VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 9 de março de 2021

HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


 SAUDAÇÃO ÀS MULHERES


Sei que não existiria vida 

e nem eu estaria aqui falando da vida 

se Deus não tivesse te criado ó mulher

como obra prima de nossa natureza...

 

Por isso te saúdo,

olhando-te como essência, 

transparência do ser e existir 

bem aqui nessa nossa realidade...

Verdade que me faz amar-te como és...


Bela...

Feminina...

Esplendida...

Divina...

Menina dos olhos de Deus...


Suave...

Serena...

Plena de dignidade...

Da livre vontade a caminho dos céus...


E digo mais...

Sem ti tudo aqui ficaria sem graça

Sem singeleza...

Sem essa beleza que nos atrai tanto...

Sem o encanto de tuas formas...

Sem a fecundidade de teu ventre mãe...

Sem a brisa leve das manhãs...

sem as vozes de teu infinito...

vocal bendito como se de anjos fosse...


Ah! Mulher...

Como és incompreendida 

e desrespeitada em teu modo de ser...

Porque no mais das vezes 

és olhada somente em tuas medidas 

como objeto do desejo masculino....

na ânsia de possuírem-te  

e nada mais....


Quem dera que fosses percebida...

como o anjo percebeu a mãe de Jesus...

Cheia de graça...

Plena do Espírito Santo...

Toda de Deus...

Sim onipresente...

Onisciente...

Onipotente... 

Verdadeiro dom de Sua Luz...


Que sejas assim ó mulher, 

não apenas neste teu dia de festa, 

mas em todos os dias de tua vida...

Pois eis que falo de tua intimidade

Dessa realidade sagrada 

criada por Deus 

como verdadeira fonte do puro amor...


Creio seria covardia não te olhar assim...

Não te querer assim... 

Creio que seria covardia... 

Não te admirar como tu és...

E não te amar nessa admiração...


Por isso, beijo o teu coração 

na moção da graça do amor, 

na certeza que és a mais bela flor  

plantada por Deus no jardim 

desse nosso imenso paraíso terrestre...


Parabéns...

Feliz dia das mulheres...


Paz e Bem! 


Frei Fernando,OFMConv.

SENHOR, QUANTAS VEZES DEVO PERDOAR MEU IRMÃO?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 18,21-35)(09/03/21)


"Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?"


Caríssimos irmãos e irmãs, essa pergunta de são Pedro é típica de quem quer limitar a misericórdia infinita de Deus, que Ele nos dá para perdoarmos uns aos outros, por isso, a resposta de Jesus abre a nossa mente e a nossa compreensão para muito além dos nossos critérios, pois estes tendem sempre a querer fazer justiça com as próprias mãos, ou seja, a pagar o mal com o mal.


“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."


De fato, em nenhum momento da nossa vida estamos sozinhos ainda que muitos tentem negar isso, sobretudo nos embaraços e nas tempestades do mar revolto deste mundo; todavia, como o Senhor Jesus nos ensinou: "Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,5). Ou seja, só precisamos permanecer Nele pela obediência à Sua Divina Palavra.


Desse modo, compreendemos que o ato de perdoar é divino, porque é Deus mesmo quem perdoa os nossos ofensores por meio de nós; pois, perdoar é amar, é fazer a vontade de Deus; quem sempre perdoa, vive sempre em paz, e por isso, jamais causa algum dano. De certo, o perdão é a maior fonte de cura e libertação que Deus nos deu. Quem não perdoa não tem Deus dentro de si, por isso, é repleto de mágoas, ressentimentos e o desejo de vingança.


Na parábola de hoje, o Senhor Jesus nos dá o exemplo de um servo que busca o perdão, rebe-o do seu patrão, mas é incapaz de da-lo à um outro servo que lhe devia muito menos. E o resultado nefasto dessa atitude maléfica foi a própria condenação, pois, quem se nega a dar o perdão que recebe, perde-o de imediato, tornando-se escravo da própria maldade.


Portanto, caríssimos, sigamos as práticas quaresmais que empreendemos com as mesmas disposições que do Senhor Jesus recebemos, para levarmos o bom termo o nosso desejo de santidade, na certeza de que é Ele mesmo que está nos conduzindo ao Reino dos céus, à vida eterna.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 8 de março de 2021

CONVERSÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 4,24-30)(08/03/21)


Caríssimos, diante do Senhor Jesus, a nossa vida se torna totalmente transparente, em outras palavras, nada podemos esconder das nossas limitações, dos nossos pecados; e se por um ato deliberado não reconhecermos as nossas misérias, só nos resta expulsa-lo da nossa vida como o fizeram os seus conterrâneos na Sinagoga de Nazaré.


O fato é que diante do Senhor todas as nossas máscaras caem por terra, e isso nos envergonha, ao vermos o que realmente somos por nós mesmos, isto é, sem o auxílio da Sua Infinita Misericórdia. Por isso, precisamos reconhecer a nossa condição de pecadores, e assim lhe pedir um coração contrito e humilhado para sermos perdoados e amparados por Sua bondade e Infinita Misericórdia.


Com efeito, se faz necessário compreender que o Senhor ao revelar os nossos pecados tem sempre a intenção de nos perdoar e nos purificar, para fazermos com Ele um caminho penitencial que nos leve à santidade que tanto necessitamos para entrarmos no Seu Reino. De fato, era essa a Sua intenção na Sinagoga de Nazaré, mas não o compreenderam e por isso o expulsaram de suas vidas.


De certo, toda conversão nasce da "compunção do coração, isto é, de uma disposição da alma que faz com que esta permaneça num estado habitual de contrição", ou seja, de verdadeiro arrependimento, mantendo-se nessa atitude a fim de obter todas as graças que a faz permanecer na presença de Deus, à exemplo do filho pródigo que manteve-se nesse estado mesmo depois de ser perdoado pelo pai.


Portanto, caríssimos, quem cultiva o pecado em sua vida tende sempre a agir a partir do pecado cultivado; foi isso o que vimos na Sinagoga de Nazaré: "Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lança-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho."


De fato, não existe acolhida sensata, nem diálogo civilizado e sereno onde os egos estão inflados tomando os espaços do bom senso e do reconhecimento dos próprios pecados. Destarte, os que desse modo atentam contra a verdade se precipitam no abismo sem fundo da própria violência e mediocridade.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 7 de março de 2021

"NÃO FAÇAIS DA CASA DE MEU PAI, UMA CASA DE COMÉRCIO".


 Homilia do 3°Dom da Quaresma (Jo 2,13-25)(07/03/21)


"Não façais da Casa de meu Pai, uma casa de comércio."


Caríssimos, essa é a Palavra do Senhor Jesus para nós que fomos feitos templos vivos do Espírito Santo mediante o batismo que recebemos. Por isso, Bem aventurados são os que a tomam para si e a põem em prática; pois, na casa de Deus só existe espaço para Deus, e para Seus filhos e filhas o amarem e permanecerem unidos a Ele aqui e por toda a eternidade.


"Não façais da Casa de meu Pai, uma casa de comércio."


De certo, perguntemos, será que estamos realmente vivendo como templos vivos de Deus ou nos deixamos ocupar por coisas ou pensamentos que não veem de Deus? Basta olharmos para nós mesmos e vermos a quem estamos cultuando em nossas almas com o nosso modo de ser.


Qualquer coisa ou pensamento que ocupe o primeiro lugar no templo vivo de Deus que nós somos, já o tornamos casa de comércio; e é por isso que muitos, mesmo se dizendo cristãos, negam essa verdade por aquilo que cultuam dentro de si, se deixando dominar por isso.


"Não façais da Casa de meu Pai, uma casa de comércio."


Ora, o que nos mantém unidos a Deus é a nossa obediência e nosso amor a Ele acima de todas as coisas, por isso lhe damos tudo o que somos e o que temos, todo o nosso tempo, toda a nossa prática de vida. Fora disso, cultuamos à nós mesmos ou os ídolos que criamos, deixando que ocupem o espaço sagrado, o templo vivo que era pra ser somente de Deus.


"Não façais da Casa de meu Pai, uma casa de comércio."


Portanto, caríssimos, deixemos o Senhor Jesus ocupar todos os espaços das nossas almas, pois, o templo de Deus não pode ser profanado como se fosse uma casa de comércio ou um mercado qualquer.


Destarte, a exemplo de são Paulo, digamos: "Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gl 2,19-20).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 6 de março de 2021

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 15,1-3.11-32)(06/03/21)


Caríssimos, Deus é Deus e não muda nunca (cf. Tg 1,18). E mesmo quando pecamos, Ele continua a nos amar, porque é misericordioso e tem compaixão de nossas misérias. Todavia, como o filho mais novo da parábola contada pelo Senhor Jesus, precisamos nos arrepender de coração e assim voltarmos totalmente para Ele que está sempre pronto a nos perdoar e nos dar o aconchego do seu infinito amor.


Com isso, entendemos que se arrepender e se converter é voltar ao convívio do nosso Pai celeste e Nele permanecer sob Sua proteção. Por isso, nos esforcemos para não perdermos o estado de graça por nada deste mundo, isto é, nunca nos deixemos escravizar pelo pecado, porque pecar é perder o poder do livre arbítrio, como o Senhor Jesus nos ensinou: "Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo." (Jo 8,34).


Então, quais os ensinamentos que tiramos dessa parábola para pormos em prática e vivermos em estado de graça? O pecado é uma brutalidade contra Deus e contra próximo; porém, atinge primeiramente à quem o comete; depois aos que sofrem por causa dele.


Todavia, para o pecador que se arrepende de coração e se converte, existe o Sacramento da penitência ou reconciliação para que retorne ao estado de graça e assim possa usufruir dos bens eternos que havia perdido ao se afastar de Deus pelo mal cometido. De fato, o pecado é tão maléfico que foi preciso o sacrifício de Cristo para apaga-lo (cf. Hb 9,13-14).


Portanto, caríssimos, a Parábola do filho pródigo revela quem somos quando estamos na presença de Deus, nosso Pai, usufruindo de todos os seus bens; mas também nos mostra o que nos tornamos quando o abandonamos para viver a falsa liberdade que os prazeres deste deste mundo oferece, ou seja, pessoas desprovidas de tudo, submetidas à escravidão do pecado e por consequência também do maligno.


Destarte, sigamos esta exortação que nos dá são Tiago: "Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." (Tg 1,12).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 5 de março de 2021

A PARÁBOLA DOS VINHATEIROS PERVERSOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 21,33-43.45-46)(05/03/21)


Caríssimos, porque Deus é Amor e nos ama infinitamente, ainda que os homens neguem ou rejeitem o Seu amor, isso não impede de termos acesso à Ele, porque o Senhor continuará jorrando por Seu Santo Espírito à água viva da salvação que o Seu Filho Jesus Cristo nos veio trazer. Esta é a grande verdade da parábola contada pelo Senhor no Evangelho de hoje.


Comentando esse Evangelho disse o Papa Francisco: "A liturgia propõe-nos a parábola dos vinhateiros, aos quais o dono confiou a vinha que tinha plantado e depois deixou o país (cf. Mt 21, 33-43). Deste modo, é posta à prova a lealdade destes vinhateiros: a vinha foi confiada a eles, que devem cuidar dela, fazê-la frutificar e entregar ao dono a colheita.


Mas os lavradores assumem uma atitude possessiva: não se consideram simples administradores, mas proprietários, e recusam-se a entregar a colheita. Maltratam os servos, a ponto de os matar. O dono mostrou-se paciente com eles: enviou outros servos em maior número que os primeiros, mas o resultado foi o mesmo. Enfim, com paciência, decide enviar o próprio filho; porém, aqueles lavradores, prisioneiros do próprio comportamento possessivo, matam também o filho pensando que assim receberiam a sua herança."


Com efeito, façamos então uma analogia desta parábola para melhor aplica-la à nossa vida. Ora, os vinhateiros somos todos nós a quem foi confiado o Reino de Deus, do qual não podemos nos apoderar como se fosse nosso, pois, "o servo não é maior que o seu Senhor e nem o operário mais que o seu patrão." Porquanto, se nos faltar a obediência e a humildade, de igual modo, nos faltará todas as outras virtudes que são os frutos a serem recolhidos pelo dono da vinha. 


Portanto, caríssimos, fiquemos atentos e vigilantes, pois o nosso livre arbítrio é o poder que Deus nos deu para guardarmos bem a sua vinha. "A luz da inteligência é-lhe dada para conhecer os amigos e os inimigos que querem entrar e passar pela porta; e nesta porta está colocado o cão da consciência, que ladra quando ouve chegar alguém, se estiver acordado". Desse modo, afastamos somente os maus pensamentos que tentam perturbar o bom andamento do cultivo à que nos damos.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 4 de março de 2021

É AQUI QUE DEFINIMOS O NOSSO DEVIR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 16,19-31)(04/03/21)


Amados irmãos e amadas irmãs, todos nós somos obras das mãos de Deus, e de igual modo todos recebemos o dom da vida; todavia, como estamos administrando esse preciosíssimo dom? Na primeira leitura meditamos o seguinte: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor”. “Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor”; e a Ele se entrega totalmente.


De fato, quem se põe na vida como alguém que ignora Deus, buscando tão somente a satisfação do próprio ego, “como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.” E os frutos malditos que dão, são como vírus contagiantes que matam aqueles que se deixam contagiar por eles.


Pelo contrário, quem busca refúgio e proteção no Senhor, “é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos” de ressurreição, de vida eterna.


Com efeito, no Evangelho de hoje Jesus conta a Parábola do pobre Lázaro e do rico pomposo; o rico, “que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.” Enquanto Lázaro, “cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.”


Conclusão: com essa parábola o Senhor Jesus confirma as sentenças do profeta Jeremias, cuja compreensão não poderia ser outra: o céu e o inferno existem, e por nosso modo de ser e estar no mundo, cabe a nós escolhermos para onde queremos ir, porque é aqui neste mundo que definimos o nosso devir.


Destarte, continuemos a nossa meditação com o Profeta Jeremias: “Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 3 de março de 2021

QUEM QUISER SER O PRIMEIRO, SEJA O SERVO DE TODOS

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 20,17-28)(03/03/21)


Caríssimos, viver por viver sem nenhum objetivo de vida é o mesmo que estaguinar a própria existência e perder o sentido da vida. Mas, também existem aqueles cujo objetivo é tirar proveito de tudo, e para atingir tal intento manipulam, corrompem, traçam tramoias e pouco importa o bem dos outros, contanto que atinjam os fins que desejam, como vimos na primeira leitura.

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Por outro lado, na contra mão de tudo isso, estão aqueles que dão a vida pelo bem de todos, como nos ensinou são Paulo: "Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. (Rm 12,16). De fato, no mundo de hoje poucos agem assim, na verdade são pérolas raras.


Com efeito, no tempo de Jesus não era diferente nem mesmo entre os Apóstolos, pois enquanto o Senhor lhes falava dos sofrimentos que haveria de padecer, eles litigavam pelos primeiros lugares no Reino dos céus. Todavia, não obstante esse conflito de interesses, chama-nos a atenção a resposta de Jesus: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 


Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

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Portanto, caríssimos, seguir a Cristo a princípio não é um caminho de glória, mas sim de cruz, como Ele nos ensinou: "O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão." (Mt 10,24). E completando esse axioma, disse: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me! Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á." (Mt 16,24-25).

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Pois, "Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras." (Mt 16,26-27).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.
 

terça-feira, 2 de março de 2021

CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,1-12)(02/03/21)


Caríssimos, desde a criação do mundo que Deus nos deu a obediência como meio de vivermos unidos a Ele e desse modo participarmos da Sua Natureza Divina, como seus filhos e filhas. Ocorre que ao quebrar essa aliança de amor com o Senhor pela desobediência, nossos primeiros pais, perderam o estado de graça e a plena amizade com Ele, e isso causou os desequilíbrios que vemos assolar toda a criação.


No entanto, porque o Senhor nos ama, enviou o Seu amado Filho, Jesus Cristo, para nos libertar da maldição do pecado. E como disse o Profeta Isaías: "Ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos", ou seja, as consequências da nossa desobediência, para unir a nossa natureza humana decaída à Sua natureza divina redentora, e assim voltarmos à perfeita obediência que havíamos perdido com os nossos primeiros pais.


Com efeito, como entender o amor de Deus por nós? Basta olharmos Jesus crucificado para compreendermos que foi por seu sofrimento e morte cruenta que o Senhor nos libertou das cadeias do pecado, do poder do maligno e do inferno, ao custo do derramamento do Seu preciosíssimo Sangue.


Desse modo, ao permanecermos unidos a Ele pela obediência à Sua Palavra, pela vivência dos Sacramentos, o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, nos tornamos seus discípulos e percorremos com Ele a via da perfeição eterna que nos leva ao céu.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos faz uma alerta: “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a move-los, nem sequer com um dedo.” Ou seja, a prática da fé se traduz pelo exemplo de vida, e não pela aparência ou superficialidade estéril.


Portanto, caríssimos, muito cuidado com o fermento farisáico, pois ele não passa de uma armadilha traiçoeira. Destarte, busquemos viver interiormente as graças e bênçãos que de Deus recebemos, pois é isso que nos faz ser santos como Ele é Santo.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv

segunda-feira, 1 de março de 2021

SEDE MISERICORDIOSOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 6,36-38)(01/03/21)

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Caríssimos, mal e bem, é a dualidade que se nos apresenta nossa miserável condição de pecadores, porém, de uma coisa fiquemos certos, somente o bem perdura para sempre dando frutos de felicidade e de paz, porque ele vem de Deus, e quem o pratica permanece Nele eternamente; enquanto que o mal é ruína e perdição para todos aqueles que o semeiam com sua prática de vida.

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No Evangelho de hoje disse o Senhor Jesus: "Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também." (Lc 6,36-38). 


Ora, é nesse ensinamento do Senhor Jesus que devemos fundamentar a nossa prática de vida, pois, nos mantém em estado de graça, realizando em tudo a Sua Santa Vontade; desse modo, fazemos transparecer todas as graças e virtudes que Ele nos dá à cultivar no solo fecundo da Sua Divina Misericórdia.

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De fato, às vezes nos vemos envolvidos por certas tentações contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos, e se não as combatermos pela oração, pela penitência, pela presença de Jesus Eucarístico e a prática da Sua Palavra, logo nos sentimos atormentados, e como que dominados pelo inimigo de nossas almas.

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Todavia, caso isso aconteça precisamos buscar pelo arrependimento e o desejo de sermos perdoados, a purificação dos nossos pecados, pois, Deus se faz presente imediatamente com a Sua Divina Misericórdia, nos perdoando e nos livrando de nossas culpas e dos terríveis efeitos que elas causam. 

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Portanto, caríssimos, para combatermos a tentação do julgamento do próximo, basta compreender que somos pecadores e não podemos julgar uns aos outros, porque todas as vezes que julgamos e condenamos os outros, julgamos e condenamos à nós mesmos na mesma proporção, como nos ensinou o Senhor no Evangelho de hoje.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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