VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 16 de novembro de 2021

A EVIDÊNCIA DA PRESENÇA DIVINA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 18,35-43)(15/11/21)

Caríssimos, a liturgia de hoje nos apresenta o encontro do cego Bartimeu e Jesus que se dirigia a Jericó a caminho de Jerusalém, circundado por uma grande multidão que o acompanhava. Ora, esse encontro tem muito a nos ensinar, porque às vezes também nos sentimos cegos à beira do caminho da vida eterna cheios de espectativas em busca da cura para nossa cegueira espiritual por não enxergarmos as graças que nos são dadas pelo Senhor que está sempre conosco (cf. Mt 28,20). 

Com efeito, quais os ensinamentos que tiramos desse encontro? Se notarmos bem veremos que Bartimeu havia perdido a vista, mas não a esperança de enxergar; pois, ouvira falar de um certo Jesus de Nazaré que era da descendência do Rei Davi, mas não o conhecia ainda, porém, acreditava que ele o poderia curar da cegueira e o libertar da miserável condição em que vivia.

De fato, quando ouviu que o Senhor Jesus passava diante de si, mais que de repente deixou aflorar a fé e todas as suas espectativas, não obstante a pressão de alguns da multidão que queriam calar sua oração e impedir o seu encontro com o Senhor Jesus. Ora, imaginem se ele fosse dar ouvidos aos que lhe desincorajavam, certamente não seria curado nem teria encontrado Jesus pessoalmente e nem teria escutado a sua Palavra de cura e salvação, como ouvimos no relato.

De certo, se fizermos uma analogia sobre o tema da cegueira espiritual dos homens e mulheres desse nosso tempo, tão confuso, descrente e indiferente, entenderemos o quanto precisamos anunciar o Senhor Jesus com o nosso exemplo de vida e também com as palavras se for preciso, para que todos façam a mesma experiência que fez o cego Bartimeu, que depois seguiu Jesus pelo caminho louvando e agradecendo a Deus por sua nova condição de vida recebida nesse encontro.

Portanto, caríssimos, também hoje somos sufocados por todos os meios que o maligno e os seus sequazes usam tentando impedir o nosso encontro com o Senhor Jesus e o Seu santo modo de agir em nossa vida; ora, basta analisarmos quanto tempo damos às distrações; e quanto damos a vida de oração e meditação da Sua Palavra; o quanto conversamos entre nós das coisas deste mundo, e/ou das coisas eternas; se fazemos silêncio interior para escutar o Senhor ou nos deixamos invadir pelo barulho deste mundo a ponto de não poder ouvi-lo.

Destarte, a exemplo do cego Bartimeu, que quanto mais era sufocado pela multidão mais gritava o nome de Jesus, tenhamos também a mesma atitude quando sufocados pelas distrações e barulhos deste mundo, para que ao ser chamados por Jesus deixemos tudo para ouvi-lo e segui-lo a caminho da vida eterna louvando e agradecendo a Deus pela salvação que Dele recebemos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 14 de novembro de 2021

O ÚLTIMO DIA...


 Homilia do XXXIII Dom Tempo Comum (Mc 13,24-32)(14/11/21)

Caríssimos, a liturgia de hoje nos apresenta o discurso apocalíptico do Senhor Jesus, que para nós se constitui o dia dos dias da história da humanidade sobre a Terra, o último dia ou dia final. Com efeito, o Senhor não determina o quando, mas o como se dará, ou seja, quais serão os acontecimentos deste dia: “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas."

"Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra." De certo, ao ouvirmos essas Palavras do Senhor Jesus elas nos dão segurança, nos enche de esperança e nos faz desejar que chegue logo este dia. Dia em que todo olho o verá e toda língua proclamará para a glória de Deus Pai e seu louvor que Jesus Cristo é o Senhor (cf. Fl 2,9-11).

Com efeito, nesse dia acontecerá o julgamento dos vivos e dos mortos. "Quando, ao sinal da trombeta do arcanjo, todos os homens ressuscitarem (cf 1Tim 4,6), e todos os povos, tribos e línguas (cf Ap 5,9) forem sujeitos a juízo, o céu dissolver-se-á com estrondo, os elementos incendiar-se-ão (cf 2Pe 3,10.12), toda a criação será transformada, as inúmeras miríades de anjos avançarão com temor, e o Juiz de todas as coisas sentar-Se-á no trono.

Então, os que tiverem feito o bem irão para a vida eterna e os que tiverem feito o mal irão para a condenação eterna (cf Mt 25,46), onde haverá «pranto e ranger de dentes» (Mt 8,12), e nem o fogo se extinguirá nem o verme morrerá (cf Is 66,24). Por isso, digamos: Não a nós, Senhor, não a nós, mas demos glória e louvor ao teu nome nesse dia, em que queremos estar à tua direita." (são Teodoro Estudita (sec. VIII).

De fato, neste nosso tempo as pessoas estão vivendo como se Deus não existisse, como se não houvesse um julgamento, como se o nosso livre arbítrio fosse motivo para todo tipo de pecados; de modo que o nível de perversão é tão alto que chega a estarrecer até mesmo os incrédulos, só comparável às cidades de Sodoma e Gomorra, as quais desapareceram da face da terra consumidas pelo fogo caído do céu.

Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus que nos dê uma consciência pura, sem mácula, onde exista espaço somente para a sua presença, para que por meio das virtudes que nos levam à caridade perfeita, reflitamos a sua misericórdia e bondade pelas boas obras praticadas para que assim sejamos contados entre o número daqueles que Dele escutarão: "Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. (Mt 25,34).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 13 de novembro de 2021

QUANDO O FILHO DO HOMEM VIER ANCONTRARÁ FÉ NA TERRA?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 18,1-8)(13/11/21)

Caríssimos, a verdade e a fé se encontra no amor com que amamos a Deus para obedece-lo e amamos uns aos outros para darmos o amor com o qual somos amados por Ele. Exatamente por isso, o amor é comunicação da vida que não tem fim, porque somente o amor gera a verdadeira vida. De certo, quem ama assim é feliz mesmo quando passa por diversas provações como vimos no exemplo de Cristo e de todos os santos e santas que o seguiram.

No Evangelho de hoje são Lucas introduz a parábola da viúva e do juiz incrédulo, dizendo: "Contou-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo." De fato, quem reza com fervor encontra Deus no espaço sagrado de sua alma, e isso o faz para ama-lo e ser amado por Ele, e ao perseverar nessa aliança de amor, logo experimenta os frutos da justiça divina.

Com efeito, no final da Parábola de hoje, o Senhor Jesus fez uma comparação entre o juiz que faz justiça à viúva perseverante e Deus: "Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai faze-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa." Todavia, nos faz um alerta: "Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

Ora, somente podemos responder a essa pergunta do Senhor Jesus pondo em prática as Suas Palavras, caso contrário, passaremos por este mundo sem darmos os frutos da fé, da oração perseverante e da salvação que Dele recebemos. De fato, o Senhor Jesus está sempre nos salvando a todo momento contanto que permaneçamos não Sua Presença pela perseverança na oração.

Portanto, caríssimos, não rezamos para mudar a vontade de Deus, mas, para mudar a nós mesmos em relação à sua vontade, porque a vontade de Deus é sempre amor e salvação. Não rezamos para obtermos coisas ou vantagens pessoas, mas, para buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, porque assim nos será acrescentada todas as graças. (cf. Mt 6, 33-34).

Destarte, escutemos esta exortação de santo Agostinho que nos ensina a rezar com o desejo: "O desejo reza sempre mesmo se a língua se cala. Se tu desejas sempre, rezas sempre." De certo, que a nossa oração seja elevada a Deus sempre com o desejo de ama-lo sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros, pois, quem ama nunca ofende ninguém, mesmo que seja ofendido.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SOBRE O FINAL DOS TEMPOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,26-37)(12/11/21)

Caríssimos, tudo o que existe, a grandeza e a beleza da criação, aponta para o Criador de todas as coisas, e é encontrando-o e interagindo com Ele, por meio da fé que recebemos no batismo, que nos sentimos seus filhos e filhas, para assim o louvarmos, agradecermos e o glorificarmos por fazermos parte da sua família divina.

Na primeira leitura o escritor sagrado mostra que aqueles que contemplam a perfeição da criação, mas não reconhecem e nem interagem com o seu Criador, caem no pecado da insensatez e na idolatria de si mesmos e das criaturas contempladas. De fato, existe um abismo na alma que ignora Deus apesar de conhecer as suas obras, este vazio jamais será preenchido enquanto não se converter a Ele para assim o receber no Santuário de sua vida.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus faz um discurso escatológico, isto é, sobre o final dos tempos, no qual compara as escatologias do tempo de Noé e de Ló e a Sua; porém, com uma diferença fundamental, enquanto nessas escatologias se deu continuidade a presente criação; na Sua Parusia acontecerá a plenitude da vinda do Reino de Deus e da sua justiça, em que Ele virá em definitivo para julgar os vivos e os mortos.

Com efeito, perguntemos: como nos preparar para este tempo final? O Senhor mesmo responde: "Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la." De fato, para quem busca vantagens materiais e interesses mesquinhos já tem antecipadamente, nas palavras do Senhor Jesus, a sua sentença final. 

Portanto, caríssimos, a verdadeira preparação consiste na renúncia de si mesmo, no acolhimento da nossa cruz de cada dia, no seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, na obediência aos seus ensinamentos no seio de Sua Santa Igreja, para darmos os frutos da salvação eterna que Dele recebemos.

Por fim, escutemos com amor e atenção estas palavras de São John Henry Newman: "Nosso Senhor e Salvador aceitou viver num mundo que O tinha repudiado; e viveu nele para morrer por ele no momento determinado. Aquele que nos tornou participantes da sua natureza espiritual, da qual tiramos a vida da nossa alma; Aquele que é nosso irmão, decidirá sobre os seus irmãos. Que, nesta segunda vinda, Ele Se lembre de nós na sua misericórdia e terna piedade, pois Ele é a nossa única esperança e a nossa única salvação!"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

QUANDO VIRÁ O REINO DE DEUS?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 17,20-25)(11/11/21)

Caríssimos, quando falamos no Reino de Deus, da sua justiça, do paraíso e da felicidade eterna para todos, fiquemos atentos ao que o Senhor Jesus respondeu aos fariseus quando perguntado sobre a vinda do Reino de Deus: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”. Ora, essa resposta nos recorda a nossa filiação divina, ou seja, somos filhos e filhas de Deus a caminho do céu.

De certo, viver como filhos e filhas de Deus requer de nós o amor ao nosso Pai celeste sobre todas as coisas e o amor aos nossos irmãos e irmãs como a nós mesmos, uma vez que o amor supera todas as provações até mesmo a morte de cruz, como nos ensinou o Senhor Jesus: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos." (Jo 15,13).

Com efeito, ao olharmos esse nosso mundo repleto de violência, desmandos, desespero e morte, somos tentados a pensar, mas, como ver o reino de Deus em meio à tanta maldade e injustiça? De fato, o dom de discernimento do Espírito Santo nos dá a conhecer claramente o que é a vontade de Deus e o que não é, para assim vive-la intensamente, como nos ensinou o Senhor Jesus: "Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 6,38).

Aliás, na primeira leitura o escritor sagrado nos mostra como age o Espírito Santo: "Na Sabedoria há um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, perspicaz, imaculado, lúcido, invulnerável, amante do bem, penetrante, desimpedido, benfazejo, amigo dos homens, constante, seguro, sem inquietação, que tudo pode, que tudo supervisiona, que penetra todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis." (Sb 7,22-23).

Então, deixemo-nos conduzir pelo Espírito do Senhor, como nos ensinou São Paulo: "Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." (Rm 8,12-14).

Por fim, escutemos atentamente ainda esta outra exortação de são Paulo: "O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo. Quem deste modo serve a Cristo, agrada a Deus e goza de estima dos homens. Portanto, apliquemo-nos ao que contribui para a paz e para a mútua edificação." (Rm 14,17-19).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A AUTORIDADE É UM SERVIÇO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,11-19)(10/11/21)

Caríssimos, a liturgia de hoje trata especificamente do governo da nossa existência e também da grande importância de sermos agradecidos. Na primeira leitura o Senhor nos mostra que toda autoridade lhe pertence e que todo poder dado aos homens necessariamente é um serviço, e quem o exerce contrariando essa finalidade será julgado por seus atos nefastos.

A palavra "autoridade" na sua etimologia significa "fazer crescer e amadurecer". Ora, todos nós em plena consciência a exercemos em nossa vida e de outros, porém, sem esquecer que já fomos governados, cuidados e protegidos por nossos pais, catequistas, professores, autoridades constituídas, etc. No entanto, o testemunho autêntico que damos da vontade de Deus, é a mais perfeita autoridade que exercemos.

De fato, quando a autoridade é exercida, mas não tem como fundamento a verdade, nunca será um serviço que faz crescer e nos tornar livres; ao contrário, torna-se domínio autoritário, abuso de poder, sobre os quais paira o severo juízo de Deus, como vimos na primeira leitura: "Por isso, ele cairá de repente sobre vós, de modo terrível, porque um julgamento implacável será feito sobre os poderosos." (v5).

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus passando pela região de Samaria e Galileia, se dirigia para Gerusalém, dez leprosos vieram ao seu encontro, gritando: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano."

Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. Ou seja, a obediência à Palavra de Jesus os levou à cura, mais somente um recebeu a salvação pelo reconhecimento, pela fé e o agradecimento que fez ao Senhor.

Portanto, caríssimos, não basta receber a graça da saúde física, como vimos, mas se faz necessário o reconhecimento, a fé e o retorno ao Senhor Jesus com o coração agradecido por todo bem que Dele recebemos especialmente a salvação eterna de nossas almas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

TEMPLOS VIVOS DE DEUS...


 Dedicação da Basílica de São João de Latrão(Jo 2,13-22)(9/11/21)

Caríssimos, "Segundo uma tradição do século XII, celebra-se neste dia a dedicação da Basílica de São João do Latrão, construída pelo imperador Constantino. Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu-se à Igreja de Rito romano, com o fim de honrar a Basílica que é chamada “mãe e cabeça de todas as igrejas da Urbe e do Orbe e como sinal de amor e unidade para com a Cátedra de Pedro que, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, “preside a assembleia universal da caridade”. (Liturgia das Horas).

Com efeito, esta liturgia de hoje nos dá o perfeito entendimento de que o Templo é um lugar sagrado onde Deus se encontra com seus filhos e filhas numa convivência plena de graças e bênçãos, por isso, não podemos permitir que ele se torne uma casa de comércio ou lugar de interesses mesquinhos tirando-lhe o sentido do verdadeiro encontro com Deus, por Seu Filho, Jesus Cristo, na graça do Espírito Santo.

Aliás, na primeira leitura e no Evangelho de hoje, o Senhor nos ensina que somos Templos vivos de Deus, e pela obediência à Sua Divina Palavra, o recebemos em nossas almas, o adoramos e o glorificamos de todo o nosso coração, e Nele permanecemos até que nos conduza à vida eterna aonde o veremos face a face (cf. 1Jo 3,1-3).

De fato, os judeus não entenderam por que o Senhor Jesus fez um chicote de cordas e expulsou os vendilhões do templo e seus apetrechos, no entanto, Ele foi bem claro no seus gestos e palavras: "Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Ora, a Igreja é a casa de Deus, por ela, Ele nos deu o santo batismo que nos tornou seus filhos e filhas; e todos os outros Sacramentos; e nos deu também todos os ensinamentos para nos preparar para o encontro definitivo com Ele no Seu Reino.

Portanto, caríssimos, a Igreja é o Corpo Místico de Cristo e nós somos os seus membros, por isso, não podemos falar da Igreja como uma mera organização humana, pois, se assim o fosse ela certamente não existiria mais; também não podemos falar da Igreja como se não fôssemos a Igreja, porém, perguntamos que tipo de igreja somos? 

Destarte, a Igreja é Cristo e Cristo é a Igreja, por isso, ela é Santa; todavia, depois de recebermos dela todas as graças e bênçãos se não formos santos, nós seremos os únicos culpados.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

HAVERÁ MAIS ALEGRIA NO CÉU...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 15,1-10)(04/11/21)

Caríssimos, o que seria da vida natural sem a esperança da vida eterna? De fato, muitos por sua prática existencial negam a felicidade eterna, mas bem no fundo de suas almas sentem a necessidade de serem encontrados pelo Bom Pastor, nosso Senhor Jesus Cristo; e isto, porque, por mais que tenham fama, poder, prazer ou os bens deste mundo, sabem que um dia perderão tudo até mesmo a própria vida.

Na primeira leitura são Paulo exorta a comunidade dos fiéis em Roma à firmarem a esperança em Cristo ressuscitado, para assim eliminar as disputas e divisões, pois, somente o Senhor os liberta de tudo o que os impede de viver a liberdade dos justos, a felicidade dos eleitos, ou seja, daqueles que ressuscitaram com Cristo, por isso, pergunta: "E tu, por que julgas o teu irmão? Ou, mesmo, por que desprezas o teu irmão?" De fato, essa exortação é atualíssima, dada as divisões e disputas que existe em meio às nossas comunidades.

Com efeito, não basta dizer que cremos no Senhor Jesus, é necessário vivermos o amor que nos identifica como seus discípulos: "Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (Jo 13,34-35).

No Evangelho de hoje vemos como o preconceito e o falso juízo é motivo de crítica e condenação por parte dos fariseus e mestres da lei, contra Jesus e os publicamos e pecadores que Dele se aproximavam para o escutar: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. No entanto, o Senhor ao contar a parábola da ovelha e da moeda perdidas, e que foram encontradas, nos mostra o quanto Deus ama cada ser humano ainda que estejam afastados Dele.

Portanto, caríssimos, sigamos o exemplo de santo Agostinho que ao ser criticado por conta dos pecados cometidos antes da sua conversão, respondeu: "Caríssimos, tais acusações só demonstram o quanto é eficiente o médico eterno, que cuida da minha alma, para que eu não volte a pecar."

Destarte, escutemos humildemente o Senhor Jesus que sempre nos trata com amor e compaixão: "Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.”

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

"NA MINHA CARNE VEREI A DEUS..."


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,35-40)(02/11/21)

Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória de todos os fiéis defuntos, e desde já nos prepara para fazermos essa mesma experiência, não com uma visão negativa da morte, mas como Páscoa eterna que o Senhor Jesus preparou para aqueles que o amam e o seguem fielmente como o fizeram sua Mãe, Maria Santíssima, são José, os Apóstolos e todos os santos e santas de todos os tempos.

Na primeira leitura desta liturgia o patriarca Jó por sua confiança inabalável na bondade e misericórdia de Deus, respondeu aos seus opositores com a esperança própria dos que creem e esperam a vida eterna: "Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros." (Jó 21, 25-27a)

Com efeito, vivemos em meio à misteriosa presença de Deus que está sempre conosco; por outro lado, mesmo estando em comunhão com Ele no seio da Sua Santa Igreja, nos deparamos com o mistério da iniquidade que se apresenta por meio de diversas tentações que chegam à nossa mente, e nós o percebemos porque são sempre contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos. 

Daí a necessidade da perseverança na fé, na vida de oração, na frequência aos Sacramentos, especialmente a confissão e a Eucaristia, e no cultivo das santas virtudes que nos levam à perfeita comunhão com Cristo, para assim vencermos todas as ciladas do maligno.

Portanto, caríssimos, recordar os defuntos, é recordar as virtudes que viveram, a semente da fé que plantaram em nossas almas, o amor com o qual amaram a Deus e nos amaram, em suma, é lembra-los como aqueles que nos precederam na santa aventura que empreenderam no seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo até a vida eterna.

Oraemos: "Ó Deus, fizestes o vosso Filho único vencer a morte e subir ao céu. Concedei a vossos filhos e filhas superar a mortalidade desta vida e contemplar eternamente a vós, criador e redentor de todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo." Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

FAZER O BEM É UM DOM DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,12-14)(01/11/21)

Caríssimos, de Deus recebemos a vida e com ela todas as coisas boas para sermos bons e felizes, porém, muitos estragam a própria vida e as dos outros com práticas que são contrárias à vontade de Deus, e por isso, não correspondem à fé que professam; outros ainda vivem na total ignorância de Deus, por isso, não creem, não o buscam, não o querem, e isso já é um grande mal.

O fato é que para onde olharmos contemplamos as maravilhas de Deus estampadas na obra da criação, tudo é bom, belo e perfeito. De fato, como é maravilhoso viver como seus filhos e filhas fazendo o bem que Dele recebemos a cada momento, como disse santa Bernadete: "Tudo é graça" na vida de quem ama a Deus e faz a sua santa vontade.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus ensina a um fariseu, que lhe convidou para uma refeição, o modo de ser que nos torna felizes à medida que somos providência divina para aqueles que tanto necessitam dela: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

De fato, quando olhamos para este mundo mergulhado no abismo do egoísmo, uns com tantos, outros sem nada morrendo a míngua por lhes faltar praticamente tudo, o que dizer dessa exortação de Jesus? Ora, se fosse depender da nossa disposição para isso, ou seja, sem o impulso da graça de Deus, poucos se dariam a esse ato de solidariedade e de amor ao próximo como um dom de Deus.

Portanto, caríssimos, para além da nossa inércia em fazer o bem, o Senhor nos ajuda a praticar as obras de misericórdia quando realmente nos disponibilizamos ao seu serviço nas pastorais das nossas Paróquias para ajudar aqueles que Ele mais ama, por conta da indigência que os atingiu.

Destarte, escutemos são Paulo a esse respeito: "Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém se glorie. Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." (Ef 2,8-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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