VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 20 de setembro de 2009

ESCUTA SENHOR ESTA MINHA ORAÇÃO












Escuta Senhor esta minha oração...
E dá-me a graça de te ouvir sempre...
Não quero viver só por viver...
Tu, Senhor, me fizeste nascer
para proclamar tua vontade...
e fazer brilhar tua Glória
que é Infinita...

Que nada me atraia ou me prenda neste mundo...
Quero viver a liberdade dos teus filhos...
Quero ser tão somente o que queres que eu seja...
Assim estarei em constante comunhão contigo...
que me livras do castigo de não te amar,
de não te encontrar aqui e na eternidade...

Quanta necessidade tenho de Ti Senhor...
Tamanha é a minha sede e fome do teu amor...
Que desfaleço ao menor sentimento de tua ausência...
Por isso, clemência de mim que nada sou...
Clemência Senhor...
És tão Generoso, Poderoso e Santo...
Que me espanto de mim mesmo poder falar-te...
Poder dirigir-te a palavra e não sucumbir...

Porque aqui neste vale de lágrimas...
Ao que parece, só buscamos o que passa...
aquilo que perece e nunca nos satisfaz...
Por isso, Senhor, misericórdia...
é o que suplico, como refúgio, como abrigo...
contra o castigo que virá...
sobre esse nosso mundo enfermo de ingratidão...
Da falta de amor e de perdão...
Pois todos estamos mergulhados no nada do pecado...
que tenta tirar de nós o poder ver-te um dia...

Somente um coração que sabe escutar a Deus é que sabe também falar inspirado por Ele, visto que se deixa inebriar por sua Sabedoria.

Nada mais profundo nesta terra do que a escuta do Senhor e nada se compara às suas palavras eternas; pois elas são fonte de iluminação das almas santas.

Portanto, escuta, escuta e deixa-te tomar pelo alento eterno do Senhor que nos criou para a santidade.

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

sábado, 19 de setembro de 2009

A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

















A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

Quando a vida te interpelar não fiques te lamentando ou inseguro, como é costume em nosso meio, mas busca respostas que atendam aos seus anseios. Porque quem te fala à consciência é Deus que te criou e se faz presente em todos os movimentos do teu ser. Aprende a escutá-lo no mais íntimo do teu viver, assim poderás ser conduzido por ele que te ama com amor eterno.

Eu sei que deveríamos nos questionar sempre, sobretudo no que diz respeito ao bem viver, mas não só basta pormos questões, é preciso que tenhamos respostas convincentes, capazes de nos ater seguros quanto à realidade que estamos vivendo. A vida, enquanto dom de Deus, continua a nos interpelar, seja por aquilo que empreendemos, seja por aquilo que outros empreendem; certamente na eternidade seremos, de fato, cobrados pelo muito que recebemos de Deus nesse dom.

Deus, porém, não é um fiscal carrancudo que nos diz a todo instante: “olha, vou te cobrar por isso”... Ao contrário, Ele é o nosso Pai amoroso e maior incentivador; é Ele quem nos sustenta pela mão e nos faz viver o seu Mistério, seja pela fé consciente, seja pela nossa naturalidade imatura, insegura ou coisa assim. O importante é vivermos em sua companhia amorosa, conduzidos pelas inspirações do Espírito Santo, como viveram todos santos e santas de nossa fé católica, como bem nos ensinou nossa Senhora, a Virgem mãe do Salvador: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”.

Sabemos que vivemos em meio ao mistério da iniqüidade, pois, não é possível constatarmos tanta maldade em nosso meio e não reconhecermos que o maligno se faz presente em todas essas ações pecaminosas. Porém, a melhor maneira de combater o mal é não lhe dá ouvidos; para isso, precisamos escutar o Senhor que nos fala por meio dos Mandamentos, pelo Seu Filho Jesus Cristo e pelo exemplo de todos aqueles que viveram essa interação com o Senhor que nos dá a vida eterna.

De uma coisa temos certeza, só o bem que vem de Deus é que prevalece, porque Deus nunca esquece aqueles que o amam, por isso, os acompanha sempre nessa trajetória rumo ao Seu Reino de Amor, a Nova Criação. E quando a vida te interpelar, corre para os braços do Senhor por meio de tua oração e encontrarás as respostas de que precisas para teus anseios; assim compreenderás melhor qual é o sentido de tua vida e qual a missão que Deus te dá, para seres feliz aqui e eternamente em Sua Glória.

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

GRAÇA E JUSTIFICAÇÃO




















GRAÇA E JUSTIFICAÇÃO

A palavra Justificar significa “Perdoar os Pecados”. Assim, a Justificação é o resultado da força de regeneração da Graça do ESPÍRITO SANTO, que atuando nas pessoas neutraliza todo efeito causado pelo mal, para curá-las do pecado e santificá-las para a vida. (Cf. Ef 2, 1-8)

Recebemos a Graça Santificante do ESPÍRITO SANTO em todos os Sacramentos. De modo especial, ela age no interior das pessoas purificando o coração e a alma, propiciando-lhes participarem dos benefícios de DEUS e da Vida Divina.

Pelas Graças recebidas no Sacramento do Batismo, obtém-se a Justificação, isto é, o perdão dos pecados e são infundidas na alma do batizando as Virtudes Teologais: a fé, a esperança e a caridade, além de conceder ao fiel o caráter sacramental de Filho de DEUS.

O Catecismo da Igreja acrescenta que, pela graça do Batismo "em nome do PAI e do FILHO e do ESPÍRITO SANTO" (Mt 28,19), somos chamados a compartilhar na vida da SANTÍSSIMA TRINDADE, aqui na terra, na obscuridade da fé, e para além da morte, na Luz Eterna.
A Justificação, isto é, o perdão de nossos pecados, nos foi merecida pela morte de NOSSO SENHOR na Cruz. JESUS, derramando o seu Sagrado Sangue no alto de um madeiro lavou a alma da humanidade de todas as gerações, neutralizando a influência nefasta do Pecado Original e perdoando os Pecados Subseqüentes cometidos até aquele dia. Esta realidade nos mostra a impressionante dimensão da Justificação, que é a obra mais excelente do amor de DEUS, manifestado em JESUS CRISTO e concedido a cada fiel pelo ESPÍRITO SANTO.

Por essa razão dizemos que a Justificação e a Conversão apresentam dois aspectos sob a ação da Graça: a pessoa se volta para DEUS e se afasta do pecado, acolhendo, dessa forma, o perdão e a justiça que vêm do alto.

Compreendemos assim que o perdão de nossos pecados é essencialmente Obra de DEUS, embora seja indispensável a colaboração de cada criatura pela fé, buscando o Sacramento, sinceramente arrependida de suas transgressões, conforme escreveu São Paulo aos Romanos:

"Tendo sido, pois, justificados pela fé, estamos em paz com DEUS por NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, por quem tivemos acesso, pela fé, a esta Graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de DEUS". (Rm 5, 1-2)

Isto porque, todos nós somos chamados à santidade, seja qual for o estado civil e o regime de vida; porque também todos os fieis são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.

Assim sendo, a Justificação atua providenciando a remissão dos pecados, a santificação e a renovação do interior da pessoa, “destruindo o homem velho, corroído pelo pecado; fazendo nascer um homem novo para a vida em DEUS”. (Ef 4, 22-24)

A primeira obra da graça do ESPÍRITO SANTO é a conversão que opera a justificação segundo o anúncio de JESUS no princípio do Evangelho escrito por São Mateus: "Arrependei-vos (convertei-vos), porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4,17). Sob a moção da Graça, o homem se volta para DEUS e se afasta do pecado, acolhendo, assim, o perdão e a justiça Divina. Em conseqüência, conforme mencionamos acima: "a justificação abrange a remissão dos pecados, a santificação e a renovação do homem interior.” (Catecismo da Igreja)

Por outro lado, a salvação é também um dom da Graça de DEUS, mas que somente podemos recebê-la em resposta à nossa fé, ou seja, se temos a convicção de que vamos alcançá-la.

Para compreender corretamente o processo da salvação, precisamos entender que “a fé em JESUS CRISTO é a única condição prévia que DEUS requer para a salvação de uma pessoa”. Isto porque, a fé não é somente uma confissão a respeito de CRISTO, mas é também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que acredita e quer seguir a CRISTO como o NOSSO SENHOR e como nosso SALVADOR. (Cf. Mt 4,19; Mt 16, 24); (Lc 9,23-25); (Jo 10, 4;Jo 10, 27; Jo 12, 26).

As pessoas justificadas vivem a sua fé na palavra de CRISTO: “Pois, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da Palavra de CRISTO”. (Rm 10, 17) E ela age pelo amor, conforme São Paulo escreveu na carta aos Gálatas: “Pois, em CRISTO JESUS, nem a circuncisão tem valor, nem a incircuncisão, mas a fé agindo pela caridade (ou seja, pelo amor). (Gl 5, 6). Porque o amor é fruto do ESPÍRITO SANTO. (Cf. Gl 5, 22).

Entretanto, devemos lembrar que a força do poder, a cobiça e a ambição atribulam a existência das pessoas no cotidiano (Cf. Rm 8, 35-39) e fazem com que elas caiam em pecado (1 Jo 1, 8.10), necessitando repetidamente de ouvirem as recomendações Divinas e a confessarem as suas transgressões. (Cf. 1 Jo 1, 9). Visto que, só assim poderão participar dignamente da Sagrada Eucaristia e serem exortadas a viverem uma vida justa, em conformidade com a vontade de DEUS. Por isso o Apóstolo diz às pessoas justificadas: "Desenvolvei vossa salvação com temor e tremor; porque é DEUS quem opera em vós tanto o querer quanto o realizar, segundo a sua vontade" (Fl 2, 12).

E permanece a boa notícia: "Não existe nenhuma condenação para aqueles que estão em CRISTO JESUS" (Rm 8, 1). E isso acontece por intermédio da obra admirável e justa de CRISTO que gerou a justificação que dá vida para todos os seres humanos. (Rm 5, 18)

RELACIONAMENTOS DA GRAÇA

Graça e Justificação – “A Justificação é um ato livre de DEUS que perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos aos seus olhos, pelo fato de acolhermos pela fé a justiça de CRISTO.” Em síntese, esta doutrina garante que o SENHOR não requer qualquer valor pessoal do fiel, assim como nenhuma ação para alcançar mérito, isto porque, agindo a justificação na esfera espiritual, as pessoas com seu limitado intelecto, não têm meios de prover uma recompensa para fazer jus à Graça Divina. Porém, nós que vivemos a conversão no amor, precisamos dar frutos da redenção e da justificação recebidas. (Cf. Ef. 2,8-10).

Vejamos agora um exemplo clássico de justificação, relembramos o benefício recebido pelo “bom ladrão” na cruz. No último momento de sua vida conseguiu a salvação, apesar de uma existência de crimes e de pecados. Na condição de crucificado ao lado de JESUS, reconheceu o SENHOR como o Verdadeiro Messias através de suas palavras, atestando a sua fé e assim, alcançou a Graça de DEUS e foi justificado.

A paga pelo débito eterno, ou seja, o perdão pelos pecados mortais cometidos, foi justificada por CRISTO na Cruz, que estendeu o seu sacrifício a toda humanidade. (Rm 3, 24) (Rm 5, 18-19). Para que assim pudéssemos viver neste mundo sem ser deste mundo, ou seja, darmos um verdadeiro testemunho da graça da justificação recebida.

Graça e Redenção - O desejo do PAI ETERNO de redimir a humanidade ficou manifesto na citação de São João: “Pois DEUS amou tanto o mundo que entregou o seu FILHO Único, para que todo o que NELE crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna”, (Jo 3,16) e primordialmente, pela realização do sacrifício de JESUS na Cruz, com sua entrega decidida e voluntária. (Cf. Gl 2,20; Ef 5,2)

Graça e Purificação – A graça capacita o fiel a afastar-se do mal e a procurar viver com dignidade, trilhando o caminho do bem, da justiça e do amor fraterno. São Lucas apresenta em (Cf. Lc 11, 24-26) uma ilustração feita por JESUS, em que ELE coloca o assunto de um modo bem claro e acessível, falando a respeito de uma “casa” que foi “varrida e adornada”. A “casa” simboliza o corpo humano, a morada de Deus a partir da conversão da pessoa (1 Co 3,16); “varrida” significa limpa, isenta de toda imundície que acumulava pelos pecados cometidos; e, “adornada”, refere-se a um estado que excede a simples “limpeza” , que faz com que esta “casa” se torne mais bela do que efetivamente era através de uma purificação, que no nosso caso abrange um aspecto essencialmente espiritual.

JUSTIFICAÇÃO COMO PERDÃO DOS PECADOS

DEUS, por sua Graça, perdoa o pecado do ser humano, e ao mesmo tempo o liberta do poder do maligno, dando-lhe oportunidade de ter uma nova vida em CRISTO. Desse modo, o ser humano cultiva a fé no Senhor JESUS, e pelo Espírito Santo, DEUS infunde nele um amor ativo que o faz dar frutos para sua glória. (Cf. Jo 15,1-8).

Esses aspectos da ação da Graça Divina não devem ser separados. Eles estão correlacionados de tal maneira que o ser humano, torna-se um só com CRISTO no Espírito Santo; assim, pela Vontade de DEUS PAI, JESUS se torna para nós tanto perdão dos pecados quanto presença santificadora do próprio DEUS.

“É por sua graça que estais em Jesus Cristo, que, da parte de Deus, se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito: quem se gloria, glorie-se no Senhor (Jr 9,23).” (1 Cor 1, 30).

No Sacramento do Batismo o ESPÍRITO SANTO une o batizando a CRISTO, o justifica e realmente o renova. Não obstante, a pessoa estar justificada pelo Sacramento, durante toda a vida permanece dependente da Graça de DEUS que sempre o justifica em todas oportunidades, de modo incondicional. Isto porque o fiel está também continuamente exposto ao poder do pecado e das investidas do maligno, não estando isento da terrível luta cotidiana entre o “bem” e o “mal” que faz oposição a DEUS.

“Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do mal. Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço. O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça.”. (Rm 6, 12-14)

A pessoa mesmo justificada, precisará sempre do perdão de DEUS e deve se conscientizar de que é chamada à uma conversão constante e ao arrependimento de suas transgressões, caso venha a cometê-las, recebendo assim o perdão Divino. “Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (1 Jo 1, 9).

O ser humano é justificado na fé do evangelho "independentemente das obras da lei" (Rm 3, 28). Isto porque JESUS cumpriu a lei e, por sua morte e ressurreição, a superou como caminho para a salvação. Da mesma forma que os mandamentos de DEUS permanecem em vigor para a pessoa justificada (Cf. Mt 5,17-19); CRISTO, em sua palavra e vida, expressa a vontade de DEUS e se constitui padrão de conduta e exemplo a ser imitado pela humanidade justificada em todas as gerações. (Cf. 1Jo 2,6).

Paz e Bem!

Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/graju.html

Colaborador: Frei Fernando

terça-feira, 8 de setembro de 2009

















A GRAÇA DE DEUS NA SAGRADA ESCRITURA

DEUS fez a criatura ser perfeito. O equilíbrio interior, a posição harmoniosa dentro do Universo Divino, além da amizade e perene comunhão com o SENHOR, constituem o dom que podemos chamar de “Graça-Original” ou “Graça-Inicial”. Todavia, o Pecado Original veio neutralizar os efeitos deste “dote” Divino, ou seja, da “Graça Original”, perdendo a humanidade aquela situação confortável e privilegiada propiciada pela “oferta-inicial”, sendo o coração das pessoas ocupado pelo descalabro, à insensatez e a desordem das paixões, causados pela transgressão de nossos primeiros pais.

Em conseqüência do Primeiro Pecado foi aberto o espaço para os Pecados Subseqüentes, e por isso, só a paciência, a misericórdia, a bondade e o infinito amor de DEUS é que poderiam atuar fazendo reduzir a intensidade do mal, proporcionando condições para a existência de uma nova “Graça”, que no Antigo Testamento é representada pela “Benção”transmitida na pessoa e na obra dos Patriarcas.

Para um melhor entendimento, vamos acompanhar as manifestações da “Graça Divina”, no Antigo e no Novo Testamento.

ANTIGO TESTAMENTO

No início o CRIADOR revelou-se como o DEUS da graça e da misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque ele merecesse, mas por causa da Sua Divina fidelidade ( hesed) à promessa que ELE Mesmo fez a Abraão, Isaac e Jacó. (Gn 18, 17-19) e (Gn 22, 15-19).

O reino de DEUS concretiza-se através da Aliança feita por JAVÉ com o povo eleito, o povo judeu. A “Graça” situa-se dentro do relacionamento pessoal entre o povo e JAVÉ e é representada pela “Benção Divina” , ou seja, a promessa do SENHOR multiplicar a vida dos judeus, tanto na existência terrena como na vida após a morte, sendo as criaturas tão felizes na Terra como no Céu. (Sl 89, 29-30)

Mas para que pudessem alcançar esta “Benção”, JAVÉ exigia que tivessem uma fé sincera, que o povo eleito se abrisse a DEUS e fizesse sua entrega pessoal, inclusive da própria vida. (Dt 30,19-20) Como resultado, a “Benção” produziria de certa forma a “justificação” (o perdão dos pecados) do fiel perante o SENHOR, fazendo com que ele fosse “reto” , isto é, fosse digno das promessas Divinas e das manifestações misericordiosas que emanavam da bondade do CRIADOR. (Dt 6,17-19) . Dessa forma, a “Benção” prometida é a “Graça” do SENHOR para Abraão e o povo eleito, e concretizava-se na Aliança de DEUS com os patriarcas e os israelitas. (Ex 34,10) (Sl 103, 8)

Na Aliança celebrada no Sinai, a promessa da “Benção” e salvação do povo judeu ficou condicionada à livre aceitação por parte dos israelitas, dos Mandamentos de DEUS, e naturalmente, de sua observância cotidiana. Assim, o Decálogo (Os Dez Mandamentos) evidenciou sua real importância e a necessidade das pessoas se portarem com dignidade, organizando a vida e seguindo a Lei como norma de viver, para que fossem merecedoras da “Benção” Divina. (Dt 7, 9-14) (Sl 112,1-2)

Assim sendo, a “Graça”, representada pela “Benção” recebida, significava o Amor do PAI aos que LHE eram fieis que procuravam corresponder em amor humano à grandeza do Amor Divino. (Sl 25, 6-7) (Sl, 24, 5-6) (Is 63,7-8)

Muito embora, em algumas oportunidades a “Benção” fosse apresentada como a “salvação messiânica”, ou seja, relacionada com a vinda do Messias que acabou com a injustiça e o desamor através dos ensinamentos Divinos, não deixa de ser uma manifestação do Amor de DEUS, porque segundo os avisos e as profecias, a vinda do Salvador propiciou ao povo uma paz verdadeira, fazendo nascer um fraterno e proveitoso relacionamento entre as pessoas em si, e entre elas e o CRIADOR. (Sl 132, 8-10) (Is 7, 14) (Is 9, 1-6) (Is 11, 1-9) (Is 28, 16-17)

Então, a “Benção” era um dom muito especial que paternalmente o SENHOR DEUS conferiu à humanidade e que realizava uma união mais íntima entre o CRIADOR e suas criaturas, propiciando-lhes amor, benevolência e misericórdia. (Sl 66,16-20)

Por outro lado, a “resposta” das pessoas deveria suceder por uma decidida entrega a DEUS na fé, que incessantemente professada e estimulada, transpunha a esfera existencial humana e alcançava o PAI ETERNO. Com isso, a criatura tornava-se “reta” aos olhos do SENHOR, porque se afastando do pecado, revelava que se submeteu a um sincero processo de conversão e conseguia de certa forma, a sua “justificação” perante o CRIADOR e inclusive, o dom da própria salvação, porque se tornava uma criatura que agia conforme a vontade Divina, caminhando para ser de fato, à imagem e à semelhança de DEUS.

Embora esta mencionada “justificação” dava segurança e salvação ao fiel, ela não tem a grandeza e nem o valor da “verdadeira justificação” alcançada por JESUS com a Obra de Redenção da humanidade, quando derramou o seu Sagrado e Precioso Sangue na Cruz, lavando os pecados de todas as gerações.

NOVO TESTAMENTO

Aqui a “Graça” gerada pelo precioso e sagrado sangue derramado na Cruz, lavou e beneficiou toda humanidade, redimindo-nos perante o CRIADOR, libertando-nos da ação maléfica do primeiro pecado e perdoando os pecados subseqüentes, revelando que JESUS em Pessoa, é a “Graça” salvífica do DEUS ETERNO UNO e TRINO. (Rm 4, 24-25)

As pessoas recebem a “Graça” Divina através dos Sacramentos. É assim, que pelo Sacramento do Batismo, os catecúmenos recebem o primeiro sacramento da iniciação cristã, são santificados em JESUS CRISTO pela vontade do PAI ETERNO e pela ação renovadora do ESPÍRITO SANTO, que coloca e estimula a “Graça” no interior de cada fiel.

Os demais sacramentos são recebidos depois do Batismo e cada qual, tem a sua “Graça” específica, que o ESPÍRITO DO SENHOR concede as criaturas, sempre com o mesmo objetivo, de santificar o povo de DEUS.

Pelos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), observamos também que a “Graça” é manifestada nos muitos milagres que JESUS fez: exorcizando os possessos, curando cegos, coxos, epilépticos e todos os tipos de enfermidades e até ressuscitando pessoas mortas. (Mt 4, 23) (Mt 9, 18-26) (Lc 7, 11-16) Revela ainda, que a “Graça” beneficia os perdidos e marginalizados com um amor de misericórdia, que abrange todos, sem distinção, colocando em destaque o valor da pessoa humana, da mesma forma que fraternalmente convida as pessoas ao aprimoramento do conhecimento de DEUS como o PAI amoroso que verdadeiramente ELE é e as criaturas como verdadeiros irmãos, filhos deste mesmo PAI repleto de bondade, ao qual temos acesso por meio de JESUS.

Em São João Evangelista, a “Graça” é a Vida que procede de DEUS: do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. JESUS disse: “EU sou o Caminho, a Verdade e a Vida”... (Jo 14,6) Então podemos compreender que a Vida é uma “Graça Especial” que emana de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Em São Paulo, a “Graça” está ligada estreitamente com a “justificação” , ou seja, com o perdão dos pecados. A morte cruenta de JESUS na Cruz foi o arcano instrumento usado pelo PAI ETERNO, para “justificar” e redimir o pecador, oferecendo-lhe a salvação definitiva, abrindo-lhe as portas do Céu. (Rm 3, 24)

São Paulo também nos revela em suas epístolas, uma quantidade admirável de carismas que as pessoas recebem como Dom Divino, que na verdade são “Graças Especiais" necessárias à existência das pessoas e elas tem origem na comunhão de amor eterno que existe entre o PAI e o FILHO pela ação do ESPÍRITO SANTO. (1 Cor 12, 4-11)

Entretanto, é importante não entender a “Graça” de modo incorreto. Sim, porque ela não é uma manipulação que transporta o fiel para a esfera de DEUS, como se fosse uma mágica. Não é assim. Ela só acontece, atua e salva as pessoas que tem “Fé”. É um dom preciosíssimo cuja intensidade cresce tantas vezes, quanto maior for à grandeza da “Fé” de quem a recebe. São Paulo define este acontecimento assim:

“O justo vive pela fé”. (Rm 1,17) e (Gl 3,11)

Paz e Bem!

Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/saes.html

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

AS ARMAS CONTRA O MAL

AS ARMAS CONTRA O MAL

O que são as armas defensivas e ofensivas da alma?
São dons potentíssimos com os quais Deus nos dotou
para enfrentarmos o inimigo de nossa salvação...
A começar: precisamos ficar atentos
aos apelos instintivos dos nossos sentidos...
E depois ouvirmos...
E ouvirmos...
As moções do Espírito Santo em nós...
para calarmos as vozes dos nossos impulsos carnais...

Essa potencialidade que Deus nos deu...
é a chave do segredo de nossa liberdade...
Nenhum veneno diabólico penetra em nós
se não o permitimos...
Por vontade de Deus nada de mal nos acontece
quando nos conservamos em estado de graça...

O pecado é o nosso pior inimigo...
Porque é ele quem nos expõe ao perigo
de sermos tragados pelo mal...
Todo pecado, seja ele de que natureza for,
se constitui em ninho infernal
onde o mal deposita o joio da confusão...
Da discórdia e divisão...
Da violência e do medo...
Da impureza e perversão...
Das doenças psicossomáticas...
Que em muito nos enfraquece na luta contra ele...

Jesus nos ensina: “Em verdade, em verdade vos digo:
todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo”. (Jo 8,34).
Assim, só é possível vencermos o mal
se eliminarmos o meio que ele utiliza para nos atingir...
Ou seja, se eliminarmos o pecado...
E só é possível isso por meio de Jesus,
o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo...(Cf. Jo 1,29)
Desse nosso mundo interior e exterior...

O pecado é uma ofensa de origem espiritual
que nos afasta de Deus...
Ele gera a incredulidade e o desamor...
a indiferença, a impaciência e o torpor da alma...
Pois ele nos priva da graça do Senhor que nos protege...
nos expondo aos caprichos do inferno,
tornando-nos inimigos de Deus...

O meio mais fácil de se atingir e destruir a alma humana
é mantê-la escrava da mentira...
Porque a mentira é a porta voz
de todas as escravidões do humano...
Disse Jesus: “Vós [que mentis] tendes como pai o demônio
e quereis fazer os desejos de vosso pai.
Ele era homicida desde o princípio
e não permaneceu na verdade,
porque a verdade não está nele.
Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio,
porque é mentiroso e pai da mentira”. (Jo 8,44).

Por outro lado,
a verdade é a fonte perene e segura de nossa liberdade...
“E Jesus dizia aos [...] que nele creram:
Se permanecerdes na minha palavra,
sereis meus verdadeiros discípulos;
conhecereis a verdade e a verdade vos livrará”. (Jo 8,31-32).

Portanto, quem permanece na verdade
pode até sofrer perseguição, injustiça e calúnia...
mas nunca perde a batalha...
porque a injustiça e a calúnia quando se apresentam
já se apresentam derrotadas...
porque não passam do que são: injustiça e calúnia...

Vejamos, então, os dons do Senhor
que nos mantém no seu amor, na sua proteção...
Essas são as armas defensivas e ofensivas
na luta contra o mal...

Armas Defensivas:
Obediência aos mandamentos...
Vida de oração...
Vivência dos Sacramentos...
Prática das Virtudes do Espírito Santo:
amor, alegria, paz, paciência, afabilidade,
bondade, fidelidade, brandura, temperança. (Cf. Gal 5,22-23).
Penitência...
Perdão...

Armas Ofensivas:
Exorcismos...
Não consentir nas tentações...
Invocação do Nome de Jesus...
Invocação do Sangue de Jesus...
Intercessão da Virgem Maria:
oração do terço, Novena, Ofício de Nossa Senhora...
Intercessão dos Santos...
Uso dos sacramentais:
medalhas, escapulários, Terço dos Anjos,
água benta,consagração e bençãos...

Atenção...
Nunca confundir Sacramentais com superstições...
Os Sacramentais são sinais de fé
que nos conferem graças atuais...
que são estímulos especiais para evitarmos o pecado
e nos mantemos em conformidade com a vontade de Deus...

As superstições são crendices populares
onde se atribui poderes mágicos ou proteção
à objetos, palavras ou gestos...
Decorrendo daí os desvios de fé...
Ou seja, deixa-se de confiar em Deus
para pôr confiança em coisas, pessoas ou palavras...

Os Sacramentais foram instituídos pela Igreja
com a autoridade que o Senhor lhe conferiu na pessoa de Pedro:
“Eu te darei as chaves do Reino dos céus:
tudo o que ligares na terra será ligado nos céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Cf. Mt 16,17-19).
Eles ajudam a manter-nos em comunhão com o Espírito do Senhor...

Já as Superstições têm sua origem no espírito das trevas,
do qual brotam todos os embustes e enganos deste mundo...
“Ora, as obras da carne são estas:
fornicação, impureza, libertinagem,
idolatria, superstição, inimizades,
brigas, ciúmes, ódio, ambição,
discórdias, partidos, invejas, bebedeiras,
orgias e outras coisas semelhantes.
Dessas coisas vos previno, como já vos preveni:
os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gal. 5,19-21).

Destarte, não tenhamos medo,
Digamos, pois, com o salmista:

Salmo 120

Para os montes levanto os olhos:
de onde me virá socorro?
O meu socorro virá do Senhor,
criador do céu e da terra.
Ele não permitirá que teus pés resvalem;
não dormirá aquele que te guarda.
Não, não há de dormir,
nem adormecer o guarda de Israel.

O Senhor é teu guarda,
o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado.
De dia, o sol não te fará mal;
nem a lua durante a noite.
O Senhor te resguardará de todo o mal;
ele velará sobre tua alma.
O Senhor guardará os teus passos,
agora e para todo o sempre.

Paz e Bem!


Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A DOUTRINA DA GRAÇA

A DOUTRINA DA GRAÇA

O Catecismo define a Graça como sendo “uma participação na Vida de DEUS.Ela nos introduz na intimidade da Vida Trinitária, do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO”. É um dom gratuito e sobrenatural que o CRIADOR outorga as pessoas para a salvação das almas, pelos méritos de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Alcançar uma Graça significa receber um favor do PAI ETERNO, um socorro que o SENHOR nos concede. Ela é-nos dada objetivando capacitar-nos a responder ao convite Divino e procurarmos viver em santidade, exercitando em plenitude o “dom” de ser Filhos de DEUS, que recebemos no Sacramento do Batismo. Podemos dizer ainda, que a “Graça” é um favor ou uma aceitabilidade de DEUS, de acordo com a citação extraída no Antigo Testamento:

“Mas Noé encontrou graça aos olhos do SENHOR”. (Gn 6, 8)

Também no Novo Testamento, onde a citação mostra que a “Graça” é uma dádiva espontânea de DEUS, pela qual uma pessoa se torna aceita por ELE ou é por ELE auxiliada a fazer algo que seja agradável ao próprio DEUS. São Paulo dizia:

“Pela Graça de DEUS sou o que sou”. (1 Cor 15, 10)

A Graça é na realidade uma preciosa vocação para a Vida Eterna e por isso mesmo, depende integralmente da iniciativa de DEUS, pois somente ELE pode SE revelar ou SE dar a SI Mesmo.

A NECESSIDADE DA GRAÇA

Todas as pessoas são dotadas de inteligência e vontade e com uma natural inclinação para a verdade e o bem, apesar da interferência do maligno. Todavia, a verdade e o bem podem pertencer a duas esferas distintas: a natural e a sobrenatural, de acordo se for uma manifestação própria à natureza humana ou se pertencer a Vontade de DEUS.

Apesar do pecado Original e de suas conseqüências, a criatura humana pode conhecer, só com sua razão natural, as verdades naturais e a existência de DEUS. Mas evidentemente, para ter uma reta convicção, fugindo do erro e da heresia, é necessário o auxílio da Revelação Divina através da “Graça”. Isto porque, a Revelação é a autoridade de DEUS que infunde a fé, e como sabemos, a fé é um dom sobrenatural procedente da “Graça Divina”. Significa dizer que a “Graça” é imprescindível na vida de cada pessoa e absolutamente necessária à salvação eterna.

As pessoas recebem de DEUS pela primeira vez a “Graça Santificante” através do Sacramento do Batismo. Por essa razão, a Igreja recomenda que as crianças sejam Batizadas o mais cedo possível, a fim de que recebam desde o início do nascimento, as graças necessárias a sua vida.

SIGNIFICADO DA GRAÇA

Podemos inicialmente definir que a “Graça” tem dois significados: “Graça Santificante” e a “Graça Atual”.

A “Graça Santificante” é uma qualidade permanente que DEUS dá a alma, e que permanecerá nela, desde que ela não a destrua pelo pecado mortal. Este dom transforma a alma e a eleva a um plano sobrenatural, de tal modo que, uma pessoa em “estado de graça” tem preciosas prerrogativas:

1 – É santo e agradável a DEUS. (Hb 12,28)

2 – É chamado filho de DEUS. (1 Jo 3,1)

3 – É templo do ESPÍRITO SANTO. (1 Cor 3, 16)

4 – E em conseqüência, tem o privilégio de entrar no Céu.

Assim sendo, podemos afirmar que a “Graça Santificante” é uma nova vidadada por DEUS à alma. Uma vez que esta nova vida é uma participação criada pelo próprio DEUS, pode-se dizer que a alma com a Graça Santificante participa da Natureza Divina. (2 Pdr 1,4)

Também podemos afirmar que a Graça é o dom do ESPÍRITO SANTO que nos justifica e santifica, que nos faz agradável a DEUS e nos convida ao serviço da Caridade, e por conseguinte, nos torna participantes da Vida Divina.

A “Graça Atual” é um dom transitório, ou seja, é como se fosse uma “luz” para a mente ou uma “força”, um “estimulo” para a vontade, a fim de que a pessoa faça o bem e evite o pecado. Não é um dom permanente como a Graça Santificante. É um “impulso Divino” que ajuda cada um a fazer ações acima de suas forças naturais.

Como exemplo externo de “Graça Atual” pode-se mencionar: uma boa mãe, um lar cristão, um bom conselho de um confessor, um bom livro, no sentido de que, sob a providência de DEUS, as mencionadas citações ocasionam a prática de boas ações.

Além dos dois significados abordados acima, há que se considerar: a “Graça Sacramental” , a “Graça Habitual” e os “Carismas” ou “Graças Especiais”.

A “Graça Sacramental” é aquela recebida através de um Sacramento. É a Graça própria de um Sacramento e que só por ele pode ser conferida. Assim, cada um dos Sete Sacramentos, tem a sua Graça Especial. Para que o fiel receba os benefícios de uma Graça Santificante em plenitude, é necessário que ele esteja em “Estado de Graça”. Assim, ele deve recorrer ao Sacramento da Penitência, arrependendo-se de suas transgressões, para ser purificado pelos dons do ESPÍRITO SANTO.

“Graça Batismal” – É o conjunto de Graças recebidas pela alma do fiel no Batismo: a Graça Santificante, os dons do ESPÍRITO SANTO e as Virtudes Infusas (Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade); a Remissão de todos os pecados mortais e a santificação do batizando acompanham a Graça Santificante. Também redime todos os pecados veniais e a pena temporal devida aos pecados atuais; e ainda, o batizando recebe uma apreciável quantidade de Graças Atuais necessárias a poder cumprir os compromissos que assume ao receber o Sacramento, além de ser investido do caráter sacramental de “filho de DEUS”.

Na “Confirmação ou Crisma” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante que ajuda a aumentar a fé e dá mais força, maior disposição e vontade ao fiel, ajudando a defendê-lo das insídias do maligno ao longo de sua existência.

Na “Eucaristia” – o ESPÍRITO SANTO nutre a alma do fiel com o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do próprio DEUS Sacramentado, unindo-a ao SENHOR e infundindo nela a “Graça Maior” da presença Divina, propiciando uma indizível alegria interior e fazendo aumentar a fé, do mesmo modo que concedendo-lhe mais sabedoria, inteligência e disposição para o fiel continuar cumprindo dignamente a sua missão existencial.

Na “Confissão ou Penitência” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante do perdão através do sacerdote, revigorando a energia e a fé, para que o fiel tenha mais perseverança e coragem de não transgredir a Lei de DEUS.

Na “Unção dos Enfermos” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante, através da “Benção” e do “Santo Viático” (Sagrada Comunhão ministrada aos doentes e idosos); caso o enfermo não esteja em estado grave ou terminal, esse Sacramento liberta e cura; caso esteja, ele ajuda a superar as tentações da hora derradeira além de preparar a alma para sua entrada no Céu.

No “Sacramento da Ordem” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante que confere a Ordenação Presbiteral, ajudando ao recém Ordenado-Sacerdote exercer convenientemente o culto Divino e a administrar os Sacramentos.

“Sacramento do Casamento ou Matrimônio” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante nos esposos, ajudando-os a permanecerem fieis e a cumprirem com retidão os deveres do estado conjugal e a criarem cristãmente os seus filhos.

“Graça Habitual” – É outro nome dado a Graça Santificante, porque é uma Graça que permanece e habita na alma. Significa dizer que ela induz as ações se tornarem um hábito e não uma atividade isolada, ou apenas um impulso Divino para uma determinada ação. Por isso dizemos, quem tem a “Graça Habitual” está em “estado de Graça”. Exemplos: rezar o Terço ou o Rosário todos os dias; ir a Santa Missa todos os domingos; ler trechos da Bíblia Sagrada diariamente; etc.

Deve-se distinguir a “Graça Habitual”, que é uma disposição permanente para viver e agir conforme o chamado de DEUS, das “Graças Atuais”, que designam as intervenções Divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra de santificação de cada pessoa.

“Carismas” ou “Graças Especiais” - São graças do ESPÍRITO SANTO que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (Catecismo da Igreja)

Existe uma grande quantidade de Carismas, os quais ajudam de maneira efetiva e preponderante a vida dos fieis e das Comunidades Eclesiais. Na primeira Carta aos Coríntios São Paulo apresenta um exemplo bem elucidativo e completo:

“Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o SENHOR é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo DEUS que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o ESPÍRITO para a utilidade de todos. A um o ESPÍRITO dá a mensagem da sabedoria; a outro a palavra da ciência segundo o mesmo ESPÍRITO; a outro, o mesmo ESPÍRITO dá a fé; a outro ainda o único e mesmo ESPÍRITO concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de interpretá-las. Mas, isso tudo, é o único e mesmo ESPÍRITO que o realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme LHE apraz”. (1Cor 12, 4-11).

Paz e Bem!

Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/dougra.html

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ORAÇÃO DO SILÊNCIO

ORAÇÃO DO SILÊNCIO

Senhor cala em mim
todas as vozes do mundo...
Porque tudo me fala...
Mesmo aquilo que não vejo
e até desconheço...

Cala em mim, Senhor,
as vozes do orgulho e da soberba,
pecados horrendos que deformam as almas...
Cala em mim as vozes da imaginação fútil
e dos pensamentos vãos...

Cala, Senhor,
as vozes da ilusão e da solidão...
As vozes da impureza e das incertezas
e as outras vozes que não fazem sentido...
Porque só servem às acusações e castigo
para a culpabilidade que é tanta...

Por isso, peço-te, ó Senhor,
do mais profundo silêncio de minha alma...
Fale-me a voz do teu perdão...
que me traz absolvição
e a graça que me refaz...

Fale-me a voz de tua paz...
que pacifica todo o meu ser,
fazendo-me viver
sem confusão alguma...

Por fim, fale em mim, Senhor,
A voz do teu Silêncio Sagrado...
Que é ternura de um Deus apaixonado
Que nos livrou da morte e do pecado
Sacrificando-se pela nossa salvação...

Ah! Senhor!
Abre os ouvidos de nossas almas
como abristes o entendimento
dos discípulos de Emaús...
E faz com que vivamos em tal sintonia
com a harmonia do teu Silêncio...
que tenhamos o mesmo entendimento
da Vontade do Pai para a nossa vida,
como tiveste ao carregar
e morrer naquela cruz...

Senhor,
que aprendamos com o Silêncio de Maria,
a tua e nossa Santa Mãe, a silenciar também...
Ela, que Te guardava em seu coração...
Soube acolher com devoção
a vontade silenciosa do Pai...
que por Ti nos dá a Verdadeira Paz...
Definitivamente...

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

NA LUTA CONTRA O MAL

NA LUTA CONTRA O MAL

Eis o que digo para afastar do perigo
As almas que se distanciam do estado de graça...
Voltem...
Voltem...
Ainda há tempo...
Porque é no tempo que temos agora...
que o Senhor nos dá a vitória sobre o mal...

O mal se esconde em cada esquina da vida...
Se não vigiarmos...
e se não tivermos cuidado...
Seremos suas presas fáceis...
Sem defesa alguma...
Porém, nossa maior defesa
é a permanência na inocência
e no amor do Senhor...

Às vezes não sabemos como...
Mas, o mal que se esconde...
Tenta passar sua maldade, seu veneno
sem que o percebamos....
Por isso, muita atenção...
O mal sempre será mal...
e terá o fim que escolheu...
Mas nós, os filhos de Deus,
precisamos ficar atentos
para não cairmos em seus enganos...

Então, como e onde o mal se esconde?
Nos desejos nefastos...
Nos desacatos e ilusões...
Na insensatez dos juízos de valores...
Nos rancores e mágoas...
Nos falsos amores...
Na infidelidade...
Na incredulidade...
No ocultismo...
No esoterismo...
Nas seitas e sociedades secretas...

E onde mais percebemos essa presença tenebrosa?
Nos sentimentos mórbidos...
Nas ganâncias e apegos...
Nas lascívias dos prazeres carnais...
Nas seduções e insatisfações...
Nas lamentações e blasfêmias...
Nos pensamentos vãos...
Na falta de oração e piedade...
Nas mentiras e maldades...
E em toda espécie de depravação...

E como vencer tudo isso?
Pelo arrependimento e volta para o Senhor Jesus...
Que pelo exemplo de sua cruz nos ensinou:
A amar a Deus sobre todas as coisas...
A confiar na Providência Divina que não falha...
A viver neste mundo sem ser deste mundo...
A querer e fazer somente aquilo que Deus quer...
Porque esta é a verdadeira liberdade...

Por último, escutemos São Paulo:
“Além disso irmãos,
tudo o que é verdadeiro,
tudo o que é nobre,
tudo o que é justo,
tudo o que é puro,
tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama,
tudo o que é virtuoso e louvável,
eis o que deve ocupar vossos pensamentos.
O que aprendestes, recebestes,
ouvistes e observastes em mim, isto praticai,
e o Deus da paz estará convosco. (Fil 4,8-9).

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MAS, SAIBAM TODOS

MAS, SAIBAM TODOS

Preciso voltar à luta...
Preciso retomar a missão que me deste...
Ó Senhor, preciso de tua força, do teu amor...
Pois o inimigo das almas não dá trégua...
Ele sabe que é a última hora
E que seu fim está chegando.
Como também as trevas do pecado
tem seus dias contados.

E se o mundo ainda tem alguma paz
é porque a tua misericórdia o sustenta...
Mas, logo, logo tua justiça se manifestará...
Porque não dá mais pra suportar os males
que estamos presenciando...
Chega até pôr em perigo,
a salvação dos teus remidos Senhor.

Mas saibam todos...
Aqui definimos a eternidade que teremos...
O viver de cada um revela a fonte que o alimenta...
Os filhos de Deus são conduzidos pelo Espírito de Deus...
Os filhos das trevas, pelas trevas que os envolve...
São chamas do inferno que lhes queima por dentro...
Por isso são rebentos destinados à perdição eterna...

Ó Misericórdia do Senhor...
Ó Socorro Divino...
Vem nos libertar dos desatinos
dos que se dão ao mal e o servem...

Vem Senhor Jesus, vem...
“Porque só tu tens palavras de vida eterna”
e por isso nos libertas do mal que está no mundo...
Precisamos do teu retorno eterno Senhor...
para que este inferno temporal
dê lugar à tua salvação que não tem fim...
Assim, permaneceremos para sempre contigo
e com o Pai de nossas almas também...
É Ele que nos dá como ninguém...
A graça de vivemos pelo Espírito Santo...
Amém!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009





















JACULATÓRIAS MARIANAS

A oração sempre foi a maneira mais fácil de entrar em sintonia com Deus; ela é o dom de comunicação mais direto que o Senhor nos deu para vivermos na sua presença; por ela vivemos a relação perfeita entre criatura e Criador; é na oração e em oração que falamos com Deus e o ouvimos no íntimo de nossas almas.

Dentre as formas de oração, uma em particular chama mais à nossa atenção pela sua precisão e pela perseverança que gera nas almas que se exercitam por ela no seu empreendimento com Deus. Todos os santos e santas a praticaram, por isso, chegaram à perfeição desejada por Deus em todo o seu proceder. Essa forma de oração chamamos de Jaculatória, que é uma forma de oração concisa, isto é, feita de poucas palavras, porém, de uma eficácia à toda prova, capaz de atingir o âmago de nosso ser e nos levar ao mais alto grau da contemplação do Senhor.

O próprio Filho de Deus praticou essa forma de oração e com seu exemplo nos ensinou a praticá-la também. Vejamos: “Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres... Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras”. (Mt 26,39.44). Como vimos nesse exemplo de Jesus, a jaculatória, aguça a piedade e nos livra da tentação, pois, o Senhor mesmo, depois de praticá-la disse a seus discípulos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41).

A piedade cristã criou um vínculo especial com o Senhor Deus por meio de sua Mãe, a Virgem Maria, que nos foi dada como mãe quando da crucifixão de Jesus conforme lemos no Evangelho de São João (Cf. Jo 19, 26-27). Desse modo, os filhos e filhas de Deus, procuram praticar essa forma breve e fervorosa de oração, invocando com humilde confiança Maria Santíssima, pedindo a sua intercessão junto ao Senhor.

Tradicionalmente, algumas Jaculatórias são rezadas durante o terço, após cada dezena, e são bem conhecidas, tais como:

“Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem de Vossa misericórdia”.

“Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo!”

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

Por fim, cito o Papa João Paulo II, quando falou da importância da jaculatória na meditação dos mistérios do terço, depois da doxologia trinitária (Glória-ao-Pai):

“Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se tiver o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da meditação desse mistério” (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae 35).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...