PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,14-15)(20/02/26)
1. Caríssimos, o sentido da prática quaresmal é o crescimento no estado de graça, no conhecimento do Senhor Jesus e em todas as virtudes que nos levam a viver na presença de Deus, nosso Pai celestial. A liturgia de hoje trata da prática do verdadeiro jejum que fazemos como meio de conversão e do exercício da justiça e do bem comum para assim realizarmos a Vontade de Deus.
2. Na primeira leitura, o Profeta Isaías expõe os terríveis pecados daquele povo, e como essa prática o estava levando à incoerência, ao afastamento do Senhor e à perdição. Por isso, o exorta ao arrependimento sincero, pois, não basta a prática aparente do jejum, mas sim, uma verdadeira conversão, que consiste num coração contrito e humilhado que obedece e segue fielmente os santos mandamentos da lei de Deus.
3. De fato, nas práticas quaresmais, da oração, do jejum e da esmola, andam juntas e não tem como separá-las, pois, fazem parte da graça que o Senhor nos concede para que a vivamos plenamente.
4. Com efeito, disse o Pseudo-Crisóstomo (Séc. IV): "Não devemos orientar o pensamento para Deus apenas quando nos aplicamos à oração; mas, também no meio das mais variadas tarefas - como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo - é preciso conservar sempre vivos o desejo e a lembrança de Deus.
5. E assim, todas as nossas obras, temperadas com o sal do amor de Deus, se tornarão um alimento dulcíssimo para o Senhor do universo. Podemos, entretanto, gozar continuamente em nossa vida do bem que resulta da oração, se lhe dedicarmos todo o tempo que nos for possível.
6. Semelhante oração, quando o Senhor a concede a alguém, é uma riqueza que não lhe pode ser tirada e um alimento celeste que sacia a alma. Quem a experimentou inflama-se do desejo eterno de Deus, como que de um fogo devorador que abrasa o coração."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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