VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 28 de agosto de 2021

MULTIPLICANDO OS TALENTOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 25,14-30)(28/08/21)


Caríssimos, os talentos da parábola contada pelo Senhor Jesus no Evangelho de hoje, são as virtudes que nos foram concedidas por Ele, para por meio delas, realizarmos a Sua Santa Vontade; e como ouvimos no relato, será sempre de acordo com as capacidades, condições e disposições de cada um, sendo a nossa existência o espaço fértil onde multiplicamos seus talentos, isto é, as virtudes que Dele recebemos.


Mas, o que significa isso para nós e para todos? Significa que o Senhor nos conhece muito bem, e por isso, dispôs os seus bens à nosso favor para o servirmos humildemente por amor. Desse modo, ninguém se sinta injustiçado ou menos digno dos dons que recebeu de Deus, pois, as graças nos são dadas para serem multiplicadas na proporção que pudermos, porém, sempre em vista do bem de todos.


De fato, multiplicar os talentos significa também sair de si mesmo, para viver a aventura da fé, ou seja, da confiança inabalável de que o Senhor está sempre conosco nos incentivando e nos dotando de todas as graças a fim de cumprirmos a nossa missão, contanto que não nos fechemos em nós mesmos, enterrando os talentos que Dele recebemos, como o fez o servo mal e preguiçoso da parábola.


De certo, quem faz o bem que vem de Deus generosamente, isto é, sem interesses ou visando o poder, os elogios e as glórias humans, se sente bem, porque o bem que faz por amor a Cristo, já é a própria recompensa aqui e eternamente no Reino dos céus. Por isso, o Senhor Jesus nos ensina que para multiplicar seus talentos se faz necessário a disposição para servi-lo como os dois primeiros servos; e nunca nos deixar enganar pelos maus pensamentos como o fez o servo "malvado e preguiçoso."


Portanto, caríssimos, são estas as condições necessárias para se multiplicar bem os talentos: O desapego dos bens materiais: "As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça." Não impor as próprias condições ante o chamado: "Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus." E por fim a não dependência dos laços afetivos: "Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus." (Lc 9,58-60).


Destarte, multipliquemos humildemente com devoção e amor as graças e bênçãos, isto é, os talentos que de Deus recebemos.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

O TEMPO ESTÁ SE APROXIMANDO, PRECISAMOS DAR UMA RESPOSTA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 25,1-13)(27/08/21)


Caríssimos, a liturgia de hoje, como sempre, é cheia de significados que nos indicam como estamos nos preparando para o encontro definitivo com o esposo, isto é, nosso Senhor Jesus Cristo. O primeiro deles é o de que estamos a caminho, pois, somos peregrinos sem volta, indo ao encontro d'Aquele que nos julgará dignos ou não de entrarmos com Ele na festa de suas bodas, no Reino dos céus.


O segundo significado é este: a lâmpada que ilumina a nossa estrada é a lâmpada das nossas almas alimentadas com o azeite das virtudes eternas recebidas no batismo, dentre elas, a fé, a esperança e a caridade; acompanhadas da bondade, justiça, verdade, perseverança na oração, na prática das obras de misericórdia, na humildade e mansidão. 


Na primeira leitura são Paulo nos indica ainda o azeito da pureza de nossos corpos com o qual precisamos encher a lâmpada das nossas almas, diz ele: "Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza. Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo." (cf. 1Ts 4,1-8).


Com efeito, escutar o Senhor Jesus contando-nos essa parábola e po-la em prática, é nos deixar conduzir pela sabedoria do Espírito Santo e nos tornar como aquelas virgens sábias que ao romper da aurora de imediato entraram com o esposo na festa das suas bodas.


Quanto às virgens imprudentes, são aquelas almas que também receberam todas as virtudes, mas por falta do cultivo das mesmas deixaram esvasiar suas lâmpadas e como sempre, tentaram em vão se aproveitar das virtudes alheias, perdendo, com isso, todas as oportunidades que lhes foram dadas.


Portanto, caríssimos, que esse ensinamento do Senhor Jesus nos leve a corrigir o que em nosso modo de ser e estar no mundo ainda não é em conformidade com a sua santa vontade, pois, o tempo está se esgotando, e o noivo está se aproximando, está às portas, e precisamos dar-lhe uma resposta como a deram as virgens sábias desta parábola.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 21 de agosto de 2021

FÉ, COERÊNCIA, AUTENTICIDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 23,1-12)(21/08/21)


Caríssimos, a vivência da fé requer de nós a renúncia de toda espécie de incoerência e contradição, para não incorrermos no falso testemunho, no viver de aparências, pois tudo o que não é autêntico não se sustenta, porque traz embutido em si o veneno da hipocrisia. Por isso, não basta dizer Senhor, Senhor, mas é preciso pôr em prática a Sua Santa Vontade, para que sejamos verdadeiramente transparentes no testemunho da nossa fé.


Com efeito, trazendo essa exortação para esse nosso mundo tecnológico, cuja facilidade de comunicação é tremenda, vemos que muitos são os que se deixam seduzir por seus enganos, e ávidos pela fama repentina e a perversa doutrina da aparência, deixam de seguir o Senhor Jesus, para se perderem no labirinto escuro da incoerência e do falso testemunho, e com isso, dão mais tempo aos meios de comunicação do que a vida de oração no encontro com Deus.


No Evangelho de hoje vimos que esse mesmo pecado era largamente cometido, porém, de um modo diferente pela ausência das tecnologias atuais, todavia, usando os mesmos modos operantes, como ouvimos do Senhor: "Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre."


E destes Ele nos alerta: “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam." Ou seja, entre o dizer e o ser existe um abismo intransponível para os que vivem de aparências e consequentemente na incoerência; porque, de fato, somente os que fazem a vontade de Deus entrarão no Reino dos céus (cf. Mt 7,21-23).


Portanto, caríssimos, as virtudes com as quais combatemos o bom combate da fé, são: obediência, fidelidade, humildade, mansidão, verdade e amor, por meio das quais realizamos os desígnios de Deus, nosso Pai. Peçamos ao Senhor Jesus para que haja coerência entre as nossas palavras e ações, para assim realizarmos a Sua Santa Vontade que é a porta de entrada no Reino dos céus.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

AS NÚPCIAS DO CORDEIRO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 22,1-14)(19/08/21)


Caríssimos, na vivência da fé não podemos ser ingênuos prometendo o que dificilmente podemos cumprir, melhor mesmo é entregar tudo nas mãos de Deus para que se realize somente a Sua Santa Vontade, bem como nos ensinou Maria Santíssima: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra." (Lc 1,38). E ainda: "Fazei tudo o que ele vos disser." (Jo 2,5). Ora, a isso chamamos de obediência perfeita, porque é repleta da confiança inabalável em Deus que nunca falha. 


Na primeira leitura de hoje Jefté fez uma promessa de oferecer em holocausto ao Senhor a primeira pessoa que aparecesse na porta de sua casa caso vencesse a guerra que travava contra os seus inimigos. E de fato venceu, mas a um preço muito alto, o holocausto da única filha, uma prática que era proibida em Israel, no entanto Jefté não obedeceu. Ora, a prática da fé verdadeira, é isenta dos interesses e satisfações pessoais, porque visa sempre a salvação de todos.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta uma parábola ensinando a que se assemelha o Reino de Deus: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir." E depois de vários convites rejeitados, convidou a outros que não faziam parte dos primeiros, porém, dentre esses havia um sem a veste nupcial de modo que foi lançado fora, como aqueles que não aceitaram o convite.


Com efeito, aqui há se de perguntar, como entender essa parábola? Notemos que o Senhor Jesus a conta primeiro aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, que são os principais convidados, pois detinham a cadeira de Moisés cuja função era conduzir a prática religiosa do povo de Deus. Quanto ao noivo é próprio Senhor Jesus em pessoa que os convida, por isso, era preciso reconhecê-lo e aceitar o seu convite para entrar na festa de suas bodas, isto é, a vida eterna.


Quanto ao homem sem as vestes nupciais, representa aqueles que dizem repetidas vezes: Senhor, Senhor, mas não põem em prática a Sua Santa Palavra, isto é, não obedecem a vontade do Pai. Ora, as vestes são estas que são Paulo nos indica: "Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade." (Ef 4,22-24).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

OS CRITÉRIOS PARA A SALVAÇÃO SÃO DIVINOS, NÃO SÃO HUMANOS...

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 20,1-16a)(18/08/21)


Caríssimos, os critérios humanos sem a graça de Deus tende a querer limitar tudo inclusive as virtudes eternas, dentre elas o amor e a bondade, presentes nas almas obedientes que o seguem fielmente rumo à vida eterna. Por isso, querer limitar o agir de Deus, impodo-lhe os próprios critérios, é não obedece-lo, é não ama-lo, é não segui-lo.


No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina que não podemos limitar o que não tem limite, ou seja, querer limitar a liberdade divina, é querer submete-lo aos nossos limites, à nossa própria vontade. Ora, Deus é Deus, amor infinito, e não depende de nenhum de nós; ao contrário, nós é que dependemos Dele cem por cento.


Com efeito, a parábola dos vinhateiros contratados para trabalhar na vinha, contada pelo Senhor Jesus, se faz presente hoje no seio da Sua Igreja, mostrando a luta fratricida entre os servos que se intitulam conservadores e os que se intitulam progressistas, os quais desde o Concílio Vaticano II, travam uma luta ferrenha como se a vinha do Senhor fosse deles. E o resultado nefasto são as acusações de ambos os lados, por isso, não teem paz, porque vivem em pecado grave. 


Na parábola o patrão disse a um daqueles que murmuravam contra ele: "Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?"


Portanto, caríssimos, escutemos o que diz o Senhor Jesus nas últimas palavras dessa parábola: "Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. Ou seja, os critérios para a salvação humana não são humanos, são divinos, e felizes são aqueles que o seguem fielmente, porque quem pensa fazer a vontade de Deus emitindo juízos que divide o seu povo, engana-se totalmente, pois, onde não há obediência e humildade, também não há salvação alguma.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

É MUITO TRISTE SE AFASTAR DE JESUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,23-30)(17/08/21)


Caríssimos, no Evangelho de hoje depois de ver o jovem rico se afastar dele tristemente, o Senhor Jesus disse: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. 


De fato, essa Palavra do Senhor Jesus, pode ser motivo de espanto para todos aqueles que veem os bens transitórios como um fim em si mesmo, quando na verdade não passam de cinzas ao vento, bem como nos ensinou São Pedro: "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém." (2Pd 3,10)


Com efeito, eis o motivo de tal dificuldade dos ricos entrarem no Reino dos céus, trata-se da Autossuficiência, que consiste em pôr a confiança nos bens materiais, como se eles fossem eternos; quando na verdade só servem para mergulha-lhos no abismo do egoísmo onde não existe espaço para a partilha solidária e o amor fraterno.


Mas, por que tantos buscam enriquecer a todo custo, inclusive pela via larga da corrupção? Exatamente porque se deixam enganar pela aparente ostentação que a ilusão da riqueza lhes oferece, ou seja, poder, fama, prazer, luxo e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Todavia, como nos ensinou o Senhor Jesus: "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua vida?" (Mc 8,36)


Portanto, caríssimos, quem espera em Deus, já possui o que Ele promete, por isso, é livre para se entregar a Ele totalmente, porque nada põe em sua alma além da Sua Santa Vontade, e a disposição de servi-lo prontamente sem apegos à coisas ou pessoas, porém, cheios de entusiasmo e das virtudes que os faz perseverar até o fim na luta contra o pecado e no testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

CUIDADO COM A ILUSÃO DA RIQUEZA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 19,16-22)(16/08/21)


Caríssimos, a vida sem ídolos é também sem impecilhos, sem impedimentos e sem enganos, porque é a vida vivida em Deus e para Deus, a exemplo de Maria Santíssima e de todos os santos e santas que seguiram nosso Senhor Jesus Cristo, o seu Filho amado, que veio a este mundo para nos libertar do pecado e nos dar a vida eterna.


No Evangelho de hoje um jovem encontrou Jesus e lhe fez uma pergunta fundamental que todos nós precisamos responder com a própria vida: "Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Antes de escutar a resposta de Jesus, analisemos essa pergunda: primeiro ele reconhece que Jesus é o Mestre; depois, tem consciência de que precisa fazer algo de bom, pois, acredita na vida eterna, mas não a tem ainda.


Jesus então respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. A partir dessa resposta o jovem começa agir como um insensato, pois, conhece os mandamentos, mas finge não conhecer, uma vez que pergunta ao Senhor: "Quais mandamentos?" Jesus então lhe dá uma aula de catequese: "Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”.


"O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico."


Comentando esse Evangelho disse o Papa Francisco: "O jovem não se deixou conquistar pelo olhar de amor de Jesus, e deste modo não conseguiu mudar. Somente acolhendo o amor do Senhor com gratidão humilde poderemos libertar-nos da sedução dos ídolos e da cegueira das nossas ilusões.


O dinheiro, o prazer e o sucesso deslumbram, mas depois decepcionam: prometem a vida, mas causam a morte. O Senhor pede-nos que nos desapeguemos destas falsas riquezas para entrar na vida verdadeira, na vida plena, autêntica, luminosa. Que a Virgem Maria nos ajude a abrir o coração ao amor de Jesus, ao olhar de Jesus, o Único que pode saciar a nossa sede de felicidade." (Papa Francisco, Angelus, 11/10/15).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 15 de agosto de 2021

SOL. DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA...


 Solenidade da Assunção de Nossa Senhora (Lc 1,39-56)(15/08/21)


Caríssimos, hoje a Santa Igreja celebra solenemente a Assunção de Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Com efeito, celebrar esta Solenidade é celebrar a firme esperança de que assim como o céu acolheu a Assunção de Maria Santíssima, a Arca da Nova Aliança, também se prepara para acolher os que foram redimidos por seu amadíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.


Mas, como entender esse Grande Mistério do amor de Deus pela humanidade? Ora, biblicamente ele não é uma novidade, pois, já aconteceu com Enoque que por ter agradado a Deus, foi arrebatado ao céu (cf. Gn 5,22-24); de igual modo, o Profeta Elias foi elevado ao céu numa carruagem de fogo (cf. 2Rs 2,2-11). 


Assim sendo, a Assunção de Nossa Senhora, é também um acontecimento bíblico, descrito por são Pedro, nos Atos dos Apóstolos, ao falar da Ressurreição de Jesus: "É, portanto, a ressurreição de Cristo que Davi previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção." (At 2,36). Obviamente, a carne de Jesus, é Maria elevada por Ele ao céu em corpo e alma.


De certo, viver esse mistério e o celebrar solenemente é experimenta-lo na nossa miserável condição pela fé, pois, esse é o nosso maior desejo, ou seja, sermos elevados à glória de Deus totalmente redimidos de toda pecaminosidade e em pleno estado de santidade; pois, sabemos que Maria Santíssima, foi polpada do pecado original em vista da encarnação de se Divino Filho, que veio a este mundo para a nossa salvação.


Portanto, caríssimos, glorifiquemos o Senhor Jesus por nos ter dado a graça de sermos com Ele filhos e filhas de sua Mãe Santíssima e gozarmos de sua proteção em vista dos méritos alcançados por ela, como cantou no Magnificat: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam."


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 14 de agosto de 2021

DEIXAI VIR A MIM AS CRIANÇAS PORQUE DELAS É O REINO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,13-15)(14/08/21)


Caríssimos, a inocência é uma virtude própria das almas consagradas a Deus, elas são como crianças cuja pureza atrai a atenção e as bênçãos do Senhor Jesus, como vimos no Evangelho de hoje. Ora, enquanto os discípulos as repreendiam, como se elas fossem importunar o Senhor, ao contrário disso, Ele as acolheu com um profundo afeto, impondo-lhes aos mãos e as abençoou, dizendo: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.


Com efeito, as atitudes e palavras do Senhor Jesus nos leva a compreender que viver na sua presença e em comunhão com Ele, é ser como uma criança, isto é, inocente, sem maldade alguma, ou seja, é viver candidamente como seus discípulos, livres dos maus juízos, dos pensamentos vãos, desordenados e estranhos; em suma, é nos deixar conduzir pelo Seu Santo Espírito.


De certo, todas as coisas que vemos teem sua origem em Deus, por isso, são sempre boas e fazem o bem a todos; porém, em se tratando dos afetos e dos relacionamentos humanos quando não advindos da comunhão com Deus; eles se tornam pedras de tropeço que só causam mal estar em quem os reproduzem. Por isso, vivemos em meio à tantas discórdias, brigas e desentendimentos, exatamente por não vivermos a inocência recebida do Senhor quando nos criou à sua imagem e semelhança.


De fato, à medida que reconhecemos as obras de Deus e delas cuidamos com afeto sincero, mantemos a nossa comunhão com Ele e entre nós, de modo que, realizamos a Sua vontade nas simples tarefas que cumprimos como sendo do seu agrado. Em outras palavras, isto significa vivermos como crianças, cujo único objetivo é vivermos desde já para o Reino dos céus, pois, haveremos de colher na eternidade o que plantamos no tempo que nos foi dado.


Portanto, caríssimos, viver em Cristo Jesus sob os seus cuidados, é viver como filhos e filhas amados que encontram Nelo o afeto descrito na página do Evangelho de hoje, na qual Ele recebe as crianças com carinho e atenção, impõe-lhes as mãos e as abençoa. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus a graça de sermos como crianças que o encontram em meios as tribulações desta vida, recebem o Seu afeto, a sua oração e a sua benção, para o seguirmos fielmente como seus verdadeiros discípulos.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

VOCAÇÃO, CHAMADO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 19,3-12)(13/08/21)


Caríssimos, sejam bem vindos a mais uma meditação diária. E como estamos no mês das vocações, temos consciência que nos tocará diretamente. Ora, o fato de existirmos já é uma vocação e demonstra o quanto somos importantes aos olhos de Deus; e foi por isso que Ele começou a criação por aquilo que serviria de abrigo e proteção para os seus filhos e filhas fazendo dela a casa comum de todos. 


De fato, sem a presença humana em meio à criação nada teria sentido neste mundo, pois como meditamos no livro do Gênesis: Deus tudo criou por amor, e deu ao homem e a mulher o cuidado de todas as coisas criadas, os uniu em matrimônio, como vemos a seguir: "Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a." (Gn 1,28).


Desse modo, pela união matrimonial entre o homem e a mulher, Deus realiza o seu plano de amor e felicidade para ambos, de modo que fora de sua vontade não existe felicidade. Por esse motivo jamais podemos ser coniventes com o pecado das pretensas uniões contra a natureza, tão em voga no mundo de hoje, pois elas são totalmente contrárias a vontade de Deus estabelecida desde o início da criação.


Aqui não se trata de descriminação pelas escolhas sexuais que fazem os que tomam tal decisão; mas, trata-se de discernir claramente a vontade de Deus e po-la em prática. Quanto aos que escolhem viver o contrário da vontade de Deus, que o vivam, mas não queiram impor seu modo de viver aos demais como se a escolha pela vontade de Deus fosse errada.


Ademais, também no Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos revela que o matrimônio é uma vocação e que nem todos são chamados a ela, ou seja, existem outras vocações às quais Deus chama seus filhos e filhas à santidade de vida no cumprimento de seus desígnios, da sua santa vontade. 


Portanto, caríssimos, conforme as Palavras do Senhor: "Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda” (Mt 19,11-12).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

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