A PALAVRA PARA VIVER
A oração de um Monge, intimo e assíduo na meditação das Escrituras, ajuda-nos a entrar na escuta da Palavra de Deus a partir do exemplo de Maria: «Nós te pedimos, Senhor, que nos faças conhecer aquele que amamos, pois nada procuramos fora de Ti. Tu és tudo para nós: a nossa vida, a nossa luz, a nossa salvação, o nosso alimento, a nossa bebida, o nosso Deus. Eu te suplico, ó Jesus, inspira os nossos corações com o sopro do teu Espírito e trespassa com teu amor nossas almas para que cada um de nós possa dizer com toda a verdade: faz-me conhecer aquele que minha alma ama; estou na verdade ferido por teu amor.
Oh Senhor como desejo que elas fiquem impressas em mim. Feliz a alma trespassada pela caridade! Ela procurará a nascente e aí beberá. Bebendo-a, sempre terá sede. Matando a sede, almejará ardentemente aquele de quem sempre tem sede, embora dele beba continuamente. Deste modo o amor é sede para a alma que sempre o procura com ânsia, é ferida que cura» (S. Columbano, Istruzione 13 su Cristo fonte de vita, 2-3, Opera, Dublino 1957, 118-120).
Só o amor abre ao conhecimento do Amado: «Podia compreender o sentido das palavras de Jesus, somente aquele que repousou sobre o peito de Jesus» (Origene, In Joannem 1,6:Pg 14,31). Apóia também tu a cabeça sobre o peito do Senhor, como o discípulo amado na Ultima Ceia (cf. Jo 13, 25) e escuta as Suas palavras, deixando que o Seu coração fale ao teu! È quanto peço a Deus para ti, enquanto «te confio ao Senhor e à Palavra da Sua graça que tem o poder de edificar e de te conceder a herança com todos os santos» (cf. Act 20,32). Ámen!
Bruno Forte, Arcebispo de Rieti-Vasto
[tradução de Mário Rui de Oliveira]
Fonte: http://o-bom-pastor.blogspot.com/2007_01_01_archive.html
Aqui encontrarás o que o Senhor te dirá para permaneceres na fidelidade à caminho de sua Glória Eterna.
VEM SENHOR JESUS!
SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO
"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
RAINHA DA PAZ, ROGAI POR NÓS
Uma alma verdadeiramente católica deve exultar ao tomar conhecimento de dons especialíssimos concedidos por Deus a nossa Mãe celeste
Práticas Iniciais
CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA
Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço e me dou todo a Vós. E em prova da minha devoção para conVosco, eu vos consagro neste dia (nesta noite), os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Assim Seja.
PAI ETERNO
Pai Eterno, eu Vos ofereço pelas mão de Maria Santíssima o preciosíssimo sangue de Vosso Filho. Ofereço-Vos também as lágrimas de Nossa Senhora pela purificação da Terra e conversão dos homens, pela fidelidade dos vossos escolhidos, pela vitória da Santa Madre Igreja e triunfo do Imaculado Coração de Maria, extinção das heresias, derrota do comunismo e pela restauração da Santa Igreja.
SALVE RAINHA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de Lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre Virgem Maria.
V - Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Introdução
Maria, pela missão que lhe foi confiada por Deus na história da salvação; pelo seu sim incondicional à Vontade do Senhor; pela ação do Espírito Santo em sua vida e por tudo o que ela representa na profissão da fé católica; é e sempre será modelo perfeito de humildade e de entrega a Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38).
Buscar viver em conformidade com a Vontade do Pai, a exemplo da Virgem de Nazaré, é um privilégio para nós católicos que procuramos imitar suas virtudes heróicas no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, a nossa devoção nada mais é do que a nossa adesão filial àquela que o Salvador nos deu como a Nova Eva, a mãe de toda a humanidade e mãe da Nova Criação. (Cf. Jo 19,27).
Paz e Bem!
1º Ato de Meditação
O primeiro privilégio, do qual decorrem muitos outros, é a Imaculada Conceição, mediante a qual Nossa Senhora foi preservada do pecado original. Convinha que a Mãe de Deus fosse isenta de qualquer mancha de pecado.
Desse privilégio decorre a ausência da inclinação para praticar o mal. A Mãe de Deus não experimentava nenhuma das más inclinações que podem levar ao pecado, e, graças à sua fidelidade, não cometeu jamais a mínima imperfeição.
Igualmente — e este é o terceiro privilégio — Nossa Senhora teve um parto miraculoso e sem dor. Quando Adão e Eva pecaram, Deus disse a Eva: “Darás à luz com dor os filhos” (Gen 3,16). Sendo Nossa Senhora isenta do pecado original, compreende-se que o parto d´Ela não pagasse tributo à dor. O que é explicável, pois não convinha que a vinda do Salvador — alegria do Universo — ocorresse em meio à dor, mas sim numa atmosfera de júbilo.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
2º Ato de Meditação
Um quarto privilégio foi sua santa morte. A morte é fruto do pecado original. Disse Deus a Adão: “Tu és pó e em pó te hás de tornar” (Gen 3,19). Como a Virgem Santíssima foi concebida sem pecado original, não havia razão para Ela morrer. Poderia ir diretamente para o Céu, sem passar pela morte. Entretanto, Nossa Senhora desejou não ficar isenta dessa provação, pela qual até seu Divino Filho tinha passado. Por isso faleceu, mas de morte tão suave que, na linguagem católica, fala-se em Dormição da Beatíssima Virgem Maria. Sua morte não foi causada por doença ou velhice. Dominava-a tal amor de Deus, que Ela morreu mais propriamente devido a esse amor.
Um quinto privilégio: Seu corpo não se corrompeu no túmulo. A perda da vida acarreta a destruição da matéria, mas no caso d´Ela a morte não teve poder sobre a matéria. Nada se alterou, nada se perdeu. Por isso sua morte é comparada ao sono, à Dormição.
Um sexto privilégio é a plenitude das graças recebidas. Deus é grandioso, generoso, porquanto cria sem nenhuma necessidade de criar, fazendo-o porque assim o quer. E, ao criar, Deus decidiu que ao menos uma mera criatura recebesse tudo o que é possível a um ente criado receber. Assim, recebeu Ela já no primeiro instante de seu ser todas as graças possíveis.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
3º Ato de Meditação
Então manifesta-se um sétimo privilégio. Em tese, seria possível Ela a receber e rejeitar. Mas Nossa Senhora foi inteiramente fiel à graça, que A preservou de toda imperfeição.
Um oitavo privilégio foi a maternidade divina. Deus é a Sabedoria, e tudo o que faz decorre de uma razão altíssima. Qual seria o sentido de existir uma criatura a mais perfeita possível, isenta do pecado original e cheia de graça, e não lhe tocar uma vocação superior? Seria como uma obra de arte que não fosse exposta ao público e permanecesse fechada num cofre. Nossa Senhora é a obra-prima da criação, sendo lógico, portanto, que recebesse uma vocação proporcional à sua especialíssima situação. E que vocação pode haver mais alta do que a de ser Mãe de Deus?
Tratemos de um nono privilégio. Deus quis que sua Mãe fosse Virgem. Por quê? Não é regra comum da vida que maternidade e virgindade sejam incompatíveis? A virgindade não é apenas algo físico, mas corresponde também a um estado de alma. Quis Deus que as mães votem um amor especial, do ponto de vista natural, pelos seres que geraram. Mas para Nossa Senhora Ele almejava mais. Ela devia ser dotada de todo o amor possível de Mãe, mas concomitantemente, de todo desapego das coisas do mundo que a virgindade produz nas almas. E Nossa Senhora, a mais perfeita das mães, devia ter alma de Virgem, a fim de fazer o mais perfeito sacrifício possível e praticar o supremo desapego: entregar seu próprio Filho para ser imolado, com vistas a redimir nossos pecados.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
4º Ato de Meditação
Um décimo privilégio de Nossa Senhora: sua Assunção aos céus, em corpo e alma. Compreende-se igualmente que, segundo o plano divino, um ser tão perfeito deveria receber um prêmio perfeito. Em contraste com os outros seres mortais, Ela está no Céu em corpo e alma.Tendo-a chamado a Si, de forma tão privilegiada, compreende-se que Deus A tenha coroado como Rainha do Céu e da Terra. Este é o décimo-primeiro privilégio.
Finalmente, o décimo-segundo: a onipotência (a onipotência suplicante) que Jesus Cristo lhe concedeu, estabelecendo-a como dispensadora de todas as graças. Tal privilégio, altíssimo sem dúvida alguma, é também um extraordinário prêmio para todos nós. Afinal, quem se beneficia dele? Nossa Senhora recebe todas as graças para as distribuir aos outros. Ela é a dispensadora, Aquela que entrega.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
Conclusão
Voltemos ao início da meditação. Poderia alguém, com espírito de fé, lamentar tais privilégios? Posso eu sentir-me diminuído pelo fato de ser Ela a dispensadora de todas as graças? Como não ficar jubiloso ao saber que tão perfeita Mãe dispõe do poder de espargir entre seus filhos as graças divinas? Peçamos então o poderoso auxílio d’Ela. E rezemos pela conversão daqueles a quem o orgulho cega, não querendo entender a beleza de uma Mãe tão cheia de privilégios, que a todos eleva. Por isso S. Pio V quando teve a revelação por Maria Santíssima que os cruzados haviam ganhado a batalha em Lepanto, disse um jaculatória que mais tarde foi acrescentada à ladainha de Nossa Senhora, e que devemos dizer sempre com garbo e sentimento: Auxílium Christanórum, Ora pro nobis!
HINO
Salve Rainha, Mãe de Deus,
És Senhora nossa Mãe,
Nossa doçura, nossa luz,
Doce Virgem Maria.
Nós a Ti clamamos,
Filhos exilados,
Nós a Ti voltamos,
Nosso olhar confiante.
Volta para nós Oh! Mãe,
Teu semblante de Amor.
Dá-nos Teu Jesus, Oh! Mãe,
Quando a noite passar.
Salve Rainha, Mãe de Deus,
É auxilio dos cristãos,
Oh! Mãe Clemente, Mãe Piedosa,
Doce Virgem Maria.
Poema em honra de Maria Santíssima (por Helano Eugênio):
Porta do Céu
Se a dor te toma por demais,
Se o mundo não te crê jamais.
Sabe, pois, que há alguém por ti,
Orando, Intercedendo, há sim!
Puro esplendor e amor de Mãe,
Sacrário vivo de Deus Pai.
Em Ti, Maria, eu encontrei,
A vida que pra mim eu quis,
Imaginei como seria o paraíso de Jesus,
Com paz e harmonia em nossos corações.
Pra sempre então seria eterno em louvor,
Aquele que um dia veio e nos salvou.
Ó Mãe Santíssima, me leva a Deus,
E pra sempre exultarei com cantos,
Tenros de louvor, buscando a salvação.
E nesta hora em que eu te rogo aqui,
Dentro, em meu peito está a vontade,
De te conhecer, Maria, Tu que és Porta do Céu! (bis).
Súplica (J. Lima)
Oh! Maria, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Divino Espírito Santo, em suma Serva da Trindade Santíssima, aqui me encontro com os olhos voltados para os Vossos privilégios, me traz na alma o sentimento de alegria e de seguir em tudo o Vosso Filho, adorando-o e servindo-o em tudo, quero ter uma intima amizade com o Divino Espírito Santo, Dizer com Vós, e como Vós, sempre "Sim" à Deus Pai. Pois Tu disseste "SIM"; quando podia ter dito "NÃO", e o arcanjo Gabriel buscaria outra, e nenhum pecado haveria aos olhos do Senhor, pois Deus conhece a fundo a fraqueza de seus filhos, mas Tu Oh, Mãe disseste:
"seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando sentiu que recebia junto com as palavras do anjo, toda a dor e sofrimento do seu destino; e os olhos do seu Coração puderam enxergar o Filho amado saindo de casa, as pessoas que o seguiam e depois o negariam, mas "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando, no momento mais sagrado da vida de uma mulher, teve que se misturar aos animais de um estábulo para dar à luz, porque assim queriam as Escrituras, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando, aflita, procurava seu menino pelas ruas de Jerusalém, lembrando-se da profecia do profeta Simeão, já sentindo uma espada de dor em sua alma, o encontrou no templo. E Ele pediu que não o atrapalhasse, porque precisava cumprir outros deveres e outras tarefas, guardou este fato em seu Coração, meditando-o, mesmo assim "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo sabendo que continuaria a buscá-lo pelo resto de seus dias, com o coração transpassado pelo punhal de dor, temendo a cada minuto por Sua vida, sabendo que Ele estava sendo perseguido e ameaçado, temia que o que acontecera com o Batista pudesse acontecer com o Filho de suas entranhas, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que, ao encontrá-Lo no meio da multidão, não tenha conseguido chegar perto, para acaricia-Lo, ver se tudo estava bem, contemplar mais uma vez o seu divino rosto, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que, quando pediu a alguém para avisá-Lo que estava ali, o Filho tenha mandado dizer que: "minha mãe e meus irmãos são estes que estão comigo", "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que todos tenham fugido no final, e só Tu, outra mulher, e um deles - o discípulo que Ele mais amava - tenha ficado aos pés da Cruz, agüentando o riso dos inimigos e a covardia dos amigos, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo depois ter visto, seu Filho amado, pedindo água e recebendo vinagre, vindo no peito a imensa vontade de subir na Cruz e de deitar água em seus lábios. Vendo que Ele, num último momento de forças, se preocupava com Ela entregando aos cuidados do discípulo amado, ter expirado, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo com Ele em seus maternos braços, ficando se perguntando: "o que Ele fez para merecer tamanha crueldade? Ele só pregou o amor! E agora o vejo morto em meus braços". Vendo ser deitado no sepulcro, "seja feita a Vossa Vontade!".
Seja feita a Vossa Vontade, Senhor. Porque Tu conheces a fraqueza do coração dos Teus filhos, e só entregas a cada um o fardo que pode carregar. Peço-Vos a graça necessária para não mais cometer os erros que tenho cometido, e que desejo sinceramente corrigir-me. Mas "seja feita a Vossa Vontade!". Ó Maria ajudai-me, a seguir com o meu corpo casto, minha alma pura e minha esperança unicamente no Senhor dos senhores, no Rei dos reis, o Mestre dos mestres, Vosso Filho diletíssimo, seu Senhor e Mestre. Ajudai-me oh, Virgem das virgens, Mãe da Divina Graça, Mãe dos Cristãos, e Auxílio nosso, ouvi os meus rogos e, se for da vontade de Vosso Filho, atendei esta minha súplica.
Nos Cum Prole Pia, Benedicta Virgo Mariæ!
Ladainha de Nossa Senhora
Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós, Jesus Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, ouvi-nos, Jesus Cristo, ouvi-nos,
Jesus Cristo, atendei-nos, Jesus Cristo, atendei-nos,
Pai Celeste, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Filho, redentor do mundo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, Tende Piedade de nós
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Virgem das virgens, rogai por nós
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós
Mãe da Divina Graça, rogai por nós
Mãe puríssima, rogai por nós
Mãe castíssima, rogai por nós
Mãe intacta, rogai por nós
Mãe intemerata, rogai por nós
Mãe imaculada, rogai por nós
Mãe amável, rogai por nós
Mãe admirável. rogai por nós
Mãe do bom conselho, rogai por nós
Mãe do Criador, rogai por nós
Mãe do Salvador, rogai por nós
Mãe da Igreja, rogai por nós
Virgem prudentíssima, rogai por nós
Virgem venerável, rogai por nós
Virgem louvável, rogai por nós
Virgem poderosa, rogai por nós
Virgem clemente, rogai por nós
Virgem fiel, rogai por nós
Espelho de justiça, rogai por nós
Sede da sabedoria, rogai por nós
Causa de nossa alegria, rogai por nós
Vaso espiritual, rogai por nós
Vaso honorífico, rogai por nós
Vaso insigne de devoção, rogai por nós
Rosa mística, rogai por nós
Torre de Davi, rogai por nós
Torre de marfim, rogai por nós
Casa de ouro, rogai por nós
Arca da Aliança, rogai por nós
Porta do Céu, rogai por nós
Estrela da manhã, rogai por nós
Saúde dos enfermos, rogai por nós
Refúgio dos pecadores, rogai por nós
Consoladora dos aflitos, rogai por nós
Auxílio dos cristãos, rogai por nós
Rainha dos Anhos, rogai por nós
Rainha dos Patriarcas, rogai por nós
Rainha dos Profetas, rogai por nós
Rainha dos Apóstolos, rogai por nós
Rainha dos Mártires, rogai por nós
Rainha dos Confessores, rogai por nós
Rainha das Virgens, rogai por nós
Rainha de todos os santos, rogai por nós
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós
Rainha assunta ao Céu, rogai por nós
Rainha do Sacratíssimo Rosário, rogai por nós
Rainha da paz, rogai por nós
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
OREMOS _ Concedei a vossos servos, nós Vos pedimos, Senhor nosso Deus, que gozemos perpétua saúde de alma e de corpo; e que pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
LEMBRAI – VOS DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorando a vossa assistência e reclamado o vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja.
Autor: Padre Tiago Roney Sanxo
Frei Fernando,OFMconv.
Paz e Bem!
Práticas Iniciais
CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA
Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço e me dou todo a Vós. E em prova da minha devoção para conVosco, eu vos consagro neste dia (nesta noite), os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Assim Seja.
PAI ETERNO
Pai Eterno, eu Vos ofereço pelas mão de Maria Santíssima o preciosíssimo sangue de Vosso Filho. Ofereço-Vos também as lágrimas de Nossa Senhora pela purificação da Terra e conversão dos homens, pela fidelidade dos vossos escolhidos, pela vitória da Santa Madre Igreja e triunfo do Imaculado Coração de Maria, extinção das heresias, derrota do comunismo e pela restauração da Santa Igreja.
SALVE RAINHA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de Lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre Virgem Maria.
V - Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Introdução
Maria, pela missão que lhe foi confiada por Deus na história da salvação; pelo seu sim incondicional à Vontade do Senhor; pela ação do Espírito Santo em sua vida e por tudo o que ela representa na profissão da fé católica; é e sempre será modelo perfeito de humildade e de entrega a Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38).
Buscar viver em conformidade com a Vontade do Pai, a exemplo da Virgem de Nazaré, é um privilégio para nós católicos que procuramos imitar suas virtudes heróicas no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, a nossa devoção nada mais é do que a nossa adesão filial àquela que o Salvador nos deu como a Nova Eva, a mãe de toda a humanidade e mãe da Nova Criação. (Cf. Jo 19,27).
Paz e Bem!
1º Ato de Meditação
O primeiro privilégio, do qual decorrem muitos outros, é a Imaculada Conceição, mediante a qual Nossa Senhora foi preservada do pecado original. Convinha que a Mãe de Deus fosse isenta de qualquer mancha de pecado.
Desse privilégio decorre a ausência da inclinação para praticar o mal. A Mãe de Deus não experimentava nenhuma das más inclinações que podem levar ao pecado, e, graças à sua fidelidade, não cometeu jamais a mínima imperfeição.
Igualmente — e este é o terceiro privilégio — Nossa Senhora teve um parto miraculoso e sem dor. Quando Adão e Eva pecaram, Deus disse a Eva: “Darás à luz com dor os filhos” (Gen 3,16). Sendo Nossa Senhora isenta do pecado original, compreende-se que o parto d´Ela não pagasse tributo à dor. O que é explicável, pois não convinha que a vinda do Salvador — alegria do Universo — ocorresse em meio à dor, mas sim numa atmosfera de júbilo.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
2º Ato de Meditação
Um quarto privilégio foi sua santa morte. A morte é fruto do pecado original. Disse Deus a Adão: “Tu és pó e em pó te hás de tornar” (Gen 3,19). Como a Virgem Santíssima foi concebida sem pecado original, não havia razão para Ela morrer. Poderia ir diretamente para o Céu, sem passar pela morte. Entretanto, Nossa Senhora desejou não ficar isenta dessa provação, pela qual até seu Divino Filho tinha passado. Por isso faleceu, mas de morte tão suave que, na linguagem católica, fala-se em Dormição da Beatíssima Virgem Maria. Sua morte não foi causada por doença ou velhice. Dominava-a tal amor de Deus, que Ela morreu mais propriamente devido a esse amor.
Um quinto privilégio: Seu corpo não se corrompeu no túmulo. A perda da vida acarreta a destruição da matéria, mas no caso d´Ela a morte não teve poder sobre a matéria. Nada se alterou, nada se perdeu. Por isso sua morte é comparada ao sono, à Dormição.
Um sexto privilégio é a plenitude das graças recebidas. Deus é grandioso, generoso, porquanto cria sem nenhuma necessidade de criar, fazendo-o porque assim o quer. E, ao criar, Deus decidiu que ao menos uma mera criatura recebesse tudo o que é possível a um ente criado receber. Assim, recebeu Ela já no primeiro instante de seu ser todas as graças possíveis.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
3º Ato de Meditação
Então manifesta-se um sétimo privilégio. Em tese, seria possível Ela a receber e rejeitar. Mas Nossa Senhora foi inteiramente fiel à graça, que A preservou de toda imperfeição.
Um oitavo privilégio foi a maternidade divina. Deus é a Sabedoria, e tudo o que faz decorre de uma razão altíssima. Qual seria o sentido de existir uma criatura a mais perfeita possível, isenta do pecado original e cheia de graça, e não lhe tocar uma vocação superior? Seria como uma obra de arte que não fosse exposta ao público e permanecesse fechada num cofre. Nossa Senhora é a obra-prima da criação, sendo lógico, portanto, que recebesse uma vocação proporcional à sua especialíssima situação. E que vocação pode haver mais alta do que a de ser Mãe de Deus?
Tratemos de um nono privilégio. Deus quis que sua Mãe fosse Virgem. Por quê? Não é regra comum da vida que maternidade e virgindade sejam incompatíveis? A virgindade não é apenas algo físico, mas corresponde também a um estado de alma. Quis Deus que as mães votem um amor especial, do ponto de vista natural, pelos seres que geraram. Mas para Nossa Senhora Ele almejava mais. Ela devia ser dotada de todo o amor possível de Mãe, mas concomitantemente, de todo desapego das coisas do mundo que a virgindade produz nas almas. E Nossa Senhora, a mais perfeita das mães, devia ter alma de Virgem, a fim de fazer o mais perfeito sacrifício possível e praticar o supremo desapego: entregar seu próprio Filho para ser imolado, com vistas a redimir nossos pecados.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
4º Ato de Meditação
Um décimo privilégio de Nossa Senhora: sua Assunção aos céus, em corpo e alma. Compreende-se igualmente que, segundo o plano divino, um ser tão perfeito deveria receber um prêmio perfeito. Em contraste com os outros seres mortais, Ela está no Céu em corpo e alma.Tendo-a chamado a Si, de forma tão privilegiada, compreende-se que Deus A tenha coroado como Rainha do Céu e da Terra. Este é o décimo-primeiro privilégio.
Finalmente, o décimo-segundo: a onipotência (a onipotência suplicante) que Jesus Cristo lhe concedeu, estabelecendo-a como dispensadora de todas as graças. Tal privilégio, altíssimo sem dúvida alguma, é também um extraordinário prêmio para todos nós. Afinal, quem se beneficia dele? Nossa Senhora recebe todas as graças para as distribuir aos outros. Ela é a dispensadora, Aquela que entrega.
(05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)
Conclusão
Voltemos ao início da meditação. Poderia alguém, com espírito de fé, lamentar tais privilégios? Posso eu sentir-me diminuído pelo fato de ser Ela a dispensadora de todas as graças? Como não ficar jubiloso ao saber que tão perfeita Mãe dispõe do poder de espargir entre seus filhos as graças divinas? Peçamos então o poderoso auxílio d’Ela. E rezemos pela conversão daqueles a quem o orgulho cega, não querendo entender a beleza de uma Mãe tão cheia de privilégios, que a todos eleva. Por isso S. Pio V quando teve a revelação por Maria Santíssima que os cruzados haviam ganhado a batalha em Lepanto, disse um jaculatória que mais tarde foi acrescentada à ladainha de Nossa Senhora, e que devemos dizer sempre com garbo e sentimento: Auxílium Christanórum, Ora pro nobis!
HINO
Salve Rainha, Mãe de Deus,
És Senhora nossa Mãe,
Nossa doçura, nossa luz,
Doce Virgem Maria.
Nós a Ti clamamos,
Filhos exilados,
Nós a Ti voltamos,
Nosso olhar confiante.
Volta para nós Oh! Mãe,
Teu semblante de Amor.
Dá-nos Teu Jesus, Oh! Mãe,
Quando a noite passar.
Salve Rainha, Mãe de Deus,
É auxilio dos cristãos,
Oh! Mãe Clemente, Mãe Piedosa,
Doce Virgem Maria.
Poema em honra de Maria Santíssima (por Helano Eugênio):
Porta do Céu
Se a dor te toma por demais,
Se o mundo não te crê jamais.
Sabe, pois, que há alguém por ti,
Orando, Intercedendo, há sim!
Puro esplendor e amor de Mãe,
Sacrário vivo de Deus Pai.
Em Ti, Maria, eu encontrei,
A vida que pra mim eu quis,
Imaginei como seria o paraíso de Jesus,
Com paz e harmonia em nossos corações.
Pra sempre então seria eterno em louvor,
Aquele que um dia veio e nos salvou.
Ó Mãe Santíssima, me leva a Deus,
E pra sempre exultarei com cantos,
Tenros de louvor, buscando a salvação.
E nesta hora em que eu te rogo aqui,
Dentro, em meu peito está a vontade,
De te conhecer, Maria, Tu que és Porta do Céu! (bis).
Súplica (J. Lima)
Oh! Maria, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Divino Espírito Santo, em suma Serva da Trindade Santíssima, aqui me encontro com os olhos voltados para os Vossos privilégios, me traz na alma o sentimento de alegria e de seguir em tudo o Vosso Filho, adorando-o e servindo-o em tudo, quero ter uma intima amizade com o Divino Espírito Santo, Dizer com Vós, e como Vós, sempre "Sim" à Deus Pai. Pois Tu disseste "SIM"; quando podia ter dito "NÃO", e o arcanjo Gabriel buscaria outra, e nenhum pecado haveria aos olhos do Senhor, pois Deus conhece a fundo a fraqueza de seus filhos, mas Tu Oh, Mãe disseste:
"seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando sentiu que recebia junto com as palavras do anjo, toda a dor e sofrimento do seu destino; e os olhos do seu Coração puderam enxergar o Filho amado saindo de casa, as pessoas que o seguiam e depois o negariam, mas "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando, no momento mais sagrado da vida de uma mulher, teve que se misturar aos animais de um estábulo para dar à luz, porque assim queriam as Escrituras, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo quando, aflita, procurava seu menino pelas ruas de Jerusalém, lembrando-se da profecia do profeta Simeão, já sentindo uma espada de dor em sua alma, o encontrou no templo. E Ele pediu que não o atrapalhasse, porque precisava cumprir outros deveres e outras tarefas, guardou este fato em seu Coração, meditando-o, mesmo assim "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo sabendo que continuaria a buscá-lo pelo resto de seus dias, com o coração transpassado pelo punhal de dor, temendo a cada minuto por Sua vida, sabendo que Ele estava sendo perseguido e ameaçado, temia que o que acontecera com o Batista pudesse acontecer com o Filho de suas entranhas, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que, ao encontrá-Lo no meio da multidão, não tenha conseguido chegar perto, para acaricia-Lo, ver se tudo estava bem, contemplar mais uma vez o seu divino rosto, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que, quando pediu a alguém para avisá-Lo que estava ali, o Filho tenha mandado dizer que: "minha mãe e meus irmãos são estes que estão comigo", "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo que todos tenham fugido no final, e só Tu, outra mulher, e um deles - o discípulo que Ele mais amava - tenha ficado aos pés da Cruz, agüentando o riso dos inimigos e a covardia dos amigos, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo depois ter visto, seu Filho amado, pedindo água e recebendo vinagre, vindo no peito a imensa vontade de subir na Cruz e de deitar água em seus lábios. Vendo que Ele, num último momento de forças, se preocupava com Ela entregando aos cuidados do discípulo amado, ter expirado, "seja feita a Vossa Vontade!"
Mesmo com Ele em seus maternos braços, ficando se perguntando: "o que Ele fez para merecer tamanha crueldade? Ele só pregou o amor! E agora o vejo morto em meus braços". Vendo ser deitado no sepulcro, "seja feita a Vossa Vontade!".
Seja feita a Vossa Vontade, Senhor. Porque Tu conheces a fraqueza do coração dos Teus filhos, e só entregas a cada um o fardo que pode carregar. Peço-Vos a graça necessária para não mais cometer os erros que tenho cometido, e que desejo sinceramente corrigir-me. Mas "seja feita a Vossa Vontade!". Ó Maria ajudai-me, a seguir com o meu corpo casto, minha alma pura e minha esperança unicamente no Senhor dos senhores, no Rei dos reis, o Mestre dos mestres, Vosso Filho diletíssimo, seu Senhor e Mestre. Ajudai-me oh, Virgem das virgens, Mãe da Divina Graça, Mãe dos Cristãos, e Auxílio nosso, ouvi os meus rogos e, se for da vontade de Vosso Filho, atendei esta minha súplica.
Nos Cum Prole Pia, Benedicta Virgo Mariæ!
Ladainha de Nossa Senhora
Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós, Jesus Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, ouvi-nos, Jesus Cristo, ouvi-nos,
Jesus Cristo, atendei-nos, Jesus Cristo, atendei-nos,
Pai Celeste, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Filho, redentor do mundo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, Tende Piedade de nós
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Virgem das virgens, rogai por nós
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós
Mãe da Divina Graça, rogai por nós
Mãe puríssima, rogai por nós
Mãe castíssima, rogai por nós
Mãe intacta, rogai por nós
Mãe intemerata, rogai por nós
Mãe imaculada, rogai por nós
Mãe amável, rogai por nós
Mãe admirável. rogai por nós
Mãe do bom conselho, rogai por nós
Mãe do Criador, rogai por nós
Mãe do Salvador, rogai por nós
Mãe da Igreja, rogai por nós
Virgem prudentíssima, rogai por nós
Virgem venerável, rogai por nós
Virgem louvável, rogai por nós
Virgem poderosa, rogai por nós
Virgem clemente, rogai por nós
Virgem fiel, rogai por nós
Espelho de justiça, rogai por nós
Sede da sabedoria, rogai por nós
Causa de nossa alegria, rogai por nós
Vaso espiritual, rogai por nós
Vaso honorífico, rogai por nós
Vaso insigne de devoção, rogai por nós
Rosa mística, rogai por nós
Torre de Davi, rogai por nós
Torre de marfim, rogai por nós
Casa de ouro, rogai por nós
Arca da Aliança, rogai por nós
Porta do Céu, rogai por nós
Estrela da manhã, rogai por nós
Saúde dos enfermos, rogai por nós
Refúgio dos pecadores, rogai por nós
Consoladora dos aflitos, rogai por nós
Auxílio dos cristãos, rogai por nós
Rainha dos Anhos, rogai por nós
Rainha dos Patriarcas, rogai por nós
Rainha dos Profetas, rogai por nós
Rainha dos Apóstolos, rogai por nós
Rainha dos Mártires, rogai por nós
Rainha dos Confessores, rogai por nós
Rainha das Virgens, rogai por nós
Rainha de todos os santos, rogai por nós
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós
Rainha assunta ao Céu, rogai por nós
Rainha do Sacratíssimo Rosário, rogai por nós
Rainha da paz, rogai por nós
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
OREMOS _ Concedei a vossos servos, nós Vos pedimos, Senhor nosso Deus, que gozemos perpétua saúde de alma e de corpo; e que pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
LEMBRAI – VOS DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorando a vossa assistência e reclamado o vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja.
Autor: Padre Tiago Roney Sanxo
Frei Fernando,OFMconv.
Paz e Bem!
terça-feira, 21 de julho de 2009

AS BEM-AVENTURANÇAS
“Bem aventurados sereis...”
As bem-aventuranças, antes de tudo, são um programa de vida traçado por Jesus para aqueles que abraçaram a fé; elas também servem de modelo para toda a humanidade, pois, uma vez que somente mediante a vivência desses conselhos eternos, os homens e mulheres poderão alcançar a felicidade e a verdadeira vida em Deus. Ser bem-aventurado para Jesus é ser um feliz cumpridor dos mandamentos da Lei de Deus, é viver de acordo com sua Santa Vontade, é buscar a santidade em toda obra que faz, nas palavras que fala e no modo de ser, como testemunha do Reino de Deus.
“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5,3). Esta Bem-aventurança nos mostra que existem duas espécies de riquezas, uma dos valores temporais e outra dos valores eternos. Ela mostra também que a riqueza temporal só tem sentido quando vivida tendo como fim último a riqueza eterna. Assim, “pobre em espírito” é aquela pessoa que cultiva os valores eternos: o amor, o perdão, a bondade, a fidelidade, a honestidade, etc.
A falta dos bens temporais gera uma certa insegurança externa que pode ser suprida pela ajuda dos irmãos, pela disposição pessoal e pelo trabalho; enquanto que a falta dos bens eternos gera insegurança interior, levando a criatura humana a se afastar do seu Criador, transformando os bens passageiros em ídolos mortais, devido ao apego do coração a estes mesmos bens; ela só pode ser suprida mediante a conversão à Deus e aos irmãos na fé. Desse modo, ser pobre em espírito e verdade é buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça para que tudo o mais nos seja acrescentado. (Cf. Mt 6,24-34).
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!” (Mt 5,4). “Estas lágrimas que têm a promessa da consolação eterna nada têm a ver com a comum aflição deste mundo; nem tornam bem-aventuradas as queixas arrancadas a todo gênero humano. É outro o motivo dos gemidos dos santos, outra a causa das lágrimas felizes. A tristeza religiosa chora o pecado dos outros e o próprio. Não se acabrunha porque se manifesta a divina justiça, mas dói-se do que se comete pela iniqüidade humana. Sabe ser mais digno de lástima quem pratica a maldade do que quem a sofre, porque a maldade mergulha o injusto no castigo. A paciência leva o justo até à glória.”
Existem duas espécies de sofrimentos, um causado pelas conseqüências do pecado, este não traz mérito algum para quem o padece; e o outro causado àqueles que não querem o pecado e por isso choram clamando por justiça, estes, de fato, são os consolados dessa bem-aventurança.
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mt 5,5). Esta bem-aventurança diz respeito à herança eterna que caberá a cada justo na ressurreição dos mortos. Trata-se do corpo glorioso, imortal, pleno da natureza divina, incorruptível. Diz a Sagrada Escritura que Deus criou o homem do barro, e isto é verdade, pois a ciência moderna comprova que todos os elementos que existem na natureza também são encontrados no corpo humano. Logo, a posse a que se refere esta bem-aventurança não é algo passageiro ou fora do corpo; mas definitivo, isto é, a vida que não tem fim. É como expressa o Papa São Leão Magno: “A terra prometida aos mansos e a ser dada aos quietos é a carne dos santos que, graças à humildade, será mudada pela feliz ressurreição e vestida com a glória da imortalidade, nada mais tendo de contrário ao espírito na harmonia de perfeita unidade. O homem exterior será então a tranqüila e incorruptível possessão do homem interior”.
Caríssimos irmãos e irmãs, perseveremos na oração e na graça que nos é oferecida todos dias na Santa Eucaristia, porque é por meio deste Dom Eterno do Corpo e do Sangue do Senhor que participaremos da felicidade dos justos, da glória do Reino que está preparado para nós desde toda a eternidade! Assim seja!
Vem, Senhor Jesus!
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - QUARTO MANDAMENTO
OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – QUARTO MANDAMENTO.
“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12)
Um mandamento da Lei de Deus é sempre fonte de libertação, é uma bandeira que nos aponta o caminho certo, uma via que nos leva ao encontro da realidade divina. Ele diz: “Deus está aqui, encontre-o. E quando o seguimos, descobrimos o porquê da vida e assim nos deleitamos com a dimensão eterna do nosso fazer.”
O quarto mandamento nos mostra a profunda necessidade da família como comunhão, como célula unificadora da sociedade. Um corpo só é corpo por causa das células. Quando este mandamento não é observado, a sociedade é esfacelada. A desobediência é como um câncer na célula familiar: gera divisão, ódio, discórdia e todo tipo de desequilíbrio, impedindo a harmonia nesta parte sublime do corpo social levando à falência os outros membros. Por falta da luz desse mandamento, nossa sociedade vive vegetando nos erros que as trevas do consumismo nos impõem. Por não se respeitar mais a família como antes, estamos vendo nossa sociedade sendo impregnando dos vícios mais vis e estes vícios estão se tornando, como que, “normas” para todas as camadas sociais.
“Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundícia de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em vez do criador que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou as paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixaram o uso natural com a mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida aos seus desvarios.
Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí, o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade, são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldade, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rm 1,24-32)
Caríssimos irmãos e irmãs, a verdadeira liberdade passa pela vivência dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente este que é fonte de unidade da família e da sociedade; se falta observância a esse mandamento, falta também vida em certos membros do Corpo de Cristo, que perfazem a Igreja, pois, por causa da desobediência o pecado entrou no mundo, e não podemos perder a salvação por nos entregarmos aos nossos caprichos. Deus quis que, depois dele mesmo, honrássemos nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. E não somente isso, devemos também honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso Bem, revestiu de sua autoridade para nos governar. Amém. Assim seja!
Paz e Bem!

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12)
Um mandamento da Lei de Deus é sempre fonte de libertação, é uma bandeira que nos aponta o caminho certo, uma via que nos leva ao encontro da realidade divina. Ele diz: “Deus está aqui, encontre-o. E quando o seguimos, descobrimos o porquê da vida e assim nos deleitamos com a dimensão eterna do nosso fazer.”
O quarto mandamento nos mostra a profunda necessidade da família como comunhão, como célula unificadora da sociedade. Um corpo só é corpo por causa das células. Quando este mandamento não é observado, a sociedade é esfacelada. A desobediência é como um câncer na célula familiar: gera divisão, ódio, discórdia e todo tipo de desequilíbrio, impedindo a harmonia nesta parte sublime do corpo social levando à falência os outros membros. Por falta da luz desse mandamento, nossa sociedade vive vegetando nos erros que as trevas do consumismo nos impõem. Por não se respeitar mais a família como antes, estamos vendo nossa sociedade sendo impregnando dos vícios mais vis e estes vícios estão se tornando, como que, “normas” para todas as camadas sociais.
“Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundícia de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em vez do criador que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou as paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixaram o uso natural com a mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida aos seus desvarios.
Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí, o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade, são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldade, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rm 1,24-32)
Caríssimos irmãos e irmãs, a verdadeira liberdade passa pela vivência dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente este que é fonte de unidade da família e da sociedade; se falta observância a esse mandamento, falta também vida em certos membros do Corpo de Cristo, que perfazem a Igreja, pois, por causa da desobediência o pecado entrou no mundo, e não podemos perder a salvação por nos entregarmos aos nossos caprichos. Deus quis que, depois dele mesmo, honrássemos nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. E não somente isso, devemos também honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso Bem, revestiu de sua autoridade para nos governar. Amém. Assim seja!
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - QUARTO MANDAMENTO

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – QUARTO MANDAMENTO.
“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12)
Um mandamento da Lei de Deus é sempre fonte de libertação, é uma bandeira que nos aponta o caminho certo, uma via que nos leva ao encontro da realidade divina. Ele diz: “Deus está aqui, encontre-o. E quando o seguimos, descobrimos o porquê da vida e assim nos deleitamos com a dimensão eterna do nosso fazer.”
O quarto mandamento nos mostra a profunda necessidade da família como comunhão, como célula unificadora da sociedade. Um corpo só é corpo por causa das células. Quando este mandamento não é observado, a sociedade é esfacelada. A desobediência é como um câncer na célula familiar: gera divisão, ódio, discórdia e todo tipo de desequilíbrio, impedindo a harmonia nesta parte sublime do corpo social levando à falência os outros membros. Por falta da luz desse mandamento, nossa sociedade vive vegetando nos erros que as trevas do consumismo nos impõem. Por não se respeitar mais a família como antes, estamos vendo nossa sociedade sendo impregnando dos vícios mais vis e estes vícios estão se tornando, como que, “normas” para todas as camadas sociais.
“Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundícia de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em vez do criador que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou as paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixaram o uso natural com a mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida aos seus desvarios.
Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí, o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade, são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldade, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rm 1,24-32)
Caríssimos irmãos e irmãs, a verdadeira liberdade passa pela vivência dos mandamentos da Lei de Deus, especialmente este que é fonte de unidade da família e da sociedade; se falta observância a esse mandamento, falta também vida em certos membros do Corpo de Cristo, que perfazem a Igreja, pois, por causa da desobediência o pecado entrou no mundo, e não podemos perder a salvação por nos entregarmos aos nossos caprichos. Deus quis que, depois dele mesmo, honrássemos nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. E não somente isso, devemos também honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso Bem, revestiu de sua autoridade para nos governar. Amém. Assim seja!
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Marcadores:
lei de Deus,
mandamentos
segunda-feira, 6 de julho de 2009
OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - TERCEIRO MANDAMENTO

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS. – TERCEIRO MANDAMENTO.
“Lembra-te de guardar o dia do sábado para santificá-lo” (Ex 20,8).
O dia é uma seqüência de horas, minutos, segundos, frações de segundos, etc. Mas não é só isso, ele é feito de acontecimentos, momentos que fazem da história da vida de cada pessoa humana, um desenrolar progressivo do sentido do existir. A cada instante estamos pensando, agindo, formulando projetos para que, postos em prática, estes transformem em plenitude aquilo que desejamos e o que intuímos que seja bom.
Diz a sagrada Escritura que: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”; e para dizer tudo, o “Filho do Homem é Senhor, também do sábado” (Mc 2,27-28). Ora, aqui não se trata de observar o som de palavras específicas como querem alguns, a ponto de considerarem condenados aqueles que não seguem literalmente o som de tal ou qual palavra.
O dia do Senhor é o dia do Senhor. Aparentemente eu não disse coisa com coisa ou nenhuma novidade, porém, estou dizendo uma grande novidade: o dia do Senhor é o dia da Nova Criação que começa com a Ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, isto é, Deus Pai em seu Filho amado recriou o que fizera e continua a renovação da humanidade até a consumação dos tempos.
Notemos que na Nova Criação, Deus não “descansa” como na antiga, mas Ele continua o seu trabalho até que atinjamos a estatura perfeita de Cristo. É como diz São Paulo em uma de suas cartas: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos ás coisas lá de cima, e não às da terra porque, estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.
Mortificai, pois os vossos membros no que tem de terreno: a devassidão, as impurezas, as paixões, os maus desejos, a cobiça que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.
Outrora também vós assim vivíeis mergulhados como estáveis nesses vícios. Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos, enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixas contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. A Palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vós possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavras ou obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus dando por ele graças a Deus Pai.” (Col 3,1-10.12-17)
Caríssimos irmãos e irmãs, “ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas, ou sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que deveria vir. A realidade é Cristo.” (Col 2,16-17). E o dia do Senhor é o da Nova Criação, é o “Dies Dominica”, o Domingo: “porque é o primeiro dia, o dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.” (S. Justino, apol. 1,67).
Cuidado, o dia do Senhor, não é dia da praia, das festas, da televisão, mas é dia de encontro com Deus que nos santifica em Cristo Jesus nosso Senhor!
“A todos que seguirem esta regra, a paz e a misericórdia, assim como ao Israel de Deus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vosso espírito, irmãos”. Amém. (Gal 6,16.18).
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
sábado, 4 de julho de 2009
A DEVOÇÃO MARIANA DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE

"A DEVOÇÃO MARIANA DE SÃO MAXIMILIANO"
A vida é um dom de Deus e precisamos vivê-la como tal, pois, é para o encontro definitivo com o Senhor que estamos indo. Vivemos em meio ao Mistério da Criação como parte integrante de um Grande Plano de Amor que transcende o nosso entendimento; e para além do somos ou podemos, temos que cooperar de bom grado com esse Plano Divino a nosso favor. A Sagrada Escritura nos revela que somos “imagem e semelhança de Deus”, e certamente ainda não nos damos conta disso, dada à finitude que nos cerca e mesmo o que aparentamos ser.
São Maximiliano Maria Kolbe é um santo dos tempos atuais profundamente imbuído da vivência desse Plano Salvífico do Senhor para toda a humanidade. Desde a infância a “Mão do Senhor” já delineava o que haveria de ser esse filho e como daria o seu testemunho de sangue perante toda a criação. A experiência de fé polonesa passa, indubitavelmente, pelas mãos da Virgem Mãe, que além de Padroeira da Polônia e dos poloneses, é ainda padroeira de tantos outros países devotos que a ela recorrem para que interceda junto ao seu Filho, a fim de que sejamos prontamente atendidos em nossas necessidades e para que se cumpra em tudo a Santa Vontade de Deus em nossa vida.
Contam os biógrafos que o pequeno Raimundo Kolbe (nome de batismo de são Maximiliano) era de índole esperta e por isso mesmo um tanto travesso. Certa feita em uma de suas travessuras sua mãe, um pouco incomodada, o chamou a atenção dizendo-lhe: “Menino, o que será de sua vida?” Ao que, como de costume, o menino correu junto ao oratório em um dos cômodos de sua casa para rezar e perguntar em sua inocente oração à Virgem Imaculada o que seria de sua vida. Obteve como resposta a aparição da Santíssima Mãe do Senhor mostrando-lhe duas coroas, uma branca e outra vermelha - as mesmas cores da bandeira da Polônia, sua pátria amada e também as cores do Espírito Santo, doador de todos os dons - perguntando-lhe qual das duas queria para si. Ao que o pequeno infante, depois de breve hesitação, respondeu: quero as duas. E foi precisamente assim que se definiu sua vocação, ser totalmente consagrado a Deus na vida religiosa e ser mártir da caridade pela Imaculada em defesa da família e da salvação do maior número de almas possíveis.
Desse modo, como Davi e a própria Virgem Maria, o Espírito do Senhor apoderou-se também do menino Raimundo e fez dele um grande santo de alma devotada à Vontade de Deus por meio da Imaculada, a quem se entregou, como ainda todo o seu ministério. Seu lema era: “Ganhar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Por isso, se refugiava no Imaculado Coração da Virgem Mãe e com o auxílio de suas preces procurou servir ao Reino de Deus difundindo-o em todo o mundo, fazendo jus ao lema que escolhera para sua vida. Movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. Trabalhou incansavelmente na confecção do Cavaleiro da Imaculada, pequena revista de evangelização mariana; fundou ainda jornais, rádio; e tencionava fundar também canais de televisão para difundir a devoção à Imaculada, a fim de levar a cabo todo o empreendimento evangelizador que Deus lhe confiara.
Destarte, no fim dos seus dias, recebeu das mãos da Beatíssima Mãe a segunda coroa que lhe destinara Deus, o martírio no campo de concentração nazista Auschwitz, tomando o lugar de um pai de família que estava para ser sacrificado no Bunker da fome, assumindo assim, até as últimas conseqüências, sua vocação mariana, o martírio do amor incondicional; a certeza do céu, a realização do Plano de Deus, por meio do Seu Filho Jesus Cristo, Fruto Bendito da Virgem Imaculada.
“Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. (São Maximiliano Maria Kolbe – 1894-1941).
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O JOVEM QUE BUSCAVA OS DONS DE DEUS

O JOVEM QUE BUSCAVA OS DONS DE DEUS.
Havia, no Monte Carmelo, uma gruta na qual se refugiava um homem de Deus dotado de muitos dons; homem iluminado pela graça divina e cheio dos dons do Espírito Santo, incansável nas práticas ascéticas, revestido de virtudes celestiais e estimado por todos. A quem lhe procurava estendia os favores divinos da oração, do conselho, da sabedoria e da ciência do Senhor, para que, vivendo a fé, permanecessem os fiéis nos caminhos da verdadeira salvação.
Havia também, naquela região, um jovem que decidira pôr em prática os santos mandamentos das Leis de Deus e, com firmeza de alma, seguir este propósito. Ouvindo falar da sabedoria do Padre do deserto, pôs-se a caminho para pedir-lhe conselhos. Ao Chegar á gruta, o jovem ouviu admirado as sábias palavras do santo ermitão e contou-lhe sua história e o desejo de seu coração de receber os dons de Deus para dedicar-se, como ele, à salvação dos homens.
Pediu ao ancião que orasse suplicando a Deus para atender o seu desejo. E assim foi feito. Agora o jovem, cheio da graça divina, ficava de prontidão diante da gruta, recepcionando os peregrinos que dali se aproximavam a fim de suplicar socorro divino para as suas necessidade. Deus concedeu-lhe o dom da ciência de forma que podia enxergar o estado da alma de cada peregrino que por ali passava pedindo auxílio ou a intercessão do homem santo.
Estando ele em profunda meditação, aproximou-se certo homem pedindo para falar com o santo ermitão e o jovem, olhando o estado da alma daquele homem, começou a repreendê-lo dizendo: “vede em que estado encontra-se tua alma, és perverso, mal feitor, assassino e ainda queres aproximar-te do santo homem com tuas maldades?”. Ao ouvir tal repreensão, o homem que vinha como penitente, afastou-se profundamente consternado perdendo toda esperança de salvação.
Vendo pela graça de Deus o que havia acontecido, o ancião repreendeu o jovem dizendo: “realmente tens o dom de Deus, mas ages como insensato, pois aquele homem que acabas de afastar do caminho da salvação, arrependeu-se de seus pecados e estava aqui como penitente para confessá-los e receber a absolvição e uma vida nova”. O jovem, então caiu de joelhos a seus pés pedindo-lhe para que orasse por ele suplicando a Deus que lhe tirasse o dom de enxergar o estado da alma dos homens, pois acabara de perder uma alma arrependida pelo mau uso que fez do dom.
O ancião o abençoou e disse: “filho, envio-te para o meio dos homens a fim de que, trabalhando para o bem de todos, uses as graças divinas com o mesmo propósito que o faço, pois ‘os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis’. (Rom 11,29). E acrescentou: “ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém!”(Rom 11,33-36).
Vitalizado por tão bela exortação, o jovem aprendiz despediu-se de seu pai espiritual para se dedicar à nova missão. Partindo dali viajou por terras distantes e por onde passava os milagres e prodígios se repetiam e muitos eram os agraciados com a conversão e a salutar alegria do Espírito Santo.
Certa vez, passando por um povoado, pernoitou numa hospedaria que havia na beira da estada e lá estando pediu um quarto que ficasse nos fundos, pois queria dedicar-se à contemplação. Por graça de Deus pode ver o estado da alma do dono daquele estabelecimento e viu também que aqueles pecados o levariam à condenação. Mais que depressa o jovem peregrino pôs-se em oração e pediu a Deus pelo arrependimento e conversão daquele homem entregue ao infortúnio do pecado e da morte, ao que foi atendido, pois pouco tempo depois o hospedeiro converteu-se, tornando um homem de ilibada conduta e de muitos préstimos ao seu povoado.
Admirados com as graças que advinham das orações do jovem peregrino, perguntaram-lhe por que o Senhor era tão solícito à sua intercessão, ao que o jovem respondeu: “caros irmãos e irmãs, quando por graça de Deus vejo o mórbido estado de uma alma, dedico-me à sua salvação amarrando minha alma a ela, que se encontra perdida, e me apresento diante do Senhor de toda vida com jejuns, orações e súplicas até que o estado de graça seja restabelecido e aquela alma torne-se plena diante do Senhor Deus todo-poderoso que nos enviou o seu Filho para que tenhamos vida e vida sem fim.
Por isso lhe digo: “ó glorioso Deus altíssimo, iluminai as trevas do meu coração, concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito; dai-me Senhor o reto sentir e conhecer a fim de que eu possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabais de me dar-me. Amém’.”
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
CONSELHOS DE UM CENOBITA
CONSELHOS DE UM CENOBITA.
Entre os cenobitas do deserto de Fará, onde fica o Monte Sinai, havia um de profunda sabedoria, apurado na penitência e nas práticas ascéticas; era ancião venerado como santo homem de Deus, e os habitantes daquela região vinham a ele para aconselharem-se e beberem da fonte de sabedoria que emanava de seu coração.
Achegavam-se ao padre espiritual pedindo-lhe a benção ou para confessarem seus pecados e imediatamente o homem de Deus os atendia, dirigindo-os nos caminhos da fé, da piedade e boas obras. Muitas eram as conversões e visível o aumento do fervor naquele povo. Certa feita pediram ao santo ancião que lhes falasse a respeito da vida e da morte, da virtude e do vício, do céu e do inferno, ao que o homem de Deus respondeu:
Há muito, homens e mulheres se perguntam: que é a vida? Quem de fato somos? De onde viemos e para onde vamos? Paira nos corações humanos uma profunda angústia pelo fato de nunca se ter dado uma resposta convincente a essas perguntas e diante da peste, da fome, das guerras, das catástrofes naturais e da morte, aumenta ainda mais essa angústia ao verem que o mundo e os homens caminham para o caos.
Filhos e filhas de Deus muito amado, o eterno é hoje, pois, tudo o que fazemos no tempo é para a eternidade que o fazemos; além disso, não existe o destino personificado, o homem é o que é aos olhos de Deus e nada mais. Não passamos de um sopro quando perdemos a esperança de salvação, e no mundo dos homens não há ateus, pois quando alguém afirma não crer em Deus, Criador do céu e da terra; crê no deus objeto de sua afirmação e mesmo quando deixar de crer também nele acreditará por fim na morte, pois dará cabo da própria existência. Assim, ‘o pior inimigo do homem é ele mesmo’. É preciso vencer-se a si mesmo para vencer todos os inimigos visíveis e invisíveis.
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção e a morte; quem semeia no Espírito de Deus, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, especialmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-9).
Queridos filhos e filhas, do mundo nada levamos para a sepultura, porque pela graça de Deus somos imortais, não nascemos para a morte, mas para a vida e a vida sem fim. ‘Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda, Deus não é o autor da morte; a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal.’ (Sb 1,12-15).
Se quiserdes compreender o que seja a vida e a morte; a virtude e o vício; o céu e o inferno, trilhai o caminho da salvação traçado por Deus em seus mandamentos; entregai vossa existência Àquele que é a verdadeira vida e vivei a verdade de seus exemplos. Dessa forma, olhareis o mundo com os olhos da fé e vereis muito além da vossa visão física, porque visualizareis a essência das coisas criadas e qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e que é perfeito. (Cf. Rm 12,1-2).
Paz e Bem!

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Entre os cenobitas do deserto de Fará, onde fica o Monte Sinai, havia um de profunda sabedoria, apurado na penitência e nas práticas ascéticas; era ancião venerado como santo homem de Deus, e os habitantes daquela região vinham a ele para aconselharem-se e beberem da fonte de sabedoria que emanava de seu coração.
Achegavam-se ao padre espiritual pedindo-lhe a benção ou para confessarem seus pecados e imediatamente o homem de Deus os atendia, dirigindo-os nos caminhos da fé, da piedade e boas obras. Muitas eram as conversões e visível o aumento do fervor naquele povo. Certa feita pediram ao santo ancião que lhes falasse a respeito da vida e da morte, da virtude e do vício, do céu e do inferno, ao que o homem de Deus respondeu:
Há muito, homens e mulheres se perguntam: que é a vida? Quem de fato somos? De onde viemos e para onde vamos? Paira nos corações humanos uma profunda angústia pelo fato de nunca se ter dado uma resposta convincente a essas perguntas e diante da peste, da fome, das guerras, das catástrofes naturais e da morte, aumenta ainda mais essa angústia ao verem que o mundo e os homens caminham para o caos.
Filhos e filhas de Deus muito amado, o eterno é hoje, pois, tudo o que fazemos no tempo é para a eternidade que o fazemos; além disso, não existe o destino personificado, o homem é o que é aos olhos de Deus e nada mais. Não passamos de um sopro quando perdemos a esperança de salvação, e no mundo dos homens não há ateus, pois quando alguém afirma não crer em Deus, Criador do céu e da terra; crê no deus objeto de sua afirmação e mesmo quando deixar de crer também nele acreditará por fim na morte, pois dará cabo da própria existência. Assim, ‘o pior inimigo do homem é ele mesmo’. É preciso vencer-se a si mesmo para vencer todos os inimigos visíveis e invisíveis.
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção e a morte; quem semeia no Espírito de Deus, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, especialmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-9).
Queridos filhos e filhas, do mundo nada levamos para a sepultura, porque pela graça de Deus somos imortais, não nascemos para a morte, mas para a vida e a vida sem fim. ‘Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda, Deus não é o autor da morte; a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal.’ (Sb 1,12-15).
Se quiserdes compreender o que seja a vida e a morte; a virtude e o vício; o céu e o inferno, trilhai o caminho da salvação traçado por Deus em seus mandamentos; entregai vossa existência Àquele que é a verdadeira vida e vivei a verdade de seus exemplos. Dessa forma, olhareis o mundo com os olhos da fé e vereis muito além da vossa visão física, porque visualizareis a essência das coisas criadas e qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e que é perfeito. (Cf. Rm 12,1-2).
Paz e Bem!
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS - SEGUNDO MANDAMENTO

OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS – SEGUNDO MANDAMENTO.
“Não pronunciarás em vão o nome do Senhor teu Deus” (Ex 20,7).
“Senhor, nosso Deus, quão poderoso é o teu nome, em toda terra.” (Sl 8,11) De fato, quando olhamos o universo e toda a criação, vemos como o nome do Senhor Deus é grandioso. O nome diz respeito à identidade da pessoa, isto é, identifica a pessoa, seu poder, sua influência, e tudo o que diz respeito ao que é.
Ora, Deus é Santo e como diz São João: “Deus é amor” (1 Jo 4,4-16), por isso devemos ter o cuidado de não falar nem usar seu Santo Nome em vão, pois estaríamos incorrendo em prática de injustiça e blasfêmia. Aliás, precisamos ficar atentos ao que falamos, pois a palavra tem um peso muito grande para a nossa salvação; com efeito, o Senhor Jesus diz no Evangelho de São Mateus: “... a boca fala do que lhe transborda do coração.”
“O homem de bem tira boas coisas do seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más do seu mau tesouro. No dia do juízo, os homens prestarão contas de toda palavra vã (inútil), que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado”. (Mt 12,34b.35-37). Portanto, o segundo mandamento proíbe todo uso impróprio do nome de Deus, e a blasfêmia consiste em usar o nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria, e dos santos de uma maneira injuriosa.
Podemos agora enfocar alguns pecados contra o segundo mandamento. Por exemplo: o juramento falso, quando se invoca o nome de Deus como testemunha de uma mentira; o perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, pois consiste em se fazer uma promessa sem intenção de mantê-la ou prometer algo sob juramento e não cumprir. O Senhor Jesus nos chama a atenção para os juramentos.
Assim se expressa Ele: “... Não jureis de modo algum; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente “Sim”, se é sim; “Não”, se é não. Tudo o que passa, além disto, vem do maligno.” (Mt 5,34-37).
A respeito do nome recebido no batismo, devemos santificar o nome de Deus com ele, pois é nossa identidade, porque pelo batismo já fazemos parte da vida eterna; afinal, Deus chama a cada um de nós pelo nome: “E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, ... e te formou...: Nada temas pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá em compensação. Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Estejas tranqüilo, pois estou contigo. (Is 43,1-5a).
Queridos irmãos e irmãs, fiquemos firmes na vivência da nossa fé católica, santificando o nome de Deus em nossa vida, pois do Senhor recebemos grandes promessas – Ele é Fiel e Justo e as cumprirá – como está escrito no Apocalipse: “Farei do vencedor uma coluna no templo de meu Deus, de onde jamais sairá, e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus, enviada por meu Deus, assim como o meu nome novo.” (Ap 3,12).
Vinde, Senhor Jesus! Aleluia.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Assinar:
Postagens (Atom)