VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 27 de julho de 2025

O Dom da oração...


 Homilia do 17°Dom do tempo comum(Lc 11,1-13)(27/07/25)

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Caríssimos irmãos e irmãs, a liturgia deste domingo trata do dom da oração e de suas virtudes; com efeito, esse dom é o meio mais eficaz de se fazer a vontade de Deus e de ve-la realizada em todos os sentidos de nossa existência;
 
costumo dizer que a oração é a graça de todo momento para todas as situações de nossa vida, porque tem seu fundamento na fé que age para muito além do que podemos por nós mesmos, visto que a oração é o dom por excelência do encontro com Deus e de nossa permanência Nele.
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Na primeira leitura de hoje vemos a oração intercessória de Abraão que sente compaixão dos habitantes de Sodoma e Gomorra e perseverante intercede por eles a partir das virtudes dos justos que nelas ainda existiam na esperança de que tais virtudes seriam suficientes para aplacar a justiça divina dando tempo para que tais habitantes se convertessem. Mas, o grau de pecaminosidade deles era tamanho que só foi possível salvar os poucos justos existentes.
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Na segunda leitura de hoje São Paulo nos dá a conhecer que a presença de Cristo em nossa vida é a garantia de nossa salvação eterna, pois, o Senhor por Sua Divina Misericórdia perdoa os nossos pecados livrando-nos das terríveis consequências que eles trazem, como vimos acontecer com os habitantes de Sodoma e Gomorra que não foram poupados do fogo que os destruiu por causa dos incontáveis pecados que cometiam.
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No Evangelho de hoje os discípulos pedem que Jesus lhes ensine a orar como São João Batista e os mestres da Lei ensinaram aos seus discípulos; ao que o Senhor lhes satisfez ensinando a oração do Pai nosso. Ora, essa oração contém os fundamentos da unidade cristã e seus efeitos práticos na vida daqueles que oram sem cessar, porque a oração perseverante é o meio pelo qual o nosso Pai celeste, nos concede todas as graças necessárias para a nossa salvação.
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Portanto, caríssimos, para além dos pedidos que nela fazemos, a oração do Pai nosso, nos leva viver a perfeita comunhão com o Senhor e entre nós, pois, acompanhada da fé, da humildade e da justiça nos faz realizar em todos os sentidos somente a vontade de Deus que nos livra de todo o mal.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de julho de 2025

Somos felizes porque ouvimos o Senhor Jesus...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,16-17)(26/07/25)


1. Caríssimos, tudo o que vemos e com que interagimos só tem um autor e Senhor, Deus, que tudo criou por amor por meio do Seu Verbo que enviou a este mundo para libertar a criação que jazia sob o jugo do inimigo que semeou as sementes da maldade que são os pecados aqui praticados e que se alastra como um câncer corroendo a obra da criação. E isso constatamos pela destruição da criação visível e das almas que aderem à tais práticas pecaminosas.

2. Todavia, esta liturgia de hoje em que a Igreja celebra a memória de são Joaquim e sant'Ana, os avós materno de Jesus, nos lembra que Deus sempre se faz presente na vida e nas ações dos filhos e filhas de Abraão que se abriram para acolhe-lo a fim de que as suas promessas se cumprissem na íntegra.

3. A primeira leitura de hoje assim o demonstra: "Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. Estes, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são sua melhor herança.

4. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia [dos justos] vai celebrar o seu louvor." (Eclo 44,1.10-15).

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus reconhece nos seus discípulos o cumprimento de tudo o que foi escrito à seu respeito ao dizer-lhes: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”. (Mt 13,16-17). 

6. Comentando este Evangelho escreveu Santo Agostinho: "Este é o anseio da «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus» (1Pe 2,9), cada um na sua época, de todos aqueles que viveram, que vivem e que viverão, desde o início da humanidade até ao fim do mundo."

7. Portanto, caríssimos, também nós por estas palavras do Senhor Jesus (cf. Mt 13,16-17), fazemos parte da geração dos bem-aventurados justamente por usufruírmos da Sua presença no meio de nós e da graça de ve-lo e comunga-lo na Santa Eucaristia; de ouvi-lo nas Sagradas Escrituras e por meio da Santa Igreja que nos transmite a riqueza incomensurável da doutrina dos Apóstolos e dos santos e santas que o seguiram ao longo da história da nossa salvação.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Festa de São Tiago Maior...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 20,20-28)(25/07/25)


1. Caríssimos a Igreja celebra hoje a Festa litúrgica de São Tiago Maior. "Nasceu em Betsaida; era filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João. Esteve presente nos principais milagres realizados por Cristo. Foi morto por Herodes, cerca do ano 42. É venerado com grande devoção em Compostela (Espanha), onde se ergue uma célebre basílica dedicada a seu nome." (Liturgia das horas).
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2. Com efeito, vendo a história deste Apóstolo percebemos à princípio o quanto somos frágeis ao aspiramos vantagens pessoais nas nossas relações com Deus e entre nós. No entanto, basta encontrarmos o Senhor com o desejo de fazer a vontade do Pai, e tudo muda em nossa vida, pois, nos tornamos capazes de sofrer até o martírio por amor a Cristo como ele sofreu. 
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3. No Evangelho de hoje diante da oração interesseira da mãe de Tiago e João, Jesus os fez compreender que existimos em função da salvação eterna de todos e não somente da nossa salvação. Por isso, lhes perguntou: "Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” 
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4. "É a propósito desse cálice que o próprio Senhor Se exprime assim no Evangelho: «Meu Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice» (Mt 26,39). Referia-Se à morte que iria sofrer pela salvação do mundo. 

5. Por isso diz: «Elevarei o cálice da salvação», isto é, todo o meu ser se lança sedento para a consumação do martírio, a ponto de ver nos tormentos sofridos nos combates do amor filial um repouso para a alma e para o corpo, e não um sofrimento." (São Basílio séc. IV).
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6. Portanto, caríssimos, traduzindo todo esse legado em prol da salvação eterna da humanidade, Jesus nos deu a conhecer qual o verdadeiro propósito de um discípulo, seguir em tudo seu Senhor: "Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 

7. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (v. 26-28). Ou seja, Deus nos ama tanto que nos deu o privilégio de sermos salvos pelo sacrifício do seu próprio Filho. 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Aprendendo com os erros do passado...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,10-17)(24/07/25)

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"Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”. (Mt 13,17).

1. Caríssimos, essa é a Palavra do Senhor para nós que estamos vivendo este tempo de prova, mas também de graça, pois, são nas provações que o Senhor nos faz sentir ainda mais o quanto Ele está presente em nossa vida. Por isso, tudo o que Ele quer de nós é a obediência e a fidelidade aos seus santos mandamentos pelos quais nos dá a sua proteção.
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2. No livro do Profeta Jeremias o Senhor mostra ao povo eleito o motivo que os levou às desgraças que estavam sofrendo: “Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água”. (Jr 2,13)

3. Ou seja, trocaram a fé verdadeira pelas ideológias e práticas abomináveis dos povos que os circundava, de modo que negaram a fé em Deus para crer no absurdo dos cultos idolátricos e suas práticas nefastas. 
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4. Com efeito, comparar as circunstâncias e práticas do tempo do Profeta Jeremias com o nosso não é mera coincidência, mas uma clara evidência de que ainda não aprendemos com os erros do passado para evitar comete-los no presente e no futuro.
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5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus explica aos discípulos porque fala ao povo em parábolas: "Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’." (Mt 13,15). 
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6. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor para não repetirmos esses mesmos erros, mas, ao contrário, sejamos fiéis a Ele nas pequenas coisas, "pois aquele que é fiel nas pequenas coisas também será nas grandes; e quem é infiel nas pequenas coisas também será nas grandes." (Lc 16,10).
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7. Por fim, escutemos atentamente esta exortação do Senhor Jesus: "Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus." (Mt 10,32-33).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Que tipo de terreno nós somos?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,1-9)(23/07/25).


1. Amados irmãos e amadas irmãs, nada e ninguém existe sem que seja vontade de Deus que tudo criou por amor e para o amor; e se qualquer criatura seja natural ou espiritual não corresponder a esse propósito divino, se perderá para sempre caso não se converta. 

2. Desse modo, tudo o que contraria a vontade de Deus que é amor, deixa de existir em seu desígnio, para existir sem Ele, e isso chamamos de inferno, isto é, o viver num tormento eterno, sem amor, sem paz, sem alegria, sem nenhum sentimento bom ou mesmo desejo de felicidade.

3. Eis o que escreveu o Beato Columba Marmion: "Deus não Se contenta em ser objeto do conhecimento e do amor naturais do homem; Ele chama-nos a partilhar a sua própria vida e a sua própria beatitude. 

4. Por um movimento de amor infinito por nós, Deus não quer ser para as nossas almas apenas o soberano senhor de todas as coisas, quer ser também um amigo e um pai: quer que O conheçamos como Ele Se conhece a Si mesmo, Ele que é a fonte de toda a verdade e de toda a beleza.

5. Neste mundo por entre a obscuridade da fé, na luz da glória quando estivermos no Céu; e quer que O possuamos, Bem infinito e fonte de toda a bem-aventurança, tanto neste mundo como no Céu, pelo amor."

6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus se dirige à multidão que o escutava atentamente por meio de Parábolas, e nesta ocasião conta-lhes a Parábola do semeador que semea suas sementes em quatro tipos de terrenos: à beira do caminho; no terreno pedregoso; entre os espinhos, e no bom terreno.

7. Com efeito, a pergunta que fazemos é a seguinte: qual desses terrenos nós somos? A resposta adequada à essa pergunta vem do mais íntimo de nós, pois, o crescimento das sementes se dá pela graça do Espírito Santo à medida que o escutamos interiormente e nos deixamos fecundar por Ele, para darmos os frutos de vida eterna.

8. Portanto, caríssimos, como nos ensina o Profeta Isaías, todos somos chamados por Deus: "Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado." (Is 40,26).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Santa Maria Madalena, rogai por nós


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 20,1-2.11-18)(22/07/25)


1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa de Santa Maria Madalena, apóstola do primeiro anúncio de Jesus Ressuscitado; de fato, receber a graça de tão grande incumbência, é preciso algo muito além dos sentimentos naturais, trata-se do amor incondicional presente em sua alma imersa na dor e no sofrimento pelo perda cruenta do seu Senhor, que morto e sepultado, é buscado com perseverança de quem nunca desiste de permanecer junto Dele.

2. Com efeito, a fé é o dom do Espírito Santo que nos faz ressuscitar com Cristo Jesus, que ao ser morto na cruz nos mostrou quanto os nossos pecados ofendem a Deus a ponto de crucifica-lo; todavia, nem mesmo tamanha impiedade é capaz de afastá-lo de nós. 

3. Pois, a Sua Divina Misericórdia transpõe infinitamente os limites das nossas transgressões, para que perdoados, voltemos ao estado de graça e permaneçamos em comunhão com Ele aqui e por toda a eternidade.

4. No entanto, de uma coisa não podemos duvidar, este mundo continua a crucificar o Senhor Jesus a todo instante por conta dos pecados aqui praticados em larga escala, em todos os sentidos e setores de nossa sociedade a ponto de estremesser os céus e seus poderes clamando por justiça; que não tardará e se cumprirá na íntegra, tal qual o Senhor Jesus nos ensinou (cf. Mt 25,31-46). 

5. Todavia, não podemos esquecer que ainda é tempo de misericórdia, de arrependimento sincero e conversão, de oração e penitência, e da busca do perdão do Senhor, por isso, nem tudo está perdido. 

6. Entretanto, esse tempo está findando, e se faz jus que todos se convertam e deixem de fazer o mal que estão fazendo; caso contrário, a mão do Justo Juiz pesará sobre este mundo decaído e muitos serão julgados e condenados por terem desprezado o infinito amor de Deus por nós.

7. Portanto, caríssimos, como Santa Maria Madalena, que mesmo em meio as dores e sofrimentos jamais perdeu a esperança de encontrar o Senhor Jesus, e o encontrou, não mais como morto e sepultado. 

8. Mas vivo, ressuscitado dentre os mortos, e por isso, ao seu envio, anunciou aos seus irmãos a alegria da vida eterna presente desde já no tempo e por toda a eternidade; e isso significa a renovação total da criação, como o Senhor mesmo disse: "Eis que eu renovo todas as coisas. (Ap 21,5b).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Vivemos da Providência Divina...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,38-42)(21/07/25)


1. Caríssimos, "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." (Hb 11,1). A fé é o dom por excelência que nos leva a evidência divina para a nossa salvação, porque por ela encontramos o Senhor e Nele permanecemos para fazermos em tudo a Vontade de Deus, nosso Pai. 

2. No entanto, mesmo dotados dessa graça, somos tentados a não crer por conta dos desatinos e das perseguições dos "faraós" deste mundo. Na primeira leitura vimos a que tipo de prova Deus submeteu o seu povo que havia libertado do Egito tendo Moisés a sua frente. 

3. E depois de deixarem a escravidão se puseram a caminho da terra prometida, tendo como única segurança a fé nas Suas promessas. Porém, ao se depararem com a perseguição do Faraó e seu exército, começaram a duvidar, mas Deus logo veio em seu socorro os encorajando por meio de Moisés e Aarão para permanecerem fiéis até o fim e assim vencerem todos os seus inimigos.

4. Então, que lições de vida tiramos desta liturgia de hoje? Sem dúvida, a nossa vida neste mundo é uma passagem do "Egito", representado pela opressão do pecado, cujo Faraó é o diabo; para a terra prometida da vida eterna no Reino de Deus, conduzidos por nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho amado, à glória da ressurreição atravessando o deserto tenebroso deste mundo.

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos mostra que somente uma geração má e adúltera é que busca sinais para crê; ao contrário, os simples e humildes de coração crêm no seu Nome e nas suas Palavras, e seguem fielmente os seus ensinamentos, por isso, fazem verdadeiramente a experiência da sua ressurreição e isso é essencial na vivência da fé.

6. Portanto, caríssimos, como vimos nas leituras desta liturgia, todos nós precisamos da salvação, todavia, não aquela baseada em nosso modo de crê racional, cercado das nossas próprias "seguranças", apegos e outros tipos de comportamentos que na verdade nos mantém escravizados. 

7. Mas sim, da salvação que vem da fé em nosso Senhor Jesus Cristo que nos liberta de nós mesmos, de todos os nossos apegos e de todos os outros males. Escutemos, então, o Senhor: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.

8 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." (Jo 14,1-3). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 20 de julho de 2025

Como recebemos Jesus em nossa alma?


 Homilia do 16°Dom do tempo comum (Lc 10,38-42)(20/07/25)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, a nossa estadia neste mundo é uma expressão do amor e da bondade divina que nos acompanha à cada passo dado em direção ao Reino dos céus, à felicidade eterna. 

2. Ora, a disposição com que Abraão recebeu aqueles anjos pensando serem homens, demonstra que o bem que Deus nos dá, quando devidamente partilhado, multiplicando suas graças e bênçãos em nossa vida para muito além daquilo que partilhamos.
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3. De fato, o Senhor se dá a conhecer pelas virtudes que praticamos como sinais da salvação que dEle recebemos e que expandimos para todas as dimensões da existência humana pelo testemunho que damos de Sua presença em nossos corações, bem como nos ensinou São Paulo: "Deus quis manifestar [aos seus santos] como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, esperança da glória."
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4. E continua ele: "Nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda sabedoria, para a todos tornar perfeitos em sua união com Cristo." Ou seja, pelo anúncio da verdade autenticamos nossa perfeita união com Cristo no seio do seu corpo Místico, a Igreja. (cf. Cl 1,24).
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5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus é recebido na casa das irmãs Marta e Maria, que apresentam posturas diferentes ao recebe-lo. Enquanto Marta se apresenta cheia de exigências, preocupações e agitação; Maria, sentada aos seus pés, o escuta silenciosa, unindo-se à Ele para Nele permanecer. 

6. De fato, será que tem algo mais precioso na vida de um ser humano do que ouvir o Senhor e permanecer em sua companhia? Decerto, isto significa gozar da sua amizade e de todas as graças que Ele disponibiliza para aqueles que o amam; significa escolher a melhor parte que não nos será tirada.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 19 de julho de 2025

Para tudo Deus tem uma resposta...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,14-21)(19/07/25)

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1. Caríssimos, a humanidade vive mergulhada num mar sem fundo de divisões, guerras, tragédias naturais e humanitárias, e de todo tipo de maldade, que levam à perdição e à morte eterna um sem número de almas. 

2. Mas, ao que parece, os homens não aprendem com os erros passados, por isso, não se arrependem de seus pecados; pelo contrário, os multiplicam ainda mais, tornando este mundo um inferno.
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3. Com efeito, o tempo dado por Deus para o arrependimento e a conversão da humanidade está sendo disperdiçado pelo mau uso que dele fazem por meio de todo tipo de artimanhas e perversões à ponto de tornarem insuportável qualquer forma de convivência.

4. No Evangelho de hoje os fariseus tramaram a morte do Senhor Jesus, porque Ele não se submetia a rigidez e nem a falta de misericórdia com que praticavam a Lei, por isso, o odiavam e o julgaram digno de morte, simplesmente porque realizava a vontade de Deus Pai por meio dos sinais que revelavam que Ele era o Messias enviado.

5. É bem como nos ensinou São Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. , avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!" (2Tm 3,1-5).
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6. Portanto, caríssimos, os poucos fiéis que ainda restam neste mundo, sofrem todo tipo de perseguições, tentações e maldades por causa do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe, a Virgem Maria e da fé católica que praticamos. 

7. Destarte, de uma coisa fiquemos certos, o Senhor jamais abandona os seus eleitos, pelo contrário, sofre com eles os padecimentos que suportam por Seu amor, para que com Ele ressuscitem e gozem da felicidade eterna que reservou como herança para aqueles que o amam e vivem em conformidade com a sua santa vontade.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,46-50)(16/07/25).


1. Caríssimos, na nossa história de vida existe um antes e um depois; na verdade, ela é feita de ações que resultam em fatos que contam o que vivemos, ou seja, revelam o que fizemos com nosso viver de cada dia. 

2. A vida da Virgem Mãe é para nós um santo exemplo de convivência com seu Filho, Jesus Cristo, que por trinta anos se manteve em silêncio ao seu lado para depois disso manifestar ao mundo a Sua Divindade e realização dos desígnios de Deus para a salvação da humanidade. 

3. Com efeito, em se tratando da fé, a nossa história é feita a partir da nossa convivência filial com Deus, nosso Pai, a quem devemos o nosso ser e estar no mundo, por isso, quando temos com Ele uma boa e santa convivência, tudo em nós reflete a Sua presença conosco. 

4. E isto é fruto de nossa obediência e de nosso amor a Ele sobre todas as coisas. De fato, assim viveu Maria Santíssima, tal como se expressou: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra." (Lc 1,38)

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus, extirpando qualquer dúvida a esse respeito, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. 

6. Ora, "Essa resposta de Jesus não se trata de falta de respeito para com a sua mãe e os seus familiares. Aliás, para Maria é o maior reconhecimento, pois precisamente ela é a discípula perfeita que obedeceu em tudo à vontade de Deus."

7. Decerto, ao conceber o Filho único de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, gerado pelo Espírito Santo, Maria Santíssima tornou-se Mãe de Deus feito homem e assim se manteve unida a Ele, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Desse modo, ela é a arca da Nova Aliança, o sacrário vivo de Deus.

8. "Que a Virgem Mãe nos ajude a viver sempre em comunhão com o Senhor Jesus, reconhecendo a obra do Espírito Santo que age n’Ele e na Igreja, regenerando o mundo para a vida nova." (Papa Francisco, Angelus, 10/06/18). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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