VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...


SÉRIE MEDITAÇÕES

O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...


JUSTIÇA

A Justiça dá a cada ser o que lhe é devido na medida certa...
Por isso, Ela busca sempre a verdade dos fatos, porque esta lhe dá a capacidade de ação para o bem estar de todos...
Repara o mal que de fato houve...
Pune o que devido, liberta o que preciso...
Assim é e sempre será a Justiça...
Destarte, só Deus é Justo, e por seu Filho Jesus Cristo,
Justifica todos os injustiçados... (cf. Mt 5,6)

PIEDADE

A Piedade é a verdade em oração no coração das almas santas...
Uma alma piedosa ama a Deus com profunda reverência...
Clama por sua clemência, e se põe à disposição de sua vontade...
Cresce na intimidade e no fervor, e sabe guardar com amor todas as pérolas divinas que lhes são confiadas, não as atirando aos porcos...
Todavia as multiplica pela oração,
Ornando com a unção divina e salutar as almas mais necessitadas...


A Fé é como um expectorante para a alma,
visto que põe para fora dela toda desconfiança,
firmando-a na esperança que não decepciona....
Isto porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações,
pelo Espírito Santo que nos foi dado...(cf. Rom 5,5).
A fé tudo alcança, porque obtém de Deus todo poder,
Por isso, tudo é possível ao que crer...

ESPERANÇA

A Esperança é alma gêmea da fé,
porque tem certeza do que não vê...
Diz o ditado popular: quem espera em Deus nunca cansa,
porque Deus não falha nunca...
A esperança também se chama convicção,
porque quem espera em Deus nunca duvida de suas promessas,
pois sabe que elas são o motivo e o fundamento de sua aliança conosco...

CARIDADE

A Caridade é o amor assistindo as necessidades,
reparando as injustiças e imperfeições dos homens...
Ela por sua vez é assistida pela Providência Divina,
que consola os corações caridosos pelo milagre do bem feito aos mais necessitados...
Ela é como que a mão do Senhor a socorre-nos em seu amor...
Pela caridade somos anjos de resgate...
Apoiando os caídos, assistindo os desvalidos,
libertando os oprimidos que o egoísmo de alguns mutilou...
A caridade nunca passa, até que cheguemos ao céu...
Todavia, não busque nela alguma salvação pessoal,
Pois ninguém é salvo pelas obras...
Porém, convém saber que as boas obras só existem,
porque fomos salvos por Jesus Cristo, o Filho de Deus...

TEMPERANÇA

A Temperança é o equilíbrio perfeito entre os desejos da carne e os do Espírito; isto porque a aspiração da carne é a morte; enquanto a aspiração do Espirito é a vida e a paz; pois a carne (concupiscência) não se submente à Lei de Deus e nem o pode, porque os que vivem segundo a carne rejeitam as graças do Espírito de Deus...

“Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rom 8,12-14).

SOBRIEDADE, MODÉSTIA

Em cada área do nosso ser existe a possibilidade do prazer, pois o dom de sentir prazer é um dom que Deus nos deu, e que gera em nós certa satisfação prazerosa, isto é, certa sensação de felicidade. Todavia, é preciso que haja equilíbrio em todos os nossos sentidos para que estas sensações não se transformem em fuga de nós mesmos, dos outros e de Deus; ou mesmo desemboquem nos vícios que levam ao precipício da perca de liberdade, porque toda sensibilidade carnal é passageira e fugaz, quando não equilibrada pela sobriedade.

A Sobriedade é a virtude que Deus nos deixou para não nos afastarmos do seu amor, que é a nossa eterna fonte de felicidade. É ela que nos equilibra e nos conduz à moderação no comer e beber; no pensar e falar; no olhar e sentir; no vestir e se portar. A sobriedade é prima irmã da modéstia, pois esta faz a festa da graça de Deus em nossas almas. (cf. Rom 12,16).

MANSIDÃO

Quem vive cultivando a virtude da Mansidão tem seu coração em Deus, que nos ensina por seu Filho amado, a nunca nos alterarmos em meio aos desequilíbrios dos homens (cf. Mt 11,28-30). Essa virtude vem também acompanhada de uma promessa, os mansos possuirão a terra, indício da posse do céu, terra eterna prometida por Deus aos filhos seus (cf. Mt 5,5; 2Ped 3,11ss).

INOCÊNCIA

A inocência nos torna imunes à todo tipo de perseguição e violência, porque todo inocente é livre e tem na inocência sua maior defesa. Alguém é inocente quando vive a verdade diante de Deus e dos homens, porque o fato de existir naturalmente já é a verdade em si. Todavia, precisamos vive-la com ela é, transparente sempre, como o próprio Deus. Os mais temidos dos homens são os inocentes, porque até mesmo o seu silêncio causa tortura aos seus algozes. Por isso, todo inocente é invencível, pois nem a morte o poderá destruir.


PENITÊNCIA

Jesus começou seu ministério nos ensinando a fazer penitência: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”. (Mc 1,15).

Como vimos nesse ensinamento do Senhor, a penitência é o reforço da fé, pois o verdadeiro arrependimento precisa de penitência para que haja verdadeira conversão. Não basta dizer, “creio em Jesus Cristo”; pois, a fé é muito mais do que uma simples afirmação; ela precisa do esforço da alma penitente para se firmar e crescer na graça santificante, e dar os frutos da adesão ao Senhor, por meio da vivência do seu evangelho. Fazer penitência é vencer-se a si mesmo, como nos ensinou São Francisco de Assis, em sua décima Admoestação: “O pior inimigo do homem é ele mesmo, vence-te a ti mesmo e vencerás todos os teus inimigos visíveis e invisíveis”. Porquanto, ajuda-nos Senhor a penitenciar-nos em tua presença, pois sem Ti nada podemos fazer (cf. Jo 15,5).

PRUDÊNCIA

A Prudência é a aliada que perpassa todas as outras virtudes...
Por ela ninguém erra...
Por ela evita-se a dúvida atroz e o desengano...
Porque a Prudência nos faz atentos, nos dá alento para decidirmos somente pela vontade de Deus...
Desse modo, Ela é o discernimento perfeito e a razão de ser do equilíbrio de todas as outras virtudes em nossa vida...

COERÊNCIA

A Coerência é a autêntica vivência da fé, é ela a despenseira de todas as graças, para darmos os frutos de santidade que o Senhor nos concede na Santa Comunhão. Ela é o motivo de sermos recebidos e atendidos diante de Deus. Por ela somos livres desde já de todo julgamento diante do tribunal do Senhor.

É a Coerência que ilumina nossas almas com a luz que nunca se apaga e por isso, se torna nosso escudo de proteção para todos que a vivem. Ela põe por terra toda falsidade, porque faz valer a verdade e a autoridade divina em nossa vida. Foi pela virtude da coerência que Natanael foi identificado por Jesus e recebeu dele o mais belo elogio entre os apóstolos, e uma especial revelação do Senhor. (cf. Jo1,43-51).

O QUE DIZER AINDA MAIS A RESPEITO DAS VIRTUDES?

Todas as virtudes com que Deus nos criou...
Foram-nos concedidas para permanecermos fieis ao seu amor,
E gozarmos da liberdade infinita em sua Presença bendita...
Por isso, abusar da misericórdia e da bondade divinas...
É deixar de viver no santo temor...
É perder-se na agonia e na dor de não amar o Senhor,
e não se deixar amar por Ele eternamente...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES


SÉRIE MEDITAÇÕES

A FÉ É UM DOM DE DEUS?


A fé é um dom de Deus e uma de suas leis naturais presente em todas as suas criaturas. Ora, naturalmente todos já nascem acreditando seja na própria vida, seja em algum credo que professa, seja no seguimento de alguma ideologia, seja ainda pela incredulidade ou indiferença com que alimenta sua alma; o fato é que todos creem, e isto é inegável. Porém, em todos os batizados a fé é dom do Espírito Santo que lhes concede a percepção das graças que Deus nos prodigalizou (cf. 1Cor 2,12).

Tanto na vida dos que creem como dos que não creem, a fé ou a falta dela, surte efeitos inigualáveis. Para os que creem a fé é fonte de salvação, como nos ensinou nosso Senhor Jesus Cristo: “Tudo é possível ao que crê”. (Mc 9,23). Por ela nos aproximamos de Deus e com Ele interagimos, porque, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Heb 11,1). “Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tim 3,17).

Ela é também uma arma poderosa na luta contra o mal (cf. Ef 6,10-18), e, juntamente com as outras virtudes, uma graça especial na conquista da vida eterna: “Mas tu, ó homem de Deus, foge dos vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado...”. (1Tim 6,11-12a).

Já na vida dos que não creem, a falta de sua força salvadora, leva estes à perca do sentido eterno da vida por não amarem a Deus e nem interagirem com Ele. Visto que, “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Heb 11,6). De fato, um rastro de morte se faz presente nos corações incrédulos, pois, ao negarem a evidência divina, afirmam a impiedade e a perversidade humanas, aprisionando pela injustiça a verdade que os podia salvar. Porque, “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar”. Assim, “Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos” (Rom 1,20.22).

Porém, nos ensina São Paulo: “Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens... Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tim 2,1.3-4).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES




SÉRIE MEDITAÇÕES

O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES...

Perguntei a uma criança da catequese, o que é virtude? Ela me respondeu bem de mansinho: virtude é uma qualidade boa, frei... Nossa! Como eu fiquei feliz com essa resposta, pois percebi que o Espírito Santo fala com as crianças e por meio delas... Então, meditemos sobre algumas dessas virtudes das quais fomos dotados por Deus...


AMOR

O Amor é o fundamento de todos os dons que Deus nos deu...
A maior de todas as virtudes é amar,
amar a Deus acima de todas as coisas
e amar aqueles que Deus nos dar para amar...
Entretanto, basta a raiva, o ódio, o ressentimento...
Para macular esse precioso presente que Deus nos deu...
Portanto, o maior dom de cura é o perdão, por ele o amor permanece sempre...


VERDADE

A Verdade está dentro de todo ser humano e presente em tudo que existe...
Mesmo que alguém minta, tem consciência dela,
e sabe que a está traindo...
Então, não faça da mentira seu ofício,
porque ela será a causa de sua ruína...
Pois a mentira é como uma areia movediça,
quanto mais alguém se move nela, mais afunda e se perde...


OBEDIÊNCIA

A Obediência é a ciência daqueles que se tornam capazes de dar a própria vida, para não desorganizar o que a Sabedoria de Deus organizou...
Por isso, todo ser obediente é também humilde, porque não faz valer seus interesses pessoas, mas sim os interesses dos demais em vista dos santos interesses de Deus...
Todo ser obediente serve sempre, porque não faz a própria vontade, mas somente a vontade de Deus...


PUREZA

A Pureza de coração nos leva à visão de Deus...
“Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.
Ora, todos nós sabemos disso...
Mas por que todos não a praticam?
Por causa do imediatismo da impureza,
que faz a carne experimentar o que a alma rejeita...
E porque a alma rejeita?
Porque a impureza leva ao precipício do egoísmo...
Mesmo assim milhares e milhões caem nas chantagens psíquicas dos egoístas de plantão e se tornam também escravos do imediatismo...


FIDELIDADE

À Fidelidade se contrapõe a traição ou infidelidade...
Traço da terrível maldade de Judas contra Jesus...
O fato é que todo traidor só morre na desgraça...
A não ser que se arrependa,
peça perdão e repare sua maldade...
Caso contrário, jamais se salvará...


BONDADE

A Bondade se contrapõe à todo tipo de maldade que se comete na face da terra...
E todos temos a virtude da bondade no mais íntimo de nós, mas quantos a cultivam?
É por falta do cultivo da bondade que a perversidade tem se alastrado como peste maligna em todos os campos da vida...


HONESTIDADE

A Honestidade põe por terra a ganância, a corrupção e seus derivados, chamados falcatrua, estelionatários, corruptores e corrompidos...
A honestidade é a maior prova de nossa inocência...
E quem tem a consciência limpa, não precisar provar nada...
Estes já receberam de Deus a liberdade eterna...


GENEROSIDADE

A Generosidade é irmã da solidariedade,
esposa e mãe de todo bem que há...
Liberta dos apegos e dos medos das percas materiais...
Liberta da avareza, vileza que leva muitos à idolatria do dinheiro...
Uma alma generosa é rica em satisfação,
porque é alento para os necessitados
e porta aberta da salvação...


SIMPLICIDADE

A simplicidade descomplica tudo...
Não faz de um pingo uma tempestade,
Visto que nunca se liga na maldade de quem quer que seja...
Os simples de coração são os humildes que Deus pôs neste mundo para derrotar o cão imundo da soberba...


POR ENQUANTO FIQUEMOS ASSIM, LOGO, LOGO TEM MAIS...

Todas estas são virtudes presentes em todos nós...
Nelas encontramos a Deus e com ele convivemos...
Elas são vias de perfeição com as quais Deus nos ornou...
Por elas Ele nos comunica sua santidade,
por meio de seu Filho amado, Jesus Cristo,
caminho, verdade e vida de todos os que se exercitam pela via de sua redenção...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: O QUE QUERO EU DA VIDA?


SÉRIE MEDITAÇÕES

O QUE QUERO EU DA VIDA?

Pensando bem, da vida eu quero somente o que a vida me convém ela mesma, em conformidade com a vontade de Deus. “Pois de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier perder sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?” (Mc 8,35-36). Sim, é isso mesmo o que quero, pois aprendi do Senhor que nada tenho, porque tudo o que tenho são dádivas do Senhor que em seu infinito amor nos concedeu para que tenhamos vida e bem estar no mundo.

Fora disso, tudo o mais é perca de tempo, do bom convívio e medo de perder tudo, até mesmo a vida; isto porque os maus associam os bens materiais à ela e tentam tira-la a todo custo para obterem os dividendos que buscam, só que inutilmente, pois ao perderem também a vida, nada poderão levar consigo para o dia do julgamento (cf. Heb 9,27), a não ser todo o mal que causaram aos seus semelhantes, e isto como prova de sua condenação.

De fato, “Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. (1Tim 6,9-10).

Portanto, vivamos a vida como ela é, simplesmente acolhendo-a como dádiva do nosso Criador e Pai de nossas almas, crendo firmemente, que em seu Filho, Jesus Cristo, ela é eterna para além de tudo o que somos ou temos neste mundo, pois Jesus nos ensinou: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais”. (Jo 14,1-3).

Senhor, confiamos ardentemente nessa verdade que revelaste, e abraçamos com amor o que dissestes:Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Eis-nos aqui Senhor, realiza o teu querer e executar em nosso viver, pois te amamos e te adoramos como o único Senhor, que nos deu a vida e com ela a salvação eterna. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

SÓ A BÍBLIA? OU BÍBLIA, TRADIÇÃO E MAGISTÉRIO?


SÓ A BÍBLIA? OU BÍBLIA, TRADIÇÃO E MAGISTÉRIO?

Com a cisão no Cristianismo, por volta de 1519, nossos irmãos Protestantes resolveram rever a Doutrina ensinada pela Igreja Católica e com isto, entenderam de forma diversa, vários pontos doutrinários, dos quais, alguns, estudaremos a seguir.

CANONICIDADE DOS LIVROS DA BÍBLIA: A palavra cânon significa lista, regra, norma.

Os livros inspirados da Bíblia chamam-se canônicos, isto é, reguladores da nossa fé.

O cânon é a lista dos livros inspirados que tem Deus como autor.

A Bíblia católica possui 46 livros no A.T. e 27 no N.T., perfazendo um total de 73 livros.

Já a Bíblia protestante possui apenas 39 livros no A.T. e 27 no N.T., perfazendo um total de 66 livros.

As divergências dos livros que compõem o Antigo Testamento, são causadas pelo fato de existirem dois cânons diferentes, conhecidos como a Bíblia hebraica, dos judeus palestinenses e a Bíblia dos setenta ou Bíblia grega, dos judeus da diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo).

A Bíblia hebraica dos judeus da Palestina, tem menos sete livros que a Bíblia dos setenta e não contém alguns trechos dos livros de Ester e Daniel e foi toda escrita em hebraico (livros originais).

A sua codificação começou quase 500 anos antes de Cristo e terminou 100 anos depois de Cristo.

A Igreja Cristã recebeu a versão grega da Bíblia codificada pelos judeus da diáspora.

Ora, esta Bíblia contém os Livros de Judite, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc e 1º e 2º Livros de Macabeus, além dos capítulos 3, 13 e 14 do Livro de Daniel e os capítulos 10 a 16 do Livro de Ester que a Bíblia dos judeus da Palestina não possui.

Esta tradução da Bíblia, também conhecida como Bíblia Alexandrina ou dos setenta, foi traduzida por 70 (setenta) sábios de Alexandria, 300 anos antes de Cristo.

E por que da diferença na relação de livros considerados como inspirados entre os judeus da Palestina e os judeus da diáspora?

Porque os judeus da Palestina eram ultra-nacionalistas e consideraram os seguintes critérios para decretar um livro como canônico:

Ter sido escrito na língua hebraica;
Ter sido escrito na Terra Santa (Israel);
Ter sido escrito até o tempo de Esdras (458-428 a.C.);
Estar de acordo com a Lei de Moisés.

A Bíblia dos setenta foi a Bíblia usada por Jesus e pelos Apóstolos.

Isto significa dizer que aceitavam os livros que não constam na Bíblia hebraica, como Palavra de Deus revelada.

Estes sete livros que não constam na Bíblia hebraica, são chamados livros deuterocanônicos, isto é, canônicos depois.

Os Judeus de Alexandria chegaram a traduzir os livros sagrados hebraicos para o grego entre 250 e 100 A.C..

Jesus e os Apóstolos citam o A.T. 350 vezes.

Pois bem, destas 350 citações, 300 são tiradas da Bíblia dos setenta.

Isto demonstra, sem dúvida, que os livros deuterocanônicos contém a Palavra de Deus autêntica e revelada.

Verificamos também que nos escritos do N.T. há citações implícitas dos livros deuterocanônicos.

Vejamos algumas:

Rm 1,19-32 = Sabedoria 13,1-9;
Rm 13,1 = Sabedoria 6,3;
Mt 27,43 = Sabedoria 2,13.18;
Tg 1,19 = Eclesiástico 5,11; (obs.: Eclesiástico também é conhecido como Sirácida)
Mt 11,29s = Eclesiástico 51,23-30;
Hb 11,34s = 2 Livro dos Macabeus 6,18-7,42;
Ap 8,2 = Tobias 12,15.

A Bíblia dos Setenta sempre foi, desde o início da Igreja, a Bíblia utilizada pelos cristãos de todo o mundo.

2) Fundamentação para a Fé e Doutrina:

Para os Protestantes: só a Bíblia (Livre Exame);

Para os Católicos: Bíblia, Tradição e Magistério.

Com a cisão no cristianismo, os cristãos protestantes resolveram rever o entendimento da Igreja com relação aos seus ensinamentos e, uma das decisões foi não mais aceitar a Tradição e o Magistério da Igreja Católica, além de optar pela Bíblia hebraica.

Segundo o Protestantismo, o método para se obter a verdadeira interpretação da Bíblia, é através do livre exame, isto é, ao lermos e refletirmos sobre a Palavra de Deus, oramos ao Espírito Santo e lhe suplicamos que nos revele a verdadeira interpretação da passagem bíblica lida.

Já a Igreja Católica ensina que, não somente a Bíblia Sagrada é fonte de revelação e ensinamento de Deus para nós, mas também a Tradição e o Magistério.

Vejamos o que a própria Bíblia nos diz a respeito disto:

Livre Exame:

II Pd 1,20-21: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus".

Tradição: Alegam nossos irmãos protestantes não aceitar a Tradição, entre outros motivos, pelas palavras de Jesus em Mt 15,2-3, vejamos então este texto:

Mt 15,2-3: "Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer. Jesus respondeu-lhes: E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa da vossa tradição?".

É necessário esclarecer que, a tradição à qual Jesus se refere na passagem narrada segundo Mateus, é a tradição (ensinamentos) dos homens e que muitas vezes contradizem a Palavra de Deus.

A Tradição ensinada pela Igreja e proclamada também, como fonte de revelação da Palavra de Deus, nada mais é que, o ensinamento oral de Jesus e dos Apóstolos que não foi escrito em pergaminhos (livros), mas que só foi ensinado oralmente.

Tradição e Bíblia não se contradizem mas sim, se complementam e se confirmam uma a outra.

Vejamos o que a Bíblia diz a respeito:

II Tm 3,16-17: "Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra".

Jo 20,30-31: "Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome".

Jo 21,25: "Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever".

At 20,35: "Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir aos fracos, e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto Ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!".

II Ts 2,15: "Assim pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa".

II Tm 2,1-2: "Tu, portanto, meu filho procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros".

Magistério: Ao contrário do Livre Exame pregado pelos nossos irmãos protestantes a Igreja Católica prega que a interpretação da Bíblia é revelada pelo Espírito Santo à sua Igreja, esta Igreja na pessoa dos Bispos e Papas forma o Magistério que nada mais é que os esclarecimentos da Igreja, em nome de Deus, sobre a interpretação correta da Palavra de Deus.

Há uma grande diferença entre o Magistério da Igreja Católica e o Método do Livre Exame dos protestantes.

No Protestantismo existem várias explicações diferentes para um mesmo ponto doutrinário, algumas até contrárias umas as outras.

Já no Magistério da Igreja Católica, o entendimento é um só e aceito e pregado pelo mundo inteiro, em todas as paróquias, dioceses e em toda a Igreja Católica.
Pois se o Magistério da Igreja se pronuncia a respeito de um ensinamento, dúvida de fé ou dogma é porque ela não tem dúvida de que o que ela proclama é confirmado por Deus, na pessoa do Espírito Santo, pois quando não sabe, se cala.

Esclareça-se que o Magistério não é fonte de revelação da Palavra de Deus, mas apenas esclarece e corrige entendimentos errôneos sobre a Palavra de Deus.

Vejamos o que a Bíblia nos fala a respeito deste assunto:

Jo 14,26: "Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito".

Jo 16,12-13: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão."

Jo 20,22-23: "Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos’".

Lc 24,45: "Abriu-lhes então o Espírito para que compreendessem as Escrituras".

At 2,1-4a: "Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceram-lhes, então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiam e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo ...".

At 15,28: "Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável...".

At 16,4-5: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as Igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número de dia para dia".
Ef 2,19-20: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus".

II Pd 3,15-16: "Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o Dom da Sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras".

Mt 28,19-20: "Ide, pois ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo".

Pois bem, esta é a promessa de Deus para a sua Igreja, estar conosco "todos os dias até o fim do mundo".

As Igrejas Protestantes surgiram só por volta do ano de 1519.

Conforme alguns protestantes afirmam, a verdadeira Igreja de Jesus não é a Igreja Católica e sim a Igreja Protestante.

Então Jesus só passou a cumprir a sua promessa a partir de 1519?

E antes, no período compreendido entre a sua morte/ressureição e 1519?

Reflita bem.

Será que Jesus só começou a cumprir a sua promessa a partir de 1519 e até este ano não havia Igreja?

Respondemos que não.

A verdadeira Igreja de Jesus é aquela que vem desde os Apóstolos, mas que foi dividida pelos homens.

Jesus não queria a divisão da sua Igreja, apesar de saber, como Deus, que isto iria acontecer.

Vejamos o que o próprio Jesus nos fala contra a divisão da sua Igreja:

Jo 17,21-23: "A fim de que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes, eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um como nós somos um: Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim".

Vejamos o que mais a Bíblia nos fala a respeito:

Ef 4,1-6: "Exorto-vos, pois – prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sêde solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sêde um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos".

D Estevão Bettencourt, OSB

Fonte: http://aef.domestevao.nom.br/T4_Frameset.htm


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XX)


AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XX)

Casa de ouro

A casa é o lugar do aconchego onde nasce e se estabelece a família, lugar comum dos que se amam. Lugar de acolhida harmoniosa, onde a felicidade tem sua origem e crescimento a partir da unidade dos laços familiares. Deus, pois, começou a sua obra por meio de uma família, com intenção familiar definitiva; e pôs tudo que criou sob a responsabilidade dessa primeira família, que ele mesmo abençoou para que se multiplicasse ininterruptamente e vivesse sempre em sua presença até onde seu desígnio de amor o determinasse.

Por sua vez, para os Antigos Hebreus, o ouro era o metal mais precioso e puro; e essa preciosidade e pureza eles associavam à sua fé em Deus, e por ela reconheciam Javé como o único Deus e Senhor de sua vida e de todas as coisas. A Ele prestavam culto de louvor e adoração, pondo Nele toda sua confiança e esperança na certeza de que Deus jamais lhes abandonaria, porque é fiel com aqueles que a Ele se entregam e confiam esperando em seu amor. Por isso, procuravam ser fiéis em tudo, pois com Ele tinham feito aliança por meio de Moisés e Aarão no deserto a caminho da terra prometida.

De fato, Maria Santíssima representa a fé mais pura; ela é como o ouro que nunca se estraga e que se mantém puro sempre, sobre todos os outros metais existentes, isto é, sobre todos nós. Ela é a Casa de Ouro que acolhe Deus com toda a sua grandeza; nela, o próprio Deus se torna um de nós e dar início a grande redenção prometida a Abraão e seus descendentes, e a toda humanidade gerada no batismo pelo Espírito Santo enviado por Jesus Cristo, Seu Filho, nascido de Virgem Mãe.

Arca da aliança

Segundo o livro do Êxodo (cf. Ex 25,10-22), a Arca da Aliança, foi confeccionada sob a orientação de Moisés, que por instruções divinas indicou seu tamanho e forma. Nela foram guardadas as duas tábuas da lei, contendo os dez mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés na montanha; a vara de Aarão com a qual fez prodígios e portentos diante do Faraó e seus sequazes; e um vaso contendo o maná, que foi o alimento que Javé fez cair com o sereno sobre as areias do deserto para a multidão faminta durante os quarenta anos do êxodo até a terra prometida. Estas três coisas representavam a aliança de Deus com o povo de Israel. Para o povo Judeu a Arca da Aliança não era uma simples representação, mas a própria presença de Deus no meio deles.

A Arca era parte integrante do Tabernáculo do Altíssimo. Ela repousava sobre o altar, era de madeira, coberta de ouro, com uma coroa de ouro ao lado. Somente os sacerdotes levitas poderiam transportar e tocar nela; e apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, no dia da expiação, quando a Luz de Shekiná (da presença de Deus) se manifestava, entrava no santíssimo do templo.

Com efeito, Maria Santíssima é a Arca da Nova Aliança de Deus com a humanidade, o Sacrário vivo de Deus; e Jesus, Sumo Sacerdote da Nova Aliança, é o Verbo Encarnado, ou seja, a Palavra de Deus ela mesma, que se fez Carne no seio virginal de Maria e habitou no meio de nós, povo novo de Deus a caminho da terra prometida, o Reino dos Céus. Por ele, o Pai realizou prodígios e portentos mostrando a revelação de sua glória no meio dos homens, presentes nas curas e milagres realizados por Jesus; por fim, Ele se nos deu como alimento de salvação eterna na Eucaristia, “Pão vivo que desceu dos céus”. Portanto, a mãe de Deus e nossa mãe, Arca da Nova Aliança, portadora de todos estes sinais, se faz presente sempre em nossa vida com seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!

Porta do Céu

Escutando a canção “Porta do Céu” do Pe Fábio de Melo, ouso reproduzir aqui sua poesia, mostrando ao mundo a beleza de ter Maria Santíssima como mãe e senhora nossa.

Se a dor te toma por demais
Se o mundo não te crê jamais
Sabe, pois, que há alguém por ti
Orando, intercedendo, há sim!
Puro esplendor e amor de mãe
Sacrário vivo de Deus Pai
Em ti Maria eu encontrei
A vida que pra mim eu quis

Imaginei como seria o paraíso de Jesus
Com paz e harmonia em nossos corações
Pra sempre então seria eterno em louvor
Aquele que um dia veio e nos salvou

Ó Mãe santíssima, me leva a Deus.
E para sempre exultarei com cantos
Tenros de louvor, buscando a salvação.
E nessa hora em que eu te rogo aqui
Dentro em meu peito está vontade
De te conhecer, Maria tu que és porta do céu.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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