Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
quinta-feira, 25 de julho de 2019
A HUMILDADE DIVINA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 20,20-28)(25.07.19)
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Caríssimos, somos almas sedentas de santidade; muitas vezes, porém, nos deixamos seduzir pelas facilidades que este mundo oferece, pelos privilégios que almejamos, e por isso, frequentemente nos enganamos, porque no fundo queremos tirar vantagem em tudo, se aproveitando das pessoas e situações para que nos sejam favoráveis. E hoje o Senhor vem nos ensinar que a cruz de cada dia faz parte de nossa vida e de nossa missão para atingirmos a perfeição desejada por Deus Pai.
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Eis o que escreveu São Paulo a esse respeito: "Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz."
Ora, meditando no exemplo de vida do Senhor vemos perfeição e santidade em tudo; mas, por que Ele quis beber o cálice amargo das injustiças, das perseguições, das calúnias e do bárbaro assassinato de cruz se Ele só fez a vontade do Pai em tudo? É porque, como ele disse, a São Paulo: "Basta-te minha graça, pois, é na fraqueza que se revela totalmente a minha força."
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Conclusão: Caríssimos, no Evangelho de hoje Jesus nos ensina com o Exemplo de sua vida que o sentido eterno de nossa existência neste mundo é sinônimo de serviço, disse Ele: "Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 24 de julho de 2019
SAIU O SEMEADOR À SEMEAR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 13,1-9)(24.07.19)
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Caríssimos, a vida em Deus é uma das maiores graças que recebemos, isto porque é o Senhor mesmo quem nos conduz e cuida de nós, como Jesus nos ensinou: "Eis o que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?"
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O fato é que estamos acostumados à fazer tudo segundo a nossa vontade e por isso, deixamos de experimentar o cuidado e o novo de Deus em nossa vida; bem como vimos na primeira leitura de hoje, onde em meio ao povo eleito sobrou reclamações, lamentações e o desejo escabroso de voltar para a escravidão do Egito ao invés de permanecerem fiéis às instruções do Senhor por meio de Moisés e Aarão a fim de seguirem em frente rumo à terra prometida na certeza de que Deus nunca falha.
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No Evangelho de hoje Jesus nos conta a Parábola do Semeador que saiu a semear as sementes da Palavra; ora, essa Parábola nos mostra que Deus nos criou como solo fecundo onde a Sua Palavra gera em nós frutos de salvação e de vida eterna, mas isto quando obedecemos e seguimos o que Ele nos ensina. De fato, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos por corresponderem às graças recedidas.
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Conclusão: Caríssimos, a vivência da fé é o meio que o Senhor nos dá para pormos em prática a Sua divina Palavra, como Ele nos ensinou: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada." Portanto, não podemos esquecer que a prática da Palavra do Senhor é o que nos faz ser fiéis até fim, pois, "Aquele que é fiel nas pequenas coisas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 23 de julho de 2019
NÃO PODEMOS SEPARAR O TEMPO DA ETERNIDADE...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,46-50)(23.07.19)
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Caríssimos, vivemos da fé, por isso, comprovamos que todo poder sobre o céu e sobre a terra pertence somente a Deus; e todo poder que contraria o seu amor e a sua bontade, torna-se causa de ruína e perdição eterna para aqueles que o exercem.
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Ora, vemos isto na primeira leitura de hoje, pois, enquanto os Hebreus seguiam as orientações do Senhor rumo à terra prometida; os egípcios, seus inimigos, os perseguiam para destruí-los, no entanto, se deram conta que o mal que tentavam fazer ao povo de Deus, fizeram a eles mesmos.
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É claro que a nossa estadia neste mundo é temporária, mas é exatamente aqui que fixamos as bases da eternidade que teremos pela frente, por isso, não podemos dissociar o temporal do eterno, pois, aquilo que aqui vivemos é o que colheremos no dia do juízo final.
"De fato, escreveu São Paulo, nós somos o perfume de Cristo para Deus, entre os que são salvos e entre os que perecem. Para os que perecem, somos odor de morte, para a morte; para os que se salvam, somos odor de vida, para a vida. Quem está à altura de missão tão elevada? Realmente, nós não somos como tantos outros, que falsificam a palavra de Deus. Nós falamos com sinceridade, da parte de Deus, e na presença de Deus, e em Cristo."
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Conclusão: Caríssimos, o tempo presente para nós cristãos é tempo de graça e salvação, porque não o vivemos para nós mesmos, mas para Deus que nos criou por amor. Assim como os Hebreus chegaram à Terra Santa sob a condução de Moisés e Josué; de igual modo, como família divina, seguimos sob a direção do Senhorio de Jesus ao Reino dos céus no seio de Sua Santa Igreja.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
TARDE VOS AMEI, Ó BELEZA TÃO ANTIGA E TÃO NOVA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 20,1-2.11-18)(22.07.19)
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Caríssimos, aqui estamos como num vale de lágrimas, e mesmo sem buscarmos algo contrário à vontade do Senhor, somos frequentemente atacados pelos ferozes inimigos da fé e de nossas almas. Todavia, o Senhor vem sempre em nosso auxílio para nos proteger e nos garantir que não estamos sozinhos. Certa feita, escreveu Santo Agostinho: "Inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti, ó Senhor." (Confissões - St° Agostinho).
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Com efeito, essa liturgia de hoje nos revela a necessidade que temos de buscarmos o Senhor em meio às tribulações que sofremos neste mundo, como vimos nessa analogia da primeira leitura, onde a alma busca o amor do seu Senhor, como a esposa procura seu esposo, o amor de sua vida.
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No Evangelho de hoje, Maria Madalena demonstra o seu amor pelo Senhor ao busca-lo em sua sepultura; todavia, é surpreendida, pois, não o encontra morto, mas sim, ressuscitado, como vimos nessa passagem: Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto de meu Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.
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Conclusão: Rezemos, então, com Santo Agostinho: "Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, Tarde vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco! Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós.
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Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez! Brilhastes cintilante, e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: Respirei-o suspirando por Vós. Tocastes-me e ardi no desejo de Vossa paz! Só na grandeza de Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. Daí-me o que me ordenais, e ordenai-me o que quiserdes."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 21 de julho de 2019
MARTA E MARIA, DUAS POSTURAS DIFERENTES...
Homilia do 16°Dom do tempo comum (Lc 10,38-42)(20.07.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a nossa estadia neste mundo é uma expressão do amor e da bondade divina que nos acompanha à cada passo dado rumo ao Reino dos céus, à felicidade eterna. Ora, a disposição com que Abraão recebeu aqueles anjos pensando serem homens, demonstra que o bem que Deus nos dá, quando devidamente partilhado, multiplica suas bênçãos em nossa vida infinitamente além daquilo que partilhamos.
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De fato, o Senhor se dá a conhecer pelas virtudes que praticamos como sinais da salvação que dEle recebemos e que expandimos para todas as dimensões da existência humana pelo testemunho que damos de Sua presença em nossos corações, como nos ensinou São Paulo na segunda leitura: "Deus quis manifestar [aos seus santos] como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, esperança da glória."
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E continua ele: "Nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda sabedoria, para a todos tornar perfeitos em sua união com Cristo." Ou seja, pelo anúncio da verdade autenticamos nossa perfeita união com Cristo no seio do seu corpo Místico, a Igreja. (cf. Cl 1,24).
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Caríssimos, no Evangelho de hoje Jesus é recebido pelas irmãs Marta e Maria, que apresentam posturas diferentes ao recebe-lo. Enquanto Marta se apresenta cheia de exigências, preocupações e agitação; Maria, sentada aos seus pés, o escuta silenciosa, unindo-se à Ele para Nele permanecer. De fato, tem algo mais precioso na vida de um ser humano do que ouvir o Senhor e permanecer em sua companhia? Ora, isso significa gozar de sua amizade e de todas as graças que Ele disponibiliza para aqueles que o amam; isso significa escolher a melhor parte que não nos será tirada.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 18 de julho de 2019
VINDE A MIM...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 11,28-30)(18.07.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a nossa natureza carnal se acostumou com as relações meramente humanas, tratendo em segundo plano a relação com o Sagrado, isto é, com Deus especificamente. Ora, na liturgia de hoje o Senhor nos mostra que Ele está muito mais presente em nossa vida do que nós mesmos, porque na verdade providencialmente nos sustenta e nos governa a partir Sua dimensão eterna.
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Na primeira leitura de hoje Moisés interage com Deus, mantém um diálogo com Ele e parte em missão para realizar os seus desígnios para com o seu povo; ou seja, unir-se ao Senhor em obediência total, mantém permanente comunhão com a sua vontade para que chegue à bom termo a libertação do seu povo tal qual havia revelado.
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Com efeito, no Evangelho de hoje Jesus nos chama à experimentar essa mesma libertação interiormente e exteriormente, seguindo-o em seus propósitos salvíficos, pondo nele toda a nossa confiança. Disse o Senhor: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."
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Conclusão: Caríssimos irmãos e irmãs, a vivência da fé significa realmente a nossa interação com o Senhor, do mesmo modo como aconteceu com Moisés. Ou seja, a nossa humanidade dotada das graças do Senhor, interage com Ele pela ação do Espírito Santo para que se realize a Sua Santa Vontade em todos os sentidos de nossa vida.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 16 de julho de 2019
MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,46-50)(16.07.19)
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Caríssimos, as almas que vivem imersas em Deus, participam de Sua intimidade por meio de sua filiação divina, reconhecendo que Deus é nosso Pai e que em tudo cuida de nós precisamente, como nos ensinou o Senhor Jesus: "Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? [Portanto] Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo."
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Ora, não resta dúvida de que os dons mais preciosos que temos é a vida e a família; no entanto, muitos dão mais valor às coisas passageiras do que à unidade familiar, por isso, são tão infelizes, porque nada enchergam além das futilidades deste mundo, ou seja, deixam de amar a Deus vivendo como sua família divina, para seguir a mentalidade mundana que consiste na busca frenética do poder, da fama e do prazer; só que na realidade, permanecem vazios porque a felicidade não vem de fora pra dentro, mas é puro dom de Deus para aqueles que o amam e lhe obedecem.
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Com efeito, no Evangelho de hoje Jesus faz uma inversão na ordem de parentesco natural, tornando-nos membros de Sua família divina. Em outras palavras, agora fazemos parte da família de Deus, conforme Ele nos ensinou: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
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Caríssimos, se engana totalmente quem interpreta essas palavras de Jesus querendo dividir Sua família. De fato, a verdade sobre a unidade da família divina é a que Ele nos ensinou na oração do Pai nosso e também no alto da cruz quando deu a sua mãe como mãe da humanidade na pessoa do discípulo amado que nos representou naquele momento (cf. Jo 19,26-27). Portanto, somos filhos e filhas de Deus nascidos da água e do Espírito Santo no batismo, e por adoção, filhos e filhas de sua Mãe, a Virgem Maria.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
O AMOR HUMANO TEM SUA ORIGEM NO AMOR DIVINO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,34–11,1)(15.07.19)
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Caríssimos ao longo de nossa história já está mais que comprovado, todos os que cultivaram o mal em seus corações e em suas ações terminaram os seus dias afundados nas próprias armadilhas que armaram contra os outros. Um coração que não cultiva as virtudes eternas do amor, da bondade, da justiça e da verdade, é um coração vazio, sem paz, perturbado, por isso, se torna incapaz de fazer o bem que vem de Deus.
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Onde existe mentira, calúnia e injustiça, existe também opressão e toda espécie de falcatruas e crimes. A verdadeira justiça se fundamenta na verdade que a faz transparente, por isso, todos aqueles que se apoiam na lama fétida da mentira para emitir seus juízos terminam mergulhados no mar sem fundo da incoerência, da injustiça e da arrogância que os corrói, tirando-lhes o senso da verdade que os podia salvar. É o que vimos na primeira leitura de hoje e também largamente em nossos dias.
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Não esperem nada de bom daqueles que usurpam o poder por meios pecaminosos, porque do pecado não vem nada de bom; o fato é que a ganância pelo poder temporal é um mal que corroe a sensatez humana gerando ódio e todo tipo de maldade contra aqueles que realmente querem fazer o bem conforme a vontade de Deus.
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No Evangelho de hoje Jesus nos ensina que o amor humano tem sua origem no amor divino e que toda afeição que não nasce do "amor a Deus sobre todas as coisas", é apego inútil e fonte de frustrações. De fato, não existe amor verdadeiro fora da Fonte inesgotável do amor de Deus, visto que, "Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele." Portanto, o amor não é apenas um nobre sentimento, mas, a própria essência da vida.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 14 de julho de 2019
NECESSITADOS OU BONS SAMARITANOS...
Homilia do 15°Dom do tempo comum (Lc 10,25-37)(14.07.19)
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Caríssimos, o Evangelho é a prática da vida eterna, ele é a fonte inesgotável da salvação; sem Ele não existe liberdade nem bem estar algum, porque ele é o caminho da perfeição e da santidade que o Senhor nos deu para chegarmos ao céu. De fato, o Evangelho é o anúncio do Reino de Deus e do cumprimento de sua justiça; ele perpassa incólume o Antigo e o Novo testamentos, revelando a primeira vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e o juízo final que se dará em sua Parusia.
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Ora, somos obras das mãos de Deus e tudo em nós e na criação aponta para um desfeixo final dentro do tempo por Ele determinado. Na primeira leitura de hoje meditamos como se dá o nosso relacionamento com o nosso Pai Criador, conforme relata o hagiógrafo: "Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converte-te para o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma."
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Ou seja, "esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir." Desse modo, não podemos negar que a verdade é o código genético espiritual de nossas almas, pois, somente o fato de existirmos já revela as perfeicões eternas de Deus e de sua intenção ao nos criar. Portanto, somos palavras de Deus que se realizam à medida que para Ele vivemos como Jesus nos ensinou.
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Conclusão: Caríssimos, na parábola do bom samaritano Jesus nos ensina na prática o que significa "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", ou seja, praticando as obras de misericórdia, pois, o juízo final consiste exatamente nisto: "Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim." Em outras palavras todos nós que aqui estamos, de certo modo, somos os necessitados da parábola ou então bons samaritanos.
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Paz e amor!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 13 de julho de 2019
O VERDADEIRO TESTEMUNHO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 10,24-33)(13.07.19)
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Caríssimos, o testemunho que damos de Jesus é um ato de amor incondicional, é a perfeita expressão de nossa adesão à Ele e aos desígnios de Deus à respeito da nossa salvação. Na verdade, é a nossa participação direta no Reino dos céus desde já, porque não tem como separar a vida presente da vida futura, uma vez que a única coisa que nos distancia é o sopro de vida que momentaneamente nos sustenta.
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Na primeira leitura notamos que Jacó, antes de sua morte, mantinha a consciência da vida eterna, pois, disse ele: “Eu vou juntar-me ao meu povo; sepultai-me com meus pais..." Ou seja, ele tinha convicção da finitude natural, mas também que a morte não era o fim, pois, a fé no Deus de seus pais o conduzia para a comunhão perfeita com eles na eternidade.
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No Evangelho de hoje Jesus nos trata como servos, porém, também nos mostra que o Seu Senhorio nos é salutar, ou seja, é proteção permanente; no entanto, requer de nós a mesma humildade com que nos trata, nos ensinando que o Seu Senhorio é serviço salvífico: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu Senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu Senhor."
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Conclusão: Certa feita o Senhor disse aos Apóstolos: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras." Portanto, caríssimos, este é o verdadeiro testemunho que damos de Jesus, segui-lo até as últimas consequências.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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