VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"O MAL POR SI MESMO SE DESTRÓI"

“O MAL POR SI MESMO SE DESTRÓI”

Deus é eterno e tudo cria para o eterno, essa é uma verdade que experimentamos em nós mesmos, visto que desejamos sempre a vida e nunca a morte; ora, esse desejo é um indício de que o Senhor nos fez para a eternidade e se estamos aqui na temporalidade é para testemunharmos essa verdade.

Por acaso, existe uma afirmação mais evidente a respeito da vida do que esta: a vida é um dom de Deus e para Deus há de voltar? Também por acaso, algum ser subsiste sem que Deus o permita? E por que essa permissão, se temos a percepção do mal e em Deus não exista mal algum? Certamente, essas perguntas exigem no mínino uma resposta que seja convincente. Vejamos, pois.

São Paulo nos ensina: “Porque é em Deus que temos a vida, o movimento e o ser...” (At 17,28 a) e ainda: “Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém”. (Rm 11,38). Então, qual é o sentido da vida e por que o mal existe? O Sentido da vida é eterno, porque fomos criados para a eternidade mesmo no tempo, ou seja, já somos eternos em Deus; porém, o mal consiste na não correspondência a esse amor de Deus que nos sustenta na vida.

E como correspondemos a esse amor de Deus? São Paulo também nos fala sobre isso: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).

E quanto ao mal, e, o que será daqueles que agem perversamente? Existe um ditado popular muito interessante: “O mal por si mesmo se destrói”. Em outras palavras, quem pratica a maldade não terá nada mais além da maldade praticada e já a experimenta em seu viver imediatamente; como também aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, experimentam prontamente os frutos dessa Sua vontade. Porque é impossível ser honesto, sincero, simples, humilde, bondoso, amoroso e fiel e não experimentar tudo isso no mais íntimo de si mesmo.

Logo, cada um com o seu modo de ser, de pensar, de falar, de sentir e viver projeta na realidade presente o que há de ser eternamente, seja para o bem ou para o mal. De uma coisa tenhamos certeza: todos os dons e capacidades para vivermos em comunhão perfeita com o Senhor foi nos dado. Além do que, graça alguma nos faltará para atingirmos a perfeição desejada e querida pelo Criador e Pai de nossas almas que nos sustenta e nos governa. 

Eis o que São Paulo nos diz na Carta aos Efésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. (Ef 1,3-4).

“No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência”. (Ef 1,5-8).

Portanto, ninguém poderá se justificar diante de Deus pelo mal praticado, a não ser que haja um arrependimento verdadeiro e uma transformação que leve o penitente à uma prática que seja agradável ao Senhor; do contrário, o ímpio certamente pagará por suas impiedades; enquanto que o justo experimenta aqui e por toda a eternidade os frutos da retidão dos seus atos, mesmo que momentaneamente sofra as tribulações e desafios de fé que são próprias daqueles que não se rendem à mentalidade deste mundo.

“Afora vós, o que há para mim no céu? Se vos possuo, nada mais me atrai na terra. Meu coração e minha carne podem já desfalecer, a rocha de meu coração e minha herança eterna é Deus. Sim, perecem aqueles que de vós se apartam, destruís os que procuram satisfação fora de vós. Mas, para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é pôr minha confiança no Senhor Deus, a fim de narrar as vossas maravilhas diante das portas da filha de Sião”. (Sl 72,25-28).

Paz e Bem!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

SEDE PERFEITOS

SEDE PERFEITOS

Tudo o que Deus faz é perfeito, porque Deus é amor e tudo cria por amor e para o amor; não seguir esse propósito divino é perverter a natureza criada e o sentido dela; é perder a essência do que somos; é desviar-se Daquele a quem prestaremos contas pelos dons recebidos, porque para Ele tende todas as coisas e sem Ele nada pode perdurar.

Não podemos viver a vida como se Deus não existisse e como se Ele não agisse em nossa naturalidade, pois, nada pode existir sem que Deus conceda que exista e, com a existência, Ele também nos dá todo o necessário para vivermos segundo a sua vontade, porque é comungando com a sua vontade que as criaturas atingem a plenitude para a qual foram criadas.

É inerente à pessoa humana a necessidade de amar e ser amada, pois o amor é o fundamento da vida e de todo ser; quem não ama não pode ser feliz nem fazer algo de bom, porque a bondade é fruto do amor. Eis o que São João escreve a esse respeito: “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele”. (1Jo 4,16).

Logo: “Recebemos de Deus a tendência natural para fazermos o que Ele nos manda, de maneira que não podemos insurgir-nos, como se Ele nos pedisse uma coisa extraordinária, nem orgulhar-nos, como se déssemos mais do que aquilo que nos é dado. [...] Ao recebermos de Deus o mandamento do amor, possuímos imediatamente, desde a nossa origem, a faculdade natural de amar”. 

“Não foi a partir do exterior que fomos por ela informados; e isto é evidente, porque procuramos naturalmente aquilo que é belo [...]; sem que no-lo ensinem, amamos aqueles que nos são aparentados, pelos laços do sangue ou de uma qualquer aliança; enfim, de boa vontade damos provas de benevolência aos nossos benfeitores”.
 
“Ora, haverá coisa mais admirável do que a beleza de Deus? [...] Haverá desejo mais ardente do que a sede provocada por Deus na alma purificada, que exclama com emoção sincera: «Desfaleço de amor» (Cant 2, 5)? [...] Esta bondade é invisível aos olhos do corpo, só podendo ser captada pela alma e pela inteligência”.

“Sempre que iluminou os santos, deixou neles o aguilhão de um grande desejo, a ponto de eles exclamarem: «Ai de mim, que vivo no exílio» (Sl 119, 5), «Quando poderei eu chegar, para contemplar a face de Deus?» (Sl 41,3), «Desejo partir para estar com Cristo» (Fil 1, 23) e «A minha alma tem sede do Senhor, do Deus vivo» (Sl 41, 3). [...] É assim que os homens aspiram naturalmente ao belo. Mas aquilo que é bom é também supremamente amável; ora, Deus é bom; portanto, se todas as coisas procuram o que é bom, todas as coisas procuram a Deus”. São Basílio (c. 330-379).

Portanto, para vivermos essencialmente o que o Senhor nos manda: “...sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48), precisamos do mandamento do amor, pois ele mesmo nos diz: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mt 22,37-40).

PAZ E BEM!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O MISTÉRIO DA INIQUIDADE

Nós, os filhos e filhas de Deus, estamos cercados por todos os lados pelo mistério da iniqüidade presente neste mundo, isso é inegável; não condenamos quem quer que seja por não viver a mesma dimensão de fé que vivemos, porém, não podemos fechar os olhos para esse mistério do mal que se alastra em nosso meio, como joio a atrapalhar o crescimento do trigo de nossa existência.

Eis o que S. Paulo escreveu sobre isto: “Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar”. (2Tess 2,7-9). 

Caríssimos, urgentemente precisamos ficar atentos a tudo aquilo que tenta inibir a graça de Deus em nós; para isto precisamos ouvir o que o Senhor nos ensina, pois, quando ouvimos e praticamos os seus conselhos divinos, nos tornamos participantes diretos do seu Reino; porque fazer parte do Reino é viver o que é próprio do Reino e isso só é possível quando fazemos à vontade de Deus, expressa nos seus mandamentos e nas palavras e exemplo do Seu Filho Jesus.

Porque “Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo. Estamos prontos também para castigar todos os desobedientes, assim que for perfeita a vossa obediência”. (2Cor 10,4-6).

Paz e Bem!

sábado, 2 de agosto de 2008

NOSSA ORIGEM É DIVINA

NOSSA ORIGEM É DIVINA

Todos nós que aqui vivemos, somos inseguros por natureza, sentimos bem de perto o que isso significa na medida em que somos dependentes de tudo, seja do ar que respiramos; da comida que comemos; da água que bebemos e de modo especial daqueles que nos deram a vida. Ocorre que, quando somos capazes por nós mesmos de alguma coisa, pensamos que podemos tudo e com isso, nos mais das vezes, botamos tudo a perder.

Ora, em nossa humanidade não podemos esquecer que essa nossa dependência nunca nos deixará e que mesmo os homens querendo sentir-se auto-suficientes serão sempre criaturas sujeitas às frágeis condições de nossa existência e nada mais. Porém, quando tratamos essa questão a partir da fé, mudamos nosso entendimento porque passamos a entender melhor qual seja a vontade de Deus à nosso respeito, isto é, passamos a viver o plano do Senhor para a nossa salvação.

E o que quer dizer tudo isso? Quer dizer que a nossa origem não é apenas natural e dependente do tempo; mas, para além da natureza que nos tem e à quem nós temos temporariamente, somos também nascidos da eternidade e para a eternidade, pois nossa origem é divina, porque fomos criados à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1,26). Visto que, ao sermos gerados, nossos pais cumprem apenas a ordem do Criador: “crescei-vos e multiplicai-vos” (Gn 1,28).

De fato, não podemos esquecer nunca nossa origem divina, pois, querendo ou não, haveremos de prestar contas ao nosso Criador e Pai pelos dons que dele recebemos para que aqui vivêssemos de acordo com o seu propósito divino, isto é, o bem e a felicidade de todas as suas criaturas.

Agora vejamos o que São Paulo falou a esse respeito: “Deus fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça’...” (At 17,26-28).

Por isso, “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gl 6,7-9). Então, “Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor”. (Rm 12,11).

Paz e Bem!

terça-feira, 29 de julho de 2008

FÉ E CONVERSÃO

FÉ E CONVERSÃO

Jesus começou sua vida pública anunciando: “Convertei-vos e crede no Evangelho porque o Reino de Deus está próximo”. Para o Filho de Deus, converter-se é fazer parte do Reino de Deus, é comungar com a Sua Vontade eterna e realizar na vida tudo o que é do seu agrado. 

Em outras palavras, converter-se “é tomar posse daquilo que se é”, ou seja, “imagem e semelhança de Deus” numa entrega total a Ele que nos salva e nos leva à condição da filiação divina. Pois, nossa conversão é profundamente necessária para que possamos experimentar a graça santificante do Senhor que nos torna filhos e filhas muitos amados.

Discorrendo sobre isto S. Paulo escreve: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).

Porque, quem somos agora? Na realidade sem a graça de Deus não somos nada, porque mesmo existindo naturalmente somos destinados a morrer Indubitavelmente, isto é, sem escapatória alguma. A nossa condição de mortalidade revela a nossa fragilidade e a necessidade de buscarmos aquilo que nos faz perenes e isso só é possível mediante a fé. “Porque, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram”. (Heb 11,6).

Então, qual é mesmo a vontade de Deus para nós? Deus quer que sejamos santos e santas e enquanto não atingimos essa santidade, querida por Deus, precisamos de conversão, isto é, da transformação de nossa vida para voltarmos ao eu original, ou seja, ao estado de graça perfeito, à comunhão plena com “o autor e consumador de nossa fé”.

Eis o que escreve São João àqueles que são convertidos: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,1-3).

Portanto, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Heb 11,1). E a conversão é a tomada de posse da vida eterna, que Deus dispõe a nosso favor desde toda eternidade, como herança imperecível que nos cabe, por aqui vivermos segundo sua vontade.

Paz e Bem!

domingo, 27 de julho de 2008

A NOSSA CONSOLAÇÃO VEM DO SENHOR

A NOSSA CONSOLAÇÃO VEM DO SENHOR

A nossa vida é um vôo para Deus e a cada instante desse nosso desejo do Senhor, mais e mais nosso coração palpita por àquela hora de nossa união perfeita com Ele. E mesmo aqui, nos momentos de luta que travamos contra o mal, não adianta buscarmos a consolação das criaturas, pois elas não nos podem consolar.

Eis o que escreve S. Paulo: “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. (Rm 8,28). E Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Pois Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1Cor 10,13).

Portanto, de tudo que nos acontece, devemos tirar uma lição de vida para mantermos nossa intimidade com o Senhor e sermos consolados por seu Divino Espírito. Pois, “Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade”. (1Jo 1,9). “E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,3).

Paz e Bem!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

OS SINAIS DE DEUS

OS SINAIS DE DEUS

Os sinais do Senhor em nossa existência são profundamente visíveis, a começar pela nossa criação natural; para onde olhamos tudo nos fala daquele que deu visibilidade a todas as coisas, ou seja, daquele que tudo criou e sustenta com o seu poder. Mas, ao que parece, a criatura humana não está reconhecendo essa realidade divina que nos sustenta e por isso, age perversamente com instintos destruidores atingindo si mesmo e a toda criação. 

Ora, não é possível que o mal se estabeleça sobre a face da terra sem que haja uma punição para aqueles que praticam o mal. Discorrendo sobre isto S. Paulo escreve: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência”. 

Pois, “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças (mesmo dependendo de Deus). Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos”. (Rom 1,18-22).

E mesmo quando o Senhor enviou o seu Filho para dá plenitude à sua obra e revelar seu plano salvífico, mesmo assim, os homens não o compreenderam, vejamos isso no seguinte texto bíblico: “Intervieram, então, alguns doutores da Lei e fariseus, que lhe disseram: «Mestre, queremos ver um sinal feito por ti.» Ele respondeu-lhes: «Geração má e adúltera! Reclama um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, a não ser o do profeta Jonas”. 

“Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites”. (Mt 12,38-40). Ao passo que, depois deste sinal, ressuscitou como glória e triunfo da Vontade Divina, para o deleite e salvação daqueles que aderindo à sua imolação de cruz, pela fé, ressuscitam com ele para a vida eterna.

Então, o que estamos esperando, o que mais precisamos para viver essa adesão ao Filho de Deus, que assumindo a nossa condição mortal, imolou com o seu sacrifício, a morte e todo o mal que nos afetava? Eis o que diz o Senhor: “Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”. (Miq 6,8).

Destarte, o maior sinal que Deus nos deu é a vida natural que temos, em vista da felicidade que herdaremos, caso a vivamos segundo a sua santa vontade, expressa em seus preceitos eternos; pois, os filhos e filhas de Deus não vivem para este mundo, mas vivem neste mundo semeado as sementes do Reino de Deus que um dia colherão na eternidade; porém, desde já, experimentamos os frutos que semeamos, porque é impossível alguém viver segundo a vontade de Deus e não ser santo; como é impossível alguém praticar o mal e não experimentar o resultado do mal praticado na própria existência imediatamente e depois, caso não se converta, eternamente.

Paz e Bem!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

DO ENCONTRO COM O SENHOR

A cada dia de nossa existência damos um novo passo na escada da eternidade. Ou seja, na caminhada para o céu ou o encontro definitivo com o Senhor, cada dia vivido, é um novo passo para realização do reino em nossa vida; por isso, precisamos fazer, a cada instante, a experiência desse encontro. E como se faz essa experiência?

Eis o que escreve S. Paulo sobre isto: “Vós, irmãos, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição...”

Por isso, “Irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. 

Ora, S. Paulo nos ensina que cultivando esses valores eternos, mantemos a nossa comunhão com o Senhor, atingimos a perfeição de nossas almas e seguimos firmemente os seus passos rumo ao infinito do seu amor e de sua glória, que está reservada para todos os que perseveram até o fim na luta contra o pecado e contra mal. Para isso, o Senhor nos concede todas as graças a fim de que obtenhamos a vitória final.

Logo, podemos afirmar que a experiência desse encontro diário com o Senhor se dá na oração, na vivência dos sacramentos, no cultivo da piedade; e também por meio das boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as pratiquemos.

Paz e Bem!

terça-feira, 8 de julho de 2008

A LUTA CONTRA O PECADO

Na luta contra o pecado precisamos do estado de graça permanente, isto é, da comunhão constante com o Senhor Jesus, pois o tentador não dá trégua mesmo sabendo que o produto da tentação oferecido não serve para nada; mas como os homens podem cair em suas armadilhas, insiste no imediatismo para que não usufruamos da graça permanente do amor do Senhor.

São Paulo nos alertando sobre isto escreve: “Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado”. (Heb 12,4). Ou seja, ele nos incentiva a permanecermos atentos, contra tudo aquilo que nos seduz tentando usurpar a salvação que Jesus nos oferece em seu amor misericordioso. Pois, nesse amor, o Senhor perdoa nossos pecados para que vivamos em sua intimidade e vençamos todas as tentações e entremos com Ele na vida eterna.

São Paulo ainda insiste conosco apontando aqueles que antes de nós empreenderam essa luta até o sacrifício da própria vida: “Desse modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus.
Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo”. (Heb 12,1-3).

Por fim, Paulo ainda exorta: “Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos (Is 35,3). Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem. Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor. Estai alerta para que ninguém deixe passar a graça de Deus, e para que não desponte nenhuma planta amarga, capaz de estragar e contaminar a massa inteira”. (Heb 12,12-15)

“Que não haja entre vós ninguém sensual nem profanador como Esaú, que, por um prato de comida, vendeu o seu direito de primogenitura. E sabeis que, desejando ele em seguida receber a bênção do herdeiro, lhe foi recusada. E não bastaram todas as súplicas e lágrimas para que seu pai mudasse de sentimento...” Heb 12,16-17).

Portanto, eis o que diz o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26.41). Por isso, “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mt 11,28-30).

“Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”. (Jo 16,33).

Paz e Bem!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O JUSTO DIANTE DO SOFRIMENTO

O JUSTO DIANTE DO SOFRIMENTO 

Nós que aqui estamos, recebemos do Senhor a missão de passarmos por entre as trevas deste mundo iluminados pela Luz do Espírito Santo. A caminho do Reino dos Céus, testemunhamos a Sua presença em nosso viver, uma vez que, por permanecermos Nele, somos os reveladores de sua vontade em meio às criaturas todas.

Ser testemunha do Senhor é acompanhá-lo nesta trajetória de vida eterna, revestidos da santidade e justiça que Ele nos oferece para podermos suportar as cruzes diárias que advêm daqueles que não o conhecem ainda, como nós o conhecemos. Ora, como no Reino dos Céus nenhum copo d’água, isto é, nada, fica sem recompensa, é óbvio que o Senhor mesmo nos consola em todas as tribulações que suportamos.

Existem, porém, duas espécies de sofrimentos pelos quais passam os seres humanos na face da terra. O primeiro e mais terrível deles é o sofrimento advindo do próprio pecado; nessa espécie de sofrimento não há consolação, mas somente condenação, pois, quem o comente o faz contrariando a própria natureza que Deus criou. 

Porque tudo o que Deus faz é bom e todas as suas criaturas foram destinadas a praticarem o bem e nunca o mal; não viver essa dimensão da existência é incorrer em erro grave e perder-se a si mesmo por não seguir o caminho traçado pelo Senhor, pois, todos serão julgados um dia pela lei da liberdade e ai daqueles que forem julgados pelo mal que praticou, pois o Senhor abomina aqueles que se dão ao mal. 

Eis o que está escrito no Salmo 5,5-7: “Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade, não pode o mal morar convosco; nem os ímpios permanecer perante os vossos olhos. Detestais o que pratica a iniqüidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador”.

Já o segundo tipo de sofrimento é o sofrimento do justo. Este é sofrimento salutar que o santifica e o leva a experimentar as consolações do Senhor em meio às batalhas travadas contra o Mal e seus sequazes. Isto porque o Senhor jamais desampara uma filha ou filho seu em suas dores. Quem sofre porque é justo, inocente e puro, sabe que é grande a recompensa que o aguarda e sabe também que o Senhor lhe é solidário em todo sofrimento.

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mt 5,11-12).

Portanto, somos missionários passando por este mundo, testemunhando a glória dos justos, daqueles que servem a Deus incansavelmente, daqueles que fazem de sua vida um hino de louvor ao Senhor Todo Poderoso e Todo Misericordioso que nos ama e nos conduz para a realidade da Nova Criação.

Paz e Bem!


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