VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 19 de dezembro de 2021

VISITAÇÃO...


 Homilia do 4°Dom do Advento (Lc 1,39-45)(19/12/21)

Caríssimos, no Evangelho de hoje, Maria grávida de Jesus, vai ao encontro de sua prima Isabel que ao ouvir a sua saudação fica cheia do Espírito Santo, e começou a proclamar: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Com efeito, esse episódio nos mostra que a Virgem Mãe começa a sua missão evangelizadora prestando socorro à sua prima levando o seu Filho Jesus a ela e a sua família; de fato, quanta alegria e felicidade esse encontro nos traz por vermos que a obra da redenção começa pela Mãe do Senhor desde a sua concepção e termina no alto da cruz ao lhe oferecer em sacrifício ao Pai, recebendo Dele a maternidade universal.

Com isso, percebemos que Maria é toda de Deus e Deus todo de Maria, isto é, Maria gera o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, para Ele nos tornar participantes da sua divindade, cuja essência é a imortalidade. De fato, esse é o Grande Mistério do qual participamos diretamente mediante o batismo que recebemos para seguirmos o Senhor Jesus como Maria Santíssima o seguiu sendo sua primeira discípula.

Portanto, caríssimos, rezemos humildemente e peçamos ao Senhor a graça da disponibilidade de Maria Santíssima, ela que prontamente se pôs a caminho indo ao encontro de Isabel em sua necessidade e recebeu dela tão calorosa recepção, que nos presenteou com a segunda parte da Ave Maria, que diariamente rezamos com ardente fervor nas contas do Santo Rosário.

Destarte, depois do pecado dos nossos primeiros pais o mundo ficou dividido em dois campos, por um lado, o do silêncio sagrado de Deus que nos acolhe no mais íntimo do seu infinito amor e nos fala ao coração. Por outro, se encontra o barulho infernal do pecado e o demônio que o rege tentando destruir a nossa vida e a obra da criação. 

Todavia, perguntamos, qual o campo escolhemos com o nosso livre arbítrio? Maria escolheu o do silêncio sagrado de Deus e nela o Espírito Santo gerou Jesus que nos dá a salvação. Sigamos, portanto, o exemplo da Mãe do Senhor e façamos da nossa vida o paraíso para que nela habite somente a Santíssima Trindade.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SÃO JOSÉ, O HOMEM DO SILÊNCIO SAGRADO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 1,18-24)(18/12/21)

Caríssimos, Deus nos ama e age sempre para a nossa salvação, por isso, nos comunica a sua vontade, mas, é preciso ouvir a Sua voz que nos fala no silêncio da oração feita no coração das nossas almas, isto é, na nossa consciência. Sem dúvida vivemos em meio ao barulho deste mundo, porém, não nos deixemos contaminar por ele.

A Liturgia de hoje nos revela o modo como Deus fala no silêncio da consciência, como vimos no relato do Evangelho de hoje em que para realizar o seu plano de amor em vista da nossa salvação, escolheu Maria como genitora do seu Filho, e José como seu pai adotivo, aos quais revelou a sua missão redentora, ser Rei de Israel e Salvador da humanidade.

Com efeito, para realizar o Seu Plano salvífico, o Senhor utiliza a sua Teofania, isto é, a sua ação direta e inconfundível; que na encarnação e nascimento de Jesus, se dirigiu à Maria e a José por meio do Arcanjo Gabriel; a ela apareceu face a face; e a ele por meio de sonho, e assim fez-se cumprir todas as profecias a respeito da vinda de Cristo como o Messias.

De certo, aprendamos, então, com Maria e José a silenciar e a escutar o Senhor que nos fala no mais íntimo de nossas almas, para pormos em prática as suas inspirações; Ele também nos fala pela Sagrada Escritura que é a sua voz escrita; nos fala pelos santos anjos como vimos; nos fala ainda pelo exemplo dos santos e santas; pela pregação dos seus ungidos, o Santo Padre, os bispos e Padres em comunhão com ele; e também pelos Santos Sacramentos nos quais se faz presente diretamente.

Destarte, meditemos com estas palavras de santo Efrém: "José abraçava o Filho do Pai celeste recém-nascido, servindo-O como a seu Deus, nele se regozijava como na própria bondade, cuidando daquele que é o único Justo (cf. Mt 1,19): que paradoxo!

"De onde me é dado a mim, ó Filho do Altíssimo, ter em Ti um filho? Indispus-me com tua Mãe, que pensei em repudiar, não sabendo que tinha em seu seio um grande tesouro que, na minha pobreza, me tornaria subitamente rico! O rei Davi, de cuja estirpe nasci, cingiu a coroa. Vê o despojamento a que cheguei: em vez de rei, sou carpinteiro; mas foi-me dada uma coroa, pois tenho nos braços o Senhor de todas as coroas!"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

CRISTO VEIO PARA PERDOAR OS NOSSOS PECADOS E NOS DAR A VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 1,1-17)(17/12/21)

Caríssimos, todos nós temos uma história de vida, isto é, uma genealogia que pouco conhecemos além dos nossos antepassados mais próximos; todavia, em se tratando de nosso Senhor Jesus Cristo, a Sagrada Escritura, autêntica revelação da Vontade de Deus Pai, confirma pela graça do Espírito Santo, a veracidade dos fatos relatados em vista da nossa salvação.

Com efeito, nela existem nomes conhecidos e outros desconhecidos, porém, todos contribuíram por meio de sua história de vida, para a vinda do Filho de Deus como o Messias prometido e esperado até que se cumprisse todas as profecias a seu respeito, como esta da primeira leitura de hoje: "O cetro não será tirado de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha Aquele a quem pertencem, e a quem obedecerão os povos” (Gn 49,20).

De certo, a genealogia do Senhor Jesus, segundo Mateus, traz alguns fatos inusitados, nela aparecem os nomes de cinco mulheres: Tamar, Raab, Rute, a ex mulher de Urias (Bersabea) e Maria. Ora, até então não era custume aparecer o nome de mulheres nas genealogias, e muito menos de mulheres estrangeiras, mas, na do Senhor Jesus quatro delas são pagãs, e três dentre elas cometeram pecados graves. De fato, isso demonstra que o Filho de Deus veio a este mundo para perdoar os nossos pecados e nos conduzir à vida eterna.

Um outro fato chama a atenção, Deus veio até nós nascendo como um de nós, gerado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, ou seja, ele manteve intacta a sua virgindade antes, durante e depois do parto; a criatura que gera o seu Criador, fazendo perfeitamente a Vontade do seu Criador. Por isso, ela cantou no Magnificat: "A minh'alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador; pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome!"

Portanto, caríssimos, esses fatos iluminam o nosso entendimento e aumentam a nossa fé e a nossa esperança, pois, com o nascimento do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, Deus realizou todas as suas promessas como esta feita a Abraão: "Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra.” (Gn 12,3b).

Destarte, proclamemos com o salmista esta justíssima sentença: "Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, desde o rio até os confins de toda terra! Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!" (Sl 71).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

"EU TAMBÉM VOS PERGUNTO..."


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 21,23-27)(13/12/21).

Caríssimos, quem não crê em Deus por convicção, por experiência própria e por amor a Ele, perde a virtude da honestidade e cai no abismo da falsidade, do autoritarismo e do querer ter razão em tudo, por isso, julgam e condenam os outros, mesmo que não sejam culpados, e fazem isso por causa da cegueira espiritual em que vivem.

De fato, é assim que se comportam os inimigos da fé, os inimigos de Deus, por isso, se tornam insuportáveis até para si mesmos, porque são como figueiras estéreis incapazes de frutificarem. E pela ausência de bons frutos, costumam manipular e querer desviar os que buscam a verdade que os salva. É isso o que nos mostra a liturgia de hoje. De fato, muitos desconhecem a verdade, porque não a buscam com sinceridade de coração.

No Evangelho de hoje "os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?” Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?”

Eles refletiam entre si: “Se dissermos do céu, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”.

Com efeito, toda pergunta feita a Deus com o desejo de conhecer a essência do que não se conhece ainda, vem acompanhada das virtudes da sinceridade e da humildade, que abrem as portas da alma para acolher a sabedoria divina que a conduz à perfeição eterna. Por outro lado, quando essas virtudes não se encontram na interrogação que se faz, ela se torna uma pedra de tropeço por estar cheia de hipocrisia e contradições, que fecham as portas da alma, impedindo-a de conhecer e amar a Deus, e de se deixar amar por Ele. É isso o que vimos na atitude dos que interrogaram Jesus. 

Portanto, caríssimos, toda pessoa desonesta é calculista e por isso não reconhece a verdade, porque o orgulho e a soberba que a dominam não deixa conhecê-la. Rezemos, então, esta oração em comunhão com o Senhor Jesus: "Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado." (Mt 11,25-26).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 12 de dezembro de 2021

HOMILIA DO 3°DOM DO ADVENTO...


 Homilia do 3°Dom do Advento (Lc 3,10-18)(12/12/21)

Caríssimos, o 3°Dom do Advento é também chamado de "domingo da alegria" pela proximidade do Natal, da vinda do Senhor Jesus como o Messias enviado por Deus; de fato, esse tempo litúrgico nos leva à uma profunda reflexão acerca da nossa vida e de como vivemos a fé na presença do Senhor que está no meio de nós, preparando conosco a sua Parusia, isto é, a sua vinda gloriosa, pois, na primeira veio nascido da Virgem Maria, como havia anunciado o Profeta Isaías, para proclamar a remissão dos pecados e a nossa participação no Reino de Deus (cf. Is 7,14).

Com efeito, naquele tempo havia uma grande espectativa sobre a vinda do Messias, como vemos na primeira leitura em que o Profeta Sofonias apresenta a proximidade do cumprimento dessa promessa: "Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, como nos dias de festa”. 

O Evangelho de hoje nos mostra a ação evangelizadora de João Batista, como o precursor do Messias, enviado por Deus para libertar o seu povo como havia prometido. Ora, João administrava um batismo de conversão, mas ao mesmo tempo anunciava Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ensinando que somente Ele confere o batismo no Espírito Santo.

Com efeito, mesmo em meio aos pecados da humanidade, Deus sempre se fez presente com suas promessas confirmando em todos tempos as suas palavras e intervindo quando necessário para que todos se convertessem, bem como nos ensinou são Paulo: "Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos." (At 17,30-31).

Portanto, caríssimos, toda espera tem um fim, e com a vinda do Seu Filho, Deus mesmo realiza pessoalmente, por meio Dele, o que prometeu. Ora, naquele tempo ainda não havia a firme convicção da imortalidade da alma nem do Reino de Deus, foi, porém, com a vinda do Senhor, que se confirmou o reinando definitivo prometido ao rei Davi, ou seja, por sua morte e ressurreição, o Senhor Jesus reina glorioso sobre toda a criação por toda a eternidade, e virá para julgar os vivos e os mortos como Ele mesmo anunciou (cf. Mt 25).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

PREPARANDO A SEGUNDA VINDA DO SENHOR JESUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 11,11-15)(09/12/21)

Caríssimos, todos nós que recebemos o batismo estamos a caminho do Reino dos Céus; e todo o nosso tempo aqui vivido é em preparação para o encontro definitivo com o Senhor Jesus, porém, ao mesmo tempo, preparamos a sua segunda vinda na qual julgará os vivos e os mortos. Ora, assim como o povo eleito se preparou para receber o Messias, como o Ungido de Deus e seu libertador na sua primeira vinda, hoje somos nós que temos essa mesma missão.

É certo que na primeira vinda o Senhor Jesus não foi aceito pelos grandes e pelos chefes do povo que o condenaram à terrível morte de cruz; no entanto, foi acolhido pelos pequeninos e humildes de coração que o seguiram fielmente dando por Ele a própria vida, certos de que suas palavras e ações eram do próprio Deus, como "Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!" (Jo 6,60-69). 

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos faz uma revelação maravilhosa, disse Ele: “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele." (Mt 11,11-15). 

Ora, com isso, o Senhor Jesus nos ensina que a nossa grandeza não é deste mundo, mas sim do Reino de Deus, por isso mesmo, não temamos as ameaças dos grandes e nem busquemos as vantagens e grandezas deste mundo, pois tudo isso se tornará cinzas que o vento leva no dia do juízo final.

Portanto, caríssimos, a fé é o dom do Espírito Santo que nos une ao Senhor Jesus para fazermos em tudo a Sua Santa Vontade, e assim participarmos com Ele da Sua Glória no Reino dos céus. Com efeito, sabemos que aqui travamos diariamente uma batalha espiritual contra as tentações e o pecado, que são as armas usadas pelo maligno tentando nos derrotar.

No entanto, como armas espirituais defensivas temos a vida de oração, a prática da Palavra de Deus, e a participação nos santos sacramentos em especial a Santa Eucaristia que é a presença real do Senhor Jesus nos alimentando e caminhando conosco até vencermos totalmente esta guerra na qual estamos lutando, como o fez são João Batista dando por Ele a própria vida.

Destarte, sigamos com perseverança inabalável esta exortação de são Paulo: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12,2).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA...


 SOL. DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA (Lc 1,26-38)(8/12/21).

Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Deus no seu infinito amor comunica a sua graça do jeito como somente Ele conhece e faz, desse modo, pela ação do Espírito Santo preservou a Virgem Mãe de Jesus da mancha do pecado original, fazendo com que nascesse Imaculada em vista da vinda do Seu Filho a este mundo, para a salvação de todo aquele que Nele crer.

De fato, Deus tudo criou por amor e para o amor, e mesmo com o advento do pecado de Adão e Eva, Ele não os abandonou à triste condição pecaminosa e à morte como consequência do pecado consentido e praticado, mas continuou comunicando a sua graça até que se cumpra a sua santa vontade de fazer nova todas as coisas por meio do Seu amado Filho (cf. Ap 21, 5a).

Comentando esta Solenidade, assim se expressou Santo Anselmo: "Deus deu a Maria o seu próprio Filho, único gerado de seu coração, igual a si, a quem amava como a si mesmo. No seio de Maria, formou seu Filho, não outro qualquer, mas o mesmo, para que, por natureza, fosse realmente um só e o mesmo Filho de Deus e de Maria! Toda a criação é obra de Deus, e Deus nasceu de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria deu à luz Deus! Deus que tudo fez, formou-se a si próprio no seio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado.

Por conseguinte, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai da criação universal, e Maria a mãe da redenção universal. Pois Deus gerou aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou aquele sem o qual nada absolutamente existe, e Maria deu à luz aquele sem o qual nada absolutamente é bom."

Oremos: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos à vós e por todos quantos a vós não recorrem de modo especial pelos os inimigos da Santa Igreja e por aqueles que a vós estão recomendados." Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

O BOM PASTOR E A OVELHA PERDIDA


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 18,12-14)(07/12/21)

Caríssimos, existe uma fronteira entre o bem e o mal, e dessa somente nós temos a chave, trata-se do nosso livre arbítrio cuja chave é a obediência à Palavra de Deus; de fato, o nosso livre arbítrio é também o nosso paraíso neste mundo; todavia, convém perguntar: quem deixamos entrar nesse nosso paraíso?

Com efeito, a justa resposta é esta: nunca dê a chave da sua liberdade a nenhum pensamento vão, desordenado ou estranho, porque um filho ou filha de Deus é incapaz de pensar o mal, no entanto, sofre a tentação para isto, porquanto, nunca dialogue com mal algum nem dê permissão para entrar em sua alma, pois, ela é sagrada e habitação somente de Deus aqui e por toda a eternidade.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos conta a parábola da ovelha perdida e como o bom pastor deixa as noventa e nove na segurança do rebanho para ir à procura da que se perdera, e depois acrescenta: "Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos." 

Ora, e isto o faz porque nos ama infinitamente, mesmo os que estão perdidos como aquela ovelha, mas Ele, como bom pastor que é, os procura e espera encontra-los no arrependimento da perdição em que estão, para os conduzir ao rebanho da sua santa Igreja pela qual os nutre e os faz sentir seguros como as outras noventa e nove que já fazem parte desse Seu rebanho.

Portanto, caríssimos, cuidemos para não fugirmos das instruções do Bom Pastor, nosso Senhor Jesus Cristo, que cuida do Seu rebanho, a Santa Igreja, na qual nos alimenta com o seu Corpo e Sangue, Sua Alma e Divindade; com os outros Sacramentos e as suas palavras de vida eterna. Destarte, tomemos cuidado ainda com os lobos vorazes das seitas, ideologias, discórdias, partidos, vícios e tantos outros que tentam nos afastar do rebanho para nos devorar caso sigamos os seus erros.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 5 de dezembro de 2021

HOMILIA DO II DOM. DO TEMPO DO ADVENTO....


 Homilia do 2°) Dom do Tempo de Advento (Lc 3,1-6)(05/12/21)

Caríssimos, quando há uma profunda interação entre a alma e Deus na oração, a fé se torna uma experiência sensível como numa grande amizade, porém, com uma imensa diferença, que é uma moção íntima capaz de leva-la ao êxtase, é como se a invisibilidade divina se tornasse visível aos seus olhos. Ora, a isso chamamos de experiência mística, a mesma que os Patriarcas, os Profetas, Maria Santíssima, Isabel, João Batista e todos os santos e santas viveram durante toda a sua vida de comunhão com Deus neste mundo. 

Com efeito, a liturgia de hoje nos mostra como Deus, por meio do Profeta Baruc, revela a sua imensa ternura pelo seu povo, o revestindo dos mais belos adornos: "Despe, ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus. Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno." (Br 5,1-2)

De certo, vemos essa experiência também na segunda leitura em que Paulo revela o quanto ama os Filipenses, e como reza por eles: "Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus. E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, para discernirdes o que é melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus". (Fl 1,8-11).

No Evangelho de hoje vemos que num contexto histórico preciso, isto é, o domínio do Império Romano sobre o povo eleito, Deus enviou João Batista em cumprimento a Profecia de Isaías para anunciar a vinda do seu Filho como o Messias esperado: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus’". (Lc 3,4b-6).

Portanto, caríssimos, o nosso Grande Deus e Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo, se encontra no meio de nós, presente sensivelmente na Sua Santa Igreja, Sacramento Universal da salvação, que anuncia dia e noite a Sua Palavra, administra os Santos Sacramentos e reúne o seu povo eleito em vista da Plenitude do Reino de Deus que se aproxima. 

Destarte, preparemo-nos para a sua vinda definitiva que pode acontecer a qualquer momento para cada um de nós, ou para todos. De fato, não sabemos nem o dia nem a hora, por isso mesmo nos preparemos, como nos ensinou são Pedro: "Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por Ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz." (2Pd 3,18).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 4 de dezembro de 2021

A OBRA DA SALVAÇÃO REQUER A NOSSA COLABORAÇÃO...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 15,29-37)(01/12/21)

Caríssimos, a vivência da fé é um exercício espiritual que acontece no campo da nossa alma; nele se dá um combate composto por forças antagônicas que se enfrentam ao longo da nossa existência neste mundo. No entanto, fiquemos certos, somente Deus é o único vencedor desse combate, uma vez que seus adversários lhe são contrários porque não o amam, e quem não ama perde sempre, porque somente o amor é capaz de vencer todos os males.

No Evangelho de hoje vimos que "Numerosas multidões aproximaram-se do Senhor, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou." Ou seja, somente o Filho de Deus pode fazer esses milagres, no entanto, Ele disse: "Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai." (Jo 14,12).

Ora, isso significa que a graça é de Deus, mas, requer a nossa colaboração para pô-la em prática, como vimos no Evangelho, pois, se não tivessem levando ao Senhor Jesus, "coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes", Ele não os teria curado. De igual modo, o Senhor Jesus requereu a colaboração dos Apóstolos, mais o pouco que tinham para realizar o milagre da multiplicação dos pães, e assim saciar a fome de todos e ainda recolherem as sobras.

De certo, vivemos no mundo das necessidades, pois, todos somos necessitados, especialmente das graças de Deus; mesmo aqueles que se sentem saciados pela abundância dos bens deste mundo; todavia, se não os partilham com os que deles necessitam, afundam no abismo do egoísmo e da luta fratricida para manter e aumentar tais bens mesmo sabendo que ao morrer nada levarão consigo a não ser o apego material que os tornaram incapazes de fazerem o bem.

Portanto, caríssimos, escutemos atentamente o Senhor Jesus para aprendermos o exercício da solidariedade, da disponibilidade e da colaboração na obra da salvação, porque "quem é fiel nas pequenas coisas também será fiel nas grandes": "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. (Mt 6,19-21).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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