VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A SANTIDADE DA FAMÍLIA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,3-12)(16/8/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a razão de ser da nossa vida se encontra somente na vontade de Deus, porque somente Nele a vida tem seu começo e sua permanência; fora Dele tudo tende a um fim trágico. Ora, quem ao Senhor se confia nada lhe falta, porque Ele é a Fonte inesgotável do amor que gera a vida eterna. Sem essa confiança inabalável, quem pode se sustentar por si mesmo?
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Com efeito, é o que vimos na memória feita por Josué ao povo eleito, lembrando a constante proteção do Senhor ao longo de sua caminhada rumo à terra prometida, como Ele os fez vencer todas as batalhas, mostrando assim o quanto lhes amava porque Nele confiavam.
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De fato, também nós experimentamos todas as graças do Senhor quando o amamos acima de todas as coisas e Nele confiamos inteiramente. Bem como reza o salmista: "Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá. Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá. Como a luz, fará brilhar a tua justiça; e como o sol do meio-dia, o teu direito. Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele."
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Caríssimos, no Evangelho de hoje Jesus institui o Sacramento do Matrimônio mostrando que ele é o meio pelo qual Deus Pai santifica as nossas famílias, por isso, não comporta divisão, porque o amor é indivisível; de fato, onde existe divisão não existe amor nem existe paz.
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Portanto, se queres ser feliz te deixa iluminar, pelo amor que é eterno e te faz o irradiar. O amor é o próprio Deus, o amor é revelação da paz que não tem fim, o amor é salvação.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

PERDOAR É AMAR, É SER FELIZ...


PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 18,21–19,1)(15/8/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, somos Palavras de Deus realizadas e por vivermos nossa submissão amorosa aos seus Santos Mandamentos, Ele realiza em nossa vida os milagres do seu amor que nos levar à santidade de que tanto precisamos para entrarmos na sua glória, como o povo que saiu do Egito e entrou na terra prometida pela via da santa obediência.
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Com efeito, quanto mais amamos o Senhor e seguimos seus caminhos, mais Ele nos santifica por meio das virtudes que praticamos como sinais de sua presença no meio de nós. Por isso, não podemos limitar o que não tem limite, ou seja, seu amor, sua misericórdia e todas as graças derramadas em nossas almas para que o nosso testemunho seja perfeito.
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No Evangelho de hoje Pedro queria limitar o dom do perdão, mas, o Senhor não o permitiu, porque perdoar sempre, é amar sempre; ora, e porque o perdão vem de Deus, é Ele mesmo quem perdoa quando nós perdoamos. Portanto, perdoar é amar, é fazer a vontade de Deus e permanecer em paz conosco e com aqueles que nos ofenderam.
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Oração: Senhor, da-nos a graça de perdoar sempre, e pelo dom do teu perdão libertar aqueles que se encontram nas trevas dos pecados com os quais nos ofenderam. Ajuda-nos a vivermos sempre reconciliados contigo e entre nós, para que não haja espaço para o mal entrar em nossas almas, mas, somente para o teu amor que é a única fonte que nos une. Amém! Assim seja!
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

RECONCILIAÇÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt18,15-20)(14/8/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, quando depositamos a nossa vida em Deus, Ele cuida de tudo e nos dá o perfeito discernimento para vivermos em conformidade com a Sua Santa vontade. É exatamente o que vimos na primeira leitura de hoje, onde tudo o que Moisés viveu e realizou se deu conforme os desígnios do Senhor, inclusive a sua partida para o céu depois de ter cumprido sua sublime missão.
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São Paulo, na Carta aos Romanos, assim escreveu sobre o dom do discernimento: "Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito."
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Com efeito, o Evangelho de hoje trata de um tema preciosíssimo para a vivência autêntica da nossa fé, ou seja, trata da reconciliação sem a qual não existe comunhão com Deus e nem entre nós. Ora, um coração reconciliado é um coração livre do pecado do julgamento e de todos os outros pecados que se juntam a esse. Em outras palavras, isso quer dizer que a comunhão com o Senhor é permanente quando vivemos reconciliados com Ele e entre nós, porque isto significa amar.
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São João, na sua primeira carta assim escreveu a esse respeito: "Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino."
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E concluiu, dizendo: "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

SER COMO UMA CRIANÇA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 18,1-5.10.12-14)(13/08/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, à todos foi dado o tempo no qual preparamos a entrada na terra prometida do Reino de Deus, como vimos nos acontecimentos do Antigo Testamento, onde, depois de quarenta anos de preparação, Moisés encarregou Josué de introduzir o Povo eleito na posse da terra prometida aos seus pais.
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De fato, não foram poucas as batalhas que travaram nem as dificuldades que encontraram ao longo dos quarenta anos de deserto, no entanto, a certeza de que Deus os conduzia por meio de Moisés, Aarão e Josué, é que os fez permanecer firmes até o fim, bem como disse Moisés: "É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista."
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E acrescentou: "Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes”. Ora, o que isso significa para nós hoje? Por analogia, podemos responder que este mundo é um deserto no qual somos provados, no entanto, como povo redimido, temos o Filho de Deus à nossa frente nos conduzindo à terra prometida do Seu Reino.
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Conclusão: Caríssimos, no Evangelho de hoje, Jesus nos ensina que é necessário sermos como crianças para entrarmos no Reino de Deus, ou seja, precisamos viver na total dependência de suas graças, para desse modo entrarmos na felicidade eterna preparada para aqueles que, quais ovelhas de seu rebanho, o seguem fielmente até o dia de sua Parusia, isto é, de sua segunda vinda.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

AMOR E OBEDIÊNCIA VIA DE PERFEIÇÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 17,22-27)(12.08.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a nossa existência é sinal do amor de Deus, e a nossa salvação a maior de todas as graças. Ora, como vimos na primeira leitura, tudo o que o Senhor nos pede é que o amemos de todo o nosso coração, pela obediência aos seus Santos mandamentos que são para nós via de perfeição e santidade. Em outras palavras, o amor e a obediência são a fonte da felicidade eterna que tanto desejamos.
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Com efeito, ao seguirmos a Cristo que amou o Pai por sua obediência até a morte e morte de cruz, como nos ensinou São Paulo (cf. Fil 2,5-11), nos unimos a Ele pelos Sacramentos, especialmente a Santa Comunhão, para darmos os frutos da redenção que Ele realiza em nossa vida à medida que o amamos pela prática da Sua Palavra.
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No Evangelho de hoje, mesmo sendo o Filho de Deus, Jesus não abdicou de sua obediência às leis humanas, pagando milagrosamente os tributos; com isso, nos mostrou que a perfeição da caridade que Ele nos concede transborda pelo exemplo de honestidade que damos no cumprimento dos nossos deveres sociais instituídos por nossos governantes.
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Conclusão: Caríssimos, estamos neste mundo para realizarmos em tudo a vontade de Deus, nosso Pai, como Jesus a realizou; ora, seja qual for a situação em que nos encontramos, isto significa proteção para a nossa vida, uma vez que por sua Providência Divina o Senhor cuida de nós, contanto que o amamemos sobre todas as coisas e ao próximo como à nós mesmos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 11 de agosto de 2019

AS VIRTUDES QUE NOS LEVA AO CÉU...


Homilia do 19°Dom do tempo comum (11.08.19)(Lc 12,32-48)
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Caríssimos, o seguimento de Cristo é um trabalhar constante a nossa salvação; tudo o que o primeiro pecado tirou de nós, o Senhor o repôs ao infinito por meio do nosso batismo, desse modo, nos deu todas as graças necessárias para sermos fiéis até o fim nos seus propósitos de nos fazer santos como Ele é Santo.
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Com efeito, assim nos ensinou São Paulo: "Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. (Rm 6,22). E acrescenta: "De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo. A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte. (Rm 8,1-2).
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Ora, a liturgia deste domingo nos mostra os feitos de Deus no meio do seu povo para o levar à terra prometida apesar da infidelidade desse mesmo povo. Ora, todas as promessas divinas estão fundamentadas na fé e na esperança, pois o Senhor que nunca falha realiza tudo o prometeu, todavia, pede de nós a fidelidade à sua aliança de amor e redenção.
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Caríssimos no Evangelho de hoje Jesus nos ensina que a fidelidade ao seu seguimento consiste na prática de Sua Palavra, que se dá por meio das obras de misericórdia que se transformam em tesouros que acumulamos no céu, "porque aonde está o vosso tesouro aí estará também o vosso coração." Ao mesmo tempo Ele nos exorta a vigilância como meio de vencermos as tentações que levam ao esfriamento da fé ou o abandono da mesma. Disse Ele: "Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar.
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Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 10 de agosto de 2019

PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA.. M


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 16,24-28)(09.08.19)
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Caríssimos, com a vida de Cristo nascido do ventre Santíssimo da Virgem Maria, gerado pelo Espírito Santo, Deus se uniu à natureza humana e a divinizou, ou seja, a tornou participante de Sua Natureza Divina. Ora, essa verdade foi anunciada por São Pedro na sua segunda carta: "O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo."
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Com efeito, o que foi anunciado por Moisés na primeira leitura, ou seja, a estreita união entre Deus e seu o povo, tem também pleno cumprimento com os redimidos por Cristo no Novo Testamento. Todavia, nos alerta São Pedro: "Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo."
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São Paulo, na Carta aos Gálatas assim a descreve: "Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim."
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Caríssimos, conforme o Evangelho de hoje ninguém consegue essa estreita união com o Senhor sem a renúncia de si mesmo; escutemos, então, o que Ele disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida?"
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

AS ÁGUAS DE MERIBA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 16,13-23)(08.08.19)
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Caríssimos, uma das grandes tendências ou tentações da natureza humana é o apego material, por isso, são tão frequentes as lutas fraticidas por herança ou por outros bens materiais. E quanto mais o tempo passa mais aumenta essa terrível disputa, como se a vida neste mundo fosse um para sempre aqui mesmo.
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Na primeira leitura de hoje, por falta de compreensão da pedagogia divina o povo se revoltou contra Moisés e Aarão e por consequência contra o próprio Deus à ponto de querer usar de violência contra eles, foi preciso que o Senhor realizasse o milagre da água jorrando da pedra para lhes apaziguar o ânimo e assim voltassem à fé.
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De fato, só quando identificamos a presença do Senhor em nossa vida, é que conscientemente acolhemos a Sua Palavra e a pomos em prática na certeza de que Ele nunca falha. Caso contrário nos afastamos da fé por querer usar os nossos critérios e impo-los ao Senhor, nos tornando, com isso, seus inimigos e não seus seguidores.
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No Evangelho de hoje, Pedro, inspirado por Deus, identifica Jesus perfeitamente: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. E por isso, Jesus lhe confiou a missão de chefe supremo de Sua Igreja; mas, quando Pedro quis impor os próprios critérios, negando ao Senhor de fazer a vontade do Pai; foi imediatamente chamado de Satanás, por em seu ato falho pensar como os homens e não como Deus.
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Conclusão: Caríssimos, a obra da salvação humana é de Deus e não dos homens, cabe à nós aceita-la tal qual o Senhor a concebeu e não querer lhe impor os nossos critérios por medo ou por apego ao que pensamos por nós mesmos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

A FÉ QUE NOS TRANSFORMA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 15,21-28)(07.08.19)
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Caríssimos, a confiança inabalável na misericórdia e no poder de Deus nos leva à perfeita unidade e à comunhão que somente o amor recíproco nos dá; mas isso requer de nós total despojamento e entrega incondicional à Ele; ora, isto significa buscarmos somente Nele a nossa segurança e nunca em nós mesmos ou nos poderes deste mundo.
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De fato, vivemos no deserto desta vida, num mundo em que os homens buscam pelos meios mais escusos se apegar aos bens materiais em detrimento do bem comum, da felicidade de todos, e com isso, criaram uma sociedade egoísta, corrupta e violenta ao mesmo tempo, de modo que os muitos pecados nela cometidos afastam cada vez mais os homens do estado de graça e da verdadeira comunhão com o Senhor.
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Com efeito, os exemplos que pela graça de Deus extraímos das Sagradas Escrituras iluminam os nossos corações e a nossa fé, fazendo-nos experimentar o quanto Deus é bom e o quanto nos ampara em todas as nossas necessidades, basta amarmos a Ele sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros como o Senhor Jesus nos ensina, porque desse modo Ele está sempre conosco nos conduzindo à terra prometida do Seu Reino.
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Conclusão: Caríssimos, o episódio da mulher cananéia revela que a fé é um dom de Deus e ele o dá à todos, mesmo àqueles que creem por algum motivo que não seja o nosso, pois quando estes encontram Jesus, encontram Nele todas as virtudes para mudarem de vida e obterem todas as graças necessárias para a salvação que tanto desejam.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

NA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR O CÉU E A TERRA SE ENCONTRAM...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,28b-36)(06.08.19)
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Caríssimos, a Transfiguração do Senhor Jesus no monte Tabor aos Apóstolos Pedro, Tiago e João, é a revelação de sua Divindade e também a revelação da dimensão eterna que adentra no tempo para dar a conhecer a vontade de Deus, ou seja, o tempo está envolto pela eternidade e nele o Senhor se dá conhecer como um de nós. Em outras palavras, mostrando-nos que tudo foi criado em vista dos tempos futuros.
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Com efeito, a visão profética de Daniel na primeira é uma antecipação dos acontecimentos que se cumpriram com a vinda de Cristo e ainda se cumprirá na sua segunda vinda; de igual modo tudo o que o Senhor anunciou está se cumprindo integralmente em vista da plenitude do Reino de Deus que se realizará integralmente no fim dos tempos.
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Ora, mas o que tudo isso quer nos dizer precisamente? Em verdade, isso quer nos dizer do quanto precisamos estar preparados por uma vida santa e digna do Seu Reino; pois, sem sombra de dúvida, no dia do juízo final tudo na criação será passado a limpo. Por isso, escutemos atentamente o Senhor: "Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes."
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Conclusão: Caríssimos pela descrição do acontecimento profético da Transfiguração do Senhor toda a criação ficou conhecendo que o Seu Sacrifício Expiatório é a certeza da vida eterna por meio de Sua Ressurreição, pois nenhum poder resiste ao infinito Poder de Deus que se revela totalmente na fragilidade de nossa natureza, como vimos acontecer na crucifixão e morte de Cristo.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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