Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
A QUEM ESTÃO SERVINDO AS REDES DE TELEVISÃO DESTE PAÍS?
A
QUEM ESTÃO SERVINDO AS REDES DE TELEVISÃO DESTE PAÍS?
Ultimamente temos constatado que toda espécie
de lixo do inferno tem sido despejado nos lares brasileiros e até do mundo, pelas
redes de televisão abertas e privadas brasileiras. Nada mais asqueroso do que o
suprassumo infernal que advém das novelas e programas da televisão brasileira.
De fato, elas têm sido porta vozes do inferno há muito tempo, só não vê quem se
deixou prender por seus conteúdos satânicos. Antigamente suas ações eram de
cunho sublimares, veladas, sorrateiras, de tal modo que só as pessoas com
discernimento apurado, liam nas entrelinhas de suas mensagens sublimares o
veneno satânico nelas contido; mas, nos últimos tempos, o mal vem mostrando sua
farsa nitidamente como que, querendo dizer que já está no comando das mentes a
ele subjugadas, especialmente dos executivos e diretores das redes de
comunicação em massa e de suas programações. Por exemplo: ontem (27/10/2013), o
Fantástico da Rede Globo, fez uma chacota tão vergonhosa da última ceia de Cristo,
algo tão baixo e doloso contra a fé cristã, que deixa pasmo até os demônios do
inferno. Ou ainda, o personagem gay de uma de suas novelas atuais, cujos bordões
são extremamente nocivos à fé cristã, tais como: “Será que eu soltei rojão no Sermão
da Montanha?”... ”Já tenho outros motivos pra acreditar que lavei minhas cuecas
na manjedoura”... ”Será que eu fiz um skate com a tábua dos dez mandamentos pra
sofrer tanto assim?”... ”Será que eu salguei a santa ceia para você me achar
com cara de idiota?” Ou seja, são provocações contra a fé em horário nobre do
império da globalização, são sátiras perversas com intuitos nitidamente blasfematórios...
Podem me acusar do que quiserem, mas a
verdade precisa ser dita para que tomemos consciência e não nos deixemos
dominar pelo o mal que está arrebanhando milhares e milhões de pessoas para as
suas pretensões diabólicas, a saber: a destruição da fé católica, a deturpação
e banalização do cristianismo, a destruição da fé em Deus, a destruição da
família como célula mãe da sociedade, para assim trazer o desequilíbrio social
e a perca do sentido da vida. Para isso, os porta-vozes televisivos das trevas,
defendem as seguintes bandeiras: a legalização do aborto e das drogas ilícitas;
as experiências com células tronca de embriões; a banalização dos
relacionamentos; a ditadura do homossexualismo; a negação do pecado e do
demônio, ou seja, querem negar que o pecado e o demônio existem. Os roteiros
usados para estas maléficas intenções são: promoção do liberalismo sexual;
promoção da reencarnação e das religiões espiritualistas; uso de personagens
gays e lésbicas como protagonistas para que se implante a ditadura homossexual;
banalização dos símbolos religiosos, especialmente os ligados à Igreja Católica;
e outros tantos temas polêmicos com o fim de desviar as mentes da fé em Deus e
em Jesus Cristo, Salvador da humanidade.
Atenção: vejam a vida de quem está por trás
dos textos e roteiros das telenovelas, talks shows, reality shows tipo BBB, a Fazenda,
etc. Com quem e com que eles têm ligação; vejam também a vida de seus
protagonistas, atores, atrizes, diretores, etc. Há neles algum exemplo de vida a
ser seguido? E os programas de auditório? Quanta bobagem e perversão nas tardes
e noites de sábados e domingos, quanta perca de tempo. E os humorísticos? Os mais
terríveis venenos do inferno. Com esse bombardeio infernal, vemos a fé de
muitos arrefecer; e poucos são os que vão às igrejas para rezar. Porém, muitos
só pensam nesse tipo de diversão e por isso, não têm tempo para viver a fé e muito
menos a religiosidade como deve ser vivida; e assim, temos uma sociedade extremamente
violenta, dissipada pelas drogas, pela corrupção, pelo tráfego de armas e de gente;
e por toda espécie de perversão sexual e desvios comportamentais em todas as
esferas de nossa sociedade.
Existe um texto de São Paulo que identifica
o momento atual que estamos atravessando, pois vivemos a última batalha espiritual
da humanidade, e não nos surpreende constatar a ferocidade do inimigo de Deus e
de nossas almas, visto ser este o fim de suas maquinações e aparente reinado: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá
um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões,
soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais,
caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos
de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de
piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (1Tm 1,1-5).
E ainda: “Ninguém
de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve
manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele
que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no
templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus. Não vos lembrais de que vos
dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? Agora, sabeis perfeitamente
que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o
mistério da iniquidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento
daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará
com o resplendor da sua vinda”.
“A
manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a
sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as
seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à
verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes enviará um poder que os
enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e
condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”.
(2Tss 2,3-12).
Quanto ao mais, preparemo-nos para a perseguição,
pois, “O discípulo não é mais que o
mestre, o servidor não é mais que o patrão. Basta ao discípulo ser tratado como
seu mestre, e ao servidor como seu patrão. Se chamaram de Beelzebul ao pai de
família, quanto mais o farão às pessoas de sua casa! Não os temais, pois;
porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha
a saber. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao
ouvido, publicai-o de cima dos telhados. Não temais aqueles que matam o corpo,
mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o
corpo na geena”.
“Não
se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a
vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não
temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós. Portanto, quem der testemunho
de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que
está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o
negarei diante de meu Pai que está nos céus”. (Mt 10,24-33).
Por fim, escutemos ainda mais o Senhor: “Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em
que virá o Senhor. Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite
viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai
também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos
pensardes”. (Mt 24,42-44).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
VIVENDO DA PROVIDÊNCIA DIVINA...
VIVENDO
DA PROVIDÊNCIA DIVINA...
Caríssimos, aprendi que nada tenho, pois
tudo o que sou e tenho só a Deus pertence. Nasci sem nada, dependente de tudo,
e quanto tempo ainda aqui estiver, continuarei dependendo de tudo, a começar dos
bens naturais, ar, água, comida, sono... E quando partir daqui também nada levarei
deste mundo, a não ser os bens eternos que aqui cultivei: amor, caridade,
bondade, justiça, fidelidade, misericórdia, castidade, paz, alegria, etc., como
bem ensinou nosso Senhor, Jesus Cristo: “Não
ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e
onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus
(...); pois onde está o teu tesouro, aí
estará também o teu coração.” (Mt 6,19-20a.21).
Então, como é que o Senhor revela sua
Providência em nossa vida? Todo Pai amoroso, atencioso e bondoso cuida de sua
prole com desvelo. Deus, nosso Pai, é amor infinito e nos ama perfeitamente, por
isso, nos dedica plena atenção e carinho; é Ele o nosso Supremo Bem e o Perfeito
realizador de nossa vida... Ocorre que raramente deixamos que Ele exerça sua
providência para conosco; isto se dá porque, no mais das vezes, deixamos que os
apegos, os medos, as inquietações e as preocupações exageradas ocupem nossos
pensamentos e nossas ações, arrefecendo nossa fé Nele; ou ainda, quando pomos
nossa confiança nos bens materiais, no poder temporal, no dinheiro, e com isto
nos tornamos egoístas, avarentos, corruptos, incrédulos, e por consequência, inimigos
de nós mesmos e do Senhor. “E disse,
então, Jesus ao povo: guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a
vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas
riquezas”. (Lc 12,15).
Ora, a providência divina nunca falha,
sobretudo com aqueles que buscam em primeiro lugar o Reino de Deus e sua
justiça; porque esses não põem os interesses pessoais acima da vontade de Deus,
mas procuram seguir a Cristo Jesus, pobre e obediente até a morte e morte de
cruz. Nessas almas a providência divina se revela pela obediência à lei do
trabalho: “ganharás o teu pão com o suor do teu rosto”, e ainda por uma vida de
renúncia, generosidade e busca de santidade. Como nos ensina o salmista: “Fui jovem e já sou velho, mas jamais vi o
justo abandonado, nem seus filhos a mendigar o pão. Todos os dias empresta
misericordiosamente, e abençoada é a sua posteridade”. (Sl 36,25-26).
Com efeito, o nosso seráfico pai São Francisco de Assis, por
sua vida de renúncia e por seu amor à pobreza, nos ensinou como viver da
Providência Divina:
“Quando os irmãos lhe perguntaram um dia
qual era a virtude que nos torna mais amigos de Cristo ele respondeu
abrindo-lhes, por assim dizer, o segredo do seu coração: “Sabei, irmãos, que a
pobreza espiritual é o caminho privilegiado para a Salvação (cf. Mt 5,5), visto
que é a seiva da humildade e a raiz da perfeição; os seus frutos são
incontáveis, embora escondidos. Ela é esse «tesouro escondido num campo», do
qual nos fala o Evangelho, pelo qual é necessário vender tudo o resto e cujo
valor deve impelir-nos a desprezar todas as outras coisas”. E ainda: “Filhos
meus, grandes coisas prometemos a Deus: mas muito maiores Deus nos prometeu.
Observemos o que prometemos; e esperemos com certeza as que nos foram
prometidas. Breve é o deleite do mundo, mas a pena que se lhe segue é perpétua.
Pequeno é o sofrimento desta vida, mas a glória da outra vida é infinita”.
(I Fioretti de S. Francisco).
Também Santa Teresa de Jesus, certa feita,
disse:
Nada te perturbe, nada
te espante,
Tudo passa, Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem, nada lhe falta:
Só Deus basta.
Eleva o pensamento, ao céu sobe,
Por nada te angusties, nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, com grande entrega,
E, venha o que vier, nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
Nada tem de estável, tudo passa.
Deseje às coisas celestes, que sempre duram;
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade Imensa;
Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis;
Sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta.
Só Deus basta...
Tudo passa, Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem, nada lhe falta:
Só Deus basta.
Eleva o pensamento, ao céu sobe,
Por nada te angusties, nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, com grande entrega,
E, venha o que vier, nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
Nada tem de estável, tudo passa.
Deseje às coisas celestes, que sempre duram;
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade Imensa;
Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis;
Sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta.
Só Deus basta...
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria, OFMConv.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
O QUE É O INFERNO? O INFERNO EXISTE?
O QUE
É O INFERNO? O INFERNO EXISTE?
Para responder a estas perguntas temos que
perguntar antes, o que é o pecado? Quais
as suas consequências para aqueles que se deixam dominar por ele? (cf. Jo 8,34;
Rm 6,23a). Em verdade, o pecado é a total rejeição ao amor de Deus, ele surge da
livre e soberana decisão do ser humano (cf. Tg 1,12-16). Por isso, o seu
resultado é a morte e a perdição eterna (cf. Ap 22,8). Mas, para entender isto,
façamos a seguinte meditação: Deus tudo criou como expressão de Seu amor. Por
isso, tudo nos revela esse seu infinito amor. Desse modo, só pode ser feliz
quem ama de verdade, porque o amor é o fundamento que gera a vida e a mantém.
Não podemos simplesmente conceituar o amor pondo-o numa redoma de palavras,
porque o amor não é um simples conceito ou apenas um sentimento, mais do que
isto, o amor é um atributo divino que nos leva à perfeição eterna. Ele é
profunda afeição do Espírito Santo em nossas almas, e santifica todo o nosso
ser. Em suma, o amor é a essência da vida e da salvação. Nenhum ser humano pode
dizer que ama seu semelhante ou as demais criaturas se não ama a Deus acima de
todas as coisas, porque Deus é amor e o único autor e Senhor de toda a criação.
Logo, não amar a Deus e não amar seus filhos e filhas e suas criaturas; resulta
no desligamento Dele, tendo como consequência a autodestruição, porque tudo o
que não permanece em Deus, se destrói por si mesmo.
Ora, jamais pensaria ou falaria no inferno
se ele não estivesse já presente aqui neste mundo. Pois, muitos o cultivam por
seus pecados, por isso, o experimentam por meio de todo tipo de malícia,
perversão, violência, dependência química, opressão, depressão e outras doenças
psicossomáticas que têm causado tantos danos e a morte de incontáveis pessoas. Com
efeito, assim nos alertou São Paulo: “Nota
bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se
tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais,
ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis,
inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres
e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade”
(2Tm 3,1-5a). E ainda: “São insensatos,
desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto
de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não
somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem”. (Rom 1,31-32).
De fato, analisando atentamente esse nosso
mundo, constatamos que existem dois tipos de infernos, o temporal e o escatológico;
um resulta no outro, e os dois se entrelaçam. O primeiro se revela pelo
sofrimento advindo dos pecados cometidos; o segundo é a extensão eterna do
primeiro. Pois o tempo está para eternidade; assim como o corpo está para a
alma. Ora, toda causa gera um efeito; se a causa é boa, o efeito também é; se a
causa é má, o efeito é igualmente mau. É claro, vivemos no tempo, mas se só
existisse o tempo, diríamos que tudo é temporal e se resume somente ao que
vivemos no tempo, e com o tempo tudo se acaba. Mas não é isto que experimentamos
em nossas almas, visto que elas são atemporais e imateriais. Pois, uma vez
ocorrida a morte natural, do corpo só resta o pó para o pó de onde veio; todavia,
o que é atemporal e imaterial não se torna pó; mas, porque eterna permanece o
que é, como nos ensina o Senhor em Sua Palavra (cf. Gn 1, 26-27; 3,19; Mt 10,28).
Assim podemos afirmar: o que vivemos no tempo, para a eternidade é que vivemos,
pois tudo o que pensamos, falamos e fazemos ficam gravados em nossas almas (cf.
Sb 1); e como um filme, no dia eterno, tudo passará diante de nós e de nosso
Criador no juízo pessoal e final (cf. Hb 9,27; Mt 25,31-46).
Com efeito, a evangelização não consiste na
pregação sobre o inferno ou sobre a condenação a ele; mas sim no anúncio da
salvação realizada por Jesus Cristo, o Filho de Deus (cf. Mt 28,19-20; Rm 8,1-4).
É como o Senhor mesmo disse: "Há mais alegria no céu por um só pecador que
se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de
arrependimento." (Lc 15,7). Todavia, não podemos nos esquivar desse
assunto doloroso, mas sim alertar os homens para que não caiam na terrível
condição eterna em que são precipitadas as almas condenadas (cf. Jo 3,16-21; Lc
16,19-31). Pois o inferno é uma realidade que infelizmente já se faz presente
neste mundo. E todos aqueles que o cultivam por suas maldades já o experimentam
interiormente aqui mesmo, porém, não sem a chance de se arrependerem. (cf. 1Cor
6,9-12; Mc 1,15;3,17).
Por fim, deixo este relato de São João, que
nos faz exultar de alegria, mas ao mesmo tempo nos faz tremer e temer por causa
dos acontecimentos que virão:
“Vi, então, um novo
céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o
mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a
nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do
trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens.
Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará
toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor,
porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse:
Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras
são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o
Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da
fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele
será meu filho.
Os tíbios, os infiéis, os depravados, os
homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão
como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”. (Ap
21,1-8).
“Eis
que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia
deste livro. Disse ele ainda: Não seles o texto profético deste livro, porque o
momento está próximo. O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique
impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis
que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um
conforme as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o
Começo e o Fim”. (Ap 22,7.10-13).
“Felizes
aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder
entrar na cidade pelas portas. Fora os cães, os envenenadores, os impudicos, os
homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!” (Ap
22,14-15).
“Eu,
Jesus, enviei o meu anjo para vos atestar estas coisas a respeito das igrejas.
Eu sou a raiz e o descendente de Davi, a estrela radiosa da manhã. Aquele que atesta
estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do
Senhor Jesus esteja com todos”. (Ap 22,16.20-21).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
COMO DESCREVER O PARAÍSO? EXISTE UM PARAÍSO?
COMO
DESCREVER O PARAÍSO? EXISTE UM PARAÍSO?
Caríssimos, compreender as coisas eternas
sempre foi um desejo humano, pois por mais perfeito e belo que seja esse nosso
habitat natural, ele é transitório como a vida que vivemos por pouco tempo,
porque tudo o que há com o tempo se esvai, para onde (?) só a fé em Deus nos
responde; isto porque, existe o pecado dos homens que a todo instante tenta estragar
esse lindo paraíso terrestre que habitamos. Por toda bondade que há nas coisas
que vemos, pelo amor com que amamos, pelo desejo de vida eterna que temos, pela
felicidade que cultivamos, e pela paz que tanto queremos, entendemos que, sem
dúvida alguma, há um lugar ou estado de perfeição onde todos esses valores
eternos permanecerão com os que nele habitam. Não precisamos de nenhum esforço
para entender que os dons de Deus, que estão em nossas almas, nos levam a
experimentar a felicidade e paz de Sua divina presença; basta vivermos em
estado de graça, isto é, na perfeita obediência aos seus mandamentos, para constatarmos
isto.
Com efeito, o paraíso que almejamos não é
aqui, mas começa aqui com a nossa existência, pois tudo em nós aponta para ele,
por isso, será grande a surpresa de nossa humanidade logo que daqui partirmos;
nós que estamos acostumados com o limite e a fragilidade de nossa condição,
participaremos do ilimitado divino em todos os sentidos. Como seria bom que esse
nosso mundo fosse sem maldade, sem injustiça, sem vícios, sem violência, sem
discórdias, sem ganância, sem guerras, doenças ou morte. Creio que este seja o
sonho de todo ser humano que vive em meio às contradições desta vida. Um mundo
onde a verdade e o amor estejam em todos e com todos sempre; onde a bondade, a
justiça e paz, não sejam apenas palavras, mas o que significam para a unidade
de toda a humanidade. É esse o verdadeiro paraíso que Deus sempre quis em seu
desígnio para todos nós.
Como escrevi acima, a fé que Deus pôs em
nossas almas, quando nos criou, é um dom especial com o qual podemos comungar
perfeitamente com Sua vontade que nos leva a experimentar o paraíso por nossa
adesão a esse seu desígnio de amor. De fato, “Deus nos colocou no mundo para conhecê-lo, servi-lo e amá-lo e, assim,
chegar ao paraíso. A bem-aventurança nos faz participar da natureza divina (cf.
l Pd 1,4) e da vida eterna. Com ela, o homem entra na glória de Cristo e no
gozo da vida trinitária”. (CIC 1721). “Este
mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo
supera toda compreensão e toda imaginação. A Escritura fala-nos dele em
imagens: vida, luz, paz, festim de casamento, vinho do Reino, casa do Pai,
Jerusalém celeste, Paraíso. "O que os olhos não viram, os ouvidos não
ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que
o amam" (1Cor 2,9). (CIC 1027).
Mas, como viver desde já as virtudes que
nos qualificam para a vida em Deus definitivamente? Jesus no santo evangelho
nos ensina: “Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt
5,8). Ora, essa “prometida
bem-aventurança nos coloca diante de escolhas morais decisivas. Convida-nos a
purificar nosso coração de seus maus instintos e a procurar o amor de Deus acima
de tudo. Ensina que a verdadeira felicidade não está nas riquezas ou no
bem-estar [aparente deste mundo], nem na glória humana ou no poder [temporal],
nem em qualquer obra humana, por mais útil que seja, como as ciências, a
técnica e as artes, nem em outra criatura qualquer, mas apenas em Deus, fonte
de todo bem e de todo amor”. (CIC 1723).
Infelizmente, não é isto que vemos no mundo
de hoje; pelo contrário, é como escreveu o Cardeal Newman: “A riqueza é o grande deus atual; a ela
prestam homenagem instintiva a multidão e toda a massa dos homens. Medem a
felicidade pelo tamanho da fortuna e, segundo a fortuna, medem também a
honradez... Tudo isto provém da convicção de que, tendo riqueza, tudo se
consegue. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais, da mesma forma que a fama...
A fama, o fato de alguém ser conhecido e fazer estardalhaço na sociedade (o que
poderíamos chamar de notoriedade da imprensa), chegou a ser considerada um bem
em si mesma, um sumo bem, um objeto, também ela, de verdadeira veneração”. “Mas, de que adianta ao homem ganhar o mundo
inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8,36).
Por fim, como descrever o verdadeiro
paraíso? São Paulo nos deixou um relato comovente sobre este, vejamos: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi
arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo,
também não sei; Deus o sabe. E sei que esse homem - se no corpo ou se fora do
corpo, não sei; Deus o sabe - foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras
inefáveis, que não é permitido a um homem repetir”. (2Cor 12,2-5). E
São João, assim o descreve: “Vi, então,
um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra
desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a
Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo
tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus
com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com
eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem
grito, nem dor, porque passou a primeira condição.
Então
o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse
ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede
eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo
isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”. (Ap 21,1-7).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
POR QUE EXISTE O MAL NO MUNDO? É POSSÍVEL O MUNDO SEM O MAL?
POR
QUE EXISTE O MAL NO MUNDO? É POSSÍVEL UM MUNDO SEM O MAL?
O “mistério da iniquidade” ou o mal que está
no mundo, ao que parece, quer torna-se uma espécie de obstáculo para um melhor entendimento
da fé, do amor, da verdade, da bondade e do justo relacionamento da humanidade
com Deus. Ora, mas isto se dá porque racionalmente não entendemos porque Deus, que
se nos revela em suas obras, tão magnânimo e perfeito, permite que o mal, como
que se sobressaia, à margem de sua vontade e perfeição. De fato, se procurarmos
por nós mesmos e em nós mesmos respostas para as indagações referentes ao mal,
nunca chegaremos ao entendimento desse intento sem acreditarmos que o Sumo Bem,
que é Deus, vence sempre todo e qualquer mal que há. Logo, precisamos nos
manter unidos ao Senhor, por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, que é Deus-conosco,
para vencermos o mal que está no mundo, e extirpá-lo totalmente pela raiz.
Certa feita, uma jovem me procurou e disse:
“Frei, eu não creio em Deus, e daí?”. Ao que respondi: querida irmã, seja
sempre uma pessoa pura de corpo e alma; nunca minta nem faça o mal a ninguém,
perdoe a todos que lhe ofenderem; seja humilde e nunca uma pessoa arrogante;
seja justa com todos e faça o bem a todos; não julgue e não condene ninguém.
Depois de ouvir-me, ela disse: “Ah! Frei, mas isso é muito difícil de praticar”.
Então, jovem, lhe respondi: é por isso que você não crê em Deus. Pois, crer em
Deus é amá-lo acima de todas as coisas, é obedecê-lo em tudo; é tratar bem a
todos, até mesmo os inimigos; é seguir os passos de Jesus Cristo todos os dias
aonde Ele nos conduzir; é ser fiel ao Senhor, pondo nele toda nossa confiança;
e orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.
Caríssimos, as Sagradas Escrituras nos dão
milhões de razões para permanecermos fiéis e inabaláveis na luta contra o mal.
Aliás, elas nos dão todas as razões necessárias para isto. Porque, na verdade,
estamos em meio a uma batalha espiritual tremenda, a mesma que Jesus travou
contra os seus algozes e nos ensinou como lutar para vencê-los, sem jamais nos
afastar do amor e da misericórdia do Senhor que nos mantêm seguros na vida por
sua presença e por suas graças inefáveis que tanto precisamos nessa luta. Vejamos:
Deus nos criou “à sua imagem e semelhança” para vivermos em comunhão com Ele, o
Sumo Bem de nossa vida (cf. Gen 2,4b-17). Assim, compreendemos que Deus nos
criou para o bem e somente para o bem; criou-nos por amor e somente para o
amor, e nunca para o ódio ou para o mal (cf. Mt 5,44-48). E mesmo os homens
pecando e se afastando dos desígnios do Senhor, Ele não nos deixou à mercê de
nossos pecados, mas enviou seu Filho amado, Jesus Cristo, para nos resgatar e
voltarmos ao seu projeto original, um mundo sem pecado onde a verdade, o amor,
a bondade, a paz e a felicidade permanecerão para sempre; e que o mal que hora
ocorre à margem de sua vontade, não exista mais nem mesmo na lembrança dos
redimidos. “É como está escrito: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos
ouviram, nem o coração humano imaginou” (Is 64,4), tais são os bens que Deus
tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9).
Por isso, nunca dê atenção ao pecado de
ninguém, mas permaneça na comunhão com o Senhor pela obediência aos seus
mandamentos, pela vida de oração, principalmente pela comunhão eucarística,
para termos uma vida sem pecados, ou seja, repleta das virtudes eternas. Assim
Ele se faz sempre presente aonde quer que estejamos e com quem quer que
estejamos; pois deligar-se de Deus, pela desobediência aos seus mandamentos, é
dar chance ao mal para que este nos destrua, e isso não nos convém. Com efeito,
escreveu São Paulo: “Acaso não sabeis
que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os
impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os
devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores,
nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus. Ao menos alguns de vós têm
sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes
justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus. Tudo
me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me
deixarei dominar por coisa alguma”. (1Cor 6,9-12).
Portanto, posso afirmar sem medo de errar,
tudo o que Deus criou é bom, belo e perfeito. Não viver o que somos é se pôr à
margem da vontade divina, é desligar-se do Senhor por uma vida de pecados e desiquilíbrios,
pois quando pecamos somos vítimas de nossos próprios erros e desenganos, porque
pecar é não amar a Deus e muito menos nossos semelhantes nem as outras suas criaturas.
Enfim, agora podemos responder por que o mal existe no mundo; porque, mesmo
sendo uma obra prima de Deus, Lúcifer (o anjo decaído) decidiu ser mal, isto é,
desligar-se de Deus, e levar consigo milhões de seres angelicais e humanos que
a ele se aliarem pela prática nefasta dos mesmos erros que cometeu,
afastando-se totalmente de Deus.
Ora, mas como o mal é mal, por si mesmo se
destrói. Quanto a essa terra que o encerra (cf. Apo 12,7-9), na verdade, está
destinada ao fogo eterno que renovará todas as coisas. É como está escrito:
“Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele
dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será
consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas
coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida
e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em
que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos
abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova
terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas
coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz”. (2Ped 3,10-14).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
CONHEÇA A FUNDAÇÃO TERRA, LUGAR ONDE DEUS REALIZA
CONHEÇA A FUNDAÇÃO TERRA, LUGAR ONDE DEUS MULTIPLICA SUAS GRAÇAS A TODO INSTANTE...
SE NÃO ACREDITAS EM MILAGRES, VEJA COMO A FÉ OS REALIZA E COM TÃO POUCO...
SE NÃO ACREDITAS EM MILAGRES, VEJA COMO A FÉ OS REALIZA E COM TÃO POUCO...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
BUSCAR-ME-EIS, E ME ACHAREIS, QUANDO ME BUSCARDES DE TODO CORAÇÃO... (Jr 29,13)
BUSCAR-ME-EIS, E ME ACHAREIS,
QUANDO ME BUSCARDES DE TODO CORAÇÃO... (Jr 29,13)
Pensando bem, estamos sempre em busca de algo que nos faça viver o que nos convém ou o
que nos propomos na existência. Todavia, nem sempre encontramos esse algo,
objeto do nosso desejo, porque no mais das vezes, nem sequer perguntamos a Deus
se esse algo procurado faz parte dos seus planos para a nossa salvação. E
quando descobrimos isso, a tendência é de nos frustrarmos ou até nos revoltarmos,
porque as coisas não aconteceram como desejávamos ou ainda como tínhamos
planejado. Não podemos esquecer que estamos a caminho da eternidade e que essa
eternidade já se faz presente aqui; e é aqui que a começamos viver, pois é em
Deus que nós “vivemos, nos movemos e somos” (cf. At 17,28); ou sem Ele. (cf. Mt
7,21-23).
Quem poderá dizer:
por que eu nasci? “Por que não morri no seio materno, por que não pereci saindo
das entranhas de minha mãe?” (Jó 3,11). Talvez todos nós tenhamos essas
indagações, mas não temos resposta convincente e definitiva para elas fora da
vontade de Deus. Aqui não se trata de pessimismo ou egoísmo, trata-se apenas de
que, por não sermos autossuficientes, mas sim, dependentes, nos tornamos
frágeis e insuficientes por nós mesmos. E por causa dessa nossa contingência, nos
tornamos seres inseguros, imaturos, inclinados às concupiscências e ao mal que
está no mundo. Com efeito, diz o Senhor no Livro de Sabedoria: “Não procureis a
morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus
não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele
criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a
salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque
a justiça é imortal”. (Sab 1,12-15).
Então, o que fazer
diante tal constatação? Creio que só há uma resposta que nos ajuda a compreender
melhor a vida, fazer aquilo o que Deus nos ensina: ”Já te foi dito, ó homem, o
que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a
bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”. (Miq 6,8). Pois não
somos frutos do acaso, visto que o acaso não responde ao nosso desejo de vida
permanente. Assim, entendemos que, o fato de existirmos aponta para um devir
que não tem fim, isto é, a vida não se resume ao limite no qual estamos, mas,
ao contrário, para além do que somos, existe toda uma eternidade que nos
envolve. Ela é esse mistério divino, que nos responde a tudo pelo sofrimento,
morte e ressurreição de Jesus Cristo, e nos faz compreender que por sermos “imagem
e semelhança” de Deus, também somos eternos como Deus é. Desse modo, todos os
mistérios que se nos apresenta à nossa experiência, nos são revelados pela fé
no Filho de Deus, que nos amou e se entregou por nós, para que tivéssemos a salvação,
a vida eterna Nele com Ele e para Ele.
Qualquer
experiência de fé fora da cruz de Jesus, não conduz a ressurreição, porque para
os filhos de Deus, a cruz de Cristo é o caminho perfeito da liberdade e da felicidade
dos justos, ou seja, daqueles que foram justificados pelo sangue do “Cordeiro
de Deus imolado que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). O próprio Senhor nos deu
esse ensinamento: “Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em
verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim
foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se
alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará
pastagem. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que
as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. (Jo 10,7-10).
Com efeito, São
Paulo nos ensina que a fé que nasce da cruz do Senhor nos foi dada pelo
Sacramento do Batismo, eis o que ele diz: “Ou ignorais que todos os que fomos
batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois,
sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu
dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos
feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos
igualmente por uma comum ressurreição”. (Rom 6,3-5).
Desse modo,
entendemos que se unir a Cristo Jesus pelo batismo nesta vida é encontrar-se
com o próprio Deus e permanecer Nele, pois assim nos ensinou o Senhor: “Se me
conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis,
pois o tendes visto. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos
basta. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste,
Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o
Pai... Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que
vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza
as suas próprias obras. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao
menos por causa destas obras”. (Jo 14,7-11). “Eu e o Pai somos um”. (Jo 10,30).
Portanto, escutemos
o profeta Isaías: ”Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o,
já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus
projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa
generosamente. Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir
não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é
superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos. Tal
como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra,
sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o
pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter
produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão”.
(Is 55,6-11).
Por fim, meditemos o que diz o primeiro mandamento da Lei de Deus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de
todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”. (Dt 6,5). E
como é amar a Deus assim? São João nos responde a essa pergunta com perfeita
maestria: “Nisto
conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus
mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus
mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E
esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (1Jo 5,2-4). Logo, “buscar a
Deus de todo coração” é unir-se a Cristo Eucarístico e permanecer fiel a Ele
até o fim, pois o Senhor assim nos exortou: ”Quem come a minha carne e bebe o
meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha
carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem
come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o
Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a
minha carne viverá por mim”. (Jo 6,54-57). Ficai, atentos, pois: “Aquele perseverar
até o fim, será salvo”. (Mt 10,22b).
Paz e Bem!
Frei Fernando
Maria,OFMConv.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A ESCADA DOS MONGES...
A "ESCADA DOS MONGES"...
A Lectio Divina é uma “caminhada” de quatro
passos básicos:
1) LECTIO – leitura
2) MEDITATIO – meditação
3) ORATIO – oração
4) CONTEMPLATIO – contemplação
Esses quatros passos da Lectio Divina que
hoje conhecemos foram assim definidos por volta do ano 1150 pelo monge cartuxo
Guido em um pequeno livro chamado A escada dos monges. Neste livro o monge
Guido expunha a sua teoria dessa forma: “Certo dia durante o trabalho manual,
ao refletir sobre a atividade do espírito humano, de repente vi em minha mente
a escada dos quatro degraus espirituais: a leitura, a meditação, a oração e a
contemplação. Essa é a escada pelo qual os monges sobem da terra ao céu. Está
certo, a escada ter poucos degraus, mas é de uma altura tão imensa e tão incrível
que enquanto seu extremo inferior se apoia na terra, a parte superior penetra
nas nuvens e investiga os segredos do céu. (...).
A leitura é o estudo assíduo das
Escrituras, feito com espírito atento. A meditação é uma atividade diligente da
mente que, com ajuda da razão busca o conhecimento da verdade oculta. A oração
é o impulso fervoroso do coração à Deus, pedindo que afaste os males e conceda
coisas boas. A contemplação é uma elevação da mente sobre si mesma que, apoiada
em Deus, saboreia as alegrias da doçura eterna.”.
1) LEITURA “O que eu leio...”
Deve ser uma leitura pausada, atenta, como
que “degustando” a Palavra. “Como é doce ao paladar vossa palavra, mais doce do
que o mel na minha boca!”. “Saboreai e vede como o Senhor é bom” (SL 118, 103).
É importante abrir o coração e suplicar o
auxílio do Espírito Santo para não cairmos numa racionalização. Cuidado para
não manipular a Palavra de Deus, ou pensar numa 3ª pessoa! Não, isto é o que
Deus fala pra MIM neste MOMENTO da MINHA HISTÓRIA PESSOAL! Toda a Escritura nos
revela Deus, mas sobretudo olhamos para os Evangelhos, pois através dele
podemos conhecer os SENTIMENTOS DO FILHO, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nesta hora da leitura eu não vou conduzir
nada, vou deixar-me guiar pelo Espírito Santo, ficar atendo para onde (qual
trecho) Ele vai fixar o meu coração. Pode ser num determinado versículo, numa
determinada frase ou até mesmo numa simples palavra. Numa atitude de FILIAL
ABANDONO deixar o coração totalmente vulnerável (vulnera em latim= chaga),
deixar-se chagar por Deus como Nosso Senhor na Cruz. Ali, onde meu coração se
sentiu fixado devo parar, aprofundar, insistir... “Tua palavra é lâmpada para
os meus passos.” Pronto! Abriu-se a porta e eu devo entrar, é isto que Deus
quer me falar hoje. De repente, sem dar conta, já estou no 2º passo que é a...
2) MEDITAÇÃO “O que me diz...”
Na meditação eu devo percorrer este caminho
que o Senhor me mostrou na leitura, como um peregrino que busca a Deus e não a
sua própria vontade. “Sai da tua terra e vai aonde eu te mostrar”!
Podemos usar a imaginação, entrar naquela
cena do Evangelho, colocar-nos no lugar do pecador, da prostituta, dos fariseus
e hipócritas, do filho pródigo, e porque não, do filho mais velho, que não
compreendeu a misericórdia do Pai. Tudo vai depender do caminho que o Senhor
tem para nós naquele dia, naquele momento e que estamos vivendo; da fraqueza
que precisamos aceitar, do pecado que precisamos nos arrepender, do apego que
precisamos renunciar, do irmão que precisamos aceitar ou perdoar; da cura e do
amor que nossa alma está sedenta, etc... Podemos imaginar as aves do Céu (Mt 6,
26), os lírios (v.28) do campo, o trigo, o Templo; podemos visualizar a
expressão de Nosso Senhor, suas lágrimas (Jo 11, 35, Lc 19, 41b), sua compaixão
(Lc 7, 13 e 15, 20), sua fome (Lc 4, 2), seu olhar (Mc 10, 21, Lc 22, 61), sua
voz, seu silêncio (Mt 26, 63). Podemos transportar-nos para a barca na
tempestade, para o Monte Tabor ou para o Calvário, podemos ser o Cireneu, Maria
Madalena, João ou um dos soldados, enfim, podemos com o uso da razão e
imaginação deixar a Palavra de Deus visível diante do olhar do nosso coração.
Na meditação, vamos colocar nossa mente,
nossa imaginação, nossa razão a serviço do Senhor, sob o império da sua graça,
do seu senhorio.
Importante lembrar de novo que Ele é quem
toma as rédeas do nosso coração, na Lectio Divina, nós vamos apenas obedecendo,
atraídos, arrastados (cf. Ct 1, 4), aí eu vou compreendendo o que Ele, o Amado,
tem para mim, e o meu coração deseja então expandir-se num diálogo amoroso,
falar com o Senhor e também ouvi-lo. Então, sem perceber eu já estou no 3º
passo...
3 e 4) A ORAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO “O que eu
digo e... o que mais...!
Na liberdade de filhos e herdeiros do Reino
abrimo-nos para este diálogo com Deus Trino. Expomos para Ele nossos medos,
nossas angústias, nossas revoltas, nossas dores, nossas carências, nossas
limitações e dificuldades. Expomos também a sede de nossa alma (minh’alma
suspira Sl 41, 23; Sl 62, 2) nosso desejo de conhecê-lo, de obedecê-lo, de
imitá-lo, de servi-lo, de segui-lo.
Na oração esperamos do Senhor as respostas
das quais necessitamos, esperamos que Ele direcione o nosso coração para o bem,
para a justiça, para a santidade. Com o tempo, a nossa oração não permanece
somente um DIÁLOGO, mas sobretudo um ENCONTRO de duas pessoas que se amam: DEUS
e a ALMA, e isto é a contemplação, quando o mais íntimo de nós se encontra no
mais íntimo de Deus, “minha vida está escondida em Cristo”. A oração e a
contemplação vão nos transformando em outros CRISTOS, imprimindo em nós a sua
mansidão, a sua imolação, a sua sede de salvar a humanidade, a sua verdade, a
sua paz... “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
Aprendemos a “ouvir” não só a voz do
Senhor, mas também o Seu Silêncio, “sofre as demoras de Deus”. Nada mais
difícil do que suportar a “nudez” da Palavra, quando parece que Ela nada nos
diz e o nosso coração continua árido com uma terra seca. Consola-nos refletir
que ninguém colhe no dia seguinte após ter semeado. A Lectio vai produzindo
seus frutos em nós com o correr do tempo, e isso exige uma atitude assídua e
comprometida de perseverança na leitura. A experiência nos fará transpor os
sentimentos (gozo, consolação, secura) e encontrar o próprio Deus.
A contemplação seria esse “O QUE MAIS” do
encontro entre a alma e Deus. Neste encontro o nosso coração é abrasado (nem
sempre sensivelmente), frutificando na necessidade de uma autêntica conversão.
É como um despertar para a graça. Os frutos da oração e da contemplação devem ser
ENCARNADOS, ou seja, visíveis em nossa vida cotidiana, no nosso trato com os
irmãos, os pobres, na nossa postura (interior e exterior) reverente ao próprio
Deus, aos seus ministros e aos seus mistérios.
Paz e Bem!
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
O QUE É A FÉ?
O QUE É A FÉ?
De imediato, a fé é
um dom de Deus inato, pois já nascemos com ela, isto porque, naturalmente
acreditamos na vida que temos, e naquilo que perfaz o nosso ser e estar no
mundo. Todavia, a fé é também um dom sobrenatural, carismático, recebido do
Espírito Santo quando fomos batizados; nesse sentido, pela vivência da fé, podemos
alcançar o impossível, pois assim nos ensinou o Senhor: “Tudo é possível ao que
crê” (Mc 9,2). Ora, acreditar em Jesus é assemelhar-se a ele na convivência com
o Pai, é fazer em tudo sua vontade (cf. 1Jo 2,6); pois a fé incondicional
significa obediência total, mesmo que essa obediência resulte em morte de cruz.
Logo, acreditar no Senhor é unir-se perfeitamente a ele pela ação do Espírito
Santo na Eucaristia, ou seja, é comungar seu Corpo e Sangue, sua Alma e
Divindade, e obter como resultado a santidade que o Senhor mesmo nos comunica.
Por isso, só crê verdadeiramente quem ama incondicionalmente, porque a fé
verdadeira é fruto do amor a Deus acima de todas as coisas e do amor ao próximo
como a si mesmo.
São Tiago nos
ensina que, “a fé sem obras é morta”, neste caso, ele se refere às obras do
amor, e elas começam com o perdão dado e recebido por um coração misericordioso
que tem no perdão o maior dom de cura, visto que, um coração reconciliado vive
em permanente comunhão com o Senhor e é conduzido por ele. Quaisquer outras
obras são frutos da missão que recebemos de Deus para que se cumpra sua
Palavra: “Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não
provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para
que ninguém se glorie. Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas
ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos”. (Ef
6,8-10).
Existe na Igreja um
cântico do creio onde cantamos: “Creio Senhor, mas aumentai minha a fé”...
Certa feita, “Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o
Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira:
Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá”. (Lc 17,5-6). Ou seja,
o Senhor está nos indicando que a fé é dom gratuito, com o poder divino de
suspender até as próprias leis da natureza para que se cumpra a vontade de Deus
em vista da salvação das almas. Por isso, quando digo: creio, estou frente a
frente com Deus em minha vida e tudo o que a compõe; desse modo, a fé é fruto
do relacionamento filial e uma firme disposição a serviço do Reino de Deus e de
sua justiça. Ela é submissão amorosa, dependência total que libera o poder de
Deus em favor de seus filhos e filhas.
Portanto, a fé como
dom de Deus não é apenas uma profissão, mais do que isto, ela é um modo de ser
que faz acontecer a vontade de Deus em todos os sentidos da vida; é isso o que
vemos na vida de Jesus, “autor e consumador de nossa fé” (Heb 12,2). Crer é
viver segundo a vontade de Deus e assim ser vontade de Deus para toda criação a
começar pela realidade na qual nos encontramos. “Na realidade, pela fé eu morri
para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo,
mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne,
eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gal
2,19-20). Essa é a fé que nos foi comunicada pelo Espírito Santo para a nossa
salvação e de toda a humanidade; sem a cruz de Cristo não há fé verdadeira.
Destarte, uma fé
baseada na prosperidade material é falsa, porque não é dom de Deus, mas uma
artimanha do inimigo de nossas almas que quer que acreditemos no ter mais e não
no ser um só com Cristo, que nos diz: “Se alguém quer seguir-Me, renuncie a si
mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai
perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de Mim, vai encontrá-la. Com
efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua vida? O que
pode um homem dar em troca da sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória
de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a
própria conduta”. (Mt 16,24-27). “[Porque] sem fé é impossível agradar a Deus,
pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e
que recompensa os que o procuram”. (Heb 11,6).
Paz e Bem!
Frei Fernando
Maria,OFMConv.
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