VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

BENS TRANSITÓRIOS X BENS ETERNOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,17-27)(28/02/22)

Caríssimos, a riqueza material sempre foi uma fonte de atração por conta das vantagens que aparentemente oferece, por isso, um número incalculável de homens e mulheres desejam ser ricos pensando que todos os seus problemas serão resolvidos; e no entanto, no mais das vezes, tal riqueza tem sido uma fonte de infelicidade e perdição devido o apego que gera o hedonismo, egoísmo e tantos outros males, tornando a vida sem sentido, além do que, após a morte, nada de proveito poderão levar.

No Evangelho de hoje um homem rico se aproximou do Senhor Jesus e perguntou: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”

Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” De fato, por essa resposta compreendemos que não basta somente o cumprimento formal dos mandamentos, uma vez que o seguimento do Senhor requer a renúncia de si mesmo e de todos os apegos para segui-lo livremente.

Com efeito, no seu colóquio com o homem rico, o Senhor Jesus usou quatro verbos decisivos que postos em prática nos faz seus verdadeiros discípulos: ir, vender, dar e seguir. Esses verbos quando impulsionados pela fé, nos une totalmente ao Senhor que por seu infinito amor nos conduz ao verdadeiro tesouro do céu, como Ele disse ao seu interlocutor: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!"

Portanto, caríssimos, no final desse episódio vimos que o homem rico teve a maior oportunidade da sua vida, ou seja, encontrar o Senhor Jesus e manter um diálogo com Ele; porém, porque pensou a partir da riqueza que possuía e não da que lhe foi prometida, decidiu não seguir o Senhor, por se apegar desordenadamente aos bens transitórios e não dar importância alguma aos bens eternos. 

Destarte, também o nosso encontro com o Senhor Jesus é sempre um aprendizado que nos leva à renúncia de nós mesmos e dos nossos apegos, pois, somente assim nos pomos totalmente disponíveis para segui-lo como único caminho que nos leva ao tesouro da vida eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

HOMILIA DO 8 ° DOM DO TEMPO COMUM...


 Homilia do 8°Dom Tempo Comum (Lc 6,39-45)(27/02/22)

Caríssimos, a vida que vivemos é uma expressão do nosso devir, ou seja, do nosso vir a ser eterno, por isso, todas as nossas ações são julgadas desde o momento que as praticamos; no entanto, estamos no tempo da misericórdia divina, em que podemos nos arrepender dos pecados cometidos e sermos perdoados para não voltar a comete-los, caso contrário, nos condenamos a nós mesmos.

Com efeito, dado esse enunciado, entendemos que todos somos réus e não juízos uns dos outros, como nos ensinou são Tiago: "Meus irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de seu irmão, ou o julga, fala mal da lei e julga a lei. E se julgas a lei, já não és observador da lei, mas seu juiz. Não há mais que um legislador e um juiz: aquele que pode salvar e perder. Mas quem és tu, que julgas o teu próximo?" (Tg 4,11-12).

Com efeito, a Palavra de Deus é a Sua voz escrita e a sua garantia de que ela se cumpre na íntegra assim que a pomos em prática, de modo que, experimentamos os frutos dos seus benefícios em nossas almas. Todavia, se por um lado Ela é incentivo e fonte inesgotável de todas as graças que necessitamos; por outro, ela é o parâmetro com o qual o justo juiz nos julgará quando da nossa partida deste mundo.

No Evangelho de hoje, disse o Senhor Jesus: "Por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão." Ou seja, "tirar a trave do olho", significa reconhcer os próprios pecados e corrigir-los, para depois fazer uma coerente correção fraterna que consiste em ajudar o próximo a liberta-se dos pecados que cometera. 

Portanto, caríssimos, quem julga o próximo sem misericórdia, será julgado do mesmo modo; quem condena será condenado; quem perdoa será perdoado. De fato, toda vez que julgamos alguém, trazemos para dentro de nós os pecados julgados e a imagem negativa de quem julgamos, e isso, ocupa o espaço de Deus em nossas almas; ora, e onde não existe espaço para Deus, se faz presente toda espécie de mal.

Destarte, a maior fonte de alegria e paz é o perdão, porque quando perdoamos, é Deus quem perdoa por meio de nós, uma vez que o perdão é um dom de libertação para nós e para aqueles a quem perdoamos; por isso, nunca traga para dentro de si a imagem negativa de quem quer que seja, pois, de uma mesma fonte não pode sair água pura e água podre, isto é, o bem e o mal.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A ORAÇÃO, A INOCÊNCIA E O REINO DE DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,13-16)(26/02/22)

Caríssimos, a liturgia de hoje nos propõe dois temas de suma importância para a vivência da fé: a oração como caridade fraterna, e o ser como criança para entrar no Reino de Deus. Com efeito, a oração é o meio pelo qual nos unimos ao Senhor Jesus e Nele permanecemos para darmos os frutos dessa união, como Ele nos ensina: "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos." (Jo 15,7-8).

Na primeira leitura são Tiago nos exorta a respeito do poder da oração de intercessão: "Caríssimos, se alguém dentre vós está sofrendo, recorra à oração. Se alguém está alegre, entoe hinos. Se alguém dentre vós estiver doente, mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração feita com fé salvará o doente e o Senhor o levantará. E se tiver cometido pecados, receberá o perdão."

De fato, "a oração perseverante, que no seu apogeu se faz sacramento, firmada na ajuda fraterna, é o segredo da força misteriosa que sustenta cada cristão e toda comunidade na alegria e na dor, na provação e na doença, na tentação e no pecado. O cristão que ora está unido a Cristo, participa da sua força de salvação e vive na alegria. De modo particular, a Eucaristia é a prece em que mais explicitamente se manifesta o agradecimento e a confissão dos pecados, a intercessão pelos doentes e as súplicas pelo perdão de todos os homens." (MR).

No Evangelho de hoje os pais traziam suas crianças para serem abençoadas pelo Senhor Jesus, todavia, os Apóstolos as proibiam de se aproximar Dele, ao que os Senhor os repreendeu dizendo: "Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos."

Portanto, caríssimos, esse episódio nos chama a atenção pelas virtudes que observamos nas crianças, e também em nós, se formos como elas; trata-se da inocência, espontaneidade, disponibilidade, humildade e a convivência fraterna dentre tantas outras; de certo, são essas virtudes que revelam que o Reino de Deus a elas pertence, como também a nós se as praticarmos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,1-12)(25/02/22)

Caríssimos, vivemos numa sociedade dividida pelo pecado, em que homens e mulheres estão se deixando levar pelo espírito de egoísmo, interesses mesquinhos, fornicação, adultério e tantos outros que mancham suas almas. E com isso não dão mais espaço para o Espírito do Senhor, que é a única Fonte da verdadeira unidade naqueles que se deixam conduzir por Ele. Sem dúvida, a facilidade em ceder às tentações, é o motivo da perca da liberdade e da paz interior. 

Com efeito, no Evangelho de hoje mais uma vez os fariseus, cheios de más intenções, tentam fazer o Senhor Jesus cair em alguma contradição para o condenarem, por isso, lhe perguntam se é lícito ou não o divórcio; ao que o Senhor lhes perguntou: “O que Moisés vos ordenou?” Eles responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. 

Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!"

O Concílio Vaticano II, assim se expressa a respeito do Sacramento do Matrimônio: "A íntima comunidade da vida e do amor conjugal, fundada pelo Criador e dotada de leis próprias, é instituída por meio da aliança matrimonial, eu seja, pelo irrevogável consentimento pessoal. Deste modo, por meio do ato humano com o qual os cônjuges mùtuamente se dão e recebem um ao outro, nasce uma instituição também à face da sociedade, confirmada pela lei divina. 

Em atenção ao bem dos esposos, dos filhos e também da sociedade, este sagrado vínculo não está ao arbítrio da vontade humana. O próprio Deus é o autor do matrimônio, o qual possui diversos bens e fins, todos eles da máxima importância, para a continuidade do gênero humano, para o proveito pessoal e o destino eterno de cada membro da família, para a dignidade, estabilidade, paz e prosperidade da sociedade humana. 

Esta união íntima, entrega recíproco de duas pessoas, exige do mesmo modo, o bem dos filhos, a inteira fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união." (GS 48).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

O CUIDADO COM OS SENTIDOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,41-50)(24/02/22)

Caríssimos, o nosso livre arbítrio é o poder de decisão que Deus nos deu em vista somente do bem de todos e nunca para a prática do mal. De fato, o poder natural que temos quando exercido por amor a Deus, torna-se uma dádiva inigualável, porque realiza os seus desígnios de amor para a salvação de todos. Todavia, quando exercido para oprimir e maltratar seus filhos e filhas, torna-se uma pedra de tropeço para quem o exerce.

Na primeira leitura são Tiago nos mostra que a riqueza acumulada leva a alma de tais acumuladores à total ruína e perdição eterna. Diz ele: "E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo!"

Com efeito, essa linguagem parece muito severa, todavia, ela é uma antecipação do que acontecerá no juízo final, em que não se terá mais o livre arbítrio, e por isso, não se pode voltar atrás nas decisões tomadas em vista do mal, porque, uma vez praticado, ele fica registrado na alma e não tem como apagar, isto porque o tempo do arrependimento e da conversão termina com o último respiro, restando apenas a justa sentença que será pronunciada contra os que se deram às práticas maléficas.

No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus disse: "Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.

De certo, nessa passagem o Senhor Jesus nos alerta para o bom uso dos sentidos, pois, mesmo que percamos parte deles evitando o mal procedimento, essa disciplina necessária nos mantém em estado de graça e nos livra da condenação eterna ao fogo do inferno. Ou seja, não se trata de cortar os membros físicos, mas sim o mal uso deles. 

Portanto, caríssimos, para bom entendedor meia palavra basta, ou seja, o Senhor Jesus está nos dizendo claramente: usa os dons que Deus te deu somente para o bem, porque esta é a sua vontade. Destarte, felizes são todos aqueles que fazem de sua vida uma expressão da Presença de Deus neste mundo pela prática das virtudes e dos dons que Dele receberam em vista da salvação de todos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

TODOS SOMOS RÉUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,38-40)(23/02/22)

Caríssimos, a brevidade da vida natural é uma realidade que nos toca diretamente, pois, a todo instante vemos que a vida de tantos se esvai como um sopro, e poucos são os que se dão conta disso evitando viver desordenadamente. No Salmo responsorial desta liturgia meditamos: "Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. 

A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal. Morrem os sábios e os ricos igualmente; morrem os loucos e também os insensatos, e deixam tudo o que possuem aos estranhos." (Sl 48).

De fato, pesa sobre nós uma sentença de morte que cedo ou tarde se cumprirá mesmo que não queiramos. No entanto, meditando com estas palavras do profeta Miqueias: "Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." Percebemos que essas virtudes, são graças derramadas por Deus em nossas almas para nos manter na vida ao pratica-las.

No Evangelho de hoje o Apóstolo João cheio de zelo se dirige ao Senhor Jesus com estas palavras: "Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus lhe disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor”. De fato, a graça é de Deus, e Ele a concede a quem verdadeiramente está disposto a recebe-la, mesmo que não faça parte dos nossos.

Portanto, caríssimos, não somos os donos da Verdade nem juízes uns dos outros, pelo contrário, todos somos réus e seremos julgados por Deus que a todos conhece perfeitamente, como está escrito na Carta aos Hebreus: "Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas." (Hb 4,13). Destarte, cabe a nós sermos justos aos olhos do Senhor Jesus, seguindo-o fielmente como o fizeram os Apóstolos e todos os santos e santas de todos os tempos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

FESTA DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 16,13-19)(22/02/22).

Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa da Cátedra de Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos, de cujo nome vem a sigla "PAPA" concedida a Pedro e aos seus sucessores. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus interroga os Apóstolos a seu respeito: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?"

De fato, eles foram surpreendidos por essa pergunta pessoal, no entanto, a resposta veio do céu pela boca de Simão Pedro: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

Com efeito, Deus Pai enviou o Seu Filho amado a este mundo para realizar por seu sacrifício de cruz a obra da Redenção da humanidade; e após a sua morte e ressurreição permanece no meio de nós na Sua Igreja, que é o Sacramento Universal da salvação, por isso, a Igreja é Santa, Católica, Apostólica, Romana; e como afirma são Paulo: "Cristo é a Cabeça do corpo, da Igreja." (Col 1,18a). Ou seja, a Igreja é Cristo, e Cristo é a Igreja; por isso, a Igreja é Santa, e aí de nós se não formos santos dentro dela.

Portanto, caríssimos, essa Festa se reveste de uma importância sem igual, porque confirma a escolha de Pedro e seus sucessores como representantes do Senhor Jesus na terra, como também confirma a permanência da Igreja até o fim dos tempos. De fato, a Palavra do Senhor Jesus é eterna e se cumpre na íntegra, como Ele mesmo disse: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão." (Mt 24,35).

Destarte, a mais de dois mil anos o Senhor Jesus vem construindo a Sua Igreja sobre a rocha de Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos, e continuará conduzindo as suas ovelhas para o Reino dos céus, por meio do Seu Vigário aqui na terra, cumprindo com isso o que afirma no Evangelho de hoje: "Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,14-29)(21/02/22).

Caríssimos, conhecemos os nossos limites; por isso, tudo o que os ultrapassa nos torna impotentes ou incapazes de vence-los, e isso nos leva a buscar ajuda para sanar tal situação; no entanto, em se tratando da fé, essa nos leva a crer firmemente no poder de Deus que vem em nosso socorro assim que o buscamos por meio da oração, e desse modo transpormos os limites da nossa incapacidade. É isso o que meditaremos nesta liturgia.

No Evangelho de hoje vemos a impotência dos discípulos diante de um caso de exorcismo que eles não conseguiram resolver, porém, quando viram o pai da criança recorrer ao Senhor Jesus, a solução foi imediata, e a criança foi libertada totalmente do mal que a possuía. De fato, três fatores foram fundamentais para a expulsão do maligno, a fé, a oração de intercessão e a ação direta do Senhor Jesus.

Na primeira leitura, são Tiago nos mostra como o maligno se infiltra numa comunidade para destruí-la: "Caríssimos, quem dentre vós é sábio e inteligente? Que ele mostre, por seu reto modo de proceder, a sua prática em sábia mansidão. Mas se fomentais, no coração, amargo ciúme e rivalidade, não vos glorieis nem procedais em contradição com a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto. Ao contrário, é terrena, materialista, diabólica! Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más."

Por outro lado, ele nos mostra como uma comunidade se mantém unida não permitindo a ação do maligno em seu meio: "A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz."

Portanto, caríssimos, uma comunidade fundamentada nessas virtudes tende a crescer e dar frutos de unidade, alegria, paz, amor e tantos outros que geram harmonia e bem estar entre os seus membros, desse modo, a fraternidade gerada pelo estado de graça revela a presença do Espírito Santo nela, Ele que é o doador de todos os dons e virtudes.

Destarte, escutemos humildemente com amor estas palavras que o Senhor Jesus dirigiu aos discípulos após indagarem por que não conseguiram expulsar o maligno daquela criança: “Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração”. Ou seja, como disse o Senhor ao pai da criança: "Tudo é possível para quem tem fé”. Então, compreendemos que é pela oração e pela fé que se manifesta o seu poder.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

"SEDE MISERICORDIOSOS COMO O VOSSO PAI É MISERICORDIOSO"


 Homilia do 7°Dom Tempo Comum (Lc 6,27-38)(20/02/22)

Caríssimos, alhando este mundo pela lógica e os critérios racionais vemos que ele se destina para uma grande ruína, e isto fica claro pelo o aumento da criminalidade e da maldade que se alastra como uma peste incurável que destrói a todos os que contagia. Em outras palavras, é como se não houvesse mais nenhuma solução ou salvação para livrar a humanidade desse precipício no qual está caíndo.

De certo, nós que vivemos da fé, não seguimos esta lógica fria, racionalista, sem esperança alguma; pelo contrário, seguimos a lógica do mandamento do amor que o Senhor Jesus nos ensina, como o ouvimos no Evangelho de hoje: “A vós, que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam." De fato, essa é a única lógica que vence o mal que está no mundo.

Com efeito, também nesse mesmo Evangelho, cujas sentenças se cumprem na íntegra à medida que as obedecemos, assim nos fala o Senhor: "Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. (Lc 6,36-38).

Todavia, perguntamos, como viver esse Evangelho neste mundo aparentemente destruido pelo pecado e dominado pelo demônio? Só existe uma solução, vive-lo decididamente de todo o nosso coração, porque ele é a Palavra da Verdade que nos liberta, cura, salva e faz feliz, por isso, jamais somos vencidos por mal algum. Aliás, a Palavra do Senhor Jesus, é a sua voz escrita pela qual se comunica conosco e nos concede a graça que nos sustenta no seu seguimento.

Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus se faz realmente presente em meio a nós no seio da sua Santa Igreja, por Sua Palavra proclamada em cada Santa Missa, pelos sete sacramentos, que são os sinais sensíveis da Sua Presença, e por meio das virtudes eternas que todos os batizados vivenciamos no nosso dia a dia. Destarte, permaneçamos fiéis até o dia eterno em que o Senhor Jesus nos fará entrar triunfantes com Ele na plenitude do Seu Reino.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

CUIDADO COM O PECADO DA LÍNGUA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,2-13)(19/02/22)

Caríssimos, a liberdade humana é uma graça divina que nos foi dada somente para fazer o bem, fora desse propósito, torna-se um abismo de perdição inigualável, pois, não podemos, em hipótese alguma, usar os dons de Deus para a prática do mal. Na primeira leitura de hoje são Tiago fala de um membro do nosso corpo cujo uso pode nos levar à felicidade eterna ou à destruição total da nossa vida; trata-se da língua, que ele compara a uma pequena chama que é capaz de incendiar e destruir uma floresta inteira, se alguém faz mal uso dela.

De fato, a palavra nos foi dada para vivermos em comunhão com Deus e entre nós, e nunca para criar divisões, discórdias, maledicências, mentiras e todo tipo de dasatino de que a língua ferina causa quando atiçada pelo inferno. A nossa fala é tão importante para o resultado final do nosso julgamento, que deveríamos pensar seriamente antes de abrir a nossa boca, pois, quem fala sem a inspiração divina, muito erra e causa a própria ruína.

Com efeito, os dois pecados mais praticados na face da terra são o julgamento injusto e o pecado da língua, e por incrível que pareça, esses pecados tem atingido um tão grande número de almas que poucos são as que estão fora desse ciclo de perversão. No Livro da Sabedoria assim está escrito: "Acautelai-vos, pois, de queixar-vos inutilmente, evitai que vossa língua se entregue à crítica, porque até mesmo uma palavra secreta não ficará sem castigo, e a boca que acusa com injustiça arrasta a alma à morte." (Sb 1,11).

Portanto, caríssimos, tomemos muito cuidado com o que dizemos, pois, como nos ensinou o Senhor, a nossa palavra será usada no dia do juízo final: "O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro. Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado. (Mt 12,35-37).

Destarte, escutemos ainda o que está escrito no livro da Sabedoria: "Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal." (Sb 1,12-15).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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