VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

PRUDÊNCIA & IMPRUDÊNCIA... AS DEZ VIRGENS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 25,1-13)(31/8/18).

Caríssimos, a vida da alma em Cristo é uma união mística, isto é, é a perfeita comunhão com o Senhor realizada pelo Espírito Santo. São Paulo na sua carta aos Gálatas, escreveu: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." Ora, isso equivale a dizer que somos sacrários vivos de Deus, pois o trazemos atuante em nossas almas pelos Sacramentos que Dele recebemos.

Mas, em que consiste verdadeiramente esta união? Escutemos o Senhor: "Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.
Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim." Isto significa a união das duas naturezas, humana e divina, tornando-nos participantes da glória do Senhor quando dispontar em toda sua plenitude o Reino de Deus.

Caríssimos, viver da Sabedoria de Deus é dispojar-se do próprio eu, é ceder o comando de nossa vida às moções do Santo Espírito e viver neste mundo sem se prender às coisas deste mundo, por puro amor à Deus, como nos ensinou São João: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente."

Portanto, a salvação é a única via que nos leva ao céu, mas sua porta é extreita (cf. Mt 7,13) e requer trabalho árduo, disciplinado, no exercício das santas virtudes, mantendo nossas lâmpadas acessas e com óleo de reserva, paro o dia das núpcias do Filho de Deus, porque, de fato, Ele vem quando menos se espera. "Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O BOM E O MAU SERVO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 24,42-51)(30/8/18).

O bom e o mau administrador das graças de Deus...

Para nós caríssimos irmãos e irmãs que cultivamos a fé, viver é testemunhar nosso Senhor Jesus Cristo, é revelar ao mundo as maravilhas que Deus faz em nossa vida em vista da felicidade eterna que Ele preparou como herança para aqueles que o amam. Todavia, mesmo recebendo todas essas graças, muitos ainda não as valorizam devidamente e por isso as têm negligenciado deixando-as de lado para buscarem o pecado sem nenhum necessidade dele.

Por isso, o Senhor vem nos alertar na liturgia de hoje: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor." Ou seja, será uma imensa surpresa. Pois, estamos à caminho do céu e tudo o que vivemos aqui é uma preparação para o grande dia da Parusia do Senhor, que chegará à qualquer momento mesmo se nos discuidarmos disso.

De certo, para evitar toda espécie de inconstância e o mal uso das graças recebidas, o Senhor nos recomenda a fidelidade e a prudência para servi-lo melhor no cuidado das ovelhas do seu rebanho. Também não podemos esquecer que todo fazer é um fazer para Deus, e que na vida tudo tem recompensa, como nos ensinou São Paulo: "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros."

Portanto, "Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens."

"Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A INCOERÊNCIA É MÃE DA HIPOCRISIA E DA CEGUEIRA ESPIRITUAL...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,23-26)(28 /8/18).

Caríssimos, o fundamento da fé cristã é Cristo, disso não temos dúvida, mas como alcançar a perfeição das virtudes que Dele recebemos? O Senhor mesmo responde à essa pergunta: "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos." (Jo 15,7-8).

A vida da graça que recebemos consiste em permanecer no mesmo estado de graça para fazermos sempre e em tudo o que a Deus agrada, pois os frutos dessa prática é a salvação eterna, é a felicidade sem fim. Mas, atenção para não acharmos que somos salvos por nós mesmos, porque pensar assim é fechar-se em si mesmo e viver uma fé aparente impondo a própria vontade a tudo e à todos, como se fosse a vontade de Deus, tornando-nos por isso cegos espirituais capazes de todo mal.

Caríssimos, a incoerência é mãe da hipocrisia e da cegueira espiritual e teem como pai o próprio diabo; daí percebemos que nessa maldita família não existe nenhum fruto bom, mas somente a intransigência acompanhada da incapacidade de se fazer o bem. Ora, quem chama à isso de fé, o faz por ter se perdido no labirinto das trevas do falso zelo espiritual, alimentado pelo o ódio da própria cegueira. A resposta divina à todos que procedem assim, é: "Aí de vós..."

Portanto, "Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito." (Ef 5,15-17).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

AI DE VÓS ESCRIBAS E FARISEUS HIPÓCRITAS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,13-22)(27/8/18).

Caríssimos, ainda que os homens nos fechem todas as portas das oportunidades humanas, Deus nos abre sempre os horizontes do seu Divino Amor. Pois em Cristo Jesus, por sua fidelidade ao Pai, temos a graça do perdão e da permanência Nele, para testemunharmos a sua ressurreição e vivermos desde já a vida nova do mundo novo que virá. É bem como escreveu São Paulo: "Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!"

Quando o Senhor Jesus chamou os Apóstolos para seguí-lo em sua missão, os exortou dizendo: "Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos. Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós."

Com efeito, a dimensão humana é limitada quando não se vive da fé, porque para os que creem tudo é possível, conforme o Senhor nos ensinou (cf. Mc 9,23). Por isso, precisamos cuidar para não limitar o poder de Deus por meio da prática nefasta do falso moralismo, pois foi impondo esse critério que os Fariseus fecharam as portas do Reino de Deus à si mesmos e à àqueles que o seguiam, visto que caíam em constante contradição pregando os preceitos da fé, mas não cumprindo o que pregavam.

Conclusão: Viver é praticar a vida segundo a Vontade de Deus, pois a vida é uma dádiva divina; por isso, disse o Senhor: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." Com efeito, não somos chefes uns dos outros, mas simples servos cumprindo a missão que o Senhor nos confiou; por isso, a quem o Senhor deu a graça de conduzir o rebanho, não se esqueça que também é ovelha e que tem no Senhor o único Pastor; e não adianta querer se desculpar pelo mal praticado, é preciso reconhecer os erros, corrigi-los e não cometê-los mais.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 26 de agosto de 2018

SENHOR, TU TENS AS PALAVRAS DA VIDA ETERNA...


Homilia do 21°Dom Tempo Comum (Jo 6,60-69)(26/8/18).

Caríssimos, vivemos no mundo das escolhas e decisões; num mundo onde tudo é transitório como o tempo que passa; todavia, desde já Deus nos dá os valores eternos para vivermos aqui como seus filhos e filhas. Ora, um desses valores é a fidelidade com a qual nós o amamos pela obediência à sua Palavra, expressa nos ensinamentos do seu Filho, Jesus Cristo, dos Apóstolos que o seguiram e de sua santa Igreja conduzida por seu Santo Espírito na pessoa do santo Pedre.

Amados irmãos e irmãs, a prática da fé em assumir a nossa filiação divina é progressiva até atingirmos a santidade desejada sem a qual ninguém poderá ver a Deus. Para isso se faz necessário trilharmos as vias da perfeição que o Senhor nos ensina: a prática dos sacramentos, e especialmente a Santa Eucaristia; a meditação da Palavra de Deus; a vida de oração permanente como encontro com o Senhor, e as obras de misericórdia para que o amor com que amamos realize os seus intentos naquilo que vivemos.

São Paulo na segunda leitura de hoje faz uma comparação entre o sacramento do matrimônio e a união entre Cristo e a Igreja sua esposa, mostrando que o fundamento que une os esposos é sagrado, porém, precisa do amor mútuo dos mesmos para atingir a perfeição desejada por Deus. Assim, o marido deve amar a sua esposa, como Cristo ama a sua Igreja, para torná-la santa e irrepreensível. E isso se estende também à todos nós no amor fraterno.

Por fim, escutemos o Senhor no Evangelho de hoje: "O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Caríssimos, a fé é dom do Espírito Santo e nós a recebemos no batismo para vivermos em tudo a Vontade de Deus, por isso, disse o Senhor: "Ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.

E logo em seguida indagou dos Apóstolos: “Vós também vos quereis ir embora?” Ao que Pedro representando os Apóstolos, respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Portanto, essa é a fé que da Igreja recebemos e sinceramente professamos, razão de nossa alegria em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 25 de agosto de 2018

NEM TODO O QUE ME DIZ SENHOR, SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,1-12)(25/8/18).

Caríssimos, a síndrome do poder consiste em achar que, quem o detém pode tudo, isto é, ordena e faz o que quer ou como lhe apraz, esquecendo-se que na ótica divina o único poder que nos salva se chama serviço humilde, isto é, aquele que transparece Deus em tudo o que faz. Fora isto, o poder é um vício que afoga na miséria da arrogância aqueles que desprezam a virtude da humildade.

A vida que Deus nos dá é também o lugar de sua revelação no mundo, pois, só Deus pode dar a vida e ninguém mais; quanto à nós, é aqui que construímos o nosso devir, por meio das virtudes eternas que revelam o que somos em Deus ou o que não somos se não a vivermos. Por isso, dada a essência da natureza divina que recebemos no batismo, se faz necessário nos mantermos em estado de graça para obtermos os frutos da redenção que o Senhor realizou em nosso favor.

De fato, a obra da redenção da humanidade custou o derramamento do sangue do Filho de Deus, pela opressão e fragelo de seus algozes que o rejeitaram e o sacrificaram pelo ódio que cultivaram em suas almas. Todavia, Deus o ressuscitou dos mortos fazendo triunfar o seu amor pelo perdão que Dele recebemos, quando do alto da cruz, disse: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." (Lc 23,34).

Caríssimos, escutemos, então, o Senhor: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!"

De certo, a coerência é a virtude que nos faz transparecer Deus; sem ela não passamos de hipócritas egoístas, cegos espirituais à caminho da perdição eterna. Portanto, a conversão é um fator diário onde se faz necessário o arrependemento sincero de nossos pecados, para vivermos em tudo a conformidade com a Vontade de Deus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

MARTÍRIO DE SÃO BARTOLOMEU...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 1,45-51)(24/8/18).

Caríssimos, a força do martírio está na total entrega do amor com que a alma se oferece à Deus à ponto de vê-lo infinitamente além da violência de seus algozes. Amar à Deus assim é o desejo de toda alma santa, pois já não se governa à si mesma, mas é governada pela graça do Altíssimo. Somos frutos do Grende Mistério do Amor de Cristo que se ofereceu ao Pai para nos resgatar de nossa condição de mortais, passando ele mesmo pela morte; ninguém jamais nos amou assim.

Na sua carta aos Efésios, São Paulo, nos exorta à termos uma atitude semelhante à de Cristo. Vejamos: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor." De fato, ao dizer isso ele nos ensina a rejeitarmos toda espécie de pecado, nós que frequentemente sofremos a tentação de nos entregamos às coisas vãs.

A liturgia de hoje celebra o martírio de São Bartolomeu, também chamado de Natanael, que significa dom de Deus; ele, um dos Apóstolos de Cristo, é o único que recebeu do Senhor um público elogio acompanhado por uma revelação: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. Com efeito, por sua vida vivida em tudo na transparência da fé, escutou do Senhor: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento" (Jo 1,47).

Caríssimos, a vida vivida em Cristo transparece sempre Cristo, como dizia São João Batista: "Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado." E para entender ainda mais essa liturgia de hoje, escutemos São Paulo: "Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda."

São Bartolomeu, rogai por nós!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

MARIA SANTÍSSIMA, MÃE E RAINHA DO CÉU E DA TERRA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 1,26-38)(22/8/18).

Caríssimos, celebrar os louvores de Maria Santíssima é uma grande honra para toda a família divina da qual ela é Mãe e rainha. Sem dúvida viver a dimensão da nossa filiação divina neste mundo é celebrar a unidade dos filhos de Deus pelo vínculo da paz. Ora, Maria é aquela que nos traz à nós o Príncipe da Paz. Ela é a aurora que recebe o sol da justiça, Jesus, que faz resplandecer seus raios salvíficos sobre toda humanidade.

Como vimos no Evangelho de hoje, o Filho de Deus nasceu de Maria; ora, essa verdade é incontestável, pois Deus se fez homem em seu seio, para nos fazer participantes de sua natureza divina. Com isso, entendemos que a obra de Deus não é só natural, mas transcende a natureza, e por meio da vinda de Seu Filho, revela o que nos reserva como herança eterna. "É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam." (1Cor 2,9).

São João, no Livro do Apocalipse, demonstra bem como será o céu, a morada de Deus com os homens: "Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição."

Conclusão: Caríssimos, e pensar que tudo isso nasceu do sim de Maria Santíssima, a jovem esposa do Espírito Santo de Deus, que a escolheu para que por seu meio conhecesemos aquele que é a nossa única razão de ser; aquele que nos conduz à plenitude do viver. Ora, só temos que louvar e agradecer ao Senhor por tudo o que Ele fez em nosso favor pela humildade de sua pobre serva.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

A PORTA EXTREITA DA SAVAÇÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,23-30)(21/8/18).

Caríssimos irmãos e irmãs, o mundo em que vivemos se fundamente na furtuna que os homens acumulam para mendarem mais, e assim ajuntam para si um poder ilusório que não passa de um sopro, pois é isto que somos, um simples sopro, nada mais.

Com efeito, neste mundo quase ninguém quer saber de sofrimento para si, no entanto, quantos não fazem os outros sofrerem? De fato, a lei que impera de norte a sul é a lei de quem tem mais, por isso, para quem pensa assim, a vida humana só tem algum valor se lhes aumenta a fortuna, caso contrário, que morram a míngua, pois mão de obra barata não lhes falta. E com isso se acumula a injustiça, a ganância e a corrupção, deixando um rastro de morte, ditando que a lei do mais fraco é não existir.

O que dizer, então? Escutemos o Senhor: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. Portanto, o julgamento já está posto, que os homens meçam os seus atos, não esquecendo de suas consequências, pois é aqui que se define o devir de nossa existência eterna.

Conclusão: "Em seguida, Jesus, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á.
Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O VERDADEIRO TESOURO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 19,16-22)(20/8/18).

A vida divina que recebemos no batismo em nada se compara com os fugazes valores deste mundo. Todos os bens temporais que existem, só são úteis de fato quando cumprem a finalidade para a qual Deus os criou, servirem ao bem de todos; fora disso é acúmulo egoísta, sem sentido que só gera apego, desentendimentos, tristeza e nada mais. Ora, a vida nova recebida no batismo é a perfeita união com Cristo de tal forma que nada nos falta, e se faltar é porque não estamos sendo fiéis no cumprimento de seus Mandamentos.

Com efeito, assim profetizou Habacuc: "Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade." Ora, ao ensinar ao jovem rico que só Deus é Bom, Jesus o interpela e o convoca para participar de sua bondade, cumprindo a verdadeira finalidade dos bens temporais que possuía para assim obter como herança o tesouro da vida eterna. Mas, ao recusar o convite de Jesus, o jovem rico demonstrou a fragilidade de sua fé e a incapacidade de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Por isso, foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico dos bens deste mundo, mas não dos bens eternos.

Caríssimos, São Paulo quando se refere aos tesouros da fé, nos aponta a verdadeira união com Cristo e o testemunho que o impulsiona na busca da vida futura. Diz ele: "Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.
Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição." (2Tim 4,6-8).

Conclusão: Todos os batizados já carregam na alma o Tesouro da vida eterna, o Dom do Espírito Santo; todavia, precisamos viver a mesma obediência que Cristo viveu no cumprimento da vontade do Pai; pois, não basta só dizer que cremos em Deus, é preciso obedecer ao que Ele nos ensina, e para isso não nos falta a Sua Graça.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
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