VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A PALAVRA DE DEUS, FONTE INESGOTÁVEL DE VIDA













A PALAVRA DE DEUS, FONTE INESGOTÁVEL DE VIDA

Que inteligência poderá penetrar uma só de vossas palavras, Senhor? Como sedentos a beber de uma fonte, ali deixamos sempre mais do que aproveitamos. A palavra de Deus, diante das diversas percepções dos discípulos, oferece múltiplas facetas. O Senhor coloriu com muitos tons sua palavra. Assim, quem quiser conhecê-la, pode nela contemplar aquilo que lhe agrada. Nela escondeu inúmeros tesouros, para que neles se enriqueçam todos os que a eles se aplicarem.

A palavra de Deus é a árvore da vida a oferecer-te por todos os lados o fruto abençoado, à semelhança do rochedo fendido no deserto que, por todo lado, jorrou a bebida espiritual. Comiam, diz o Apóstolo, do alimento espiritual e bebiam da bebida espiritual.

Se, portanto, alguém alcançar uma parcela desse tesouro, não pense que este seja o único conteúdo desta palavra, mas considere que encontrou apenas uma porção do muito nela contido. Se só esta parcela esteve a seu alcance, não diga que essa palavra seja pobre e estéril, nem a despreze. Pelo contrário, visto que não pode abraçá-la totalmente, dê graças por sua riqueza. Alegra-te por seres vencido, não te entristeças por te ultrapassar.

O sedento enche-se de gozo ao beber e não se aborrece por não poder esgotar a fonte. Vença a fonte a tua sede, mas não vença a tua sede a fonte. Pois, se tua sede se sacia sem que a fonte se esgote, quando estiveres novamente sedento, dela poderás beber. Se, porém, saciada tua sede também se secasse a fonte, tua vitória redundaria em mal.

Dá graças, então, pelo que recebeste. Pelo que ainda restou e transbordou não te entristeças. Aquilo que recebeste e a que chegaste é a tua parte. O que sobrou é tua herança. Se, por tua fraqueza, em uma hora não consegues entender, em outras horas, se perseverares, poderás recebê-lo. Não te esforces, com maligna intenção, por beber de um só trago aquilo que não pode ser tomado de uma vez. Não desistas, por indolência, de tomá-lo aos poucos.

Paz e Bem!

Fonte: Do Comentário sobre o Diatéssaron, de Santo Efrém, diácono - (1,18-19:SCh 121,52-53) (Séc.IV)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

SERÁ QUE JÁ ESTAMOS SOFRENDO O COMEÇO DAS DORES?














SERÁ QUE JÁ ESTAMOS SOFRENDO O COMEÇO DAS DORES?

A PROFECIA DE SÃO NILO
“Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz à igrejas.” (Ap 2,29)

São Nilo, Eremita do século V, amigo e discípulo de São João Crisóstomo, Superior de um Mosteiro de Ancira, na Galácia (hoje Ankara -Turquia) , morreu no ano 430. Sua Profecia foi inserida na importante obra de Hagiografia: “Bibliotheca Sanctorum”, vol. IX, p. 1008.u

“Depois do ano 1900, por meados do século XX, as pessoas desse tempo tornar-se-ão irreconhecíveis …  Quando se aproximar o tempo da vinda do Anticristo, a inteligência dos homens será obscurecida pelas paixões carnais: a degradação e o desregramento acentuar-se-ão. O mundo, então, tornar-se-á irreconhecível. As pessoas mudarão de aparência, e será impossível distinguir os homens das mulheres, por causa do atrevimento na maneira de se vestir e na moda de seus cabelos.

Essas pessoas serão desumanas e como autênticos animais selvagens, por causa das tentações do anticristo.  Não se respeitará mais os pais e os mais idosos. O amor desaparecerá. E os pastores cristãos, bispos e sacerdotes, serão homens frívolos, completamente incapazes de distinguir o caminho à direita, ou à esquerda.

Nesse tempo as leis morais e as tradições dos cristãos e da Igreja mudarão. As pessoas não praticarão mais a modéstia e reinará a dissipação! A mentira e a cobiça atingirão grandes proporções, e infelizes daqueles que acumularão riquezas!  A luxúria, o adultério, a homossexualidade, as ações secretas e a morte serão a regra da sociedade.

Nesse tempo futuro, devido o poder de tão grandes crimes e de uma tal devassidão, as pessoas serão privadas da graça do Espírito Santo, recebida no seu batismo, e nem sequer sentirão remorsos.

As Igrejas serão privadas de pastores piedosos e tementes a Deus, e infelizes dos cristãos que restarem sobre a terra, nesse momento! Eles perderão completamente a sua Fé, porque não haverá quem lhes mostre a luz da verdade. Eles se afastarão do mundo, refugiando-se em lugares santos, na intenção de aliviar os seus sofrimentos espirituais, mas, em toda a parte, só encontrarão obstáculos e contrariedades. Tudo isto resultará do fato de que o Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis.
Dará também a um homem sem valor uma sabedoria depravada, a fim de descobrir um modo pelo qual um homem possa ter uma conversa com outro, de um canto ao outro da terra.

Nesse tempo, os homens também voarão pelos ares como os pássaros, e descerão ao seio do oceano como os peixes. E quando isso acontecer, infelizmente, essas pessoas verão as suas vidas rodeadas de conforto, sem saber, pobres almas, que tudo isso é uma fraude de Satanás. E ele, o ímpio, inflará a ciência da vaidade, a tal ponto que ela se afastará do caminho certo e conduzirá as pessoas à perda da Fé na existência de Deus, de um Deus em Três Pessoas…

Então, Deus, infinitamente Bom, verá a decadência da raça humana, e abreviará os dias, por amor do pequeno número daqueles que deverão ser salvos, porque o Inimigo desejaria arrastar mesmo os eleitos à tentação, se isso fosse possível. Então a espada do castigo aparecerá de repente e derrubará o corruptor e seus servidores.” (Bibl. Sanctorum, v. IX, p. 1008).

Paz e Bem!

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“Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados,       desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus,  ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade”.

“Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes homens de coração pervertido, reprovados na fé, tentam resistir à verdade. Mas não irão longe, porque será manifesta a todos a sua insensatez, como o foi a daqueles dois”. (2Tim 3,1-9).

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"EU E O PAI SOMOS UM." (Jo 10,30)













EU E O PAI SOMOS UM. (Jo 10,30)

A manifestação do Filho é o conhecimento do Pai

Ninguém pode conhecer o Pai sem o Verbo de Deus, isto é, sem o Filho que o revela. Também não se conhece o Filho sem a vontade do Pai. O Filho faz a vontade do Pai, pois o Pai o envia. O Filho é enviado e vem a nós. Assim o Pai, que é para nós invisível e incognoscível, torna-se conhecido por seu próprio Verbo. Ora, só o Pai conhece seu Verbo, como o manifestou o Senhor. Por isto, o Filho nos leva ao conhecimento do Pai mediante a sua própria encarnação. Com efeito, a manifestação do Filho é o conhecimento do Pai. Na verdade, tudo nos é revelado pelo Verbo.

O Pai revelou o Filho para se dar a conhecer a todos por meio dele. Mais ainda: a fim de acolher, em toda justiça, para a ressurreição eterna, os que nele creem. Crer nele é viver segundo sua vontade.

De fato, o Verbo já revela o Deus criador pela própria criação; pelo mundo, o Senhor que o construiu; pela criatura plasmada, o artífice que a plasmou; e pelo Filho, o Pai que o gerou. Destas coisas todos falam do mesmo modo, mas não creem todos do mesmo modo. Pela lei e os profetas, o Verbo, igualmente, anunciava-se a si e ao Pai. Todo o povo do mesmo modo o ouviu, mas não creram todos do mesmo modo. Pelo Verbo, tornado visível e palpável, o Pai se revelou, embora nem todos cressem nele do mesmo modo. Todos, porém, viram o Pai no Filho. A realidade invisível que se manifestava no Filho era o Pai, e a realidade visível na qual o Pai se revelou era o Filho.

O Filho tudo perfaz do princípio ao fim para o Pai, e sem ele ninguém pode conhecer a Deus. O conhecimento do Pai é o Filho. O conhecimento do Filho pertence ao Pai e é revelado pelo Filho. Por este motivo, o Senhor dizia: Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai; nem o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho revelar. Revelar não se refere apenas ao futuro como se o Verbo só tivesse começado a revelar o Pai quando nasceu de Maria. De fato, o Verbo se encontra universalmente e em todo o tempo. No início, sendo o Filho presente à sua criatura, ele revela o Pai a todos a quem o Pai quer, quando quer e como quer. Em tudo e por tudo, há um só Deus, o Pai, e um só Verbo, o Filho, e um só Espírito e uma única salvação para todos os que nele creem.

Paz e Bem!

Fonte: Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo - (Livr.4,6,3.5.7:SCh100,442.446.448-454) (Séc.I)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA ( PARTE 2)



















AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (PARTE 2)

Mãe da divina graça

Quando tratamos do mistério da fé aquilo que primeiro pensamos é a graça de Deus, porque dela precisamos permanentemente. A vida humana e a vida em geral é traduzida por dependência, exatamente porque dependemos em tudo para que a vida seja plena, quer em sua naturalidade quer para além de sua naturalidade. O apóstolo São João assim escreveu em seu Evangelho: ”Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou”. (Jo 1,16-18).

Ora, Maria é a mãe da divina graça porque toda a graça divina nos veio por seu Filho Jesus Cristo como escreveu o apóstolo São João. Assim também nos ensinou São Paulo: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo...” (Ef 1,3). Logo, essa invocação corresponde perfeitamente à Sagrada Escritura, e a própria Virgem Mãe testifica essa verdade revelada por Deus: “porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo”. (Lc 1,49).

Mãe puríssima

Puríssima é a mãe do puro amor, ou seja, sem mancha alguma, porque somente habitada por Deus. A feliz mãe do Senhor nos dá esse testemunho de pureza, pois somente a ela foi dado o privilégio de ser a mãe do Único Filho de Deus feito homem. De fato, Deus criou o homem e a mulher em estado de graça, isto é, perfeitos, sem a mancha do pecado. Com Maria, deu-se o mesmo fenômeno, ela foi redimida desde sua concepção, por isso, ela é puríssima em todos os sentidos. É isso o que nos revela São Lucas na visitação do anjo: “Entrando o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’”. (Lc 1,28). Assim compreendemos que Maria é a mais pura das criaturas em vista, como revelou São Lucas, do “ente santo”, que dela nasceu.

Mãe castíssima

A castidade é a virtude própria dos filhos e filhas de Deus, pois todos nascemos castos, isto é, consagrados naturalmente a Deus por nossa virgindade inata. Em Maria Deus elevou essa virtude à plenitude, ou seja, à dignidade de atributo, aquilo que lhe é próprio por toda vida, porque mesmo dando a luz, Maria permaneceu casta em toda a sua integridade, isto é, virgem antes, durante e depois do parto. Portanto, nunca houve contato psíquico, físico-sexual entre a mãe de Deus e qualquer criatura neste mundo, desse modo, o ser castíssimo de Maria advém de sua escolha e missão que se perpetua por toda a eternidade. Ninguém jamais receberá esse privilégio, porque a mãe do Senhor é a única que o recebeu.

Mãe Imaculada

Quando em Lourdes, na França, Maria em visão apareceu à pequenina Bernadette de Soubirous, esta a contemplou, e assim descreveu: “Uma vez finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu em sinal de profunda humildade e obediência a Deus e disse-me: "EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO". Ou seja, a Virgem Mãe confirmou o que as Escrituras Sagradas já havia revelado a respeito de quem era a mãe do Messias, o enviado de Deus para a salvação de toda humanidade (Cf. Is 7,14; Lc 1,26-35). Felizes de nós que também somos seus filhos por adoção, (Cf. Jo 19,26-27), porque desse modo temos no céu uma mãe imaculada que intercede por nós junto a Jesus, seu Filho e Filho de Deus muito amado.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.




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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

POR QUE TODOS ESTÃO FALANDO DE VAMPIROS?


POR QUE TODOS ESTÃO FALANDO DE VAMPIROS?

É preciso estar no mundo da lua para não perceber a frequência com que os vampiros aparecem na cultura popular atual:

Um dos programas de televisão mais populares dos últimos anos foi “Buffy, a Caça-Vampiros” (Buffy, the Vampire Slayer). O livro de Anne Rice, “Crônicas do Vampiro” (Vampire Chronicles), continua sendo amplamente lido. O canal HBO apresenta atualmente um programa sobre vampiros chamado “True Blood”. Wesley Snipes protagonizou “Blade”, uma série de três longa-metragens sobre vampiros. E um dos filmes de maior sucesso ultimamente é “Crepúsculo” (Twilight): uma história de amor entre adolescentes mortais e vampiros. Como explicar esse interesse permanente nesta matéria?

É óbvio que a astuta apresentação do mercado tem muito a ver com o sucesso desses programas, porém, creio que existam também outras razões. Na ordem espiritual há uma lei, semelhante à lei da conservação de energia, que expresso desta maneira: “quando se suprime o sobrenatural, o ser humano busca expressá-lo de uma forma indireta ou distorcida”. Nos últimos 50 anos, temos presenciado a atenuação da visão bíblica do mundo, que em alguns ambientes foi totalmente suprimida.

Em outras oportunidades, queixei-me do Secularismo entediante e sem graça que simplesmente põe de lado tudo o que é espiritual, o sobrenatural e o transcendente. Esta separação da dimensão religiosa é incentivada pela cultura do consumismo que nos ensina de mil maneiras que o prazer sensual e a riqueza material são as chaves da felicidade. Para a mentalidade secular, Deus é, quando muito, uma força distante e indiferente; Jesus, um guru; e a vida eterna, uma infantil fantasia.

No entanto, pela lei que expressei acima, o sobrenatural não pode ser suprimido. Instintivamente se procura a Deus e um mundo que transcenda o âmbito da experiência comum; somos naturalmente preparados para isso e por isso o nosso desejo – deformado pela cultura que nos cerca – produz uma versão distorcida dessa transcendência, uma espécie de espiritualidade de segunda categoria. É aí que surge na cultura o mundo dos vampiros! Apreciemos uma característica deste universo alternativo:

Longe de beber o sangue das suas vítimas, o que distingue os vampiros é a imortalidade: eles retornam da morte e são eternamente jovens. Embora a ideologia materialista que nos rodeia insista que não somos nada além de animais bastante inteligentes que se dissolvem na morte, no fundo sabemos que somos mais do que isso. Em nós existem – como disse Cleópatra na obra de Shakespeare – “nostalgias imortais”, pois somos ligados – queiramos ou não – ao Deus eterno que existe fora do tempo. Quando se suspende o sentimento religioso da imortalidade, produzimos estas raras alternativas imaginárias, como esses vampiros que não podem morrer. Digo “alternativa” porque a autêntica imortalidade não tem nada a ver com a vida sem fim neste mundo; ao contrário, tem mais a ver com ser transportado para fora do tempo, para o âmbito eterno de Deus. Contudo, quando estamos espiritualmente vazios, a alternativa mórbida do mundo dos vampiros nos fascina.

Há pouco tempo, encontrei uma frase magnífica de Anne Rice, a autora que mencionei acima e que escreveu uma série de novelas que iniciaram toda esta moda de vampiros. Ela dizia que o personagem de Louis, o gênio torturado entrevistado em sua já famosa primeira novela, é uma evocação de muitos amigos que ela teve nas décadas de 1960 e 1970, pessoas mergulhadas na miasma do secularismo pós-cristão. Como o vampiro da estória, não podiam encontrar a saída para a sua situação. A angústia existencial do vampiro de Anne Rice corre em paralelo com a angústia da geração secular, sedenta de todas as coisas que a sua cultura lhes negou. E o que torna a observação de Anne Rice mais fascinante é que ela mesma encontrou o caminho através da miragem secularista de sua geração e chegou, assim, em Cristo. Há apenas 10 anos, Anne Rice reencontrou-se com a vívida imaginação e a profundidade intelectual da fé de sua juventude e, a partir de então, tem dedicado o seu trabalho totalmente ao Senhor. Até agora publicou dois volumes de uma série sobre a vida de Jesus, contada em 1ª pessoa, e seu texto mais recente é o começo de uma nova série de novelas sobre os anjos. Também garantiu que, apesar dos pedidos de muitos dos seus admiradores, nunca mais voltará a escrever outra novela sobre vampiros. O que me resulta fascinante aqui é que quem tornou “chique” os vampiros conseguiu passar desta falsa visão do sobrenatural para adotar com entusiasmo a verdadeira visão.

O Catolicismo de Anne Rice me recorda o Catolicismo que desempenha um papel importante na novela original de Bram Stocker sobre Drácula. Stoker, um irlandês do século XIX, inseriu a sua lenda dentro da narrativa do pecado, da graça e da redenção. No relato de Stoker, Drácula havia amaldiçoado a Deus e caiu em uma condição infernal (o que explica a sua aversão ao Crucifixo). O professor Van Helsing, um cientista e fiel devoto (sim, definitivamente é possível ser ambos!), ajuda o vampiro a encontrar a salvação. Nesta novela, os temas católicos abundam: a Eucaristia, a Missa, a Vida Eterna etc. Com efeito, no final do século XIX era possível encontrar o relato de vampiros dentro do marco da História Cristã. O que encontramos hoje é um triste declínio, onde os contos de vampiros são o pálido substituto de um robusto Cristianismo.

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O Pe. Robert Barron é autor de “Why Is Everyone Crazy About Vampires?” (Por que Todos estão Loucos pelos Vampiros?), publicado pela Catholic New World, de 19.10.2009. Foi ordenado em 1986 pela Arquidiocese de Chicago. Possui Mestrado em Filosofia pela Universidade Católica da América e Doutorado em Teologia pelo Instituto Católico de Paris. É professor de Teologia Sistemática na Universidade de St. Mary of the Lake, Mundelein Seminary. É autor de: “And Now I See: A Theology of Transformation” (Agora eu Enxergo: uma Teologia de Tranformação), “Thomas Aquinas: Spiritual Master” (Tomás de Aquino: Mestre Espiritual), “Heaven in Stone and Glass: Experiencing the Spirituality of the Great Cathedrals” (Paraíso em Pedra e Vidro: experimentando a espiritualidade das grandes catedrais), “Eucharist (Catholic Spirituality for Adults)” (Eucaristia – Espiritualidade Católica para Adultos), “Priority of Christ” (A Prioridade de Cristo), “Toward a Postliberal Catholicism” (Rumo a um Catolicismo Pós-Liberal) e “Word on File: Proclaiming the Power of Christ” (Palavra no Arquivo: Proclamando o Poder de Cristo). Utiliza o seu canal no YouTube para atingir uma maior audiência, oferecendo valiosas lições de uma fé viva pela indicação de coisas que podemos aprender a partir da observação de personagens populares da TV e do cinema.

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Paz e Bem!

Por Pe. Robert Barron - Fonte: http://voxfidei.blogspot.com/ (06/02/12)
Tradução: Carlos Martins Nabeto

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS

                                                                                                                                                 
SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS

Quando as cruzes foram levantadas, foi coisa admirável ver a constância de todos, à qual eram exortados pelo Padre Passos e pelo Padre Rodrigues. O Padre Comissário permaneceu sempre de pé, sem se mexer e com os olhos fixos no céu. O Irmão Martinho cantava salmos de ação de graças à bondade divina, aos quais acrescentava o versículo: Em vossas mãos, Senhor (Sl 30,6). Também o Irmão Francisco Blanco dava graças a Deus com voz clara. O Irmão Gonçalo recitava em voz alta o Pai-nosso e a Ave-Maria.

O nosso Irmão Paulo Miki, vendo-se colocado diante de todos no mais honroso púlpito que nunca tivera, começou por declarar aos presentes que era japonês e pertencia à Companhia de Jesus, que ia morrer por haver anunciado o Evangelho e que dava graças a Deus por lhe conceder tão imenso benefício. E por fim disse estas palavras: “Agora que cheguei a este momento de minha vida, nenhum de vós duvidará que eu queira esconder a verdade. Declaro-vos, portanto, que não há outro caminho para a salvação fora daquele seguido pelos cristãos. E como este caminho me ensina a perdoar os inimigos e os que me ofenderam, de todo o coração perdôo o Imperador e os responsáveis pela minha morte, e lhes peço que recebam o batismo cristão.

Em seguida, voltando os olhos para os companheiros, começou a encorajá-los neste momento extremo. No rosto de todos transparecia uma grande alegria, mas era no de Luís que isto se percebia de modo mais nítido. Quando um cristão gritou que em breve estaria no paraíso, ele fez com as mãos e o corpo um gesto tão cheio de contentamento que os olhares dos presentes se fixaram nele. Antônio estava ao lado de Luís, com os olhos voltados para o céu. Depois de invocar os santíssimos nomes de Jesus e de Maria, entoou o salmo Louvai, louvai, ó servos do Senhor (Sl 112,1), que tinha aprendido na escola de catequese em Nagasaki; de fato, durante o catecismo, costumavam ensinar alguns salmos às crianças.

Alguns repetiam com o rosto sereno: “Jesus, Maria”; outros exortavam os presentes a levarem uma vida digna de cristãos; e por estas e outras ações semelhantes demonstravam estar prontos para a morte. Finalmente os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que os japoneses costumam usar. Vendo cena tão horrível, os fiéis gritavam: “Jesus! Maria!” Seguiram-se lamentos tão sentidos de tocar os próprios céus. Ferindo-os com um primeiro e um segundo golpe, em pouco tempo os carrascos mataram a todos.

Responsório Cf. Gl 6,14; Fl 1,29

R. Nós devemos gloriar-nos na cruz de Jesus Cristo; nele está a salvação, ressurreição e nossa vida; * Pelo qual nós fomos salvos, pelo qual fomos libertos.
V. A vós foi dada a graça, não só de crer em Cristo, mas também sofrer por ele. * Pelo qual.

Oração

Ó Deus, força dos santos, que em Nagasaki chamastes à verdadeira vida São Paulo Miki e seus companheiros pelo martírio da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte: Da História do martírio dos santos Paulo Miki e seus companheiros, escrita por um autor do tempo - (Cap.14,109-110:Acta Sanctorum Febr. 1, 769) (Séc.XVI) http://www.liturgiadashoras.org/index.html (06/02/12).

domingo, 5 de fevereiro de 2012

JESUS FOI PARA UM LUGAR SOLITÁRIO E ALI SE PÔS EM ORAÇÃO


Quando o Filho de Deus «levantando os olhos ao céu disse: 'Pai, glorifica o Teu Filho'» (Jo 17,1), ensinou-nos através desta ação que devemos levantar bem alto todos os nossos sentidos, as nossas mãos, as nossas faculdades, a nossa alma, e rezar n'Ele, com Ele e por Ele. Eis a obra melhor e mais santa que o Filho de Deus realizou na terra: adorar Seu bem amado Pai. Mas isto ultrapassa em muito qualquer raciocínio, e não conseguimos de maneira nenhuma alcançá-lo e compreendê-lo se não for no Espírito Santo. Santo Agostinho e Santo Anselmo dizem-nos que a oração é «uma elevação da alma para Deus». [...]

Eu digo-te apenas isto: liberta-te de ti mesmo e de todas as coisas criadas, e eleva plenamente a tua alma para Deus, acima de todas as criaturas, no abismo profundo. Mergulha o teu espírito no espírito de Deus com verdadeiro abandono [...], numa verdadeira união com Deus. [...] Pede a Deus tudo o que Ele quer que Lhe seja pedido, o que tu desejas e o que os homens desejam de ti. E acredita nisto: aquilo que uma pequena e insignificante moeda é, comparada com cem mil moedas de ouro, eis o que é toda a oração externa, comparada com esta oração que é uma verdadeira união com Deus, com esta fusão do espírito criado no espírito incriado de Deus. [...]

Se te pediram uma oração, é bom que a faças de maneira exterior, como te pediram e como tu te comprometeste a fazer. Mas ao fazê-lo leva a tua alma para as alturas e para o deserto interior, conduz para aí todo o teu rebanho como Moisés (Ex  3,1). [...] «Os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23). É nesta oração interior que se completam todas as práticas, todas as fórmulas e todos os tipos de oração que, desde Adão até agora, foram oferecidos, e que serão oferecidos até ao último dia. Tudo isto é levado à sua perfeição num instante, neste recolhimento verdadeiro e essencial.

Paz e Bem!

Fonte: Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 15, para a véspera dos Ramos

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O PAI DAS LUZES CONVIDA OS FILHOS DA LUZ (Cf. Lc 16,18)

                                                             










O PAI DAS LUZES CONVIDA OS FILHOS DA LUZ (Cf. Lc 16,18)

O Pai das luzes convida os filhos da luz (cf Lc 16,18) a celebrar esta festa de luz: «Aqueles que O contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido», diz o Salmo (34,6). Com efeito, «Aquele que habita numa luz inacessível» (1Tm 6,16) decidiu tornar-Se acessível; Ele abaixou-Se na nuvem da carne para que o fraco e o pequeno possam subir até Ele. Que descida misericordiosa! «Inclinou os céus», isto é, os cumes da divindade, e «desceu», tornando-Se presente na carne, «com densas nuvens debaixo dos Seus pés» (Sl 18,10). [...]

Obscuridade necessária para nos dar a luz! A luz verdadeira escondeu-Se na nuvem da carne, (cf Ex 13,21), nuvem obscura pela sua semelhança com a nossa «carne, idêntica à do pecado» (Rm 8,3). [...] Uma vez que a luz verdadeira fez da carne Seu esconderijo, nós, que somos seres de carne, aproximemo-nos do Verbo feito carne [...] para aprendermos a passar, pouco a pouco, da carne ao espírito.

Aproximemo-nos agora, pois hoje um novo sol brilha mais que o habitual. Até então tinha estado fechado em Belém, na estreiteza de um berço, e muito pouca gente O tinha conhecido; mas hoje, em Jerusalém, Ele apresenta-Se a um grande número, no Templo do Senhor. [...] Hoje o Sol eleva-Se para irradiar sobre o mundo inteiro. [...]

Se ao menos a minha alma pudesse arder com o desejo que inflamava Simeão, para que eu merecesse ser portador de uma tão grande luz! Mas, se a alma não for primeiro purificada dos seus pecados, não poderá ir ao encontro de Cristo «sobre as nuvens», da verdadeira liberdade (1Ts 4,17). [...] Só então poderá alegrar-se com Simeão na luz verdadeira e, como ele, partir em paz.

Paz e Bem!

Fonte: Adam de Perseigne (? -1221), abade cisterciense - Sermão 4 para a Purificação

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PERDOAR É UM DOS MAIORES ATOS DE AMOR













PERDOAR É UM DOS MAIORES ATOS DE AMOR...

Caríssimos, sabemos que Deus, em sua infinita bondade, nos criou por amor e somente para amar, por isso, quando não amamos, ficamos confusos e perturbados, isto é, nos perdemos por nós mesmos e vivemos sem o verdadeiro sentido de vida. Ora, somente um coração que ama é feliz e capaz de discernir qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.

O ser misericordioso é uma virtude que eleva nossa dignidade à condição divina, porque Deus que nos perdoa sempre nos deu também a virtude de perdoar-nos uns aos outros, e assim nos fazer participantes de sua misericórdia, transbordando-a até atingirmos o perfeito atributo, que é viver permanentemente sob sua graça. Com efeito, são Tiago nos ensina: “Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento.” (Tiag 2,12-13).

Ora, Cristo Jesus nos libertou do pecado, da morte e de todo o mal para nos conduzir santos e imaculados à Deus, que é nosso Pai, porque fomos adotados como seus filhos em Cristo; desse modo, fomos perdoados para perdoarmos, porque doravante o perdão se tornou para nós fonte de justiça e de liberdade definitiva. Só quem ama é que perdoa perfeitamente, porque o maior ato de amor é dar a vida por seus irmãos, como o fez Cristo Jesus, o Filho de Deus. Logo, só pode haver paz no coração humano reconciliado com Deus e com toda humana criatura; por isso, não podemos, em hipótese alguma, guardar mágoas, ódios, rixas ou qualquer espécie ressentimento, porque se isso acontecer, não haverá espaço para Deus em nosso coração, mas somente para o veneno mortal do não perdão.

E como devemos perdoar? Nunca tome como base de sua vida o pecado de quem quer que seja, em outras palavras, não dê atenção ao pecado dos outros, seja esse pecado contra sua pessoa ou contra as pessoas que amas, mas perdoe sempre sem nunca deixar de fazê-lo. Pois, assim nos exortou são Paulo: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.” (Ef 4,26-27).

E Jesus mesmo nos ensinou: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”. (Lc 6,36-38). E ainda: “Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.” (Mt 5,44-48).

Caríssimos, o primeiro ato de defesa contra a ofensa é o perdão, porque ele é um escudo de proteção, pois uma alma que perdoa conserva o estado de graça e é intocável pelo mal; visto que nada acontece em nossa vida por acaso ou sem a nossa permissão. Assim, meus irmãos, não podemos esquecer que estamos aqui unicamente para que a vontade de Deus aconteça e que nós somos os protagonistas de sua realização, porque Deus está sempre conosco e nunca nos deixa sozinhos; tudo o que o Senhor quer de nós é que obedeçamos aos seus mandamentos e lhe sejamos fiéis por toda a nossa vida, para que vivendo do seu amor o tenhamos sempre conosco a nos conduzir ao Seu Reino Eterno, morada definitiva dos seus eleitos.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TODOS OS FIÉIS TINHAM UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA












TODOS OS FIÉIS TINHAM UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA

Vede como é bom e alegre habitarem juntos os irmãos. Bom e alegre é habitar na unidade com os irmãos, porque vivendo deste modo, juntam-se à unidade da Igreja e, dizendo-se irmãos, concordam na caridade de um só querer. Já na primeira pregação dos apóstolos existia este grande preceito, conforme lemos: Todos os fiéis possuíam um só coração e uma só alma. Convém, portanto que o povo de Deus seja de irmãos em um só Pai, uma unidade em um só Espírito, vivam unânimes em uma só casa, sejam membros de um só corpo. Bom e alegre é habitarem os irmãos na unidade.

O profeta encontra uma comparação para esta alegria e bondade: Como o óleo sobre a cabeça, que desce pela barba de Aarão, até à orla de suas vestes. O óleo de Aarão foi um bálsamo composto de perfumes, que o ungiu por sacerdote. Agradou a Deus que assim, primeiramente, fosse consagrado seu sacerdote. Nosso Senhor também foi ungido invisivelmente, de preferência a seus companheiros. Unção não terena; não derramada de um chifre, como se ungiam os reis, mas unção com o óleo da alegria, depois da qual, conforme a lei, Aarão foi chamado de “Cristo”, isto é, “o ungido”.

Como esta unção expele os imundos espíritos do coração de quem a recebe, também pela unção da caridade, começamos a exalar a concórdia, tão suave a Deus, como diz o apóstolo: Somos o bom odor de Cristo. Assim, pois, como a primeira unção, e de Aarão sacerdote, foi agradável a Deus, do mesmo modo é bom e alegre habitarem os irmãos na unidade.

O óleo desceu da cabeça à barba. A barba é o distintivo da idade adulta. Não é bom sermos crianças em Cristo, a não ser, como já se disse, crianças na malícia, não no entendimento. O apóstolo chama todos os infiéis de criancinhas, que ainda não suportam alimento sólido, precisam de leite. Ele diz: Dei-vos leite a beber e não alimento sólido; ainda não éreis capazes e nem mesmo agora o sois.

Paz e Bem!

Fonte: Dos Tratados sobre os Salmos, do Pseudo Hilário - (Ps.132: PLS1,244-245) (Séc.IV) http://www.liturgiadashoras.org/index.html (30/01/12)


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