VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

PORQUE DO MESMO MODO COMO JULGARDES, SEREIS JULGADOS TAMBÉM...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,39-42)(09/9/22)


Caríssimos, a nossa convivência com o próximo depende diretamente da nossa convivência com Deus, e esta é fruto da nossa oração, porque "como é a nossa oração, assim também é a nossa vida", de modo que, se a nossa oração é superficial, a nossa vida também o é, porém, se ela é encontro, diálogo, escuta, produz muito fruto especialmente no campo da caridade fraterna, porque rezar é amar, a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. 

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos mostra que o pre-julgamento do próximo é pecado grave, isso porque fomos criados para amar-nos uns aos outros, como nos ensina ao falar sobre o maior mandamento. De fato, o juízo de valor impede a comunhão recíproca, porque se coloca como obstáculo no caminho da relação fraterna. De certo, removamos essa trave do nosso olho para vermos o outro como ele realmente é.

De fato, quem carrega a trave do falso juízo só enxerga os pecados alheios, esquecendo-se que os comete também; julgar é trazer para dentro de si o mal feito e carrega-lo na alma, deixando que ocupe o espaço que era de Deus nela; pelo contrário, discernir é ver claramente o mal feito e rejeita-lo de imediato, porém, sem se arvorar em juiz de ninguém, porque essa é a grande tentação que sofremos.

Com efeito, "Os novos meios que temos à nossa disposição, as redes sociais, muitas vezes protegidas pelo anonimato, tornam-nos impiedosos na emissão de juízos, desse modo, por exemplo, o vício horrível da fofoca se torna uma quase-virtude." Ou a divulgação de falsas notícias como se fossem verdadeiras sem nem sequer verificar se a fonte é realmente confiável. 

No entanto, "Como discípulos de Jesus, somos seriamente convidados a pensar de outra forma, a colocar-nos do ponto de vista de Deus que vê cada um de nós com misericórdia; que não se detém na miséria dos outros, mas na possibilidade de conversão que cada ser humano traz dentro de si." (Mons Angelo Spina).

Portanto, caríssimos, o nosso parâmetro de referência para qualquer julgamento, é Cristo, que da sua intimidade com o Pai nos ensina como emitir um justo juízo: 
"De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 5,30).

Destarte, escutemos atentamente o Senhor Jesus: "Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. (Lc 6,41-42).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

FESTA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA...


 FESTA DA NATIVIDADE DE NOSSA Senhora (Mt 1,18-23)(8/9/22)


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa da Natividade de nossa Senhora, isto é, o dia do seu nascimento; dentre todas as mulheres, Deus escolheu Maria, a sua humilde serva, para ser a mãe do Seu Filho, nosso Salvador, como foi profetizado por Miquéias: "Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel." (Mq 5,2).

Com efeito, "Devemos buscar nesta festa da Natividade de Maria uma verdade profunda: a vinda do homem-Deus à terra foi longamente preparada pelo Pai no decurso dos séculos. A pessoa divina do Salvador supera infinitamente tudo o que a humanidade podia gerar, porém, a história da humanidade foi como um lento e difícil parto das condições necessárias à encarnação do Filho de Deus." (MR)

De certo, "Maria é aquela em quem Deus encontrou a mais perfeita e dócil colaboração: é por isso que, ao tornar-se mãe de Deus, Maria também se tornou mãe dos filhos de Deus. Maria, ao dizer o seu "sim" à maternidade messiânica, deixou-se inevitavelmente conduzir pelos caminhos do amor salvífico e tornou-se a ressonância da Misericórdia infinita." (Cardeal Angelo Comastri).

Isso significa que no "sim" de Maria Deus fez cumprir-se todas as profecias a respeito da vinda do Messias, e tudo o que aconteceu depois da sua vinda desde o anúncio do Reino, seus sinais e prodígios até a sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu, tem sua origem no seu "sim", por isso, a Igreja piedosamente chama Maria de porta do céu, pois por ela entrou no mundo o Filho de Deus, o Salvador da humanidade. 

Portanto, caríssimos, assim como Deus encontrou em Maria um coração acolhedor para cooperar com Ele na história da salvação da humanidade, por seu Filho amado nosso Senhor Jesus Cristo, que nela se fez Carne e habitou no meio de nós por obra e graça do Espírito Santo, de igual modo, Ele também nos chama à cooperar nesta sua obra salvífica.

Destarte, abramos os nossos corações para respondermos ao chamado de nosso Pai celestial, pondo-nos disponíveis à serviço do seu Reino com generosidade e gratidão, em santidade e justiça todos os dias de nossa vida, como o fez Maria Santíssima, mãe de Deus e nossa mãe.

Cantemos saudando com amor e devoção à Santíssima Virgem Mãe de Jesus, neste dia belíssimo do seu aniversário. Parabéns Mãe amada, ó Virgem Imaculada, filha predileta de Deus Pai.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

DEUS É O NOSSO ÚNICO E VERDADEIRO BEM...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,20-26)(07/9/22)


A fé não é uma teoria, também não é uma filosofia de vida, nem um ente de razão; a fé é um dom do Espírito Santo que nos leva a viver em conformidade com a vontade de Deus. 

E nesta meditação veremos as bem-aventuranças como a via da salvação, que o próprio Senhor Jesus percorre conosco. Então, meditemos com amor e atenção o Pequeno Sermão de hoje. 

Caríssimos, a tendência de quem vê o mundo a partir dos pecados do mundo, é querer pôr a culpa Deus, por isso, não compreende que tudo o que Deus criou são dádivas da sua benevolência para todos, e porque tudo é bom, belo e perfeito, de igual modo deveria ser vivido assim. 

O problema é a tomada de posse do que não nos pertence, por isso, esse comportamento gera desconforto, divisão, ódio, violência e morte.

No Evangelho de hoje o Senhor "Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse:
“Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 

Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas." (Lc 6, 20b-23).

De fato, poderíamos até pensar que o Senhor Jesus está usando de um certo conformismo nesse seu ensinamento, mas na verdade, Ele faz uma inversão de valores, pois, para quem vive apegado às coisas deste mundo dificilmente compreenderá que é Deus quem sofre nos seus filhos e filhas para salva-los de suas provações, como o fez com seu Filho Jesus. 

Desse modo nos ensina que as riquezas e vantagens deste mundo não passam de cinza, porque o verdadeiro Bem é o próprio Deus, e quem a Ele tem nada lhe falta.

Comentando esse Evangelho disse o Papa Francisco: "Aqueles que progridem nestas coisas são felizes e serão bem-aventurados. Deus, para se entregar a nós, escolhe muitas vezes caminhos impensáveis, quem sabe os das nossas limitações, das nossas lágrimas, das nossas derrotas. 

É a alegria pascal de que falam os irmãos e irmãs orientais, aquela que tem os estigmas mas está viva, passou pela morte e experimentou o poder de Deus. As Bem-aventuranças conduzem-nos à alegria, sempre; são o caminho da alegria este caminho tão belo, tão seguro da felicidade que o Senhor nos concede."

Amados irmãos e amadas irmãs, Deus nunca falha, porque é Santo, absolutamente Perfeito em tudo que fez e faz, por isso, é digno de todo o nosso amor e confiança, de todo o nosso louvor e adoração, porque é a Ele que unicamente pertencemos.

Então que toda a nossa vida seja um gradissimo hino de louvor e adoração ao nosso Pai celestial por seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, na graça do Espírito Santo, com Maria nossa mãe amada, são José e todos os santos e santas, aqui e por tada a eternidade. Amém! Assim seja! 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

A NOSSA VOCAÇÃO É A SANTIDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,12-19)(06/9/22).


Caríssimos, a liturgia de hoje trata da vocação que todos os batizados recebem; pois a vida nova recebida no batismo é uma missão à ser cumprida no nosso dia a dia a partir do nosso convívio com Cristo ressuscitado. De fato, a nossa vocação é a santidade, como o Senhor mesmo nos ensinou: "Portanto, sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo”. (Mt 5, 48).

A propósito, o Evangelho de hoje começa narrado o encontro que o Senhor Jesus fez com o Pai ao subir a montanha e passar a noite toda com Ele em oração, para depois fazer a escolha dos doze Apóstolos dentre uma multidão de discípulos que o seguia. E como vimos, a escolha dos mesmos foi uma decisão em comum com o Pai e o Espírito Santo que o conduzia.

De certo, não podemos esquecer que todos estamos a caminho da eternidade, e pelo o que nos revela as Sagradas Escrituras, é aqui entre as provações e as intempéries deste mundo que o Senhor Jesus vai nos conduzindo à glória do Seu Reino, à medida que renunciamos a nós mesmos, carregando com Ele a nossa cruz de cada dia.

Portanto, caríssimos, como vemos nesta narrativa: "Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos." (Lc 6,17-19).

Destarte, essa força do Senhor Jesus em nosso tempo se encontra na Eucaristia e nos outros Sacramentos, no poder da Sua Palavra proclamada e praticada no seio da Sua Santa Igreja; na vida de oração pessoal e comunitária, e nas obras de misericórdia preparadas por nosso Pai celestial, para que as pratiquemos.

Oremos: "Deus nosso Pai, que em Cristo vosso Filho nos enriquecestes com todas as bênçãos espirituais e nos escolhestes, antes da criação do mundo, para sermos santos, dai-nos conhecer o mistério da vossa vontade e ensinai-nos a realizá-la em nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

A VERDADE NOS LIBERTA SEMPRE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,6-11)(05/9/22)


Caríssimos, mesmo que não queiramos somos obervados e julgados em nosso modo de ser e estar no mundo. Daí a necessidade de "ser o que somos aos olhos de Deus e nada mais," como nos ensinou são Francisco de Assis; de modo que "nos tornemos Evangelhos vivos de nosso Senhor Jesus Cristo," como ele também ensinou. 

Com efeito, a prática da fé não é feita de aparências em busca aplausos, mas é algo interno, discreto, que transparece Cristo, a quem seguimos. E isso requer coerência, autenticidade, amor e sacrifício no vencimento de si mesmo, pois, como também ensinou são Francisco: "O pior inimigo do homem é ele mesmo; vence-te a ti mesmo e vencerás todos os inimigos visíveis e invisíveis, mas jamais conseguirás isso sem o auxílio da graça de Deus."

No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus "num dia de sábado entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo." Ou seja, existem aqueles que usam a Lei de Deus como pretexto para fazerem o mal. Cuidemos para não caírmos nessa astúcia infernal.

"Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada."

Portanto, caríssimos, com esse gesto o Senhor Jesus nos ensina que Deus nos deu a sua Lei para sermos livres e jamais para subjugar-nos. Por isso, tudo o que fazemos para devolver ao homem a sua dignidade, é para a glória de Deus que o fazemos. De modo que isso não é apenas lícito, mas é a nossa própria missão.

Destarte, esse ensinamento do Senhor Jesus é de suma importância, pois nos mostra um profundo amor e respeito pela vida humana, para que assim nos amemos uns aos outros fazendo sempre e somente o bem.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 4 de setembro de 2022

É A FÉ EM CRISTO QUE NOS MOVE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 4,38-44)(31/8/22)


Caríssimos, o nosso viver de cada dia é a via pela qual seguimos os passos de nosso Senhor Jesus Cristo; de fato, o nosso testemunho é de que vivemos na sua presença dando os frutos da salvação eterna que Dele recebemos, caso contrário, podemos até afirmar que acreditamos nele, mas nos faltam os frutos desse convívio. 

São Paulo na primeira leitura mostra que a comunidade de Corinto vivia fazendo acepção de pessoas, por isso, gerava divisões e partidos entre eles, afastando-se, com isso, do verdadeiro testemunho de Cristo. "Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive de vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo.

As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais?" (1Cor 1,1.3b). Ou seja, bem como já havia ensinado aos Gálatas: "Mas, se vos mordeis e vos devorais, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros. Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne." (Gl 5,16-17).

No Evangelho de hoje "Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los." (Lc 4,38-39). 

De certo, nessa passagem vemos quão importante é a oração de intercessão para a cura e libertação daqueles por quem oramos. Ou seja, a nossa convivência com Cristo é o que fundamenta o nosso apostolado e a nossa ação evangelizadora, pois a graça nos é dada, porém, à medida que permanecemos com Cristo e a buscamos como o fizeram os Apóstolos nesse episódio.

Portanto, caríssimos, como vimos no Evangelho: "Jesus cura, expulsa demônios, ora, ensina, alargando progressivamente o seu raio de ação. Sente-se enviado para todos, a todos, e quer fazer chegar a todos o anúncio da Palavra de Deus." (MR). E é essa a missão da Santa Igreja, tendo à frente o santo Padre, o Papa Francisco, os bispos, os padres e diáconos, e todo o povo de Deus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

DEIXARAM TUDO E O SEGUIRAM...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,1-11)(01/9/22)


Caríssimos, a liturgia de hoje nos conduz ao reconhecimento da nossa condição de criaturas dependentes de tudo, e de quanto a virtude da humildade pode nos ajudar a encontrar o Senhor Jesus e a nos deixar conduzir por Ele, porque somente assim nos sentiremos seguros do verdadeiro sentido da vida, e do chamado à santidade que Ele nos faz.

Na primeira são Paulo mostra à comunidade de Corinto que a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus: "Irmãos, ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus." (1Cor 3,18-19a). Ou seja, toda e qualquer sabedoria que não conduz a Cristo, é inútil, porque somente Ele nos salva.

De fato, neste mundo infelizmente a busca da fama, do poder e do prazer tem subido à cabeça de muitos a ponto de desprezarem a Deus e até mesmo negar a sua existência, como se esses pretensos "sábios" fossem autossuficientes o bastante para dizer: "Não preciso, eu me basto a mim mesmo." Quando na realidade não passam de um sopro que a qualquer momento se esvai para sempre.

O Evangelho de hoje narra o episódio da pesca milagrosa em que Pedro e os outros discípulos deixaram tudo para seguir a Cristo, certos de que encontraram Nele o caminho que os conduz a Deus, a plenitude da verdade que os liberta e a vida que não tem fim. E é assim que também nos sentimos, nós que o seguimos fielmente pondo Nele toda a nossa esperança certos de que nos conduzirá para o Reino dos céus, para a glória de Deus.

Portanto, caríssimos, quais lições tiramos desse episódio? De certo, em meio as frustrações desta vida quando tudo parece que está dando errado, escutemos o Senhor Jesus, pois a sua Palavra posta em prática realiza maravilhas. Mais ainda, quando reconhecemos os nossos pecados, como Pedro reconheceu, de imediato ouvimos: "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. (Lc 5,10b).

Destarte, esse episódio ainda nos ensina que ao deixar tudo e seguir o Senhor Jesus, os Apóstolos receberam uma nobre missão, corrresponder ao seu chamado dando continuidade à obra da salvação como eles o fizeram, e como a Santa Igreja continua fazendo.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

NÃO JULGUEIS (II)...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,33-39)(02/9/22)


Caríssimos, por incrível que pareça, um dos pecados mais cometidos na face da terra é o julgamento indevido do próximo, porque afeta diretamente os que não podem se defender. De certo, o ato de julgar sem a devida autoridade, gera intriga, discórdias e divisão, porque é mal, injusto e tendencioso, levando à destruição da reputação e da boa imagem de muitas de suas vítimas por vezes inocentes.

Na primeira leitura assim escreveu são Paulo a esse respeito: "Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. Quem me julga é o Senhor.

Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que merece." (1Cor 4,3-5). Ou seja, haverá um tempo para o julgamento, e Deus é o único e Justo Juiz que nos julgará com total isenção. Preparemo-nos...

Aliás, são Paulo também escreveu: "Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles. Ora, sabemos que o juízo de Deus contra aqueles que fazem tais coisas corresponde à verdade.

Tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, mas as cometes também, pensas que escaparás ao juízo de Deus? Ou desprezas as riquezas da sua bondade, tolerância e longanimidade, desconhecendo que a bondade de Deus te convida ao arrependimento?" (Rm 2,1-8).

Portanto, caríssimos, evitemos todo e qualquer juízo indevido contra quem quer que seja, pelo contrário, usemos de misericórdia para com todos, como nos ensinou são Tiago: "Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento." (Tg 2,12-13).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

SER LIVRE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,1-5)(03/9/22)


Caríssimos, a liberdade humana é verdadeira somente se ela é vivida em Cristo; fora Dele não existe, pois somente Cristo nos conduz à liberdade eterna que nos liberta das amarras da finitude deste mundo. Com efeito, o nosso livre arbítrio não significa fazer o que se quer, onde, como e quando quiser, porque no mais das vezes as consequências advindas da imperfeição do pecado são desastrosas e levam à perda da liberdade e à morte.

De certo, analisando o que foi dito naturalmente surge a pergunta: e como fazer para vencer essas imperfeições? Também como foi dito acima, seguindo a Cristo, caminho, verdade e vida, o único que nos conduz ao Pai, Nele realmente nos sentimos seguros mesmo padecendo toda espécie de perseguição e constrangimento como afirma são Paulo na primeira leitura.

O graça de crer em Cristo e segui-lo no seio da Sua Santa Igreja, é ter a certeza de que Ele está sempre conosco, e se sofremos Ele sofre conosco, porém, nos consola para não desanimarmos na luta contra o pecado, que na verdade é o nosso maior inimigo, porque tem sua origem no maligno.

No Evangelho de hoje, "Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” Ao que o Senhor respondeu com o exemplo do rei Davi, que por conta da fome violou a lei comendo os pães consagrados, o que somente aos sacerdotes era lícito fazer.

Portanto, caríssimos, no final desse Evangelho Jesus afirmou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Lc 6,5). Ora, essa afirmação nos revela qual seja o verdadeiro sentido da Lei, ser o pedagogo que conduz todos a Ele, que recebeu do Pai a missão de salvar-nos.

Destarte, interpretar a Lei com o rigorismo moralista farisaico, é tirar dela o amor e a misericórdia, tornando-a inútil, ou seja, apenas letra que julga, condena e mata, como fizeram com o Senhor Jesus. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Homilia do 23°Dom do Tempo Comum...


 Homilia do 23°Dom do Tempo Comum(Lc 14,25-33)04/9/22)


Caríssimos, são Lucas começa a narração do Evangelho desta liturgia mostrando que uma enorme multidão seguia o Senhor Jesus, quem sabe por vários motivos, por exemplo, ao ver os sinais e prodígios que Ele realizava em favor dos mais necessitados, ou ainda por acreditar na sua Palavra, reveladora da Vontade de Deus. 

O fato é, que se fosse em nosso tempo não seria diferente, dado a autoridade e o poder do seu ensinamento, por isso, o seguiam com entusiasmo e determinação. No entanto, precisamos compreender que o Senhor está vivo no meio de nós, como afirma a Carta aos Hebreus: "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade." (Hb 13,8). 

Todavia, a graça de conviver com Ele ressuscitado se faz presente na Sua Santa Igreja, que anuncia a Sua Palavra de vida eterna, que ao ser praticada se realiza tal qual foi anunciada. De igual modo se faz presente nos seus ministros e nos Sacramentos administrados por eles, especialmente a Eucaristia.

De certo, ninguém pode dizer que não conhece nosso Senhor Jesus Cristo, pois, não existe outro nome mais conhecido e invocado na face da terra; embora muitos fazem isso para tirar proveito e vantagens pessoais ou mesmo para cometer os piores pecados; no entanto, estes serão julgados e punidos severamente como foram aqueles que o crucificaram.

Portanto, caríssimos, quais são as condições que o Senhor Jesus nos apresenta para segui-lo fielmente no seio da Sua Santa Igreja? A primeira é esta: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo." Ou seja, será que amamos o Senhor de verdade ou botamos pessoas, coisas e interesses pessoais acima Dele?

A segunda condição é esta: "Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo." Ou seja, basta examinar o nosso procedimento existencial, em especial quando somos provados por causa da nossa fé. Crer é ser fiel até o fim mesmo se formos pendurados numa cruz como o Senhor Jesus o foi.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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