Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
quinta-feira, 11 de abril de 2019
A FÉ QUE NOS LIBERTA PARA A VIDA ETERNA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,51-59)(11.04.19)
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Caríssimos, toda convicção firmada nas fragilidades humanas, tende a não confiar inteiramente na Providência Divina, que age sempre por meio da fé. Abraão, ao contrário, como vimos na primeira leitura, no seu diálogo com Deus, confiou prontamente nas Suas promessas mesmo vendo que suas capacidades eram mínimas, e por isso, o Senhor lhe deu a visão antecipada do cumprimento delas.
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Com efeito, vivemos num mundo cheio de contradições e incertezas advindas de nossas debilidades; e isso, de certa forma, gera um impacto negativo que tenta abalar a nossa fé. Por isso, como Abraão, precisamos nos manter fiéis em nosso diálogo permanente com o Senhor a fim de que realize em nossa vida todos os seus desígnios à nosso respeito.
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No Evangelho de hoje Jesus revela aos seus interlocutores que Abraão realmente viu o seu dia antecipadamente e se alegrou por isso, mas eles não acreditaram e ainda queriam apredreja-lo, chamando-o de blasfemo, ou seja, acreditavam mais nas convicções racionais que traziam em suas almas do que nas palavras de Jesus que lhes concedia a vida eterna.
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Conclusão: Caríssimos, que lição aprendemos nessa Liturgia de hoje? A fé no Senhor nos liberta para a vida eterna quando a vivemos como dom do Espírito Santo; quando não, ela é só convicção racional que aprisiona aqueles que a professam lhes tornando cegos e surdos espirituais repletos da rejeição a Deus.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
MUITO CUIDADO COM OS NOVOS ÍDOLOS DE NOSSA GERAÇÃO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,31-42)(10.04.19)
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Caríssimos, quando não se vive em comunhão com a vontade de Deus expressa em Sua Palavra, na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, nos exemplos de Sua Santa Mãe e de todos os santos, tudo se torna motivo de preocupação, medo, murmuração e outras coisas semelhantes, exatamente porque nos falta o essencial, isto é, a intimidade com o Senhor. Ora, Deus não está desligado de nós; nós é que nos desligamos Dele por nossas futilidades.
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De fato, vivemos tempos difíceis onde a tecnologia está ocupando o lugar da fé; hoje em dia quase tudo se pode fazer pelo celular, por isso, muitos já não têm tempo, por exemplo, para participar da Santa Missa, para ter vida de recolhimento e oração; muito menos para fazer uma profunda reflexão ouvindo a voz do Senhor e dialogando com Ele por meio das Sagradas Escrituras.
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E o resultado é um mundo stressado, mergulhado num barulho infernal, no hedonismo que é a busca do prazer instintivo, mas também nas vãs preocupações e incertezas, gerando incredulidade e a hipocrisia do nosso tempo, viver de aparências; carentes das virtudes do amor e da paz que só Deus nos pode dar.
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No Evangelho de hoje Jesus nos ensina: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Portanto, Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
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Conclusão: Caríssimos, muito cuidado, porque o celular e as redes sociais são os principais ídolos de nossa geração querendo ocupar o lugar de Deus em nossas almas, tirando todo o tempo que deveríamos dar somente ao Senhor e não à eles.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 9 de abril de 2019
VOLTEMOS O NOSSO OLHAR PARA O SENHOR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,21-30)(09.04.19)
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Caríssimos, a liturgia de hoje versa sobre a insatisfação pessoal e coletiva quando não se vive segundo a Vontade de Deus. Ela nos mostra que para aqueles que insistem em viver sob o regime do pecado tudo se torna um fardo pesado até mesmo a liberdade que Deus lhes oferece em meio ao deserto deste mundo. De fato, a fé é um dom que Deus nos dá para nos relacionarmos com Ele e termos convicção de que não existe o impossível quando Nele confiamos.
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Ora, o que mais constrange um ser humano neste mundo é ser julgado como nada ou ninguém mesmo sabendo que é infinitamente mais do que o falso juízo de valor que dele fazem. Mas, e o que isso quer dizer? Quer dizer que jamais haverá um constrangimento maior do que o sofrido por Jesus que mesmo sendo Deus se humilhou e aceitou morrer no lugar daqueles que o assassinaram barbaramente.
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No Evangelho de hoje Jesus nos revela o terrível constrangimento pelo qual passará, mas que isso também será o motivo de sua vitória sobre o regime do pecado e o poder do inferno que tinha a morte como sua maior arma. Com efeito, por meio de sua morte de Cruz o Senhor derrotou para sempre o inimigo de nossas almas e o seu poder infernal, nos dando a vida eterna por Sua Ressurreição.
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Conclusão: Caríssimos, como batizados, é terrível constranger o Senhor por uma vida mergulhada no pecado mesmo sabendo que Ele morreu para nos livrar de todo o mal que o pecado nos causa. Todavia, confiantes na Sua Divina Misericórdia supliquemos por todos os que estão afastados do caminho da salvação para que retornem para uma vida de oração e penitência.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 8 de abril de 2019
QUEM NÃO AMA A VERDADE SE PERDE SEM ELA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,12-20)(08.04.19)
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Caríssimos, nada se pode dar a quem não quer receber; e quando esses são movidos pelo orgulho, soberba e prepotência, de pronto rejeitam a verdade e tudo o que ela lhes proporciona. Eis, então, o que escreveu São João à esse respeito: [Jesus] "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus."
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A primeira leitura de hoje nos mostra que todos recebem os dons de Deus para agirem tal qual as virtudes que esses dons comportam para o bem de todos; no entanto, por negligência à essas graças recebidas muitos usam-nas para a própria ruína quando se deixam dominar pelos interesses mesquinhos ou desejos nefastos. Todavia, de uma coisa fiquemos certos, como vimos na história de Suzana, Deus sempre salva os que são perseguidos ou condenados injustamente.
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No Evangelho que meditamos hoje ouvimos Jesus dizer: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”; e por dizer isso foi logo contestado. Ora, Deus Pai ao longo dos séculos veio preparando um povo para receber o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; e mesmo com todas as evidências de Sua chegada, ainda assim foi rejeitado, perseguido e morto como se fosse um criminoso. Mas, Deus o ressuscitou dos mortos e o fez santar à sua direta, e lhe deu o poder de julgar os vivos e os mortos.
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Caríssimos, a verdade está escrita em nossas almas, ela é o código genético espiritual plasmado por Deus quando nos criou "à sua imagem e semelhança", por isso, é inegável. Quem age contra a verdade, só vive contrariado, perdido no triste labirinto existencial deste mundo sem esperança alguma; e isso acontece por causa dos pecados concentidos e praticados. Pois, todo pecado é uma ação contrária à verdade escrita na alma; e por isso, é uma ofensa contra Deus, à si mesmo e ao próximo. Por isso, peçamos ao Senhor, pela intercessão de Sua Mãe, Maria Santíssima, a graça de nunca mais pecar.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 7 de abril de 2019
NÃO CONDENES PARA NÃO SERDES CONDENADOS...
Homilia do 5°Dom da Quaresma (Jo 8,1-11)(07.04.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a causa da cegueira espiritual é a multidão de pecados que uma alma carrega em si e tendenciosamente os projeta nos outros, porque tudo encherga a partir dos pecados que carrega, por isso, nunca percebe a gravidade de seus atos, porque acha que está agindo certo acusando os outros. Pessoas que agem assim sofrem terrivelmente todo tipo de doenças psíquicas, porque no fundo se acham culpadas, mas, sem arrependimento cincero voltam a cometer os mesmos erros.
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De fato, quem vive para julgar e condenar os outros se esquerce de praticar as virtudes da misericórdia e do perdão e também que cometem os mesmos pecados ou ainda maiores, por isso, tornam-se ainda mais culpados por colaborarem com o espírito imundo de acusação. É bem como nos ensinou São Paulo: "Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles."
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Na primeira leitura de hoje o Profeta Isaías nos ensina por sua profecia que o Senhor faz nova todas as coisas e por isso nos pede para esquecer o passado e assim construir o futuro a partir do novo de Deus em nossa vida. Já na segunda leitura São Paulo nos ensina que o novo de Deus para a vida da humanidade é Cristo que por sua morte e ressurreição nos libertou do pecado, da morte e de todo o mal.
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Conclusão: Caríssimos, o Evangelho de hoje é um resumo de tudo o que foi dito a cima, pois, nos revela que Jesus veio ao mundo para que conhecêssemos quem Deus é realmente, como Ele age libertando à todos que Dele se aproximam mesmo aqueles que lhe querem por à prova para acusa-lo e condena-lo. E assim o Senhor nos dá a conhecer o novo que profetizou Isaías: "Nem eu te condeno vai e não peques mais." Ou seja, "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 6 de abril de 2019
É PRECISO SE CONVERTER AO SAGRADO CORAÇÃO MISERICORDIOSO DE JESUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 7,40-53)(06.04.19)
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Caríssimos, a razão humana que não se deixa conduzir pelo Espírito de Deus; torna-se intorpecida pelo espírito imundo da desobediência, e por isso, só emite juízos preconcebidos advindos de sua cegueira espiritual. De fato, os que agem desse modo, se tornam incapazes de acolher a verdade porque se deixaram dominar pelo espírito da maledicência que os envenena.
Com efeito, é triste o estado das almas habitadas pelos maus pensamentos, pois esses não lhes dão sossego, impondo-lhes tramas ardilosas para serem praticadas contra aqueles a quem chamam de adversários; ora, a liturgia de hoje está repleta destes maus exemplos; à começar pela primeira leitura onde o Profeta Jeremias recebe do Senhor a revelação de que seus perseguidores tramam intrigas contra ele com o intuito de destrui-lo.
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De igual modo, no Evangelho de hoje, os inimigos do Senhor usam e abusam de juízos preconceituosos e da prepotência religiosa que os domina tramando de como prende-lo para executar o terrível plano de assassina-lo, pelo fato de não aceita-lo como o Messias enviado por Deus para os salvar.
Caríssimos, pelo que meditamos até aqui compreendemos que o grande pecado da humanidade consiste em não amar Jesus e não acreditar Nele. Ora, quem não ama o Senhor e não o segue, comete toda espécie de pecados que vemos praticados na face da terra; e com isso, colaboram com o maligno que lhes está destruindo pelas maldades que praticam.
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Portanto, o único meio de salvação que o Senhor na Sua divina paciência dá à humanidade é o retorno ao coração misericordioso do Seu Filho amado, porque sem esse retorno nenhuma alma se salva. Destarte, peçamos a intercessão do Imaculado coração de Maria pela conversão dos pecadores e pela reparação das ofensas cometidas contra o Sagrado Coração misericordioso do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
AINDA NÃO HAVIA CHEGADO A SUA HORA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 7,1-2.10.25-30)(05.04.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, ser cristão não é ser isento das tentações, mas, sim, vencer essas tentações mantendo a comunhão com Cristo dando a Ele o primeiro lugar em nossa vida, como Ele fez mantendo-se em comunhão com a vontade do Pai. Pois, uma das tentações mais frequentes que chega a nossa mente é querer pôr tudo e todos sob o nosso controle, e quem sabe até mesmo Deus, como vimos na primeira leitura de hoje. O resultado quando caímos nessa tentação é terrivelmente nefasto.
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Com efeito, viver em Cristo significa realizar em tudo a vontade do Pai, por meio da virtude da obediência e do amor incondicional a Ele, assim como nos ensinou São João: "Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu."
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Ora, todos os que servem ao Senhor, passam as tempestades e os desertos desta vida sem serem destruídos, mesmo que sofram os mais terríveis martírios por parte daqueles que se opõem à vontade de Deus, como vimos na história de Cristo e de todos os que lhe seguiram, pois quando um inocente é derrotado pelas formas do mal, é aí que se revela a Onipotência, a Onipresença e a Oniciência Divina, por isso, o inocente vence sempre.
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Conclusão: Caríssimos, pela experiência que temos com o Senhor para nos manter em estado de graça, percebemos que tudo neste mundo passa rumo ao infinito do seu amor, desse modo, quando chegar a nossa hora, como chegou a Sua (cf. Jo 12,23), seremos totalmente livres de todas as contrariedades deste mundo por permanecermos fiéis até o fim no cumprimento de Sua vontade.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
SOMOS TESTEMUNHAS DO FILHO DE DEUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 5,31-47)(04.04.19)
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Caríssimos, a verdade está sempre presente porque tudo quanto existe é obra sua e isso é evidente e incontestável. É bem como está escrito no Evangelho segundo São João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito."
Dito isso, escutemos São Paulo na Carta aos Romanos: "A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência."
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Ora, depois de meditarmos tudo isso, qual é a nossa postura diante do Senhor? Será uma postura de fé que acolhe sua Palavra pelo testemunho do Seu Filho e a põe em prática ou será de insensatos que ignoram a verdade para dar continuidade à insensatez dos pretensos "sábios" deste mundo? De fato, se a nossa resposta for a primeira opção estaremos de acordo com o que escreveu São Paulo aos Efésios: "Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." (Ef 2,10).
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Caso contrário, pesará sobre nós a ira divina, pois ninguém se humilhou mais neste mundo do que Jesus Cristo (cf. Fl 2,5-11) para nos dar a felicidade eterna de sermos reconhecidos como filhos de Deus e vivermos essa dignidade como testemunho de sua presença em nossas palavras e ações. Pois somente assim compreendemos o que Ele nos ensina: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 2 de abril de 2019
A LÓGICA FARISÁICA X A LÓGICA DIVINA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA
(Jo 5,1-16)(02.04.19)
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Caríssimos, a lógica farisáica é lógica mórbida, incoerente porque se muni do moralismo no que lhe convém para assim punir todos aqueles que não se encaixam em sua visão, ainda que estes sejam inocentes. Ela se faz presente em todos os tempos e em todas as camadas sociais, especialmente em nossos dias. De fato, no dia que o ser humano passar cinco minutos sem julgar nada nem ninguém, serão cinco minutos de paz, porque, com isso, impede as ações acusatórias do maligno.
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Na liturgia de hoje o Senhor nos mostra como agem os que são movidos por essa perversa lógica; pois estes seguem-no não para ama-lo e obedece-lo, mas para persegui-lo em todos os sentidos e em todas as suas ações. Por exemplo, no Evangelho de hoje Jesus cura um enfermo que há trinta e oito anos esperava por essa graça; no entanto à concedeu em dia de sábado e por isso foi perseguido mesmo tendo feito um bem enorme.
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Ora, a lógica divina da salvação é totalmente o contrário da lógica farisáica, ela dar a vida e o bem estar à todos, porque todos pertencemos a Deus; assim, tudo o que tenta impedir a felicidade que Deus nos dá em seu Filho, Jesus Cristo, revela a face tenebrosa da lógica farisáica que prefere a dureza punitiva da lei do que a misericórdia e o amor que a cumpre.
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Conclusão: Caríssimos, escutemos com atenção estas palavras de São Paulo: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 1 de abril de 2019
FÉ E ESPERANÇA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 4,43-54)(01.04.19)
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Caríssimos, a esperança é um gozo antecipado da plenitude eterna que nos espera; digamos que ela é uma visão que o Senhor nos dá de nosso viver eterno na sua presença. Desse modo, compreendemos que ela é uma graça especial que reforça a nossa fé, para permanecermos firmes até o fim em nosso propósito de santidade, pois ela é como que nosso passaporte para entrarmos na sua glória.
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Na primeira leitura de hoje o Profeta Isaías alimenta as nossas almas com a esperança que o Senhor nos proporciona ao prometer-nos novos céus e uma nova terra; em outras palavras isso quer dizer: "Eis que eu renovo todas as coisas." De fato, este mundo está passando por um processo de renovação, e por isso, todos precisam se converter, isto é, deixar a via do pecado para retornar ao estado de graça, à comunhão com o Senhor; caso contrário, nada de bom se pode esperar, visto que o pecado é a raiz de todos os males.
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Com efeito, perder a esperança, é perder com ela o sentido da vida, é não crescer na fé, é se desligar do Senhor para viver sem rumo certo no deserto deste mundo tenebroso. No Evangelho de hoje um funcionário real procurou Jesus com a esperança da cura de seu filho, o Senhor o advertiu: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. Porém, lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. Ele acreditou no Senhor e recebeu a graça que tanto desejava, e ainda a conversão de toda a sua família.
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Conclusão: Caríssimos, como vimos nesse episódio que acabamos de meditar, o dom da fé se faz presente em todos os seres humanos, pois todos somos obras das mãos de Deus, e Jesus confirma isso, dizendo: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b). Portanto, a fé e a esperança que Dele recebemos nos faz seguros de suas promessas, de forma que por elas, Ele nos conduz à plenitude da vida eterna.
Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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