregou, como ainda todo o seu ministério. Seu lema era: “Ganhar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Por isso, se refugiava no Imaculado Coração da Virgem Mãe e com o auxílio de suas preces procurou servir ao Reino de Deus difundindo-o em todo o mundo, fazendo jus ao lema que escolhera para sua vida. Movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. Trabalhou incansavelmente na confecção do Cavaleiro da Imaculada, pequena revista de evangelização mariana; fundou ainda jornais, rádio; e tencionava fundar também canais de televisão para difundir a devoção à Imaculada, a fim de levar a cabo todo o empreendimento evangelizador que Deus lhe confiara.

Destarte, no fim dos seus dias, recebeu das mãos da Beatíssima Mãe a segunda coroa que lhe destinara Deus, o martírio no campo de concentração nazista Auschwitz, tomando o lugar de um pai de família que estava para ser sacrificado no Bunker da fome, assumindo assim, até as últimas conseqüências, sua vocação mariana, o martírio do amor incondicional; a certeza do céu, a realização do Plano de Deus, por meio do Seu Filho Jesus Cristo, Fruto Bendito da Virgem Imaculada.

“Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. (São Maximiliano Maria Kolbe – 1894-1941).

Paz e Bem!

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

O JOVEM QUE BUSCAVA OS DONS DE DEUS





















O JOVEM QUE BUSCAVA OS DONS DE DEUS.

Havia, no Monte Carmelo, uma gruta na qual se refugiava um homem de Deus dotado de muitos dons; homem iluminado pela graça divina e cheio dos dons do Espírito Santo, incansável nas práticas ascéticas, revestido de virtudes celestiais e estimado por todos. A quem lhe procurava estendia os favores divinos da oração, do conselho, da sabedoria e da ciência do Senhor, para que, vivendo a fé, permanecessem os fiéis nos caminhos da verdadeira salvação.

Havia também, naquela região, um jovem que decidira pôr em prática os santos mandamentos das Leis de Deus e, com firmeza de alma, seguir este propósito. Ouvindo falar da sabedoria do Padre do deserto, pôs-se a caminho para pedir-lhe conselhos. Ao Chegar á gruta, o jovem ouviu admirado as sábias palavras do santo ermitão e contou-lhe sua história e o desejo de seu coração de receber os dons de Deus para dedicar-se, como ele, à salvação dos homens.

Pediu ao ancião que orasse suplicando a Deus para atender o seu desejo. E assim foi feito. Agora o jovem, cheio da graça divina, ficava de prontidão diante da gruta, recepcionando os peregrinos que dali se aproximavam a fim de suplicar socorro divino para as suas necessidade. Deus concedeu-lhe o dom da ciência de forma que podia enxergar o estado da alma de cada peregrino que por ali passava pedindo auxílio ou a intercessão do homem santo.

Estando ele em profunda meditação, aproximou-se certo homem pedindo para falar com o santo ermitão e o jovem, olhando o estado da alma daquele homem, começou a repreendê-lo dizendo: “vede em que estado encontra-se tua alma, és perverso, mal feitor, assassino e ainda queres aproximar-te do santo homem com tuas maldades?”. Ao ouvir tal repreensão, o homem que vinha como penitente, afastou-se profundamente consternado perdendo toda esperança de salvação.

Vendo pela graça de Deus o que havia acontecido, o ancião repreendeu o jovem dizendo: “realmente tens o dom de Deus, mas ages como insensato, pois aquele homem que acabas de afastar do caminho da salvação, arrependeu-se de seus pecados e estava aqui como penitente para confessá-los e receber a absolvição e uma vida nova”. O jovem, então caiu de joelhos a seus pés pedindo-lhe para que orasse por ele suplicando a Deus que lhe tirasse o dom de enxergar o estado da alma dos homens, pois acabara de perder uma alma arrependida pelo mau uso que fez do dom.

O ancião o abençoou e disse: “filho, envio-te para o meio dos homens a fim de que, trabalhando para o bem de todos, uses as graças divinas com o mesmo propósito que o faço, pois ‘os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis’. (Rom 11,29). E acrescentou: “ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém!”(Rom 11,33-36).

Vitalizado por tão bela exortação, o jovem aprendiz despediu-se de seu pai espiritual para se dedicar à nova missão. Partindo dali viajou por terras distantes e por onde passava os milagres e prodígios se repetiam e muitos eram os agraciados com a conversão e a salutar alegria do Espírito Santo.

Certa vez, passando por um povoado, pernoitou numa hospedaria que havia na beira da estada e lá estando pediu um quarto que ficasse nos fundos, pois queria dedicar-se à contemplação. Por graça de Deus pode ver o estado da alma do dono daquele estabelecimento e viu também que aqueles pecados o levariam à condenação. Mais que depressa o jovem peregrino pôs-se em oração e pediu a Deus pelo arrependimento e conversão daquele homem entregue ao infortúnio do pecado e da morte, ao que foi atendido, pois pouco tempo depois o hospedeiro converteu-se, tornando um homem de ilibada conduta e de muitos préstimos ao seu povoado.

Admirados com as graças que advinham das orações do jovem peregrino, perguntaram-lhe por que o Senhor era tão solícito à sua intercessão, ao que o jovem respondeu: “caros irmãos e irmãs, quando por graça de Deus vejo o mórbido estado de uma alma, dedico-me à sua salvação amarrando minha alma a ela, que se encontra perdida, e me apresento diante do Senhor de toda vida com jejuns, orações e súplicas até que o estado de graça seja restabelecido e aquela alma torne-se plena diante do Senhor Deus todo-poderoso que nos enviou o seu Filho para que tenhamos vida e vida sem fim.

Por isso lhe digo: “ó glorioso Deus altíssimo, iluminai as trevas do meu coração, concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito; dai-me Senhor o reto sentir e conhecer a fim de que eu possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabais de me dar-me. Amém’.”

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

CONSELHOS DE UM CENOBITA

CONSELHOS DE UM CENOBITA.

Entre os cenobitas do deserto de Fará, onde fica o Monte Sinai, havia um de profunda sabedoria, apurado na penitência e nas práticas ascéticas; era ancião venerado como santo homem de Deus, e os habitantes daquela região vinham a ele para aconselharem-se e beberem da fonte de sabedoria que emanava de seu coração.

Achegavam-se ao padre espiritual pedindo-lhe a benção ou para confessarem seus pecados e imediatamente o homem de Deus os atendia, dirigindo-os nos caminhos da fé, da piedade e boas obras. Muitas eram as conversões e visível o aumento do fervor naquele povo. Certa feita pediram ao santo ancião que lhes falasse a respeito da vida e da morte, da virtude e do vício, do céu e do inferno, ao que o homem de Deus respondeu:

Há muito, homens e mulheres se perguntam: que é a vida? Quem de fato somos? De onde viemos e para onde vamos? Paira nos corações humanos uma profunda angústia pelo fato de nunca se ter dado uma resposta convincente a essas perguntas e diante da peste, da fome, das guerras, das catástrofes naturais e da morte, aumenta ainda mais essa angústia ao verem que o mundo e os homens caminham para o caos.

Filhos e filhas de Deus muito amado, o eterno é hoje, pois, tudo o que fazemos no tempo é para a eternidade que o fazemos; além disso, não existe o destino personificado, o homem é o que é aos olhos de Deus e nada mais. Não passamos de um sopro quando perdemos a esperança de salvação, e no mundo dos homens não há ateus, pois quando alguém afirma não crer em Deus, Criador do céu e da terra; crê no deus objeto de sua afirmação e mesmo quando deixar de crer também nele acreditará por fim na morte, pois dará cabo da própria existência. Assim, ‘o pior inimigo do homem é ele mesmo’. É preciso vencer-se a si mesmo para vencer todos os inimigos visíveis e invisíveis.

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção e a morte; quem semeia no Espírito de Deus, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, especialmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-9).

Queridos filhos e filhas, do mundo nada levamos para a sepultura, porque pela graça de Deus somos imortais, não nascemos para a morte, mas para a vida e a vida sem fim. ‘Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda, Deus não é o autor da morte; a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal.’ (Sb 1,12-15).

Se quiserdes compreender o que seja a vida e a morte; a virtude e o vício; o céu e o inferno, trilhai o caminho da salvação traçado por Deus em seus mandamentos; entregai vossa existência Àquele que é a verdadeira vida e vivei a verdade de seus exemplos. Dessa forma, olhareis o mundo com os olhos da fé e vereis muito além da vossa visão física, porque visualizareis a essência das coisas criadas e qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e que é perfeito. (Cf. Rm 12,1-2).

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - SEGUNDO MANDAMENTO




















OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – SEGUNDO MANDAMENTO.

“Não pronunciarás em vão o nome do Senhor teu Deus” (Ex 20,7).

“Senhor, nosso Deus, quão poderoso é o teu nome, em toda terra.” (Sl 8,11) De fato, quando olhamos o universo e toda a criação, vemos como o nome do Senhor Deus é grandioso. O nome diz respeito à identidade da pessoa, isto é, identifica a pessoa, seu poder, sua influência, e tudo o que diz respeito ao que é.

Ora, Deus é Santo e como diz São João: “Deus é amor” (1 Jo 4,4-16), por isso devemos ter o cuidado de não falar nem usar seu Santo Nome em vão, pois estaríamos incorrendo em prática de injustiça e blasfêmia. Aliás, precisamos ficar atentos ao que falamos, pois a palavra tem um peso muito grande para a nossa salvação; com efeito, o Senhor Jesus diz no Evangelho de São Mateus: “... a boca fala do que lhe transborda do coração.”

“O homem de bem tira boas coisas do seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más do seu mau tesouro. No dia do juízo, os homens prestarão contas de toda palavra vã (inútil), que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado”. (Mt 12,34b.35-37). Portanto, o segundo mandamento proíbe todo uso impróprio do nome de Deus, e a blasfêmia consiste em usar o nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria, e dos santos de uma maneira injuriosa.

Podemos agora enfocar alguns pecados contra o segundo mandamento. Por exemplo: o juramento falso, quando se invoca o nome de Deus como testemunha de uma mentira; o perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, pois consiste em se fazer uma promessa sem intenção de mantê-la ou prometer algo sob juramento e não cumprir. O Senhor Jesus nos chama a atenção para os juramentos.

Assim se expressa Ele: “... Não jureis de modo algum; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente “Sim”, se é sim; “Não”, se é não. Tudo o que passa, além disto, vem do maligno.” (Mt 5,34-37).

A respeito do nome recebido no batismo, devemos santificar o nome de Deus com ele, pois é nossa identidade, porque pelo batismo já fazemos parte da vida eterna; afinal, Deus chama a cada um de nós pelo nome: “E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, ... e te formou...: Nada temas pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá em compensação. Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Estejas tranqüilo, pois estou contigo. (Is 43,1-5a).

Queridos irmãos e irmãs, fiquemos firmes na vivência da nossa fé católica, santificando o nome de Deus em nossa vida, pois do Senhor recebemos grandes promessas – Ele é Fiel e Justo e as cumprirá – como está escrito no Apocalipse: “Farei do vencedor uma coluna no templo de meu Deus, de onde jamais sairá, e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus, enviada por meu Deus, assim como o meu nome novo.” (Ap 3,12).

Vinde, Senhor Jesus! Aleluia.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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sábado, 30 de maio de 2009

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - PRIMEIRO MANDAMENTO



















OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - PRIMEIRO MANDAMENTO.

“O primeiro de todos os mandamentos é este: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.” (Deut. 6,4-5).

A criatura humana é uma expressão do amor de Deus; Deus criou o homem e a mulher por amor e para o amor. Não amar é o pior castigo no qual a pessoa humana pode incorrer e assim perder todo o sentido de sua existência; e o amar tem que começar pelo próprio amor que é Deus: ou amamos o Amor acima de tudo ou não temos amor para amar. E em que consiste esse amor a Deus? A essa pergunta São João responde: “Eis o amor a Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasce de Deus (pelo batismo) vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5,3-5).

Ora, o amor requer fidelidade que está ligada à fé, isto é, acreditar no outro e nunca trair sua confiança. Há a fé-dom: aquela que libera o poder de Deus. E há a fé-doação, confiança, entrega. Ser fiel a Deus é depositar a confiança somente em seu amor, pois Deus é também fiel acima de qualquer suspeita. E é neste intercâmbio que acontece o regozijo da alma, isto é, a fidelidade do humano que ama o Eterno e se deixa amar por Ele.

Cumprir o primeiro mandamento quer dizer: nunca se afastar de Deus, nunca se deixar seduzir pelas falsas crenças do tipo reencarnacionistas, milagreiras com fins lucrativos; baseadas em dias da semana, por exemplo, sabatistas, adventista do 7º dia e outros; baseadas em linhagens genealógicas e outras tantas filosofias orientais que poluem o nosso mundo dividido.

Também deixam de cumprir este mandamento aqueles que se dão à superstição, que é o desvio do sentimento religioso; à idolatria, que é divinização daquilo que não é Deus. “Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro, etc.”

Nós católicos, somos freqüentemente acusados de idólatras por causa dos santos e de Nossa Senhora; para nós, porém, os santos não são Deus, mas são de Deus, pertencem a Deus e nos conduzem, por seus exemplos de vida e por sua intercessão, à comunhão com Deus, ao senhorio do único Deus e Pai de nossa existência.
Deixam de cumprir o primeiro mandamento também aqueles que se dão á adivinhação e magia; à irreligião, que são aqueles que tentam a Deus pondo-O à prova, ou profanam os lugares santos e as coisas santas (como a Palavra de Deus, as igrejas, os vasos sagrados, a Eucaristia, etc.): compram ou vendem as realidades espirituais; aqueles que se dão ao ateísmo, ao agnosticismo, etc.

Outra fonte importante na vivência do primeiro mandamento é o mandamento do amor ao próximo. A este respeito assim escreveu São João:
“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.

Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito. Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós por ele nos ter dado o seu Espírito.Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco; Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.” ( 1 Jo 4,7-13.16).

Caríssimos irmãos e irmãs, o fundamento da vida é o amor, e só temos segurança, de fato, em nossa existência quando nos fundamentamos no Amor de Deus, pois aquele que ama não é atingido por mal algum, pelo contrário, vive o bem eterno de amar a Deus e ser amado por Ele.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009



















OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS.

Introdução.

“Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses além de mim.” ( Dt 5,6s)

A ordem existe para que não haja a desordem. Ora, Deus , Criador de todas as coisas, em sua infinita sabedoria, nos comunicou o desejo de perfeição para que tivéssemos em nós as leis naturais capazes de nos conduzir ao seu infinito amor, para que as criaturas humanas, criadas à sua imagem e semelhança, buscassem assim de todo o coração, as riquezas de sua santidade para viver em harmonia umas com as outras até a plenitude da comunhão de toda a vida.

Com o advento do pecado, a criação toda entrou em desarmonia e, por conseqüência, na desordem de toda natureza. Daí, porque precisou Deus ordenar tudo novamente com sua lei para que “onde abundou o pecado”, superabundasse a graça e os homens, com seu perdão, voltassem à paz e à comunhão com seu Criador e com as demais criaturas.

No evangelho de São Mateus aparece a figura de um jovem rico que faz a seguinte pergunta a Jesus: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”. Ao que Jesus responde: “Se queres entrar pra a Vida guarda os mandamentos.” E cita para seu interlocutor os preceitos que se referem ao amor ao próximo: “Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe”. E depois acrescenta, como que resumindo estes mandamentos: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19,16-19), ou seja, é preciso voltarmos ao primeiro amor se quisermos viver a harmonia do início da criação, e isto só se dá mediante a obediência às leis de Deus.

Com relação ainda aos mandamentos da Lei de Deus, vejamos o que Moisés nos fala no Livro do Deuteronômio: “Eis que vos ensinei leis e decretos que o Senhor meu Deus me ordenou para que os pratiqueis ... Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas estas leis, digam: “Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!” Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos?” (Dt 4, 5-7).
Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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