VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 5 de fevereiro de 2012

JESUS FOI PARA UM LUGAR SOLITÁRIO E ALI SE PÔS EM ORAÇÃO


Quando o Filho de Deus «levantando os olhos ao céu disse: 'Pai, glorifica o Teu Filho'» (Jo 17,1), ensinou-nos através desta ação que devemos levantar bem alto todos os nossos sentidos, as nossas mãos, as nossas faculdades, a nossa alma, e rezar n'Ele, com Ele e por Ele. Eis a obra melhor e mais santa que o Filho de Deus realizou na terra: adorar Seu bem amado Pai. Mas isto ultrapassa em muito qualquer raciocínio, e não conseguimos de maneira nenhuma alcançá-lo e compreendê-lo se não for no Espírito Santo. Santo Agostinho e Santo Anselmo dizem-nos que a oração é «uma elevação da alma para Deus». [...]

Eu digo-te apenas isto: liberta-te de ti mesmo e de todas as coisas criadas, e eleva plenamente a tua alma para Deus, acima de todas as criaturas, no abismo profundo. Mergulha o teu espírito no espírito de Deus com verdadeiro abandono [...], numa verdadeira união com Deus. [...] Pede a Deus tudo o que Ele quer que Lhe seja pedido, o que tu desejas e o que os homens desejam de ti. E acredita nisto: aquilo que uma pequena e insignificante moeda é, comparada com cem mil moedas de ouro, eis o que é toda a oração externa, comparada com esta oração que é uma verdadeira união com Deus, com esta fusão do espírito criado no espírito incriado de Deus. [...]

Se te pediram uma oração, é bom que a faças de maneira exterior, como te pediram e como tu te comprometeste a fazer. Mas ao fazê-lo leva a tua alma para as alturas e para o deserto interior, conduz para aí todo o teu rebanho como Moisés (Ex  3,1). [...] «Os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23). É nesta oração interior que se completam todas as práticas, todas as fórmulas e todos os tipos de oração que, desde Adão até agora, foram oferecidos, e que serão oferecidos até ao último dia. Tudo isto é levado à sua perfeição num instante, neste recolhimento verdadeiro e essencial.

Paz e Bem!

Fonte: Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 15, para a véspera dos Ramos

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O PAI DAS LUZES CONVIDA OS FILHOS DA LUZ (Cf. Lc 16,18)

                                                             










O PAI DAS LUZES CONVIDA OS FILHOS DA LUZ (Cf. Lc 16,18)

O Pai das luzes convida os filhos da luz (cf Lc 16,18) a celebrar esta festa de luz: «Aqueles que O contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido», diz o Salmo (34,6). Com efeito, «Aquele que habita numa luz inacessível» (1Tm 6,16) decidiu tornar-Se acessível; Ele abaixou-Se na nuvem da carne para que o fraco e o pequeno possam subir até Ele. Que descida misericordiosa! «Inclinou os céus», isto é, os cumes da divindade, e «desceu», tornando-Se presente na carne, «com densas nuvens debaixo dos Seus pés» (Sl 18,10). [...]

Obscuridade necessária para nos dar a luz! A luz verdadeira escondeu-Se na nuvem da carne, (cf Ex 13,21), nuvem obscura pela sua semelhança com a nossa «carne, idêntica à do pecado» (Rm 8,3). [...] Uma vez que a luz verdadeira fez da carne Seu esconderijo, nós, que somos seres de carne, aproximemo-nos do Verbo feito carne [...] para aprendermos a passar, pouco a pouco, da carne ao espírito.

Aproximemo-nos agora, pois hoje um novo sol brilha mais que o habitual. Até então tinha estado fechado em Belém, na estreiteza de um berço, e muito pouca gente O tinha conhecido; mas hoje, em Jerusalém, Ele apresenta-Se a um grande número, no Templo do Senhor. [...] Hoje o Sol eleva-Se para irradiar sobre o mundo inteiro. [...]

Se ao menos a minha alma pudesse arder com o desejo que inflamava Simeão, para que eu merecesse ser portador de uma tão grande luz! Mas, se a alma não for primeiro purificada dos seus pecados, não poderá ir ao encontro de Cristo «sobre as nuvens», da verdadeira liberdade (1Ts 4,17). [...] Só então poderá alegrar-se com Simeão na luz verdadeira e, como ele, partir em paz.

Paz e Bem!

Fonte: Adam de Perseigne (? -1221), abade cisterciense - Sermão 4 para a Purificação

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PERDOAR É UM DOS MAIORES ATOS DE AMOR













PERDOAR É UM DOS MAIORES ATOS DE AMOR...

Caríssimos, sabemos que Deus, em sua infinita bondade, nos criou por amor e somente para amar, por isso, quando não amamos, ficamos confusos e perturbados, isto é, nos perdemos por nós mesmos e vivemos sem o verdadeiro sentido de vida. Ora, somente um coração que ama é feliz e capaz de discernir qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.

O ser misericordioso é uma virtude que eleva nossa dignidade à condição divina, porque Deus que nos perdoa sempre nos deu também a virtude de perdoar-nos uns aos outros, e assim nos fazer participantes de sua misericórdia, transbordando-a até atingirmos o perfeito atributo, que é viver permanentemente sob sua graça. Com efeito, são Tiago nos ensina: “Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento.” (Tiag 2,12-13).

Ora, Cristo Jesus nos libertou do pecado, da morte e de todo o mal para nos conduzir santos e imaculados à Deus, que é nosso Pai, porque fomos adotados como seus filhos em Cristo; desse modo, fomos perdoados para perdoarmos, porque doravante o perdão se tornou para nós fonte de justiça e de liberdade definitiva. Só quem ama é que perdoa perfeitamente, porque o maior ato de amor é dar a vida por seus irmãos, como o fez Cristo Jesus, o Filho de Deus. Logo, só pode haver paz no coração humano reconciliado com Deus e com toda humana criatura; por isso, não podemos, em hipótese alguma, guardar mágoas, ódios, rixas ou qualquer espécie ressentimento, porque se isso acontecer, não haverá espaço para Deus em nosso coração, mas somente para o veneno mortal do não perdão.

E como devemos perdoar? Nunca tome como base de sua vida o pecado de quem quer que seja, em outras palavras, não dê atenção ao pecado dos outros, seja esse pecado contra sua pessoa ou contra as pessoas que amas, mas perdoe sempre sem nunca deixar de fazê-lo. Pois, assim nos exortou são Paulo: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.” (Ef 4,26-27).

E Jesus mesmo nos ensinou: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”. (Lc 6,36-38). E ainda: “Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.” (Mt 5,44-48).

Caríssimos, o primeiro ato de defesa contra a ofensa é o perdão, porque ele é um escudo de proteção, pois uma alma que perdoa conserva o estado de graça e é intocável pelo mal; visto que nada acontece em nossa vida por acaso ou sem a nossa permissão. Assim, meus irmãos, não podemos esquecer que estamos aqui unicamente para que a vontade de Deus aconteça e que nós somos os protagonistas de sua realização, porque Deus está sempre conosco e nunca nos deixa sozinhos; tudo o que o Senhor quer de nós é que obedeçamos aos seus mandamentos e lhe sejamos fiéis por toda a nossa vida, para que vivendo do seu amor o tenhamos sempre conosco a nos conduzir ao Seu Reino Eterno, morada definitiva dos seus eleitos.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TODOS OS FIÉIS TINHAM UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA












TODOS OS FIÉIS TINHAM UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA

Vede como é bom e alegre habitarem juntos os irmãos. Bom e alegre é habitar na unidade com os irmãos, porque vivendo deste modo, juntam-se à unidade da Igreja e, dizendo-se irmãos, concordam na caridade de um só querer. Já na primeira pregação dos apóstolos existia este grande preceito, conforme lemos: Todos os fiéis possuíam um só coração e uma só alma. Convém, portanto que o povo de Deus seja de irmãos em um só Pai, uma unidade em um só Espírito, vivam unânimes em uma só casa, sejam membros de um só corpo. Bom e alegre é habitarem os irmãos na unidade.

O profeta encontra uma comparação para esta alegria e bondade: Como o óleo sobre a cabeça, que desce pela barba de Aarão, até à orla de suas vestes. O óleo de Aarão foi um bálsamo composto de perfumes, que o ungiu por sacerdote. Agradou a Deus que assim, primeiramente, fosse consagrado seu sacerdote. Nosso Senhor também foi ungido invisivelmente, de preferência a seus companheiros. Unção não terena; não derramada de um chifre, como se ungiam os reis, mas unção com o óleo da alegria, depois da qual, conforme a lei, Aarão foi chamado de “Cristo”, isto é, “o ungido”.

Como esta unção expele os imundos espíritos do coração de quem a recebe, também pela unção da caridade, começamos a exalar a concórdia, tão suave a Deus, como diz o apóstolo: Somos o bom odor de Cristo. Assim, pois, como a primeira unção, e de Aarão sacerdote, foi agradável a Deus, do mesmo modo é bom e alegre habitarem os irmãos na unidade.

O óleo desceu da cabeça à barba. A barba é o distintivo da idade adulta. Não é bom sermos crianças em Cristo, a não ser, como já se disse, crianças na malícia, não no entendimento. O apóstolo chama todos os infiéis de criancinhas, que ainda não suportam alimento sólido, precisam de leite. Ele diz: Dei-vos leite a beber e não alimento sólido; ainda não éreis capazes e nem mesmo agora o sois.

Paz e Bem!

Fonte: Dos Tratados sobre os Salmos, do Pseudo Hilário - (Ps.132: PLS1,244-245) (Séc.IV) http://www.liturgiadashoras.org/index.html (30/01/12)


sábado, 28 de janeiro de 2012

VIVENDO O MILAGRE (Cf. Jo 6,1-15)...


















VIVENDO O MILAGRE (Cf. Jo. 6,1-15)...


O ser humano, por sua limitação e dependência da criação, tem necessidades que precisam ser supridas; e Deus, na sua infinita misericórdia, é Aquele que supre tudo o que necessitamos para viver; fora de Deus não há satisfação permanente, mas somente algum tipo de satisfação momentânea, daí o ser cogente (necessário) viver da fé, como está escrito: “O justo vive da fé”. Por isso, a vida é um milagre em todos os sentidos e só Deus com o seu poder criador-redentor salva os que nele confiam porque liberam esse poder de Deus por meio da fé.

Viver o milagre é desprover-se de todo interesse mesquinho e fugaz, é viver a acepção plena da pertença, é o ser de Deus “com Cristo por Cristo e em Cristo”; é ser o homem espiritual a que São Paulo se refere, isto é, o homem conduzido pelo Espírito Santo de Deus, “que julga todas as coisas e não é julgado por ninguém”. (1Cor. 2,15). É aquele que percebe o verdadeiro sentido das coisas, pois vê a essência delas pela graça de Deus. Crê é ser aquilo que acreditamos; e assim, de fato, viveremos o milagre da existência experimentando em nós mesmos e na criação a presença e a ação de Cristo Jesus. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

POR AMOR DE CRISTO, PAULO TUDO SUPORTOU...

















POR AMOR DE CRISTO, PAULO TUDO SUPORTOU...

Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo - (Hom. 2 de laudibus sancti Pauli: PG 50,447-480) (Séc.IV)

O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura humana, Paulo o demonstrou mais do que qualquer outro. Cada dia ele subia mais alto e se tornava mais ardente, cada dia lutava com energia sempre nova contra os perigos que o ameaçavam. É o que depreendemos de suas próprias palavras: Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente (cf. Fl 3,13).

Percebendo a morte iminente, convidava os outros a comungarem da sua alegria, dizendo: Alegrai-vos e congratulai-vos comigo (Fl 2,18). Diante dos perigos, injúrias e opróbrios, igualmente se alegra e escreve aos coríntios: Eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições (2Cor 12,10); porque sendo estas, conforme declarava, as armas da justiça, mostrava que delas lhe vinha um grande proveito.

Realmente, no meio das insídias dos inimigos, conquistava contínuas vitórias triunfando de todos os seus assaltos. E em toda parte, flagelado, coberto de injúrias e maldições, como se desfilasse num cortejo triunfal, erguendo numerosos troféus, gloriava-se e dava graças a Deus, dizendo: Graças sejam dadas a Deus que nos fez sempre triunfar (2Cor 2,14).

Por isso, corria ao encontro das humilhações e das ofensas que suportava por causa da pregação, com mais entusiasmo do que nós quando nos apressamos para alcançar o prazer das honrarias; aspirava mais pela morte do que nós pela vida; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava muito mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. Uma só coisa o amedrontava e fazia temer: ofender a Deus. E uma única coisa desejava: agradar a Deus.

Só se alegrava no amor de Cristo, que era para ele o maior de todos os bens; com isto julgava-se o mais feliz dos homens; sem isto, de nada lhe valia ser amigo dos senhores e poderosos. Com este amor preferia ser o último de todos, isto é, ser contado entre os réprobos, do que encontrar-se no meio de homens famosos pela consideração e pela honra, mas privados do amor de Cristo.

Para ele, o maior e único tormento consistia em separar-se de semelhante amor; esta era a sua geena, o seu único castigo, o infinito e intolerável suplício.

Em compensação, gozar do amor de Cristo era para ele a vida, o mundo, o anjo, o presente, o futuro, o reino, a promessa, enfim, todos os bens. Afora isto, nada tinha por triste ou alegre. De tudo o que existe no mundo, nada lhe era agradável ou desagradável. Não se importava com as coisas que admiramos, como se costuma desprezar a erva apodrecida. Para ele, tanto os tiranos como as multidões enfurecidas eram como mosquitos. Considerava como brinquedo de crianças os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, desde que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo.

Responsório 1Tm 1,13b-14; 1Cor 15,9b

R. Consegui misericórdia porque agi por ignorância e na incredulidade;
* Mas a graça do Senhor foi em mim mais que abundante
com a fé e o amor que está em Jesus Cristo.

V. Não mereço ser chamado com o nome de apóstolo
pois cheguei a perseguir a Igreja do Senhor.  *

Paz e Bem!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MARIA É A MÃE DA IGREJA


MARIA É A MÃE DA IGREJA

Maria é a Mãe da Igreja Por ser a Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico, Maria é também Mãe da Igreja. Durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI declarou solenemente que: ´Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo Cristão, tanto dos fiéis como dos pastores´ (21/11/64). Em 30/06/68, no Credo do Povo de Deus, ele repetiu essa verdade de forma ainda mais forte: ´Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos´.

A presença da Virgem Maria é tão forte e indissociável no mistério de Cristo e da Igreja, que Paulo VI no discurso de 21/11/64 afirmou que: ´O conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre a Bem-aventurada Virgem Maria continuará sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja´. Conhecer Maria “segundo a doutrina católica” é conhecer Jesus e a Igreja, pois Maria foi peça chave, indispensável, no Plano de Deus para a Redenção da humanidade.  “Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher,... para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gal 4,4). Ou como diz o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, falando de Jesus: “O qual, por amor de nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria”.

Desde os primeiros séculos do Cristianismo Maria é reconhecida e chamada pelos cristãos de “Mãe de Deus” “Theotokos”. Desde o final do século dois, os cristãos do Egito e do norte da África, onde havia mais de 400 comunidades cristãs, já a invocavam como Mãe de Deus, na oração que talvez seja a mais antiga que a Igreja conheça: “Debaixo de Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita”.

Para cumprir a missão extraordinária de Mãe de Deus, Maria foi enriquecida por Deus com todas as graças, e de modo especialíssimo com a graça de nunca conhecer o pecado: nem o original e nem o pessoal. Foi concebida no seio de sua Mãe, santa Ana, sem a culpa original. O dogma da “Imaculada Conceição de Maria”, reconhecido pela Igreja desde os primeiros séculos, foi proclamado solenemente pelo Papa Pio IX, em 8/12/1854, através da Bula “Ineffabilis Deus”: “Nós declaramos, decretamos, e definimos que... em virtude dos méritos de Jesus Cristo... a bem aventurada Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição...”

Nas aparições a Santa Catarina Labouré, em Paris, em 1830, Maria ensinou-lhe a conhecida oração que foi cunhada na “Medalha Milagrosa”: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Em 1858, quatro anos após a solene declaração do Papa Pio IX, Ela mesma revelou seu nome a Santa Bernardete, em Lourdes: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Por isso, o último santo Concílio a chamou de: “Mãe de Deus Filho, e, portanto, filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo” (LG, 53). E ainda registra o Santo Concílio Vaticano II que: “Com este dom de graça sem igual, ultrapassa de longe todas as outras criatura celestes e terrestres” (idem).

E repete as palavras de Santo Agostinho: “Verdadeiramente mãe dos membros de Cristo ... porque com o seu amor colaborou para que na Igreja nascessem os fiéis, que são membros daquela Cabeça”. E mais: “Por esta razão é também saudada como membro supereminente e absolutamente singular da Igreja, e também como seu protótipo e modelo acabado da mesma, na fé, e na caridade; e a Igreja católica, guiada pelo Espírito Santo, honra-a como Mãe amantíssima, dedicando-lhe afeto de piedade filial”. (LG,53). E o Sagrado Concílio reconhece que Maria: “... na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós”. (LG,54).

Maria é aquela Mulher que atravessa toda a história da salvação do Gênesis ao Apocalipse. Ela é a Mulher que vence a Serpente, que havia vencido a mulher: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Gen 3,15). Quando Jesus chama a sua Mãe de Mulher, é para nos indicar quem é a grande Mulher predileta de Deus: “Mulher, isto compete a nós? Minha hora ainda não chegou”. (Jo 2,4). “Mulher, eis aí teu filho”. (Jo 19,26).

Maria é a Virgem que o profeta anunciou que haveria de conceber e dar à luz um Filho, cujo nome é Emanuel (cf Is 7,14; Mq 5,2-3; Mt 1,22-23). Pela primeira virgem entrou o pecado na história dos homens, e com ele a morte (Cf. Rom 6,2); pela nova Virgem entrou a salvação e a vida eterna. Foi ela quem deu a carne ao Filho de Deus, para que “mediante os mistérios da carne libertasse o homem do pecado”. (LG,55). Sem isto Cristo não poderia ser o grande e eterno Sacerdote da Nova Aliança. Eis aí o papel indispensável de Maria. Como diziam os Santos Padres: “Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e com inteira obediência” (LG, 56). “Quis, porém, o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida da aceitação por parte da Mãe predestinada, a fim de que, assim como uma mulher tinha contribuído para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida” (idem). Os Santos Padres disseram: “O laço da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva atou com sua incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé”. (S. Ireneu). E ainda, disse S. Jerônimo: “A morte veio por Eva, a vida por Maria”.

A união de Maria com Jesus, na obra da Redenção, acontece desde a Encarnação até o Calvário. Assim foi na visita a Isabel (Lc1, 41-45), no nascimento na gruta de Belém, na apresentação no Templo diante de Simeão (Lc 2, 34´35), no encontro entre os doutores (Lc 2, 41´51). Na vida pública de Jesus, Maria logo se manifesta nas bodas de Caná, antecipando a hora dos milagres (Cf. Jo 2,11), revelando-se a mãe de misericórdia e intercessora nossa. Durante a pregação de Jesus, recolhia as suas palavras e “guardava tudo no coração”. (Lc 2,19 e 51). E assim ela foi avançando no caminho da fé e manteve fielmente a sua união com o Filho até a cruz, onde estava, por vontade de Deus, de pé (Jo 19,25), oferecendo-o ao Pai por cada filho. Com Jesus ela sofreu profundamente. Como disse alguém, “Jesus sofreu a Paixão, Ela a compaixão”. A espada predita por Simeão atravessou-lhe inteiramente a alma.

Assim se expressou o Santo Concílio: “Sofreu profundamente com o Unigênito e associou-se de coração materno ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado; finalmente, ouviu estas palavras do próprio Jesus Cristo, ao morrer na cruz, dando-a ao discípulo por Mãe: “mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,26-27),(LG,62). Após a Ascensão do Senhor ao céu vemos Maria com os seus discípulos, aguardando a vinda do Prometido do Pai, implorando com suas orações a chegada do Espírito Santo: “Todos eles perseveravam unanimemente na oração; juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele” (At 1,14). E, finalmente, terminando a sua vida terrena, ela que fora preservada de toda mancha do pecado, “Foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que se parecesse mais com o seu Filho, Senhor dos Senhores (cf. Apo 19, 16) e vencedor do pecado e da morte” (LG 59).

Maria não substitui a Mediação única de Cristo diante do Pai. São Paulo deixou claro: “Porque há um só Deus, também há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, verdadeiro homem que se ofereceu em resgate de todos” (1 Tm 2,5´6). A função maternal de Maria acontece por livre escolha de Deus e não por necessidade intrínseca e se realiza pelos méritos de Cristo e de sua mediação única, e dela depende absolutamente em toda a sua eficácia, isto é, sem o sacrifício redentor de Cristo, a função de Maria como medianeira, não seria possível. Portanto, Maria, longe de impedir o contato dos seus filhos com o Filho, o facilita ainda mais. Logo, Maria jamais substitui a única e indispensável mediação de Jesus diante do Pai, mas coopera com ela para o bem de seus filhos. No céu ”garante a Igreja” Maria continua a sua missão de Intercessora para “obter-nos os dons da salvação eterna”. “Com seu amor de Mãe, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz” (LG, 62).

Sem nada diminuir ou acrescentar à exclusividade de Cristo, Mediador único, Maria é invocada pelos seus filhos com os títulos de Advogada, Medianeira, Auxiliadora dos Cristãos, Refúgio, Consoladora, Porta do Céu, e muitos outros. Por todas essas razões a Igreja presta, e sempre prestou, um culto especial a Maria, Mãe de Deus. Não um culto de adoração (latria), que só é devido a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), mas um culto de hiper-veneração (hiperdulia). “O Sagrado Concílio ensina deliberadamente essa doutrina católica e exorta ao mesmo tempo todos os filhos da Igreja a que promovam dignamente o culto da Virgem Santíssima, de modo especial o culto litúrgico; e que tenham em grande estima as práticas e os exercícios de piedade que em sua honra o magistério da Igreja recomendou no decorrer dos séculos” (LG, 67). E o santo Concílio adverte: “Recordem-se os fiéis de que a devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro ou em vã credulidade, mas procede da fé verdadeira que nos leva a reconhecer a excelência da Mãe de Deus e nos incita a um amor filial para com a nossa Mãe, e à imitação das suas virtudes´ (LG, 67).

A Virgem Maria sempre deu provas claras do seu amor maternal à Igreja, especialmente nos momentos em que esta foi ameaçada. Quando, por exemplo, em 1571, a civilização cristã estava em risco na Europa, devido ao ameaçador avanço dos mulçumanos, o Papa S. Pio V implorou a proteção de Maria em favor do povo cristão, pedindo que a Virgem afastasse, de uma vez por todas, os perigos do islamismo. No dia 07/10/1571, na grande e decisiva batalha de Lepanto, na Grécia, as tropas dos príncipes cristãos venceram definitivamente os turcos otomanos. Para agradecer à Mãe da Igreja essa vitória insigne, o Papa mandou incluir na Ladainha Lauretana a invocação, “Auxiliadora dos Cristãos, Rogai por nós”, e definiu o dia 7 de Outubro como o dia de Nossa Senhora do Rosário, em agradecimento e homenagem à proteção dada à Igreja.

Outro fato marcante da providência da Mãe e Auxiliadora, se viu quando o imperador Napoleão Bonaparte mandou prender o Papa Pio VII, que não quis aprovar a anulação do seu casamento com Josefina. Na noite de 5 a 6 de julho de 1809 Napoleão mandou prender o Papa em Savona (Itália do Norte), que foi submetido a vexames por parte do imperador. Em 1812 o Papa foi transferido para a cadeia de Fontainebleau perto de Paris. Em todo o seu sofrimento o Papa se recomendou aos cuidados de Nossa Senhora, Auxiliadora dos Cristãos. Em 10/03/1814, já vencido pelos inimigos, Napoleão deu liberdade ao Papa, que neste dia partiu para Roma, onde chegou em 24 de maio, passando por Savona. Nesta cidade coroou Nossa Senhora com uma coroa de ouro, em agradecimento de sua libertação. No dia 24 de maio, ao chegar em Roma, instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, dia do seu regresso a Roma. Poucos dias depois, em 11/04/1814, no mesmo Castelo de Fontainebleau, onde mandara prender o Papa, Napoleão era obrigado a abdicar do trono da França. Em 18/06/1815 era vencido na batalha de Waterloo e deportado para a ilha de Santa Helena.

Gostaríamos de recomendar aqui a leitura do livro “A Mulher do Apocalipse” (Loyola, 1995) onde procuramos sintetizar a doutrina católica sobre Maria; e o grande livro de São Luiz de Montfort, “O Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima”, afim de conhecer melhor e amar mais a Mãe da Igreja e nossa Mãe.

Paz e Bem!

Do Livro: A MINHA IGREJA - Do Prof. Felipe de Aquino

Fonte: http://www.cleofas.com.b

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

COMPLETOU-SE O TEMPO, O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO...















COMPLETOU-SE O TEMPO, O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO...

O tempo é urgente...
A vida também urge por tranquilidade...
Visto que, a maldade do pecado não dá trégua alguma...
Deixando um rastro de destruição em toda extensão da terra...
Rastro de guerras, vícios, perturbação; falcatruas, corrupção; 
malignidade, perversidade e podridão de toda espécie...

Oh! Deus, como pode...
Um universo tão lindo, com seres tão especiais...
Perdendo o rumo e se destruindo...
por conta do mal que nele se tem feito...
Como se tudo fosse imperfeito e não obra de tuas mãos?

Como pode a verdade ser passada para trás pela mentira?
Como pode o bem deixar de ser feito por causa da ganância dos que se acham no direito de roubar impunimente, como se os demais fossem dementes e não filhos de um mesmo Pai?
Onde vai parar essa massa ingênua,
enganada pela imprensa voluptuosa,
que nada de proveitoso informa,
mas, só serve para deformar a verdadeira conduta?

São questões aparentemente sem respostas...
Porque os “donos” dessa troça chamada poder temporal...
se aproveitam das massas perdidas, desoladas, combalidas...
metidas na desobediência coletiva, quase sem comando algum...
E desse modo, seguem cegos, confusos, impudicos,
como se filhos de Deus não fossem...

Como é triste, Senhor, ver que os teus inimigos querem vencer teus filhos à todo custo, se valendo da podridão e perdição que semeiam em todos os campos da seara da vida!
Ah! Mas sei que já estás passando a limpo tudo isto...
E que só caem no precipício aqueles que se afastam de Ti pelos pecados mortais cometidos...

Por isso, estamos aqui, Senhor, para te seguir fielmente...
Porque quem te segue humildemente nunca erra em suas decisões...
Pelo contrário, testemunham tua vitória sobre todo mal...
Participam do teu Reino de amor...
E te proclamam como o único Senhor e salvador de suas vidas!
Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

***
"Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho." (Mar 1,15).

Pois, “Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro”. (Apocalipse 22,7).

“Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas”. (Apocalipse 22,14)

“Eu ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Felizes os mortos que doravante morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem”. (Apocalipse 14,13).

***



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sábado, 21 de janeiro de 2012

FELIZ AQUELE CUJO PECADO FOI PERDOADO...















FELIZ AQUELE CUJO PECADO FOI PERDOADO...

Da Carta aos Coríntios, de São Clemente I, papa - (Nn.49-50: Funk 1,123-125) (Séc.I)

Quem poderá falar sobre o vínculo da caridade de Deus?

Quem tem a caridade em Cristo, que cumpra os mandamentos de Cristo! Quem poderá descrever o laço da caridade de Deus? Quem conseguirá discorrer sobre a perfeição de sua beleza? É indizível a profundeza a que nos leva a caridade, nossa união com Deus. A caridade cobre uma multidão de pecados, a caridade tudo suporta, tudo tolera com paciência. Não há nada de sórdido nem de soberbo na caridade. A caridade não tolera a divisão, não provoca revolta. A caridade tudo faz na concórdia. Na caridade todos os eleitos de Deus são perfeitos. Sem a caridade nada é aceito por Deus. Na caridade Deus nos assumiu para si. Pela caridade que tem para conosco, nosso Senhor Jesus Cristo, obediente à vontade divina, por nós entregou o seu sangue, a sua carne, por nossa carne, a sua alma, por nossa alma.

Bem vedes, caríssimos, como é grande e admirável a caridade e impossível descrever toda a sua perfeição. Quem merecerá ser encontrado nela, a não ser aqueles que Deus quiser tornar dignos? Oremos, pois, e peçamos-lhe misericórdia, a fim de estarmos na caridade, sem culpa e sem qualquer interesse puramente humano. Passaram todas as gerações desde Adão até à presente. Mas aqueles que, pela graça de Deus, atingiram a perfeição da caridade, alcançam um lugar sagrado e serão manifestados na vinda do reino de Cristo. Porque está escrito: Entrai por um pouco de tempo em vossos aposentos, até que passe minha cólera e meu furor; e lembrar-me-ei dos dias bons e erguer-vos-ei de vossos sepulcros.

Caríssimos, se cumprirmos os preceitos do Senhor na concórdia e na caridade somos muito felizes, porque por elas nossos pecados serão perdoados. Como está escrito: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argui de falta, e em cujos lábios não há engano. A proclamação desta felicidade atinge os que, por Jesus Cristo, nosso Senhor, são os eleitos de Deus; a quem seja a glória pelos séculos sem fim. Amém.

Responsório 1Jo 4,16.7a

R. Conhecemos e cremos no amor, que Deus manifesta por nós. * Pois quem permanece no amor, em Deus permanece e Deus nele.

V. Amemo-nos, pois uns aos outros, porque o amor vem de Deus. * Pois quem.

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
***

Paz e Bem!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

COMO MANTER A PAZ INTERIOR EM MEIO ÀS PROVAÇÕES DO DIA A DIA?
















COMO MANTER A PAZ INTERIOR EM MEIO ÀS PROVAÇÕES DO DIA A DIA?

“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1Cor 10,13).


Ø  A nossa vida é um dom que Deus nos deu para que nós o encontremos aqui e permaneçamos Nele, por Ele e para Ele; isto porque nada neste mundo se compara ao dom da vida que de Deus recebemos...

Ø  O amor é a verdade divina que preenche todos os espaços de nossas almas e perpassa todo nosso entendimento, porque gera uma profunda paz interior, por isso, não precisamos de mais nada fora dessa verdade...

Ø  O amor perdoa sempre, mas requer dos amentes a compreensão dessa verdade, para que o perdão seja recíproco e o amor permaneça firme, apesar das imperfeições que os assola...

Ø  Os problemas que se nos aparecem, nós passamos por eles e os vencemos, porque quem nos conduz é o Senhor. O Senhor conhece muito bem cada um de nós e sabe que Ele é a nossa única proteção, porque sem Ele não vamos a lugar nenhum...

Ø  O meu prazer é fazer a vontade de Deus, e que prazer! Nada se compara a essa verdade, unir-se à Jesus Sacramentado, alimento santo que nos satisfaz plenamente, aqui e por toda a eternidade...

Ø  Quem vive da Eucaristia já experimenta o céu em sua alma, desse modo, o céu está muito mais próximo do que imaginamos...

Ø  Todos os santos se encontrarão na glória de Deus, disso não podemos nem pensar em ter alguma dúvida...

Ø  Veja Jesus em mim, porque também o vejo em ti, isto nos é mais que suficiente...

Ø  Ora, nós os filhos e filhas de Deus, não vivemos para este mundo, mas vivemos neste mundo para a eternidade; logo, tudo o que fazemos já é eterno, por isso, é preciso que correspondamos sempre à vontade de Deus; porque é puro engano e insensatez viver somente para este mundo...

Ø  Nunca estamos sozinhos, porque Deus nos criou comunidade como Ele; por isso, nunca se sinta só, porque não somos ilhas, mas continentes eternos em plena comunhão com o Senhor...

Ø  Não dê atenção ao pecado de ninguém, mas perdoe a todos sempre, porque, deste modo, estarás em plena comunhão com a vontade de Deus, que em nada te falta...

Ø  Um olhar sincero é uma das mais belas comunicações, porque o olhar transparente revela a beleza, a singeleza e a grandeza da alma...

***
“Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”. (Jo 16,33).

***

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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