VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sábado, 22 de janeiro de 2022

A PROVAÇÃO FAZ PARTE DO CAMINHO DE SANTIDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 3,20-21)(22/01/22)

Caríssimos, o Senhor Jesus veio a este mundo para nos ensinar com a própria vida como viver em conformidade com a Vontade do Pai. E desse modo, revela a nossa pertença a Ele, o nosso amor incondicional que nasce da total renúncia de si mesmo. De certo, essa missão é comprida a partir das virtudes que Dele recebemos, dentre elas a obediência que significa entrega total, confiança inabalável, perfeita comunhão de amor.

Todavia, nem sempre somos aceitos ou compreendidos na vivência desse propósito, como vimos no Evangelho de hoje em que os familiares do Senhor Jesus queriam lhe impor uma espécie de censura julgando-o como alguém que estava fora de si. De fato, quem não adere totalmente ao Senhor, ao seu modo de viver segundo a vontade do Pai, sofre a tentação de julga-lo e até ve-lo de um modo inverso ao seu.

Com efeito, a vinda do Senhor Jesus, nos leva à verdadeira prática da fé, ou seja, à perfeita comunhão com a vontade de Deus, nosso Pai celestial. O Profeta Isaías assim nos ensina a respeito de Jesus e sua missão: "Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.

Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos." (Is 42,1-4).

De fato, a fé Católica que vivemos tem como fundamento os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, por isso, formamos a Sua Igreja, à qual enviou o Espírito Santo para governa-la a partir do Pentecostes, onde Maria Santíssima e os Apóstolos reunidos no Cenáculo em Jerusalém, o receberam e deram continuidade à obra da redenção, como Igreja viva, constituida Sacramento Universal da salvação.

Portanto, caríssimos, felizes de nós que recebemos o batismo que nos fez filhos e filhas de Deus no seio da Santa Igreja Católica. Ponhamos em prática a nossa missão de anunciarmos o Senhor Jesus Cristo, testemunhando a sua ressurreição com a nossa vida e com a sua Palavra sob a orientação do Santo Padre, os bispos e os padres em comunhão com ele.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

A GRAÇA DE SERMOS IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,13-19)(21/01/22)

Caríssimos, a liturgia de hoje nos rmostra a grande graça de sermos de Cristo, de vivermos com Cristo e de sermos um só em Cristo, em suma, o Senhor Jesus é o tudo da nossa vida; Ele é o caminho, a verdade e a vida, e isso constitui a Igreja Católica Apostólica Romana, por isso, podemos afirmar com plena segurança, a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, e nós somos seus membros conforme nos ensina são Paulo (cf. CL 1,18).

O Evangelho de hoje trata da escolha dos doze Apóstolos e da missão que o Senhor Jesus lhes confiou, ou seja, dar continuidade ao anúncio do Reino de Deus e da sua justiça. Vejamos o relato: "Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios." (Mc 2,13-15).

Com efeito, muitos eram os discípulos que seguiam o Senhor Jesus, mas dentre eles escolheu doze, representando as doze tribos de Israel, o povo eleito. De certo, essa escolha tem um significado sumamente importante, que é conviver com o Senhor, deixar-se formar por Ele, ama-lo sobre todas as coisas, aprender o seu estilo de vida que consiste na obediência total ao Pai; e por fim, deixar tudo e segui-lo fielmente.

De fato, encontrar Jesus no seio da Sua Santa Igreja, colaborar com Ele no anúncio do Reino de Deus, faze-lo conhecido e amado, é o que constitui a missão de todos os batizados. Não podemos pensar a Igreja sem Cristo a quem a Igreja pertence, sem dar a Ele o primeiro lugar em nossa vida, e sem nos deixar governar pelo o Espírito Santo no seio da Santa Igreja.

Desse modo, compeendemos claramente que a Igreja é Cristo e Cristo é a Igreja, e aí de quem não se conformar a Cristo para ser Igreja Santa, como nos ensinou São Paulo: "Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. (cf. Ef 5,25-27).

Portanto, caríssimos, como ainda nos ensina são Paulo: "Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, e se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo." Ou seja, pertencemos a Cristo para ama-lo e servi-lo todos os dias de nossa vida, alimentados pela Santa Eucaristia, e assim darmos testemunho da Sua Ressurreição.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SOMOS PROVADOS, PORQUE SOMOS AMADOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 3,7-12)(20/01/22)

Caríssimos, certa feita escreveu são Paulo: "Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo." (2Cor 4,8-10). 

De fato, analisando humanamente as tribulações que passamos não dá para entender, pois, sofrer por querer o bem e fazer o bem não cabe no nosso entendimento, mas cabe na nossa fé, visto que é o Senhor que sofre conosco e por isso nos faz triunfar sobre todo o mal, como Ele mesmo triunfou ao ser crucificado.

Na primeira leitura de hoje o jovem Davi sofre perseguição de morte por parte do Rei Saul, pelo fato de ter derrotado Golias, inimigo mortal do seu povo, e o Rei se irou com ele por causa do ciúme e da inveja que o consumia. No entanto, teve em seu favor Jônatas, que era filho de Saul e que nutria grande amizade a Davi, a quem considerava um irmão. De fato, Deus em sua infinita bondade nos deu o dom da amizade como um tesouro inesgotável de amor fraterno.

No Evangelho de hoje vimos que as multidões se achegavam ao Senhor Jesus buscando a cura para os males que lhes atingia, dentre eles a possessão demoníaca; e o Senhor os curou a todos, expulsou os demônios e não os permitia que falassem dele, pois, apesar de conhece-lo, lhes eram contrários.

Portanto, caríssimos, percebemos nessa liturgia que não basta fazer parte do povo de Deus, é preciso vivermos como seus filhos e filhas em obediência e santidade diante Dele, pois, Saul era o rei de Israel, mas vivia consumido pelo ciúme e a inveja e por isso tentou tirar a vida de Davi. Com efeito, vimos que a multidão buscava Jesus para ser libertada e o foi, mas não o seguiu fielmente até o fim, por terem participado da sua crucificação.

Destarte, todos estamos a caminho da eternidade, todos seremos julgados, por isso, sejamos misericordiosos com todos, como nos ensinou são Tiago: "Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento." (Tg 2,12-13).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

QUEM AMA A DEUS DE VERDADE, FAZ A SUA VONTADE...

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,1-6)(19/01/22)

Caríssimos, vivemos em uma sociedade confusa e dividida, por não praticar a fé devidamente, pois tantos a misturam com política ou buscam apenas os próprios interesses; outros ainda por conta da interpretação subjetivista, tornando a sua prática motivo de divisão, ódio, desentendimento, e desobediência.

Por isso, perguntamos, com qual Jesus convivemos, com o Filho amado de Deus que faz milagres e prodígios revelando a todos a vontade do Pai; ou com o Jesus proclamado nos púlpitos dos que o interpretam com a visão obscura e equivocada que fazem dele? Quem realmente transparecemos com o nosso viver, a nós mesmos com todos os nossos defeitos, ou a Jesus de Nazaré?

Com efeito, o verdadeiro convívio com o Senhor Jesus nasce da renúncia da própria vontade; nasce do coração humilde que sabe ouvi-lo, obedece-lo e segui-lo fielmente com a cruz de cada dia como Ele mesmo nos ensinou: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16,24).

No Evangelho de hoje os fariseus receberam a graça de encontrar a Deus face a face no Seu Filho Jesus Cristo, mas não o acolheram pelo fato de que realizava milagres no dia de sábado, por isso, relata o evangelista: "Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo." (Mc 3,6). 

De fato, quem não faz a vontade de Deus, atenta sempre contra Ele, ainda que digam que creem Nele, como vemos neste relato: "Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Porém, [Jesus] perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram."

Portanto, caríssimos, quem traz o mal encrustado na alma nunca vê o bem que Deus nos faz, pelo contrário, tenta sempre destruir o Fonte de todo o bem, que é o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Destarte, quem atenta contra Deus, mesmo sendo advertido por Ele, e apesar disso não se converte, perde o dom mais precioso que Dele recebeu, a salvação eterna. De certo, o inferno nada mais é do que a total ausência de Deus, e para lá vão os que não acolhem Deus em suas almas por conta das atitudes nefastas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

O VERDADEIRO SENTIDO DA LEI...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 2,23-28)(18/01/22)

Caríssimos, sabemos que para melhor organizar o nosso viver de cada dia existem as leis, as regras e os mandamentos que nos disciplina evitando de nos perdermos no labirinto da própria vontade desgovernada. Ora, mas tal disciplina não pode ser algo tão rígido que não dê espaço para a espontaneidade e a concórdia que traz o equilíbrio evitando exageros.

Desse modo, quando a vida é vivida como expressão da presença de Deus, ela se torna mais leve, pois, quando as nossas relações estão impregnadas das virtudes da humildade, do amor, da bondade, da solidariedade e de todas as outras virtudes eternas, isso é sinal da presença do Espírito Santo em nossas almas, que torna o nosso convívio fraterno repleto de compreensão e bem estar para todos.

Com efeito, no Evangelho de hoje, os Fariseus que eram tidos como puros, e por isso, se achavam no direito de julgar, criticar e condenar os que não seguissem o seu jeito rígido de observar as leis de Deus, se voltaram contra Jesus e os seus discípulos como se fossem transgressores da lei. "Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”

Portanto, caríssimos, muito cuidado com o fermento dos Fariseus que incha os egos, os tornando cegos a ponto de não enxergarem a beleza da liberdade humana repleta de misericórdia e caridade que potencializa a nosso viver em Deus. Por isso, bem nos ensinou o Senhor Jesus: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. Ou seja, sem amor e misericórdia a lei se torna letra que mata quem a interpreta sem o seu verdadeiro sentido que é a salvação de todos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 16 de janeiro de 2022

HOMILIA DO 2°DOM DO TEMPO COMUM...

Homilia do 2°Dom do tempo comum (Jo 2,1-11)(16/01/22)

Caríssimos, mesmo sendo batizados e tendo recebido o dom do Espírito Santo, enfrentamos uma grande luta interior entre a vida carnal e o estado de graça recebido, porém, isso só ocorre porque fomos libertados por Cristo da escravidão do pecado e do poder do inimigos de nossas almas; desse modo, o Senhor nos concede as armas espirituais necessárias para vencermos todas as batalhas que travamos. 

São Paulo na primeira Carta aos Coríntios nos ensina que as tentações mesmo sendo constante não é superior às forças naturais e sobrenaturais que recebemos de Deus, nosso Pai celestial: "Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela." (1Cor 10,13).

De fato, quem vive em estado de graça experimenta a constante presença do Senhor Jesus em todas as lutas espirituais e vence todas elas por conta da sua proteção que nos vem das armas espirituais com as quais lutamos. São elas: a obediência à Sua Palavra, a vivência dos Santos Sacramentos da Santa Igreja, a vida de oração e a prática das virtudes eternas; pois estes são meios pelos quais nos mantemos em comunhão com o Senhor e entre nós.

O Evangelho de hoje narra o primeiro milagre de Jesus ocorrido nas bodas de Canaã por intercessão da Sua Mãe, Maria Santíssima. Chama-nos atenção o cuidado de nossa Senhora para com os noivos que a havia convidado para às suas bodas, como de igual modo haviam convidaram Jesus e seus discípulos. Ora, quando Maria deu conta que não havia mais vinho, logo intercedeu junto ao seu Filho amado em favor dos recém casados evitando com isso a decepção dos convivas e ainda proporcionou a realização do Seu primeiro milagre.

Portanto, caríssimos, esta liturgia nos conduz pela via da obediência da Santíssima Virgem Maria ao se Filho amado, que atendendo o seu pedido, realizou o milagre necessário que transformou a todos que ali estavam. Destarte, esse episódio nos mostra que a oração e a obediência transforma a água da nossa naturalidade em vinho novo que nos salva.

"Disse a Mãe de Jesus aos serventes: Fazei tudo o que ele disser! E Jesus ordenou que enchesse aquelas seis talhas com água, que foi transformada em vinho." 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
 

CONVERSÃO DE SÃO MATEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 2,13-17)(15/01/22)

Caríssimos, Deus é amor infinito e nos deu o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos conduzir até à sua glória eterna; por outro lado, somos tentados a não amar a Deus, a não seguir o Seu Filho; a confiar em nós mesmos ou a nos deixar conduzir pelas ideologias deste mundo; e caso nos deixemos seduzir pois tais tentações, perdemos o estado de graça advindo da nossa confiança inabalável Nele.

Com efeito, esta liturgia de hoje nos ensina que Deus nos conhece muito bem, e por isso mesmo, nos dá a conhecer a sua vontade, no entanto, precisamos viver o seu chamado segundo o seu querer, porque somente assim podemos cumprir todos os seus desígnios a nosso respeito. Bem como vimos na escolha de Saul na primeira leitura, em que o Profeta Samuel o ungiu rei de Israel cumprindo assim a vontade de Deus.

O Evangelho de hoje narra a vocação de Levi (Mateus), que era cobrador de impostos, nos mostrando que não importa a condição em que nos encontramos, mas sim a nossa disposição em seguir o Senhor Jesus, mesmo que tenhamos de abandonar os nossos planos, como vimos a seguir: "Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu."

Ora, o que nos ensina esse chamado? Primeiro, o Senhor Jesus nos chama, mas também aceita o nosso convite para entrar em nossa vida e a partir de nossa condição nos levar à cura e a libertação total dos nossos pecados, como Ele mesmo disse: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

De certo, por sua misericórdia, o Senhor Jesus nos levar a rever o nosso modo de viver a fé, para não caímos no mesmo pecado dos fariseus de julgar a tudo e a todos e assim tentar impedir a ação da graça de Deus que leva à conversão todos os pecadores que escutam o seu chamado e se deixam conduzir por Ele, como fez Mateus e os que estavam ceando em sua casa com o Senhor Jesus.

Portanto, caríssimos, como nos ensinou o Profeta Isaías: "Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado." (Is 40,26). Destarte, Deus chama a todos pelo nome não importa o lugar ou a condição em que se encontram, importa mesmo é escutar o seu chamado e seguir as pegadas do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, no seio da Sua Santa Igreja.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 2,1-12)(14/01/22)

Caríssimos, nós que recebemos no batismo o dom da fé somos constantemente desafiados, devido a nossa finitude, a confiarmos em nós mesmos e nas nossas próprias forças, como vimos na primeira leitura em que o povo pediu ao Profeta Samuel para ser governado por um rei como as outras nações, e com isso, rejeitou a proteção divina, causando a própria ruína.

De fato, pensar que podemos nos governar sem o auxílio da graça de Deus, é esquecer que não passamos de um sopro de vida e nada mais. Todavia, nos perguntemos, como nos deixar conduzir pela fé diante dos constantes desafios, seja das tentações do inimigo de nossas almas, seja das ameaças de tantos males advindos dos pecados aqui cometidos? 

A resposta se encontra no amor com que amamos o Senhor observando os seus santos mandamentos, e por isso, não nos deixemos abalar por nada que seja contrário à Sua Vontade, pois, o Senhor é fiel e jamais permitirá que sejamos vencidos nesta guerra que travamos contra as forças maléficas que se revelam pelas maldades praticadas nesta terra de exílio que estamos atravessando.

O Evangelho de hoje narra a cura do paralítico que fora transportado por quatro amigos de fé, que solidários com a sua dor, venceram todos os obstáculos e o levaram até o Senhor Jesus. Ora, a primeira graça alcançada foi o perdão dos pecados e a cura da alma; e a segunda foi a cura física em resposta aos mestres da lei que acusavam interiormente o Senhor Jesus de blasfêmia por dizer: “Filho, os teus pecados estão perdoados”.

Portanto, caríssimos, esta liturgia de hoje nos ensina que por meio de Sua Santa Igreja, o Senhor Jesus nos governa à medida que pomos em prática os seus ensinamentos, e como aqueles homens de fé, transportamos os que encontramos paralisados devido os pecados praticados ou por viverem afastados do Senhor pela não prática da fé.

Destarte, escutemos com atenção este conselho de são Paulo: "Irmãos, ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé." (Gl 6,2.9-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

OBEDIÊNCIA E COERÊNCIA ANDAM JUNTAS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,40-45)(13/01/22)

Caríssimos, o estado de graça nasce da obediência à vontade de Deus expressa nos santos mandamentos, nos ensinamentos do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, nos escritos dos Apóstolos e da Santa Igreja; pois, não basta dizer que se crê em Deus, é preciso coerência entre o que se professa e a prática de tal profissão, caso contrário, se cai no pecado da hipocrisia por conta do falso testemunho apresentado.

Com efeito, esta liturgia de hoje nos mostra que a vivência da fé não exclui ninguém por mais pecador ou desprezado que seja pela sociedade, porém, isso não significa ser conivente com os pecados praticados, mas sim, de tratar com misericórdia os que foram atingidos pelos próprios pecados. Pois, é exatamente isso o que vimos no Evangelho de hoje em que o Senhor Jesus curou um leproso que lhe suplicou a cura.

No entanto, o que mais nos chama a atenção é a desobediência do leproso que havia sido curado pelo Senhor, pois, apesar de receber uma firme advertência para não divulgar a cura, ele fez totalmente o contrário, e com isso, impediu até certo ponto a fluidez da evangelização como o Senhor Jesus o havia planejado. Daí percebemos que nem todos são enviados a proclamar a obra do Senhor, mas todos são chamados à obediência que lhe é devida.

São Paulo VI, em sua homilia sobre o dia mundial do leproso, disse: "O gesto afetuoso de Jesus, que Se aproxima dos leprosos para os reconfortar e curar, tem a sua expressão plena e misteriosa na sua Paixão. Torturado e desfigurado pelo suor de sangue, pela flagelação, pela coroação de espinhos, pela crucifixão; abandonado por aqueles que esqueceram o bem que Ele lhes tinha feito, na sua Paixão, Jesus identifica-Se com os leprosos, tornando-se sua imagem e símbolo."

Portanto, caríssimos, ainda nas palavras de são Paulo VI: "A Igreja sempre foi fiel à sua missão de anunciar a palavra de Cristo, unida a gestos concretos de misericórdia solidária para com os mais humildes, para com os últimos. Ao longo dos séculos, tem havido um crescendo de dedicação impressionante e extraordinária às pessoas afetadas pelas doenças humanamente mais repugnantes.

A história põe claramente em evidência que os cristãos foram os primeiros a preocupar-se com o problema dos leprosos. O exemplo de Cristo fez escola, e deu muitos frutos em atos de solidariedade, de dedicação, de generosidade e de caridade desinteressada."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O PODER DA ORAÇÃO PURA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,29-39)(12/01/22)

Caríssimos, como ainda não atingimos a plenitude da perfeição das virtudes que nos fazem santos, continuamos em luta contra nós mesmos e contra os perigos que percebemos da parte do inimigo de nossas almas; no entanto, enquanto estivermos nestas batalhas diárias, o Senhor estará sempre conosco nos concedendo as graças e bênçãos necessárias para permanecermos em comunhão com Ele, é isso o que nos ensina esta liturgia de hoje.

Todavia, nesta luta interior e exterior, a arma fundamental é a oração pela qual encontramos o Senhor e com Ele dialogamos com a finalidade de permanecermos fiéis à sua santa vontade para assim vencermos todas as tentações e todos os males. Se percebermos bem, entenderemos que somos tão preciosos aos olhos de Deus que Ele sacrificou seu próprio Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos dar a salvação eterna.

No Evangelho de hoje vemos o exemplo de oração de intercessão dos Apóstolos, do povo que trouxe seus enfermos e endemoniados para serem curados pelo Senhor Jesus, e o exemplo da oração do Senhor. Em todas essas situações vemos o quanto é fundamental esse dom e como o nosso Pai celestial responde a todas elas libertando e salvando a todos que o procuram por meio do Seu amado Filho.

São João Cassiano (sec. IV) assim escreveu sobre o dom da oração: "A oração modifica-se a cada instante, segundo o grau de pureza a que a alma chegou, mas também conforme a sua disposição atual, que pode ser espontânea ou devida a influências exteriores; e é certo que não permanece sempre idêntica a si mesma em cada pessoa.

Rezamos de forma diferente conforme temos o coração leve ou pesado de tristeza e desesperança; na embriaguez da vida sobrenatural ou na depressão de tentações violentas; quando imploramos o perdão dos nossos pecados ou quando pedimos uma graça, uma virtude, a cura de um vício; na compunção que o pensamento do inferno e o temor do juízo nos inspiram ou quando ardemos no desejo e na esperança dos bens futuros.

No meio de perigos e adversidades ou em paz e segurança; quando nos sentimos inundados de luz pela revelação dos mistérios do Céu ou quando estamos paralisados pela esterilidade da virtude e a secura do pensamento. Estes vários modos de oração serão seguidos por um estado ainda mais sublime e de elevação ainda mais transcendente: é um olhar só para Deus, um grande fogo de amor, onde a alma se funda e se afunda na santa dileção, entretendo-se com Deus como com um Pai, com enorme familiaridade, numa ternura de piedade toda especial."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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