VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 21 de junho de 2013

E O POVO ESTÁ INDO ÀS RUAS, MAS QUE TODOS, COMO UM SÓ, MANTENHAM A PAZ...



E O POVO ESTÁ INDO ÀS RUAS, MAS QUE TODOS, COMO UM SÓ, MANTENHAM A PAZ...


A respeito das manifestações populares que veem ocorrendo nos últimos dias em nosso país, temos que pensar e ponderar o seguinte, somos cidadãos civilizados, pagamos nossos impostos e temos nossos direitos; todavia, não somos baderneiros, pelo contrário, somos uma nação ordeira, pessoas de boa índole capazes de todo bem. Porém, não é o que temos constatado por parte de alguns, seja pelos incêndios em prédios públicos ou não; seja pelos saques, violência gratuita de ambos os lados; prisões, feridos, morte, etc.

Reivindicar é justo em todos os sentidos que nossos direitos nos dão; depredar, saquear, destruir o patrimônio público e decretar o caos, é perverso, insensato, desumano, desleal e um contra senso. É certo que a grande maioria que está participando dos protestos é pacífica; mas existem certos indivíduos que estão se aproveitando de uma situação justa para banalizar as reivindicações e aterrorizar o nosso país. Então, chegou a hora de se pôr ordem na casa, primeiro identificando os baderneiros que estão ali somente pela desordem e demonstração de sua índole violenta; estes devem pagar perante a justiça por seus atos perversos. Segundo, que as autoridades competentes tratem de atender as justas reivindicações dos que ali estão por causa de seus direitos, pois nada mais justo que isso.

Ora, num país democrático como o nosso, a livre expressão é o termômetro que mantém a democracia como governo do povo. Está na hora de se fazer escolhas eleitorais de acordo com os princípios democráticos que rege este pais. Todavia, não é o que vemos ano após ano eleitoral, pois continuamos a ver a compra e venda de votos, e é por isso que temos os políticos que temos, porque, infelizmente, alguns tantos já se acostumaram com corrupção e os corruptos de plantão, pois os elegem frequentemente; e não venham dizer que não é assim, visto ser essa a realidade que nos cerca. Está na hora de se mudar tal mentalidade, caso contrário, veremos que essas manifestações reivindicatórias tornar-se-ão fogo de palha que queima rápido, e vira cinza sem efeito algum. Ou mudamos pelo voto esse país ou continuaremos com os mesmos corruptores de plantão e os mesmos corruptozinhos atabalhoados.

Portanto, tiremos uma lição desses acontecimentos para que nas eleições do próximo ano, limpemos o lixo político que está em Brasília que só aparece em nossas praças de quatro em quatro anos para captar votos a fim de se elegerem, na base do toma lá dá cá, ou seja, dos “favores” eleitorais. Por último, humildemente meditemos: saber se pôr na vida e buscar os direitos que lhes são devidos é obrigação de todo cidadão; porém, causar transtorno com aquilo que é bem comum é perder o bom senso e todo direito que se tem... Pensem nisso para não agirem como insensatos e prejudicar aqueles que reivindicam seus direitos legitimamente... O povo está indo às ruas, mas que todos, como um só, mantenham a paz, porque não são os violentos que triunfam, mas sim os verdadeiros pacificadores.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

A LEI PERFEITA DA LIBERDADE



A LEI PERFEITA DA LIBERDADE

Existem duas maneiras da alma humana ser penetrada, cursada e exposta em seu mistério. A primeira é a permanência na Verdade que a criou e sustenta, desta permanência nasce seu gozo e testemunho; fora disto ninguém a pode penetrar, a não ser que ela ceda ao mal a liberdade que a verdade lhe dá. A segunda diz respeito exatamente a essa sedição, ou seja, à insurreição, que consiste na aceitação da mentira e prática dela; quando isso acontece, a alma se ensoberbece e perde sua comunhão com Deus; assim, ela enfraquece e mergulha em um estado mórbido por causa das lascívias que a envenena; e só é possível sair daí pelo arrependimento sincero e conversão à Fonte da Verdade que a criou, Deus.

Escrevendo aos Romanos, São Paulo, assim se expressou: Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz. Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rom 8,5-9.12-14).

Ora, a respeito da queda e perca da liberdade humana, lemos no Livro do Gêneses, o seguinte: “A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.” “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis!” Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” (Gen 3,1-5). Assim, por esse texto da revelação, percebemos como o mal injetou o seu veneno da desobediência na alma humana, e como nossos primeiros pais perderam sua liberdade e nos transmitiram a mesma perda.

Geralmente quem se entrega ao pecado não mede, antes, as consequências dos seus atos, e o resultado que se segue é sempre catastrófico, nefasto; porque não age conforme a graça de Deus em sua vida, mas a partir do pecado que o atrai e alicia, e o pecado uma vez consumado, gera a morte (cf. Jo 8,34; Tg 1,15). De fato, Deus nos deu o livre arbítrio, que significa o poder que temos de decidir pelo bem e não pelo mal. Ocorre que muitos perdem esse poder, porque se deixam conduzir pelos instintos carnais, e não pelo Espírito Santo de Deus.

Nós, porém, podemos reverter esse trágico quadro em nossa vida, por meio da conversão espiritual, que consiste no arrependimento, confissão e perdão dos pecados para vivermos em estado de graça; pois uma alma em estado de graça permanente é intocável pelo mal, porque a luz do Espírito de Deus que nela habita, dissipa as trevas do pecado e o espírito maléfico que se esconde no pecado.

São João bem nos ensinou a nos livrarmos do espírito das trevas, quando nos exortou: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17).

Com efeito, Deus não apenas nos criou, mas também nos ensinou a viver conforme sua vontade e permanecermos Nele, por meio das leis naturais e de seus Mandamentos expressos nas Sagradas Escrituras; também por meio dos exemplos dos Patriarcas, dos profetas, do Seu Filho, Jesus Cristo, e de todos os santos que o seguiram, especialmente a Virgem Maria, Mãe do Senhor e nossa mãe. Porém, constatamos que a grande maioria não leva em conta as orientações que Deus nos dá nas Sagradas Escrituras e nesses exemplos (cf. Mt 7,13-14); por isso, caem nas armadilhas do mal e na perdição eterna. De fato, “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra”. Todavia, quem faz das Sagradas Escrituras sua via de perfeição? Somente aqueles que temem o Senhor de coração e buscam se orientar pelos seus preceitos.

Eis o que São Paulo escreveu a esse respeito: “Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria [humana] anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloquência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino, para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Cor 2,1-5).

São Paulo nos deixou ainda outro legado perfeito, verdadeiro itinerário espiritual, para termos um discernimento preciso da vontade de Deus em nossa vida, quando escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2). “Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco”. (Fil 4,8-9). Desse modo, cabe a nós seguirmos tais orientações, para que assim vivamos intimamente tudo o que Deus nos dá a ser e praticar de sua vontade neste mundo.

Portanto, como vimos a perca ou não da liberdade resulta de nossas escolhas e decisões. Pois, em todas elas há sempre um resultado; por parte da verdade seu resultado é a liberdade conservada e fortalecida (estado de graça perfeito); por parte da mentira, a alma se torna amarga, imbecilizada, exposta às paixões desordenadas e a toda espécie de desiquilíbrio, que afasta os homens do convívio com Deus e com os outros, e os mergulha na incredulidade e nas mais diversas perversões. Não se esqueçam, por trás de todo pecado se esconde o demônio.

Destarte, “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal. Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz. Crendo-a amiga, consomem-se de desejos, e fazem aliança com ela; de fato, eles merecem ser sua presa”. (Sab 1,12-16).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

"CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ" (Jo 8,32)


Amparo, ex-revolucionária e funcionária da ONU: «Meu trabalho era destruir a fé dos católicos». Após anos de trabalho para a ONU, ex-agente denuncia estratégia da organização para minar a fé católica e implantar o aborto em todos os países do mundo.



Amparo Medina, ex-revolucionária e funcionária da ONU. Amparo entendeu claramente. Era a Virgem Maria quem lhe falava. Tudo aconteceu quando ela recebeu um disparo da polícia em plena batalha. Quando despertou no hospital, decidiu que sua vida devia mudar radicalmente.

Sua vida "lamacenta" devia dar uma guinada de 180 graus e deixar de lado o seu servilismo político e sua vida de pecado, e dedicar-se às mulheres e às crianças, buscando seu autêntico bem.
Um avô católico
Ela havia nascido em uma família muito normal do Equador. Sua fé era tradicional, de Missa dominical e pouco mais. A exceção da regra foi seu avô, que vivia uma autêntica vida cristã. Em certa ocasião, sendo Amparo adolescente e a caminho do ateísmo, seu avô lhe disse umas palavras que não haveria de esquecer nunca. Estavam entrando em uma igreja, e diante de uma imagem da Virgem lhe disse: "Olhe para os seus olhos. Ela é a única que vai te salvar e a que vai te levar à fé". A coisa parou por aí. O resto foi uma queda livre: foi expulsa do colégio por brigar com uma freira, e um encontro com evangélicos acabou por arrematar seu caminho rebelde e ateu.
A revolução e as esquerdas
Eram os anos 70 e 80, e a oferta social que Amparo encontrou fora da Igreja era a dos movimentos revolucionários, a teologia da liberação marxista, Che Guevara, os movimentos feministas, abortistas, o indigenismo e esse grande etcétera. Ela se meteu de cabeça nisso tudo.

Se há algo que não se pode reprovar em Amparo é dizer que ela não foi uma pessoa coerente com os seus princípios. Ela tomou todas as bandeiras, as abraçou e se dedicou a elas. Ora a encontrávamos em uma confrontação armada ou em uma manifestação antigovernamental, ou ainda em uma campanha a favor dos direitos reprodutivos das mulheres, ou seja, promovendo os contraceptivos e o aborto.
Se radicaliza na Espanha
Como a situação política no Equador se complicou, seu pai a enviou à Espanha para estudar Pedagogia Social. Neste país ela obteve seu título universitário, porém, também sua radicalização política e o contato com outros movimentos revolucionários, ateus e anticlericais. Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.

Já de volta ao Equador, sua visão feminista e de esquerda combinava perfeitamente bem com as políticas que a ONU levava a cabo na América Latina e, graças a ela e a sua formação, chegou a ser responsável no Equador do programa da UNFPA, isto é, do Fundo de População das Nações Unidas, de onde contava com todos os milhões de dólares que necessitasse para cumprir, ou melhor dizendo, impor os programas contrários à natalidade, a favor do aborto e da anticoncepção.
Meu trabalho: retirar a fé dos católicos
Amparo explicou na rede católica de televisão EWTN que "os grupos comunistas e socialistas sabem que a única instituição que pode romper as suas mentiras é a Igreja Católica. Então – confessou — a primeira coisa que buscam são argumentos que possam destruir a pouca fé que os católicos têm. Veja as notícias ou vá atrás desse sacerdote que não está vivendo a sua vida na graça com Deus… Publique-os e os lance na imprensa… E – concluiu — é preciso omitir que no Equador, 60% das obras de ajuda às pessoas pobres estão nas mãos da Igreja, pois isso se silencia".
Destruir a Igreja desde dentro
O grande problema dos sacerdotes é a sua solidão: "Nós íamos em busca dos sacerdotes abandonados nos povoados e nas montanhas para dizer-lhes que se Deus existia, então por que permitia a pobreza? 'A única maneira é a revolução. Una-se a nós, e nós vamos te ajudar'. Havia sacerdotes – lamenta agora — que cediam e que pensavam que teriam um grupo que lhe ajudaria, que lhe apoiaria, que estaria com ele… Em certas ocasiones oferecíamos dinheiro aos sacerdotes e às religiosas para que pudessem reconstruir, melhorar seus centros educativos com a única condição de que nos deixassem dar aulas de educação sexual e reprodutiva em seus colégios".
Afastando-se ainda mais de Deus…
Em Amparo se cumpre aquela citação de Chesterton que "quando se deixa de crer em Deus, logo se crê em qualquer coisa". Imersa no ateísmo, não deixada de buscar algum resquício de espiritualidade na leitura de cartas, reiki, yoga…: "Como a vida na luta de esquerda era uma vida de pecado, você não podia se livrar das consequências do pecado. É a morte espiritual. São como pequenos pactos com o demônio. O demônio os cobra – adverte. Assim, comecei a sofrer por conta do dinheiro". "Alguém me recomendou que eu fizesse uma limpeza de ambiente. Tinha meus próprios mantras… que agora, que pude traduzi-los, dizem 'eu pertenço a Satanás'. Fiz os mantras nos Estados Unidos e, inclusive, levei meus filhos ao xamã que era um mestre elevado da Religião Universal".
… embora Deus não estivesse distante
Em certa ocasião, estando em uma comunidade, Amparo desafiou a Deus. Havia uma mulher rezando, porém, ela começou a repreendê-la severamente e chamá-la de louca. Até o ponto em que acabou rasgando uma imagenzinha que a pobre senhora segurava.
À época, sua prepotência de revolucionária não lhe fornecia muitas outras soluções. Pouco depois veio o passo seguinte até a sua conversão.
Ferida por uma bala da polícia
Amparo havia participando de todo tipo de manifestações e lutas contra o governo. Em ocasiões mobilizando os indígenas e facilitando que estes acorressem armados com lanças. Porém, certo dia, estando em uma delas, foi atingida por uma bala. Quando sentiu o impacto, Amparo recorda de duas coisas: por um lado, seu marido e seus filhos e, por outro lado, uma paz inexplicável, total. Não tinha medo de partir. Tudo era alegria, gozo, paz…

Nisso, escutou uma voz que lhe cantava: "Vi uns olhos maravilhosos. Vi o amor. Eram os olhos da Virgem. Eram justamente os olhos da estampa que eu havia rasgado! A estampa da Virgem Milagrosa. Eu a vi como uma adolescente de 15 anos. Com roupas brancas…".

Enquanto ela sangrava, a única coisa que sentia era paz, alegria… Nesse momento a Virgem lhe disse: "Minha pequena, eu te amo". E lhe pediu que deixasse todas as causas que ela levava e que assumisse a causa de seu Filho. Também se deu conta de que por trás da Virgem havia um senhor mais idoso: era seu avô.
E seu marido pensou que ela estivesse louca
Quando acordou, narrou toda a experiência a seu marido, Javier. Ele pensou que ela estivesse louca, e não era para menos. Uma ateia convicta, militante anticatólica, e despertando daqueles sonhos…

Em seguida, levaram-na para que os altos mestres, psicólogos e peritos da Nova Era a examinassem e a convencessem de que aquelas experiências eram fruto de suas alucinações e dos ferimentos. Sem dúvida, "ninguém podia tirar da minha cabeça que era Deus".
Primeiramente, confessar-se
"A primeira coisa que precisava era um sacerdote. Precisava me confessar. A primeira coisa, em primeiro lugar, era a confissão. Eu pedia a Deus que não morresse no caminho, indo para casa, porque iria para o inferno. Na confissão estavam todos os pecados. Os mais horríveis".

Era uma nova etapa, e havia de começar desde o princípio, fazendo tudo bem feito. Assim, a primeira coisa que fiz foi aprender a amar Jesus, a amar os sacerdotes, a amar a Igreja, amar os sacramentos".

Amparo se sentia totalmente enlameada e também convidada a uma nova revolução: "O único que transforma o mundo é Deus. Eu não sou digna. É tão grande o amor de Deus…"
A conversão de seu marido
Amparo rezou e convidou seu marido Javier à conversão. Com o passar do tempo, Javier, revolucionário como ela, começou a dar provas de mudança por amor a Amparo.
Devia ser uma experiência dramática em si mesma pelo único fato de ter que romper com toda uma vida de convicções e luta comprometida. Amparo explica isso dessa maneira: "Meu marido aceitou crer em Deus e na Virgem, porém, não acreditava no sacramento. Todavia, Deus colocou um sacerdote santo em nosso caminho. Por fim, ele se confessou e sua confissão levou horas. Ao sair, sentiu que havia se livrado de toneladas de coisas".
Agora era hora de denunciar as mentiras da ONU
A conversão das pessoas, na maioria das vezes, é um processo longo e em etapas. Amparo estava a caminho, mas ainda não renunciara a toda sua vida de pecado. Necessitava de parte dela, pois seu salário das Nações Unidas era uma fonte necessária para a família e seu ritmo de despesas.

Tudo aconteceu quando uma amiga sua lhe pediu informações sobre a distribuição da pílula do dia seguinte por parte das Nações Unidas no Equador. Amparo era responsável pela sua importação e distribuição no país.

De fato, sua agência das Nações Unidas havia vendido ao Equador 400.000 (quatrocentas mil) doses da pílula do dia seguinte. A ONU em Nova York, a UNFPA no Equador: "Eles nos vendem a 25 centavos de dólar, e nós as vendemos entre 9 e 14 dólares. É um negocio e tanto".

No Equador houve um julgamento em que as Nações Unidas perderam a ação devido à distribuição da pílula e os pró-vidas ganharam, visto que tiveram que reconhecer que ela não é um método contraceptivo, mas sim anti-nidatório, ou seja, abortivo, e que se utiliza quando os métodos contraceptivos falham.

O ápice de sua decisão de converter-se e dar um passo definitivo até Deus aconteceu a caminho do tribunal nesse julgamento em que a ONU perdeu: "Quando estávamos levando a informação ao Tribunal, um jornalista me fez uma pergunta que pensei que era Deus quem me a fazia – estás com Deus ou estás com o demônio? –. A pergunta foi: O que eu pensava da pílula do dia seguinte? E, claro, eu continuava trabalhando para as Nações Unidas e apoiava todas as organizações pró-aborto. Nesse momento me dei conta de que era o momento de dizer a verdade e deixar de mentir a mim mesma. Era uma incoerência ser católica e ao mesmo tempo, por dinheiro, continuar apoiando uma organização que vai contra os meus valores. E, claro, disse a verdade e as Nações Unidas me despediram".
O que existe por trás das Nações Unidas?
Por trás dos projetos da ONU, atrás das palavras bonitas que usam quando falam de saúde reprodutiva, na realidade, há toda uma promoção do aborto e dos contraceptivos. É o único objetivo para toda América Latina.

Na entrevista de Amparo à cadeia de televisão norte-americana EWTN, denunciava que no livro "Cuerpos, tambores y huellas", editado pelas próprias Nações Unidas, se reconhece a promoção das relações sexuais com crianças desde os 10 anos. E que nele se explica claramente três coisas:


1.    que os pais não devem ser informados da educação sexual que seus filhos recebem;
2.    - que as escolas devem distribuir contraceptivos a seus alunos sem o conhecimento e consentimento dos pais;
3.    - e que se um professor ou médico chegasse a informar aos pais de que seus filhos estão usando contraceptivos, esse professor ou médico deve ser expulso de seu trabalho por romper o sigilo profissional.

Amparo, e não só ela, denuncia a existência de um todo um negócio em que não se desperdiça nada: promove-se as relações sexuais entre crianças e adolescentes, e se lhes vendem preservativos. Como estes falham, então se lhes oferece o aborto ou a pílula do dia seguinte. Como o aborto produz restos humanos, estes servem bem para a experimentação ou bem para extrair algumas sustâncias que depois se usam em cremes, xampus, etc. Negócio completo.

Assistam a uma conferência de Amparo Medina a seguir:
E agora na luta pela vida
A realidade foi mais dura do que o previsto em um primeiro momento. O casal perdeu tudo quando saiu da revolução. Eles tiveram que renunciar a muitas coisas, as primeiras foram os bens materiais. Porém, foi "bonito encontrar juntos o amor de Deus e eliminar os mitos relativos aos sacerdotes, à Virgem, à Igreja…"

Amparo Medina e seu marido Javier Salazar são pais de três filhos. Ela é Diretora executiva de Ação Pró-vida Equadore, além disso, colabora e assessora outros organismos.

Agora também luta pela família, mulheres e crianças, mas a partir da verdade integral das pessoas, e não a partir do negócio econômico.
Ameaças de morte
Um novo enfoque, sim, mas não isento de perigos. Assim, Amparo tem sofrido ameaças de morte como a que recebeu não faz muito tempo em uma caixa de sapatos, dentro da qual havia uma ratazana morta com a mensagem"morte aos pró-vidas" e "lembre-se que os acidentes existem, lembre-se que as mortes acidentais são o dia a dia deste país, NÃO PROSSIGA COM SUA CAMPANHA ANTI MULHER E HOMOFÓBICA…Morte aos traidores, morte aos anti Pátria, MORTE OU REVOLUÇÃO".

Amparo não se assusta. E continua com sua luta confiante que tem em mãos a possibilidade de defender milhares de vidas humanas.
Se desejar ver uma entrevista realizada com Amparo Medina à rede de televisão norte-americana EWTN, pode acompanhar aqui:



segunda-feira, 20 de maio de 2013

PORQUE TUDO TEM FIM, MENOS A VIDA EM DEUS...



PORQUE TUDO TEM FIM, MENOS A VIDA EM DEUS...
 
Senhor, onde posso te encontrar?
Como posso te encontrar e permanecer contigo sempre?
Pois tudo o que vejo da obra de tuas mãos é beleza, sutileza...
Natureza delicada, esplendida perfeição...
E procuro ver frente e verso, o começo e o fim de tudo...
 
Infelizmente os descrentes só veem o inverso...
Por isso nada proclamam da fé em Ti; 
Todavia, proclamam de si mesmos suas descrenças...
Desavenças de egos perniciosos que diante de tuas evidências
Negam o óbvio que sua cegueira espiritual não lhes deixa enxergar...
 
Senhor, aqui estou para viver do teu amor...
Por isso, Te peço humildemente:
faz-me transparência de tua vontade, 
Verdade que nos sustenta...
E nos traz a evidência de que estás conosco aqui...
 
Às vezes fico pensando, “cá com meus botões”...
Recebemos tanto de Ti e Te damos tão pouco...
Creio que seja por isso, que muitos não te reconhecem, 
porque ficaram irreconhecíveis em seu trato com a vida...
Pois quem vive para Ti, já começa a experimentar aqui que a vida é eterna...
Mas, quem vive para si, cai no precipício do eu sem Deus...
Sem horizonte, sem esperança, 
sem perspectiva de vida, sem nada...
 
Entre nós, ninguém tem o domínio de tudo, só Deus...
E não tem como negar isto...
Pois, por mais poder que alguém tenha, um dia o perderá...
E ficará só, sem nenhum referencial da existência, 
porque tudo tem fim...
Menos a vida em Deus...
 
Paz e Bem!
 
Frei Fernando Maria, OFMConv.
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...





A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...


Algumas pessoas estão dizendo por aí: ”A Igreja tem que se modernizar, para acompanhar as mudanças da sociedade, senão vai perder muitos fiéis”. Até onde vai esse tipo de falácia? Ela é própria daqueles que não tem nenhum testemunho de vida cristã convincente para dar, na verdade, suas opiniões são baseadas no prurido nefasto dos meios de comunicação de massa, tendenciosos e desejosos que são de manipularem as massas para venderem seus podres produtos e se manterem no poder por tempo indeterminado. Por isso, levantam bandeiras anticristãs, pois dá mais “ibope” falar mal da Igreja e de sua defesa da vida e dos verdadeiros valores que cultiva, que são a família, a vivência da fé e dos bons costumes, e o bem comum para todos; do que defendê-la. Assim, tais meios de comunicação sociais, ficam livres para transmitirem suas mensagens sublimares, maquiando, com isso, suas perversas intenções.


Ora, a Igreja não é uma mera instituição humana que muda conforme o querer dos homens ou dos grandes conglomerados midiáticos; pois, aquele que a instituiu é Deus com o Pai e o Espírito Santo; desse modo, sua origem é divina, e assim continua sua trajetória terrena conduzida pelo Espírito Santo que Cristo enviou para solidificá-la. Assim, a Igreja é a parte visível do seu Reino de Deus no mundo; e, por isso, o sacramento de perene salvação para todos os homens que creem em Cristo Jesus.


De certo, a fé que pregamos tem seu fundamento no Evangelho e na doutrina dos Apóstolos, ou seja, se apoia nas virtudes eternas, vivada e ensinada por Cristo e seus apóstolos e todos os santos e santas que testemunharam, Cristo, com o seu modo de ser e agir no mundo. Então, não é a Igreja que tem que mudar seus costumes, suas leis e sua fé, para se adaptar ao mundo, mas sim os homens precisam se converter para entrar no Reino de Deus e participarem de sua glória, pois, sem essa conversão e o perdão dos pecados, para os que precisam, não há salvação (cf. Mt 9,10-13).


Vejamos o que dizem Cristo e os apóstolos a esse respeito: ”Pai, dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,14-21).


E eis o que escreveu São João: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17). E também São Paulo, escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).


Portanto, a verdade não muda nunca, porque ela é eterna, por isso, todos os homens precisam sempre dela para se manterem na vida, pois tudo o que não é conforme a verdade, não perdura por muito tempo, visto que, a mentira é como uma areia movediça, quanto mais alguém se debate nela, mais afunda. Destarte, Jesus Cristo é a Verdade, sem Ele não há vida, não há nada que se aproveite nem aqui nem na eternidade.


Por último, vejamos alguns conselhos de São Paulo ao seu discípulo Timóteo, que servem muito bem para nós: “Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós”. (2Tim 1,13-14). “Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração. Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos”. (2Tim 2,22-26).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria,OFMConv.

domingo, 5 de maio de 2013

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)




AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)

Rainha das Virgens

Ser virgem é ser consagrada(o) a Deus desde o nascimento, pois foi assim que Deus nos criou, homens e mulheres nascidos sem conhecer o pecado e é assim que deveríamos viver sempre, sem pecado algum em total comunhão com a vontade do Senhor que nos deu em seu amor tão grande virtude. Ao proclamarmos Maria sempre virgem anunciamos aquela que Deus fez vir a este mundo, totalmente imaculada, isto é, sem mancha alguma de pecado, em vista de Seu Filho amado, que realizou a nossa redenção e de toda a criação, fazendo valer o Plano Eterno da Salvação.

Com efeito, nossa vida e nossa fé se fundamentam nas virtudes divinas infundidas por Deus nos seus filhos e filhas desde toda a eternidade. Desse modo, a Virgem Santíssima, reina sobre todas as virgens, ou seja, sobre todos aqueles e aquelas que se conservam puros de corpo e alma, honrando a Deus por estas virtudes que Dele receberam. De fato, é uma grande honra para nós participarmos do reinado de Jesus Cristo e de sua Mãe, a Virgem Maria, pois aqui no mundo tudo passa, porém, na eternidade, tudo é permanece para sempre, em pleno estado de perfeição, onde a felicidade não tem fim. E, é para esse estado de graça permanente que nos conduz o Senhor.

Rainha de todos os santos

A santidade é um atributo divino, porque só Deus é Santo, infinitamente Santo; e por sua Vontade Eterna nos deu o mandamento da santidade para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48). O céu é a morada dos santos e santas que Deus santificou por Seu Filho amado, nos dando o perdão dos pecados, e a purificação de nossas almas. Jesus é chamado, na Sagrada Escritura, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Santo dos santos, porque todo poder foi lhe dado sobre o céu e a terra (cf. Mt 28,18). Jesus é Filho da Virgem Maria e tem como Pai, Deus, que o gerou pelo Espírito Santo (cf. Lc 1,26-35), deste modo, o mundo conheceu a Santidade do Senhor Deus por meio daquela que Ele escolheu para semear, por Seu Filho amado, a Sua Santidade à toda a humanidade. Primeiro, fez dela Sua habitação permanente; e segundo, por Seu Filho, que dela nasceu, tornou-nos participantes de Sua Natureza Divina e participantes do Reino dos céus, pois, todas as graças e bênçãos nos vieram depois do sim  que a Virgem Santíssima deu a Deus Pai.

Rainha concebida sem pecado original

O pecado nunca foi a vontade de Deus, ele aconteceu em desobediência à ordem criada; pois tudo foi feito para o bem e a felicidade de todos. O primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, foram criados em estado de graça, isto é, sem pecado, para viverem sem pecado algum, ou seja, tendo pleno acesso a Deus e ao seu poder, porque é nisto que consiste a felicidade humana. Com o advento do pecado, a desordem entrou no mundo e com ela a morte, como punição pelo pecado, porque não era possível que a desordem trazida pelo pecado perdurasse sempre. Porém, com o pecado, veio também a promessa da redenção começando pela mulher, uma vez que o pecado só se deu com o consentimento desta e do homem que a acompanhou em sua desobediência (cf. Gen 3,15).

Portanto, nada mais justo que a graça santificante também acontecesse por meio de uma mulher em pleno estado de graça. Por isso, Deus escolheu Maria e a fez nascer sem a mancha do pecado original, em vista do nascimento do Seu Filho Santo, Jesus Cristo, e de todos os que nasceriam deles pelo santo batismo. Por isso, hoje, todas as gerações proclamam, bem aventurada aquela de cujo ventre nasceu o Salvador da humanidade e de toda a criação. Amém!

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

A GRAÇA DE CADA MOMENTO...




A GRAÇA DE CADA MOMENTO

Jesus nos ensinou que a revelação divina nos envolve em todos os sentidos de nosso ser e existir no mundo; ora, quando os acontecimentos adversos se dão em nosso meio, na maioria das vezes, ficamos estarrecidos ou impotentes diante deles; ou ainda procuramos respostas para tais acontecimentos, e quando não as encontramos ficamos confusos sem entendermos o porquê de tais acontecimentos, ficamos como que “a ver navios”, como reza o ditado popular; quando na verdade deveríamos buscar refúgio no Senhor que fez o céu e a terra, pois Nele encontramos todas as graças necessárias para superarmos todas as situações embaraçosas de nossa viver. É como o Senhor mesmo nos ensinou: ”Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisso é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. (Jo 15,7-8).

Assim, precisamos entender que não podemos ser os causadores dos problemas que geram as situações adversas da vida, pois, como nos ensina São Paulo: ”Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).

Em nosso dia a dia temos grande facilidade de olharmos para os pecados dos outros; ora, mas do pecado não vem nada de bom, por isso, nos angustiamos com a maldade alheia que constatamos e terminamos julgando e condenando tais indivíduos. Não convém que seja assim. De fato, não podemos ser coniventes com o pecado de ninguém, mas também não precisamos carregá-lo em nossas almas, pois se o fizermos certamente ele ocupará o lugar que é de Deus em nossa vida, e nos fará um grande mal. Logo, precisamos ouvir e obedecer ao Senhor que nos exorta: ”Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e vos será dado. Será colocada em vosso regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”. (Lc 6,36-38). Realmente, um coração misericordioso é semelhante ao coração de Deus.

Um coração quieto que descansa em Deus sabe que Ele não falha nunca. Escutemos, pois, este conselho de Santa Tereza de Ávila, e sigamos o que ela diz: “Nada te perturbe nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta. Eleva o pensamento, ao céu sobe, por nada te angusties, nada te perturbe. A Jesus Cristo segue, com grande entrega, e, venha o que vier, nada te espante. Vês a glória do mundo? É glória vã; nada tem de estável, tudo passa. Deseje às coisas celestes, que sempre duram; fiel e rico em promessas, Deus não muda. Ama-o como merece, Bondade Imensa; Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis; sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta. Porque só Deus basta!” (Santa Tereza de Ávila).

Então, qual é a graça de cada momento? É aquela que buscamos em Deus sempre, porque Deus se faz presente em todo tempo do nosso viver, haja vista, que se pararmos de respirar cinco minutos morreremos, no entanto, a cada respirar nosso sentimos como que o Senhor nos dizer: filho, filha, eu te amo, por isso te dou a vida constantemente a cada respirar teu, mesmo que não correspondas ao meu amor. Escrevendo a esse respeito, assim se expressou São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,4-7).

Portanto, aprendamos a nos relacionar com Deus Pai, por meio de nossa oração, pois sua realidade divina envolve nossa vida natural para além do nosso entendimento, e é pelo dom da fé que compreendemos isto e o praticamos. Vejamos a atitude orante do Senhor, Jesus, nos ensinando como devemos nos portar diante de Deus, nosso Pai: “Jesus afirmou essas coisas e depois, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado”. (Jo 17,1-10). Façamos o mesmo e do mesmo modo que o Senhor nos ensinou. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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terça-feira, 23 de abril de 2013

QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?




QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?

O que temos neste mundo? A vida natural, um tempo para vivê-la; algumas coisas materiais conquistadas; algum tempo para a família, trabalho; e também para viver a fé; um tempo para amizades, divertimentos, etc. O fato é que nem sempre sabemos dividir corretamente o nosso tempo. Assim, priorizamos mais o que decidimos que é o melhor, o que nos convém; mas nem sempre nos damos bem com isso, pelo contrário, quase sempre perdemos tempo com vícios e outros malefícios da vida hodierna; e o que é essencial mesmo, na verdade, deixamos de lado.

Todavia, quando damos uma pausa e analisamos nosso comportamento, vemos que perdemos muito da vida e daqueles que amamos ou deveríamos amar mais; e assim o sofrimento aparece, cresce e se multiplica; e o pior é que no mais das vezes não sabemos como reconquistar o tempo perdido pela nossa vida desregrada; isso acontece, talvez, por causa de nossa insensatez e egoísmo, ou inda por causa da cegueira espiritual que cultivamos por não vivermos a fé devidamente.

Não podemos esquecer que nossa vida neste mundo é uma resposta que estamos dando a Deus; e essa resposta precisa ser uma resposta de amor, que realmente convença o Senhor, para que obtenhamos todas as graças que Ele dispôs a nosso favor. Quando lemos São Paulo sobre isto, entendemos melhor o que significa essa resposta: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda benção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. (Ef 1,3-4).

Não temos como duvidar que a vida é um grande presente que Deus nos deu. Por isso, não podemos nos desligar Dele nunca, porque Ele é a Fonte que alimenta nosso ser e bem estar no mundo. Sem Ele a vida seca, se esvai e tudo que foi feito para o bem, torna-se presa fácil do mal, que se faz presente em todos os que se deixam levar pelos seus conselhos maléficos.

De fato, é como nos ensina o Salmo primeiro: “Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição”.

Então, o que estamos esperando do nosso pós-morte? Ou seja, como será a eternidade de nossas almas após nossa páscoa? Bem, se a resposta de nossa vida for uma reposta de amor a Deus acima de todas as coisas, é sinal de que ressuscitamos com Cristo e vivemos a fé da ressurreição; em outras palavras, desde já, vivemos a dimensão da salvação eterna que Deus preparou por Seu Filho Jesus Cristo, para aqueles que o amam. Porém, se a nossa resposta for um não a Deus em todos os sentidos, é sinal que atraímos o castigo que pesa sobre os rebeldes contumazes que fazem de sua vida um antro de perdição.

A vida sem Cristo não é vida, é morte; a vida em Cristo é eterna. De que lado nós estamos? De fato, cabe a nós tomarmos essa decisão. Mas, por que é assim? Porque a vida nos ensina que, quem planta, colhe o que se plantou. Desse modo, entendemos que no pós-morte, só existe a colheita e o que se sucede a ela, o juízo final, como nos ensinou o Senhor (cf. Mt 25,31-46). Portanto, “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,9-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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