VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quarta-feira, 16 de junho de 2021

FAZER TUDO POR AMOR AO SENHOR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 6,1-6.16-18)(16/6/21)


Caríssimos, existem duas virtudes da alma que com o dom do discernimento nos ajuda a pormos em prática a caridade fraterna e as obras de misericórdia, são elas: a fé e a capacidade de julgar corretamente em vista do bem comum. Na primeira leitura de hoje são Paulo exorta os Coríntios a viverem essas virtudes para que Deus seja louvado pelo bem por eles realizado em prol dos cristãos da Comunidade de Jerusalém.


Todavia, prestemos atenção para não caímos na tentação da hipocrisia que consiste em fazermos o bem em busca de reconhecimento ou de elogios que na verdade só serve para inchar o nosso ego e nada mais; ora, para contermos tal tentação, são Paulo nos ensina a discrição e o fazer tudo por amor ao Senhor Jesus: "Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor." (Col 3,23-24).


De certo, existem outras duas virtudes que também nos ajudam na prática do bem comum, são elas: a reta intenção e o desejo de servir ao Senhor na pessoa dos mais necessitados a fim de que Ele seja glorificado em tudo, como ainda nos ensina são Paulo: "Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." (Col 3,17). 


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos alerta para não praticarmos a piedade, a oração, o jejum e as obras de misericórdia, de forma superficial ou pra sermos vistos e elogiados pelos homens, como mesmo Ele disse: "Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus."


Portanto, caríssimos, quem pratica tais obras por amor ao Senhor não busca reconhecimento nem qualquer recompensa humana, nem a fama ou qualquer forma de envaidecimento; pelo contrário, deixa sempre transparecer a vontade de Deus que se revela no serviço humilde e providencial prestado aos que realmente dele precisam.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 15 de junho de 2021

SER SANTO CONSISTE EM AMAR COMO JESUS NOS ENSINOU...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,43-48)(15/6/21)


Caríssimos, cercados como estamos pelos nossos limites, num mundo onde ao que parece tudo tende para a ruína, o caos total, devido aos pecados aqui praticados, e à toda espécie de infração contra os mandamentos da Lei de Deus e à Palavra do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; a liturgia de hoje nos convida ao mais alto grau da perfeição humana, isto é, à santidade.


De fato, esse estado de alma jamais seria possível por nós mesmos, devido às tentações advindas das concupicências que se traduz pela ambição ou desejo desmedido dos bens materiais e/ou sensuais. Na verdade, todos os seres humanos buscam essa prenitude de felicidade, todavia, esta só é possível mediante a nossa conversão ao Senhor, para assim trilharmos sua via de perfeição pela renúncia de nós mesmos e a obediência à Sua Sua Palavra.


Santa Teresa de Calcutá (séc. XX), nos ensina como fazermos esse caminho de conversão em busca da santidade que o Senhor Jesus concede aos que o amam de todo coração: "Todos sabemos que há um Deus que nos ama e que nos fez. Podemos, pois, dirigir-nos a Ele e pedir-Lhe: «Meu Pai, ajuda-me agora. Quero ser santo, quero ser bom, quero amar».


Ora, a minha santidade consiste no cumprimento da vontade de Deus, com alegria. Dizer : «Quero ser santo» significa: «Vou despojar-me de tudo o que não é Deus, vou despojar-me e esvaziar o meu coração das coisas materiais. Vou renunciar à minha vontade, aos meus gostos, às minhas fantasias, à minha inconstância; tornar-me-ei um escravo generoso da vontade de Deus.


Vou amar a Deus com toda a minha vontade, vou escolher em seu favor, vou correr para Ele, vou chegar até Ele e possuí-lo». Mas tudo depende destas palavrinhas: «quero» ou: «não quero». Devo investir toda a minha energia nesta palavra: «Quero»."


Portanto, caríssimos, sigamos humildemente esta exortação de são Pedro: "A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo." (Lv 11,44). Em outras palavras: "Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor." (Hb 12,14).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS...


 Sol. Do Sagrado Coração de Jesus

(Jo 19,31-37)(11/06/21)


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus; com efeito, sempre que nos lembramos do coração o relacionamos com o amor, com a ternura; pois, assim como este orgão do nosso corpo é a fonte que alimenta naturalmente a nossa vida, de igual modo, o amor do Sagrado Coração de Jesus, é a Fonte que nos sacia a sede de vida eterna, como Ele, disse: "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11)." (Jo 7,37b-38).


São Bernardo, monge e doutor da Igreja (séc. XII), assim se expressou em uma de suas homilias: "Onde encontrará a nossa fragilidade repouso e segurança senão nas feridas do Salvador? Perfuraram-Lhe as mãos e os pés, e, com um golpe de lança, também o lado. Por esses buracos abertos, posso provar o mel do rochedo (Sl 80, 17) e o óleo que escorre da pedra dura, vendo «como o Senhor é bom» (Sl 33,9). 


Ele formulava desígnios de paz (Jer 29,11) e eu não o sabia: «Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro?» (Rom 11,34). Mas o prego que O perfurou é uma chave que me abre o mistério dos seus desígnios.


O que nos revelam as suas chagas? Os pregos e as feridas gritam que, verdadeiramente, na pessoa de Cristo, Deus Se reconciliou com o mundo. O ferro trespassou-O, tocando-Lhe o coração, a fim de que Ele pudesse compadecer-Se das minhas fraquezas. O segredo do seu coração torna-se visível nas feridas do seu corpo, onde vemos a descoberto o grande mistério da sua bondade, a misericordiosa ternura do nosso Deus, «Sol nascente que nos visitou do Alto» (Lc 1,78). 


Esta ternura torna-se manifesta nas suas feridas, que mostram claramente que Tu, Senhor, és clemente e compassivo, e cheio de grande misericórdia, porque não há maior amor do que dar a própria vida (cf Jo 15,13) por um condenado à morte.


Todo o meu mérito reside, pois, na piedade do Senhor, e não me faltará mérito enquanto não Lhe faltar a piedade: multiplicando-se a misericórdia de Deus, numeroso será o meu mérito. E as muitas faltas que tenho a reprovar-me? «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20).


Se «a bondade do Senhor se estende por todo o sempre», por mim, «cantarei eternamente as misericórdias do Senhor» (Sl 102,17; Sl 88,2). É esta a minha justiça? Senhor, recordar-me-ei apenas da tua justiça: é ela a minha justiça, pois Tu tornaste-Te para mim justiça de Deus (Rom 1,17)."


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

CUIDADO COM OS INTERESSES PESSOAIS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,32-45)(26/05/21)


Caríssimos, um coração cheio de interesses pessoais facilmente deixa de ouvir o Senhor, e põe tais interesses à cima de todos, ainda que as intenções sejam aparentemente boas; todavia, elas não passam de falta de atenção e cuidado com o essencial. É isto o que vemos no Evangelho de hoje em que Jesus revela os sofrimentos e a morte violenta que iria padecer, mas, dois dos discípulos estavam ocupados em buscar os primeiros lugares no seu reino.


De fato, a nossa formação cultural é toda voltada para a busca dos primeiros lugares, para triunfarmos em tudo, de modo que, quando isso não acontece, nos sentimos derrotados ou então insatisfeitos. E isso se dá porque não suportamos os sofrimentos ou as adversidades, uma vez que desejamos o sucesso, os elogios e tudo o que nos faz imponentes ou famosos.


Certa feita, santa Teresa D'avila por penitência e inspiração divina firmou o propósito de escolher os último lugar, pois, dizia que é o único lugar que ninguém quer. De modo que, ao se dirigir para o refeitório com as outras irmãs esperou que elas se servissem primeiro para se servir por último, no entanto, quando se pôs no último lugar, sentiu um forte respiro às suas costas, ao voltar-se viu Jesus que lhe disse: "Teresa o último lugar é meu." Em outras palavras, "os últimos serão os primeiros" aqui e no Reino de Deus.


No Evangelho de hoje, em resposta à indignação dos outros Apóstolos contra Tiago e João que pediram ao Senhor Jesus os primeiros lugares no seu reino, Ele respondeu: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos."


Portanto, caríssimos, por seu exemplo, atitudes e Palavras, o Senhor Jesus nos ensina que o melhor lugar é aquele que Deus nos dá, pois, como já havia dito: "O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão. Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer." (Mt 10,24; Lc 17,10).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

DEIXAR TUDO PARA SEGUIR JESUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,28-31)(25/05/21)


Caríssimos, o apego material, psicológico e espiritual à coisas, pessoas ou a nós mesmos é uma pedra de tropeço que nos impede de crescer no estado de graça, tornando-nos, de certo modo, incapazes das virtudes sublimes, do amor, obediência e humildade. Ora, à liturgia de hoje nos ensina que estamos sempre na presença de Deus, mas muitas vezes não o notamos por conta dos nossos apegos.


Na primeira leitura tirada do livro do Eclesiástico, o escritor sagrado nos mostra que a oração dos abnegados de coração se eleva a Deus como um perfume de suave odor por conta do desapego e da alegria com que se doam a Ele, por isso suas ofertas são atos de louvor e ação de graças. Diz o Eclesiástico: "Faze todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os dízimos com alegria." (Eclo 35,11).


No Evangelho de hoje Pedro se dirige ao Senhor Jesus com estas palavras: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Ao que o Senhor respondeu: "Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna."


Desse modo, compreendemos que a renúncia é o desapego que nos liberta de nós mesmos, para darmos ao Senhor tudo o que somos e o que temos, porque sem a renúncia de si mesmo e daquilo que tenta ocupar o lugar de Deus em nossa vida, não somos livres para nos deixar conduzir por Ele, quais ovelhas do seu rebanho, aos prados verdejantes da Sua glória. 


Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus o dom da renúncia, do desapego de nós mesmos e de tudo aquilo que tenta nos impedir de amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos: Senhor Jesus, da-nos a graça da total renúncia de nós mesmos para permanecermos na tua presença fazendo realmente a tua santa vontade em nossos pensamentos, palavras e ações, tu que és Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém!


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

MARIA SANTÍSSIMA, MÃE DA IGREJA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-34)(24/05/21)


Caríssimos, por graça de Deus são Paulo VI proclamou Maria como Mãe da Igreja, e o Papa Francisco instituiu a comemoração da sua memória na primeira segunda-feira depois da Solenidade de Pentecostes. Ora, viver cada momento com Maria Santíssima e gozar do seu amor materno, é ouvir a voz do seu Filho Jesus quando do alto da cruz disse ao discípulo amado que ali representava todos nós: "Filho eis aí tua mãe."


De fato, a instituição dessa memória traz em si um profundo significado pelo acontecimento de Pentecostes, como bem descreve Lucas: "Depois que Jesus subiu ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém... Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus." Ou seja, perseverar na oração com Maria Santíssima.


Com efeito, Maria por obra e graça do Espírito Santo, é a Mãe de Jesus, o Filho de Deus; ora, esse fato irrepetível na criação e na história da salvação nos mostra o quanto Deus nos ama para nascer como um de nós sem deixar de ser Deus, e ainda mais, dá-nos como Mãe aquela que Ele escolheu como sua Mãe. Por esse fato: "Maria nos ensina que Deus não nos abandona, que Ele pode fazer maravilhas inclusive com a nossa debilidade. Tenhamos confiança nele! Batamos à porta do seu Coração!" (Papa Francisco).


De certo, quando da proclamação desse título da Santíssima Mãe de Deus, escreveu são Paulo VI: "Considerando as estreitas relações de Maria com a Igreja, para a glória da Santa Virgem e para nosso conforto, proclamamos Maria Santíssima Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos Pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima; e queremos que, com este título suavíssimo, a Mãe de Deus seja doravante ainda mais honrada e invocada por todo o povo cristão.


Portanto, é com ânimo cheio de confiança e de amor filial que elevamos o olhar para ela, não obstante a nossa indignidade e fraqueza. Ela, que em Jesus nos deu a fonte da graça, não deixará de socorrer a Igreja com seu auxílio materno, sobretudo neste tempo em que a Esposa de Cristo se empenha, com novo alento, na sua missão salvadora." (São Paulo IV: AAS 56 [1964]).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 22 de maio de 2021

"TU, SEGUE-ME"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,20-25)(22/05/21)


Caríssimos, existe uma tendência humana que não nos ajuda na vivência da fé, trata-se da curiosidade em querer saber da vida alheia, e com isso perdemos tempo e não crescemos no estado de graça, isto é, na comunhão com o Senhor. De fato, a graça e a santidade de Deus, nosso Pai, são dádivas para todos os seus filhos e filhas, por isso, peçamos ao Senhor que elas cheguem à todas as almas por Sua Divina Misericórdia.


No Evangelho de hoje Pedro quis saber do Senhor Jesus o que seria da vida de João, o discípulo amado; ao que o Senhor respondeu: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” Ou seja, cada um de nós tem a sua história de vida que o Senhor, pela graça do Espírito Santo, transforma em história de salvação, pela via da nossa obediência ao seus preceitos e da prática da virtudes, cabe a nós nos deixar conduzir por Ele.


Na primeira leitura são Paulo mesmo estado preso pela causa de Cristo, isto é, da salvação da humanidade não se cansa de Evangelizar como bem sublinha são Lucas: "Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, pregando o Reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo."


De certo, este exemplo do Apóstolo das gentes serve de estímulo para nós que recebemos no batismo o Dom do Espírito Santo e com Ele todas as graças e bênçãos para sermos felizes e comunicarmos essa felicidade como aqueles que o Senhor Jesus escolheu para anunciar o Seu Nome e o Reino de Deus, como o fez Paulo.


Portanto, caríssimos, sem medo algum, e plenos de coragem anunciemos com precisão a mensagem da salvação eterna das almas, que o Senhor Jesus concedeu como missão à todos os batizados, sigamos fielmente pela via das virtudes teologais: fé, esperança e caridade, as pegadas dos Apóstolos e de todos que anunciaram o Santo Nome do Senhor, levando à bom termo a salvação que Ele nos trouxe.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.


sexta-feira, 21 de maio de 2021

SENHOR, TU SABES TUDO, TU SABES QUE TE AMO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(21/05/21)


Caríssimos, a nossa adesão a Cristo pelo batismo é total e definitiva; ora, isso requer a renúncia de si, o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; ocorre que muitos batizados por viverem apegados a si mesmos e as coisas deste mundo, fazem destas ídolos que ocupam o lugar de Deus em suas almas; e quando tudo dá errado, a tendência é querer culpar o Senhor.


Com efeito, nesta liturgia de hoje o Senhor Jesus insiste com Simão Pedro perguntando-lhe por três vezes se o ama mais que os outros, nos dando a entender que Pedro representa todos nós que o seguimos, pois, quem de nós nunca o negou por algum motivo ou apego ou outro pecado cometido? Como nos retratarmos? 


Com efeito, Pedro o negou três vezes, quando disse que não o negaria; por isso, se arrependeu e se retratou três vezes, dizendo que o amava, porém, se entristeceu na última vez por ser emotivo e não ter compreendido a intenção do Senhor que foi confirmar a sua escolha e a missão de pastorear o Seu rebanho, ou seja, cada um de nós na pessoa dos seus sucessos. 


E nós como nos retratar diante do Senhor pelos muitos pecados cometidos conta Ele, contra nós mesmos e contra nossos irmãos e irmãs? Com a mesma postura de Pedro que mesmo diante da evidência da sua culpa não exitou em aceitar os desígnios do Senhor a seu respeito? De fato, o nosso arrependimento é preponderante para sermos perdoados e sentirmos a responsabilidade de não mais ofende-lo por nada deste mundo.


Portanto, caríssimos, temos consciência de que neste mundo somos tentados por todos os nossos lados a negar a nossa fé e deixar de seguir o Senhor; para nos tornarmos indiferentes, calculistas, dominados pelas ideologias, adoradores dos deuses deste mundo e assim vivermos sem esperança alguma.


Destarte, peçamos ao Senhor para cultivarmos com fervor o dom da piedade, a vida de oração, a prática dos Sacramentos e das obras de misericórdia, pois, somente assim não seremos engolidos pelas distrações deste mundo que tornam as nossas almas espiritualmente inférteis, isto é, sem os frutos do Espírito Santo. (cf. Gl 5,22-23).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

A UNIDADE É UM DOM DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,20-26)(20/05/21)


Caríssimos, a unidade é um dom de Deus que nos enviou o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo com o Espírito Santo para nos fazer um só no seio da Santíssima Trindade; é isso o que o Senhor Jesus nos ensina com a sua oração no Evangelho de hoje: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste."


Com efeito, a unidade tão desejada por Jesus e pedida em oração ao Pai, na atual situação da humanidade, só é possível mediante uma intervenção divina, para que haja uma conversão em massa, pois, à medida que os homens se entregam ao pecado, se afastam da presença do Senhor, atraindo com isso a Sua Justiça.


De fato, Deus é amor e misericórdia, porém, para aqueles que se convertem e voltam à prática do bem, ao caminho da unidade desejada por Jesus; caso contrário, apresenta-se como Justo Juiz que julgará a cada um por suas palavras e ações. De certo, todos os pecados podem ser evitados pela oração, pela prática das virtudes e a busca da santidade sem a qual ninguém poderá ver a Deus. (cf. Hb 12,14).


Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus que nos dê a sua proteção para cumprirmos a nossa missão de testemunhar o Seu Nome, pois, como nos ensinou são Pedro: "Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos." (At 4,12).


Destarte, oremos, com o Salmo responsorial: "Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado." (Sl 115).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

NÓS SOMOS SEU POVO, SEU REBANHO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,11b-19)(19/05/21)


Caríssimos, a oração de intercessão do Senhor Jesus pelos discípulos expressa no Evangelho de hoje, revela o quanto Ele nos ama e que esse amor nos faz permanecer em comunhão com o Pai, tornando-se o fundamento da unidade entre nós, e que por essa graça o Espírito Santo nos move à perfeição da caridade fraterna. “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um."


Com isso entendemos que, após a Ascensão do Senhor, o Espírito Santo assume o protagonismo da obra da evangelização e salvação da humanidade, como nos lembra a Lumen Gentium: "Terminada na terra a obra que o Pai confiou ao Filho, O Espírito Santo foi enviado no dia de Pentecostes a fim de santificar continuamente a Igreja e, por Cristo, no único Espírito, terem os fiéis acesso junto ao Pai.


O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis como em um templo. Neles ora e dá testemunho da adoção de filhos. Conduz a Igreja ao conhecimento da verdade total, unifica-a na comunhão e nos ministérios, ilumina-a com diversos dons carismáticos e hierárquicos e enriquece-a com seus frutos. Estes carismas devem ser recebidos com ação de graças e consolação. Pois todos, desde os mais extraordinários aos mais simples e comuns, são perfeitamente apropriados e úteis às necessidades da Igreja." 


Pela força do evangelho, rejuvenesce a Igreja, renovan­do-a constantemente e a conduz à perfeita união com seu Esposo. Pois o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: "Vem!" Assim se apresenta a Igreja inteira como um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo."


Portanto, caríssimos, somos o povo do Senhor, o rebanho que Ele guia, a sua porção eleita, a estirpe dos redimidos pelo seu sacrifício de cruz, cujo sangue derramado apaga os nossos pecados, nos dando o dom da vida eterna por obra e graça do Espírito Santo.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

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