VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Com Cristo tudo se torna novo em nossa vida...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,47-53)(31/07/25)


1. Caríssimos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje nos dá, de certo modo, a compreensão de como será o juízo final em que todos seremos julgados inocentes ou culpados, salvos ou condenados. Por isso: "Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás." (Eclo 7,40).

2. Na parábola contada por Jesus a respeito da rede que os pescadores lançaram no mar, dá pra compreender que a rede é a evangelização e os peixes são todos os seres humanos que vivem no mar revolto deste mundo.

3. Dá pra entender ainda que não basta ser pescados, ou seja, evangelizados, mas precisamos nos tornar peixes bons, caso contrário, seremos descartados e lançados fora. Sem dúvida, no mar da graça de Deus não nos falta alimentos para sermos peixes robustos, e eles estão presentes nos Sacramentos, em especial a Santa Eucaristia que recebemos em cada Santa Missa.

4. Não nos falta o alimento da Palavra que nos fortalece em nosso processo de conversão e no propósito de santidade; não nos falta a oração que é o dom do Espírito Santo que nos faz viver em perfeita comunhão com o nosso Pai celestial. Não nos falta o Sacramento da confissão pelo qual recebemos o perdão dos pecados e a purificação de nossas almas. 

5. Enfim, temos a intercessão de Maria Santíssima, são José e de todos os santos e santas como também dos nossos anjos da guarda. Decerto, temos ainda as obras de misericórdia que Deus tem preparado para que as pratiquemos em favor dos nossos irmãos e irmãs mais necessitados. 

6. Comentando esse Evangelho disse o Papa Francisco: "O julgamento final já está em curso, começa agora no decurso da nossa existência. Esse julgamento é pronunciado em cada momento da vida, como resposta ou à nossa aceitação com fé da salvação presente e operante em Cristo; ou da nossa incredulidade, com o consequente fechamento dentro de nós mesmos. 

7. Mas se nos fecharmos ao amor de Jesus, somos nós que nos condenamos a nós mesmos. A salvação é abrir-se a Jesus, e Ele nos salva; se somos pecadores - e todos somos - pedimos-Lhe perdão, e se vamos ter com Ele com o desejo de sermos bons, o Senhor perdoa-nos. Mas para isso temos de nos abrir ao seu amor, que é mais forte do que todas as outras coisas."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

A Pérola escondida...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,44-46)(30/07/25)


1. Caríssimos, a Verdade Eterna é Cristo e por Ele e para Ele foram feitas todas as coisas e somente Nele subsistem, tudo o que não permanece Nele sucumbe, ou seja, não resiste por muito tempo. E é por não comungar com a vontade do Senhor, expressa no seu Evangelho, que este mundo está sucumbindo, e só será possível estancar sua ruína mediante a conversão de todos.

2. Com efeito, a pureza da fé se encontra em nossas almas quando renunciando a própria vontade nos entregamos totalmente à vontade de Cristo, para realiza-la em nosso viver carregando a nossa cruz de cada dia na certeza de que com Ele russuscitamos para a vida eterna.

3. Nesse sentido, “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo." (Mt 13,44). 

4. Ora, aqui não se trata de relações comerciais; mas, de deixar os valores temporais pelos valores eternos: "Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam." (Mt 6,20).

5. E continua o Senhor: "O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola." (Mt 13,45). 

6. Decerto, a analogia dessa parábola trata da renúncia de nós mesmos para seguir a Cristo, pois, sem essa renúncia não tem como ser seus verdadeiros discípulos. Bem como Ele mesmo disse: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16,24)

7. Portanto, caríssimos, a que atitudes ou custumes deste mundo renunciamos para seguir o Senhor Jesus carregando com Ele a nossa cruz de cada dia? Quais valores cultivamos em nossas almas, os temporais ou os eternos? O que significa para nós ser discípulos de Cristo vivendo autenticamente os valores da nossa fé católica?

8. Destarte, essas respostas só serão dadas com pleno proveito para as nossas almas se permanecermos unidos ao Senhor Jesus, como os ramos permanecem unidos à videira dando frutos, agradável ao paladar de quem os degusta.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Sim Senhor, eu creio...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA (Jo 11,19-27)(29/07/25)


1. Caríssimos, a fé é o modo de ser pelo qual o Espírito Santo nos faz viver na presença de Deus realizando a sua santa vontade mesmo quando tudo ao nosso redor é contrário aos seus desígnios de amor para conosco, até mesmo diante da morte.

2. Com efeito, o poder de Deus é infinito e nada se compara ao seu poder; porém, somente os simples e humildes de coração o experimentam dignamente porque não vivem para si, mas para o Senhor que nos criou como expressão do seu infinito amor.
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3. Na primeira leitura são João nos dá a conhecer que a vinda do Senhor Jesus a este mundo, é a máxima expressão do amor de Deus por nós: "Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele." (1Jo 4,9).

4. E o próprio Senhor nos ensinou esta verdade: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância." (Jo 10,10b). Ou seja, Cristo é a presença do Pai no meio de nós, como reza a Carta aos Hebreus: "Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra." (Hb 1,3a).
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5. Infelizmente este mundo vive em meio a uma cultura de morte porque os seres humanos se distanciam cada dia do amor de Deus presente no Seu Filho amado. De fato, toda essa violência na qual nossa sociedade vive mergulhada é resultado da desobediência largamente praticada de tal modo que este mundo está se tornando um inferno.
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6. No entanto, nem tudo está perdido, pois, toda essa maldade nada mais é do que o joio do qual nos falou o Senhor no Santo Evangelho, por isso, não temamos, porque joio é joio e trigo é trigo, não se misturam. Decerto, confiemos na Sua Divina Misericórdia e dependamos dela cem por cento para nos atermos seguros. 
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7. No Evangelho de hoje vemos no belíssimo testemunho de fé de Marta, como vivem aqueles que amam a Cristo e nele confiam: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. (Jo 11,27). Ora, é isso o que significa ser trigo.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

A parábola do grão de mostarda...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,31-35)(28/07/25)


1. "Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo’." (Mt 13,35). Caríssimos irmãos e irmãs, é maravilhoso, escutar e buscar o sentido das Parábolas contadas por Jesus, o Filho de Deus. Porque esse meio pedagógico que Ele usa para anunciar a verdade eterna que nos salva, permanece gravado em nossas almas e dificilmente esquecemos.
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2. Com efeito, as parábolas contadas pelo Senhor são comparações tiradas do cotidiano, que nos leva a compreender os mistérios da nossa fé, ou seja, qual o sentido eterno da nossa vida, e qual o desenrolar dos acontecimentos presentes e futuros da história da nossa salvação.
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3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a parábola do grão de mostarda que mesmo sendo uma semente minúscula carrega dentro dela um potencial que supera em muito outras sementes bem maiores do que ela. Por isso, eis o que diz o Senhor a seu respeito: "Assim é o Reino dos céus." 

4. De fato, em outra passagem já havia dito: "O Reino de Deus está dentro de vós." Ou seja, a alma humana parece pequena, mas na verdade é eterna, porque foi criada "a imagem e semelhança de Deus" para ser habitação do Espírito Santo, por isso, nada mais sublime.
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5. O Senhor Jesus também conta a parábola do fermento na massa que uma mulher mistura para fermenta-la, assim Ele nos dá compreender que ao escutarmos a Sua Palavra e nos unirmos a Ele, crescemos na graça, no conhecimento, na sabedoria e na intimidade com o Pai para assim darmos os frutos do Reino dos Céus.
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6. Portanto, caríssimos, realmente somos muitos felizes em ouvir essas Parábolas que o Senhor Jesus nos conta com o intuito de que o sigamos fielmente na estrada da vida eterna, pois como Ele mesmo disse: "Eu sou a luz do mundo: aquele me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (Jo 8,12).
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7. Destarte, as parábolas contadas por Jesus, são revelações de como Deus realiza em silêncio a obra da salvação da humanidade em meio ao barulho deste mundo causado pelo inimigo de nossas almas. Um dia todos verão que o demônio já foi derrotado e condenado, desde que Cristo foi levantado no patíbulo da cruz, é só uma questão de tempo. 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 27 de julho de 2025

O Dom da oração...


 Homilia do 17°Dom do tempo comum(Lc 11,1-13)(27/07/25)

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Caríssimos irmãos e irmãs, a liturgia deste domingo trata do dom da oração e de suas virtudes; com efeito, esse dom é o meio mais eficaz de se fazer a vontade de Deus e de ve-la realizada em todos os sentidos de nossa existência;
 
costumo dizer que a oração é a graça de todo momento para todas as situações de nossa vida, porque tem seu fundamento na fé que age para muito além do que podemos por nós mesmos, visto que a oração é o dom por excelência do encontro com Deus e de nossa permanência Nele.
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Na primeira leitura de hoje vemos a oração intercessória de Abraão que sente compaixão dos habitantes de Sodoma e Gomorra e perseverante intercede por eles a partir das virtudes dos justos que nelas ainda existiam na esperança de que tais virtudes seriam suficientes para aplacar a justiça divina dando tempo para que tais habitantes se convertessem. Mas, o grau de pecaminosidade deles era tamanho que só foi possível salvar os poucos justos existentes.
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Na segunda leitura de hoje São Paulo nos dá a conhecer que a presença de Cristo em nossa vida é a garantia de nossa salvação eterna, pois, o Senhor por Sua Divina Misericórdia perdoa os nossos pecados livrando-nos das terríveis consequências que eles trazem, como vimos acontecer com os habitantes de Sodoma e Gomorra que não foram poupados do fogo que os destruiu por causa dos incontáveis pecados que cometiam.
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No Evangelho de hoje os discípulos pedem que Jesus lhes ensine a orar como São João Batista e os mestres da Lei ensinaram aos seus discípulos; ao que o Senhor lhes satisfez ensinando a oração do Pai nosso. Ora, essa oração contém os fundamentos da unidade cristã e seus efeitos práticos na vida daqueles que oram sem cessar, porque a oração perseverante é o meio pelo qual o nosso Pai celeste, nos concede todas as graças necessárias para a nossa salvação.
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Portanto, caríssimos, para além dos pedidos que nela fazemos, a oração do Pai nosso, nos leva viver a perfeita comunhão com o Senhor e entre nós, pois, acompanhada da fé, da humildade e da justiça nos faz realizar em todos os sentidos somente a vontade de Deus que nos livra de todo o mal.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de julho de 2025

Somos felizes porque ouvimos o Senhor Jesus...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,16-17)(26/07/25)


1. Caríssimos, tudo o que vemos e com que interagimos só tem um autor e Senhor, Deus, que tudo criou por amor por meio do Seu Verbo que enviou a este mundo para libertar a criação que jazia sob o jugo do inimigo que semeou as sementes da maldade que são os pecados aqui praticados e que se alastra como um câncer corroendo a obra da criação. E isso constatamos pela destruição da criação visível e das almas que aderem à tais práticas pecaminosas.

2. Todavia, esta liturgia de hoje em que a Igreja celebra a memória de são Joaquim e sant'Ana, os avós materno de Jesus, nos lembra que Deus sempre se faz presente na vida e nas ações dos filhos e filhas de Abraão que se abriram para acolhe-lo a fim de que as suas promessas se cumprissem na íntegra.

3. A primeira leitura de hoje assim o demonstra: "Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. Estes, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são sua melhor herança.

4. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia [dos justos] vai celebrar o seu louvor." (Eclo 44,1.10-15).

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus reconhece nos seus discípulos o cumprimento de tudo o que foi escrito à seu respeito ao dizer-lhes: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”. (Mt 13,16-17). 

6. Comentando este Evangelho escreveu Santo Agostinho: "Este é o anseio da «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus» (1Pe 2,9), cada um na sua época, de todos aqueles que viveram, que vivem e que viverão, desde o início da humanidade até ao fim do mundo."

7. Portanto, caríssimos, também nós por estas palavras do Senhor Jesus (cf. Mt 13,16-17), fazemos parte da geração dos bem-aventurados justamente por usufruírmos da Sua presença no meio de nós e da graça de ve-lo e comunga-lo na Santa Eucaristia; de ouvi-lo nas Sagradas Escrituras e por meio da Santa Igreja que nos transmite a riqueza incomensurável da doutrina dos Apóstolos e dos santos e santas que o seguiram ao longo da história da nossa salvação.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Festa de São Tiago Maior...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 20,20-28)(25/07/25)


1. Caríssimos a Igreja celebra hoje a Festa litúrgica de São Tiago Maior. "Nasceu em Betsaida; era filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João. Esteve presente nos principais milagres realizados por Cristo. Foi morto por Herodes, cerca do ano 42. É venerado com grande devoção em Compostela (Espanha), onde se ergue uma célebre basílica dedicada a seu nome." (Liturgia das horas).
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2. Com efeito, vendo a história deste Apóstolo percebemos à princípio o quanto somos frágeis ao aspiramos vantagens pessoais nas nossas relações com Deus e entre nós. No entanto, basta encontrarmos o Senhor com o desejo de fazer a vontade do Pai, e tudo muda em nossa vida, pois, nos tornamos capazes de sofrer até o martírio por amor a Cristo como ele sofreu. 
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3. No Evangelho de hoje diante da oração interesseira da mãe de Tiago e João, Jesus os fez compreender que existimos em função da salvação eterna de todos e não somente da nossa salvação. Por isso, lhes perguntou: "Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” 
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4. "É a propósito desse cálice que o próprio Senhor Se exprime assim no Evangelho: «Meu Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice» (Mt 26,39). Referia-Se à morte que iria sofrer pela salvação do mundo. 

5. Por isso diz: «Elevarei o cálice da salvação», isto é, todo o meu ser se lança sedento para a consumação do martírio, a ponto de ver nos tormentos sofridos nos combates do amor filial um repouso para a alma e para o corpo, e não um sofrimento." (São Basílio séc. IV).
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6. Portanto, caríssimos, traduzindo todo esse legado em prol da salvação eterna da humanidade, Jesus nos deu a conhecer qual o verdadeiro propósito de um discípulo, seguir em tudo seu Senhor: "Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 

7. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (v. 26-28). Ou seja, Deus nos ama tanto que nos deu o privilégio de sermos salvos pelo sacrifício do seu próprio Filho. 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Aprendendo com os erros do passado...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,10-17)(24/07/25)

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"Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”. (Mt 13,17).

1. Caríssimos, essa é a Palavra do Senhor para nós que estamos vivendo este tempo de prova, mas também de graça, pois, são nas provações que o Senhor nos faz sentir ainda mais o quanto Ele está presente em nossa vida. Por isso, tudo o que Ele quer de nós é a obediência e a fidelidade aos seus santos mandamentos pelos quais nos dá a sua proteção.
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2. No livro do Profeta Jeremias o Senhor mostra ao povo eleito o motivo que os levou às desgraças que estavam sofrendo: “Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água”. (Jr 2,13)

3. Ou seja, trocaram a fé verdadeira pelas ideológias e práticas abomináveis dos povos que os circundava, de modo que negaram a fé em Deus para crer no absurdo dos cultos idolátricos e suas práticas nefastas. 
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4. Com efeito, comparar as circunstâncias e práticas do tempo do Profeta Jeremias com o nosso não é mera coincidência, mas uma clara evidência de que ainda não aprendemos com os erros do passado para evitar comete-los no presente e no futuro.
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5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus explica aos discípulos porque fala ao povo em parábolas: "Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’." (Mt 13,15). 
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6. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor para não repetirmos esses mesmos erros, mas, ao contrário, sejamos fiéis a Ele nas pequenas coisas, "pois aquele que é fiel nas pequenas coisas também será nas grandes; e quem é infiel nas pequenas coisas também será nas grandes." (Lc 16,10).
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7. Por fim, escutemos atentamente esta exortação do Senhor Jesus: "Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus." (Mt 10,32-33).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Que tipo de terreno nós somos?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,1-9)(23/07/25).


1. Amados irmãos e amadas irmãs, nada e ninguém existe sem que seja vontade de Deus que tudo criou por amor e para o amor; e se qualquer criatura seja natural ou espiritual não corresponder a esse propósito divino, se perderá para sempre caso não se converta. 

2. Desse modo, tudo o que contraria a vontade de Deus que é amor, deixa de existir em seu desígnio, para existir sem Ele, e isso chamamos de inferno, isto é, o viver num tormento eterno, sem amor, sem paz, sem alegria, sem nenhum sentimento bom ou mesmo desejo de felicidade.

3. Eis o que escreveu o Beato Columba Marmion: "Deus não Se contenta em ser objeto do conhecimento e do amor naturais do homem; Ele chama-nos a partilhar a sua própria vida e a sua própria beatitude. 

4. Por um movimento de amor infinito por nós, Deus não quer ser para as nossas almas apenas o soberano senhor de todas as coisas, quer ser também um amigo e um pai: quer que O conheçamos como Ele Se conhece a Si mesmo, Ele que é a fonte de toda a verdade e de toda a beleza.

5. Neste mundo por entre a obscuridade da fé, na luz da glória quando estivermos no Céu; e quer que O possuamos, Bem infinito e fonte de toda a bem-aventurança, tanto neste mundo como no Céu, pelo amor."

6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus se dirige à multidão que o escutava atentamente por meio de Parábolas, e nesta ocasião conta-lhes a Parábola do semeador que semea suas sementes em quatro tipos de terrenos: à beira do caminho; no terreno pedregoso; entre os espinhos, e no bom terreno.

7. Com efeito, a pergunta que fazemos é a seguinte: qual desses terrenos nós somos? A resposta adequada à essa pergunta vem do mais íntimo de nós, pois, o crescimento das sementes se dá pela graça do Espírito Santo à medida que o escutamos interiormente e nos deixamos fecundar por Ele, para darmos os frutos de vida eterna.

8. Portanto, caríssimos, como nos ensina o Profeta Isaías, todos somos chamados por Deus: "Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado." (Is 40,26).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Santa Maria Madalena, rogai por nós


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 20,1-2.11-18)(22/07/25)


1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa de Santa Maria Madalena, apóstola do primeiro anúncio de Jesus Ressuscitado; de fato, receber a graça de tão grande incumbência, é preciso algo muito além dos sentimentos naturais, trata-se do amor incondicional presente em sua alma imersa na dor e no sofrimento pelo perda cruenta do seu Senhor, que morto e sepultado, é buscado com perseverança de quem nunca desiste de permanecer junto Dele.

2. Com efeito, a fé é o dom do Espírito Santo que nos faz ressuscitar com Cristo Jesus, que ao ser morto na cruz nos mostrou quanto os nossos pecados ofendem a Deus a ponto de crucifica-lo; todavia, nem mesmo tamanha impiedade é capaz de afastá-lo de nós. 

3. Pois, a Sua Divina Misericórdia transpõe infinitamente os limites das nossas transgressões, para que perdoados, voltemos ao estado de graça e permaneçamos em comunhão com Ele aqui e por toda a eternidade.

4. No entanto, de uma coisa não podemos duvidar, este mundo continua a crucificar o Senhor Jesus a todo instante por conta dos pecados aqui praticados em larga escala, em todos os sentidos e setores de nossa sociedade a ponto de estremesser os céus e seus poderes clamando por justiça; que não tardará e se cumprirá na íntegra, tal qual o Senhor Jesus nos ensinou (cf. Mt 25,31-46). 

5. Todavia, não podemos esquecer que ainda é tempo de misericórdia, de arrependimento sincero e conversão, de oração e penitência, e da busca do perdão do Senhor, por isso, nem tudo está perdido. 

6. Entretanto, esse tempo está findando, e se faz jus que todos se convertam e deixem de fazer o mal que estão fazendo; caso contrário, a mão do Justo Juiz pesará sobre este mundo decaído e muitos serão julgados e condenados por terem desprezado o infinito amor de Deus por nós.

7. Portanto, caríssimos, como Santa Maria Madalena, que mesmo em meio as dores e sofrimentos jamais perdeu a esperança de encontrar o Senhor Jesus, e o encontrou, não mais como morto e sepultado. 

8. Mas vivo, ressuscitado dentre os mortos, e por isso, ao seu envio, anunciou aos seus irmãos a alegria da vida eterna presente desde já no tempo e por toda a eternidade; e isso significa a renovação total da criação, como o Senhor mesmo disse: "Eis que eu renovo todas as coisas. (Ap 21,5b).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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