Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
domingo, 10 de março de 2019
POR QUE SOMOS TENTADOS?
Homilia do 1°Dom da Quaresma (Lc 4,1-13)(10.03.19)
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Caríssimos, a tentação é uma ação do maligno que, como vimos, não poupa ninguém nem mesmo Jesus Cristo, o Filho de Deus. Mas, por que o maligno detem esse poder? Porque não tem nada à perder, uma vez que já foi julgado e condenado eternamente (cf. Jo 16,11), por isso, faz de tudo para distilar seu ódio contra Deus, atirando-se contra as suas criaturas; porém, seu tempo já está se esgotando e lhe resta muito pouco. De fato, se ele pudesse já haveria destruído a criação e todas as hostes celestiais.
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Não resta dúvida que estamos na batalha final contra os poderes do mal; de certo, esses poderes não suportam a verdade, o amor, a humildade, a misericórdia, a obediência, a santidade e a justiça, porque todos esses valores eternos são atributos divinos que Deus derrama como graças nas almas que lhe obedecem seguindo em tudo o seu Filho nosso Senhor Jesus Cristo.
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No Evangelho de hoje, Jesus, cheio do Espírito Santo foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo; ora, o deserto é sinônimo de morte, pois quase nada natural subexiste nele sem que receba a devida adaptação da lei natural que Deus pôs nas criaturas para resistirem e sobreviverem às intempéries. Se pensamos espiritualmente veremos que as condições adversas das tentações nos levam à total dependência do Senhor para que por seu poder vençamos todo o mal.
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A narrativa de São Lucas no Evangelho de hoje apresenta três tipos de tentações mais frequentes, são elas: a tentação do prazer; a tentação do poder; e a tentação da idolatria, ou seja, contra nós mesmos, contra o próximo, e contra Deus. Em todas essas tentações Jesus nos ensinou que a arma invencível contra o maligno é a Palavra de Deus, obedecida e praticada fielmente.
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Portanto, escutemos, então, esta exortação de São Tiago sobre a utilidade das tentações, sabendo que quanto mais tentados mais amados e protegidos por Deus para não sucumbirmos à elas: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 9 de março de 2019
A LÓGICA DA MISERICÓRDIA DIVINA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,27-32)(09.03.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, nesse nosso mundo das novas tecnologias, o mal tem encontrado um vasto campo para espalhar sua sinzânia espiritual entorpecendo as almas para torna-las infecundas e impotentes na busca da santidade. Trata-se das mass mídias, tendo a Internet como centro com suas redes sociais e tantas outras páginas que muitos se aproveitam delas para espalhar as mais diversas práticas pecaminosas tirando das almas o tempo que deveriam dar a Deus.
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O resultado é que essas almas se tornam mornas ou frias espiritualmente, porque tiram o tempo do Senhor para dar à tais atividades que não condiz com a prática da fé. Ora, tudo na prática da vida, seja por pensamentos, palavras e ações, tem como pano de fundo o resultado final do nosso estado da alma, como nos ensinou São Paulo: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna."
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Meditando o evangelho de hoje vemos que os fariseus interpelaram Jesus porque fazia refeições com os pecadores; ao que Ele, respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. Dito isso, Jesus inverte a lógica farisáica, pois, esta ensinava que para se aproximar de Deus era preciso ser puro; mas, na lógica da misericórdia divina o Senhor nos ensina que é a nossa adesão a Ele que nos torna puros.
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Conclusão: Caríssimos, quem caminha na vida iluminado pela luz do Senhor não tropeça, porque tem na sua Palavra e companhia a graça que o conduz à felicidade eterna. Portanto, a função da vivência da fé não é criar muros de separação, mas, iluminar as almas perdidas para que encontrem Jesus, caminho, verdade e vida, porque todos os que o encontram são purificados e transformados em novas criaturas.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 8 de março de 2019
O JEJUM QUE AGRADA A DEUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,14-15)(08.03.19)
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Caríssimos, a liturgia de hoje trata de um dos exercícios quaresmais chamado jejum ou mortificação que nos ajuda a assimilar melhor o significado da necessidade, cujo sentido espiritual é morrer para o pecado e viver para Deus em permanente estado de graça. Mas, atenção, pois a pergunta dos discípulos de João Batista a Jesus, na verdade, é perca de concentração do essencial para se ater meramente à prática externa desse exercício, não gerando fruto algum.
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Ora, o caminho da cruz nos leva à ressurreição; os mistérios da dor nos leva aos mistérios da glória, mas isso se dá quando nossa prática de fé nos faz viver as virtudes da misericórdia, benevolência, caridade, mansidão, justiça e comunhão fraterna; caso contrário, tal exercício espiritual não passa de repugnante simulação que encobre uma multidão de pecados, como nos mostrou o Profeta Isaías na primeira leitura.
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Caríssimos, os exercícios Quaresmais, e hoje em especial o jejum, não é uma prática formalista, repleta de rigidez e tristeza, mas atos de amor que leva a alma a se unir perfeitamente ao Senhor para praticar a sua vontade por meio das obras de misericórdia. Sem esse sentido tal prática nos transforma em fiscais intransigentes que exigem santidade dos outros, nos tornando incapazes para a prática do bem.
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Conclusão: Amados irmãos e irmãs, quem encontra o Senhor nas práticas quaremais e nele permanece, compartilha as graças recebidas com os demais por uma vida serena plena de mansidão e solidariedade. Portanto, o jejum é uma prática voluntária de mortificação que nos faz transparecer o Senhor naquilo que vivemos, ou seja, o noivo ausente se faz presente por essa patica.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 7 de março de 2019
POR QUE SOFREMOS?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,22-25)(07.03.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a realidade dolorosa que nos cerca é gerada no íntimo de todos os que pela desobediência tornam-se causa de ruína e perdição; ora, tudo isso, porém, terá o seu desfecho no dia do juízo final que acontecerá com a segunda vinda de Cristo; todavia, os justos estão isentos de quaisquer condenação, pois é isso que meditamos na Carta de São Paulo aos Romanos: "De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo."
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De fato, o mal em si não faz parte de nossa vida, mas se seguirmos suas maléficas seduções perderemos a guerra espiritual na qual estamos, como afirmou Moisés na primeira leitura de hoje: "Olha que hoje ponho diante de ti a vida com o bem, e a morte com o mal. Escolhe, pois, a vida para que vivas; se porém o teu coração se afastar do Senhor e te deixares seduzir pelas insídias do mal, certamente morrerás."
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Caríssimos, o seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo se dá pela cruz de cada dia como Ele mesmo nos ensinou no Evangelho de hoje; porque isso significa a nossa participação direta na obra da redenção, como afirmou São Paulo: "O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados."
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Conclusão: Caríssimos, ninguém em sã consciência quer sofrer, todavia, nenhum de nós está isento dos sofrimentos nesse vale de lágrimas em que vivemos; e olha que eles se multiplicam à cada pecado cometido neste mundo. De fato, só existe uma explicação para o sofrimento de Cristo e o nosso, a erradicação do pecado e das suas consequências que são a morte e o inferno; e isso se dá pelo triúnfo de Cristo sobre Satanás e seus sequazes, por meio do seu sofrimento de cruz que padeceu em vista da nossa salvação.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 6 de março de 2019
QUARESMA, TEMPO DE ORAÇÃO, PENITÊNCIA, CONVERSÃO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 6,1-6.16-18)(06.03.19)
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Amados irmãos e irmãs, hoje iniciamos o tempo da Quaresma, tempo fecundo de profunda reflexão sobre a brevidade da vida neste mundo; pois, somos pó e para o pó voltaremos, porém, firmados na esperança da ressurreição realizada por Cristo em nosso favor. De fato, esse tempo nos leva à uma permanente conversão e ao crescimento nas virtudes da caridade, da humildade e da perseverança que o Senhor nos concede por meio dos exercícios quaresmais da oração, do jejum e da esmola, esteios que nos mantém convictos da fé que professamos.
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Com efeito, os símbolos que acompanham este tempo são as cinzas, que nos lembram o pó que somos e a humildade que precisamos para vencermos as tentações que se nos apresentam; a cor roxa, que nos aponta a penitência que precisamos fazer para permanecermos fiéis aos nossos compromissos assumidos perante o Senhor; o silêncio interior e exterior, no qual o encontramos e mantemos com Ele um fecundo diálogo filial repleto de profundo respeito e obediência, virtudes próprias daqueles que o amam.
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De certo, como vimos acima, essas práticas quaresmais são meios de purificação e santificação das almas que por elas se exercitam tendo como fim o verdadeiro testemunho dos sofrimentos de Cristo e de sua ressurreição. Por isso, muita atenção, para não fazer delas marketing promocional ou busca de fama, principalmente nesse tempo em que os celulares e as redes estão ocupando o tempo e o lugar de Deus nas almas. Aliás, hoje em dia tudo se torna motivo para se aparecer na mídia e assim fazer milhares de seguidores; e com isso, deixam de lado as práticas piedosas e a verdadeira comunhão com o Senhor.
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Conclusão: Caríssimos, a fé que praticamos é fruto do testemunho daqueles que deram a vida para se manterem fiéis ao Senhor na prática de seus ensinamentos em busca da santidade que Ele nos concede. "Desse modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 5 de março de 2019
DEIXAMOS TUDO PARA TE SEGUIR... E AGORA?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,28-31)(05.03.19)
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Caríssimos, ninguém espera algo grandioso como a felicidade eterna sem ter dela uma prévia para se firmar em sua esperança; assim acontece, por exemplo, com uma semente, Deus a preparou de tal modo que aparentemente é só uma simples semente, porém, depois de plantada em solo fecundo e bem cultivada, multiplica os seus frutos ao infinito. Assim são as promessas do Senhor para nós que o seguimos, não existe medida que as limite, porque os seus desígnios se cumprem sempre.
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É bem como nos ensina a liturgia de hoje, tudo em nossa vida é graça e em estado de graça devemos oferece-la ao Senhor; desse modo, nada de nossa vida devemos antepor a Deus nem ousar interpela-lo indevidamente. No Evangelho de hoje os Apóstolos interpelaram Jesus sobre a recompensa que teriam por ter deixado tudo para segui-lo; mas, por que o fizeram? Por causa das seguranças temporais nas quais se apoiavam. Ora, não é isso que também ocorre conosco?
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Todavia, Jesus os atendeu lhes mostrando que suas promessas se cumprirão totalmente na vida eterna, mas, desde já lhes dá uma prévia ainda que em meio às perseguições. É exatamente isso que São Paulo e Barnabé ensinaram aos primeiros discípulos : "Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações." (At 14,22).
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Caríssimos, na Carta aos Romanos lemos o seguinte à esse respeto: "Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Rm 5,5).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 4 de março de 2019
POR QUE OLHAS O CISCO DO OLHO DO TEU IRMÃO?
Homilia do 8°Dom do tempo comum (Lc 6,39-45)(03/03/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a vida num todo está ligada diretamente à palavra tal como meditamos no Evangelho segundo São João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito." E ainda na Carta de São Paulo aos Colossensses: "Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele."
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Ora, conforme a primeira leitura da liturgia de hoje: "O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem." Como vimos aqui, a palavra é o fundamento revelador de quem somos e também o desfecho final à que tendemos quando falamos: "Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar; pois é no falar que o homem se revela." Certa feita, disse São Francisco de Assis: "Somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais." Ou seja, a vida só tem sentido quando a vivemos por amor a Jesus, o Filho de Deus, que nos amou e se entregou por nós.
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Com efeito, já a segunda leitura nos leva a refletir sobre o viver natural que se destina para a morte temporal e que ninguém escapa disso; todavia, a fé em Jesus Cristo recebida no batismo nos faz ressuscitar com Ele para a vida eterna passando pela morte como Ele passou, nos abrindo as portas do Reino dos Céus, para nos fazer participantes de sua natureza divina. De fato, não haveria esperança alguma se Cristo não houvesse ressuscitado e não nos fizesse ressuscitar com Ele pelo poder do infinito amor de Deus nosso Pai.
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Caríssimos, no Evangelho de hoje, Jesus nos ensina que estamos na vida não como juízes, mas sim como irmãos que reconhecemos as próprias fraquezas e por isso, perdoamos sempre os que enontramos em nosso dia a dia em estado de pecado mortal.
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Conclusão: Para refletir melhor sobre isso, perguntemos: Quem de nós nunca pecou na vida? Eis a resposta que o Senhor mesmo nos dá: "Por que vês o cisco que está no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
DIFICILMENTE UM RICO ENTRARÁ NO REINO DE DEUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,17-27)(04.03.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, pela experiência que temos do viver humano percebemos que muitos se põem na vida como se fossem autossuficientes ou como se não dependessem de nada e de ninguém para viver. A vida é dom do amor de Deus e nos foi dada para correspondermos ao seu amor por meio da virtude obediência, caminho de perfeição para todos os seus filhos e filhas; isto porque não existe liberdade onde reina a desobediência, porque nesse pecado se esconde o inimigo de nossas almas.
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Na primeira leitura de hoje vimos que o Senhor, por sua divina misericórdia, perdoa à todos e que não leva em conta os pecados praticados desde que nos convertamos e nos voltemos para ele de todo o nosso coração, isto é, sem os apegos às coisas deste mundo, pois estes nos impedem de amá-lo sobre todas as coisas e de amar-nos uns aos outros como Ele nos ensinou (cf. Jo 15,12-14).
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No Santo Evangelho que hoje meditamos, vimos o quanto é maléfico para as almas o apego às riquezas materiais como um fim em si mesmas. Ora, para nós que vivemos da fé e da providência divina todos os bens são meios com os quais servimos ao Senhor, porque sabemos que tudo lhe pertence. De fato, dado à nossa fragilidade e temporalidade é perca de tempo todo tipo de acúmulo ou apego, pois tudo o que vemos e temos nada levaremos quando daqui partirmos.
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Conclusão: Escutemos, então, o que São Paulo ensina a este respeito: "Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições."
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Portanto, "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 2 de março de 2019
DEIXAI VIR À MIM AS CRIANÇAS PORQUE O REINO DE DEUS É DAQUELES QUE SE ASSEMELHAM À ELAS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,13-16)(02.03.19)
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Caríssimos, analisando a nossa estrutura conforme a primeira leitura de hoje, percebemos que somos um misto de fragilidade temporal, representada pelo corpo formado do pó da terra, e a grandeza eterna da alma criada à imagem e semelhança de Deus, como bem nos conta o texto: "Da terra Deus criou o homem, e o formou à sua imagem. E à terra o faz voltar novamente, embora o tenha revestido de poder, semelhante ao seu."
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Ora, nessa nossa estrutura Deus nos deu um coração para ama-lo sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros e à todas as suas criaturas como a nós mesmos; nos dá a iluminação do Espírito Santo para compreendermos a sua vontade e pô-la em prática; nos dá os dons da ciência, da inteligência e do discernimento para conhecermos a essência das coisas e assim permanecermos em comunhão com Ele e por Ele fazermos o bem à todos.
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Com efeito, no Evangelho de hoje meditamos o episódio dos discípulos que tentam impedir o encontro das crianças com Jesus, que ao perceber esse intento os repreende, nos mostrando que as crianças carregam em si os tesouros da Inocência e humildade que as faz semelhantes aos seus anjos da guarda que contemplam no céu a face de Deus. Por isso lhes diz: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos."
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Conclusão: Caríssimos, que lições de vida tiramos dessa liturgia de hoje? Primeira, somos um sopro e isso nos ensina que dependemos sempre, por isso, peçamos ao Senhor o seu santo temor para reconhcermos que tudo lhe pertence e assim agradecermos por todo bem que Ele nos faz. Segunda, a nossa condição de fragilidade associada às virtudes da inocência e humildade nos aproximam do Senhor como crianças que nele confiam e a ele se entregam para sentir o aconchego e o calor do seu abraço de Pai.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 1 de março de 2019
AMOR FRATERNO E AMOR CONJUGAL...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,1-12)(01.03.19).
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Caríssimos, a amizade é o amor fraterno em ação; aliás essa liturgia de hoje é dedicada ao amor fraternal e ao conjugal, dois tipos de amor que teem seu fundamento no amor ágape, isto é, no amor de Deus. O primeiro deles é a amizade, que une para além do vínculo sanguíneo. De fato, ser amigo é ser simples, solidário, pacífico, reconhecendo no outro a dignidade que Deus lhe deu. Diz o texto: "Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão encontrá-lo. Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo."
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O outro tipo é o amor conjugal que é puro Sacramento, isto é, uma aliança de amor entre Deus, o esposo e a esposa, à qual o Senhor se refere: "No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”
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São João Crisóstomo escrevendo sobre esse Sacramento, disse: "O que deves dizer à tua mulher? Diz-lhe com muita ternura: «Escolhi-te, amo-te e prefiro-te à minha própria vida. A existência presente nada é; por essa razão, as minhas orações, as minhas recomendações e todas as minhas ações destinam-se a fazer com que nos seja dado passar esta vida de tal maneira, que voltemos a reunir-nos na vida futura sem qualquer receio de sermos separados. O tempo que vivemos é breve e frágil. Se nos for dado agradar a Deus durante esta vida, estaremos para sempre com Cristo e um com o outro, numa felicidade sem limites."
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Assim, "Mostra à tua mulher que aprecias viver com ela e que, por causa dela, preferes estar em casa que na rua. Prefere-a a todos os teus amigos, e mesmo aos filhos que ela te deu; que estes sejam amados por ti por causa dela. Fazei as vossas orações em comum. Ide à igreja e, ao regressar a casa, contai um ao outro o que foi dito e o que foi lido. Aprendei a temer a Deus, e tudo o resto decorrerá daqui, e a vossa casa encher-se-á de inúmeros bens."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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