VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 21,28-32)(15/12/20)

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Caríssimos, toda conversão é autêntica, é transparente, é convincente quando há arrependimento sincero expresso pela mudança de vida; em outras palavras, é o testemunho verdadeiro que transparece a graça e a misericórdia de Deus que nele se revelam. Bem ao contrário é o falso justo, que vive uma fé aparente, isto é, sem verdadeiro arrependimento ou prática penitencial.

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A liturgia de hoje trata exatamente destes dois tipos de posturas que podem apresentar aqueles que se aproximam do Senhor. A primeira delas são aqueles que não se julgam melhores que os outros e nem emitem juízos de valor; por isso, ao se aproximar do Senhor reconhecem os próprios erros e procuram mudar de vida por acreditar na Sua Palavra.

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A segunda postura diz daqueles que mesmo conhecendo a verdade fazem o contrário dela, por se acharem justos e no direito de julgar e condenar tudo e todos; por isso, são eivados de rigidez farisaica, intolerância e todo tipo de ideologias. De fato, estes na prática jamais fazem a vontade de Deus. 

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No Evangelho de hoje Jesus conta a parábola dos dois filhos à quem o pai ordena ir trabalhar na vinha; um diz sim, mas não vai; o outro, à princípio diz não, mas depois se arrepende e obedece prontamente à ordem do pai. Ora, o desfecho dessa parábola é bem claro, a vivência da verdadeira fé consiste não na obediência aparente, mas sim na autêntica.

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Portanto, caríssimos, não basta dizer que acreditamos no Senhor Jesus, é preciso pôr em prática o que Ele nos ensina, caso contrário, cairemos na triste contradição de dizer: Senhor, Senhor... e na prática, apresentar uma postura totalmente falsa, ou seja, eivada de incoerência e falso testemunho.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

A AUTORIDADE DO SENHOR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 21,23-27)(14/12/20)

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Caríssimos, quem procura o Senhor para conhecer a verdade nunca o questiona ou duvida de Sua autoridade porque encontra Nele a essência da vida; ao contrário, quem dele duvida e o questiona o faz porque se encontra fechado à verdade eterna e por isso sempre julga conforme os próprios critérios e não segundo os critérios de Deus.

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Com efeito, vemos isso na primeira leitura em que o Profeta Balaão "alugado" pelo rei Balaque partiu para proferir maldições contra o povo de Deus, mas ao encontrar-se com o anjo do Senhor foi iluminado com a sabedoria divina e proferiu bênçãos ao invés de maldições. Ou seja, quem se abre para a graça de Deus, ainda que esteja no erro não se deixa enganar e nem engana, porque o Senhor protege sempre seus filhos e filhas.

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"No trecho do Evangelho de hoje (Mt 21, 23-27) proposto por essa liturgia, ao contrári, vemos homens que não têm esta liberdade, não têm horizontes, homens fechados nos seus cálculos. A ponto que os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo perguntam ao Senhor: “Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade?”.

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À pergunta sucessiva de Jesus, antes de responder “não sabemos”, fazem os seus cálculos: “Mas se respondermos isto corremos este perigo, e se dissermos outra coisa...”. Contudo, os cálculos humanos fecham o coração, fecham a liberdade. É a esperança que nos torna ligeiros. Eis que esta hipocrisia dos doutores da lei, que está no Evangelho e que fecha o coração, nos torna escravos: eles eram escravos.

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Por um lado, há quem tem esperança na misericórdia de Deus e sabe que Deus é Pai, que Deus perdoa sempre e tudo, e que além do deserto existe o abraço do Pai, o perdão. Mas, por outro, há também aqueles que se refugiam na sua escravidão, na própria rigidez, e não sabem nada da misericórdia de Deus. Aqueles sobre os quais fala o Evangelho de Mateus: eram doutores, tinham estudado, mas a sua ciência não os salvou." (Papa Francisco, meditação matutina, 14/12/15).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 13 de dezembro de 2020

A ALEGRIA ETERNA NOS VEM DO SENHOR...

Homilia do 3°Dom do Advento (Jo 1,6-8.19-28)(13/12/20)


Caríssimos nos desígnios de Deus e na Sua obra salvífica existem missões que são únicas como aliás são únicas todas as suas obras, porque o Senhor nunca se repete. E uma destas é a missão de João Batista, o precursor de Jesus, o Messias enviado para nos salvar e nos levar consigo para o Reino dos céus (cf. Jo 14,1-6).

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Discorrendo sobre a missão do precursor de Jesus, disse o Papa Francisco: "João era a voz, a ponto que ele mesmo diz de si: “Eu sou a voz que brada no deserto”. Mas não era a Palavra. De fato, ele era a voz que dá testemunho da Palavra, indica a Palavra, o Verbo de Deus. Era apenas voz. João é o provisório e Jesus é o definitivo. João é o provisório que indica o definitivo. Mas a grandeza de João consiste precisamente neste ser provisório, neste seu "ser para". Um homem sempre com o dedo ali, a indicar outro. 

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Com efeito, lê-se no Evangelho que o povo se questionava se João era o Messias. E ele, claro: “Não sou eu”. E também quando os doutores, os chefes do povo lhe mandaram perguntar: "Mas és tu ou devemos esperar outro?", ele repetiu sempre: "Não sou eu. Outro virá", recordando de novo que teria chegado outro ao qual ele nem sequer era digno de atar as sandálias: "Não sou eu. Outro, que vos batizará". 

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Por isso João é grande, porque se põe sempre de lado. Ele é grande porque é humilde e toma o caminho do abaixar-se, aniquilar-se, o mesmo que tomará Jesus em seguida. E também nisto oferece um grande testemunho. (Papa Francisco, meditação matutina, 16/12/16).

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Portanto, caríssimos, também nós vivemos dessa verdade eterna anunciada por João Batista que hoje se faz presente em nossa vida, Jesus Cristo nosso Senhor e Redentor. É Nele que vivemos, nos movemos e somos, é Dele que nos vem a alegria e a felicidade eterna, de fato, Jesus é a única razão do nosso viver.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

HUMILDADE E MANSIDÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mt 11,16-19)(11/12/20)

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Caríssimos a vida em sua contingência e dirigida apenas pela nossa vontade se transforma num mar de perguntas e muitas delas sem respostas. Naturalmente dependemos cem por cento do ar que respiramos, da comida e bebida que ingerimos e de tudo o que contribue para a nossa sobrevivência.

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Por isso mesmo, ninguém é autossuficiente o bastante para dizer não preciso; pois, quando se cai nessa tentação perde-se de imediato as virtudes que nos fazem viver em constante comunhão com o Senhor. De fato, a humildade é a terra fecunda onde germina todas as virtudes, e a mansidão é o equilíbrio que nos mantém serenos diante dos desequilíbrios causados pelos pecados dos que abandonam o caminho do Senhor.

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Comentando o Evangelho de hoje, disse o Papa Francisco: "É precisamente a classe dirigente que fecha as portas à maneira como Jesus nos quer salvar. Neste sentido, compreende-se os fortes diálogos de Jesus com a classe dirigente de seu tempo: discutem com ele, põem-no à prova, tentam faze-lo cair em armadilhas, porque neles há precisamente uma resistência a ser salvo.

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Diante desta atitude, Jesus lhes diz: "Eu não entendo. Vocês são como aquelas crianças: nós tocamos flauta para vocês e vocês não dançaram; nós cantamos uma canção triste para vocês e vocês não choraram. O que vocês querem?". A resposta permanece: "Queremos a salvação à nossa maneira". Portanto, volta sempre esse “fechamento” ao modo de operar de Deus." (Papa Francisco, trechos da meditação matutina, 03/10/14).

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Conclusão: Caríssimos, tudo neste mundo passa e quando menos esperamos chega ao fim; e quando nos apegamos às coisas deste mundo nenhuma esperança elas carregam, pois, não passam de poeira que o vento leva. Todavia, quando nos deixamos conduzir pela vontade do Senhor, Ele nos dá a certeza de que a vida é eterna.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A MISSÃO DE SÃO JOÃO BATISTA...

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 11,11-15)(10/12/20)

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Caríssimos, no Evangelho de hoje Jesus revela a humanidade quem é João Batista, qual é a sua missão e a grande importância de sua vinda. Com efeito, João foi enviado por Deus com a mesma missão do Profeta Elias; como o último dos profetas; como o anunciador do Messias; como aquele que fecha o Antigo Testamento e abre o Novo, e como sinal do fim dos tempos.

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Escutemos então o Senhor Jesus: “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele." De fato, as verdades eternas trazidas por João Batista nos leva a aderir prontamente ao Senhor com todo o nosso coração no desejo de que venha logo o Reino de Deus e a sua justiça.

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Com efeito, vivemos em meio às crises deste mundo e essa pandemia é um dos sinais de que a humanidade passou dos limites no que diz respeito às maldades aqui praticadas; está havendo uma profunda inversão de valores, começando pela perseguição generalizada à Cristo e aos cristãos; por outro lado tais perseguidores exaltam tudo o que é contra a fé e os bons costumes.

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Portanto, caríssimos, mantenhamos a nossa fé em Jesus, o Filho de Deus, como nos ensinou são João Batista: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Eu não sou digno nem de desatar as correias de suas sandálias, convém que Ele cresça e que eu diminua." Pois, quem perseverar no seguimento do Senhor até o fim será salvo. 

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Destarte, acolhamos de coração estas palavras de são Paulo: "O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados." (Rm 8,16-17).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

PARA QUE O NOSSO TESTEMUNHO SEJA PERFEITO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 11,28-30)(09/12/20)

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Caríssimos, somos discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo e com Ele aprendemos sempre; seu exemplo de vida, suas palavras são vias de perfeição que nos conduz ao Reino dos céus, a felicidade eterna. No entanto, vivemos num mundo em que a maioria não o ama e por isso não o segue, porque para isso, como Ele mesmo disse: "é preciso renunciar à si mesmo, tomar a sua cruz de cada dia e segui-lo."

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Com efeito, nesse nosso mundo a maioria pensa somente na fama, no sucesso, no ter mais como os únicos meios de se alcançar a realização, a verdadeira felicidade, esquecendo-se que assim como todas as coisas existentes são obras das mãos de Deus, a realização e a felicidade também o são, e que somente Nele as encontramos.

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No Evangelho de hoje, "Jesus tomou a palavra e disse: Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. 

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De fato, como discípulos do Senhor, com Ele aprendemos o quanto é maravilhoso viver o que nos ensina, pois, isso resulta no bem estar interior que nos faz refletir a sua presença em nossa almas e em nossas ações, como vemos nestas palavras de são Paulo: "Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gl 2,19-20)

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Portanto, caríssimos, não sabemos quanto tempo ainda temos neste mundo, por isso, procuremos viver em comunhão com o Senhor todo o tempo que nos resta, para que o nosso testemunho da convivência com Ele e entre nós seja perfeito.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

IMACULADA, MARIA DE DEUS...


 Solenidade da Imaculada Conceição (Lc 1,26-38)(08/12/20)

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Caríssimos, hoje a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe; com essa Solenidade podemos perguntar: o que tem de tão especial nela? A resposta nos aponta para a vinda do Messias, nascido do seio virginal da Imaculada, ou seja, daquela que foi concebida sem pecado e que assim o trouxe à este mundo como Redentor da humanidade.

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O relato da primeira leitura mostra o motivo que levou nossos primeiros pais ao pecado, ou seja, querer ser como Deus sem Deus, a partir do diálogo pecaminoso com o maligno. Começou com Eva e terminou em Adão, os quais caíram em desgraça por acreditarem nas mentiras contadas pelo o inimigo de nossas almas.

Comentando o Evangelho de hoje, disse o Papa Francisco: "A cheia de graça levou uma vida bonita. Qual era o seu segredo? Podemos compreende-lo olhando para o cenário da Anunciação. Em muitas pinturas Maria é representada sentada diante do anjo com um pequeno livro nas mãos.

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Este livro é a Escritura. Assim Maria costumava ouvir Deus e estar com Ele. A Palavra de Deus era o seu segredo: perto do seu coração, depois se encarnou no seu seio. Permanecendo com Deus, dialogando com Ele em todas as circunstâncias, Maria tornou bela a sua vida.

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O que faz bela a vida não é a aparência, não é aquilo que é passageiro, mas o coração orientado para Deus. Contemplemos hoje com alegria a cheia de graça. Peçamos-lhe que nos ajude a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a levar uma vida bonita, dizendo “sim” a Deus. (Papa Francisco, Angelus, 8/12/17).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O PODER DO SENHOR AGE NO CORAÇÃO DOS HUMILDES...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,17-26)(07/12/20)

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Caríssimos, o Profeta Isaías começa essa liturgia de hoje com um lindo poema profético: "Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus."

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Com efeito, Deus criou a terra como um belíssimo jardim florido, um paraíso, mas os homens iludidos pelo maligno, tentam transforma-la num inferno; todavia, Deus nos ama e por Seu amado Filho Jesus, nascido da Virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo, nos liberta deste mundo e das mazelas causadas pelos pecados aqui praticados.

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No Evangelho de hoje Jesus curou um paralítico da paralisia do pecado e da paralisia física, deixando a multidão estupefata: "Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas!" Por outro lado, os escribas e fariseus murmuravam e interiormente o acusavam de blasfemia por ter dito ao paralítico: “Homem, teus pecados estão perdoados”.

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De fato, ao ver a fé daqueles que transportavam o paralítico o poder misericordioso do Senhor agiu sobre ele e assim se realizou a libertação tanto desejavam. Ora, com isso, o Senhor nos ensina duas grandes lições para a vivência da fé: o poder de Deus age sempre na vida daqueles que buscam realizar a sua vontade e cheios de temor o glrificam por suas maravilhas; mas, nunca na vida dos que o julguam, porque estes não dão espaço para a fé em seus corações.

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Portanto, caríssimos, os exemplos bíblicos são caminhos de perfeição que o Senhor nos abriu para que o sigamos fielmente em sua via de santidade até que cheguemos à plenitude do Seu Reino, à vida eterna.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

domingo, 6 de dezembro de 2020

A MISSÃO DE JOÃO BATISTA...


 Homilia do 2°Dom do tempo do Advento (Mc 1,1-8)(06/12/20)

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Caríssimos, todos nós estamos percorrendo a estrada da vida natural neste mundo rumo à eternidade. Todavia, pelo fato de sermos batizados percorremos pela via da perfeição que é Cristo, como Ele mesmo se definiu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14,6).

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Na primeira leitura o Profeta Isaías anuncia a vinda do Messias e do Seu precursor, João Batista, dizendo ser ele a voz que anuncia um tempo novo em que Deus mesmo estará conosco nos ensinando e nos curado de todos os males, nos libertando de todo o pecado. De fato, quem encontra o Senhor Jesus, encontra todas as graças e todas as bênçãos que Ele veio trazer para a nossa salvação.

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Na segunda leitura são Pedro nos exorta sobre a necessidade de nos preparar para a Parusia do Senhor, ou seja, para a Sua segunda vinda: "O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus." (2Pd 3,11-12).

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O Evangelho de hoje discorre especificamente sobre a missão de João Batista como o precursor de Jesus, o Messias enviado por Deus Pai com o poder do Espírito Santo. À princípio as pessoas o confundiam como se ele fosse o Messias, mas ele logo tratou de tirar essa dúvida, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”.

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"Por isso João é grande, porque se põe sempre de lado. Ele é grande porque é humilde e toma o caminho do abaixar-se, aniquilar-se, o mesmo que tomará Jesus em seguida. E também nisto oferece um grande testemunho."

(Papa Francisco)

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 5 de dezembro de 2020

E O SENHOR TEVE COMPAIXÃO DA MULTIDÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,35–10,1.6-8)(05/12/20)


Caríssimos, para entender Deus e a sua relação conosco basta analisarmos as reações de Jesus junto àqueles que o encontram no exercício do seu ministério. O Evangelho de hoje bem o demonstra: "Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor." 

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Com efeito, as reações humanas de Jesus frente às nossas necessidades revelam as reações de Deus, nosso Pai, que o faz vir em nosso auxílio à medida que lhe pedimos a sua intervenção. "Então disse Jesus a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

De fato, por esse episódio vemos que a oração é o espaço sagrado onde encontramos o nosso Pai celestial e interagimos com Ele na certeza de que somos ouvidos e atendidos por sua divina compaixão. No Antigo Testamento o Senhor já o havia revelado isso a Moisés: “Com efeito, qual grande nação tem deuses tão próximos de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, cada vez que o invocamos?”

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De certo, também no Evangelho de hoje o Senhor nos dá a conhecer que as ações de Deus acontecem diretamente ou por meio do serviço que lhe prestamos em prol da salvação temporal e eterna das almas: "E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

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Portanto, caríssimos, como faremos isso? Por meio da obedecendo à sua Palavra, seguindo fielmente às suas ordens, ou seja, pelo anúncio, a oração e a vivência dos Santos Mandamentos; porquanto que não esqueçamos, a graça é de Deus, mas, o pôr em prática a graça cabe somente a cada um de nós quando chamados por Ele.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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