VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

quarta-feira, 31 de março de 2021

QUANDO O PECADO OCUPA A ALMA...

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA 

(Mt 26,14-25)(31/03/21)


Caríssimos, não existe nada mais repugnante do que o pecado, e ainda pior quando cometido conscientemente como se o mal fosse um bem, apesar do estado mórbido da alma ao pratica-lo. De fato, todo pecado fere a nossa dignidade e a dos outros; ele é sempre uma ofensa contra Deus, por atingir a sua imagem e semelhança que somos; todo pecado vem do maligno e é sinônimo de maldição.


Comentando este Evangelho de hoje, disse o Papa emérito Bento XVI: "Quarta-Feira Santa introduz-nos já no clima dramático dos próximos dias, permeados da recordação da paixão e morte de Cristo. De fato, na liturgia de hoje, o evangelista Mateus repropõe à nossa meditação o breve diálogo que Jesus teve no Cenáculo com Judas. "Porventura sou eu, Rabbi?", pergunta o traidor ao Mestre divino, que tinha prenunciado: "Em verdade vos digo: um de vós Me há-de entregar". Foi incisiva a resposta do Senhor: "Tu o dizes" (cf. Mt 26,14-25). 


Por seu lado São João conclui a narração do anúncio da traição de Judas com poucas palavras, mas significativas: "E era noite" (Jo 13, 30), quando o traidor abandona o Cenáculo, intensifica-se a escuridão no seu coração é a noite interior; aumenta o desânimo no coração dos outros discípulos também eles se encaminham para a noite enquanto trevas de abandono e de ódio se adensam sobre o Filho do Homem que se encaminha para consumar o seu sacrifício na cruz.


Queridos irmãos e irmãs, o Mistério pascal, que o Tríduo Sacro nos fará reviver, não é só recordação de uma realidade que passou, é realidade atual: também hoje Cristo vence com o seu amor o pecado e a morte. O Mal, em todas as suas formas, não tem a última palavra. O triunfo final é de Cristo, da verdade e do amor! Se com Ele estamos dispostos a sofrer e a morrer, recordar-nos-á São Paulo na Vigília pascal, a sua vida torna-se a nossa vida (cf. Rm 6, 9). 


Sobre esta certeza se baseia e se constrói a nossa existência cristã. Invocando a intercessão de Maria Santíssima, que seguiu Jesus pelo caminho da Paixão e da Cruz e o abraçou depois da sua deposição, desejo a todos vós que participeis devotamente no Tríduo Pascal para sentir a alegria da Páscoa juntamente com todos os que vos são queridos." (Papa Bento XVI, audiência geral, 04/04/07)


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 30 de março de 2021

NADA SE COMPARA AO TEU AMOR SENHOR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Jo 13,21-33.36-38)(30/03/21)


Caríssimos, por traz da negação da verdade se encontra as nossas misérias e o quanto nós somos frágeis por nós mesmos; no entanto, para onde olharmos seja com os olhos físicos ou com os olhos da alma a verdade ali está, refletindo a grandeza do nosso Criador, estampada na obra da criação. Porém, é na cruz de Jesus onde a encontramos com mais evidência ainda, pois, foi por Seu Sacrifício cruento que o Senhor nos amou e nos libertou da escravidão do pecado, da morte e do inferno.


Com efeito, todo pecado é uma negação da verdade, no entanto, nenhum pecado prevalecerá sobre ela. Por isso, o amor do Senhor reinará para sempre acima de todas as coisas, pois, como Ele mesmo disse: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos." E de imediato, acrescentou: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando." 


Mas, por que o Senhor disse isso? Eis a resposta: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda." (Jo 15,15-16).


No Evangelho de hoje Jesus nos mostra a Sua total confiança no Pai, apresentando à Ele a nossa fragilidade assumida pela Sua submissão amorosa e incondicional; a qual, são Paulo descreveu com maestria: "Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo, e assemelhando-se aos homens." (Fl 2,6-7).


Portanto, caríssimos, assim como Pedro negou o Senhor por três vezes e caíndo em si viu o mal que fizera; creio que pelos muitos pecados também o negamos, por isso, precisamos do mesmo olhar misericordioso que o Senhor lançou sobre Pedro, a fim de que choremos também nós, profundamente arrependidos, por lhe ter negado e ofendido com os nossos pecados.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 29 de março de 2021

A ALMA QUE SABE AGRADECER AO SEU SENHOR, SE ENTREGA A ELE TOTALMENTE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Jo 12,1-11)(29/03/21)


Caríssimos, para nós que seguimos o Senhor Jesus nesta trajetória rumo à eternidade, que aqui chega ao fim com a morte temporal, temos muito a aprender com os exemplos dos relatos bíblicos que o Senhor nos deixou como tesouros para o nosso discipulado. E nesta segunda-feira da semana santa, temos um grande exemplo à seguir a partir das cenas do episódio do jantar na casa de Lázaro à quem o Senhor Jesus havia ressuscitado.


Na primeira cena, todos se alegram com a presença de Jesus, e logo vem Maria, irmã do anfitrião, portando um frasco contendo um bálsamo de suave odor, digno do Seu Mestre e Senhor a quem amava de coração pela libertação que dele recebera. E tomada por tamanho amor, unge-lhe os pés e os enchuga com seus cabelos como expressão de profunda gratidão por todo o bem recebido.


Segunda cena, vemos que toda expressão de amor e de gratidão para com Deus ou para com os seus mensageiros, se torna motivo de repúdio por parte daqueles que não tem um coração agradecido, e por isso, não suportam o amor dos que reconhecem o bem recebido e humildemente agradecem.


Ora, e nesta cena, vemos a contestação de Judas Escariotes, reivindicando a caridade para com os pobres, quando na verdade estava usando os pobres com o fim de satisfazer os próprios interesses. De fato, e como um pecado é porta de entrada para outros, logo se apossou dele a ganância à ponto de vender Jesus aos doutores da Lei por trinta moedas de prata para que fosse condenado a morte.


Portanto, caríssimos, como vimos nesse episódio, mesmo cheios de alegria pela presença do Senhor Jesus, ainda houve quem desse espaço para a ação do maligno; todavia, o Senhor nos ensina a não perdermos tempo nem darmos atenção às reações do mal que tenta atrapalhar a nossa comunhão com Ele. Por isso, a Sua Palavra é fundamental para nos manter em plena harmonia.


Destarte, muita atenção com os estragadores de virtudes, pois, viver na presença de Deus e em permanente comunhão com Ele é tudo em nossa vida.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 28 de março de 2021

SOLENIDADE DO DOMINGO DE RAMOS...


 Homilia do Domingo de Ramos (Mc 15,1-39)(28/03/21)


Caríssimos, a liturgia de hoje nos chama à exaltarmos o Senhor Jesus como único Rei de nossa vida, à nos unirmos a Ele totalmente, para assim vencermos a impotência do medo, o desânimo da falta de fé e o vazio que ele gera. Ora, sabemos muito bem que estamos vivendo um tempo de duras provas o qual nos convoca ao arrependimento dos nossos pecados e à conversão, à penitência e a vida de oração, sem as quais nada poderá mudar.


Com efeito, pela bondade do Senhor aqui estamos alimentando a esperança de que a nossa fragilidade acompanhada do arrependimento sincero e dos bons propósitos, atrai a Sua Divina Misericórdia sobre nós que estamos atravessando este momento tão difícil, para que sob a proteção do Rei Jesus, vivamos a verdadeira fé que tudo pode, até mesmo transportar montanhas ao mar.


De fato, como seria bom uma conversão em massa como a que houve entre os Ninivitas na época do Profeta Jonas; como seria bom termos as nossas igrejas novamente repletas de homens e mulheres piedosos em busca da Santidade de vida. Como seria bom fazer das nossas cidades uma Jerusalém celeste para que nelas reinasse Jesus Cristo, o Filho de Deus, nosso grande Rei e Salvador.


De certo, com a narração da Paixão e morte do Senhor se inicia neste Domingo de Ramos a Semana Santa na qual se deram os acontecimentos que mudaram para sempre a história da humanidade. Ora, ao entrar humildemente em Jerusalém montado num jumentinho, Jesus nos revela que o Seu Reino não é deste mundo e que a verdadeira felicidade consiste na simplescidade com que vivemos diante de Deus, nosso Pai celestial.


Portanto, caríssimos, "a leitura da Paixão do Senhor, é a leitura de um drama infinito bem à nossa vista"; de fato, talvez não entendamos o porquê do sacrifício do inocente Filho de Deus, o Cordeiro imolado; o Servo Sofredor. Todavia, entendemos o para que desse acontecimento, isto é, para que se cumpra a Justiça divina, que pune os culpados, mas salva os que se arrependem dos seus pecados e lhes dá a vida eterna.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 27 de março de 2021

A FÉ VERDADEIRA NÃO CONDENA NINGUÉM...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Jo 10,31-42)(26/03/21)


Caríssimos, a fé racional é falsa, e a causa da cegueira das almas, por isso, não suportam as evidências divinas, por nada enchergarem além da escuridão na qual vivem, desse modo, se tornam incapazes do verdadeiro discernimento uma vez que lhes falta a graça da humildade e das boas obras.


Ora, os que cultivam tal fé tendem facilmente à blasfêmia, ao ódio e à violência pensando que são justos defensores da causa de Deus e da fé verdadeira, quando na verdade o estão negando e o expulsando dos seus corações por suas ações maléficas, como lhes mostrou o Profeta Isaías: "Este povo me honra somente com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim. Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens." (Is 29,13).


No Evangelho de hoje os judeus querem apedrejar Jesus por dizer que era o Filho de Deus e que fora enviado por Ele como o Messias, o salvador do Seu povo e da humanidade, e que as obras que realizava era a evidência e a comprovação do que afirmava.


De certo, a fé é um dom do Espírito Santo que transpõe a nossa racionalidade nos mostrando que a libertação da humanidade se fundamenta no amor que Deus nos demonstrou em Seu Filho Jesus Cristo, que mesmo sendo rejeitando, agredido e crucificado perdoa seus algozes e todos os pecadores que a Ele recorrem arrependidos, buscando a salvação que nos veio trazer.


Portanto, caríssimos, avaliemos a nossa profissão de fé e vejamos se ela é realmente uma comprovação do amor de Deus em nossa vida para que o transbordemos com o nosso testemunho; caso contrário, ela não passa de cegueira espiritual, algo que só serve às maledicências e a incoerência de querer julgar os outros, quando na verdade, por falta de coerência não convencemos nem a nós mesmos.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

A LUTA CONTRA O PECADO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Jo 11,45-56)(27/03/21)


Caríssimos, nenhum pecado é cometido sem que primeiro haja alguma tentação que começa sorrateiramente por conta do maligno; e tal tentação vai crescendo, crescendo e aos poucos vai minando as nossas resistências; depois vem as justificativas e com elas aumenta o desejo de cometer o pecado até que seja cometido, nos tirando totalmente do estado de graça, isto é, da comunhão com Deus.


Com efeito, é isso o que vimos acontecer com os doutores da Lei e o Sumo Sacerdote ao planejarem e consumarem o assassinato do Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. Ora, por trás de toda tentação está o demônio, autor do pecado, que fala sutilmente por meio de falsas sugestões cheias de justificativas, tentando abafar a voz do Senhor que nos diz para não ouvirmos nem dialogarmos com o maligno. 


Ao comentar esse Evangelho de hoje, disse o Papa Francisco: "Esta forma de proceder dos doutores da lei é precisamente uma figura de como a tentação age em nós, porque por trás dela estava obviamente o diabo que queria destruir Jesus, e a tentação em nós geralmente age assim: começa com pouco, com um desejo, uma ideia, cresce, contagia outros e no fim é justificada.


Deveríamos ter o hábito de ver em nós este processo de tentação. Este processo que nos faz mudar os nossos corações do bem para o mal, que nos conduz ao caminho da descida. Algo que cresce, cresce lentamente, depois contagia outros e acaba por se justificar. Dificilmente as tentações chegam até nós de repente, o diabo é astuto. Ele sabe como percorrer este caminho, o mesmo que percorreu para chegar à condenação de Jesus. 


Quando nos encontramos num pecado, numa queda, sim, devemos ir e pedir perdão ao Senhor, é o primeiro passo que devemos dar, mas depois devemos dizer: «Como caí nisto? Como começou este processo na minha alma? Como cresceu? Quem contagiei? E, no final, como me justifiquei a mim mesmo por ter caído?».


A vida de Jesus é sempre um exemplo para nós e as coisas que lhe aconteceram são aquelas que acontecerão a nós, as tentações, as justificações, as pessoas boas que estão à nossa volta e talvez não as ouvimos, e as pessoas más, no momento da tentação, que procuramos aproximar-nos delas para fazer crescer a tentação. 


Mas nunca esqueçamos: sempre, atrás de um pecado, atrás de uma queda, há uma tentação que começou pequena, que cresceu, que contagiou e, no final, encontrou uma justificação para cair. Que o Espírito Santo nos ilumine neste conhecimento interior." (Papa Francisco, homilia, 04/04/20)


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 25 de março de 2021

SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR...


 Solenidade da Anunciação do Senhor (Lc 1,26-38)(25/03/21)

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Caríssimos irmãos e irmãs, a Anunciação do nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, é o acontecimento mais esperado de todos os tempos, pois significa que Deus se fez homem para nos fazer participantes de sua natureza divina. E tudo isso com a participação direta da Santíssima Virgem Maria que ao receber a visita do Anjo Gabriel escutou com profunda devoção e surpresa o divino convite e o aceitou dizendo o sim mais esperado pela humanidade, porque nesse momento o Espírito Santo gerou Jesus no seu ventre, e assim se cumpriu todas as profecias à respeito de sua vinda como o Messias esperado.

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Caríssimos, vejam a grandeza de tão sublime revelação, Jesus Cristo é Deus conosco, como profetizou Isaías (cf. Is 7,14), ou seja, é Deus porque nasce de Deus, isto é, gerado pelo Espírito Santo; é humano porque nasce de Maria, a mulher escolhida por Deus para ser a Mãe do Seu Filho. Assim, o Senhor une a sua natureza divina à nossa natureza humana para nos libertar para sempre do pecado e do resultado do pecado, o inferno.

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Meditemos então com estas palavras de são Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja: "A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza, pela força, a mortalidade, pela eternidade. Para saldar a dívida de nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à natureza passível. Deste modo, como convinha à nossa recuperação, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, podia submeter-se à morte através de sua natureza humana e permanecer imune em sua natureza divina."

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Oremos: "Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo." Amém!

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 24 de março de 2021

CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,31-42)(24/03/21)


Caríssimos, "a verdade incomoda no reino da mentira", e por causa disso, inocentes são condenados barbaramente por não se aliarem aos mentirosos, aos que se arvoram de sábios e entendidos; mandatários e senhores; donos de tudo e de todos. Ora, à estes diz o Senhor: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (Jo 8,32).


O Evangelho de hoje nos mostra dois tipos de seguidores de Cristo; os que acolhem a sua Palavra e a põe em prática, e assim se tornam seus verdadeiros discípulos; e os que o seguem, para contesta-lo, repreende-lo, injuria-lo e persegui-lo, com palavras e atos, como que a dizer-lhe: te seguimos, mas não te acolhemos, porque não te pertencemos.


Certa feita, disse o Beato João Duns Scoto: "Ser livre é escolher o Bem, o Sumo Bem, e o Sumo Bem é Deus." De fato, só existe liberdade num coração que se deixa governar por Cristo Jesus; como Ele mesmo disse: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres." (Jo 8,36). Corroborando com isso, escreveu são Paulo: "Ora, o Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade." (2Cor 3,17).


Portanto, caríssimos, continuemos escutando as exortações de são Paulo: "Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18)." (Gl 5,13-14).


Destarte, sigamos fielmente o Senhor Jesus como seus verdadeiros discípulos, isto é, conduzidos pelo Seu Santo Espírito, bem como meditamos na Carta aos Romanos: "Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." (Rm 8,14).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 22 de março de 2021

MULHER, NINGUÉM TE CONDENOU?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

 (Jo 8,1-11)(22/03/21)


Caríssimos, vivemos em meio à finitude humana, todos nós em algum momento de nossa vida por alguma razão ou tentação cometemos faltas, ou seja, desvio de reta conduta, e desse modo, prejudicamos à nós mesmos e aos outros; por isso, precisamos de verdadeiro arrependimento com as devidas desculpas e as reparações dos danos causados, para voltarmos ao bom senso, à paz que perdemos por conta de tais atos.


Com efeito, esta liturgia de hoje é como um bálsamo para as almas que realmente cultivam o bem para o qual fomos criados; por outro lado, ela também nos mostra o mal que somos capazes de fazer quando não buscamos uma vida de justiça e santidade, isto é, quando não nos deixamos conduzir pelos santos mandamentos da Lei de Deus.


Na primeira leitura de hoje o Profeta Daniel foi enviado por Deus em defesa de uma das filhas do seu povo que estava prestes a ser lapidada em praça pública pelo falso juízo de dois magistrados perversos que a acusaram injustamente de atos jamais praticados. Ora, como a justiça divina se cumpre na íntegra, a contradição de tais juízes pervertidos os levou à própria condenação.


De fato, um dos piores pecados que se comete na face da terra é o falso juízo, e por incrível que pareça é o que mais constatamos neste mundo. Quem dera vermos a prática constante dos atos de misericórdia, de amor e de bondade, certamente se evitaria a condenação de inocentes; e por outro lado, ajudaria os perversos a reverem os seus atos maléficos e não tornar a pratica-los.


No Evangelho de hoje vemos que todo pecador carrega a culpa dos seus pecados gravada em sua alma e por isso frequentemente tenta projeta-la condenando os outros, porém, quando confrontados com a justiça divina, recuam de tais atos para dar lugar à misericórdia e à bondade do Senhor que sempre perdoa e nos ensina à não mais pecar, como vimos neste episódio da mulher adúltera.


"Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMCinv.

domingo, 21 de março de 2021

HOMILIA DO 5°DOM DA QUARESMA...


 Homilia do 5°Dom da Quaresma (Jo 12,20-33)(21/03/21)


Caríssimos, o drama humano tem um nome e se chama pecado; de fato, ele é a causa de todos os males que vemos destruir não somente a vida humana, mas também toda beleza e toda a grandeza da criação. Ora, é impossível negar que os agentes causadores do pecado são todos os que, deixando de lado, as graças e as bênçãos que Deus nos deu por Seu Filho Jesus Cristo, se deixam levar pelas sugestões do maligno caindo no abismo que ora constatamos.


Sem dúvida alguma, a atual situação que estamos vivendo nos leva a refletir e a repudiar toda espécie de tentações e pecados, para buscarmos a verdadeira reconciliação com Deus, nosso Pai celestial. Qualquer pessoa de bom senso percebe o quanto é doloroso para Deus ver tantos dos seus filhos e filhas se perderem por não buscarem a sua misericórdia e o Seu amor.


Esta liturgia de hoje vem nos mostrar um fato que muito nos chama a atenção, é aquele em que os gregos procuram conhecer Jesus e para isso buscam nos Apóstolos Filipe e André seus interlocutores e intérpretes a intercessão necessária para encontrar o Senhor. No entanto, Jesus lhes apresenta um discurso escatológico, determinante para a nossa fé na ressurreição.


Diz o Senhor: "Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto." E acrescenta: "Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará."


Com efeito, certamente os gregos e os demais presentes alí talvez não entenderam o que Jesus lhes disse, no entanto, após a Sua paixão, morte e ressurreição ficou mais que evidente não somente para eles, mas para toda a humanidade. Em outras palavras, Jesus veio a este mundo para nos libertar do pecado, da morte e do inferno; e o seu sacrifício de cruz é a maior prova do amor de Deus por nós.


Portanto, caríssimos, cabe a nós aderirmos ao Senhor Jesus e permanecermos Nele para vencermos essa terrível tempestade que estamos atravessando. Para isso, sigamos esta exortação de são Paulo: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor." (Ef 5,1-2).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

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